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  • NASF (Ncleos de Apoio Sade da Famlia)

    PROF Ana Paula Santos

    Belm PA 2010

    Escola Superior da Amaznia Curso de Terapia Ocupacional

  • A POLTICA NACIONAL DA ATENO BSICA

    A Portaria N 648/GM de 28 de maro de 2006,

    aprovou a Poltica Nacional de Ateno Bsica e

    estabeleceu a reviso de diretrizes e normas para a

    organizao da Ateno Bsica para a Estratgia

    Sade da Famlia (PSF) e o Programa Agentes

    Comunitrios de Sade (PACS).

    Considerando o fortalecimento da estratgia Sade

    da Famlia, a melhoria da qualidade e resolutividade

    da ateno bsica, foi proposto a criao dos NASF

    Ncleos de Apoio Sade da Famlia.

  • A Ateno Primria Sade complexa e demanda uma interveno ampla em diversos aspectos para que se possa ter efeito positivo sobre a qualidade de vida da populao, necessita de um conjunto de saberes para ser eficiente, eficaz e resolutiva. definida como o primeiro contato na rede assistencial dentro do sistema de sade, caracterizando-se, principalmente, pela continuidade e integralidade da ateno, alm da coordenao da assistncia dentro do prprio sistema, da ateno centrada na famlia, da orientao e participao comunitria e da competncia cultural dos profissionais.

  • A Sade da Famlia caracteriza-se como a porta de entrada prioritria de um sistema hierarquizado, regionalizado de sade e vem provocando um importante movimento de reorientao do modelo de ateno sade no SUS. Visando apoiar a insero da Estratgia Sade da Famlia na rede de servios e ampliar a abrangncia e o escopo das aes da Ateno Primaria bem como sua resolutividade, alm dos processos de territorializao e regionalizao, o Ministrio da Sade criou o Ncleo de Apoio Sade da Famlia NASF, com a Portaria GM n 154, de 24 de Janeiro de 2008, Republicada em 04 de Maro de 2008.

  • O NASF deve ser constitudo por equipes

    compostas por profissionais de diferentes

    reas de conhecimento, para atuarem em

    conjunto com os profissionais das Equipes

    Sade da Famlia, compartilhando as

    prticas em sade nos territrios sob

    responsabilidade das Equipes de SF no qual

    o NASF est cadastrado.

  • Objetivo

    Artigo 1 - Ampliar a abrangncia e o escopo das aes da Ateno Bsica, bem

    como sua resolubilidade, apoiando a

    insero da estratgia de Sade da Famlia

    na rede de servios e o processo de

    territorializao e regionalizao a partir da

    ateno bsica.

  • Diretrizes

    Os NASF no se constituem porta de

    entrada do sistema;

    Responsabilizao compartilhada entre as

    equipes SF e equipe do NASF, baseado na

    prtica da referncia e contra-referncia;

    Os NASF devem instituir a plena

    integralidade do cuidado fsico e mental do

    usurio do SUS.

  • Classificao

    NASF 1: dever ser composto por, no mnimo 5 profissionais de nvel superior de ocupaes no coincidentes;(Mdico Acupunturista, Assistente Social, Professor de Educao Fsica, Farmacutico, Fisioterapeuta, Fonoaudilogo, Mdico Generalista, Mdico Homeopata, Nutricionista, Mdico Pediatra, Psicloga, Mdico Psiquiatra e Terapeuta

    Ocupacional)

    NASF 2: dever ser composto por, no mnimo 3 profissionais de nvel superior de ocupaes no coincidentes.(Assistente Social, Professor de Educao Fsica, Farmacutico, Fisioterapeuta, Fonoaudilogo, Nutricionista, Psiclogo e Terapeuta Ocupacional)

  • Secretarias Municipais de Sade

    Planejar as aes que sero realizadas pelos NASF;

    Definir o plano de ao do NASF em conjunto com

    as ESF;

    Selecionar, contratar e remunerar os profissionais

    dos NASF;

    Manter atualizado o cadastro dos profissionais dos

    NASF;

  • Disponibilizar estrutura fsica adequada e garantir os recursos de custeio;

    Realizar a avaliao de cada NASF;

    Assegurar o cumprimento da carga horria dos profissionais dos NASF;

    Estabelecer estratgias para desenvolver parceria com os demais setores da sociedade.

  • SECRETARIA ESTADUAL DE SADE

    Quando necessrio, estimular a criao de

    consrcios intermunicipais para implantao

    de NASF 01 entre os municpios;

    Assessorar, acompanhar e monitorar o

    desenvolvimento das aes dos NASF;

    Realizar avaliao e/ou assessorar sua

    realizao;

    Acompanhar a organizao da prtica e do

    funcionamento dos NASF.

  • Organizao do processo de trabalho dos NASF, nos territrios de sua responsabilidade, deve ser

    estruturado priorizando:

    Atendimento compartilhado para uma interveno interdisciplinar, com troca de saberes, capacitao e responsabilidades mtuas, gerando experincia para ambos os profissionais envolvidos. Com nfase em estudo e discusso de casos e situaes, realizao de projeto teraputico, orientaes, bem como atendimento conjunto; (criando espaos de reunies, atendimento, apoio por telefone, e-mail, etc).

  • Intervenes especificas do NASF com

    usurios e famlias encaminhados pela

    equipe de SF, com discusses e negociao

    a priori entre os profissionais responsveis

    pelo caso, de forma que o atendimento

    individualizado pelo NASF se d apenas em

    situaes extremamente necessria;

  • Aes comuns nos territrios de sua responsabilidade, desenvolvidas de forma articulada com as equipes de SF e outros setores. Como por exemplo o desenvolvimento do projeto de sade no territrio, planejamentos, apoio aos grupos, trabalhos educativos, de incluso social, enfrentamento da violncia, aes junto aos equipamentos pblicos (escolas, creches, igrejas, pastorais, etc).

  • O NASF est dividido em nove reas

    estratgicas sendo elas: atividade

    fsica/praticas corporais; prticas integrativas

    e complementares; reabilitao; alimentao

    e nutrio; sade mental; servio social;

    sade da criana/ do adolescente e do

    jovem; sade da mulher e assistncia

    farmacutica.

  • Aes de Terapia Ocupacional no NASF

    A Terapia Ocupacional est inserida nas

    reas de Reabilitao e Sade Mental,

    respectivamente. Porm, a atuao desses

    profissionais ultrapassa tais limites,

    abrangendo boa parte das aes propostas

    pelo Ministrio da Sade como prioritrias

    para os Ncleos,em especial as aes

    relacionadas sade funcional.

  • Aes de Prticas Integrativas e Complementares

    Atividades de educao em sade, individual

    e em grupo, estimulando o auto-cuidado e

    AVDs na criana, adolescente, adulto e

    idoso, minimizando riscos sade (teste de

    memria e teste de nvel de estresse).

  • Atividades Fsicas e Prticas Corporais

    Aes de educao em sade para a preveno de leses e cuidados a grupos populacionais especficos (crianas, gestantes, idosos, pessoas com deficincias);

    Construo de espaos coletivos para a realizao de atividades ldicas, intervenes ergonmicas, tcnicas de relaxamento, arteterapia, musicoterapia.

  • Aes de Alimentao e Nutrio

    Desenvolver prticas de atividades da vida diria relacionada promoo de hbitos alimentares saudveis, essenciais sobrevivncia humana, como por exemplo, preveno da obesidade infantil e desnutrio do idoso;

    Orientaes quanto ao uso de Tecnologia Assistiva nas adaptaes necessrias alimentao.

  • Aes de Reabilitao

    Atividades de educao em sade para a preveno e minimizao de traumas e violncia domstica, ocupacionais e de lazer;

    Orientaes para as pessoas com deficincia, seus familiares e cuidadores;

    Treinamentos de Atividades Prticas da Vida Diria (AVD), Atividades Instrumentais da Vida Diria (AIVD) e Tecnologia Assistiva;

    Visitao para a identificao e orientao quanto necessidade de adaptaes domiciliares;

    Reinsero social, escolar e ocupacional;

    Orientao s equipes de sade da famlia para a identificao de usurios com necessidades de ateno sade em reabilitao.

  • Aes de Sade da Criana

    Desenvolver aes de estimulao essencial em

    crianas identificadas com problemas

    neuropsicomotores;

    Implementar aes intersetoriais de ateno integral

    a crianas com atraso no desenvolvimento

    neuropsicomotor e distrbios de comportamento;

    Realizar visitas s populaes identificadas e que

    necessitem de adaptaes domiciliares.

  • Aes da Sade da Mulher

    Orientaes quanto ao planejamento familiar, preveno de DST/AIDS, cuidados pessoais;

    Realizao de atividades teraputicas integradas intersetorializados que promovam a valorizao da mulher;

    Monitorar a situao epidemiolgica local, identificando agravos prioritrios e formas de interveno coletiva subsidiando o planejamento de aes das equipes de sade da famlia, a ateno sade da mulher;

    Desenvolvimento de atividades laborais com mulheres das comunidades, em situao de excluso social, estimulando aprendizagem de novos ofcios e possibilitando a reinsero econmica e social.

  • Aes de Sade Mental

    Orientaes para as pessoas com transtornos mentais, seus familiares e cuidadores.

    Atuar de forma integrada com as equipes multiprofissionais dos Centros de Ateno Psicossocial, promovendo a reinsero social, escolar e ocupacional;

    Orientao s equipes de sade da famlia para a identificao, abordagem e referncia de usurios com transtornos mentais, necessitando de ateno especializada;

    Aes integradas para a reduo de riscos e danos aos grupos de maior vulnerabilidade (usurios de drogas e lcool, drogas, tabaco);

    fomentar a constituio de espaos de reabilitao psicossocial na comunidade de forma intersetorializada (oficinas teraputicas comunitrias).

  • Aes de Servio Social

    Contextualizar a problematizaro da rea adstrita e identificar as necessidades locais, contribuindo para a reduo do risco e da vulnerabilidade social dos usurios;

    fomentar a construo de espaos sociais integrados e intersetorializados;

    Desenvolver aes integradas e intersetoriais que minimizem a excluso e a indiferena, estimulao a participao e a cidadania.

  • POR HOJE...