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  • HOLANDA

    HOLANDA

    Ano

    1R$

    10,0

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    M.C. ES

    CHER

    M.C. ES

    CHER

    XILOG

    RAVURA

    XILOG

    RAVURA

    ESPECIA

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    O MUND

    O MGI

    CO DE

    CONHEA MAIS

    SOBRE O PAS DO NOSSO

    ARTISTA HOMENAGEADO

    CEM ANOS NA

    LITERATURA DE CORDEL

  • 3

    EDITORIALOl! Primeira vez? Vamos nos apresentar ento.

    A Mosaico uma revista de entretenimento que surgiu da necessidade de reunir, de forma descontrada, toda a programao cultural de Braslia em um s espao. Dentro dela, vimos a oportunidade de trabalhar melhor as ligaes existentes.

    Para no nos perder, focamos em trs grandes reas: cultura, turismo e consumo. E a cada ms buscamos demonstrar a melhor forma que Braslia interage com o mundo dentro dessas vertentes e apresent-las para voc.

    Juntando cada informao, buscamos novas tendncias e o que vai acontecer no ms. No preciso bssola para entend-la, voc trilha o caminho e a revista faz o resto.

    Como edio de estria, novembro ser dedi-cado ao gnio M.C. Escher, quem ele foi, o que fez e o impacto de sua obra. Sua influncia ser demonstrada, principalmente nos diversos trabalhos, tanto no cinema quanto no design. Para compreender melhor o artista, preciso conhecer um pouco sobre seu pas, por isso mostraremos sobre a cultura, sociedade, gastro-nomia e arte da Holanda.

    Gostou?

    Monique LopoEditora-Chefe

    Expediente

    Editora Chefe: Monique Lopo

    Diretor de Redao: Thiago Lucas

    Diretor de Arte: Mariana Tada

    Coordenadora Administrativa: Juliana

    Holanda

    Revisora: Jutada Luthi

    Editora de Fotografia: Jurema Ladi

    Designers: Monique Lopo, Mariana

    Tada, Thiago Lucas, Juliana Holanda

    Reprteres: Juca Thili, Paula Nascida,

    Antnio Rafael e Joo Alencar.

    Redator: Machado de Assis

    Fotgrafa: Jocinaldo Campelo

    Publicidade: Augusto dos Anjos, Nicolas

    Behr, Arnaldo Antunes

    Impresso: AlphaGraphics

    www.mosaico.com

    Assinaturas: Tel.: (061)3387-6445

    www.mosaico.com/assinatura

    Editora UnB

    Universidade de Braslia Campus Darcy Ribeiro

    Prdio Multiuso 1 bloco C sala C1 25/2

    Tel.: (061) 3307 3813

  • A Matemtica De Escher 12

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    1418 Tolerancia Utopia e Realidade

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    48CONSUMO

    VIAGEMCULTURA

    Mosaico Nov 2010SUMRIO

  • A Matemtica De Escher 12

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    VIAGEMCULTURA

    Mosaico Nov 2010SUMRIO

  • O mundo mgico de

    EscherEscherEscher

    CCBB comemora 10 anos com a mostra

    O Mundo Mgico de Escher.

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  • Reunindo 95 obras, incluindo todas as mais importantes produzi-das pelo mestre da iluso de tica e dos paradoxos, a mostra O mundo mgico de Escher estria no CCBB de Braslia e circular pelo eixo Rio, So Paulo.

    No dia 12 de outubro, quando completa 10 anos de existncia, o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) de Braslia receber a mais completa exposio j realizada no Brasil dedicada ao artista grfico holands Maurits Cornelis Escher (1898 1972). A mostra O mundo mgico de Escher reunir 95 obras, entre gravuras originais, desenhos e fac-smiles, incluindo todos os trabalhos mais conhecidos do artista, suas obras mais enigmticas. O acervo da coleo do Haags Gemeen-temuseum, que mantm o Museu Escher, na cidade de Den Haag, na Holanda estar distribudo entre as Galerias I e II do CCBB. Na sala Multiuso estaro experincias interativas que exemplificam os princpios aplicados nas obras e, nos jardins e no hall central, de interven-es ticas.

    A exposio permitir que o pblico passe por uma srie de experincias que desvendam os efeitos ticos e de espelhamento que o Escher utilizava em seus trabalhos: como olhar por uma janela de uma casa e ver tudo em ordem e, em seguida, ver tudo flutuando por outra janela, ou, ainda, assistir a um filme em 3D

    Artista grfico holands conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construes impossveis, preenchimento regular do plano, explo-raes do infinito e as metamorfoses - padres geomtricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes.

    Mo com esfera refletora

    Aumentando e Diminuindo

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  • que possibilitar um divertido passeio por dentro das obras do artista grfico.

    A expografia apresentar animaes de algumas de suas gravuras. A mostra marcar as comemoraes pelo 10 aniversrio do CCBB Braslia e ficar montada por l at dia 26 de dezembro, quando percorrer os demais centros cul-turais do Rio de Janeiro e So Paulo.

    Reunir tantos trabalhos do artista no foi fcil e, provavelmente, essa ser a nica oportunidade de apreciar tantas obras reunidas fora do museu. As obras do Escher so muito raras e muito procu-radas para exposies. S existem trs colees no mundo. As gravuras so mui-to frgeis e o Haags Gemeentemuseum, que emprestou as obras originais, depois desta exposio, no poder exibi-las por mais de quatro anos, diz Pieter Tjabbes, curador da mostra coordenada pela Art Unlimited.

    Escher ficou mundialmente famoso por representar construes impossveis, preenchimento regular do plano, explora-es do infinito e as metamorfoses pa-dres geomtricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes.

    Sua capacidade de gerar imagens com impressionantes efeitos de iluses de ptica, com notvel qualidade tcnica e esttica, respeitando as regras geomtri-cas do desenho e da perspectiva, uma de suas principais contribuies para as artes.

    Ele sempre fez questo de ressaltar que se considerava um artista grfico. O questionamento de alguns crticos sobre sua obra ser ou no arte, para ele, era irrelevante. Escher era um gravador e desenhista com muito talento e muitos artistas j se inspiraram em suas obras ou temas, ressalta o curador.

    Foi depois de uma incurso Espanha, onde teve contato com mosaicos mouros,

    que ele comeou a desenvolver trabalhos se utilizando do preenchimento regular do plano. Escher achou muito interes-sante as formas como cada figura se entrelaava a outra e se repetia, formando belos padres geomtricos. A partir de uma malha de polgonos, regulares ou no, Escher fazia mudanas, mas sem alterar a rea do polgono original.

    Assim surgiam figuras de homens, peixes, aves, lagartos, todos envolvidos de tal forma que nenhum poderia mais se mexer. Tudo representado num plano bidimensional.

    Destacam-se tambm os trabalhos do artista que exploram o espao. Escher brincava com o fato de ter que representar o espao, que tridimen-sional, num plano bidimen-

    sional, como a folha de papel. Com isto ele criava figuras impossveis, representaes distorcidas, paradoxos.

    Escher utilizava princpios da matemtica sem ser rgido na sua aplicao. Ele seria mais um matemtico amador, que aplicava certos efeitos quase intuitivamente.

    Obras que mostram situaes que pare-cem normais, mas com uma observao mais atenta comprovam ser impossveis, so baseadas em modelos matemticos, como a cinta de Mbius ou o triangulo de Penrose, explica Pieter. Belvedere (1958), Subir e descer (1960) e Cascata (1961) so exemplos dessa aplicao.

    Tudo na exposio foi pensado para que o pblico, de uma forma ldica, atente para as dimenses visuais criadas por Escher. Um quebra-cabea gigante, por

    Waterfall - 1961

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  • Vai ser onde?

    Servio: O mundo mgico de EscherFuncionamento: de tera a domingo, das 9h s 21hData: do dia 12 de outubro a 26 de dezembroAbertura para convidados: 11 de outubroCentro Cultural Banco do Brasil BrasliaSala multiuso, Galeria, vo central e jardinsSCES, Trecho 02, lote 22Tel: (61) 3310-7087ccbbdf@bb.com.brEntrada franca

    Relatividade

    Dia e Noite

    exemplo, mostrar como ele se utilizava de imagens geomtricas ou figurativas, unindo-as umas as outras, para criar gravuras que remetem ao infinito, comum em obras como em Menor e Menor (1956), o clssico Dia e Noite (1938) e Metamor-phosis II (1940).

    Assim como Escher adorava brincar com a percepo imediata das pessoas, apre-sentando um mundo dos sonhos, onde no existem direes certas, em cima ou embaixo (Outro mundo,1947 e Relativi-dade, 1953), a mostra tambm recriar essa sensao se utilizando de alguns efeitos, como o de uma imagem plotada no cho que se completa no espelho curvado, numa divertida mistura das trs dimenses. Adoramos o caos porque sentimos amor em produzir ordem, dizia o artista.

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  • Exposio no Centro Cultural Banco do Brasil em Braslia mostra a complexidade dos trabal-hos do artista holands

    Alessandro Greco

    O artista holands Mauritis Cornelis Escher (1898-1972) tem uma obra nica. Suas representaes de construes impossveis e metamorfoses pa-dres que