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para teatro. Em breve estar publicando seu primeiro

livro de crnicas denominado Silncios Atemporais,

uma coletnea com 100 crnicas escritas em diversos

jornais e revistas da regio Petrolina/Juazeiro, entre

os quais destaca: Jornal Folha Verde, Jornal de

Juazeiro, Correio do Serto(extinto), Gazzeta

Regional, Mscaras-Jornal de Artes, O Cerveja-

Jornal, Revista Com Voc, Art Pop Zine- Revista

Cultural, Jornal do So Francisco e Jornal da

Cidade. O poeta possui um acervo com mais de 400

canes de sua prpria autoria, nos estilos mais

variados, passando pelo forr, samba, rock e j se

prepara para este ano lanar seu primeiro CD

intitulado Sacolejos & Manejos uma coletnea com

14 forrs que buscam dinamizar e melhorar o

conceito desta espcie de msica no pas.

Atualmente, Aroldo desempenha a funo de Auditor

Fiscal na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia,

em Juazeiro/BA, desde maro de 1994 aps

conseguir aprovao em concurso pblico realizado

em outubro de 1993. A partir de outubro de 1998

passou a fazer parte do Conselho Acadmico do

Clube dos Escritores Piracicaba, ocupando a cadeira

de n30 que tem como patrono o poeta Braslio

Machado.

AROLDO FERREIRA LEO

MONLOGO

DAS

SOMBRAS

1 Edio, 2000

APOIO CULTURAL

Talentos strategic marketingescritrio de design

Grfica Mandacaru

Clube dos Escritores Piracicaba

DADOS SOBRE O AUTOR

AROLDO FERREIRA LEO, poeta, potiguar,

nasceu em Parnamirim/RN a 12 de outubro de 1967.

Desde os 15 anos de idade escreve com freqncia, j

contando com mais de 10.000 poemas escritos, que

espera algum dia possam ser avaliados e pesquisados.

formado em Engenharia Eltrica, com nfase em

eletrnica, pela UFRN(Universidade Federal do Rio

Grande do Norte) em Natal/RN e tambm obteve

crditos de Mestrado, na UFPB(Universidade

Federal da Paraba) em Campina Grande/PB.

Comeou a publicar seus primeiros trabalhos no

jornalzinho cultural Vo Primeiro de Uma Arribao

em Natal/RN na dcada de 80. Possui dez livros de

poesias publicados, respectivamente: A Trilogia da

Dor, 1995; Carta a Tio Joo Cordeiro, 1996;

Alfabetizando a Alma, 1997; Pressgios, 1997;

Sisuda Acidez, 1998; A Janela do Sto, 1998;

Harmonia Dissonante, 1999; Impactos Azuis, 1999;

O Espelho dos Labirintos, 1999; A Alquimia do

Impreciso, 2000. Est no prelo seu mais recente

trabalho intitulado O Eco das Distncias, livro de

teatro, especificamente composto por trs atos que se

Mesmo que os cantores sejam falsos como euSero bonitas, no importa, so bonitas as canes

CHICO BUARQUE

Quem pedra como eu souBebe a gua do amanh

ALDIR BLANC

Agora senhora, so tantos anseiosPromessas de amor delirantesMais tarde agonias, silncios, receios, mistriosS dos navegantes

PAULO CSAR PINHEIRO

Nos dissolvamos sem fazer rudo,Sem tempestades de ais, sem rios de pranto...

JOHN DONNE

CCXI) Levou uma corte to profundo na alma que chegou a sangrar seus fantasmas e a vomitar as possibilidades de tdio em si mesmo.

CCXII) O tempo nos dimensiona nas coisas, nos traz certas esperanas que nos enchem de alegria e vivacidade.

CCXIII) A vida a unio de nossas necessidades com nossos pensamentos e sentimentos sempre alicerados na ancestralidade que trazemos em nossos espritos.

CCXIV) Cantar um grande remdio para encantar os males que nos assombram, para construir em nossos interiores a fora das harmonias que se decodificam na solido do universo.

CCXV) Em nossas tolices e mesmices tm-se o espectro sorumbtico das sandices que nos trazem nossas percepes do longe.

CCXVI) Nascemos das qumicas lricas, das mmicas ctricas que nos convidam a sermos palhaos de ns mesmos.

CCXVII)Paradoxos nos colocam em ns mesmos, nos abrem s indefinies e s verdades das coisas.

CCXVIII)Murchos espiritualmente, seguimos.

CCXIX) H um envelhecer em nossas indagaes, um hbito de perpetuar no tempo nossos questionamentos a respeito da vida.

CCXX) Nos unamos, urgentemente nos unamos. Respeitemo-nos, compreendemo-nos,

BIBLIOGRAFIA

I. Livros

a) A Trilogia da Dor, Edio do AutorGrfica Mandacaru, Petrolina/PE, 1995;

b) Carta a Tio Joo Cordeiro, Edio do AutorGrfica Franciscana, Petrolina/PE, 1996;

c) Alfabetizando a Alma, Edio do AutorGrfica Tribuna do Serto, Petrolina/PE, 1997

d) Pressgios, Edio do AutorGrfica Tribuna do Serto, Petrolina/PE, 1997;

e) Sisuda Acidez, Clube dos Escritores PiracicabaC.N. Editoria, Piracicaba/SP, 1998;

f) A Janela do Sto, Editora MandacaruGrfica Mandacaru, Petrolina/PE,1998;

g) Harmonia Dissonante, Editora MandacaruGrfica Mandacaru, Petrolina/PE,1999;

h) Impactos Azuis, Editora GazzetaGrfica Mandacaru, Petrolina/PE,1999;

i) O Espelho dos Labirintos, Editora GazzetaGrfica Mandacaru, Petrolina/PE,1999;

j) A Alquimia do Impreciso, Editora MandacaruGrfica Mandacaru, Petrolina/PE,2000.

CCVI) O desconhecido Somos ns, Ps Da ltima quimera, Megera De olhar indefinido.

CCVII) Quanto mais gritava Ningum o escutava. Resolveu Ser o sonho ausente, Novamente Ningum o entendeu. Percebeu Que tinha uma solido Corrosiva, uma expanso Que nunca o preencheu.

CCVIII) Segredos roubados Dos alados Lados De uma alma de desacordados

Sentimentos endiabrados.

Sonhos cantaroladosPor vozes roucas, sons roubadosDos estadosSempre ativos do ser, esmiuadosNesses descampados

Onde animais pastam, ilhados,Procurando passados

E futuros aliceradosNo presente de seus olhos calados.

APRESENTAO

Na indefinio dos instantes que me envolvem,

percorro minha prpria inexatido com

inquietude e silncio. Distribuo-me na

impacincia, procuro-me onde no vou me achar.

As interrogaes fundem-me aos destinos que

como eu esto isolados em si mesmos, presos aos

cclicos olhares das coisas. So desarmonias que

me harmonizam, incertos caminhos me

encontram sem caminhos para percorrer, me

movimentam nos segredos de ningum.

Fatalidades me obrigam sempre a estar alm de

mim mesmo, me detm nas penumbras dos

pensamentos solitrios, nas razes que se

desarticulam involuntariamente. Buscando

explorar e dialogar com meus receios e fantasmas,

criei em Monlogo das Sombras um texto teatral

dividido em trs atos que interagindo de forma

filosfico-potica tenta propor ao leitor uma

concepo de sentimento e pensamento voltados

para o interior de ns mesmos, incertezas abertas

s impropriedades do mundo. No referido texto

h ainda quinze canes que buscam dinamizar e

humanizar as percepes do ouvinte, com relao

as coisas que o envolvem e o transformam,

De roer no dia-a-diaDa melancoliaQue envelheceConoscoComo um sol fosco.

CLCIV) Princpios so asltimas coisas que nosVm, homens nocivos.

CLCV) O amor envelheceA alma, mora no infinitoDe nossas certezas.

CLCVI) Abraou-se comA vida, acolheu seus medosCom muita ternura.

CLCVII) Quanto mais subiaMais descia na gangorraDa elevao dele.

CLCVIII) Tenso, desolado,Pensou na felicidadeDas pessoas justas.

CLCIX) Estafado dePensar, estabeleceuEm si rumos gticos.

CC) No temos quilateEspiritual. Em nsAs luzes se apagam.

CCI) O tempo no temPs, mas corre depressa eNos deixa sem tempo.

MONLOGO

DAS

SOMBRAS(T E A T R O)

CLXXXVIII)DianteDe sua erranteCondioDe Infante,Sem terrasNem guerrasPara participar,Resolveu cantarolarA canoDas serrasPor onde passouE por l ficou.

CLXXXIX) Escorou-se nas iluses,Amputou-se naturalmente.Trafegou pela solidoSilenciosa de qualquer sensaoEstabelecidaNa sua viso tmida.

CLC) Viu-se no lumeDo estrumeQue no aduba,Na macabaDe gostoOpostoAo que esperava,Na bravaSituaoDa aoSem concepo.

CLCI) ExistemEm tiIncertosGorjeios

ATO 1:

I) De nossas indecises nasceu o acaso que nos une.

II) Somos o que sobrou de nossos olhares dispersos nos contratempos da vida, a luz que no acende quando se mais precisa, o lado estragado das coisas mortas.

III) A verdade no est em ns, ela no pode nos habitar. O silncio circunstancial de nossos medos nos transforma em seres divididos, criaturas enraizadas em seus desejos.

IV) H deslizes indecifrveis em ns, conceitos que nos definem no improvvel, vises turvas que nos pem frente a frente com nossa frgil condio humana atrelada a sensaes que nos tornam vazios intuitos sem sentido.

V) Mas a voz dos infinitos nos mantm presos aos segredos de ns mesmos, nos modelam na realidade irreal de nossas vidas.

VI) O tempo nos escolheu para danarmos o samba dos escuros. A voz dos ecos que no existem nos condicionam a sermos exageradamente falsos e atrapalhados.

VII) Ns somos o esquecido, a inconvenincia dos atos que nos atrapalham e nos lanam no caos das coisas.

VIII) A dor est em ns. Agonias nos conduzem por caminhos sombrios e solitrios.

(IX) Divises nos silenciam, nos entrelaam nas ancestarlidades.

1554

CLXXI) Mares semi-abertosEm nossas espritosNos pem em cclicosMovimentos solt