métodos analíticos na banca

Download Métodos Analíticos na Banca

Post on 09-Jan-2017

215 views

Category:

Documents

1 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • Mtodos Analticosna Banca

    Mtodos AnalticosMtodos Analticosna Bancana Banca

    Jorge Barros LusMaio 2006

  • 1. Contexto Geral

    2. Basileia II

    3. Risco de Mercado

    4. Concluses

    IndiceIndice

  • 1. Contexto Geral1.1. Contexto GeralContexto Geral

  • Os bancos portugueses tm vindo a incrementar o emprego de mtodos analticos nos seus procedimentos. No obstante, parte relevante resulta de

    presses regulamentares, existindo ainda espao significativo para melhorias. Principais reas:- gesto de activos;- banca de retalho/marketing;- research;- risco.

    IntroduoIntroduo

  • A utilizao de modelos de alocao ainda incipiente. A gesto essencialmente indexada a ndices de

    referncia. Estratgias de retorno absoluto, mais exigentes

    do ponto de vista de alocao, esto disponveis essencialmente atravs de intermedirios internacionais. Decises de compra e venda de ttulos

    excessivamente assente em critrios contabilsticos e no de rendibilidade esperada ajustada de risco.

    Gesto de ActivosGesto de Activos

  • O pricing das operaes activas frequentemente definido em funo do relacionamento comercial, com escassa relao com o risco de crdito.

    Banca de RetalhoBanca de Retalho

    ELCfKROECas +++=s = spread mnimo (face Euribor) para emprstimos.Ca= custos administrativos (% do valor dos emprstimos).ROE = return on equity (objectivo de mdio prazo).K = requisito de capitalCf = custo de funding (spread face Euribor).EL = Perda Esperada (PD x LGD x EAD)

    KELCfCas

    RAROC

    =

    Frequentemente procede-se maximizao do ROE e no de uma medida ajustada de risco (RAROC).

  • As caractersticas de opcionalidade nos contratos de emprstimos e depsitos (e.g. clusulas de reembolso antecipado ou produtos estruturados) no so, frequentemente, avaliadas de forma adequada. Os bancos tm procurado identificar padres de

    consumo dos seus clientes. Neste mbito, h ainda que reforar a capacidade

    de estimao dos rendimentos dos clientes particulares.

    Banca de RetalhoBanca de Retalho

  • A actividade de research tem estado focada na venda de ttulos, carecendo frequentemente de anlise independente. Este trabalho envolve, em regra, a mera

    projeco de cash-flows futuros a partir das demonstraes financeiras, sem uma relao robusta com o quadro macroeconmico. As anlises macroeconmicas acrescentam

    pouco valor, sendo habitualmente simples snteses do trabalho de bancos centrais e bancos de investimento internacionais, sem capacidade de produo prpria.

    ResearchResearch

  • 2. Basileia II2.2. BasileiaBasileia IIII

  • O papel do Risco na gesto bancria tem vindo a crescer, devido s presses regulamentares e conscincia da necessidade de melhorar as prticas neste domnio. Com Basileia II, os bancos podero ser autorizados a

    utilizar novos mtodos internos de avaliao de risco, designadamente no domnio do risco de crdito e do risco operacional, para o clculo do capital prprio. Deste modo, as competncias analticas tornam-se mais

    relevantes na gesto bancria, questionando prticas erradas consolidadas e obrigando a profundas alteraes na estrutura dos bancos - the revenge of the nerds. Tambm o enfoque das autoridades de superviso ser

    reorientado, de processos administrativos para trabalho mais analtico, envolvendo a validao dos modelos internos dos bancos.

    Risco e CapitalRisco e Capital

  • Risco e CapitalRisco e Capital

    Fonte: Jones e Mingo (1998)

    O capital dos bancos corresponde aos meios necessrios para enfrentar perdas inesperadas.

  • Risco e CapitalRisco e Capital

    Basileia II assenta em trs pilares:(i) Pilar I clculo do capital regulamentar de acordo com o

    rating das contrapartes ou de estimativas internas de probabilidade de default (PD), severidade de perda (Loss Given Default, LGD) e valor de exposio em caso de incumprimento (Exposure at Default, EAD);

    (ii) Pilar II anlise da adequao do capital resultante da aplicao das frmulas pr-definidas, com interveno das autoridades de superviso;

    (iii) Pilar III disclosure de informao de gesto baseada em risco.

  • Melhores prticasMelhores prticas

    Fonte: E-Risk (1999), The Seven Stages of Risk Management, www.erisk.com

    A anlise de risco um elemento essencial para o alinhamento com as melhores prticas internacionais.

  • n Optimizao da gesto do capitaln Pricing e anlise da rendibilidade ajustada de

    risconMelhoria dos processos de deciso e dos

    mtodos de provisionamento, com maior alinhamento face perda esperada.

    n Imposio de limites de exposio baseados no risco

    nMelhoria da qualidade da informao fornecida aos accionistas, agncias de rating e supervisores.

    BenefciosBenefcios

  • nNo pilar I, os bancos podero calcular os seus requisitos de capital, considerando os ratings das suas contrapartes (abordagem standard) e/ou as suas estimativas de PD, LGD e EAD (abordagem de ratings internos ou IRB),usando frmulas pr-definidas.

    nEstas frmulas foram calibradas de forma a aproximarem adequadamente a perda inesperada.

    Pilar IPilar I

  • n Categorias de exposio:- Empresas

    - PMEs- Outras empresas- Emprstimos especializados (project finance,

    imobilirio comercial)- Soberanos- Bancos- Retalho

    - Hipotecas- Crditos revolving (cartes de crdito, contas

    correntes)- Outros emprstimos de retalho (consumo e

    pequenos negcios, com exposio at 1M).

    Pilar IPilar I

  • sendo N[x] o valor da funo de distribuio normal standardizada em x, G(z) o inverso de N[x], b(PD) uma funo de ajustamento de maturidadee R o coeficiente de correlao entre exposies:

    Empresas, Soberanos e BancosEmpresas, Soberanos e Bancos

    ( )[ ] ( )( )( ) ( )( )[ ]

    +=

    455

    104.0,0max

    50exp150exp(1124.0

    50exp150exp112.0

    S

    PD

    PDR

    sendo S o volume de vendas anual.

    [ ]2)ln(05478.011852.0 PDb =

    ( ) [ ]

    ( ) ( )[ ]

    +

    +

    =

    PDPDbM

    PDbGR

    RPDGRN

    LGDK

    5.21

    )(5.11999.01

    )()1( 15.0

    5.0

  • RetalhoRetalho

    ( )

    += PDG

    RR

    PDGRNLGDK 999.01

    )()1(5.0

    5.0

    n Hipotecas:

    n Revolving:

    15.0=R

    ( )

    += PDG

    RR

    PDGRNLGDK 999.01

    )()1(5.0

    5.0

    ( )[ ] ( )( )( ) ( )( )[ ]50exp150exp(1111.0

    50exp150exp102.0+

    =PD

    PDR

    n Outro retalho:( )

    += PDG

    RR

    PDGRNLGDK 999.01

    )()1(5.0

    5.0

    ( )[ ] ( )( )( ) ( )( )[ ]35exp135exp(1116.0

    35exp135exp103.0+

    =PD

    PDR

  • Empresas, Soberanos e BancosEmpresas, Soberanos e Bancos

    Capital Requirements/Total Assets for different LGDsLoans to Corporates, Sovereigns and Banks

    (M=2.5, S=50)

    0%

    10%

    20%

    30%

    40%

    50%

    60%

    70%

    80%

    90%

    100%

    0% 5% 10%

    15%

    20%

    25%

    30%

    35%

    40%

    45%

    50%

    55%

    60%

    65%

    70%

    75%

    80%

    85%

    90%

    95%

    100%

    PD

    25% 45% 75% 90%

  • Crdito Hipotecrio Habitao Crdito Hipotecrio Habitao

    Capital Requirements/Assets for different LGDsMortgage Housing Loans

    0%

    2%

    4%

    6%

    8%

    10%

    12%

    14%

    16%

    18%

    20%

    0% 1% 2% 3% 4% 5% 6% 7% 8% 9% 10%

    PD

    10% 25% 40% 50%

  • RevolvingRevolving

    Capital Requirements/Assets for different LGDsRetail Revolving Loans

    0%

    2%

    4%

    6%

    8%

    10%

    12%

    14%

    0% 5% 10%

    15%

    20%

    25%

    30%

    35%

    40%

    45%

    50%

    PD

    25% 50% 60% 65% 70%

  • Outro RetalhoOutro Retalho

    Capital Requirements/Assets for different LGDs:Other Retail Exposures

    0%

    2%

    4%

    6%

    8%

    10%

    12%

    14%

    16%

    18%

    20%

    0% 5% 10%

    15%

    20%

    25%

    30%

    35%

    40%

    PD

    25% 50% 60% 65% 70%

  • Modelos de ScoringModelos de Scoring

    n O MG tem vindo a melhorar as suas metodologias de anlise de risco de crdito, no sentido de adoptar a abordagem IRB de Basel II para as suas principais carteiras de crdito.

    n Foram j desenvolvidos modelos de scoring reactivo para as carteiras de crdito habitao, crdito ao consumo e cartes de crdito.

    n Os modelos reactivos procuram explicar o incumprimento a partir de informo scio-demogrfica e financeira solicitada ao cliente no momento em que solicita um crdito, bem como informao de relacionamento, quando exista.

    n Os modelos comportamentais consideram apenas informao resultante do relacionamento com o banco.

  • Modelos de ScoringModelos de Scoring

    n Os modelos so habitualmente construdos ao longo das seguintes fases:

    1.Preparaodos Dados

    1.Preparaodos Dados

    2.Anlise

    Univariada

    2.Anlise

    Univariada

    5.Calibrao

    5.Calibrao

    3.Anlise

    Multivar.

    3.Anlise

    Multivar.

    4.Validao

    4.Validao

  • Modelos de ScoringModelos de Scoring

    n Os modelos foram elaborados com base na metodologia logit, que aplica uma transformao logstica ao indicador de incumprimento, de forma a tornar o modelo linear nos parmetros estimados, passando a assumir valores contnuos entre 0 e 1.

    nni xxxXDefaultPDefaultP

    Xg ++++==

    ...))(1

    )(ln()( 22110

    '

    n A amostra habitualmente segmentada entre amostra de desenvolvimento e amostra de validao, correspondendo respectivamente a 80% e 20% da amostra, seleccionados aleatoriamente.