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Author: palancar

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    1.oCiclo do Ensino Bsico

    MANUAL DO ALUNO

    Apoio na internet www.educris.com

    Educao Moral e Religiosa Catlica

    3.ano

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    O Gro de TrigoMANUAL DO ALUNO - EMRC - 3. ANO DO ENSINO BSICO

    SUPERVISO E APROVAOCOMISSO EPISCOPAL DA EDUCAO CRIST

    D. Tomaz Pedro Barbosa Silva Nunes (Presidente)D. Antnio Francisco dos SantosD. Anacleto Cordeiro Gonalves OliveiraD. Antnio Baltasar MarcelinoMons. Augusto Manuel Arruda Cabral (Secretrio)

    COORDENAO E REVISO GERALJorge Augusto Paulo Pereira

    EQUIPA DE REDAOAna Maria Landeiro (Coordenao de ciclo)Dimas Oliveira Pedrinho

    Maria do Sameiro de Oliveira Morais da CruzRicardo Lus Martins Pereira Homem

    REVISO GRFICAMaria Helena Calado Pereira

    GESTO EXECUTIVA DO PROJETO E DIREO DE ARTEID Books I-Zone Interactive MediaRicardo Santos

    PAGINAOCludia Alves

    ILUSTRAOMaria Joo Palma

    CAPAMaria Joo Palma

    TIRAGEM1. edio - 15 000

    ISBN978-972-8690-51-9

    DEPSITO LEGAL314017/10

    EDIO E PROPRIEDADEFundao Secretariado Nacional da Educao Crist - Lisboa, 2010Quinta do Cabeo, Porta D 1885-076 MoscavideTel.: 218 851 285; Fax: 218 851 355; E-mail: [email protected] os direitos reservados FSNEC

    IMPRESSOGrca Almondina

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    APRESENTAOO GRO DE TRIGO

    Aos alunos e s alunas de Educao Moral e Religiosa Catlica

    Um livro o resultado de muito trabalho de quem o produziu: um ou mais autores. Por isso,

    deve ser acolhido com respeito e tratado com cuidado. Qualquer que seja o seu estilo, con-

    tm uma mensagem, interpela o leitor e desperta a sua imaginao.

    Um livro escolar um instrumento para a aprendizagem dos alunos. sempre educativo.Transmite informaes ligadas aos contedos dos programas de ensino, contm interroga-

    es e propostas de trabalho, e convida ao estudo. para se usar na aula e fora dela. um

    companheiro de viagem para o percurso anual de cada um na escola. S assim, tornando-se

    um objeto familiar, que se utiliza com frequncia, o livro escolar facilita o progresso na aquisi-

    o e desenvolvimento de competncias.

    Os manuais de Educao Moral e Religiosa Catlica, quer se revistam da forma de um vo-

    lume por ano de escolaridade quer se apresentem como conjuntos de fascculos, tm todas

    estas caratersticas.

    Convido os alunos e as alunas a receberem-nos com interesse e entusiasmo, mas, sobre-tudo, a utilizarem-nos para proveito do seu crescimento humano e espiritual. Deste modo, e

    com a ajuda indispensvel dos vossos professores ou professoras de Educao Moral e Reli-

    giosa Catlica, podeis melhor fazer as vossas opes e elaborar um projeto de vida slido e

    com sentido.

    Que Deus vos ilumine e ajude na caminhada de ano escolar que ides iniciar.

    Bom trabalho!

    D. Tomaz Pedro Barbosa Silva NunesBispo Auxiliar de Lisboa

    Presidente da Comisso Episcopal da Educao Crist

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    Unidade Letiva 1 Respeitar os outros

    Novamente juntos!Respeito: uma palavra cheia de sentido

    Tantos exemplos nossa volta!

    Quando respeito, eu creso!

    Respeitar tambm obedecer

    Como Jesus, eu quero obedecer a Deus Pai

    Viver o respeito

    A regra de ouro dos cristos

    O respeito no faz escolhas, d-se a todos

    Riquezas do meu tesouro

    Unidade Letiva 2 O pai adotivo de Jesus

    A terra de Jos

    Jos prepara o seu futuroJos diz sim a Deus

    Jos casa com Maria

    Jos: protetor e educador

    Jos conversa em famlia

    Jos prepara Jesus para a vida

    Antepassados de Jos

    De Ado at Jesus

    Sabias?

    Estou com So Jos

    Uma instituio de acolhimento

    Uma histria real

    Filhos do corao

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    Nascer do corao

    Ajudar instituies de acolhimento

    Unidade Letiva 3 Encontro-me com Deus

    to bom conviver!

    Viver com Deus uma necessidade

    Sinais de Deus entre ns

    Um encontro extraordinrio!

    Como Abrao, eu quero conar em Deus!

    Saber pedir

    Com a palavra de Deus, eu aprendo a pedir

    Rezar a Deus falar com ele

    Muitas oraes a um s Deus

    Jesus ensina-nos a rezar

    Vou organizar a minha vida com Deus a meu ladoDeus escuta-me no silncio do meu quarto

    mas tambm est atento ao que rezo em famlia, na Igreja

    Para rezar com o corao

    Unidade Letiva 4 Ser solidrio

    Ser ou no ser feliz

    O que a pobreza?

    Qual ser a causa da pobreza?

    Outras causas da pobreza

    A excluso social

    O que provoca a excluso?

    Os preconceitos tambm excluem

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    O perigo dos preconceitos

    As diferenas no tempo de JesusParbola do rico e do pobre Lzaro

    Todas as pessoas tm dignidade

    Amar com o corao de Jesus

    A comunidade de Emas

    Cuida de ti para cuidares dos outros

    Queres ser solidrio?

    Unidade Letiva 5 A Igreja

    Em famlia, eu creso na comunho!

    A grande comunidade dos lhos de Deus

    Uma misso especial para uma famlia especial

    Misso cumprida de tanta forma divertida!

    Dias diferentes quem os no tem?O dia do Senhor

    A organizao da Igreja

    Igreja em comunho, sempre!

    to bom colaborar!

    Construir na partilha Crescer na f!

    Vou guardar no meu corao

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    J alguma vez pegaste num gro

    de trigo? J reparaste como to

    pequenino e leve?

    Ningum diria que um peque-

    nino gro como esse unido a

    tantos milhares de grozinhos

    da mesma espcie pudes-

    se constituir a base da tua ali-

    mentao e a de todas as pes-

    soas que vivem tua volta.

    Lanado numa terra boa, adu-

    bada e cuidadosamente tratada,

    ele d origem a uma nova vida e eis que surge a bela espiga de trigo, disposta

    a amadurecer com a fora e o calor do sol de vero.

    Cada pgina, cada unidade letiva deste manual como um pequenino gro de trigo.

    E assim, com todas as imagens selecionadas, com todos os textos especialmente escritos e

    escolhidos para ti, fomos confecionando um pozinhogostoso que pode alimentar e encherde vida o teu corao.

    Cada Palavra de Deus uma migalha de amor que esclarece o teu entendimento do

    mundo e da cultura dos quais fazes parte. A Palavra de Deus fortalece o desejo de escolher

    o Bem e de rejeitar tudo aquilo que possa afastar-te dos outros, de Deus, que o teu Pai, e

    de Jesus, o teu maior amigo.

    Se quiseres, podes ser a boa terrae deixar germinar este pequenino Gro de Trigo dentro

    do teu corao.Aduba-o com outras leituras, com outras experincias de aprendizagem e,

    por fim, com todas as atividades que te propomos no caderno que completa este manual.

    A seu tempo, dar-te-s conta do crescimento desse pequenino gro e ficars muito contente

    quando colheres as espigas que dele nasceram para servirem de alimento a todos aqueles

    que contigo querem descobrir os segredos de uma Vida Feliz!

    Abre as tuas mos em concha! Revolve e aduba a terrado teu corao! O Gro de Trigo

    vai soltar-se, na primeira folha do teu manual.

    No o sentes?

    INTRODUOO GRO DE TRIGO

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    Respeitar os outros

    Unidade Letiva 1

    Respeitando os outros, eu creso feliz!

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    Unidade Letiva 1

    Estuda, brinca e convive na escola com todo o amor que existe no teu cora-o!

    Com alegria, podes cantaresta cano do grupo Paz Inquieta.

    Somos as crianas de um mundo

    Que necessita da nossa alegria

    Que necessita de coraes abertos

    E de um sorriso cheio de vida

    Por isso estamos aquiComigo podes contar

    E deixarei as minhas malas ao lado

    Para poder ter abertas as mos

    E um corao cheio de amor

    Somos as crianas de um mundo

    Que acredita que o amor resposta

    Que necessita de gestos amigos

    E da palavra que d a vida.

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 1.

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    Unidade Letiva 1

    Respeito: uma palavra cheia

    de sentidoNingum gosta de viver sozinho. Desde pequeninos,temos necessidade de comunicar com os outros e desentir a sua presena. Com eles, descobrimos que somosnicos no mundo, mas, ao mesmo tempo, que precisamosuns dos outros para sermos felizes.

    Nem sempre fcil conviver com os outros. Muitasvezes, surgem conitosque rompem os laos de amizade e causam muita tristezae sofrimento. Isso acontece quando as pessoas se esquecem de cumprir determi-nadas regrasque so muito importantes para o bom relacionamento entre elas.

    Tu vais aprender algumas dessas regras nas aulas de Educao Moral e Reli-giosa Catlica. Uma delas o respeito.

    Respeitar algum aceitar essa pessoa tal e qual como ela e nunca lhe fazermal.

    Cada pessoa tem o seu prprio valor e Deus Pai ama-a sem limites, como se sela existisse no mundo.

    Ns mostramos que sabemos respeitar os outros quando somos capazes deconviver com estes sem os querermos sujeitar nossa maneira de ser.

    Vais entender melhor o que o respeito a partir dos exemplos seguintes.

    O Pedro quer impor a sua vontade. Ele no sabe respeitar as colegas da turma.

    Sai, deixa-me irpara a!

    Tem calma, Pedro!Eu ainda no fiza minha parte dotrabalho tens desaber respeitar osoutros e aguardar

    a tua vez!

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    Unidade Letiva 1

    O Carlos respeita os interesses do seu amigo Karpov.

    O Rui desrespeitou o senhor Simes:respondeu-lhe com indelicadeza.

    A Vera respeita o amigo que tem gostosdiferentes dos seus.

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 2.

    Com respeito, as nossas atitudes ganham todo o sentido.

    No. Eu prefirojogar xadrez.

    Queres jogarPlaystation?

    No tem nadacom isso.

    Rui, vesteo casaco que

    est frio.

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    Unidade Letiva 1

    Tantos exemplos nossa

    volta!J aprendeste, em anos anteriores, que o apoio da famlia muito importanteno nosso crescimento e na aprendizagem que fazemos do mundo que nos cerca. tambm a famlia que nos ensina a viver em sociedade e a respeitar as regrasde convivncia.

    As lies que aprendemos, com o seu exemplo de vida, so as que camgravadas para sempre no nosso corao e as que vo inuenciar, num futuromuito prximo, as nossas prprias atitudes.

    com os nossos pais os nossos primeiros e principais educadores queaprendemos o valor do amor, da amizade e do respeito por ns prprios e portodos os seres criados por Deus.

    A escolano serve s para adquirirmos conheci-mento. Ela tambm um espao muito importanteonde podemos relacionar-nos com outras pessoas,de idades e origens diversas, que, a pouco e pouco,vo ocupando um lugar no nosso mundo interior*.

    Na escola conhecemos professores, auxiliares deeducao e at mesmo colegas que, atravs doseu exemplo, nos ensinam a preferir as atitudes queconduzem ao respeito e solidariedade.

    Palavras difceis

    *Mundo interior

    o cantinho invisvel do

    nosso ser onde guardamos

    os nossos sentimentos,

    as recordaes das

    pessoas que amamos e

    dos acontecimentos mais

    marcantes da nossa vida.

    Olhem s quem esttambm aqui no parque!Bom dia, Joo! Bom dia,

    Ana! Como vo?

    Est um belo diapara passear, no

    acham?

    Bom dia! Ol, malta,tudo bem?

    Sim, tudo bem.Andamos a passear

    Este que oteu co? Como

    se chama?

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    Unidade Letiva 1

    A tua comunidade paroquial tambm desempe-nha um papel muito importante no teu crescimen-to pessoal e social. O presbtero*, os catequistas, osteus amigos da catequese, uma pessoa que contigo

    se cruze na eucaristia podem ser, para ti, autnticos

    Palavras difceis

    *Presbtero Padre.

    *Conduta Comportamento.

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 3.

    Com o exemplo dos outros, eu aprendo a respeitar.

    Vou estar mais atento

    Para praticar (bis)

    A melhor maneiraDe mostrar ao mundo

    Que sei respeitar. (bis)

    Em casa ou na escola

    Em qualquer lugar (bis)

    H sempre um amigoQue sabe o segredo

    Que me faz cantar. (bis)

    Canta, batendo palmas ao ritmo da cano (melodia do Malho).

    modelos de como se deve viver o respeito entre as pessoas.

    Se estivermos atentos ao que se passa nossa volta, teremos diversas oportuni-dades de aprender com os desconhe-cidos as melhores atitudes de respeito.So pequenos gestos muito importan-tes e que tornam as pessoas felizes asque as realizam e as que vo beneciar

    delas.Todos os dias surgem situaes que

    colocam prova a nossa capacidadede respeitar os outros. A verdade quenem sempre estamos atentos. Por isso,esquecemos essa regra de ouro e co-metemos algumas falhas. No entanto,nada nem ningum nos pode fazer de-sistir de, em cada dia, melhorarmos umpouquinho a nossa conduta*

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    Unidade Letiva 1

    Joana, evita comertantos doces! Correso risco de te tornares

    diabtica.

    Organiza-te e estudaum pouquinho todosos dias. Vers comoaprendes com mais

    facilidade.

    Agiste mal, filho.Na prxima vez,no te precipites.

    no domnio das nossas emoes quando evitas atitudes violentas para nomagoares nem seres magoado;

    na qualidade da relao com os outros quando s tolerante e amigo detodos;

    na capacidade de amar cada vez mais todos os serescriados por Deus quando defendes a vida e rejeitas qualquerforma de destruio da Terra que a casa de todos os seresvivos.

    nestas dimenses do teu crescimento que a ajuda dos adultos pode serpreciosa! A larga experincia de vida d-lhes sabedoria para te orientarem nastuas escolhas de maneira que possas ser feliz com os outros.

    Essa experincia que lhes d autoridade. Por isso, deves respeitar

    Cada qual, sua maneira, far o melhor que pode e sabe para te ampararnesta aventura, tal como o jardineiro, que usa todos os truques para ajudar aplantinha a crescer.

    os seus conselhos. as suas orientaes. os seus reparos.

    Agora, v l searrebitas! Venho

    j ver como que ests

    Coitadinha! Estscheia de sede,no ? Toma l

    gua fresquinha

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    Unidade Letiva 1

    Alm das pessoas que te ajudam a crescer feliz e te so fami-liares, existem outras que trabalham para o bem-estar da comu-nidade humana e que, por isso, so autoridades que merecemtodo o nosso respeito os polcias, os bombeiros, os funcionrios

    das instituies, etc.L o texto que se segue com muita ateno.

    O respeito pelos mais velhos a prova do meu crescimento interior.

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 4.

    proibido afxar anncios

    No paredo havia uma lpide:

    PROIBIDO AFIXAR ANNCIOS NESTA PROPRIEDADE.

    Apesar disto um mido de metro e pouco de altura escreveu a carvo:

    PROIBIDOAFIXAR

    ANNCIOS NESTAPROPRIEDADE.

    VIVA O BENFICA! ManuelO mido no percebia de leis,

    pelos vistos. S sabia que tinha umamensagem para dizer: Viva o Ben-ca. Escreveu em letras grandes e as-sinou Manuel.

    Um polcia viu tudo. Aproximou-see agarrou num brao do Manuel. As

    leis so feitas para se cumprir.O Manuel, a princpio, cou sur-

    preendido; depois, como ter medo prprio dos homens, desfez-se emlgrimas.

    Comeou a juntar-se gente. As pessoas, com razo ou sem ela, prende-ram-se de simpatias pelo mido.

    O polcia afrouxou a presso que fazia no brao do pequeno, que deu por

    isso e correu. Escapou-se! Antes porm de virar a esquina, voltou-se para trse gritou para o polcia:

    Se calhar o Sguarda do Sporting, no?

    Baptista-Bastos

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    Unidade Letiva 1

    Respeitar tambm obedecerA Palavra de Deus venerada por todos os cristos porque ela

    contm a resposta de Deus s nossas inquietaes. Ela serve paraensinar, para meditar, para corrigir e tambm para rezar.

    So Paulo quem explica muito bem em que consiste o respeito.Ele era o amigo de Jesus que anunciava a toda a gente a BoaNotcia. Fazia-o atravs da sua pregao e tambm atravs dascartas que escrevia.

    So Paulo explica, de uma maneira muito simples, o sentido daquela armaoantiga: o respeitopelos pais concretiza-se na obedincia. Dito de uma maneira

    mais simples, So Paulo ensina que respeitamos os nossos pais sempre que lhesobedecemos.

    Nem sempre fcil corrigir a desobedincia dos lhos. s vezes, eles no aceitamas medidas que os pais escolhem para os ajudar a reparar o erro.

    Filhos, em nome da vossa fem Deus, obedeam aos vossos

    pais, pois assim que deve ser.O primeiro dos mandamentosque leva consigo uma promessa: Respeita o teu pai e a tua

    me. E a promessa esta:Assim sers feliz e gozars deuma longa vida sobre a Terra.

    Ef 6, 1-3

    Texto bblico

    Ao obedecer, eu mostro o respeito que tenho pelos meus pais.

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 5.

    Lo excerto da carta de So Paulo aos Efsios e guarda-o no teu corao.

    So Paulo

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    Unidade Letiva 1

    Como Jesus, eu quero

    obedecer a Deus PaiJesus foi um lho muito obediente. Ele respeitou sempre a vontade de Deus,at ao ltimo instante da sua vida. Momentos antes de ser preso, no Monte dasOliveiras, Jesus rezou ao seu Pai e por trs vezes lhe pediu que o poupasse do so-frimento da morte na cruz. No entanto, sempre que o fazia, acrescentava que omais importante de tudo na sua vida era fazer a sua vontade.

    Meu Pai, se possvel afasta de mim esteclice de amargura. No entanto, no seja

    como eu quero, mas como tu queres!

    (Mt 26, 39)

    Jesus deixou-se guiar pela vonta-de de Deus Pai e conou plenamente

    nele. O Pai deu-lhe a vida eterna e ans deixou-nos a mesma promessa desalvao.

    Deus tambm nosso Pai. Se con-armos nele, tal e qual como Jesus, dei-xaremos que as suas palavras guiemos nossos caminhos e seremos sempreamigos dele.

    na maneira como reagimos aosacontecimentos do dia a dia que nsmostramos se somos ou no amigos deDeus. Em cada dia, ele d-nos liberda-de para tomarmos as nossas opes eoferece-nos sempre o seu amor de bra-os abertos.

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    Unidade Letiva 1

    O nosso corao escondidinho no nosso interior como uma casaonde Deus quer morar para sempre. Quando o deixamos entrar, entende-mos o sentido da vida e a razo de amar a todos, sem exceo.

    Cantaa Deus, teu Pai, em sinal de acolhimento.

    Deixa Deus entrar

    Deixa Deus entrar na tua prpria casa

    Deixa-te tocar pela sua graa

    Dentro, em segredo, reza-lhe sem medo:

    Senhor, Senhor, que queres que eu faa?

    S no fundo do ser eu vou encontrar

    As razes de viver, as razes de amar

    bem dentro de ns que est a raiz

    Que nos faz amar e ser feliz.

    Tanta coisa me impede de o escutar,

    Me desvia da meta que me propus.

    Vou ter a coragem de o deixar entrar,

    Vou seguir o claro da sua luz!

    Eu respeito a Deus Pai quando cumpro a sua vontade na minha vida.

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 6.

    Vivendo em ns, Deus que amor enche o nosso corao de amor parao darmos gratuitamente aos outros e para, assim, podermos viver felizes na com-panhia deles.

    A vontade de Deus que cada um de ns experimente o seu amor e viva noseio desse amor para sempre: Amem-se uns aos outros como eu vos tenho ama-do sempre (Jo 15, 12b).

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    Unidade Letiva 1

    Viver o respeitoOuvimos dizer muitas vezes que fazendo que se aprende melhor. Realmente,

    quando pomos em prticaaquilo que aprendemos, tornamo-nos cada vez maiscapazes e, por isso, tambm mais felizes.

    Por exemplo, de pouco vale saberes ao pormenor a receita de um bolo se nun-ca te aventurares a fazer um com as tuas prprias mos. E se porventura as coisasno correm bem logo primeira vez, podes sempre fazer novas tentativas comvista ao aperfeioamento das tuas capacidades e conquista do teu objetivonal.

    O mesmo acontece com os valoresque s chamado a viver: se no os expe-

    rimentares nos momentos em que ests com os outros, comeando pelos teusfamiliares, sero s conhecimentos que alargam o teu saber mas no te transfor-mam por dentro.

    O respeito experimenta-se atravs de atitudes muito concretas. Cada gestode solidariedade e de cooperao um sinal de profundo respeito por cada sercriado por Deus.

    J sabes que cada pessoa tem o seu valor.Criada imagem e semelhana de Deus, digna de todo o respeito.

    A natureza um tesouro oferecido por Deuspara dele cuidarmos com toda a delicadeza.

    Ao respeit-la, louvamos Deus Criador e prote-gemos um bem que de todos.

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    Unidade Letiva 1

    O autocarro cheio

    O autocarro ia cheio.

    Os autocarros vo sempre cheios.

    A Av Lena estava cansada.

    A Av Lena j viveu muitos anos, e uma pessoa que vive muitos anosacaba por estar sempre um bocadinho cansada sobretudo se vai dep, num autocarro cheio de gente.

    A Av Lena ainda olhou em volta, e l para o fundo, e l para a fren-te, mas no havia nenhum lugar vazio.

    Claro que, como em todos os autocarros, neste tambm havia um lu-gar reservado a pessoas que, como a Av Lena, j viveram muitos anose esto cansadas mas as pessoas no se importam muito com essascoisas.

    O respeito pelos outros uma coisa to esquecida murmurouum senhor, sorrindo para ns.

    Porque nesse lugar ia um rapaz, bem recostado, olhos fechados eauscultadores nos ouvidos. De vez em quando abanava a cabea.

    A msica deve ser boa murmurou a Av Lena.

    E foi ento que uma rapariga que estava atrs de ns desatou a rir edeu um encontro a outra que estava ao lado e, de repente, comea-ram a cantar:

    D o teu lugar

    i! i! i!

    que o lugar no teu

    meu! meu! meu!

    podes aguentar

    i! i! i!

    ir de p como eu

    meu! meu! meu!

    E de repente j no eram s as duas raparigas, de repente o autocar-ro inteiro ia a cantar, que at parecia uma festa.

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    Unidade Letiva 1

    O motorista ainda tentou pedir silncio, mas ningum o ouvia e,embora no percebesse muito bem o que as pessoas cantavam, aca-bou por, tambm ele, entrar no coro:

    i! i! i!

    meu! meu! meu!

    At que nalmente o rapaz abriu os olhos, espantado com o que es-tava a acontecer sua volta. Levantou-se de um salto e saiu logo naparagem seguinte, sem dizer uma palavra.

    Ento a Av Lena sentou-se, sorriu para as duas raparigas, e o silncioregressou.

    Que pena murmurou o motorista , agora que eu estava quase,quase a aprender a cantiga

    Alice Vieira (histria indita)

    D o teu lugar i! i! i! que o lugar no teu meu! meu! meu! podes aguentar i! i! i! ir de p como eu meu! meu! meu!

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    Unidade Letiva 1

    Canta com alegria.

    Estou alegre.

    Porque ests alegre?

    Estou alegre.

    Diz-me porqu!

    (Pa-r-p-r)

    Estou alegre.

    Porque ests alegre?

    Isso quero eu saber.

    Vou contar-te... Queres contar-me

    a razo de estar alegre assim?

    Cristo um dia me encontrou

    Seu amor me transformou

    E, por isso, alegre estou!

    O respeito usa culos de aumentar para no magoar ningum!

    Procura atividades no caderno do aluno:

    cha 7.

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    Unidade Letiva 1

    A regra de ouro dos cristosEste e outros provrbios*so usados,

    com muita sabedoria, pelo nosso povopara ensinar como nos devemos com-portar uns com os outros, mantendosempre o respeito.

    Jesus tem uma opinio muito clara

    No digas mal do alheio, olha para ti primeiro!

    Palavras difceis

    Provrbio Ditado

    popular (pequenas frases

    ditas pelo povo queorientam as nossas aes).Argueiro Partculade p do tamanho de um

    grozinho de areia.

    No julgar

    No julguem ningum e assim Deus no vos julgar!

    que Deus h de julgar-vos do mesmo modo que vocs julgamos outros e usar a mesma medida que vocs usarem para os outros.

    Porque reparas no argueiro* que est na vista do teu semelhantee no vs a trave que est nos teus prprios olhos? Como te atrevesa dizer-lhe: Deixa-me c tirar-te isso da vista, quando tens uma

    trave nos teus olhos? Fingido! Tira primeiro a tua trave e depois jvs melhor para tirares o argueiro da vista do teu semelhante.

    Mt 7, 1-5

    Texto bblico

    A medida do respeito o amor.

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 8.

    No esquecer!

    Com a medida com que medires, assim sers medido.

    Quando apontas o dedo ao teu semelhante, tens trs voltados para ti!

    acerca deste assunto. Ele conhece muito bem aspessoas e sabe que errar humano. Por isso, ensina

    uma regra de ouro a todos os seus amigos.

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    Unidade Letiva 1

    O respeito no faz escolhas,

    d-se a todosQuem ama respeita. Os cristosaprendem com Jesus a fora quevem do amor. Por isso, ao pratica-rem o mandamento do amor, respei-tam todas as pessoase tudo o queos rodeia, porque em tudo queremser parecidos com Ele.

    A convivncia saudvelcom a diferenaconstitui um

    grande desao tua capa-cidade de respeitar o outroque vive a teu lado.

    No te esqueas que odiferente tambm aque-le que pensa, aquele queaprende, aquele que se ves-te, aquele que reage, aque-le que ama de um modo

    diverso do teu! Mas ele igualmente lho de Deus; porisso, respeita-o.

    Palavras difceis

    Conterrneos As pes-

    soas que vivem na mesma

    terra.

    O respeito um dos valores mais importantes da tua vida!

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 9.

    Atira pra mim,Yuri!

    Pra mimPra mim

    De Jesus recebem as palavras e os exemplos.Na verdade, o amor com que Jesus nos ama vence todas as barreiras. Ele re-

    parte sem julgamentos nem recriminaes o tesouro que recebeu do seu Paicom os sos e os doentes, com os ricos e os pobres, com os conterrneos* e osestrangeiros, com os bons e os maus.

    Tu tambm podes seguir o exemplo de Jesus!

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    Unidade Letiva 1

    Riquezas do meu tesouro

    Vou respeitar! Vou ser feliz!

    Procura atividades no caderno do aluno:chas 10 e 11.

    Na casa do Senhor

    Meu Deus,

    Quem poder subir a montanha

    E habitar na tua casa para sempre?

    O que tem um corao puro

    Lavadinho de todas as manchas ,Porque pratica aquilo que justo

    Diante dos teus olhos

    E diz a verdade com todo o seu corao

    O que guarda a sua lngua

    De levantar calnias contra o seu irmo

    E no faz nenhum mal ao seu prximo

    Nem causa prejuzo a ningum

    So esses, Senhor,

    Os que habitam na tua casa

    E a enchem de vida e de amor!

    Quem assim proceder

    Viver felizPara sempre!

    Salmo 15 (adaptado)

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    O pai adotivo de Jesus

    Unidade Letiva 2

    So Jos: modelo e protetor de todos os pais.

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    Unidade Letiva 2

    A terra de JosJos, esposo de Maria, cuidou de Jesus como seu lho.

    O seu pas era a Palestina e a aldeia onde morava chamava-se Nazar.

    Naquele tempo, o pas era dominado por um povo estrangeiro: os romanos.Toda a gente desejava que, um dia, os romanos se fossem embora, para quepudessem viver em paz e liberdade. Por isso, pediam a Deus que lhes enviasse umsalvador.

    No tempo de Jos, as pessoas cultivavam os campos e cuidavam dos animais.Tambm havia artesos que construam utenslios de barro, madeira, metal, pelede animais, etc.

    Assim era a vida em Nazar.

    Adeus, Rben.

    Adeus, Jos.

    At logo!

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    Unidade Letiva 2

    Procura atividades no caderno do aluno:chas 12 e 13.

    Jos morava em Nazar, na Palestina.

    Sria

    Fencia

    Galileia

    Tracontide

    Betsaida

    Cafarnaum

    MagdalaCanNazar

    Samaria

    Jerusalm

    Jeric

    Emas

    Belm

    Decpole

    Samaria

    Pere

    ia

    Judeia

    M

    arM

    ort

    o

    Lago da Galileia

    Rio

    Jord

    o

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    Unidade Letiva 2

    Jos prepara o seu futuroComo os outros jovens, Jos tinha

    planos para o futuro.Escolheu a prosso de carpinteiro,

    para ser til s outras pessoas e ga-nhar algum dinheiro. Desse modo, po-dia um dia ter uma casa e sustentar asua prpria famlia.

    provvel que tenha aprendido aarte da carpintaria com o seu pai.

    Tambm j tinha noiva e pretendia

    casar em breve. Ela chamava-se Mariae vivia em Nazar. Tal como ele, tinha umcorao cheio de f e de bondade.

    Num dia muito especial, resolveramfazer uma festa para que todos soubes-sem que pretendiam casar um com ooutro.

    Embora faltasse ainda cerca de umano para o casamento, Jos e Mariasabiam que os seus coraes perten-ciam apenas um ao outro.

    Jos, entretanto, preparava a suacasa, para nela poder receber Maria.

    Jos preparou com responsabilidade o seu futuro.

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    Unidade Letiva 2

    Jos diz sim a DeusDeus bem sabia que as

    pessoas precisavam de

    paz e amor.

    No apenas as pessoasdo pas de Maria e de Jos,mas as pessoas do mundointeiro. Por isso, quis quenascesse Jesus.

    Maria foi escolhida para

    ser a sua me. Ficou grvi-da, por milagre, antes deviver com Jos e sem queele o soubesse.

    L o que nos conta Ma-teus.

    Quando Jos se apercebeu de que Maria estava grvida, sem

    saber o que se tinha passado com ela, cou muito confuso e queria

    desistir do casamento. Mas no queria que se soubesse, para que

    ningum zesse mal a Maria.

    Enquanto ele dormia, um anjo falou-lhe em sonhos, dizendo:

    Jos, no tenhas receio de receber Maria como tua esposa,

    porque ela est grvida por milagre do Esprito Santo. Ela dar luzum lho a quem dars o nome de Jesus.

    Quando Jos despertou do sonho decidiu fazer o que o anjo lhe

    dissera e recebeu Maria como sua esposa.

    Mt 1, 18-25 (adaptado)

    Texto bblico

    Os receios de Jos,por James Tissot

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    Unidade Letiva 2

    Jos compreendeu que Deus lhe pedia algo muito especial.

    Jos foi escolhido para cuidar de Maria e de Jesus.

    No tenhas receio de rece-ber Maria Ela est grvida

    por milagre

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    Unidade Letiva 2

    Jos casa com MariaFoi com muita alegria que Jos ca-

    sou com Maria.

    Cheio de bondade e de ternura, re-cebeu-a em sua casa.

    Deus podia conar nele para cuidarde Jesus e ajud-lo a crescer.

    Jos mostrou ser um pai e um marido

    dedicado. Quando Jesus estava paranascer, procurou um lugar adequadopara Maria dar luz e esteve sempreao seu lado.

    Observa as imagens e recorda o nas-cimento de Jesus.

    Procura atividades no caderno do aluno:

    cha 14.

    Jos recebeu Maria como esposa e acolheu o menino Jesus como seu lho.

    Vem. Cuidarei deti e de Jesus com

    muito amor.

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    Unidade Letiva 2

    Jos: protetor e educadorJos aceitou ser pai adotivo de Jesus, cumprindo

    assim a vontade de Deus com muita f e alegria.

    Como o melhor dos pais, ele ensinou Jesus a rezare a amar a Deus.

    Em casa, com toda a pacincia, ensinou-lhe asmais belas oraes. Mas, como rezar no tudo,ensinou-o a fazer a vontade de Deus.

    Tambm o ensinou a ler e a compreender os livrossagrados.Juntos, liam as histrias que falam do amor

    de Deus pelo seu povo.

    Quero saber mais

    Pais adotivosso pessoas

    que acolhem crianas

    nascidas de outras pessoas

    e cuidam delas como se

    fossem seus verdadeiros

    filhos. Fazem-no por amor

    e de livre vontade.

    Ento Deus disse a Moiss:estende o cajadosobre as guas

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    38/156

    Unidade Letiva 2

    Jos conversa em famliaNas noites quentes de vero, as pessoas da aldeia gostavam de subir ao ter-

    rao das suas casas para apanharem um pouco de ar fresco. A contemplavamas estrelas e conversavam sobre a vida na aldeia.

    Havia pequenas tarefas que podiam ser feitas nesses momentos to agradveis:algumas pessoas recolhiam os frutos que durante o dia a secavam ao sol, outrasconsertavam utenslios que utilizavam nos campos.

    Nessas ocasies, Maria e Jos tambm lembravam com entusiasmo muitashistrias do seu povo. Jesus escutava e fazia muitas perguntas.

    Por vezes, era Jos quem comeava as conversas Maria tudo guardava no

    seu corao.

    Encontrei, sim. Elae o Rben esto

    contentes, porque

    Encontraste a Ester junto aopoo, Maria?

    tiveram uma boacolheita de trigo!

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    Unidade Letiva 2

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 17.

    Jos conversava com Maria e Jesus sobre a vida do seu povo.

    No tempo dosnossos antepassados

    tambm houvegrandes colheitasno Egito, no

    verdade? verdade, sim.

    Que aconteceua seguir?

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    Unidade Letiva 2

    Jos prepara Jesus para a vidaJos ensina Jesus a cuidar da casa

    Jesus no parava de aprender coisas com Jos. Numa ocasio, aprendeu arealizar uma tarefa muito importante.

    Era m de vero. No horizon-te, comeou a aparecer umapequena nuvem branca. Ao m

    da tarde, o vento j soprava umpouco mais forte. noitinha, jno havia brisa, apenas ventofrio.

    Adivinhavam-se, em breve,dias de chuva. Estaria o terraopreparado para a suportar du-rante o inverno?

    Temos de vericar se o nos-

    so terrao se encontra em boascondies para nos protegerdas chuvas lembrou Jos aJesus.

    Que poderemos ns fazer? perguntou Jesus.

    Vem props Jos. Faremos juntos o trabalho. Aprenders uma coisa muito importante.

    Comearam por vericar as vigas, no interior da casa. Uma delas es-tava um pouco rachada. Substituram-na. Depois, subiram ao terrao ecolocaram uma nova camada de argamassa.

    Jesus cou feliz por ter aprendido a proteger a casa das chuvas doinverno.

    Com esta novaargamassa, nem aschuvas de No c

    entram!Pai, conta-meoutra vez a

    histria de No.

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    41/156

    Unidade Letiva 2

    Jos ensina uma prosso a Jesus

    Como j sabes, a prosso de Josera carpinteiro.

    Com esta prosso, ele fabricava e

    consertava mveis e utenslios que fa-ziam muita falta a toda a gente. Tam-bm ganhava algum dinheiro paracomprar aquilo de que a famlia neces-sitava.

    Ele sabia que Jesus tambm pre-cisava de ter uma prosso. Com muitapacincia, ensinou-o a ser carpinteiro.

    Maria, Jesus e Jos,por Harold Copping

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    Unidade Letiva 2

    Jos ensina Jesus a ser um bom cidado

    Jos conhecia as leis do seu povo e punha-as emprtica. Vivendo de acordo com estas, mantinhasempre uma relao de amizade com Deus.

    Ele sabia que s amigo de Deus quem trata bemo seu semelhante. E seguia sempre esta regra, sendoamigo e verdadeiro com todos.

    Para ele era muito importante que Jesus tambmaprendesse a viver em sociedade. Juntamente comMaria, ensinou-o a viver com os outros, segundo asleis do seu povo.

    Quero saber mais

    O povo de Jesus chamavaTorao conjunto das

    leis que todos deviam

    conhecer e cumprir.

    A Tor faz parte da

    Bblia.

    Com Jos, Jesus aprendeu as coisas simples e prticas da vida.

    Procura atividades no caderno do aluno:

    chas 18 e 19.

    No digas mentirassobre as outraspessoas

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    Unidade Letiva 2

    Ado

    Primeiro homem, criado porDeus. Deus conou-lhe toda

    a criao.

    No

    A pedido de Deus, salvoumuitos animais, no meio de

    um dilvio que cobriu a Terrainteira. Com ele renasceu toda

    a criao.

    Abrao

    Ensinou a acreditar em Deus,acima de tudo. Deus prometeu--lhe que nunca o abandonaria.

    Moiss

    Com a sua colaborao, Deuslibertou os hebreus

    da escravido e fez delesum povo especial.

    Moiss com as tbuas da Lei,

    por Valentin de Boulogne

    Antepassados de JosNo foi por acaso que Jos foi escolhido para pai adotivo de Jesus. Contam-

    -nos Mateus e Lucas, dois amigos de Jesus, que Jos era descendente de umafamlia de pessoas muito importantes para o seu povo, como Ado, No, Abrao,Moiss e David. Estes homens descendem uns dos outros, embora tenha havidomuitas geraes entre eles.

    Abrao e Isaac,

    por Jan Lievens

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    Unidade Letiva 2

    Rei David,por Donatello

    David

    O mais importante rei do povode Jesus. Ele trouxe a paz ao

    seu povo.

    Jos

    Casou com Maria e, a pedidode Deus, aceitou ser o pai

    adotivo de Jesus.

    SalomoO rei que pediu a Deus a

    sabedoria para governar Israel.

    Jesus

    Enviado por Deus, trouxe a todasas pessoas o amor e as maravilhas

    que Deus prometera.

    Salomo ante a arca da aliana, por autor annimo

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    Unidade Letiva 2

    De Ado at JesusPara ler, dramatizar e recordar.

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 20.

    Sendo lho adotivo de Jos, Jesus descende das pessoas mais importantes do seu povo.

    No princpio, Deus criou Adoe conou-lhe a criao.

    Nasceu mais tarde No,que durante o dilvio teve f.

    Abrigou na sua arca muitos,

    muitos animais:Aves, cobras e macacose ainda muitos mais.

    Mais tarde veio Abrao,que tinha f no corao.

    S se adora a Deus, no cu: foi o exemplo que ele deu.

    E esta famlia no parou, at que Moisschegou.

    Abriu em dois o grande mar, para o seu povo o atravessar.

    Caminhou pelo deserto, com as sandlias nos ps;

    Deu ao povo um rumo certo e os mandamentos, que so dez.

    E muitos anos a seguir, nasceu o grande rei David;

    Tocou harpa, escreveu salmos e trouxe ao povo tempos calmos.

    E veio Jos, nalmente. De David descendente.

    Jos foi o protetor de JESUS, o Salvador.

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    Unidade Letiva 2

    A importncia de So Jos reconhecida no mundo inteiro.

    Sabias...?Embora a Bblia no nos conte muitas coisas sobre Jos, a sua importncia no

    passou despercebida aos homens de todos os tempos. Desde muito cedo quepara os cristos ele um grande santo So Jos!

    Para cares a saber um pouco mais sobre So Jos, l com ateno. E no teesqueas!

    So Jos considerado na Bblia como o exemplo do homem justo.

    A morte de So Jos ter ocorrido antes de Jesus completar 30 anos.

    So Jos considerado o modelo e o protetor de todos os pais.

    No dia 19 de maro celebramos a festa de So Jos.

    O papa Pio IX, em 1870, declarou So Jos protetor de toda a IgrejaCatlica.

    No dia 1 de maio, os cristos lembram So Jos, o trabalhador.

    Existem muitas instituies, praas, ruas e cidades com o seu nome, emPortugal e no estrangeiro.

    Hospital de So Jos, Lisboa Lpide da Rua de So Jos, Lisboa

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    Unidade Letiva 2

    Estou com So JosSo muitas as pessoas que admiram So Jos por

    ter cuidado de Jesus, dando-lhe amor e proteo.Muitas outras admiram o seu amor ao trabalho. Porter sido humilde e dedicado, veem nele um exemplopara todos os que trabalham. Outros recordam a sim-plicidade da sua f e do seu amor a Deus. Ningumesquece o seu amor por Maria, a me de Jesus.

    Por tudo isto, pessoas do mundo inteiro dirigem-sea So Jos em orao, pedindo-lhe que abenoe as

    famlias, as crianas e todos os que trabalham.

    Tambm tu podes fazer de So Jos um amigo.E, com os teus amigos, poders cantar:

    So Jos e o menino Jesus,

    por El Greco

    So Jos Cano

    Era carpinteiro,

    Viveu em Nazar.

    Homem como os outros

    De nome Jos.

    Uma vida de silncio,

    Sempre junto de Jesus,

    Tu s o meu guia,

    Farol que me conduz.

    So Jos, So Jos,

    Tu s o meu guia

    De noite e de dia.

    So Jos, So Jos,

    Tu s o meu sol,s o meu farol.

    As oraes e as canes ajudam-nos a expressar o que queremos dizer a So Jos.

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    Unidade Letiva 2

    Uma instituio

    de acolhimentoMaria e Jos cuidaram de Jesus com muito amor e carinho. Mas existem crian-as que nascem no seio de famlias que no lhes conseguem dar proteo,nem amor, nem alimento Se ningum as socorrer, podem correr riscos graves eacontecer-lhes coisas muito tristes.

    L a histria que se segue.

    Uma casa especial

    O Miguel ouvira a irm,Catarina, dizer aos pais queiria com a turma levar brinque-dos a uma instituio deacolhimento. Ficou curioso!Que seria isso?

    Quando ela regressou, -cou atento s conversas:

    Que casa essa ondefoste com os teus colegas? Perguntou a me.

    uma instituio deacolhimento respondeu aCatarina.

    O que isso? Insistiu ame.

    uma casa que acolhecrianas muito pequeninasque os pais no conseguemproteger, nem alimentar, nem mimar esclareceu a Catarina.

    Meu Deus! E o que que vai acontecer a essas crianas? Con-tinuava a me, preocupada.

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    Unidade Letiva 2

    Esto l pessoas que cuidam delas: ali-mentam-nas, do-lhes colo, brincam com elas,levam-nas ao mdico etc., tal como se fossem

    uma famlia!

    Mas e depois? Os meninos cam l parasempre? Insistia a me.

    No dizia a Catarina. Existem l pes-soas que ajudam os pais a melhorar a sua vida.Assim, as crianas podero um dia voltar a vivercom eles.

    Mas e se os pais continuarem sem condies para para

    gaguejava a me, aita. Nesse caso, as pessoas responsveis pelas crianas procuram uma

    nova famlia para elas E ento sero amadas como verdadeiros lhospelos novos pais adotivos.

    Quero saber mais

    Instituies deacolhimentoso casas

    preparadas para acolher e

    cuidar de crianas a quem

    os pais no conseguem dar

    o que elas precisam para

    viver com sade e alegria.

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 21.

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    Unidade Letiva 2

    Uma histria realA histria que se segue aconteceu de verdade e s os nomes que so ct-

    cios.

    Um encontro especial

    Joo e Soa tinham dois lhos j crescidos, oRicardo e a Rute, quando decidiram ser umafamlia de acolhimento.Agora, so pais adotivos

    da Joana e da Margarida. Estas duas meninasso irms e os seus pais no tinham condiespara cuidar delas. Por esse motivo estavamao cuidado de uma instituio, espera dearranjar uma nova famlia.

    Quando visitmos o lar onde a Joana e aMargarida se encontravam vimos duas lindasirms com um olhar to terno e carente que nos foi totalmente impossvelrejeitar o seu apelo de amor e carinho conta Soa. Foi amor primeira

    vista. Quis Deus que elas zessem parte das nossas vidas para sempre. Traz- -las, conhec-las e am-las foi uma tarefa muito fcil para ns. Pudemosassim dar-lhes todo o afeto e amor de pais que as nossas meninas nuncatinham conhecido.

    Quero saber mais

    As famlias de

    acolhimentoso famlias

    que se oferecem para

    acolher em casa crianas

    com graves problemas

    familiares, mas apenas

    durante algum tempo.

    A Joana e a Margarida so felizes na sua nova famlia.

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    Unidade Letiva 2

    Filhos do coraoUm dia perguntaram ao Joo e Soa como tinha corrido a adoo das suas

    meninas. A conversa foi mais ou menos assim:

    Que sentiram quando viram as meninas no lar?

    R: Sentimos tristeza por no conseguirmos re-solver todos aqueles casos. No entanto, Deusencheu-nos o corao com uma onda deamor e deu-nos uma fora que fez com que

    quisssemos que a Joana e a Margarida vies-sem viver connosco desde esse momento.

    Como conseguiram mostrar-lhes o vosso amore ganhar a conana delas?

    R:Foi um momento muito espontneo. Crimoslaos com olhares, trocmos mimos, zemosfestinhas. E as crianas so to carentes! Pare-cia uma bno. Era tudo uma maravilha!

    Elas correspondiam ao vosso amor? Como se manifestavam?

    R:Aos poucos foram ganhando conana, percebendo o quanto as am-vamos. Eram muito queridas, bem-dispostas, curiosas e estavam manifesta-mente gratas por tudo quanto lhes proporcionvamos. A todo o momentopediam colinho e davam beijos e abraos com uma fora desmedida,como se aquele momento pudesse acabar subitamente.

    Como reagiram os lhos mais velhos?

    R:Receberam-nas de corao aberto, colocando tudo ao seu dispor, como sesempre tivessem estado ali. Que bno esta ddiva de Deus, nosso Senhor!

    Que sentimentos e reaes manifestavam elas na nova casa e no seio danova famlia?

    R: Sentiam imensa curiosidade. No comeo havia muita incerteza nos seuscoraes e a dvida sobre se esta relao seria verdadeira ou se seria mais

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    uma passagem nas suas vidas. Mas aos poucos foram tendo a certeza deque as queramos e as amvamos muito e para sempre.

    Tiveram de adaptar a vossa vida nova realidade?R:Totalmente. Receber duas crianas pequeninas no seio de uma famlia sde adultos levou-nos a alterar todo o espao da nossa casa (por exemplo,tivemos de comprar moblias novas), modicar hbitos alimentares, fazer maiscompras no supermercado (que diferena, meu Deus!), alterar as sadas e asfrias, reaprender a brincar e a alterar hbitos religiosos (passmos a ir missadas crianas, a lev-las catequese e a preparar o batismo). Tudo isto nosfez voltar ao passado, h quinze anos atrs.

    No foi fcil, mas as coisas difceis so sempre as mais saborosas!Damos graas a Deus por ter colocado nas nossas mos este tesouro mara-vilhoso!

    Os pais adotivos da Joana e da Margarida sentiram que era Deus quem lhespunha tanto amor no corao.

    A nova famlia da Joana e da Margarida comeou afrequentar uma missa onde havia mais crianas.

    Adotar crianas uma experincia maravilhosa, porque se partilha muito amorprofundo e verdadeiro.

    Procura atividades no caderno do aluno:chas 22 e 23.

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    Nascer do coraoPara se ser uma famlia no basta ter-se o mesmo sangue. Ser uma famlia ,

    tambm, sentir ternura e amor uns pelos outros. Era assim a famlia de Jesus.

    L a histria que se segue e entenders melhor o signicado destas palavras.

    A fotograa do batizado

    Ao princpio, sentia-me mui-

    to triste por no haver l emcasa uma fotograa do diado meu batizado.

    A minha me tem sempre acasa cheia de fotograas. Depessoas vivas e de outras quej morreram. Ela diz que precisade sentir que todos olham pa-ra ela e lhe sorriem l de den-

    tro das molduras.

    claro que tem muitas foto-graas minhas.

    L estou eu, amuado, noprimeiro dia em que fui para aescola.

    L estou eu a rir, na praia, todo cheio de areia.

    E a chorar, quando cortei o cabelo.

    Mas, ao lado das fotograas do batizado dos meus irmos, a minhano est.

    E eu tinha sempre muita pena.

    Cheguei a pensar que a minha me no gostava tanto de mim comodos meus irmos. Se calhar, porque lhe dou mais trabalho pensei.

    Os meus irmos j no precisam que a me lhes leia uma histria

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    noite, j no precisam que a me os v levar escola, j se deitam tar-de e ningum lhes pergunta se lavaram os dentes.

    Os meus irmos so crescidos e eu como eles esto sempre a dizer,quando me querem ver zangado no passo de um beb

    Um beb que no nas-ceu como os bebs na-turalmente nascem.

    Tu no nasceste daminha barriga, tu nas-ceste do meu corao assim a minha me

    me explicou h muitotempo.

    E eu no quis sabermais nada: nascer do co-rao da nossa me acoisa melhor do mundo.

    Pois .

    Mas a fotograa do

    batizadoEu juro que no falei

    disso a ningum, era umacoisa s minha, uma tris-teza que s eu sentia.

    Mas a minha me sou-be.

    No me perguntem como: soube.

    Ou melhor: adivinhou. S pode ter adivinhado. Porque as mes mui-tas vezes adivinham o que ns pensamos s de olharem para a nossacara.

    Por isso que so mes. De barriga ou de corao, tanto faz.

    Ento contou-me que eu tinha nascido para os seus braos e paraos braos do meu pai e dos meus irmos e dos meus tios e dos meusavs j tinha quase dois anos, j estava batizado h muito tempo.

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    E tambm me contou como eu corri logo para ela quando a vi pelaprimeira vez e como s adormecia tranquilo ao som da sua voz. E comotoda a famlia diz que eu fui a melhor coisa que lhes aconteceu.

    por isso que agora j no co triste por no haver a fotograa domeu batizado ao lado das fotograas dos meus irmos.

    Tu foste uma bno para todos ns, est sempre a repetir a tiaLusa murmura a minha me.

    E eu sorrio.

    Hei de lembrar-me disso quando a tia Lusa andar a correr atrs demim e a gritar ai meu malandro que no tens mesmo juzo nenhum

    Alice Vieira (histria indita)

    Os pais adotivos amam os seus lhos como se tivessem nascido deles mesmos.Tambm assim fez So Jos.

    Procura atividades no caderno do aluno:chas 24, 25 e 26.

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    Ajudar instituies

    de acolhimentoComo j sabes, algumas crianas no vivem com a sua famlia.As pessoas que cuidam dessas crianas precisam da colaborao de todos

    ns.

    Procura atividades no caderno do aluno:chas 27 e 28.

    Todos podemos colaborar com as instituies de acolhimento.

    Mas qual ser a melhor forma de aju-dar?

    Para comear, conveniente falarcom os pais sobre este assunto. Eles po-

    dem perguntar a essas pessoas comopodem ajudar.

    E tu tambm poders colaborar.

    Mas de que maneira?

    Aqui cam algumas sugestes:

    Sugerir professora (ou professor)que leve a turma a conhecer umainstituio de acolhimento; levar

    alguma coisa para partilhar comas crianas de l; pensar em jogos,canes ou teatros em que essascrianas tambm possam partici-par.

    Juntar dinheiro num mealheiro epedir ajuda aos pais para o entre-gar a uma instituio que acolhacrianas.

    Se na escola houver alguma crian-a que no viva com os pais, dar--lhe amizade, escolhendo-o parafazer parte da equipa ou do grupo.

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    Encontro-me com Deus

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    De pai para filho de filho para pai!

    Ol, Pai do Cu,

    quero contar-teum segredo

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    to bom conviver!Desde que nascemos, vivemos rodeados de pessoas.

    Na famlia, recebemos as primeiras lies de vida.Aprendemos a viver juntos e a conhecer as principaisregras de convivncia, que nos ajudam a crescer de umamaneira feliz e saudvel, mas, sobretudo, aprendemosa amar e a respeitar os outros como gostamos de seramados e respeitados.

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    Unidade Letiva 3

    medida que vamos crescendo, o nmero de pessoas que so importantespara ns vai aumentando. Surgem os amigos, os colegasde turma, os profes-sores, os vizinhos, enm, um nmero cada vez maior de pessoas com quem nscontactamos diariamente e que nos inuencia na nossa maneira de ser e de estar

    na vida.Mas com as pessoas que mais amamos e apreciamos que ns procuramos

    passar a maior parte do nosso tempo e partilhar tudo aquilo que somos e temos.Elas do luz e cor nossa vida! Por isso

    quando a distncia nos separa, usamos os meios de comunicao disponveispara podermos entrar em contacto.

    quando temos muitas tarefas, or-ganizamos o nosso dia para lhes poder-mos dedicar um pouquinho do nossotempo.

    quando nos sentimos tristes e de-sencorajados*, encontramos no seuapoio a alegria e a esperana* paraenfrentarmos as diculdades.

    No existem barreiras que possamquebrar os laos de amore de amizadeque nos unem aos nossos amigos!

    Palavras difceis

    Desencorajados Comfalta de coragem.

    Esperana Qualidade

    prpria de quem encara

    as situaes do quotidia-

    no com otimismo, com a

    certeza de que o amanh

    pode sempre ser melhor.

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 29.

    No convvio com os outros, eu sou feliz.

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    Unidade Letiva 3

    Viver com Deus uma

    necessidadeExistimos para viver felizes na relao que constru-mos uns com os outros. medida que vamos cres-cendo, compreendemos que os verdadeiros amigosso aqueles que nunca desistem de ns e que nosaceitam tal como somos. com eles que constru-mos a nossa vida e preparamos o futuro.

    Para os cristos, o maior e o mais verdadeiro de

    todos os amigos Deus, o nosso Pai do Cu. Mais do que qualquer outra pessoana Terra, ele ama-nos sem medidae nunca desiste deser nosso Pai, mesmo quando no o merecemos.

    por causa desse amor to grande que sentimosnecessidade de conviver com ele todos os dias,mesmo que para isso seja preciso quebrar algumasbarreiras: a preguia, a falta de tempo, o sono, avontade desenfreada* de brincar, etc.

    Em cada encontro com Deus, o amor aumenta no nosso corao para depoisse dar aos outros.

    Se ns fazemos todos os possveis para conviver com os nossos pais e amigos,porque no haveremos de fazer o mesmo com Deus, o nosso Pai do Cu e nossomaior Amigo?

    Palavras difceis

    Desenfreada Que no

    se consegue conter; difcil

    de controlar.

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    Unidade Letiva 3

    Acaso pode uma me es-quecer o seu beb, deixar de

    ter amor ao lho que delanasceu?

    Ainda que ela se esquecessedele, eu nunca te esqueceria.Pois eu gravei a tua imagemna palma das minhas mos.

    Is 49, 15-16a

    Texto bblico

    J aprendeste que Deus pensa em cada um de ns como se fssemos nicosno mundo. Ele conhece-nos muito bem e quer relacionar-se com cada um dens, como amigo.

    Ele prprio o disse, um dia:

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 30.

    No encontro com Deus, eu creso no amor!

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    Unidade Letiva 3

    Sinais de Deus entre nsDeus vem ao nosso encontro. Ele quer relacionar-se com cada um de ns como

    um amigo, como um pai. Mas, olhando nossa volta, no o conseguimos ver talcomo nos vemos a ns prprios e aos outros. Parece que est sempre a jogar sescondidas connosco, no verdade?

    Apesar de no o vermos sicamente, Deus mani-festa-se no nosso meio. Ele comunica connosco, porexemplo, atravs da Bblia*, que contm a sua Pa-lavra.

    A Bblia um conjunto de 73 livros, uma espcie

    de biblioteca guardada num s livro.Aos primeiros 46 livros chamamos Antigo Testamento(AT). Os restantes 27 livros

    constituem o Novo Testamento(NT).

    Os livros do Antigo Testamento referem a criao de todas as coisas, contam--nos a histria da relao do povo de Israel com Deus, apresentam as oraes

    que os judeus rezavam (salmos) e contam o que os profetas dis-seram, em nome de Deus, a todo o povo.

    O Novo Testamento o anncio da Boa Notcia de Jesus

    Cristo, o Filho amado de Deus, salvador de todas as pessoas.Os livros mais importantes do Novo Testamento (e de toda a

    Bblia) so os Evangelhos*, escritos por Mateus, Marcos, Lucas eJoo. Os Evangelhos falam de Jesus, da sua vida, da sua mensa-gem e da sua morte e ressurreio.

    Palavras difceis

    Bblia Livros.

    Evangelho Boa Nova;

    Boa Notcia.

    Quero saber mais

    Pensa-se que a Bblia tenha sido escrita ao longo de umperodo de mais de 1000 anos por muitas pessoas das

    mais diversas origens culturais e com as mais variadas

    profisses.

    A Bblia foi o primeiro livro impresso em 1455 por Guten-

    berg, o inventor da imprensa.

    A Bblia foi at aos dias de hoje o livro mais publi-

    cado e o mais lido em toda a histria da humanidade.

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    Unidade Letiva 3

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 31.

    Atravs da Bblia, Deus fala para mim, hoje!

    Antigo

    Testamento

    Pentateuco

    Gnesis

    (Gn

    )

    Atos

    dos

    Ap

    sto

    los

    (At)

    Mateus (Mt)

    Marcos (Mc)

    Lucas (Lc)

    Joo (Jo)

    Neemias (Ne) Josu (Js) Romanos (Rm)

    Corntios (1Cor)Corntios (2Cor)

    Glatas (Gl)

    Colossenses (Cl)

    Filipenses (Fl)

    Efsios (Ef)Re

    is(1Rs)

    Tessa

    lon

    icenses

    (1T

    s)

    Tessa

    lon

    icenses

    (2T

    s)

    Timteo

    (1Tm

    )

    Timteo

    (2Tm

    )

    Tito

    (Tt)

    Filmon

    (Flm)

    Job(Jb)

    Isa

    as

    (Is)

    Joel (Jl) Abdias (Abd)

    Jonas (Jn)

    Apoca

    lipse

    (Ap)

    Ams (Am)

    Jerem

    ias

    (Jr)

    Baruc

    (Br)

    Ezequ

    iel(Ez

    )

    Dan

    iel(Dn

    )

    Ose

    ias

    (Os)

    Mique

    ias

    (Mq

    )

    Ha

    bacuc

    (Ha

    b)

    Ageu

    (Ag

    )

    Zacarias

    (Zc

    )

    Ma

    laqu

    ias

    (Ml)

    So

    fon

    ias

    (Sf)

    Lamen

    ta

    es

    (Lm

    )

    Naum

    (Na

    )

    Sa

    lmos

    (Sl)

    P

    rov

    rb

    ios

    (Pr)

    E

    clesiastes

    (Ec

    l)

    Cn

    tico

    (Ct)

    Sabe

    doria

    (Sb)

    Ben

    Sira

    (Sir)

    Hebreus

    (He

    b)

    Tiago

    (Tg

    )

    Ju

    das

    (Jd)

    Joo (1Jo)

    Joo (2Jo)

    Joo (3Jo)Pedro (1Pe)

    Pedro (2Pe)

    Re

    is(2Rs)

    Esdras

    (Esd

    )

    Crn

    icas

    (1Cr)

    Crn

    icas

    (2Cr)

    Juzes (Jz)

    Rute (Rt)Samuel (1Sm)Samuel (2Sm)

    Tobias (Tb)

    Judite (Jdt)

    Ester (Est)

    Macabeus (1Mac)

    Macabeus (2Mac)

    xod

    o

    (Ex

    )

    Lev

    tico

    (Lv

    )

    Nmeros

    (Nm

    )

    Deu

    teron

    m

    io(Dt)

    Livros

    histricos

    Evangelhos

    AtosdosApstolos

    CartasdeS.

    Paul

    o

    Cartaaoshebreus

    Cartas

    catlicas

    Apocalipse

    Livros

    sapienciais

    Livros

    profticos

    Novo

    Testamento

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    Unidade Letiva 3

    Um encontro extraordinrio!Deus veio ao encontro de algumas pessoas.

    Esse encontro foi de tal forma marcante quedeu um sentido novo s suas vidas. Foi isto quesucedeu, h muitos sculos atrs, a Abrao, umhomem simples.

    Deus encontra-se com Abrao

    O Senhor disse a Abro:

    Deixa a tua terra, a tua famlia e a casa de teu pai e vai para a

    terra que eu te indicar. Farei de ti um grande povo e hei de abenoar--te. Atravs de ti, todos os povos da Terra sero abenoados.

    Abro tomou Sarai, sua mulher, e Lot, seu sobrinho, assim comotodos os bens que possua e partiu para a terra de Cana. O Senhorapareceu de novo a Abro e disse-lhe:

    Darei esta terra tua descendncia.

    E Abro construiu ali um altar ao Senhor, no lugar onde ele lhetinha aparecido.

    Algum tempo depois, Deus apareceu-lhe novamente e disse-lhe:

    No temas, Abro, eu sou o teu protetor, vais ter uma granderecompensa.

    Abro respondeu:

    Senhor, meu Deus, que podes tu dar-me? Sabes bem queno me deste lhos e no terei herdeiros do meu sangue.

    Texto bblico

    Abrao,por autor desconhecido

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    Unidade Letiva 3

    Texto bblico

    Abrao vivia triste porque no tinha lhos, nem

    uma terra onde prosperar*. Quando Deus foi aoseu encontro e lhe prometeu uma terra e umadescendncia*, ele conoulogo nas suas palavras eps-se a caminho.

    Tal como as pessoas da sua tribo, Abrao era po-litesta: prestava culto a muitos deuses ao mesmotempo. Mas, assim que Deus lhe falou, abandonoutodos os outros deuses e passou a adorar o nico Deus que conhecia a sua histriapessoal e se interessava pela sua felicidade.

    Deus mandou sair Abro para fora de casa e disse-lhe:

    Olha para o cu e v se podes contar as estrelas. Pois assimser o nmero dos teus descendentes. O teu nome j no ser Abro,mas Abrao, porque vou fazer com que sejas pai de uma imensidode povos.

    Abrao acreditou em Deus e Deus considerou-o um homem justo.

    Cf. Gn 12, 1-7; 15, 1-6; 17, 1-5

    Palavras difceis

    Descendncia Filhos,

    netos, bisnetos

    Prosperar Ter xito;

    desenvolver-se.

    Coragem, j faltapouco! Vamos em

    frente!

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    Unidade Letiva 3

    Deus foi el sua promessa: deu-lhe

    uma terra maravilhosa e um lho que

    se chamaria Isaac, antepassado* dopovo de Israel, no seio do qual haveria

    de nascer Jesus.Abrao o nosso pai na f! Ele

    foi o primeiro a conar em Deus e o

    primeiro a ador-lo com todo o seucorao.

    Deixa a tua terra

    Deixa a tua terra, toma o teu barco

    Chegou a minha hora e a tua de arriscar.

    A tua descendncia vai ser numerosa,

    Grande como as areias do mar.

    A tua descendncia vai ser numerosa,

    Grande como as areias do mar.

    Se o corao de Deus for tua casa e teu abrigo,

    Na pobreza e riqueza ters Deus sempre contigo.

    Se Deus teu apoio em quem podes conar,

    Obedecer e ser livre vais poder experimentar.

    (Ir. Amlia)

    Abrao e os trs anjos,por Murillo Bartolome

    O encontro com Deus deu um novo sentido vida de Abrao.

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 32.

    Palavras difceis

    Antepassado Pessoa

    que est na origem de

    outras.

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    Unidade Letiva 3

    Como Abrao, eu quero

    confiar em Deus!Abrao deixou Deus entrar na sua prpria vida. Ele acreditou e conou nas suaspalavras: saiu da terra dos seus antepassados e ps-se a caminho.

    Viver com o verdadeiro Deus foi uma experincia maravilhosa: nunca mais sesentiu sozinho nem to-pouco em terra estranha. Pela primeira vez na sua longavida, conhecia o amor de Deus, que lhe era oferecido sem limites.

    Deus continua a encontrar-se com cada pessoa atravs da sua Palavra. Paratal, basta que cada um esteja disposto a ouvi-la e a acolher as suas orientaes.

    A Palavra de Deus prope um caminho a seguir. Mas s se estivermos dispostosa conarem Deus, como Abrao, que faremos a maravilhosa descoberta docaminho do amor.

    Considera estas situaes e compara-as com a Palavra de Deus.

    Amem-se uns aos outros como eu vos amei.(Jo 13, 34)

    No devem deixar que o Sol se ponha semterem dominado a vossa irritao.

    (Ef 4, 26)

    Agora quevamos ver quemmanda no jogo!

    Nunca mais falocontigo! Escusas de

    vir ter comigo!

    Lamento que penses assim.Eu estarei l fora, como

    de costume, tua espera,para o caso de mudares de

    ideias.

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    Unidade Letiva 3

    O meu auxlio vem do Senhor

    Levanto os meus olhos para os montes:

    de onde vir o meu auxlio?

    O meu auxlio vem do Senhor

    que fez o cu e a Terra.

    Ele no deixar que vacilem

    os teus ps;o teu protetor no dormir.

    O Senhor quem te protege

    e est sempre a teu lado.

    O sol no te far mal durante o dia,

    Nem a lua, durante a noite.

    O Senhor protege-te de todo o mal

    e vela pela tua vida.

    Salmo 121(120) (adaptado)

    Texto bblico

    Conar em Deus seguir o caminho do amor.

    Procura atividades no caderno do aluno:

    chas 33 e 34.

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    Unidade Letiva 3

    Saber pedirJ pensaste alguma vez na quantidade de pedidosque fazemos ao longo de

    um s dia? Pedimos licena para entrar, pedimos dinheiro para comprar, pedimosateno para falar

    Se os nossos pedidos forem imediatamente atendidos, camos muito satisfeitos.

    Quando no so atendidos ou quando tal no acontece com a brevidade quedesejamos, sentimo-nos tristes.

    Os motivos que levam recusa da satisfao dos nossos pedidos so raramentebem aceites, mas podem ter a sua razo de ser, porque nem sempre pedimoso que nos convm. s vezes, o que pedimos est para alm das possibilidades

    das pessoas a quem fazemos o pedido; outras vezes, os nossos pedidos no cor-respondem a verdadeiras necessidades, so apenas caprichos.

    Os exemplos seguintes falam por si.

    Me, deixa-me ver este filme.Parece to giro!

    Nem penses, Rita, sohoras de dormir. Amanh

    tens aulas, lembra-te disso!

    Eu s quero aquelamarca de tnis, ests

    a ver pai?

    So estes mesmosque eu queria,

    tio. Vermelhos etudo, a condizer

    com a minhamochila nova.Ds-me estes

    tambm, tio?V l!

    Ouve, Constana,os patins que o teuirmo te ofereceuontem so ainda

    mais resistentes doque estes. Estes tmapenas um aspeto

    mais atrativo.

    Lamento, meu filho, mas

    no pode ser. No temosdinheiro para uns tnis

    to caros.

    Procura atividades no caderno do aluno:

    cha 35.

    Pedir no custa. O que custa saber pedir.

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    Unidade Letiva 3

    Com a palavra de Deus, eu

    aprendo a pedirDesde sempre, Deus esteve presente na vida daspessoas. Como um pai atento, cuidava do seu povoe comunicava com ele atravs dos profetas e deoutras pessoas que o escutavam no seu corao.E o povo de Israel tambm comunicava com Deus:agradecia as coisas boas que lhe aconteciam e pe-dia ajuda para a resoluo dos seus problemas. Mas

    nem sempre pedia aquilo que devia. Pelo contrrio,o rei Salomopediu a Deus aquilo que era verdadei-ramente importante.

    D-me um corao sbio

    O Senhor apareceu a Salomoem sonhos, durante a noite, edisse-lhe:

    Pede-me o que quiseres,que eu to darei.

    Salomo respondeu:

    Tu trataste David, meu pai, com grande bondade, porqueele foi leal, justo e reto* de corao para contigo. Por isso, foste

    to bondoso para com ele e lhe concedeste um lho que hoje estsentado no seu trono. Agora, Senhor meu Deus, s tu tambm quemme faz reinar em lugar de David, meu pai, embora eu no passede um jovem inexperiente*. Porm, neste momento encontro-me frente do teu povo, um povo to numeroso que ningum o podecontar. D-me, pois, um corao sbio, capaz de governar o teu povocom justia, sabendo distinguir entre o bem e o mal. De outro modo,

    como poderia eu chear o teu povo, este povo to numeroso?

    Texto bblico

    Palavras difceis

    Discernimento Capaci-

    dade de distinguir o bem

    do mal, nas situaes da

    vida, e, a partir da, decidir

    corretamente.

    Inexperiente Que notem experincia de vida.

    Reto Justo, honesto.

    O sonho de Salomo,por Luca Giordano

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    Este pedido de Salomo agradou

    ao Senhor, que lhe disse: J que no me pediste uma

    vida longa, nem riqueza, nem amorte dos teus inimigos, mas sim odiscernimento* para saberes ouvir egovernar, vou conceder-te sabedoriacomo ningum teve antes de ti, nem

    ter depois de ti. Dou-te tambm o

    que nem sequer me pediste: glriae riqueza durante a tua vida, comonenhum outro rei teve antes. E secumprires a minha vontade, como fezDavid, teu pai, dar-te-ei uma vida longa.

    Mal despertou, Salomo voltou para Jerusalm, agradeceu aDeus e preparou um grande banquete para todo o povo.

    1Rs 3, 5-15

    Texto bblico

    Quero saber mais

    Foi Salomo quem mandou construir o

    primeiro templo em nome do Deus de Israel,

    na cidade de Jerusalm. Foi to cuidadoso

    na sua construo, exigindo a perfeio de

    todos os pormenores, que demorou sete

    anos a conclu-lo.

    Salomo tornou-se clebre pela sua capaci-

    dade nica de julgar com justia. Deus con-

    cedeu-lhe o que ele tinha pedido. Uma prova

    disso mesmo o episdio das mulheres que

    reclamavam para si a posse de uma mesma

    criana. Pede ao teu professor que te conte

    esse episdio (1Rs 3, 16-28).

    O Julgamento de Salomo,por Giorgione

    Rei Salomo no seu trono,por Giovanni-Battista Tiepolo

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    Tal como na vida de Salomo, Deusest presente na vida de todos os queo procuram com sinceridade. Comoum pai atento e cuidadoso, tudo

    providencia para o bem de todas aspessoas.

    Os cristos sabem que podem con-tar sempre com ele; por isso, con-versam com ele como quem fala aum amigo, partilham com ele as suasalegrias, as suas tristezas, os momen-tos maravilhosos e as situaes maisdifceis tambm. Eles sabem que Deus

    um Pai que os ama sem limites.

    Bom dia, Pai doCu! Fica comigo,

    neste dia

    Catarina, estspronta? Vamosembora. So

    horas!

    O rei Salomo,ilustrao do Livro do rei Salomo

    Na orao, eu falo com Deus Pai e abro o meu corao sua bondade.

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 36.

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    Rezar a Deus falar com eleAo longo de um s dia fazemos muitas

    coisas: alimentamo-nos, descansamos,estudamos, praticamos atividades des-portivas ou artsticas, desenvolvemosatividades de lazer, entre outras. Em to-das essas atividades, vamos crescendopor dentro e por fora e aprendendoa estar bem com todos os que nos ro-deiam.

    Deus est atento a todos os nos-sos passos. Ele vela pela nossa vida eenche-a de sentido. por isso que oscristos reservam um bocadinho doseu tempo para falar com ele, para lheabrirem o corao. Em qualquer lugar,em qualquer altura do dia, Deus escutaas nossas oraese ca muito feliz coma ateno que lhe dispensamos.

    Eu vou comear: Bom dia,Pai do Cu. to bom saberque tu gostas de ns! Ajuda-

    -nos neste dia

    Boa ideia, pai!

    Filhos, ainda no demos os bons-diasa Deus. Vamos faz-lo agora?

    Obrigada, Pai doCu, por todas ascoisas bonitas quecriaste para ns. O

    mundo fica to lindocheio de flores!

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    Carta ao Menino Jesus

    Menino Jesus:

    Estou a escrever-te esta cartaporque a minha me disse que tu

    s amigo de toda a gente e quepodemos falar contigo de todas asmaneiras e que no s na igrejaque tu nos ouves.

    E eu precisava mesmo de falaragora contigo e a igreja muitolonge daqui. (Se tivesse telemvel,mandava-te uma mensagem, masno tenho, porque o meu pai diz

    que eu sou muito pequeno parater essas coisas.)

    Mas o que eu te queria mesmopedir era que falasses com a minhame e com o meu pai que, de huns tempos para c, at parece que nem me veem. s vezes at tenhomedo de me ter tornado o Invisvel, como num lme que eu vi uma vez.

    Mas se calhar tu no tens tempo para ver lmes O mundo deve dar-te

    Obrigada, meuDeus, por este

    dia

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    tanto trabalho! Deves andar sempre to cansado!

    Mas o que eu te queria pedir nem coisa que te v cansar muito.

    O que eu te queria pedir era que explicasses aos meus pais que euexisto, que estou mesmo ao lado deles, que quero perceber as palavrasque agora ouo constantemente e que os faz dizerem coisas de quedepois se arrependem.

    Quero perceber o que signica, exatamente, a palavra desem-prego.

    Ou a palavra dvida.

    Ou melhor: o que que essas palavras trazem de to terrvel paradentro da nossa casa.

    Quero perceber porque que eles agora andam sempre to zanga-dos, porque que o meu pai de repente comeou a estar em casa eno sai de manh para o trabalho ao mesmo tempo que eu saio paraa escola, como sempre acontecia.

    Quero perceber porque se zangam tanto comigo, mesmo quandoeu no tenho culpa de nada.

    No outro dia disse que precisava de comprar umlivro e um caderno e o meu pai cou furioso e

    gritou comigo.O meu pai o melhor pai do mundo.

    O meu pai nunca tinha gritado comigo, e euno tinha feito nada de mal: eu precisavamesmo do livro e do caderno.

    Mas ele gritou e perguntouse eu queria que ele fosse rou-bar, e eu quei to triste que me

    enei pelo meu quarto e choreiat a minha me chamar parao jantar.

    Depois o meu pai fez-me mui-tas festas, pediu desculpa, disseque os pais s vezes dizem coi-sas que no pensam e que avida estava muito complicada,

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    mas que isso era problema de adultos e eu era pequeno de mais paraentender.

    Mas se eu no sou pequeno para os ouvir gritar, tambm no soupequeno para entender porque que gritam.

    Mas tm de olhar para mim.

    Tm de me ouvir respirar.

    Tm de falar comigo.

    E s isso que eu te peo, Menino Jesus. Que lhes digas que pa-rem nem que seja por cinco minutos e que, nesses cinco minutos, falemcomigo.

    No preciso grandes discursos.

    Meia dzia de palavras suciente.

    Mas que sejam palavras pensadas para mim.

    Juro que vou ouvi-las com muita ateno.

    Juro que vou entender tudo.

    Diz-lhes isso, por favor, Menino Jesus: eles a ti ouvem-te.

    Um beijo do teu amigo,

    ANTNIOAlice Vieira (Texto indito)

    O Antnio estava a viver um perodo novo, mas mui-to difcil, na sua casa.

    Todas as pessoas experimentam, na sua vida, mo-mentos de felicidade e momentos de tristeza. Mas nem

    todas se lembram de que Deus um pai maravilho-soque est sempre pertinho de quem chama por elepara pedir ajuda ou consolo. Isso faz com que se sin-tam menos acompanhadas e mais tristes.

    Mas se derem ateno a Deus e conarem nele,aqueles problemas comparveis s tempestadesque fazem tantos estragos no mar parecem menoscomplicados e sero enfrentados com outro nimoeesperana.

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    Pe tua mo

    Pe tua mo na mo do meu Senhorda Galileia;

    Pe tua mo na mo do meu Senhor,que acalma o mar.

    Meu Jesus, que cuidas de mim

    noite e dia sem cessar,

    Pe tua mo na mo do meu Senhor,

    que acalma o mar

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 37.

    Quero crescer com Deus a meu lado!

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    Muitas oraes a um s DeusO povo de Israel rezava a Deus em todas as oca-

    sies. Rezava para louvar, rezava para agradecer,rezava para pedir. Em tudo o que dizia e fazia, Israelinvocava* o nome do Senhor.

    Uma gerao transmitia outra estes ensinamen-tos, de tal maneira que ainda hoje eles subsistem e do sentido vida de muitaspessoas.

    Observa a gravura e relaciona-a com a tua experincia familiar.

    De uma maneira espontnea ou orientada por palavras que outras pessoasescreveram, as pessoas rezam a Deus e criam momentos de comunho e de par-tilha com ele. A Bblia Sagradacontm belssimas oraes, como a seguinte.

    Palavras difceis

    Invocar Chamar.

    Obrigado, Senhor, por estealimento que nos ds. Que elenos fortalea para realizarmos

    as nossas tarefas comentusiasmo e vigor. men.

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    Louvor universal a Deus

    Aleluia*!

    Louvem o Senhor no seu santurio.

    Louvem-no pelo rmamento*;

    louvem-no pelas suas obras poderosas;

    louvem-no por todas as suas proezas*!

    Louvem-no ao som da trombeta;louvem-no com a harpa e a lira!

    Louvem-no com tambores e danas;

    louvem-no com instrumentos de corda e autas!

    Louvem-no com cmbalos vibrantes!

    Que todos os seres vivos louvem o Senhor! Aleluia!

    Salmo 150

    Texto bblico

    Palavras difceis

    Aleluia Palavra hebrai-

    ca que significa louvem a

    Deus.

    Firmamento Cu.

    Proezas Aes grandio-

    sas.

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    Existem outras oraes que se tornaram conhecidas e so recitadas por muitaspessoas, em todas as partes do mundo. Uma delas a orao de Santa Teresa devila.

    Nada te perturbe

    Nada te perturbe;

    Nada temas;

    Tudo passa,

    S Deus no muda.

    A pacinciaTudo alcana;

    Quem est com Deus,

    Nada lhe falta.

    S Deus basta.

    Quero saber mais

    Santa Teresa de vila (1515-1582)

    foi uma religiosa e escritora espanhola,

    famosa pela reforma que realizou no Car-

    melo (ordem religiosa de clausura onde

    se privilegiava a prtica da orao) e pelas

    obras que escreveu acerca da importncia

    da vida com Deus.Foi canonizada em Roma, em 1622, pelo

    papa Alexandre VII. A sua festa litrgica

    celebra-se a 15 de outubro e padroeira

    dos professores.

    Santa Teresa de vila,por Peter Paul Rubens

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    Costuma dizer-se que cantar rezar duas vezes. Nos cnticos, os cristosexpressam a sua f em Deus e prestam-lhe homenagem.

    No adores

    1 - No adores nunca ningum mais que a Deus (2x)

    No adores nunca ningum mais (2x)

    No adores nunca ningum mais que a Deus!

    2 - No escutes nunca ningum mais que a Deus (2x)

    ()

    3 - No contemples nunca ningum mais que a Deus (2x)

    ()

    4 - Porque s ele nos pode saciar

    Porque s ele nos pode saciar

    No adores nunca ningum mais

    No escutes nunca ningum mais

    No contemples nunca ningum mais que a Deus

    Procura atividades no caderno do aluno:

    cha 38.

    Atravs da orao, Deus est presente na minha vida.

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    Jesus ensina-nos a rezarJesustinha com Deus, seu Pai, uma relao muito espe-

    cial; por isso, gostava muito de rezar. Muitas vezes, procura-va um lugar isolado para se encontrar com Deus e para lhefalar a partir do silncio do seu corao. Ele partilhava todaa sua vida com o Pai e vivia em estreita unio com ele.

    Os amigos de Jesussabiam-no e cavam maravilhados.Um dia, pediram a Jesus que os ensinasse a rezar a Deuscom a mesma conana com que ele o fazia. Queriam sentir a felicidade que Je-sus experimentava por viver to unido ao Pai do Cu. E Jesus ensinou-lhesa mais

    bela das oraes.

    Jesus disse-lhes: Devem, pois, rezar assim:

    Pai nosso que ests nos cus:

    Santicado seja o teu nome;

    venha o teu reino;seja feita a tua vontade,

    assim na Terra como no cu.

    D-nos hoje o po de que precisa-mos.

    Perdoa-nos as nossas ofensas,

    como ns perdoamos a quem nostem ofendido.

    E no nos deixes cair em tentao,mas livra-nos do mal.

    Mt 6, 9-13

    Texto bblico

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 39.

    Na orao do Pai-nosso, os cristos fazem suas as palavras de Jesus.

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    Vou organizar a minha vida

    com Deus a meu ladoJesus amava verdadeiramenteo seu Pai. Escutava a sua Palavra,guardava-a no seu corao e, porela, orientava toda a sua vida.

    Tambm hoje, Deus fala con-nosco atravs da sua Palavra. Sea escutarmos atentamente e a

    guardarmosno nosso corao, elaservir-nos- de farol e orientar osnossos caminhos. Pouco a pouco,sentiremos necessidade de corres-ponder ao seu amor cumprindo,como Jesus, a vontade de Deus.

    No cumprimento da Palavra de Deus, semeiasa paz tua volta.

    Repara,

    Joana, vema a Marta!

    verdade!No sei como

    que elaconsegue ser

    assim

    to boa amiga! Jreparaste como com-preensiva com todos enunca agride ningum,

    mesmo quando atratam mal?

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    Unidade Letiva 3

    A orao ajuda-nos a crescer naintimidade com Deus. Reserva umbocadinho do teu tempo para lhecontares as tuas preocupaes e as

    tuas aventuras, assim como os teusproblemas.

    No te esqueas dos que vivem tua volta. Agradece a Deus o factode existirem e intercede pelos maisnecessitados anal, eles tambm

    so teus irmos.

    Procura atividades no caderno do aluno:cha 40.

    Com Deus ao meu lado, a minha vida tem mais valor!

    Jesus, toma conta do senhor Albertoque se sentiu mal e vai agora mesmopara o hospital. Fica sempre ao lado

    dele e ajuda-o a suportar as dores. Sa-bes que ele muito velhinho e j no

    tem foras como eu ou o meu pai.

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    Deus escuta-me no silncio

    do meu quarto...Todos ns gostamos de dialogarcomos nossos paisa ss. Nesses momentos,sentimo-nos especiais porque somos ocentro das suas atenes: eles escutamo que temos para dizer e respondem,sem distraes, s nossas perguntas.Com o mesmo entusiasmo, trocamos

    carinhos e dizemos atravs dos nossosgestos ou das nossas palavras comosomos importantes uns para os outros.

    Tambm Deus Paigosta muito de seencontrar a ss connosco. Ele conhece--nos perfeitamente e sabe que somosmais autnticos no nosso cantinho pes-soal. Para nos ajudar, deixou uma su-gesto no evangelho de Mateus:

    Jesus disse: Quando quiseres rezar,entra no teu quarto, fecha a porta e reza a

    teu Pai, que est presente sem ser visto. E oteu Pai, que v o que se passa em segredo, hde recompensar-te.

    Mt 6, 6

    Texto bblico

    Hoje, aminha profes-sora levou a

    viola e cantouconnosco umacano nova.Foi to bom!

    Ah, agora entendo porque que en-traste no carro todo sorridente. Assim que eu gosto de te ver, meu filho,

    sempre feliz!

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    ...mas tambm est atento ao

    que rezo em famlia, na IgrejaQuem no se sente feliz rodeado dos seus parentes e amigos mais chegados?Na nossa famlia, cada qual ocupa o seu lugar e ningum substitui ningum. Todossomos importantes e fazemos falta uns aos outros. No h nada que extinga osentimento de pertena que nos une. Mesmo quando estamos distantes uns dosoutros, mantemos acesas as recordaes que nos devolvem a alegria do reen-contro, em qualquer momento, em qualquer lugar.

    na igrejaque se rene a grande famlia dos lhos de Deus. Unidos pela mesmaf em Jesus, os cristos crescem no conhecimento da Sagrada Escritura e ce-lebram, com alegria, a presena de Deus no meio deles.

    Um dia, Jesus disse aos seus amigos que era muito importante viverem sempreunidos, mesmo nos momentos de orao.

    Parabns a voc nestadata querida

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    Procura atividades no caderno do aluno:cha 42.

    Na igreja, os cristos renem-se em nome de Deus e rezam em comunidade.

    Compreendes agora porque quenas celebraes, quando o sacerdote

    diz comunidade O Senhor estejaconvosco, todos respondem Ele estno meio de ns. A Igreja acredita queDeus est presente na comunidadereunida,por isso, nela podemos encon-trar-nos com Deus de uma forma ver-dadeiramente especial. Deus olha combondade para os seus lhos muito ama-dos e vem festejar com eles.

    Se dois de vocs se puserem de acordo para pedirem qualquer

    coisa em orao, ho de obt-la do meu Pai que est no cu. Pois,onde duas ou trs pessoas se tenham juntado em meu nome, a estoueu no meio delas.

    Mt 18, 19-20

    Texto bblico

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    Unidade Letiva 3

    Para rezar com o corao

    Senhor,

    tu conheces-me to bem!

    Sabes quando me deito e quando me levanto;

    conheces os meus pensamentos distncia

    e at te so familiares todos os meus caminhos.

    Ainda as palavras no esto na minha boca

    e j tu, Senhor, as conheces perfeitamente.

    Envolves-me por todo o lado

    e sobre mim colocas sempre a tua mo.

    uma sabedoria profunda que no posso compreender,

    to profunda que eu nem sequer a posso atingir.

    Aonde irei eu, longe do teu esprito?Para onde poderia fugir da tua presena?

    Se subir at aos cus, l ests tu;

    se descer ao mundo, ali te encontras;

    se voar nas asas da aurora,

    ou for morar nos conns do mar,

    mesmo a a tua mo h de guiar-me.

    Texto bblico

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    Unidade Letiva 3

    Senhor, tu conheces-me to bem!

    V sempre por onde anda o meu corao

    para que eu no siga por caminhos de falsidade

    e no me afaste nunca,

    nunca

    do teu caminho.

    Salmo 139 (Adaptado)

    Texto bblico

    Procura atividades no caderno do aluno:chas 43 e 44.

    Em cada orao, eu dou um passo em frente no caminho que me leva a Deus!

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    Ser solidrio

    Unidade Letiva 4

    Posso ajudar-te a ser feliz!

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    Unidade Letiva 4

    Ser ou no ser feliz

    Felicidade: que grande riqueza!

    J escutaste, com certeza, a pergun-

    ta o que queres ser quando fores cres-cido?. As respostas so muito variadas,no verdade?

    No fundo, no fundo, o que todos que-rem ser felizes; e isso no apenas nofuturo, mas tambm agora!

    No entanto, se alguns conseguemviver muitos momentos de felicidade

    e dizem que so felizes, outros estoquase sempre tristes e sentem-se pro-fundamente infelizes.

    J alguma vez pensaste naquelascoisas que te deixam contente? E nasque te deixam triste?

    Toda a gente, num momento ounoutro, tem razespara se sentir feliz oupara se sentir infeliz.

    Observa o que, frequentemente, faz com que as pessoas se sintam felizes ouinfelizes.

    SER FELIZ NO SER FELIZ

    Ter uma casa confortvel.

    Ter uma alimentao cuidada.

    Dispor de dinheiro para adquirir bens essenciais.

    Receber o afeto da famlia.

    Ser amigo e acolher a amizade dos outros.

    Ser saudvel.

    Viver em paz.

    Gostar do que se faz.

    Confiar em si mesmo e nos outros.

    Confiar em Deus.

    ()

    No ter onde morar.

    Passar fome.

    No dispor de dinheiro.

    No receber o afeto de uma famlia.

    Sentir-se s.

    Estar doente.

    Viver em conflito.

    No gostar do que se faz.

    Viver sem f.

    ()

    No acreditar nas prprias capacidades e desconfiardos outros.

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    Unidade Letiva 4

    O que a pobreza?Por vezes no estamos satisfeitos com tudo o que possumos, no nos sentimos

    felizes com o que fazemos, nem com a vida que levamos E isso, porque achamosque nos falta qualquer coisa. Mas, existem pessoas que vivem com muito menosdo que ns! Observa as seguintes situaes.

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    Unidade Letiva 4

    Quem pobre se