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  • No 1248 - 11 de dezembro de 2014

    subestao de papanduva: presso popular e trabalho sindical

    sindicatos debatem horrio ncleo com diretoria dacelesc

    presente de 100 anos: fim da terceirizao

    pg. 2 pg. 3 pg. 3

    sistema eltrico e gesto da eletrosul foram tema de congresso

    Aconteceu nos dias 8 e 9 de dezembro, em Florianpolis, o 3 Congresso dos Trabalhadores da Ele-trosul. Cerca de 60 trabalhadores se reuniram para debater as perspectivas para o Setor Eltrico Brasileiro, e os impactos da gesto da Eletrosul para os trabalhadores e para a empresa.Para debater com os trabalhadores, representantes da Plataforma Operria e Camponesa da Ener-gia, Federao Nacional dos Urbanitrios, dos Sindicatos da Intersul e da Eletrosul participaram das mesas temticas.

    leia nas

    pginas2 e 3

    1

  • 2CELESC

    sindicatos debatem instituio do horrio ncleo na celesc

    CELESC

    presso popular e trabalho dos sindicatos se materializa na subestao de papanduvaO Planalto Norte sofreu no final de 2013 e incio de 2014 com constantes quedas de energia. Na regio, grande produtora de fumo, a populao revoltou-se com a falta de atendimento, e as perdas financeiras por conta da in-terrupo no fornecimento de energia.Manifestaes foram feitas, trabalhadores foram amea-ados e diversas vezes os di-rigentes sindicais estiveram junto comunidade, em au-dincias pblicas e reunies em cmaras de vereadores para defender os celesquia-nos e cobrar da diretoria e do governo do estado inves-timentos para um atendimento de qualidade ao Planalto Norte Catarinense.Aps muita luta, nesta segunda-feira, a Su-bestao e a Linha de Transmisso de Pa-panduva foram inauguradas, com a presena

    do Presidente da empresa e do Governador do Estado, Raimundo Colombro, que disse estar satisfeito em atender uma antiga rei-vindicao da populao local. Alm disso,

    reafirmou o desejo de que no seu governo a Celesc se mantenha pblica e possa desta maneira favorecer a vocao catarinense ao em-preendedorismo, sendo uma incentivadora do desenvolvi-mento em todas as regies do estado.A inaugurao das obras mais uma prova da fora dos eletricitrios, unidos aos sindicatos da Intercel e um grande avano em um cami-

    nho de luta para que a Celesc volte a prestar um servio de qualidade sociedade catari-nense. A regio, agora, espera pela Subes-tao de Irinepolis, tambm prometida pelo Governador.

    Os sindicatos que compem a Intercel participaram nesta se-gunda-feira, dia 08, de reunio com a diretoria de Gesto Cor-porativa da Celesc para tratar da ampliao do Horrio Flexvel da Celesc, conforme clusula trig-sima quarta do Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015.Na ltima semana a diretoria da Celesc publicou deliberao instituindo o horrio ncleo da empresa. A publicao gerou dvidas nos trabalhadores, uma vez que a clusula do Acordo Coletivo determina apenas os perodos possveis de entrada e sada na empresa (07 e 18 ho-ras), incluindo limites de jornada por perodo (4 horas) e intervalo de almoo (entre 1 e 2 horas).Segundo a deliberao da dire-toria o horrio ncleo, ou seja, aquele onde obrigatoriamente os trabalhadores devem estar

    dentro da empresa, ser das 8h30 s 16h30. Os sindicatos informaram que alguns trabalha-dores da Adm Central solicita-ram que o horrio ncleo fosse alterado, possibilitando a sada dos trabalhadores as 16h00. A diretoria defendeu a manuten-o do horrio ncleo da delibe-rao at as 16h30, e apresen-tou a preocupao de algumas chefias com o atendimento aos clientes externos e o suporte ao atendimento comercial, que de-veriam acontecer at as 17h00.

    Por fim, a empresa manteve o novo horrio ncleo deliberado (08h30 16h30) e os sindicatos da Intercel solicitaram diretoria um levantamento das reas que prestam atendimento e pode-riam ser impactadas pelo novo horrio ncleo da empresa. Alm disso, os dirigentes sindi-cais lembraram que invariavel-mente o acordo passa pelo bom senso entre chefias e trabalha-dores, para garantir o benefcio aos celesquianos e no prejudi-car o atendimento sociedade.

    Congresso dostrabalhadores da eletrosul3 propostas para o setor eltrico

    "A inaugurao da obra mais uma prova da

    fora dos eletricitrios, unidos aos sindicatos

    da Intercel e um grande avano em um caminho de luta para que a Celesc volte a

    prestar um servio de qualidade sociedade

    catarinense"

    O 3 Congresso dos Trabalhadores da Eletrosul re-alizado dias 8 e 9 de dezembro em Florianpolis, reuniu mais de 50 trabalhadores da empresa, vin-dos dos Estados de RO, MS, PR, SC e RS. O even-to foi promovido pelos representantes dos trabalha-dores no Conselho de Administrao da Eletrosul, Wanderlei Lenartowicz, e Deunzio Cornelian Jr, e teve como tema central Perspectivas para o setor eltrico brasileiro.A primeira mesa de debates foi coordenada por Deunzio Corne-lian Jr. Foram abordadas a atual conjuntura poltica e as propostas do setor eltrico. Os debatedores desta mesa foram Franklin Morei-ra Gonalves, presidente da Fe-derao Nacional dos Urbanitrios (FNU), e Robson Formica, do Mo-vimento dos Atingidos por Barra-gens (MAB), ambas entidades per-tencentes Plataforma Operria e Camponesa para Energia, que pos-sui um acmulo de debates de pro-postas para um projeto energtico popular. Franklin destacou a impor-tncia da promoo destes even-tos, como uma forma de fomentar o dilogo entre trabalhadores, empresas pblicas e governo para a construo de propostas e melhores solues para os problemas que afetam os trabalhadores e a so-ciedade. Registrou ainda como lamentvel e preo-cupante o fato do Governo Federal no responder ao convite da comisso organizadora do Congresso e a consequente ausncia de um representante do governo no evento, o que sinaliza para as dificulda-des de manter o dilogo. Se este governo achar

    que a empresa tem que se virar com os ajustes de mercado, que atue como empresa privada, vamos perder um importante instrumento de fazer polticas pblicas no pas, disparou. As terceirizaes e a gesto das empresas atravs das nefastas SPEs que existem s para baratear o custo da mo de obra, privatizar o setor, foram duramente critica-das por Franklin. O que est em jogo o custo do trabalho e ns estamos na defensiva ao invs de

    estarmos seguindo em frente, rea-gindo a uma conjuntura ao invs de propondo novas abordagens.Robson Formica, do MAB, ponde-rou que duro termos que voltar a fazer presso para termos um di-logo, a energia historicamente foi vista como assunto pertinente aos quadros tcnicos do setor. Ns, dos movimentos sociais temos de nos apoderar deste tema, os trabalha-dores devem travar esta disputa e avanar nas suas pautas e ban-deiras de luta Robson ainda con-siderou que, determinante para as empresas estatais mudar a orien-tao do BNDES que financia gran-

    des corporaes, fato que em resultado permite o arrocho das empresa pblicas. Determinante para os trabalhadores a luta contra a terceirizao e as questes relativas sade e segurana, e para a populao determinante o barateamento da ener-gia. Para Robson, em 2015 os movimentos sociais tambm devem focar suas energias em duas fren-tes: lutarmos por uma Constituinte para a Reforma Poltica e acabar com o monoplio dos meios de comunicao.

    O que est em jogo o custo do trabalho e

    ns estamos na defensiva, ao

    invs de estarmos seguindo em frente,

    reagindo a uma conjuntura, ao

    invs de propondo novas abordagens.

  • 3LINHA VIVA uma publicao da Intersindical dos Eletricitrios de SCJornalista responsvel: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) | Conselho Editorial: Wanderlei Lenartowicz

    Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89206-000 | (047) 3028-2161 | E-mail: sindsc@terra.com.brAs matrias assinadas no correspondem, necessariamente, opinio do jornal.

    presso popular e trabalho dos sindicatos se materializa na subestao de papanduva

    CELESC

    100 anos de resistncia: usina salto a primeira sem terceirizados na operao

    do Presidente da empresa e do Governador do Estado, Raimundo Colombro, que disse estar satisfeito em atender uma antiga rei-vindicao da populao local. Alm disso,

    reafirmou o desejo de que no seu governo a Celesc se mantenha pblica e possa desta maneira favorecer a vocao catarinense ao em-preendedorismo, sendo uma incentivadora do desenvolvi-mento em todas as regies do estado.A inaugurao das obras mais uma prova da fora dos eletricitrios, unidos aos sindicatos da Intercel e um grande avano em um cami-

    nho de luta para que a Celesc volte a prestar um servio de qualidade sociedade catari-nense. A regio, agora, espera pela Subes-tao de Irinepolis, tambm prometida pelo Governador.

    A Usina Salto, localizada em Blumenau, completar 100 anos de existncia no dia 23 de dezembro. Ela, junto com todos os trabalhadores que por ali passaram, resistiu atravs do tempo e se mantm imponente at hoje. Resistiu a enchentes, destelhamentos, conflitos militares e polticos, fatos que foram contados nos livros "Rdio Peo" e "Ce-lesc 50 anos". Em um dos momentos mais importantes de resistncia, a Usina foi palco de conflitos polticos na se-gunda guerra mundial. Por ordem da ditadura do Estado Novo, de Getlio Vargas, teve incio no Pas um perodo de perseguio e at tortura aos colonos italianos e alemes que no falassem portugus. A Usina Salto foi um destes palcos de perseguio. Trabalhadores foram presos e a usina foi ocupada por militares. Em um ato de resistncia, cansado com a perseguio dos militares, o chefe da Usina, Reinardo Schmithausen, jogou o carro da Celesc contra uma pirmide de fuzis feita pelos guardas, que estava no centro do ptio. Os fuzis foram destrudos e Reinardo foi preso, em um dos maiores atos de resistncia que a Usina j testemunhou.Hoje, a luta no armada, mas a resistncia dos trabalhadores continua honrando o passado da Usina. Aps a Dire-toria da Celesc ter terceirizado a Operao de vrias usinas da empresa, os sindicatos da Intercel b