lindenberg & life edição 42

Click here to load reader

Post on 05-Mar-2016

247 views

Category:

Documents

11 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Confira na edição 42, da revista Lindenberg, matérias sobre A Gastronomia

TRANSCRIPT

  • Annciopagina_dupla

    42

    gula no pecadoa cozinha e a gastronomia

    em destaque

  • editorial

    IILi

    nden

    berg

    Venha conhecer o Espao Conceito Lindenberg Timboril.Informaes: (19) 3421-1235 | www.lindenbergti mboril.com.br | Avenida Armando Cesare Dedini, 146 - Nova Piracicaba

    Unidades a partir de R$ 1.253.100,00*

    Parcelas a partir de R$4.321,00*

    Memorial de Incorporao Registrado sob n 12 com data de 24/02/2012, na matrcula 69404 livro 2-RG do 1 Cartrio de Registro de Imveis de Piracicaba. FRIAS NETO Consultoria de Imveis, CRECI 18.650-J, SECOVI 2.310, Avenida dos Operrios, 587. Fone (19) 3372-5000 - www.friasneto.com.br. Perspectiva ilustrada da planta do apartamento tipo, da torre de apartamentos 213 m, com sugesto de decorao. Os materiais de acabamento integrantes deste apartamento estaro devidamente descritos nos documentos de formalizao de compra e venda da unidade. Os mveis, assim como alguns materiais de acabamento aqui representados, no fazem parte integrante do contrato. As medidas so internas e de face a face das paredes. Sujeito a alteraes. *Valores referentes s unidades do 1o andar. Base: agosto / 2012.

    Areadelazermaiscompletaquevocjviu.Comavistamaisbonitadacidade.

    213 m23 sutes - 3 vagas

    OBRAS

    INICIAD

    AS

    Construo:Incorporao: Coordenao e Vendas: Vendas: Financiamento:

    Perspecti va ilustrada do salo de festas e espao gourmetPerspecti va ilustrada da portaria do condomnio Lindenberg Timboril Perspecti va ilustrada da churrasqueira/apoio externo happy hour Perspecti va ilustrada da piscina coberta aquecida

    P I R A C I C A B A

  • editorial

    2Li

    nden

    berg

    A cozinha retratada por uma historiadora, fotgrafos, artistas, arquitetos...

    Esta edio da revista Lindenberg que voc tem em mos dedicada nova estrela dos apartamentos: a cozinha. E tambm culinria porque uma no vive sem a outra. No vivo sem, o ensaio fotogrfico assinado por Romulo Fialdini, mostra alguns dos mais festejados chefs de So Paulo, com seus talisms, sejam eles objetos ou ingredientes.

    A cozinha veio se aproximando da casa e das pessoas atravs dos sculos. Logo que o homem dominou o fogo, as reunies eram feitas ao redor das fogueiras, depois vieram as cavernas, as primeiras construes, os palcios e o espao onde se preparavam os alimentos ficava logo ali, no fundo do quintal, separado do corpo da casa. Foi somente por volta do sculo 19, com a criao do fogo e da chegada da gua e do gs s residncias, que a cozinha pde entrar em casa. Considerada, no passado, um lugar de convivncia, a cozinha no comeo do sculo 20 ganhou tamanha importncia que designers passaram a desenvolver e aperfeioar produtos especialmente para ela. Para os mais abastados ela continuava sendo o espao da criadagem e do preparo das refeies, como bem relata a historiadora Laura de Mello e Souza em seu saboroso texto Cozinha, fora e dentro. Nesse novo sculo a cozinha perdeu a vergonha e instalou-se junto s salas de jantar e de estar, aberta para que todos participem do ato de cozinhar.

    Ainda pensando na estrela da nossa edio, com belas fotos de Joo vila, apresentamos o que h de mais moderno em termos de coadjuvantes da cozinha, enquanto o arquiteto Joo Mansur e o chef Emmanuel Bassoleil trocam experincias e necessidades em nossa Entrevista. Boa leitura!

    Adolpho Lindenberg Filho e Flvio Buazar

    WWW. O R N A R E . C O M . B R

    C

    M

    Y

    CM

    MY

    CY

    CMY

    K

    an_08-12_LB_230x300mm.pdf 10/8/2012 09:36:13

  • sum

    rio

    4Li

    nden

    berg

    56

    84

    divu

    lga

    o

    divu

    lga

    o78

    14

    3406 Notas O que h de novo14 Leitura Tempero da mil ndias16 Cidade Osasco por quem v24 Urbano Morar in natura30 Poticas Urbanas Odores urbanos32 Primeira pessoa Cozinha, fora e dentro34 Um outro olhar Natureza viva42 Entrevista Joo Mansur e Emmanuel Bassoleil 44 Portrait No vivo sem50 teis Turma da cozinha56 Arte Comida arte60 Personna Pessoal e intransfervel66 Turismo Jornada pelo Marrocos72 Cozinha Barcelona gulosa76 Qualidade de vida Voc sabe o que Alimentao Viva? 78 Roteiro Cavalgando pelo mundo82 Filantropia Ajuda nossa de cada dia84 Sociedade Mdicos do bem86 Vendo um Lindenberg88 Em obras

    24

    44

    50

    16

    06

    60

    82Nossa CapaQueijos fotografados por Romulo Fialdini

    uma publicao da Construtora Adolpho Lindenberg.

    Ano 10, nmero 42, 2012

    Conselho Editorial Adolpho Lindenberg Filho,

    Flvio Buazar, Ricardo Jardim, Rosilene Fontes, Renata Ikeda

    MarketingRenata Ikeda

    Direo de arteLili Tedde

    Editora-chefeMai Mendona

    ColaboradoresAdriana Brito, Felipe Reis, Flavio

    Nogueira, Instituto Azzi, Joo vila, Judite Scholz, Juliana Saad, Laura de Mello e Souza, Lia Guimares, Maria Eugnia, Marianne Piemonte, Patricia

    Favalle, Paulo Giandlia, Romulo Fialdini, Rosilene Fontes, Tissy Brauen,

    Valentino Fialdini, Xuxu Guimares

    RevisorClaudio Eduardo Nogueira Ramos

    ArteMarcelo Pitel

    PublicidadeCludia Campos, tel. (11) 3041.2775cel. (11) 9910.4427

    [email protected]

    GrficaLeograf

    Lindenberg no se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados. As pessoas que no constam do expediente da revista no tm

    autorizao para falar em nome de Lindenberg ou retirar

    qualquer tipo de material para produo de editorial caso no

    tenham em seu poder uma carta atualizada e datada, em papel timbrado, assinada por pessoa

    que conste do expediente.

    LindenbergR. Joaquim Floriano, 466, Bloco C,

    2 andar, So Paulo, SP, tel. 3041-5620 www.lindenberg.com.br

    Jornalista ResponsvelMai Mendona (Mtb 20.225)

    A tiragem desta edio de 10.000 exemplares foi auditada por PwC.

    Rom

    ulo

    Fial

    dini

    Rm

    ulo

    Fial

    dini

    divu

    lga

    o

    divu

    lga

    o

    sxc.

    hu

    Val

    entin

    o Fi

    aldi

    ni

    76

    66

    7242

    Mar

    ia E

    ugn

    ia

    30 Maria Eugn

    iaJo

    o

    vila

    Bj

    rn S

    der

    qvis

    t

    divu

    lga

    o

    Felip

    e R

    eis

    divu

    lga

    o

    Pau

    lo G

    iand

    lia

    Maria Eugnia

    32

    Mar

    ia E

    ugn

    ia

  • no

    tas

    6Li

    nden

    berg

    foto

    s di

    vulg

    ao

    Sob a tica de ShakespeareFica aberta at meados de novembro, ShakespeareFica aberta at meados de novembro, Shakespeareno Bristish Museum, a imperdvel mostra Shakespeare: staging the world, que revive a Londres retratada nas peas de um dos maiores dramaturgos de todos os tempos. Mapas, gravuras, desenhos e pinturas, armaduras e armas, moedas, medalhas ajudam a contar essa histria com mais de 400 anos.

    Criando poesia com gemasCriando poesia com gemasReconhecida e renomada nacional e internacionalmente, o trabalho da joalheira Ruth Reconhecida e renomada nacional e internacionalmente, o trabalho da joalheira Ruth Criando poesia com gemasReconhecida e renomada nacional e internacionalmente, o trabalho da joalheira Ruth Criando poesia com gemasCriando poesia com gemasReconhecida e renomada nacional e internacionalmente, o trabalho da joalheira Ruth Criando poesia com gemasGrieco foi retratado pelo jornalista francs Didier Brodbeck, editor da Grieco foi retratado pelo jornalista francs Didier Brodbeck, editor da Dreams, revista francesa dedicada joalheria. Ricamente ilustrado, com edies em portugus e francesa dedicada joalheria. Ricamente ilustrado, com edies em portugus e ingls, o livro Ruth Grieco Poetizando a JoalheriaRuth Grieco Poetizando a Joalheria traz uma breve histria da joalheria brasileira desde o sculo 18, segue destacando o modo de viver da joalheira, e apresenta brasileira desde o sculo 18, segue destacando o modo de viver da joalheira, e apresenta fotos, desenhos, prmios e pequenas crnicas que narram o momento da criao, fotos, desenhos, prmios e pequenas crnicas que narram o momento da criao, e a importncia das gemas brasileiras no trabalho da artista. e a importncia das gemas brasileiras no trabalho da artista. ruthgrieco.com

    As cores do cuConsideradas os mais antigos museus do pas, as igrejas de Paris guardam trabalhos de importantes mestres do sculo 17, como Nicola Poussin ou Simon Vouet, ainda pouco conhecidas. Uma retrospectiva indita dessa manifestao de arte religiosa est em exposio pela primeira vez no museu Carnavalet, em Paris. So mais de 120 pinturas e gravuras que mostram o dinamismo criativo de uma poca. A visita ao Carnavalet pode ser seguida por um roteiro pelas igrejas de So Eustquio, So Nicolas-des-Champs e So Joseph-des-Carmes. A exposio Les Couleurs du Ciel, ser inaugurada dia 4 de outubro e vai at fevereiro.

    Bienal de So PauloA Bienal de So Paulo est comemorando sua 30 edio,

    sob o ttulo A Iminncia das poticas e curadoria do venezuelano Luis Prez-Oramas. Essa Bienal pretende

    cuidar da percepo da imagem e no confundir a percepo com a imagem, como explica o curador, ser um evento capaz de produzir constelaes de obras e

    artistas que dialoguem entre si, procurando se instaurar como uma plataforma de encontro para a diversidade das poticas. A iminncia nosso destino. aquilo

    que acontecer e no sabemos. A potica nossa arma, e a arte a arma no violenta fundamental para que o mundo mude, completa Orama. Participaro 110

    artistas, sendo 38 brasileiros, nomes em sua maioria emergentes, salvo excees, como Arthur Bispo do

    Rosrio e Eduardo Berliner, o francs Bernard Frize e o holands Hans Eijkelboom. Espalhar sua iminncia

    para espaos alm da Bienal, como a Casa Modernista e a Capela do Morumbi, uma das muitas propostas desta

    edio. Curiosamente, 2012 o ano em que Fundao Bienal completa 50 anos e, pela primeira vez, a Bienal

    Internacional de Artes ter todas as obras de Niemeyer volta, como foram originalmente projetadas, e voltadas

    para as manifestaes artsticas.

    realworks

    SO PAULOAl. Gabriel Monteiro da Silva, 1749Av. Cidade Jardim, 929Shopping D&D . Lj 211Shopping Lar Center . Lj 316 AAv. Repblica do Lbano, 2070Av. Vereador Abel Ferreira,586 www.elginmd.com.br

    60anosEm breve: Av. Pacaembu n1911

    ALPHAVILLE Al Araguaia, 400

    CAMPINAS R. Maria Monteiro, 1576

    MOGI DAS CRUZES R. So Joo, 658

    TODA SOFISTICAO e requinteQUE SUA CASA MERECE

    Os mveis da Elgin Mobili & Design so fabricados com elevado padro de qualidade, designsofisticado e matrias-primas sustentveis, que combinados ao talento de nossos projetistas, aliam beleza e requinte aos mais diversos ambientes, proporcionando conforto e estilo ao seu projeto.

    Acabamento em laminado Rosso Coralo, portas de vidro em Vinho Bord e Puxador Slice.

  • no

    tas

    8Li

    nden

    berg

    foto

    s di

    vulg

    ao

    O nome? O nome? AbaporuAbaporuO tradicional mancebo O tradicional mancebo ganhou releitura nas mos ganhou releitura nas mos do designer Alfio Lisi. Trs do designer Alfio Lisi. Trs hastes de madeira partem de hastes de madeira partem de um tringulo. Simples assim.um tringulo. Simples assim.dpot.com.br

    Bsico para escritrioCamuras, linhos, tramados e veludos, com cores e estampas sbrias e muito resistentes fazem parte da coleo Basic da JRJ Tecidos desenvolvidos especialmente para o mercado corporativo.jrj.com.br

    Para apaixonados por cinema, Para apaixonados por cinema, a filmadora antiga uma curiosa a filmadora antiga uma curiosa pea de decorao. Na Casa Vostra. pea de decorao. Na Casa Vostra. casavostra.com.br casavostra.com.br

    Teca certificadaUma poltrona, um sof, a mesa de centro e a lateral, ou a chaise-longue fazem parte da Uma poltrona, um sof, a mesa de centro e a lateral, ou a chaise-longue fazem parte da

    coleo Ilhabela, desenvolvida pela Teakstore, que s trabalha com madeira teca coleo Ilhabela, desenvolvida pela Teakstore, que s trabalha com madeira teca fornecida pela Cceres Florestal, empresa certificada pelo FSC. Leve e muito fornecida pela Cceres Florestal, empresa certificada pelo FSC. Leve e muito

    resistente, a madeira teca perfeita para ambientes externos. Os mveis, de resistente, a madeira teca perfeita para ambientes externos. Os mveis, de desenho clssico, so acompanhados por almofadas feitas com espuma e desenho clssico, so acompanhados por almofadas feitas com espuma e

    tecidos importados, prprios para ficar no tempo.tecidos importados, prprios para ficar no tempo.teakstore.com.br

    Divertida, a almofada de algodo Durga enfeita ambientes mais descontradosEspao Til, espacotil.com.br

    Tudo o que o seu projeto precisa para ficar perfeito.Leveza, estilo e praticidade.

    A linha de esquadrias de alumnio Imperial 3.5, da Belmetal, combina requinte e funcionalidade. Seu design arredondado e ergonmico comporta venezianas, persianas e vidros duplos, alm de exigir o mnimo esforo para abrir e fechar. O resultado uma esttica limpa e a satisfao de quem fez a melhor escolha.

    Conhea a linha de esquadrias de alumnio da Belmetal para projetos comerciais e residenciais.

    C

    M

    Y

    CM

    MY

    CY

    CMY

    K

  • no

    tas

    10Li

    nden

    berg

    no

    tas

    Brinquedos, uma histriaFoi no incio do sculo 20 que sociedade e governos comearam a se preocupar com as crianas e seus direitos, desenvolvimento e bem-estar durante a infncia. Paralelo a esse movimento surgiram os primeiros designers que comearam a criar brinquedos, jogos e livros, para no falar em arquitetura, hospitais, mveis e outros equipamentos sob a tica das necessidades infantis. Esse o tema de Century of the Child: Growing by Design, 1900-2000, mostra em cartaz at novembro no MoMA de Nova York. Imperdvel.

    Lendo com BobEssa luminria articulada de lato cromado nas cores azul, vermelho

    e cinza, remete ao passado. O design de Baba Vacaro para a Dominici.

    dominici.com.br

    foto

    s di

    vulg

    ao

    Queridinha dos chefsPor trs das belas peas de cermica que enfeitam as mesas de renomados chefs como Alex Atala, Erick Jacquin ou Jun Sakamoto tem um nome: Hideko Honma, ceramista apaixonada que se vale de palha de bananeira, galhos de eucaliptos, grama, poda de cafezal e o que mais encontrar que possa ser transformado em cinzas, que viram o esmalte que colore naturalmente suas peas. Esse trabalho raro ser exposto na Embaixada do Brasil em Tquio, no Japo, a partir do final de novembro, e pode ser conferido em seu ateli em Moema.hidekohonma.com.br

    Th et tentationTodos os anos, o Plaza Athne de Paris, parte da Dorchester Collection, inventa uma novidade para agradar seus clientes. Para este ano foi o vermelho de seus toldos que inspirou os confeiteiros Christophe Michalak e Jean-Marie Hiblot a criar uma coleo de doces tentaes feitas com framboesas, frutas vermelhas e morangos.

    mais SEGURO mais SUAVE mais SILENCIOSO

    NICOS COM A TECNOLOGIA NOTARTM[NO TAIL ROTOR] sem rotor de cauda

    distribuidor exclusivo

    HELICENTRO www.helicentro.com.brdesde 1994

    MD EXPLORER TM

    revista lindemberg 2012def .pmd 9/8/2012, 18:421

  • no

    tas

    12Li

    nden

    berg

    foto

    s di

    vulg

    ao

    Paraso geladoParaso geladoSetembro o ms de abertura da temporada de cruzeiros na Patagnia. A Cruceros Australis com suas embarcaes relativamente pequenas e muito confortveis, tem roteiros que saem de Ushuaia, na Argentina, e vai para Punta Arenas, no Chile, e faz o caminho contrrio. O navio passa pelo Cabo Horn, pelo imponente Glaciar guila e a Ilha Magdalena, o lar dos pinguins de Magalhes na ida. E na volta o roteiro um pouco diferente, visita os elefantes marinhos na Baa Aisnworth, as Ilhotas Tuckers, o Glaciar Pa e termina na Baa Wulaia, onde Charles Darwin conheceu o povo Ymana. Um belo programa. australis.com

    Chuveiro design Chuveiro design Rainfall o nome desse Rainfall o nome desse

    chuveiro de design sofisticado chuveiro de design sofisticado e tem duas verses de jato: e tem duas verses de jato:

    ducha ou cascata. Na ducha ou cascata. Na Metalbagno Spazi.Metalbagno Spazi.metalbagno.com.br metalbagno.com.br

    Cultura em revistaEm 2008, a Editora Civilizao Brasileira lanou a Dicta&Contradicta, uma revista semestral que encontrada em livrarias. A proposta do projeto apresentar jovens escritores e intelectuais consagrados no Brasil e no mundo. A edio 9 acaba de sair do forno e traz Nietzsche, o Brasil e Paul Valry mostrados sob uma nova tica. O texto Nietzsche para Idiotas assinado Luiz Felipe Pond. Razes Brasileiras foram revistas pelo professor de literatura Joo Cezar de Castro Rocha, em Uma Rivalidade Literria: Sergio Buarque de Holanda e Gilberto FreyreBuarque de Holanda e Gilberto Freyre. E poemas em prosa . E poemas em prosa inditos de Valry esto sendo publicados pela primeira vez no Brasil. Isso para citar algumas reflexes.

    I love SPAndrea Matarazzo no se considera fotgrafo, mas Andrea Matarazzo no se considera fotgrafo, mas desde os tempos em que foi secretrio municipal habituou-se a registrar com seu celular imagens da habituou-se a registrar com seu celular imagens da cidade. Uma seleo dessas imagens est no livro cidade. Uma seleo dessas imagens est no livro So Paulo, que ser lanado pela Cosac e Naify em , que ser lanado pela Cosac e Naify em setembro. Alm das imagens, o livro traz informaes setembro. Alm das imagens, o livro traz informaes curiosas como que a favela mais antiga da cidade fica curiosas como que a favela mais antiga da cidade fica na zona leste e que a primeira capela de So Paulo na zona leste e que a primeira capela de So Paulo a de So Miguel de Arcanjo, na zona leste.

    Foi o ovo, considerada a forma mais perfeita da natureza por seu design e resistncia, que inspirou o designer e arquiteto dinamarqus Arne Jacobsen a criar a cadeira Ovo. Aos 54 anos, a Egg Chair, um classic do mobilirio, ainda hoje faz sucesso.

    11 5594-2707

    www.remaster.com.br

    Prmios em Inovao Sustentvel

    LITROS

    de gua

    PERMITE A ECONOMIA DE:

    230 mil CASAS

    por ms

    POSSIBILITA QUE SEJAM ABASTECIDAS POR

    ENERGIA ELTRICA:

    10 mil

    Feicon Batimat Greening

    GBCGreen Building Brasil

    A Remaster, desde sua criao em 1997, desenvolve um produto feito com matria prima reciclada (polipropileno proveniente de plstico descartado) e 100% reciclvel , e sempre inovou ao buscar por meio da engenharia as corretas utilizaes do piso elevado em suas diversas aplicaes.

    Pioneira no desenvolvimento da soluo de Piso Elevado ideal para ambientes corporativos, atualmente a Remaster est na liderana para o fornecimento da Soluo Global, conceito que envolve todo o empreendimento em busca do melhor desempenho do produto e de sua reutilizao tambm.

    O CTE - Centro de Tecnologia de Edicaes, uma das mais importantes consultorias especializadas em construo civil, preparou um relatrio comparativo que demonstra com critrios claros e precisos como a especicao do piso de polipropileno possui maiores vantagens em relao ao piso metlico:

    Evita o consumo de matria prima virgem em sua composio, ao mesmo tempo em que contribui para a retirada de resduos de aterros;

    Contribui cerca de 6x (seis vezes) mais no quesito contedo reciclado, favorecendo o atendimento do requisito da norma LEED;

    Permite mudana de layout sem gerar resduos; Pode ser reutilizado em novas obras, pois facilmente desmontvel; Aumenta o p-direito de obras existentes ou, reduz o p-direito em novos projetos, por ter

    altura de apenas 7 (sete) centmetros, enquanto os demais pisos oferecem altura de 15 cm.

    A CALCULADORA AMBIENTAL uma ferramenta desenvolvida para que voc compare, alm disso, o impacto ambiental causado pelo uso dos dois tipos de piso.

    Para usar a CALCULADORA AMBIENTAL, voc s precisa digitar a rea total de utilizao do piso elevado no empreendimento. Ela revela a quantidade de gua e energia a serem consumidos em cada um dos processos.

    Acesse o Relatrio CTE em:

    www.remaster.com.br/cte

    IMPACTO AMBIENTAL SOB CONTROLE

    A Remaster utiliza 90% menos gua e energia para produzir a mesma metragem de piso. Numa rea de 30.000m2 de piso, essa diferena se traduz dessa maneira:

    C

    M

    Y

    CM

    MY

    CY

    CMY

    K

  • Caso esteja pensando que as quase 500 pginas do livro Arqueologias Culinrias da ndia (Ed. Record) um tedioso trabalho acadmico com descries minuciosas de escavaes e utenslios primitivos para cozinhar e comer, alegre-se. A autora, Fernanda de Camargo-Moro, oferece na realidade um emocionante mergulho nas tradies daquele imenso e diversificado pas, principalmente atravs de histrias pessoais vividas em mais de 30 anos de visita s suas regies. E, claro, com muitas e atraentes receitas.

    O livro j um clssico desde seu lanamento, em 1999, estando agora na quarta edio. Permite vivenciar as mil ndias atravs de sua mltipla gastronomia, sem-pre com um relato muito agradvel de Camargo-Moro, que define assim o ttulo: Essas histrias, esse sabor, so as minhas arqueologias, descomprometidas de ordenaes cronolgicas e de verdades indiscutveis. E arremata: Usei a culinria como tronco virtual, de onde se ramificam as histrias.

    Todas as principais regies da ndia merecem o teste-munho da autora, nascida no Rio de Janeiro em 1933. Arqueloga, historiadora e museloga, foi presidente do Comit Internacional de Arqueologia e Histria e diretora cientfica do Projeto Himalaia da Rede Inter-nacional de Arqueologia Ambiental.

    O nascer da paixo pela ndia revelado quase l no final do livro, na pgina 422, quando conta sua amiga Gaura Ramswamy, tambm diretora do projeto Himalaia, que a descoberta veio junto com as velhas mangueiras da nossa casa (no Rio) e as incurses nos guardados de meus avs. Ela diz que ficava fascinada quando seu av materno, na hora de dormir, ao p da cama, me desfiava histrias com sabor daquelas terras mgicas.

    O forte apelo das lembranas infantis a levou, com

    naturalidade, a querer descobrir as terras mgicas no apenas como turista, mas como andarilha das rotas, participando da vida cotidiana das pessoas, dos festejos e cerimnias religiosas, comendo as comidas que ela define como prprias para cada momento.

    O livro bem didtico, sobretudo quando esclarece a confuso que os ocidentais fazem a respeito do curry ou do masala, pensando tratar-se de condimento padro e comum s diferentes etnias do pas. Essa concepo de que o masala uma mistura nica, ou do p de curry como especialidade exclusiva, muito distante da rea-lidade gastronmica indiana.

    E a reside todo o fascnio exercido pelas especiarias desde sculos, segundo Fernanda de Camargo-Moro, pois elas so a alma desses condimentos, ao ponto de se dizer que um cozinheiro s pode ser digno do ttulo se antes tornar-se um bom masalchi (mistu-rador de especiarias). Um passeio irresistvel pela trajetria das pimentas, do cravo, do cardamomo, da noz-moscada, da curcuma, da canela, do anis, do cominho, do aafro e tantos outros tentadores tempe-ros oferecido pela autora, enquanto desfila receitas e mais receitas onde chegam a ser protagonistas tal a intensidade de seu uso.

    E h tambm no livro muito respeito pelas vrias reli-gies e sobretudo pela convivncia pacfica que ela presenciou em muitos lugares, como ao relatar um Rosh Hashan na cidade de Cochin, no Malabar: Na refeio que se seguiu cerimnia religiosa, aos judeus se juntaram cristos do Malabar e catlicos romanos, muulmanos, hindus e parsis. E a autora, encantada, descreve o que se seguiu de uma forma to saborosa quanto o que estava dentro das imensas travessas de prata, onde despontavam delcias de toda espcie, como as principescas galinhas perfumadas com espe-ciarias. Quem pode resistir a um livro desses?

    por Mauro MarceLo aLvaLvaL es | ILustrao MarIa eugnIa

    tempero das mil ndias

    leitura

    14Li

    nden

    berg

  • cidad

    e16

    Lind

    enbe

    rg

    Osasco, pelos olhos de quem vReconhecida por sua excelncia no desenvolvimento educacional e social, a cidade vive um dos melhores momentos de sua histria e se prepara para receber um dos maiores projetos residenciais e comerciais da regioPor FLvio Nogueira | FoToS FeLiPe reiS

    cidad

    e

  • cidad

    e18

    Lind

    enbe

    rg

    o baro Dimitri Sensaud de Lavaud e seu avio: o primeiro voo da amrica

    Latina aconteceu em osasco

    Descortinar os 65 quilmetros quadrados de Osasco e seus quase 60 bairros desvendar de uma ponta a outra um municpio de muitas curiosidades, novi-dades, histrias e crescimento. Vizinha da Grande So Paulo, ela est distante apenas 20 quilmetros, partindo da Avenida Paulista, um dos centros financeiros e vias mais importantes da capital paulista. Porta de entrada de So Paulo, Osasco est cercada de rodovias como Castelo Branco, Anhanguera e Raposo Tavares e o Rodoanel Mrio Covas. Alm de duas linhas de trens, que ligam o municpio com a zona sul e o Centro de SP, e outros lugares, como Barueri.

    Por l possvel respirar ares de desenvolvimento. Prestes a receber seu maior empre-endimento imobilirio que une um mix de torres residenciais e comerciais, em um terreno de aproximadamente 69 mil metros quadrados , a ser lanado pelas empresas Lindencorp, Banco Votorantim, , Brasilimo e EZTEC, a cidade vive atualmente uma das melhores fases de sua biografia. Tornou-se um case de sucesso com sua economia ativa, sustentvel e avano educacional. Alm de carregar o ttulo de quinta maior urbe do Estado, estar entre os lderes na lista de desenvolvimento social e o dcimo PIB entre as municipalidades do Pas. Tudo isso graas s indstrias e comrcios que ocasionaram Federaes, Associaes e outros rgos de importncia produtiva.

    Mas para entender todas essas evolues, preciso dar um breve mergulho em sua his-tria iniciada l no sculo 19. Com faro para novos investimentos, o imigrante italiano, Antnio Agu, proprietrio de algumas terras na regio, decidiu ampliar sua pequena fbrica de tijolos. A olaria passou, ento, a desenvolver tubos e cermicas, bases das primeiras construes de Osasco, e acabou tornando-se a primeira indstria local.

    Nesse mesmo perodo Agu deu incio construo da estao ferroviria, e edificou algumas casas prximas que abrigavam operrios que atuaram nas obras. Com a estao finalizada, os administradores da ferrovia sugeriram batiz-la com a alcunha do mais

    poderoso empresrio daquelas terras, mas Agu pediu que homenageassem o projeto com o nome de sua terra natal Osasco, um vilarejo na regio do Piemonte, na Itlia. A partir disso a urbe deu to certo que ficou conhecida como a cidade-trabalho, recebeu outras indstrias e abriu as portas para imigrantes de vrias partes do Brasil, que contriburam com o seu crescimento.

    Figura muito conhecida por l, o diretor de teatro Frank Delgado, 52 anos, chegou cidade ainda muito jovem, vindo de Minas Gerais, e durante praticamente quatro dcadas acompanhou de perto muitas mudanas. Quando penso nas transforma-es que Osasco passou, vejo que a mais relevante foi a humanizao. Em 1980, por exemplo, no tnhamos espaos culturais, e esse boom econmico e educacional acarretou a construo desses lugares, que, a meu ver, geram enriquecimento social e qualidade de vida que a cidade vem ganhando, conta.

    Certamente, o desenvolvimento humano um dos assuntos mais discutidos na pauta poltica local, seu progresso educacional reconhecido pelo MEC como um dos melho-res por sua seriedade e qualidade. Tanto que o ndice de alfabetizao local de 95%. Um dos principais diferenciais nesse campo so as parcerias com o setor privado. Com essas aes com o Finasa/Bradesco, Sabesp e programas com o Ministrio da Educao, oferecemos ensino integral em 14 unidades do ensino fundamental alm de ideaes como o Sementes de Primavera, que incentiva a cidadania desde a infncia. Esse plano, por exemplo, atende a mais de 15 mil educandos e emprega mais de 200 educadores, ressalta a Secretria de Educao de Osasco, Marinalva de Oliveira.

    Logo, possvel entender por que Delgado, e tantos outros moradores e imigrantes, sentem orgulho da cidade que adotaram. Nunca passou pela cabea sair daqui, minha vida isso, Osasco me deu tudo o que precisava: famlia, amigos, trabalhos, alegrias e at uma companhia de teatro, a Teretet, fala rindo o diretor.

    cidad

    e

    Descortinar os 65 quilmetros quadrados de Osasco e seus quase 60 bairros

    JardimPiratinga

    Castelo Branco

    RodoanelMrio

    Covas

    Jaguar

    Biblioteca Municipal

    Shopping Unio

    Cidade de Deus

    So Francisco Golf Clube

    Shopping Villa Lobos

    Cidade Universitria

    Shopping Continental

    Av. Corifefef u

    de

    AzevevevdoM

    arques

    Av. Pres. Kennedy

    Rod. Pres. Castelo Branco

    Av. das Naes Unidas

    Av. Dr. Gasto Vidigal

    Av. Prof.f.f Fonseca Rodrigues

    Av. SoG

    ualter

    Av. Marginal Pinheiros

    Av.M

    ofafafrre

    jeje

    AvAvA . Escola P

    olitcn

    ica Av. Marginal Pinheiros

    Av. das Naes Unidas

    Av.Maria

    Campos

    AvAvA .v.v dosA

    utonomistas

    AvAvA .Marginal Tiet

    Vila Leopoldina

    Alto de Pinheiros

    Butant

    OSASCO

    Av. Ja

    guar

    R.Alvarenga

    Av. Otacilio

    ToToT manik

    Teatro Municipal

    Parque Villa Lobos

    Novo empreendimento misto em rea de 68 mil mNovo empreendimento misto em rea de 68 mil mNovo empreendimento

    2

  • cidad

    e20

    Lind

    enbe

    rg

    avenida Hilrio Pereira de Souza: aqui vai surgir o mega empreendimento

    Na pgina ao lado, a simptica sede do So Francisco golf Clube

    esttua de So Francisco, em uma praa na entrada da cidade de osasco

    o Museu de osasco guarda a histria da cidade

    o Teatro Municipal de osasco recebe festivais de curta temporada

    EstiloDesenvolvimento constante e estrutura so seguramente as palavras-chave para descrever Osasco. Tendncia em grandes cidades, o municpio se prepara agora para receber o maior empreendimento da regio, que abrigar comrcio, moradia e lazer em um espao perto dos 69 mil metros quadrados, na Avenida Hilrio Pereira de Souza. Para isso, a Lindencorp e seus parceiros iniciaram um trabalho de revitalizao na via que ter paisagismo assinado pelo escritrio de Benedito Abbud, alm de um reforo de infraestrutura de guas pluviais, esgoto e eltrica, beneficiando a regio.

    Com todo esse megaplanejamento desenvolvido, praa e rea de lazer cercadas por um exuberante bosque, o projeto apresenta nmeros garbosos. As vrias torres resi-denciais sero construdas com diferentes tipos de layouts de moradias que vo de 68 a 169 metros quadrados, alm dos formatos Studio e Duplex. Os apartamentos tm de uma a quatro sutes, a maioria deles com terrao gourmet com churrasqueira, lavabo e dependncia de empregados.

    E as novidades no param por a, alm da mais recente tecnologia que garantir lazer e segurana, o projeto abrigar um novo estilo de morar: para quem vive nas grandes metrpoles residir perto do trabalho quase sinnimo de felicidade. Afinal, escapar do trnsito e do estresse para se deslocar numa metrpole no tarefa fcil, com isso, o empreendimento ganha tambm um complexo comercial, que contar com escritrios de aproximadamente 30 metros quadrados, e tambm lojas, completando a diversidade da construo repleta de inovao e de bem-estar.

  • cidad

    e22

    Lind

    enbe

    rgcidad

    e

    Parque Chico Mendes, lagos e muito verde

    Na pgina ao lado, arborizada, osasco preserva a sua qualidade de vida e shopping unio

    LazerNo roteiro de entretenimento da cidade, as opes culturais so intensas. Para os amantes da arte popular, a Feira da Ponte, no viaduto Metlico, uma tima pedida, com seus artesanatos, literatura, msica e apresentaes de artistas locais. J com uma pegada mais tranquila, o Teatro Municipal de Osasco e o Espao Grande Otello so paradas obrigatrias com suas programaes recheadas de acontecimen-tos semanais, sem falar nas exposies diversas que acontecem no Museu Dimitri Sensaud de Lavaud e o incrvel acervo da Biblioteca Monteiro Lobato.

    Quando o assunto gastronomia, vale a pena degustar as delcias brasileiras das churrascarias da Avenida dos Autonomistas ou a Embaixada Nordestina, com seu menu de comidas sertanejas, toque osasquense e seu dcor convidativo, onde pos-svel reunir os amigos e se entregar a boas conversas e risadas.

    Agora, para aqueles que gostam de curtir o dia no melhor estilo dolce far niente, ao menos oito parques esto espalhados por Osasco, o principal deles o Chico Mendes, pulmo verde da cidade, com mais de 114 mil metros quadrados para serem explorados. Com todos esses encantos, no restam dvidas que a pequena grande Osasco tem mais surpresas do que voc imaginava.

    Agradecimentos especiais ao historiador Jos Luiz Alves de Oliveira que cedeu as fotos antigas

    . Foi em Osasco que aconteceu o primeiro voo da Amrica Latina, em 7 de janeiro de 1910, realizado pelo baro Dimitri Sensaud de Lavaud.

    . No Parque dos Prncipes fica um dos maiores campos do golfe do Brasil. O local chegou a atrair pilotos de Frmula 1.

    . A cidade abriga a sede de duas emissoras de televiso: SBT e Rede TV!

    . Osasco tambm tem o ttulo de Capital da Viola.

    . A cidade sede de fbricas e distribuidoras de grandes empresas, como a Coca-Cola, o McDonalds e Submarino.

    . Osasco abriga a Cidade de Deus, sede do Banco Bradesco.

    . Possui um estaleiro da Intermarine, onde so construdas as embarcaes mais luxuosas do Brasil.

    . A cidade conta tambm com a oficina autorizada para reparos de helicpteros Agusta, marca italiana.

    . Festa dos trs santos: Uma festa tradicional que homenageia Santo Antnio, So Jos e So Joo, uma vez ao ano.

    . Festival de teatro com peas de curta durao.

    . Todos os anos a cidade abriga um festival que elege o melhor cachorro-quente de Osasco.

    CURIOSIDADES DE OSASCO

  • urb

    ano

    24Li

    nden

    berg

    Moldada ao longo da histria, a arquitetura orgnica se comprova como um dos pilares de sustentao para a nova dinmica que alia a funcionalidade da casa qualidade de vida Por Patrcia FavaLLe

    H quem diga que tudo comeou com os traos fluidos do norte-americano Frank Lloyd Wright, que rompeu com a escola racionalista vigente no sculo 20 para investir nas formas moldadas com linhas emprestadas da natureza. A ideia, que tambm alcanou os croquis do finlands Alvar Aalto, deixava de lado os rigores estticos e permitia elencar robustez e minimalismo numa mesma construo. O que soava indito, entretanto, no passava de matria requentada.

    Preparar estruturas conectadas s demandas familiares seguindo o sobe e desce dos rele-vos j era moda pelos points ibricos desde a chegada dos romanos por aquelas bandas e isso data de 218 a.C. , at a tomada da Pennsula pelos visigodos e a ocupao moura no sculo 12. O resultado desse mosaico religioso e cultural est impresso nas construes que se estendem de Sevilha a Mlaga, de Madri a Barcelona, de Crdoba a Toledo, e que saltam aos olhos com colunas nababescas, fachadas revestidas por muxa-rabis, interiores romnticos, acabamentos da arte mudejar e aterrorizantes torres gticas.

    De olho na reutilizao e na readaptao das matrias-primas um respiro aos ecolo-gistas dos dias de hoje , a Espanha renascentista tomou gosto pela colagem camale-nica e imprimiu a vocao pela continuidade do espao nas eras barroca, neoclssica e colonial. No frenesi do sculo 19, a aptido foi agraciada pela revoluo industrial, que garantiu maior versatilidade ao duo ferro e vidro.

    Para coroar o ecletismo hispnico, o catalo Antoni Gaud deixou seu caleidoscpio a postos. Partidrio das pores modernistas, do art nouveau, do grotesco, dos regio-nalismos e das correntes acadmicas, ele fazia questo de terminar suas composies com o ldico dos vidrilhos coloridos. Percepo que arranca suspiros de quem passa por algum de seus prdios sacolejantes, casinhas intrpidas, parques texturizados ou bancos que se abraam em voltas infinitas.

    shut

    ters

    tock

    Morar in natura

    stoc

    kpho

    to

  • urb

    ano

    26Li

    nden

    berg

    shut

    ters

    tock

    Se por um lado os cacos ornamentais ajudaram a construir verdadeiras obras de arte, por outro, a ausncia aparente deles ergueu-se sorrateiramente sombra da Sagrada Famlia. A catedral multifacetada de Barcelona abusa das parbolas catenrias (curvas planas semelhantes s cordas suspensas pelas suas extremidades) e dos revestimentos feitos de trencadis cermicas quebradas e perfiladas para compor superfcies. A planta humanizada obrigou constantes adequaes aos desenhos originais, trans-formando o templo religioso no mais longo canteiro de obras do mapa.

    Carpe diemNum continente de fronteiras espremidas e histrias fragmentadas, aceitvel entender a necessidade de individualizar o processo. Assim como em outros campos do conhecimento, a arquitetura tomou para si as medidas inspiradas no homem vitru-viano, resgatado por Leonardo da Vinci, para ressaltar os feitios estticos.

    O conjunto era baseado nas propores ureas que determinavam o ideal clssico de beleza. Tal conceito refletia uma espcie de protesto contra as possveis culturas divididas. Uma arquitetura orgnica significa nem mais nem menos uma socie-dade orgnica. Esses ideais refutam as regras impostas pelo esteticismo, pelo mero bom gosto e pelas imposies que esto em desacordo com a natureza e o carter humano, destacou Frank Lloyd.

    Nesse contexto, o significado real da expresso orgnica remete busca pela simetria familiar atravs de exigncias particulares. Trocando em midos, os donos do pedao agora so protagonistas e no meros espectadores dispostos a viver em quadrados brancos e glidos. O objetivo de reconfigurar os ambientes a partir de cdigos orgnicos est cada vez mais em evidncia, impulsionado, sobretudo, por causa da integrao com o meio.

    O escultor polons radicado no Brasil Frans Krajcberg h tempos experimenta as sensaes dessa comodidade verde: mora numa casa cercada por Mata Atlntica nativa, idealizada por Zanine Caldas, a sete metros do solo, amparada no alto de um tronco de pequi de 2,60 metros de dimetro. Do outro lado do globo, a morada do japons Kotaro Ide, batizada de Shell House, refora as bases sinuosas em estado singular. Ondas de concreto armado avanam sobre a vegetao dos arredores da floresta de Karuizawa, em Nagano, numa simbiose vertiginosa.

    No eixo central que separa Krajcberg de Ide, vale mencionar o madrileno Rafael Moneo. Visionrio e convencido da durabilidade da cena urbana, o arquiteto brincou com as sobreposies volumtricas e os recortes vazados para tramar cartes-postais que se estendem de Los Angeles, nos Estados Unidos, a Estocolmo, na Sucia.

    Se o arvoredo de cimento que toma o circuito da estao de trem Atocha, em Madri, nada tem de pueril, o mesmo no se pode dizer da presena visual marcante impressa nos esboos de Santiago Calatrava.

    Na pgina anterior, o Parque Gell criado por Gaud.

    a interferncia sutil de rafael Moneo em meio a edifcios antigos

    Na pgina ao lado, o jardim da estao atocha, assinado

    por rafael Moneo; detalhe da casa do Frans Krajcberg, em viosa, na Bahia; e as ondas de concreto criadas por Kotaro ide

    prom

    omad

    rid

    divu

    lga

    o

    divu

    lga

    o

  • urb

    ano

    28Li

    nden

    berg

    volumetria presente da obra de ricardo Bofill; o pendente

    Splugen Brau, criado por achille castiglioni e cadeiras

    de Patricia Urquiola

    Na pgina ao lado, o movimento na arquitetura de calatrava

    Natureza imperativaDentro do quesito arquitetura contempornea, a Espanha mantm a dianteira embalada pelas tcnicas construtivas de Calatrava e Ricardo Bofill. O primeiro prefere destacar o movimento surrealista de seus riscados recheados de alicerces assimtricos, enquanto Bofill representa a maturidade ps-moderna, com desenhos limpos somados s referncias neo-historicistas. Entre eles est a compatriota Patricia Urquiola, discpula de Achille Castiglioni, que elegeu o design como plataforma de criao.

    Embora sejam vertentes distintas, todas elas se dobram aos ditos antropomrficos, harmonia e ao equilbrio dos esqueletos (com articulaes-rtulas e tendes-cabos) para lanar mo de estilos prprios. Nessa amarrao de enredos, Patricia emoldura chaises e amplos sofs com a mesma sagacidade que Calatrava tem ao arrematar seus enormes arranha-cus em Nova York, Valena ou em solo brasuca.

    Parece um recomeo digno arquitetura, que j se vestiu de rococs, desfilou em trejeitos montonos, acentuou a esterilidade do todo, foi lgica, morna e atemporal at se cansar das frmulas prontas e equacionar meia dzia de ngulos retos em abissais curvilneas desconstrudas por Frank Gehry e Zaha Hadid. O orgnico vem irnico nas pranchetas de Robert Venturi, Helmut Jahn e Michael Graves. Esse o tempo de voltar s origens e de admirar a simplicidade da forma. Ha

    kan

    Dah

    istr

    om

    divu

    lga

    o

  • po

    tic

    as u

    rban

    as30

    Lind

    enbe

    rg

    Viso, paladar, tato, olfato e audio, nossos cinco receptores sensoriais nos ajudam a experimentar inten-sos sentimentos espaciais.

    Viso e tato so muito mais fceis de entender quando pensamos na cidade e nas nossas relaes com ela. J o olfato nos leva a uma relao mais ntima, ele que identifica o lugar e complementa informaes. Sentimos o cheiro do mar, da padaria, dos cafs antes mesmo de ver. Pelo cheiro sabemos que eles esto ali, naquele lugar.

    O aroma do po saindo do forno, o cheiro do assoalho de madeira encerado, o odor quente das velas quei-mando, nos levam a alguma lembrana espacial, seja uma padaria ou a casa da av, seja um templo ou um canto da casa. Cada um de ns tem sua memria olfa-tiva ntima e reveladora.

    Quando visitei Paris pela primeira vez, meus amigos e eu alugamos, por um ms, o apartamento de uma fran-cesa que tinha ido passar frias na ndia. O edifcio

    O olfacto uma vista estranha. Evoca paisagens sentimentais por um desenhar sbito do subconsciente.Fernando Pessoa Por rosiLene Fontes | iLustrao Maria eugnia

    tinha arquitetura oitocentista, sua entrada era uma porta larga de madeira que dava para uma cour, um ptio. O apartamento tinha as janelas voltadas para este ptio, e como Paris estava tendo um rigoroso inverno quase nunca abramos as janelas, o que foi suficiente para deixar a minha mala com o cheiro daquele apar-tamento. Engana-se quem achar que era um aroma de perfume francs, era um cheiro acre, desagradvel, um odor envelhecido e mofo misturado com perfume e comida francesa.

    Durante muito tempo, cada vez que viajava ao abrir a mala aquele cheiro desagradvel me levava at Paris, e as lembranas eram as boulangeries e seus pes sabo-rosos, os perfumes franceses, os jardins de Tuileries, os restaurantes e seus pratos especiais... Paradoxos das memrias: como sentir cheiro de leite azedo e lem-brar-se de um beb e de momentos felizes...

    Para o gegrafo Yi-Fu Tuan, a viso estaria mais ligada razo e o olfato mais ligado s emoes. Para ele, uma favela no uma viso agradvel, porm o que ela representa teria mais fora quando se sentisse o cheiro de suas valas de esgoto e lixo.

    Um amigo que havia visitado o Cairo contou-me que o cheiro da cidade era insuportvel. Comentei isso com outro amigo viajante, e para ele no existem lugares mal-cheirosos, tudo uma questo cultural e nos acostuma-mos aos cheiros das cidades quando vivemos nelas.

    Com esses dois exemplos podemos concluir que, nas cidades, a percepo do cheiro tem um significado socioespacial e sociocultural. Motivo para muitos estu-diosos darem importncia ao sentido olfativo ao pensar sobre as cidades.

    O arquiteto Humberto Yamaki fez um roteiro de Londrina, no Paran, em uma caminhada olfativa pela cidade. Para ele possvel conhecer uma cidade por seus cheiros, dos mais desagradveis como os esgotos aos aro-mas que convidam a saborear um chocolate. Trabalho h algum tempo com essa questo e percebo que a maio-ria das pessoas no conhece a cidade por seu cheiro. E querem controlar e eliminar esse cheiro, diz o arquiteto.

    S se conhece verdadeiramente uma cidade quando ela vivenciada e percebida pelos cinco sentidos. Paul Claval, gegrafo francs, diz que a lembrana mais tenaz que guardamos dos lugares est associada aos odores dos quais eles so portadores.

    odores urbanosannciopagina31.pdf

    para

    rev

    enda

    nac

    iona

    l ac

    esse

    o s

    ite w

    ww.

    entr

    epos

    to.c

    om.b

    r

    Avenida Cidade Jardim, 187Jardim Europa 01453 000 So Paulo

    t| [11] 2189 0000www.entreposto.com.brfoto

    s: Ro

    mul

    o Fi

    aldin

    i

    lindemberg americas 2012pmd.pmd 17/5/2012, 15:511

  • pri

    mei

    ra p

    esso

    a323232

    Lind

    enbe

    rgLi

    nden

    berg

    Lind

    enbe

    rg

    Nasci no tempo em que a cozinha era separada da sala, fechando-se inclusive a porta dela quando algum de cerimnia chegava, suspirando-se e tentando disfarar o barulho de pratos ou de gua escorrendo que invadia as conversas e contaminava o bom-tom Por Laura de MeLLo e Souza | ILuStrao MarIa eugnIa

    Apesar disso, sempre tive fascinao pelo que se passava l dentro. Bem pequena, vivia enrolada nas pernas e no avental de uma cozinheira que, entre a fritura dos bifes e as claras em neve, despe-java sobre minha curiosidade aterradoras histrias da Carochinha. Da nvoa da infncia desponta, olmpica, a cozinha da fazenda de minha av materna, com fogo de lenha em alvenaria vermelha e um forno lateral fechado por uma porta linda, emoldurada de lato e enfeitada por uma enigmtica figura mitolgica, uma sereia, pensava eu. No fim do dia, arrastada para o banho, havia que atravessar a cozinha at o enorme banheiro, cuja gua quente dependia do fogo da lenha. Cresci ouvindo histrias antigas, passadas naquela mesma cozinha, para a qual meu tio corria, quando menino, a fim de verificar se a galinha ao molho pardo era branca, preta ou castanha: se fosse branca, con-forme acusariam as penas lanadas no lixo, no comia, tinha nojo. Passada uma gerao, l estvamos, meus primos e eu, vasculhando um lixo anlogo, a conferir se o frango que esfriava na mesa da sala era frango mesmo, at pouco tempo coberto por penas e no por pelos sedosos, pois nossa av sistematicamente nos empulhava e tentava empurrar-nos, goela abaixo, coe-lho por galinha. Na adolescncia, novos tempos, uma reforma trouxe o banheiro (multiplicado por dois) para perto dos quartos, dividiu a cozinha e criou uma copa, liquidando os banhos aquecidos a lenha.

    Quando estudante e jovem me, odiava a cozinha do apartamentozinho pequeno, mesmo porque, dentro dela, eu no ia alm de coar caf, ferver leite ou assar ma com canela, esbarrando numa desordem perp-tua, pois organizar implicava roubar o tempo das filhas

    e dos livros. Paradoxalmente, o passar dos anos fez com que o espao da cozinha mudasse de natureza e se insi-nuasse mais e mais, atraindo como m a sociabilidade que antes ocorria na sala. Caetano Veloso declarava alto e bom som o quanto gostava de lavar loua, os pases ricos ditavam comportamentos e hbitos de consumo que passavam pelo conhecimento dos cortes de carne, pelo manejo dos faces de ao sueco, das caarolas fran-cesas, das mquinas italianas de macarro feito em casa. Quando minha gerao se deu conta, atirara-se sobre os livros de receitas, derrubara as paredes que confinavam as salas de estar, suprimira os ladrilhos de ontem por tacos de madeira que se estendiam at os ps do fogo e da geladeira. As visitas chegavam e iam para a cozinha, louvando o apuro com que estavam dispostos o frasco de flor de sal, os azeites perfumados, as rstias lustrosas de cebola, os panos de prato da Provena, sem falar nos potes de cermica, nos enfeites e em muito do que antes ornamentava as salas.

    Foi assim, penso, que as cozinhas da classe mdia vol-taram a ter o papel congregador das de outrora, quando, sobretudo entre os menos favorecidos, a famlia e os convidados se reuniam ao p do fogo para contar as novidades, ler em voz alta, comer ou simplesmente se esquentar. Deixaram de ser lugar de serviais e se abri-ram sobre os outros recantos da casa: revoluo dos espaos que, contudo, no se fez acompanhar por uma transformao social mais profunda.

    Cozinha, fora e dentro

    Laura de Mello e Souza historiadora, professora de Histria Moderna na USP. Autora dos livros Norma e conflito: aspectos da histria de Minas no sculo XVIII (1999) e Cludio Manuel da Costa (2011), entre outros, e premiada pela Academia Brasileira de Letras na categoria Histria e Cincias (2007)

  • um

    ou

    tro

    olh

    ar34

    Lind

    enbe

    rg

    natureza viva

    Peras, alcachofras, favas, figos e cogumelos para se comer com os olhos

    Fotos RomuLo FiaLdini

  • um

    ou

    tro

    olh

    ar36

    Lind

    enbe

    rg

  • um

    ou

    tro

    olh

    ar38

    Lind

    enbe

    rg

  • um

    ou

    tro

    olh

    ar40

    Lind

    enbe

    rg

  • entrev

    ista

    42Lind

    enbe

    rg

    P ara quem se lamenta por no ter uma obra de Leo-nardo da Vinci pendurada na parede, vale saber: nem tudo gira em torno da Monalisa. No caso do pintor renascentista de talentos mltiplos, que tambm atuou como banqueteiro oficial do milans Ludovico Sforza, a criatividade foi parar no hells kitchen e por l ficou atravs de artigos que vo do espremedor de alho aos quebra-nozes e guardanapos. Claro que na histria do ambiente mais inovador do lar nem tudo foi concebido entre insights geniais; em vez disso, somaram-se milnios repletos de tentativas, acertos e muita observao.

    Voltando um pouco, desde a poca do fara egpcio Ramss II, o desenvolvimento da cozedura atravessou momentos curiosos com direito a pedras planas aquecidas pela brasa, pequenos fornos de pouco mais de um metro de altura construdos com barro, foges a gs e, chegando com pompa, circunstncia e luxo, micro-ondas, cooktops e rangetops eltricos, alguns deles fabricados pela festejada Viking Range desde 1987. Se os equipamentos instituram

    que a inteligncia seria a me de todas as receitas, os aces-srios seguiram por trilhas idnticas.

    Fundada em 1921 por Giovanni Alessi, a Alessi teve a irreverncia como espinha dorsal. No livro homnimo de Michael Collins (Editora Cosac & Naif) a respeito da empresa, o trecho de abertura d a entender o porqu Vamos examinar o espremedor de limo de Philippe Starck, o Juicy Salif, de 1990. Vamos adquirir o espremedor de Starck, pois essa a maneira mais econmica de termos Philippe Starck em nosso jantar, ou antes, para jantar em nossa cozi-nha, que o lugar onde atualmente jantamos. Somos o povo da cozinha... Pensando bem, uma vez que os cuisiniers de hoje abriram as portas do lar para odisseias gastronmicas charmosas, foi mais do que natural render-se compa-nhia de mestres da forma como Da Vinci, Starck e Achille Castiglione, autor das curvas da chaleira Mama O.

    E quem est com a planta baixa nas mos? Como decidir que itens colocar sobre as bancadas, quais so os eletros

    indispensveis e os segredos para criar um layout despo-jado? Na tentativa de saber as respostas de tantos dilemas procuramos Joo Mansur, arquiteto, urbanista, designer de interiores e consultor de arte, e Emmanuel Bassoleil, chef executivo responsvel pela gastronomia do Hotel Unique e do Restaurante Skye, ambos sediados na capi-tal paulista. Pra l de alinhado, o duo que j dividiu um dos editoriais tramados para o livro Design Gourmet (Magma Cultural) deu algumas pitadas do que vem por a. Confira a seguir, as ideias para deixar as panelinhas com temperos inditos.

    Num ambiente profissional, qual a importncia dos grandes equipamentos de refrigerao e cozimento, dos corredores de circulao e dos revestimentos que facilitam a limpeza do espao? Emmanuel Bassoleil: A cozinha deve reunir equilbrio e praticidade. Ao imagin-la, imperativo escolher o que deixar o seu cotidiano ainda mais funcional. No nosso caso em particular, em que servimos 50 mil refeies por ms, no h como abrir mo dos freezers e geladeiras acoplados com gavetas de temperaturas ajustveis para verduras, carnes e peixes; dos fornos que assam bolos e tortas ao mesmo tempo e das cmaras de resfriamento. Somam-se ainda os sistemas de exausto e de ar-condi-cionado, as chapas, os eletrodomsticos, os instrumentos de cutelaria e a despensa formada por compartimentos inteligentes. Sobre a matria-prima que recobre o cho e as paredes, optamos por aquela que simplifica a manu-teno, afinal, trata-se de uma rea repleta de compo-nentes eltricos que ser lavada diariamente.

    Quanto dessa estrutura industrial j se observa no sweet home?Joo Mansur: Muito. A princpio concordo com o Emmanuel na questo da praticidade e acho bom lembrar que a utilizao dos equipamentos profissionais na casa das pessoas reduzida ou otimizada em funo disso. Na hora de fechar o projeto de cozinhas residenciais o cliente considera os gadgets de ltima gerao, a qualidade do mobilirio e a diversidade dos materiais usados no revesti-mento. J os corredores de circulao e os eletrodomsti-cos de grandes propores no so levados em conta.

    E qual tem sido a pedida da vez?JM: O acabamento em ao inox. Polido ou escovado, ele leva s reas funcionais a atmosfera industrial pretendida.

    Considerando o repertrio da arquitetura moderna, possvel dizer que a tecnologia figura entre os ingredientes preferidos dos culinaristas?EB: Tenho 35 anos de carreira, tempo suficiente para

    ter acompanhado as evolues relevantes desse meio e tambm para ter a certeza de que tecnologia palavra de ordem, podendo, porm, ajudar ou atrapalhar em pro-pores iguais. Veja que o utenslio high-tech deixou o preparo dos pratos mais preciso, facilitou a execuo das tarefas, economizou tempo e permitiu a reconfigurao da equipe. Isso, claro, simboliza uma diferena conside-rvel no caixa de qualquer restaurante. Em contrapar-tida, dois fatores so capazes de travar esse processo: capacitao do staff e defeitos tcnicos. No primeiro exemplo, como ter um carro com muitos opcionais e no saber lidar com nenhum deles. Acha que daria pra sair do lugar? E no quesito pane total, qual seria a alter-nativa para o fogo que teve um componente queimado num dia de casa cheia? Nessa hora o que conta a expe-rincia, saber lidar com os diferentes modelos dispon-veis no mercado, mantendo a qualidade e o sabor do que ser servido s pessoas.

    JM: A tecnologia parte relevante nesse compndio. Ela aparece, por exemplo, nos sistemas de automao que ajustam a temperatura da adega de vinhos, na elabora-o das peas de design feitas com elementos inovado-res da escumadeira aos liquidificadores e nos parques fabris das grandes marcas, responsveis pela produo de armrios, bancadas e ilhas de coco personalizadas. Em grande escala essa ferramenta viabiliza a construo dos chamados edifcios verdes, cujas caractersticas principais esto na reduo do consumo energtico e no reaproveita-mento da gua.

    Se tivesse que repaginar a cozinha de casa, que demandas voc consideraria?EB: Insistiria na funcionalidade e no bom senso. Alm de ter freezer, geladeira, forno e fogo bacanas, creio que os espaos abertos dos armrios deixariam o lugar organizado. Sei que esse no seria o caso do Joo ele craque! , mas tambm acho importante balancear o que voc tem como ideal com as viagens do arqui-teto [risos]. Alimentar o bom humor e a criatividade com objetos diferenciados faz da cozinha um ponto agradvel da residncia. Daria um ltimo conselho: caso conte com a assistncia de algum que prepare as refeies da famlia, converse com ela, afinal, nin-gum melhor para falar do riscado.

    E para o senhor, qual seria o segredo para criar a cozinha dos sonhos? JM: Agradeo pela gentileza do Emmanuel, mas o craque ele! Para no errar, resumiria dessa forma: objetividade, modernidade e integrao no cozinhar e no receber. Nada mais saboroso!

    A troca de conhecimento entre chef e arquiteto formou um prato indito: a nova cozinha. Hora de sentar-se mesa e saborear cada segredinho do que vem por a Por AdriANA Brito | FotoS PAulo GiANdliA

    nde se ganha o po, pode-se comer a carne

    O Joo MANSur EMMANuEl BASSolEil

  • po

    rtra

    it4

    4Li

    nden

    berg

    utenclios de

    A preciso do movimento e a elegncia do corpo solto no ar foram capturadas, com exclusividade, pelo olhar sensvel do Fotos Joo viLa | Produo Lia Guimares e Lucimara Paiva

    cozinhaNOVIVOSEMComo o Linus, personagem de Charles Schulz, tem seu cobertor, os melhores chefs da cidade tambm tm seus amuletos, sejam eles objetos ou ingredientes Fotos romuLo FiaLdini | edio tissy Brauen | make-uP Patrick Pontes

    Faca e aventalGeorge San quase que sinnimo de culinria japonesa. Quando abriu as portas de seu Kosushi, os apaixonados por seus famosos sushis e sashimis apelidaram o restaurante de georgesan e era l que iam provar as delcias do simptico sushiman de So Paulo. George Yuji Koshoji, o George San, no vive sem sua faca e seu avental, que s pode ser lavado em casa pela esposa, seja para fatiar um peixe serra (foto) como um toro ou salmo.

    po

    rtra

    it

  • po

    rtra

    it46

    Lind

    enbe

    rg

    Queijos, queijos e queijosDona de um dos mais concorridos bufs de

    So Paulo, Aninha Gonzales desde menina vive s voltas com panelas, ingredientes e temperos. Seus pratos so interpretaes contemporneas

    de clssicos ou invenes que surgem de suas alquimias. Louca por queijos de todos os tipos e procedncias, ingrediente que no falta em sua

    culinria, nessa foto ela faz uma homenagem ao seriado A Gata e o Rato, um clssico dos anos 1980.

    Chinois e panelaCarla Pernambuco dispensa apresentaes. A premiada dona do Carlota e do Las Chicas, que hoje apresenta um programa de culinria no canal Bem Simples e faz planos de abrir um catering, decidiu trocar seu chinois (uma peneirinha em forma de cone) por um minuto e se deixar fotografar abraada a uma linda panela amarela, em uma das ruas de Higienpolis, bairro que adora.

  • po

    rtra

    it48

    Lind

    enbe

    rg

    kosu

    shi.c

    om.b

    r; .a

    ninh

    agon

    zale

    s.co

    m.b

    r; c

    arla

    pern

    ambu

    co.c

    om.b

    r; le

    jazz

    .com

    .br;

    .due

    cuoc

    hi.c

    om.b

    r

    Fogo e paixoBaiano, autodidata, com passagem pela cozinha

    de Patrick Le Clech, do restaurante Villa Lys, no Palais Royal em Paris, Chico Ferreira gosta do fogo. No s aquele que usa para preparar

    seus pratos como aquele da correria e agitao da cozinha em dia de casa lotada. A temperatura

    chega aos 50 graus, brinca ele que garante que no salo a calma e a tranquilidade que

    predominam. O pato protagonista de seu menu estrelado. Na foto, ele aparece com a pata Lady,

    que no vai para a panela.

    Fogo e paixoBaiano, autodidata, com passagem pela cozinha

    de Patrick Le Clech, do restaurante Villa Lys, no Palais Royal em Paris, Chico Ferreira gosta do fogo. No s aquele que usa para preparar

    seus pratos como aquele da correria e agitao da cozinha em dia de casa lotada. A temperatura

    chega aos 50 graus, brinca ele que garante que no salo a calma e a tranquilidade que

    predominam. O pato protagonista de seu menu estrelado. Na foto, ele aparece com a pata Lady,

    que no vai para a panela.

    Farinha, gua e ovoServindo uma culinria italiana moderna, Ida Maria Frank e sua filha Virginia so referncia desde 2005, quando abriram as portas do premiado Due Cuochi. Farinha, gua e ovos so ingredientes que no podem faltar na cozinha de Giampiero Giuliani, o italianssimo chef, que aparece na foto ao lado de Severo, que de severo no tem nada, o responsvel pela delicadeza e qualidade das massas.

    Farinha, gua e ovoServindo uma culinria italiana moderna, Ida Maria Frank e sua filha Virginia so referncia desde 2005, quando abriram as portas do premiado Due Cuochi. Farinha, gua e ovos so ingredientes que no podem faltar na cozinha de Giampiero Giuliani, o italianssimo chef, que aparece na foto ao lado de Severo, que de severo no tem nada, o responsvel pela delicadeza e qualidade das massas.

  • te

    is50

    Lind

    enbe

    rg

    turma da

    Eles so coadjuvantes, mas seu papel principal na hora de preparar gostosuras Fotos Joo viLa | Edio Lia GuimarEs | Produo XuXu GuimarEs

    cozinha

    suporte para aquecer ovo, Joseph Joseph, Doural; bowl e prato de loua, Spicy; garrafa trmica e cafeteira stelton,

    Scandinavia Designs; talheres de plstico, Benedixt; copos de cermica expresso, Pepper; par de suporte para

    ovos quentes, Spicy; cafeteira de vidro Globinho, Rauls; queijeira com esptula de resina, Benedixt

    Bom dia!

    mquina de caf expresso Pixie, Nespresso; porta-ovos de loua,

    aucareiro e xcara alessi, e cafeteira de inox Alessi, Benedixt;

    torradeira Cuisinart, suxxar; garrafas de vidro para leite, Artmix

  • te

    is52

    Lind

    enbe

    rg

    Hora do almoo

    Liquidificador Hemisphere Breville, Doural; saladeira de Georg Jensen, GJ Bloom, Scandinavia Designs; taa para sobremesa, Tok Stok;

    jarra marquesa de cristal, Tnia Bulhes Home; mixer milk-shake cromado Hamilton Beach, Rauls; talheres para salada de resina, Benedixt

    Escorredor, Cleusa Presentes; saleiro e pimenteiro, Mix and Match; espremedor de frutas, alessi, Benedixt; mini

    cocote, Le Creuset; frigideira antiaderente de alumnio, Kirks; saleiro, porta-queijo ralado e concha, Tok Stok

  • te

    is54

    Lind

    enbe

    rg Servioartmix.com.br | benedixt.com.br | cleusapresentes.com.br | doural.com.br | gruposantahelena.net | kirkspresentes.com.br kitchenaid.com.br | lecreuset.com.br | mcassab.com.br | mixandmatch.com.br | nespresso.com.br | oren.com.br | pepper.com.br rauls.com.br | scandinavia-designs.com.br | spicy.com.br | taniabulhoeshome.com.br | tokstok.com.br | utilplast.com.brAssistente de produo marcela Zeitler | Agradecimentos Laminados Frmica, na nica | unicalaminados.com.br

    CH das CinCo

    Luva de silicone, Oren; Fuet de silicone colorido, Doural; infusor de ch Bodum, M Cassab; porta-condimentos, Kirks; bule para ch e copo trmico Eva solo, Scandinavia Designs; porta-mantimentos Joseph Joseph, Doural; timer em forma de ovo, M. Cassab; bowl ao escovado, Spicy; bowl cermica, Artmix; chaleira com infusor Bodum, M Cassab; doceira, Utilplast; esptulas de silicone e madeira, Artmix; batedeira stand mixer, Kitchenaid; faca com protetor de lmina, Spicy; colher medidora Joseph Joseph, Doural; porta-mantimentos de cermica, Mix and Match

  • arte

    56Li

    nden

    berg

    Comida artePara tocar ou chocar, alguns ingredientes comestveis sempre foram usados ao longo da histria da arte. Voc sabe quem so eles?Por Marianne PieMonte

    Retirar os objetos de seu lugar ou atribuir a eles novas funes e significados sempre foi pre-missa das artes e dos artistas plsticos. De tem-pos em tempos, sempre h algum em alguma parte do mundo conspirando contra a semntica (ainda bem!).

    Nesse jogo de colocar e tirar, penico j foi parar em museu e mudou o rumo da histria da arte. Como no celebrar o conceito que tornou Marcel Duchamp (1882-1968) reconhecido mundialmente, o ready-made, usado inicialmente na obra A Fonte.

    Muito antes de Duchamp (e, acreditem, tambm ante-rior a todo o movimento surrealista), o italiano Giuseppe Archiboldo (1527-1593) ficou famoso por recriar bustos e retratos a leo usando frutas, verduras e legumes no lugar dos narizes, olhos e bocas.

    Foi ele o pioneiro na utilizao de vegetais para compo-sio de rostos humanos. Sua srie intitulada Quatro Estaes pode ser considerada atualssima, j que o artista usava frutas da estao para diferenciar os pero-dos do ano. Nada mais orgnico.

    Alm de pintor, Archiboldo foi tambm decorador e estilista para as cortes mais prestigiadas da Europa. No entanto, suas pinturas, estranhas poca, fizeram com que crticos de arte acreditassem que o italiano era men-talmente perturbado ou louco.

    A sua obra influenciaria, mais tarde, no sculo 20, os

    pintores surrealistas (agora sim), sendo redescoberto por Salvador Dal. Em 1987, foi organizada em Veneza uma exposio de pintores surrealistas chamada The Archi-boldo Effect. Octavio Campo, Shigeo Fukuda e Sandro del Prete so outros artistas surrealistas que admitiram ser influenciados por esse italiano renascentista.

    Caviar e pasta de amendoim no MoMAEm 1995, o paulistano Vik Muniz ganhou reconheci-mento em Nova York com a srie Crianas de Acar. Eram ampliaes de fotos de crianas feitas com o material que d nome obra. Eram seus primeiros anos fora do Brasil e esses quadros estavam expostos em uma pequena galeria. No entanto, Charles Haggan, crtico de artes do New York Times, que flanava por l, reconheceu o talento dele e uma boa crtica o colocou nos melhores museus dos EUA.

    De l para o Metropolitan Museum of Art e Gugge-nheim foi um pulo. E logo em seguida, O Museu de Arte Moderna (MoMA) o escalou para a exposio New Photography, a grande porta para o mundo nova--iorquino da fotografia.

    Hoje, Vik considerado por muitos crticos de arte um dos artistas mais inquietos e produtivos de sua gerao. Seus materiais so caviar, chocolate, sucata, diamantes, macarro e papel picado. Ele transforma essas coisas em imagens em geral, retratos e depois as fotografa. Fez um retrato da bela Monica Vitti com diamantes e uma Monalisa de pasta de amendoim. Lau

    ra P

    adge

    tt

  • arte

    58Li

    nden

    berg

    mostra foi a dolorosa morte de sua irm, aos 24 anos, vtima de um cncer no crebro. Comecei a meditar sobre o que tinha e o que tinha perdido. O sal um ingrediente bastante usado nos fune-rais orientais, por isso eu o utilizo. Passei a produzir esses labirintos como um dirio dessas meditaes, disse Motoi, em recente entrevista ao The Times.

    Essas sries comearam a viajar o mundo em 2001. Para realiz-la, usa apenas uma garrafa plstica para polvilhar o sal pelo cho e as mos.

    Cada obra leva, em mdia, duas semanas de trabalho com 14 horas dirias, ele tambm faz escadas de sal (Utsu-semi). A ideia fazer um comparativo do quo somos frgeis perante os terremotos. Para demonstrar isso, aps terminar cada escadaria ele simula um pequeno tremor para que os visitantes de suas exposies possam ver essa destruio. Salgadamente legaus!

    Na contramo da delicadeza japonesa de Motoi est o polmico Ai Weiwei. O chins que j foi proibido de deixar o seu pas para receber prmios, como o Nobel de 2012, levou 150 toneladas de rplicas de sementes de

    girassol feitas de porcelana e pintadas mo para o centro do Turbine Hall, da Tate Modern, em Londres.

    O monte de falsas sementes de girassol de Weiwei entrou para o acervo do museu ingls por 100 milhes de libras.

    As sementes de girassol, que so um tradicional lanche de rua na China, tm para o artista um significado poltico. Durante a revoluo cultural do pas propagandas mostra-vam Mao passando por campos de girassol, numa aluso boa situao da China.

    Graas a seu trabalho com as sementes, ele foi consi-derado uma das pessoas mais poderosas do mundo das artes em 2011.

    Filmado entre 2007 e 2009, o documentrio Lixo Extraor-dinrio retrata o trabalho de Vik Muniz em um dos maio-res aterros sanitrios do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro.

    O filme ganhou indicao ao Oscar e sua obra foi leilo-ada na Sothebys, de Londres. A reproduo do quadro A Morte de Marat (1793), do francs Jacques-Louis David, que fez usando o lder sindical Tio como modelo e lixo de Gramacho para montar a obra, , alm de tocante, o mais novo master piece do mercado internacional de arte.

    Fome dos olhosEm 1993, o goiano Siron Franco tambm aumentou sua popularidade com a mistura de arte e comida. Ele fez um quadro com a figura do socilogo Herbert de Souza, o Betinho, desenhado com os alimentos da dieta nacional: gros de arroz, de feijo, de milho, bife e batata.

    O trabalho virou capa da revista Veja, na edio de 29 de dezembro daquele ano, e tornou-se smbolo da campanha nacional contra a fome, que tinha o socilogo como grande lder e inspirador do movimento.

    Mais recentemente, Marcos Reis Peixoto, o Marepe, fez a

    alegria das crianas de Santo Antnio de Jesus, sua cidade natal na Bahia, com a obra Palmeira Doce (2001).

    No dia de Cosme e Damio, o artista amarrou 4.500 sacos de algodes-doces no tronco de uma rvore, no meio de uma praa. A pea, que se desmanchou em minutos, diz muito sobre sua produo. Marepe trabalha com as memrias da infncia e a cultura do nordeste do Pas.

    Suas obras j ocuparam a galeria Luisa Strina, em So Paulo. Na exposio ltimos Verdes, moringas, tampos de ralos, funis e camas desmontveis so matrias-primas para instalaes engraadas e poticas. Marepe no s um dos nomes mais importantes da cena brasileira, como tambm transita com frequncia pelo cenrio internacio-nal. J exps, por exemplo, na Tate Modern de Londres e no Centre Georges Pompidou, em Paris.

    Delicadeza fugazA distncia, parece uma renda delicada, com tramas bem midas. Mas de perto, so labirintos e padres confusos que criam caminhos interligados. O trabalho do japons Motoi Yamamoto poesia concreta. Feita com sal.

    A inspirao para as instalaes que se desfazem a cada fotos

    divu

    lga

    o

    na pgina anterior, figura de Giuseppe archiboldo, parte da srie Quatro estaes, feita com frutas e vegetais da estao no sculo 16

    Crianas de acar, trabalho de Vik Muniz apresentado em nova York nos anos 1990

    na pgina ao lado, a delicada trama feita com sal do japons Motoi Yamamoto e Mas do Amor, do brasileiro Marepe

  • 60Li

    nden

    berg

    Pessoal e intransfervel

    Assim esse Lindenberg: o retrato fiel dos desejos de um casal que h mais

    de uma dcada vinha imaginando como seria quando mudarmos...

    Por Mai Mendona | Fotos roMulo Fialdini

    perso

    nna

  • 62Li

    nden

    berg

    Na pgina anterior, vista do living com tela de Rodrigo de Castro

    Sala de tev, com as paredes forradas de cedro rosa lavado e obra de arte de Marcos Benjamin

    Na pgina ao lado, o destaque da sala de jantar a foto de Caio Reizenwitch

    A impresso que voc est em uma casa cercada por terraos e rvores. Mas a segurana a de um edifcio dotado com a mais moderna tecnologia, hall de entrada e porteiro. Era isso que, por mais de uma dcada, os proprietrios desse apartamento procuravam para se mudar de onde viviam desde o casamento. Pais de dois filhos saindo da adolescncia, a dupla buscava a sensao de viver em uma casa segura e confortvel. Encontraram em um Lindenberg de poucos andares, muito espao e uma sensacional vista da cidade.

    Foi a generosidade do living e a maneira como ele se integrava s salas de tev e de jantar que encantaram o casal. Por conta da possibilidade de personalizao dos apartamentos na planta que a Lindenberg oferece, a nica alterao na rea social foi feita durante a construo, e foi a incorporao do terrao sala de estar, que ficou mais banhada pelo sol da manh. O piso da varanda foi elevado para ficar no mesmo nvel da sala, explica a decoradora Fernanda Cunha Bueno, que em parceria com a dona da casa responsvel pela decorao do apartamento. J a rea ntima sofreu alteraes projetadas pelo arquiteto Marcos Tomanik, que transformou o corredor e as quatro sutes originais em trs sutes bastante confortveis, sendo que o quarto do casal, com direito a dois closets, dois banheiros, um deles com banheira de hidromassagem, parece que estamos em uma casa grande, palavras da dona da casa. O corredor ficou mais amplo e foi cercado por vrios armrios criando uma rouparia. Foi uma reforma demorada, mas valeu a pena, conta Fernanda Cunha Bueno, que enquanto esperava o fim da obra garimpava as peas que mais combi-navam com o apartamento e o estilo de vida do casal que vive cercado de amigos e gosta bastante de receber. O interessante dessa planta que, mesmo que todos os ambientes se integrem, eles tm certa privacidade. Em uma festa os convidados podem se espalhar por todo o apartamento sem se isolar, e at os terraos acabam sendo usados, ressalta a decoradora.

    perso

    nna

  • 64Li

    nden

    berg

    A reforma da rea ntima permitiu que o quarto do casal ganhasse proporces mais generosas

    Na pgina ao lado, do living possvel ver a ligao da sala de tev e sala de jantar com a de estar e tela de Vicente Kutka A Alhambra, em Granada, impressiona pela histria e beleza

    Um dos muitos terraos que cercam todo o apartamento e detalhe com rinoceronte comprado na frica

    O tom do projeto criado para a dupla segue a mxima: o que o casal gosta. Afinal, so eles que tm de gostar, ressalta Fernanda, que fez um estudo do histrico do ca-sal, o layout da circulao e a partir da comeou a decorao. Dos mveis e objetos do antigo apartamento apenas algumas peas foram escolhidas. Poltronas e sofs, que ganharam novos tecidos, alguns mveis de famlia, uma mesinha de mrmore, uns poucos objetos e uma tela de Vicente Kutka que acompanha a dupla desde os anos 1990, e est instalada no living. O resto foi escolhido a dedo pelo casal, e a decorao feita passo a passo para que tudo ficasse como eles queriam.

    A ateno aos detalhes foi tamanha que, na sala de tev que teve as paredes forradas com madeira cedro rosa lavado, a medida do assento do sof de camura foi milime-tricamente calculada para proporcionar maior conforto. O lustre de murano da sala de jantar veio de navio de Milo, e as cores dos tecidos dos estofados foram minu-ciosamente selecionadas como se fossem as tintas para uma obra de arte. Costumo desenhar mo tudo o que tenho em mente, assim o resultado final de um projeto como uma cartela nica de cores para aquele cliente, conta Fernanda Cunha Bueno que iniciou a sua carreira como designer de interiores, em 1988, na loja Armazm de Mveis, e depois com a sua me, a decoradora Geg dOrey da Cunha Bueno, explica Fernanda Cunha Bueno.

    Vicente Kutka no reina sozinho nas paredes desse apartamento confortvel e agra-dvel. Wakabayashi e o arquiteto portugus e artista plstico Pedro Kroft dividem as honras no living, ao lado de uma placa de cobre com papier mach de Hilal Sami Hilal e de uma obra do filho de Amilcar de Castro, Rodrigo. Na sala de tev a estrela Marcos Benjamim, que divide as atenes com um simptico desenho de uma artista annima comprado na rua em Paris, enquanto quem domina a sala de jantar a foto-grafia de Caio Reisewitz. H 14 anos penso nos menores detalhes desse apartamento. Sempre soube exatamente como ele seria. Ainda vou mudar uma ou outra coisa, mas estou feliz com o resultado harmonioso, arremata a proprietria.

    perso

    nna

  • turi

    smo

    66Li

    nden

    berg

    turi

    smo

    Dib

    aer

    Palmeiras que balanam ao vento, o burburinho dos mercados, as miragens do deserto enfeitiam os viajantes por juliana a. Saad

    Quando decidi embarcar rumo ao Marrocos buy the ticket take the ride, como dizia o escri-tor americano Hunter S. Thompson tinha em mente um pas extico recortado por paisagens des-lumbrantes e cheio de aventuras. Foi isso mesmo que encontrei nos dias que passei l. Do passeio de camelo noite dormida em uma tenda em pleno deserto do Saara, perto de Merzouga, da Medina de Fez aos pi-cos nevados do Atlas e s palmeiras de Ouarzazate, dos desfiladeiros de Dades e Todra ao burburinho de Ca-sablanca, muitas paisagens rolaram. Mas foi em Mar-rakesh (chamada de Red City devido cor avermelhada da terracota que recobre os edifcios da cidade e traz

    uma luminosidade diferente) que vi cristalizar a aura que enfeitiou gente do naipe de Yves Saint Laurent. O estilista manteve at a sua morte um endereo no lindo Jardin Majorelle, hoje aberto ao pblico com suas construes em azul-cobalto e espcies exticas de plantas, com direito ao recente Muse Berber que exi-be joias, roupas e adereos simplesmente inacreditveis do povo brbere. O espao tem tambm uma lojinha de um bom gosto mpar que vende desde cafts e bijoux a acessrios para casa e sabonetes perfumados. Ao final do passeio vale parar no caf/restaurante para comer sob a sombra gostosa do ptio e bicar docinhos acom-panhados de ch. Must go total.

    Jornada pelo Marrocos

    Apaixonado por Marrakesh Yves Saint-Laurent era dono do Jardin Majorelle Boutique, essa bela casa azul cobalto

  • turi

    smo

    68Li

    nden

    berg

    Mistrios e fascnio da Red City A mystique de Marrakesh sempre fascinou e atraiu escritores (Ginsberg, Paul Bowles, Burroughs), astros de rock (Mick Jagger, John Lennon), a nata do cinema (Hitchcock), celebridades (Yves Saint Laurent, Talita Getty) e continua a exercer esse poder. Pelas ruas ouve-se facilmente uma babel de idiomas falados por turistas e pelos prprios locais que, no af de agradar e vender, expressam-se (ou tentam) em espanhol, italiano, ingls e o que for mais conveniente na hora. simples meno de Brasil, recitam obrigado a todo momento.

    Encravada em meio Medina (a parte antiga e murada da cidade) est a sua principal atrao, Djemaa el Fna, praa que ondula com o movimento ferico de acrobatas, conta-dores de histrias, encantadores de serpentes, danarinos e msicos. noite, barraquinhas de comida iluminam o enorme espao e atraem os viajantes que tentam fazer parte, ao menos por algumas horas, de um dos lugares mais mticos da cidade, que se junta ao Palcio Bahia, Mesquita Koutoubia e aos picos nevados das Montanhas Atlas que circundam a cidade.

    A Cidade Vermelha, com a Medina recortada por sinuo-sas ruelas e dividida em souks (mercados) especializados em itens to fundamentais como babouches, joias de pra-ta, especiarias, artigos de couro, tnicas, peas entalha-

    das, perfumes, tapetes... uma infinidade de itens que cap-turam rapidamente a ateno. As lojinhas e portinhas tm vendedores espertssimos ( preciso pechinchar, sempre, faz parte de sua cultura) e revelam inacreditveis tesouros de riads a restaurantes com ptios e fontes.

    A tradio oriental de banhos pblicos, os hammans, deve ser conferida e acompanhada pelas massagens e gommages que deixam o corpo e alma brilhando e perfumados. Os bons hotis tm os seus prprios, que tambm combinam spas. Hospedagem em MarrakeshOs riads (construes de dois, trs andares com terraos, fontes e ptios internos, no estilo andaluz que viceja no Marrocos) so uma maneira muito original e charmosa de hospedagem, possvel apenas naquela parte do mundo. Fechadas por muros, essas pousadas deluxe, como o delicioso Riad et Palais des Princesses, revelam-se verdadeiras joias, com sutes decoradas com bom gosto e refinamento, terraos com vista para o pr do sol, caf da manh com delcias locais, servio gentil e sutilezas e do acesso s labirnticas ruelas da Medina. Uma experincia que vale ser vivida.

    Kasbah Tamadot Exalando exclusividade, o refgio de sir Richard Branson no Marrocos um dos lugares mais falados dos ltimos tempos. A uma hora de carro de

    Marrakesh, oferece a opo de hospedagem em tendas brberes (ultraluxuosas, bien sr), alm de sutes com vista espetacular para os picos gelados das montanhas de mesmo nome. Spa, hamman, ptios, piscinas, restaurantes, carta de vinhos, alm de pomares e jardins, como s os ingleses sabem fazer, completam o servio perfeito e discreto. Dependendo da disponibilidade, o hotel aceita reservas de no hspedes para day spa e tambm para almoo em seu restaurante Kanoun, chefiado pelo neozelands Lee Cowie. A comida tem a vertente marroquina com toques modernos e sotaque francs. Tamadot do tipo tem-que-ir.

    Ville des Orangers Com assinatura Relais Chteaux e prximo Mesquita de Koutoubia, ainda dentro da Cidade Antiga, esse hotel ergue-se como um osis de bem-estar em meio a jardins verdejantes. Apresenta estilo rabe-andaluz, com uma atmosfera de elegncia e glamour. A beleza, conforto e sofisticao das acomodaes e instalaes inspiram. O magnfico restaurante tem adega altura. Vale desfrutar dos ptios, sutes, piscinas, spa, hamman e riad privativo.

    Tajines, tmaras e ch de mentaRestaurantes atraem com delicadas preparaes onde se sobressaem os tajines perfumados (cozidos de carnes e le-gumes feitos e servidos no recipiente cnico de mesmo

    Em meio Medina, a parte murada da cidade, uma das atraes o Palcio Bahia

    Abaixo, o conforto de uma das sutes do Ville des Orangers

    O hotel Kasbah Tamadot, um dos mais festejados do

    momento, do tipo tem-de-ir, nem que seja para provar as

    delcias do restaurante

    Abaixo, lanternas vendidas nas lojinhas do souk

    nome) de cordeiro, tmaras, frango e limo, e os couscous bem temperados, alm da pastilla (uma torta de massa folhada com recheio de carnes e verduras) e a doaria marroquina acompanhada pelo ch de menta que exige todo um ritual performtico para ser servido. A decorao da maioria dos lugares sempre um captulo parte, com tons quentes, mveis entalhados, mesas baixas e almofa-das, tecidos bordados e servio de prataria e louas feitos para servir e atordoar o olhar.

    O melhor endereo para comer bem em Marrakesh o Al Fassia, um restaurante comandando por mulheres que evoca suspiros de satisfao e recebe elogios em profu-so devido sua culinria marroquina delicada e impe-cavelmente executada. Reserve uma mesa, mergulhe nos aromas e entenda por que esse templo da gastronomia vive lotado de turistas, expatriados e locais. O Les Trois Saveurs (dentro do hotel La Maison Arabe) com mix mar-roquino, francs e oriental agrada em cheio. Para uma experincia bem tpica, o Le Tobsil e o Dar Es Salam so eventos parte, com decorao grandiosa, show de dana do ventre, menu extenso e msica ao vivo que remetem ao pastiche das Mil e Uma Noites. Valem pela diverso. O restaurante Le Marocain, situado no belssimo Hotel La Mamounia, uma experincia que deve ser vivida sob a luz da lua, no terrao, com o perfume dos jardins se misturando aos sabores dos pratos.

    Jadi

    s

    Kar

    el S

    choo

    neja

    s

    Phi

    lip S

    held

    rake

    Mau

    ro M

    arce

    lo A

    lves

  • turi

    smo

    70Li

    nden

    berg

    No desertoOptamos por chegar ao Marrocos atravs do sul da Es-panha. Pegamos um vo executivo da Singapore Airlines rumo a Barcelona, passamos trs dias na cidade para passear, comer e beber bem. Depois seguimos de trem rumo ao sul do pas, com paradas em Valncia e Gra-nada. A partir de Algeciras, atravessamos o estreito de Gibraltar de ferry boat e atracamos em Tnger. De l, pegamos um trem para Fez, onde um motorista nos es-perava com uma Toyota Land Cruiser GX e um guia local, que nos desvendou os mistrios da cidade. Par-timos rumo a quatro dias de aventuras pelo interior do pas, destino que nos levaria a percorrer o Vale de Ziz pelas montanhas do Mdio Atlas, a floresta de Cedros, o Vale das Rosas passando por osis com as esplndidas palmeiras de Tinerhir, o desfiladeiro de Todra e as dunas de Merzouga e Ouarzazate. No caminho, acampamento nmade, paisagens que iam da aridez do deserto aos ina-creditveis cedros e palmeirais e imensos desfiladeiros. O ponto alto foi entrar no deserto montados em came-los, ao cair da tarde vendo o sol tingir sombras nas areias cinticas e o mundo se fechar em tons avermelhados, enquanto os dromedrios se movimentavam com tran-quilidade rumo ao acampamento. A travessia, de cerca de 2 horas, mostra o dia virar noite envolvendo vozes dis-tantes e fumaa mostrando que, aps a prxima duna, h um acampamento. Estrangeiros de partes dspares do mundo (escoceses, japoneses, chineses, australianos e ns, brasileiros) reunidos para admirar e sentir as be-lezas do deserto. Cada um acomodado em sua tenda de tapete e convidados a jantar na tenda-restaurante onde tivemos uma refeio surpreendentemente boa, com ta-jine de legumes e cuscuz. Aps o jantar, papos em torno

    da fogueira e cama, isto , um catre na cabana quen-tinha. No dia seguinte, despertamos ao raiar do sol e retornamos lentamente seguindo os raios que abriam caminho na areia, de volta ao mundo do asfalto e rumo a mais um dia de imerso nas profundezas do Marrocos. A experincia foi, em todos os sentidos, fascinante.

    Servio sul da Espanha alhambra.org, cac.es (Cidade das Artes e Cincias)

    Servio Marrocos akbardelights.com / Moor, endereos para garimpar tnicas, bolsas e acessrios | alfassia.com, reserve uma mesa nesse restaurante e se entregue ao menu | authentic-morocco.com / anaam-tours.com, para tours e trekkings pelo pas | daressalam.com, restaurante tpico com direito a jantar e show de dana do ventre | jardinmajorelle.com, para conhecer o refgio de Yves Saint Laurent e o Muse Berber | kasbahtamadot.virgin.com, refgio encravado aos ps dos Atlas. Must go | lamaisonarabe-hotel.com, dentro da Medina acomoda o restaurante Les Trois Saveurs | Le Tobsil: 22 Derb Abdellah ben Hessaien, Bab Ksour, Marrakesh (00 212 2444 4052) | madein-marrakech.com, artesos e lojas reunidos em um nico endereo | mamounia.com, fora a beleza do parque que circunda o tradicionalssimo hotel, o spa, o bar e o restaurante Le Marocain valem a visita | riadetpalaisdesprincesses.com riad charmoso em meio Medina de Marrakesh | terrassedesepices.com, em meio Medina, um lounge com comida leve, sucos e msica | villadesorangers.com, vila de luxo da cadeia Relais Chteaux dentro da cidade antiga

    Sul da EspanhaChegar ao Marrocos pelo sul da Espanha como fazer um vestibular de Histria. A presena rabe to forte na Andaluzia que nos oferece uma anteviso onrica do que vamos encontrar nas seculares cidades marroquinas, sobretudo atravs de Granada e seu impressionante conjunto de edifcios de Alhambra. Ali, a riqueza de detalhes nos prticos, sales, janelas e ptios internos mostram um tempo de fausto e conquistas do estado muulmano, de 711 at 1492, quando ocorreu a expulso dos mouros pelos reis catlicos. Detalhe: necessrio agendar pela internet a visita aos Palacios Nazares, a parte mais soberba de Alhambra; pode-se ficar apenas 30 minutos l dentro. Os outros prdios e monumentos podem ser acessados com o ticket normal.

    Antes de chegar a Granada, desde Barcelona, a cidade de Valncia uma escala que tambm impressiona. Mescla de edificaes histricas com modernssima arquitetura, tem uma vida noturna vibrante com centenas de barras, bares e clubes noturnos com movimento at a madruga-da. Passeie por Canovas, Juan LLorens e a Avenida de Aragn e, se for vero, as praias ao longo do Mediterrneo so um convite para festas interminveis. Destaque abso-luto na cidade: a Cidade das Artes e Cincias, incrvel com-plexo futurista de museus de autoria do clebre arquiteto espanhol Santiago Calatrava.

    A rica arquitetura de Alhambra, em Granada, impressiona pela histria e beleza

    O amanhecer no deserto do Saara solta sombras dos aventureiros na areia

    Toni

    Cas

    tilo

    Tom

    Raf

    tery

    turi

    smo

    Mau

    ro M

    arce

    lo A

    lves

  • cozi

    nh

    a72

    Lind

    enbe

    rg

    Ningum vai a Barcelona apenas para conhecer a Plaza Catalua, Casa Batll, La Pedrera, Park Gell, Sagrada Familia e Las Ramblas, entre outros estonteantes pontos tursticos. Entre uma emoo e outra preciso recuperar as foras e a capital catal no deixa por menos ela uma fonte permanente de restaurantes e bares onde a qualidade dos ingredientes vem acompanhada, quase sempre, de uma leitura moderna e atraente dos pratos. Aqui, algu-mas indicaes seguras.

    Dos Palillos de Albert Raurich, chef executivo por 11 anos do mtico El Bulli, de Ferran Adri. Sua especialidade so as tapas com influncia asitica e o melhor ali optar por um dos dois menus-degustao, o primeiro com 14 e o segundo com 18 tapas, servidos no salo interno com esfuziante cor vermelha, a cha-mada barra asitica. No balco entrada escolhe-se livremente no cardpio com quase 40 alternativas dife-rentes. A delicadeza est presente em todas as prepa-raes do Dos Palillos, como no recriado sunomono de algas frescas e moluscos ou no wok de verduritas com lulas e germinado de coentro. Uma delcia o dumpling, massinha ao estilo chins recheada com lagostins e uma celestial fatia de toucinho ibrico por cima, assim

    como o suave ta