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  • Coordenao de Apoio Tcnico s Micro e Pequenas Empresas - CATECentro de Tecnologia Mineral - CETEM

    Ministrio da Cincia, Tecnologia e Inovao - MCTI

    LAVRA DE ROCHAS ORNAMENTAIS

    Francisco Wilson H. VidalTecnologista Snior

    Jos Roberto PinheiroEng. de Minas

    Nria Fernndez CastroTecnologista Pleno

    Adriano Caranassios Tecnologista Pleno.

    Rio de Janeiro, junho de 2014

    CCL-0002-00-14 CAPTULO DO LIVRO TECNOLOGIA DE ROCHAS ORNAMENTAIS:

    PESQUISA, LAVRA E BENEFICIAMENTO. Vidal, F.V.; Azevedo, H.C.A.; Castro, N. F. Rio de

    Janeiro: CETEM/MCTI. ISBN: 987-85 8261-005-3. p 153 - 257

  • Francisco W. H. Vidal,Hlio C. A. Azevedo eNuria F. Castro

    EDITORES

    CETEM/MCTIRio de Janeiro/2014

  • TECNOLOGIA DE ROCHAS ORNAMENTAIS: PESQUISA, LAVRA E BENEFICIAMENTO

    Editores: Francisco Wilson Hollanda Vidal - CETEM/MCTINuria Fernndez Castro - CETEM/MCTIHelio Carvalho Antunes de Azevedo CBPMAutores: Adriano Caranassios - CETEM/MCTI (In Memoriam)Anglica Batista Lima CPRM/MMEAntnio Rodrigues de Campos - CETEM/MCTICarlos Csar Peiter - CETEM/MCTICarlos Rubens Araujo de Alencar HEAD ParticipaesCid Chiodi Filho ABIROCHASDenise Kistemann Chiodi KISTEMAN&CHIODI Asessoria e ProjetosEunice Freitas Lima CETEM/MCTIFrancisco Wilson Hollanda Vidal - CETEM/MCTIHelio Carvalho Antunes de Azevedo CBPMIlson Sandrini ConsultorJos Roberto Pinheiro ALVORADA Minerao Comrcio e Exportao Ltda.Jlio Cesar Souza UFPELeonardo Cattabriga - CETEM/MCTILeonardo Luiz Lyrio da Silveira - CETEM/MCTILuciana Marelli Mofati - CETEM/MCTIMarcos Nunes Marques UNIMINASMaria Helosa Barros de Oliveira Frasc MHB Servios Geolgicos Ltda.Nuria Fernndez Castro - CETEM/MCTIRoberto Carlos da Conceio Ribeiro - CETEM/MCTIRoberto Cerrini Villas-Bas - CETEM/MCTIRonaldo Simes Lopes de Azambuja - CETEM/MCTI (In Memoriam)Rosana Elisa Copped da Silva - CETEM/MCTIVanildo Almeida Mendes CPRM/MME

    Colaboradores: Abiliane de Andrade Pazeto, Ana Cristina Franco Magalhes, Arquiteto Paulo Barral, Arquiteto Renato Palds, Carolina Nascimento Oliveira, Davi Souza Vargas, Diego Amador Rodrigues, Douglas Bortolote Marcon, Eder Fer-reira Framil, Eduardo Coelho, Eduardo Pagani, Gilson Ezequiel Ferreira, Hieres Vetorazzi, Hudson Duarte, Isabela Rigo, Jefferson Camargo, Julio Csar Guedes Correia, Marcelo Taylor de Lima, Marcione Ribeiro, Michelle Pereira Babisk, Ronaldo Frizzera Matos, Thiago Bolonini, Victor Ponciano.Capa: Bruno Dias Ferreira, Roger Ferreira de Lima, Ananda Menali Menezes RodriguesDesenhos: Cassiane Santos Tofano, Nuria CastroReviso Portugus: Danielle da Conceio Ribeiro, Vernica BareichaProjeto grfico/Editorao eletrnica: Vera Lcia do Esprito Santo, Thiene Pereira AlvesReviso: Carlos Rubens de Alencar

    O contedo deste trabalho de responsabilidade exclusiva do(s) autor(es)

    Tecnologia de rochas ornamentais: pesquisa, lavra e beneficiamento/Eds. Francisco W. H.

    Vidal, Hlio C. A. Azevedo, Nuria F. Castro Rio de Janeiro: CETEM/MCTI, 2013.

    700p.: il.

    1. Rochas ornamentais. II. Beneficiamento de minrio. I. Centro de tecnologia Mineral. II. Vidal, Francisco W. H. (Ed.). III. Azevedo, Hlio C. A. (Ed.). IV. Castro, Nuria F. (Ed.)

    ISBN 987-85-8261-005-3 CDD 553

    Agradecimentos

    Dedicatria in memoriam

    ANPO, Andreia Batista Teixeira, Antonio Augusto Pereira Souza (Fuji Granitos), Associao Ambiental Monte Lbano, Alvorada Minerao, Bruno Zanet, Cetemag, Comil Cotax Minerao, Decolores Mrmores e Granitos, Emanuel Castro (Revista Rochas), Elzivir Guerra (SGM/MME), Enir Sebastio Mendes (SGM/MME), Fernando Vidal, Flamart Acabamentos do Brasil Ltda., Flvia Karina Rangel de Godoi, Flvio Jos Silva, Fundisa, IEMA, Granfaccin Granitos, Granitos Collodetti, Granitos Zucchi, Ivar Costa, Luiz Zampirolli, Marbrasa Mrmores e Granitos, Mauro Varejo, Mine-rao Corcovado, Minerao Guidoni, Minerao Pagani, Minerao Santa Clara, Minerao Vale das Rochas, Nilza Hagai, Olvia Tirello (Centrorochas), Pedra Mosaico Portugus Cesar, Pedra Rio, Pemagran, Phillipe Fernandes de Almeida, Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim, Regi-na Martins, Rossittis Brasil S.A., Sindirochas, Tracomal Minerao, Volpi equipamentos.

    Nossa eterna gratido e reconhecimento aos colegas que no chegaram a ver esta obra conclu-da, mas que em muito contriburam com a sua elaborao e com o legado nela impresso:

    Gildo S Cavalcanti de AlbuquerqueAdriano CaranassiosRonaldo Simes Lopes de Azambuja

    ESTE LIVRO FOI FINANCIADO POR

  • Sumrio

    Agradecimentos

    Dedicatria

    Apresentao

    Prefcio

    Prlogo

    Sumrio

    Captulo 1: Introduo 15

    Captulo 2: Tipos de rochas ornamentais e caractersticas tecnolgicas 43

    Captulo 3: Pesquisa de rochas ornamentais 99

    Captulo 4: Lavra de rochas ornamentais 153

    Captulo 5: Aspectos legais das rochas ornamentais 259

    Captulo 6: Plano de aproveitamento econmico de rochas ornamentais 285

    Captulo 7: Beneficiamento de rochas ornamentais 327

    Captulo 8: Sade e segurana no trabalho 399

    Captulo 9: Resduos - tratamento e aplicaes industriais 433

    Captulo 10: O setor de rochas ornamentais no Brasil 493

    Captulo 11: A busca da sustentabilidade na produo e uso das rochas ornamentais 529

    Anexo 567

    Glossrio e dicionrio 587

  • Lavra de rochas ornamentais

    Captulo 4

    Francisco Wilson Hollanda Vidal, Eng, de Minas, DSc., CETEM/MCTIJos Roberto Pinheiro, Eng. de Minas, ALVORADA Minerao, Comrcio e ExportaoNuria Fernndez Castro, Enga. de Minas, MSc., CETEM/MCTIAdriano Caranassios, Eng. de Minas, DSc., CETEM/MCTI

  • 155Vidal, F.W.H. et al. : LAVRA DE ROCHAS ORNAMENTAIS

    1. Aspectos histricos da lavra de rochas ornamentaisO uso da pedra pelo homem remonta a tempos pr-histricos quando foi utilizada para a con-

    feco de utenslios domsticos, de armas para caa e guerra e como objetos sacros. Muito tempo mais tarde, por volta de 10.000 a.C., registra-se seu uso como elemento construtivo nas edificaes de cunho religioso e a partir de 8.000 a.C. nas de habitao e de defesa da cidades, que surgiam ento como unidade poltica e social na histria da humanidade.

    Especialmente na regio da Mesopotmia e no Egito, as rochas perpetuaram as figuras dos faras, deuses e outras personalidades importantes na forma de grandes esculturas. Uma rocha calcria de gr muito fina esculpida em ricos detalhes e pintada com cores vivas, e tambm rochas lustrveis, muito duras, como granito vermelho e quartzito preto ou rosa, que eram es-culpidos e polidos.

    Ainda na sua utilizao para grandes esculturas, teve importncia, para a histria da aplicao da rocha como elemento ornamental, a percepo de algumas propriedades de cor e textura do mrmore que permitiam esculpir figuras humanas com colorao parecida com a da pele. Coin-cidentemente, esta descoberta deu-se durante a predominncia da cultura naturalista da Grcia antiga, e teve como resultado uma grande produo artstica e arquitetnica durante o perodo Clssico da cultura grega.

    Foram tambm os gregos que levaram o uso do mrmore para o domnio pblico, fosse em es-cultura ou em arquitetura. Mas, por outro lado, deve-se aos romanos sua aplicao em construes privadas, como smbolo do status e riqueza de seu proprietrio.

    Na antiguidade, o uso das rochas ornamentais foi bastante restrito, principalmente por causa do sistema de propriedade das minas e das tcnicas disponveis. No antigo Egito, a mina ou jazida de onde eram retiradas as rochas ornamentais eram de propriedade dos faras. Na Grcia Clssica eram propriedades das cidades-estados, enquanto pelas leis romanas e do Imprio Bizantino as jazidas eram propriedades do tesouro do imperador. Cada um desses proprietrios de jazidas pos-sua tambm seus prprios tcnicos especializados na extrao e no beneficiamento primrio da rocha. Tais servios eram realizados por grandes contingentes de escravos, com o uso de tcnicas e ferramentas muito rudimentares.

    As metodologias e tcnicas desenvolvidas na Grcia e no Egito foram difundidas e evoluram jun-to com a expanso do Imprio Romano pela Europa, disseminando a tecnologia pelos seus domnios, como no caso dos calcrios e mrmores de Portugal que, embora j fossem utilizados desde o sculo 18 a.C., foram amplamente exportados para Roma e suas provncias. Inicialmente, Roma fazia uso do mrmore tipo travertino que se encontrava prximo cidade e, foi incrementando suas construes com os mrmores encontrados nas colnias, como aconteceu no perodo da ocupao da Pennsula Ibrica com os mrmores da regio norte do Alentejo, conhecida como Anticlinal de Estremoz, poca de que datam suas primeiras utilizaes fora das regies originalmente produtoras. Posteriormente, os romanos deslocando sua mo de obra escrava, passaram a realizar a extrao do mrmore das montanhas apuanas, cujo centro Carrara e onde so extrados at hoje os mrmores mais famosos do mundo. Muitos artistas das mais variadas pocas, dentre eles Michelangelo, iam s montanhas apuanas escolher no local o material adequado para as suas obras.

    A regulamentao do uso do subsolo como propriedade de interesse pblico somente veio apare-cer por volta do perodo Medieval, sendo realmente mais difundido j na Idade Moderna, mas o sis-tema de concesso do direito de lavra para a iniciativa privada j se fazia observar desde ento. Isto

  • 156 157CETEM/MCTI - TECNOLOGIA DE ROCHAS ORNAMENTAIS: Pesquisa, lavra e beneficiamento Vidal, F.W.H. et al. : LAVRA DE ROCHAS ORNAMENTAIS

    levou ao desenvolvimento, no ltimo sculo da Idade Mdia, de uma tradio tcnico-profissional na extrao e no beneficiamento de rochas ornamentais que, de uma forma ou de outra, sobrevive at os dias de hoje. Ao mesmo tempo as construes de grandes catedrais, edifcios pblicos e dos palcios da nobreza medieval nas mais importantes cidades italianas, deram grande impulso ao uso do mrmore como material n