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Maré de Notícias Obras na Rotunda do IC24 dentro de dias Director: Nuno Neves | Ano XXXIV N.º 1569 EUR 0.50 24/03/2009 Maré Desportiva Ténis Leonardo Tavares vence Open de Albufeira sem ceder qualquer set Maré de Cultura Tucátulá Ritmo, poesia e casa cheia no regresso do hip-hop ao auditório da Junta de Espinho Maré V iva Primeira Maré Esplanadas Permanentes APENAS UM PROJECTO SAIRÁ DO PAPEL DURANTE O ANO DE 2009 Nuno Lacerda e Susana Neves questionam opções urbanísticas Avenida Maia-Brenha, ainda desaproveitada, poderá ganhar um novo fôlego com a instalação prevista de novos bares e restaurantes Dos seis projectos em fase de avaliação pelas entidades de tutela, apenas o do Doo Bop na Praia da Baía, irá avançar com a construção Proprietários dos estabelecimentos confiam no valor dos projectos e estão empenhados em proporcionar uma nova dinâmica à cidade Maré de Conversas Arquitectura em Espinho

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Edição de 24 de Março de 2009 do Jornal Local Semanal Generalista do Concelho de Espinho

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Maré de NotíciasObras na Rotunda do

IC24 dentro de diasDirector: Nuno Neves | Ano XXXIV N.º 1569 EUR 0.50 24/03/2009

Maré DesportivaTénis

Leonardo Tavares vence Open de Albufeira sem ceder qualquer set

Maré de CulturaTucátulá

Ritmo, poesia e casa cheia no regresso do hip-hop ao auditório da Junta de Espinho

MaréV iva

Primeira Maré Esplanadas Permanentes

ApenAs um projecto sAirá do pApel durAnte o Ano de 2009

Nuno Lacerdae Susana Neves

questionam opções

urbanísticas

Avenida Maia-Brenha, ainda desaproveitada, poderá ganhar um novo fôlego com a instalação prevista de novos bares e restaurantes

Dos seis projectos em fase de avaliação pelas entidades de tutela, apenas o do Doo Bop na Praia da Baía, irá avançar com a construção

Proprietários dos estabelecimentos confiam no valor dos projectos e estão empenhados em proporcionar uma nova dinâmica à cidade

Maré de ConversasArquitectura em Espinho

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mos de funcionamento, permitindo “trabalhar com maior segurança” e, por outro lado, “não depender tanto das condições climatéricas” como antes acontecia. Quanto às mudanças em termos de activida-de, elas vão incidir sobre a vertente de restauração que terá, segundo Constantino Carvalho, “um servi-ço mais elaborado”, embora ainda não estejam definidas totalmente quais serão as novidades a esse nível. De resto, o dono do Doo Bop não quer fugir muito à identidade do bar: “não vamos alterar o con-ceito do Doo Bop. Será um bar-concerto, que apostará na música ao vivo como iniciativa paralela”.

Uma vez concluídas as novas instalações, o Doo Bop poderá, nos termos que o Plano de Orde-namento da Orla Costeira (POOC)

determina, estar aberto ao longo de todo o ano, um trunfo que, para Constantino Carvalho, só o tempo irá sustentar: “o tempo é mestre e encarregar-se-á de nos mostrar se a aposta é válida ou não”. Op-timista, o gerente espera que, com esta iniciativa e com os arranjos à superfície da via-férrea, “a cidade se torne mais atractiva”. “Neste momento, a cidade diz pouco às pessoas de fora e o mercado de Espinho é demasiado curto para sobrevivermos para além do Ve-rão”, sublinha. Pioneiro neste tipo de projecto, o Doo Bop, segundo o responsável, “não quer ser um exemplo isolado”. “É importante” acrescenta, “que os outros projec-tos avancem para dar vida à cida-de”.

Um dos projectos que aguarda

O tempo soalheiro chegou mas escasseiam sítios para o apreciar convenientemente na marginal da cidade. Isto porque os projectos para a instalação de esplanadas permanentes ainda não foram aprovados, havendo, neste mo-mento, seis projectos remetidos para a Administração Regional Hidrográfica - organização na de-pendência da Comissão de Coor-denação e Desenvolvimento Re-gional do Norte - e destes, apenas um está em fase adiantada, o do bar Doo Bop na praia da Baía.

Constantino Carvalho, um dos proprietários do espaço, congratu-la-se com a aprovação do projecto e adianta estar para breve o início da construção da estrutura perma-nente que permitirá ao estabeleci-mento funcionar ao longo de todo o ano. “Creio que, mais semana menos semana, vamos arrancar com a construção”, garante. “Hou-ve alguns atrasos que nos irão cus-tar parte do Verão mas estamos no bom caminho”, acrescentou. Nes-ta altura, o Doo Bop tem já todo o projecto delineado, dependendo, segundo o seu responsável, do avanço da empreitada “para não perder muito mais tempo”.

Estabelecer-se como um bar per-manente era um objectivo previsto já para a última época balnear. No entanto, devido a questões buro-cráticas foi impossível avançar com a ideia: “éramos para ter iniciado já no ano passado mas o decreto saiu muito em cima do Verão e já não havia tempo suficiente para avançar”. “No final da época bal-near”, esclarece Constantino Car-valho “começámos então a pensar no plano definitivo para ficar o ano todo e, depois de termos o projec-to de arquitectura concluído, foi só seguir com as burocracias”. A nova estrutura que o Doo Bop irá implementar será completamente nova e terá um âmbito de funcio-namento mais alargado: “uma vez que estamos implantados na areia e a lei impede o uso de outro tipo de material, vamos criar uma es-trutura de madeira com uma área coberta muito maior, de cerca de 150 m2 e uma esplanada de 80 m2”. Para o empresário, trata-se de uma clara mais-valia em ter-

Esplanadas pErmanEntEsainda não são para EstE ano

Esplanadas permanentes

“neste momento, a cidade diz pouco às pessoas de fora e o mercado de Espinho é demasiado curto para sobrevivermos para além do Verão”

Estão previstas há vários anos mas a maior parte ainda não saiu do papel. as esplanadas concebidas

para funcionarem ao longo de todo o ano ainda não vão arrancar este Verão e, de todos os projectos já apresentados às autoridades, apenas o do bar doo Bop já se encontra pronto a iniciar construção.

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parecer favorável para avançar é o do Marbelo, no fundo da Avenida Maia/Brenha. “O nosso projecto está em andamento, foi remeti-do às autoridades competentes e estamos a aguardar a avaliação”, esclarece o seu proprietário, Luís Carvalho. Para este ano, o respon-sável vê “com muita dificuldade” a resolução do processo antes do início da época balnear. “Es-tas coisas”, reforça, “levam o seu tempo, uma vez que, para além das respectivas licenças, envol-vem depois a adjudicação da obra e o tempo de construção”. Na me-lhor das hipóteses, admite Luís Carvalho, a construção do “novo” Marbelo avançará no final do Ve-rão: “tenho a expectativa de poder arrancar com a construção logo após o término da época balnear.

Se isso acontecer conto, no próxi-mo ano, por esta altura, já ter todo a estrutura concluída”.

O projecto para as instalações permanentes do Marbelo é ambi-cioso, segundo nos contou Luís Carvalho. A estrutura terá cerca de 500 m2 no total, dividida entre o sector de bar, esplanada, zona de restauração e apoios de praia, como as casas de banho e os bal-neários públicos. “É um projecto de grande valor, feito pelo arqui-tecto Manuel Ventura, que poderá ser uma mais valia para a cidade, com um espaço agradável e har-monioso”, assegura o proprietá-rio. A ambição, no entanto, pare-ce enquadrar-se na perfeição no local privilegiado onde se encon-tra situado o Marbelo. “Aquela é uma zona de lazer por excelência

e com grande potencial turístico”, sublinha Luís Carvalho, como tal “só faria sentido criar um espaço que fosse um valor acrescentado do ponto de vista arquitectóni-co”. “A própria Câmara Municipal de Espinho”, sustenta Luís Car-valho, “alertou para que todas as construções fossem projectadas por pessoas conceituadas e que valorizassem aquela zona da ci-dade”. O responsável do Marbelo espera que, no futuro, o novo es-paço possa contribuir para que a Avenida Maia/Brenha ganhe uma nova vida. “É uma zona propícia ao lazer, à música e todo o tipo de animação, uma vez que não tem habitações por perto e não tem um impacto negativo em termos de ru-ído”, conclui.

Esplanadas pErmanEntEsainda não são para EstE ano

marbelo tem projecto de construção de 500 m2, com novos serviços e apoios de praia. proprietário diz tratar-se “de uma mais-valia para aquela zona cidade”

pacha a aguardar decisão judicial

o exemplo logo aqui ao lado

No último ano, estranhou-se a ausência de um dos bares mais antigos e mais representativos do Verão em Espinho. O Pacha, que ocupa o lugar central em frente às escadas da praia da Baía, não abriu e especulou-se muito acer-ca das razões que conduziram a essa situação. Fonte próxima da gerência do estabelecimento esclareceu-nos que uma decisão camarária de última hora con-duziu a atrasos irremediáveis na montagem da estrutura que há 20 anos suporta o funcionamento do bar e, posteriormente, já não

haveria grande justificação, em plena época balnear, para montar um espaço que apenas funciona durante três meses por ano. As di-vergências entre a autarquia e os proprietários do estabelecimen-to avançaram para a via judicial, aguardando-se, neste momen-to, a decisão para se saber se o Pacha vai ou não arrancar ainda este Verão. À semelhança de ou-tros concessionários, o Pacha tem também já aprovada a sua estrutura permanente que só irá avançar caso a decisão do tribu-nal seja favorável.

O município de Gaia fez uma aposta declarada na valo-rização da sua zona costeira e nela se incluíram naturalmen-te a melhoria dos espaços à beira-mar. Ao contrário de Es-pinho, que ainda não tem qual-quer esplanada permanente e a funcionar todo o ano, os con-cessionários em Gaia avança-

ram em grande número com os seus projectos na última épo-ca balnear. Em 2008, cerca de 90% das esplanadas de praia foram concluídas e hoje a costa de Gaia está repleta de estabe-lecimentos abertos ao público ao longo do ano, que atraem milhares de pessoas mesmo em período de Inverno.

projectos na avenida maia-BrenhaA Avenida Maia/Brenha po-

derá ganhar vida nova graças aos projectos que, neste mo-mento, se encontram em fase de avaliação pelas autoridades que tutelam a zona balnear de Espinho. Ao todo, são três os estabelecimentos pensados para a marginal norte da ci-dade, sendo que há um que já está em fase mais adiantada

de candidatura. Trata-se de um restaurante que ficará próximo do Cabana, do lado sul daque-le emblemático estabelecimen-to. Apesar de estar já bem en-caminhado, este projecto não deverá, segundo fonte próxima do responsável, iniciar a sua construção antes de 2010. Os restantes ainda estão em estu-do.

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Poderá estar mais próximo do que se pensava o melhoramento das instalações da Polícia de Se-gurança Pública (PSP) em Espinho. Após cerca de três anos de obras, a agora Divisão Policial de Espinho recebeu a visita do Secretário de Estado da Administração Interna, Rui Sá Gomes, que se inteirou das remodelações feitas, mas princi-palmente das carências de que as instalações padecem. “É um edifí-cio estruturalmente mal dividido e muito desigual, com partes relati-vamente aceitáveis e outras muito más”, desabafou o Secretário de Estado.

Na parte mais antiga das instala-ções, vê-se um edifício “a necessi-tar de obras de vulto” e, na parte remodelada, há um espaço muito amplo, mas “que requer um melhor aproveitamento”. “Parece que foi feita uma manta de retalhos”, lan-çou Rui Sá Gomes.

O alojamento para cerca de 30 pessoas é o

problema mais imediato da Divisão

Sobre as obras a implementar, o representante do Ministério da Ad-ministração Interna espera agora pelo projecto que será apresentado pela própria PSP, e que depois irá para aprovação da Direcção Geral de Infraestruturas e Equipamentos. O comandante da Divisão, comis-sário João Cristina Marques, alerta para o alojamento, que “é a parte

mais crítica pois cerca de 70% do efectivo não é de cá e temos aqui 30 pessoas por noite”. Recorde-se o incêndio ocorrido há poucas semanas, e que obriga a que ago-ra durmam 12 pessoas num único quarto.

A Câmara Municipal já se mos-trou disponível para ceder mais espaço à PSP, nomeadamente um armazém abandonado mesmo ao lado da esquadra. O comandante distrital de Aveiro da PSP, inten-dente Manuel Gomes do Vale, re-lembra que “há um programa que tem em conta estas necessidades e esperamos que Espinho esteja dentro das primeiras prioridades”. Rui Sá Gomes alerta, no entanto, para a complexidade das obras, di-zendo que deverá ser feita “de for-ma faseada”.

A visita do Secretário de Estado da Administração Interna foi prece-dida de uma cerimónia na Câmara Municipal, onde Rui Sá Gomes foi peremptório em afirmar que a pas-sagem da secção policial de Espi-nho a Divisão não se tratava “de um favor”, mas de “justiça”. “Não se trata de qualquer benesse”, disse, deixando a promessa de que “tudo farei para melhorar as condições da PSP de Espinho”, que agora é res-ponsável pela segurança das zonas de S. João da Madeira, St.Maria da Feira e Ovar. O representante do Governo aproveitou ainda para co-municar o reforço policial em 4500 homens, no qual “Espinho terá de ser contemplado”.

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Fomos para a rua perceber o im-pacto do início do estacionamento pago na cidade e é considerável a diferença entre o Espinho antes e depois da entrada em funcionamen-to dos parquímetros. Concorde-se ou não, esteja-se de acordo ou con-tra os objectivos desta medida, a verdade é que nunca no centro da cidade houve tantos lugares para estacionar os autómoveis. Parece que as pessoas se assustaram e fugiram para os espaços limítrofes. Agora é ver uma quantidade enorme de lugares vagos de estacionamento no centro, e os parques para o efeito apinhados. Se antes, os condutores fugiam destes parques por causa dos arrumadores, agora fogem do centro para não se depararem com os parquímetros que lhes ficam bas-tante mais caros.

Do dia em que os parquímetros começaram a funcionar, há a re-gistar, apesar de tudo, uma quanti-dade assinalável de veículos sem o ticket comprovativo do pagamento. Por esquecimento, por facilitismo ou mesmo por terem conhecimento de que a empresa responsável pela concessão dos parquímetros an-dará, durante pelo menos um mês, apenas a advertir os condutores, sem multar efectivamente.

As reacções de quem vem de car-ro para o centro de Espinho conse-guem tocar os extremos. Encontrá-mos quem considere a medida “um

disparate”. “Nesta cidade não tem lógica e ainda por cima acho caríssi-mo”, disse-nos uma habitante da ci-dade que tentava colocar 1,60 euros para deixar o carro estacionado du-rante duas horas, mas a quem a má-quina só permitia pagar uma hora, isto é, os 80 cêntimos, através da frase ‘Valor Máximo Atingido’. Indig-nada, afirmou estar “completamente contra isto dos parquímetros porque agora também não tenho lugar ao pé de casa pois toda a gente vai para lá deixar o carro”. “A cidade não vai a lado nenhum assim”, concluiu.

Com uma opinião diferente, um outro habitante disse-nos ter con-cordado “sempre com os parquíme-tros”. “Não é preciso andar sempre de carro em Espinho, só o trago quando tenho que trazer alguma mercadoria para a minha mulher no Mercado e já apanhei várias multas por ter que deixar mal estacionado”, conta, concluindo: “o dinheiro das multas dá para carregar muitas ve-zes o parquímetro”. O aumento de lugares vagos é a grande conquista desta medida: “as pessoas que que-rem fazer uma compra rápida sabem que têm lugar disponível”, afirma. No entanto, “o preço é que é caro e como não tenho trocado já vou ter prejuízo”.

Uma medida controversa, que, pelo menos para já, reunirá apenas o consenso no que diz respeito ao preço elevado de 80 cêntimos por uma hora de estacionamento.

EstacionamEntolivrE

Parquímetros

O Secretário de Estado Ad-junto das Obras Públicas, Paulo Campos, veio a Espinho anunciar obras em algumas ligações rodo-viárias do concelho. A principal contemplada é a Rua Dias Afon-so que vai passar a ter ligação à rotunda do IC24 (a saída já lá estava). O protocolo assinado en-tre a Estradas de Portugal (EP) e a Câmara Municipal de Espinho, na última sexta-feira, pressupõe ainda a integração do troço des-classificado da EN109-4 na Rede Viária do Município, e de dois tro-ços desclassificados da EN326 e beneficiação destes últimos. Ao todo, são 524 mil 795 euros que cabem à comparticipação da EP.

O Secretário de Estado Adjun-to reconheceu que isto era algo “que se ansiava em Espinho” e que, apesar de simbólico “é um investimento bastante importan-te nos dias de hoje para ligar as populações e também para criar postos de emprego”. José Mota, por seu lado, optou por realçar “a

importância de que se revestem estas ligações para a população de todo o concelho, mas também para quem nos visita”. “São pro-blemas com muitos anos, mas que dentro em breve estarão em obras”, disse o presidente da Câmara Municipal sem adiantar datas. “Seremos breves”, é, pelo menos, o slogan que já se pode ver junto ao local das obras.

A assinatura do protocolo foi ainda pretexto para se anunciar as obras que se esperam na rotunda do IC24 há cerca de ano e meio. “A obra iniciar-se-à dentro de dias”, garantiu Paulo Campos. Já o presidente da Câmara Municipal afirmou que “sempre dissemos que estávamos a tentar resolver o problema, ninguém pretende ou pretendeu enganar quem quer que fosse”.

A cerimónia contou ainda com a presença de uma panóplia de representantes dos mais diversos sectores da vida social da cidade.

obras em Estradas nacionais...e agora na rotunda do ic24

Antes de ter vin-do a Espinho, Paulo Campos esteve em Viana do Castelo para anunciar a intenção do governo em avan-

çar a “todo o vapor” com a instalação de portagens nas SCUT, onde se inclui a A29 com passagem pelo nosso concelho. O

Secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas admitiu que o processo “está em fase final de imple-mentação”.

Portagens na a29 “a todo o vapor”

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Num contexto político conturbado, em que pro-fessores e Ministério da Educação permanecem de costas voltadas, Ariana Cosme, professora da Fa-culdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCE), começou por des-dramatizar: “o retrato feito pelos media é enviesado. Mal ou bem as escolas funcionam todos os dias e envolvem milhares de pessoas”. O que a escola não pode ser considerada, é a única responsável pela educação dos alunos: “é errado pensar que a esco-la é a única que tem responsabilidade de educar”. A responsabilidade maior, segundo a especialista em ciências da educação pertence à família. “Ela de-sempenha um papel modelador, positivo, quando educa, ou negativo, quando deseduca”.

Ariana Cosme introduziu depois o tema da in-disciplina, uma realidade muito comum diferente de caso para caso. A oradora deu dois exemplos curiosos: O bairro São João de Deus e o liceu Gar-cia da Horta (na Foz do Porto). Neste último, “a in-disciplina pode ser a perturbação normal de uma sala de aula, com conversa para o colega do lado”, mas se falamos num bairro problemático como o São João de Deus, “já estamos a falar de coisas violentas” referiu. O controlo da indisciplina para a

professora da FPCE só pode ser feito, “impondo li-mites”. “Os adultos devem agir de forma decidida e assertiva e os professores devem ter um padrão de autoridade”.

Numa fase mais científica da sua presentação, Ariana Cosme distinguiu três períodos na história da educação pedagógica: a pedagogia da instrução - em que o aluno ocupava um papel secundário; a pedagogia da aprendizagem - que dava largas ao aluno para aprender ao seu ritmo; por fim, a peda-gogia da comunicação, aquela que hoje vivemos e que é, segundo a especialista, a aprendizagem mais correcta. Nesta fase, “o saber é construído em todo o espaço de comunicação entre aluno e professor” que, acrescentou, “não se esgota no es-paço escolar”.

No final, Ariana Cosme voltou a sublinhar a im-portância dos pais e dos educadores “não se de-mitirem do seu papel”. O tempo que hoje vivemos poderia convidar, segundo a oradora “a uma des-qualificação da figura do educador”. No entanto, o que deve acontecer, é precisamente o contrário: “é fundamental estabelecer referências fortes”. Em resumo, especificou, “é preciso construir andaimes fortes para segurar o percurso dos filhos”.

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A família de Maria Eugénia Leça Monteiro de Meneses vem agra-

decer publicamente à direcção, ao pessoal administrativo e outros, na pessoa da Exma. Sra. D. Eulália Sá, e, muito especialmente, ao pessoal

do sector dos acamados, toda a simpatia, carinho e profissionalis-mo que dedicaram à sua familiar

enquanto utente desta instituição.

Espinho, 24 de Março de 2009

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João Passos, do PSD, introduziu aquele que veio a ser o tema forte da noite: o desemprego. O vogal laranja abordou directamente José Mota so-bre a afirmação recente de que, em Espinho, cerca de dois mil postos de trabalho estariam “empatados em burocracia”. Vicente Pinto, também do PSD, reforçou o tema aludindo ao anúncio da criação de um novo Centro de Emprego em Espinho e questionando José Mota sobre a for-ma como esta infra-estrutura poderá promover o emprego no concelho. Na resposta aos vogais, o presiden-te da CME esclareceu a sua posição pública, dizendo quais as estruturas que estão em stand-by, devido a questões burocráticas. “A implanta-ção de um centro comercial na antiga Corfi criará 1300 postos de trabalho, como me garantiram os promotores” assegurou. “A conclusão do plano de pormenor dos terrenos onde está o estádio”, por outro lado, “criará al-gumas centenas de empregos”. Mota acrescentou ainda que Espinho está a “importar” desemprego de outros concelhos e que o vai “continuar a fazer” nos próximos tempos. Quanto ao Centro de Emprego a que Vicente Pinto se referiu, o autarca retorquiu, afirmando que “não se trata de um novo centro”, antes de uma estrutura “diferente, maior, com mais valências e maior abrangência”, que incluirá,

segundo José Mota, os concelhos de Gaia e de Stª Maria da Feira.

Estes Centros não são de emprego, são de

desemprego porque servem exclusivamente para amortizar as pessoas

Após os primeiros esclarecimentos do presidente da autarquia, Vicente Pinto voltou à carga sugerindo que o anunciado Centro de Emprego se iria localizar no FACE (antiga Brandão Gomes). O vogal usou da ironia para caricaturar a escolha do local, afir-mando que “ser desempregado em Espinho é ser um agente de cultura e de arte”. Jorge Carvalho, da CDU, manteve o tom, assegurando que Es-pinho “já não atrai as pessoas como o fazia antes”. Respondendo a José Mota, o vogal comunista diz que Es-pinho importa desempregados “por-que nem sequer conseguiu empregar essas pessoas por cá”. Jorge Carva-lho mostrou-se, por fim, contrário à instalação de um Centro de Emprego uma vez que “não é uma solução para o desemprego”. “Estes Centros não são de emprego, são de desempre-go, porque servem exclusivamente para amortizar as pessoas, enquan-to a oportunidade de trabalho não surge”. António Regedor concluiu as abordagens ao fenómeno do desem-prego reforçando que “nos últimos dez anos, houve maior preocupação em construir obra do que em gerar emprego”. Em resposta a todas as intervenções, José Mota disse ape-nas “não existirem números fiáveis” de desemprego no concelho e que os últimos dados credíveis remontam ao Censos de 2001, quando existiam 7% de desempregados em Espinho.

CEntros dE(dEs)EmprEgo

Assembleia municipal

numa sessão em que apresentou o relatório

de actividade trimestral da Câmara municipal de Espinho, José mota viu-se confrontado com a elevada taxa de desemprego no concelho anunciada recentemente e com a afirmação de que haveria dois mil postos empatados em burocracia. Esclarecendo a afirmação, o autarca afirmou que este número resulta da instalação do centro comercial na antiga Corfi e na resolução do plano de pormenor do estádio.

Discussão pública até ao final do mês

pdm

Rui Torres, presidente da Junta de Freguesia de Espinho, abordou, numa das suas inter-venções, a revisão do Plano Director Municipal (PDM), ques-tionando José Mota sobre o ponto em que a mesma revisão estaria nesta altura. Mota res-pondeu afirmando que o PDM

“estará em discussão pública até ao final do mês”, pelo que então se poderão ter noções mais concretas sobre quais as linhas orientadoras para o crescimento urbano da cidade. Recorde-se que o PDM de Espi-nho se encontra em revisão há vários anos.

“Vão ordenar o trânsito”

parquímetros

Tema quase incontornável por estes dias na cidade, os parquímetros também foram motivo de debate na última As-sembleia Municipal. Os vogais da oposição questionaram a autarquia sobre a oportunidade e o preço do estacionamento pago em Espinho e José Mota retorquiu assegurando não ter

“qualquer dúvida em como os parquímetros vão ajudar a or-denar o trânsito”. O presiden-te da Câmara disse ainda não compreender “a insistência na questão dos parquímetros”. “Até parece que Espinho é dife-rente das outras cidades e que isto não existe em mais nenhum lado”, concluiu.

INquérIto para aVerIguar orIgeMdesfalque na CmE

Os vogais da CDU, primeiro Alexandre Silva e posteriormente Jorge Carvalho, procuraram obter esclarecimento junto do presiden-te da Câmara sobre o rumor que circulava há algum tempo de um alegado desvio de verbas num dos departamentos da Câmara Municipal de Espinho. José Mota respondeu à primeira solicitação de forma diplomática, remetendo para os resultados do inquérito

interno que está a decorrer novos desenvolvimentos sobre o assun-to. No entanto, perante a insistên-cia de Jorge Carvalho, o autarca reagiu de forma mais veemente, pedindo ao vogal da CDU que “tivesse mais cuidado com aquilo que diz”. Mota não quis alongar-se mais sobre o assunto que está sob sigilo.

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refazer tudo, bem feito'.SN – Sou a favor de que se come-

ce tudo de novo. O erro está feito, e quanto mais tentam adicionar, mais asneiras fazem.

É pertinente ser apenas o centro da cidade a ser requalificado?

NL – É o que for possível.SN – Se se perceber qual é a nossa

dimensão, é fácil pensar que temos que começar de um ponto. É preciso começar nas partes, mas ter consci-ência que as pessoas têm que ser en-volvidas. A cidade tem que ter a sua marca constantemente, na rua. Se não tiver isso, não tem vida. O interes-se não devia ser do arquitecto, mas das pessoas que habitam a cidade. O cidadão espinhense está habituado a não dar opinião.

NL – É preciso ouvir a população, saber para que servem estes pas-seios. A cidade nunca esteve tão mal. Pergunto-me se é possível piorar. Es-pinho está doente, em estado termi-nal. O abandono que encontramos e a dificuldade em intervir... a Câmara não tem um rosto humano.

Em relação à frente marítima, o postal da cidade, devia haver uma unidade arquitectónica?

NL – É ridículo querer perpetuar coi-sas antigas que não são nada, como deixar certas fachadas. É um erro his-tórico, devia ser proibido. A história é outra, fazemos outros edifícios, vive-

mos de outra maneira. O que estamos a fazer é anti-cultural. Espinho tem que ter a identidade de cada tempo. Havia edifícios maravilhosos que fo-ram abaixo...óptimo. Faz-se outros.

SN – Acabamos por nos vestir com uma fantasia carnavalesca. Temos uma malha extraordinária, que cria uma unidade, e é fácil de pensar em termos de construção. Agora, pode-mos criar uma manta de retalhos, que é o que está a acontecer, com edifí-cios colados uns aos outros sem nada a ver...

O que é que projectariam para a zona à superfície da linha férrea?

NL – O concurso era apenas para tapar o espaço, para decorar a tampa. E isso não vai resolver os problemas da cidade. Devíamos utilizar este aconte-cimento para fazer a cidade para os próximos 20 anos. Precisamos de re-solver um problema de base, que não é a tampa, mas a cidade em si. Temos que lutar por uma identidade já.

SN – É preciso criar uma estratégia de intervenção para melhorar as con-dições de vida.

NL – Tem que ser uma coisa onde as pessoas se revejam. O nosso di-nheiro não pode ser para ficar tudo na mesma, mas aquilo estar pintado a ouro, com uma obra brilhante de arquitectura. E depois dos foguetes? É mais um Multimeios que vai ficar às moscas? É mais um FACE que vai demorar não sei quanto tempo a fun-

“Vamos fazer uma cidade que não nos maltrate com obras de fachada, que não nos mande areia para os olhos”Nuno Lacerda

Como vêem a requalificação urbana do centro da cidade?

Susana Neves – A ideia da trans-formação do espaço urbano para se adaptar à evolução social e cultural é boa mas as soluções apresentadas têm muitas fragilidades. É preciso per-ceber qual é a vivência da população de Espinho e encontrar as melhores soluções para que ela se desenvolva e evolua. As soluções apresentadas até agora não satisfazem essa neces-sidade social.

Nuno Lacerda – É uma obra im-portante mas a cidade andou para trás muitos anos. Não consigo com-preender como se chega a este es-tado. Não há cliente neste projecto, ninguém foi tido nem achado. Como muitos outros, foi apresentado sem ser discutido. Assim não temos re-qualificação. Temos pavimentos ver-melhos, amarelos, azuis, partidos, inclinadíssimos, que não dão para deficientes, sem espaço para esta-cionar e que são muito feios. Nem o presidente da Câmara, nem ninguém pode dizer que gosta do espectáculo que está a ver.

O que mudavam?SN – Tudo.NL – Mudava tudo. A primeira me-

dida a fazer por uma futura câmara municipal é reunir os cidadãos e dizer 'tivémos um acidente, não temos se-guro, vamos ter que pagar os danos e

CidadE para as pEssOas, nãO para as grandEs Obras

arquitectura urbana em Espinho

além de uma grande obra como o enterramento

da linha férrea, Espinho vê novas construções dia após dia. O Maré de Conversas desta edição juntou susana neves e nuno Lacerda, dois arquitectos espinhenses, para nos ajudarem a perceber o que de bom e mau tem sido feito na arquitectura da cidade. desinteresse social, más opções ou abandono são ideias que se repetem. as soluções, essas, parecem fáceis de executar. Mesmo que seja preciso construir tudo de novo.

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Maré de Conversas

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cionar?SN – É preciso fazer as coisas para

que as pessoas se identifiquem com elas. Se os cidadãos de Espinho se identificarem com o que está a acon-tecer, eles investem. Não se pode fi-car dentro de quatro paredes a dizer 'eu quero, eu posso, eu mando'.

Enquanto cidadãos, com o que é que se identificariam?

NL – Diversidade. Capacidade de reconversão. O maior erro que se pode fazer ali é construção. Não é com construção que as cidades se adaptam, mas com o exercício do es-paço livre, que podemos reconverter. É um exercício de arquitectura, mas essencialmente de cidadania que os nossos governantes não sabem fazer, demitem-se disto.

SN – Espaço para todos. Consigo vê-lo como um espaço de liberdade de expressão, um palco da comuni-dade espinhense. É preciso pormo-nos no lugar de quem vai habitar os espaços, antes de pensarmos no que vamos fazer. Temos que dar às pes-soas o poder de contribuir para o evo-luir das coisas.

Se vos dessem um projecto como o Palácio da Pena, o que fariam?

SN – Há dez anos atrás, mantinha-o exactamente como ele é, dava-lhe a função que fosse preciso e toda aque-la parte ajardinada seria tratada como um jardim de Espinho. Podia ser um

museu, uma biblioteca ou outra coisa de âmbito cultural. Neste momento, é impossível recuperá-lo.

NL – Eu defenderia uma reabilita-ção, mas como está não sei. Acho inadmissível este 'assobiar para o lado', de uma cidade inteira, o fazer de conta que aquilo não nos perten-ce. Dói mais do que deitá-lo abaixo. É preciso metê-lo numa maca e levá-lo para o hospital. Se vai morrer ou não, não sei, mas é preciso fazer alguma coisa.

Vêem Espinho como uma cidade de construção em altura?

NL – Não tenho preconceito relati-vamente a isso. Temos coisas baixi-nhas que são a vergonha da cidade. Alto ou baixo, vamos é melhorar e fa-zer uma cidade amiga dos cidadãos, habitável, que não nos trate mal fa-zendo obras de fachada, que não nos mande areia para os olhos.

SN – O alto e o baixo é-me indi-ferente, depende da localização, do objectivo. Quiseram fazer uma cidade miniatura e resolveram mirrar as árvo-res. Com um edifício baixo, a rua pa-rece mais pequena, então corta-se as árvores porque não podem ser mais altas que os edifícios.

Os espaços verdes da cidade estão a ser esquecidos?

NL – Estão a ser aniquilados. A ci-dade é gerida quarteirão a quarteirão, o que é de uma pequenez empobre-

cedora. O canteiro do presidente da Câmara não é uma zona verde. Zona verde não é aquele dito Parque da Cidade que querem fazer, no pinhal. Um grande canal verde é fundamen-tal para a cidade. Um Plano Director Municipal neste sentido há de vir com um D. Sebastião. Não pode ser che-gar aqui e plantar umas árvores, há que haver um plano estratégico. As pessoas fogem por políticas urbanís-ticas erradas. É possível inverter esta situação em dois anos. É uma cidade simples de trabalhar.

SL – As pessoas de Espinho têm que se convencer disso. A cidade é aquilo que elas querem que ela seja.

“É preciso fazer as coisas para que as pessoas se identifiquem. Não se pode dizer ‘eu quero, eu posso, eu mando’”Susana Neves

A requalificação urbana do centro “é uma obra importante, mas a cidade andou para trás muitos anos”

“Sou a favor de que se comece tudo de novo. Quanto mais

tentam adicionar, mais asneiras fazem”

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“A outra cor das coisas”, traz novamente ao palco do Tucatulá a Oficina de Teatro de Espinho (OTE) para, ninguém duvida, mais uma casa cheia. A peça nasceu a partir da primeira produção apre-sentada pelo grupo, em 2001, “A cor das coisas”. Trata-se de um refrescar do texto original de Agostinho Pinho, a mente cria-tiva da OTE e entra em cena na primeira noite do Tucatulá deste fim de semana. São “histórias de amor, conversas, discussões, ex-pressões de sentimentos, ódios, invejas e humor”. São as coisas de sempre, as cores da vida e do quotidiano, desta vez mais sérias, com um centro e um mundo à volta dele. É a OTE na Junta de Freguesia de Espinho, sexta-fei-ra, às 21h30.

No dia seguinte, sábado, assiste-se a mais uma busca de espectáculos passados, desta vez na dança. “Lilly 03/04/05, Pe-ter 05” apresenta, novamente, o projecto criado por João Costa.

Ele próprio, Eva Ramirez, Caroli-na Freire, entre outros, reavivam personagens e levantam o véu para o final deste triângulo que há de chegar em Maio com “Simon 06/07/08/09”. Antes que o ciclo se feche, o Tucatulá deixa-o ver, ou conhecer, estes “clones psico-lógicos”, estes produtos da “fic-ção de um autor”, às 21h30, no auditório da Junta.

Domingo, o Tucatulá é feito por todos os que quiserem par-ticipar em danças cómicas. No Auditório da Nascente, Jorge Marques orienta “danças super divertidas, simples, agradáveis, despretensiosas, plenas de hu-mor, de carácter essencialmente lúdico, provenientes das mais va-riadas regiões do Mundo”. É um workshop, mas é mais que isso: “é a mais pura alegria, prazer, sa-tisfação, contentamento, brilho, descontracção e leveza das fes-tas e celebrações da vida”. Para quem quiser, começa às 17 ho-ras.

Dúvida é um filme que não tem uma cena de acção, nem uma gota de sangue ou tão pouco um con-fronto físico estonteante. E, ainda assim, é um filme tenso como pou-cos. Em 1964, numa escola católica americana, a rígida Madre Aloysius, seguindo as indicações da ingénua Irmã James, acusa o respeitado e carismático Padre Flynn de abusar sexualmente da única criança negra do estabelecimento, o tímido Donald Miller. Em vez de se concentrar na cruzada da Madre contra o Padre, o filme opta, com sucesso, por manter o espectador sem certezas, desvian-do as suas convicções consoante as atitudes da determinada Madre ou do aparentemente afável Padre. Todo este conflito é suportado por interpretações de alto calibre de todo o elenco principal (quase todos no-meados para os Óscares), por diálo-gos intensos com o objectivo de po-tenciar as argumentações de cada uma das partes e por uma realização segura que ainda arranja tempo para alfinetar a hierarquia, os métodos e o conservadorismo da Igreja Católica. Porém, a grande questão de Dúvida e aquela que não deixará o espec-tador descansado, revela-se com a aparição de dez minutos de Viola Da-vis no papel de mãe do rapaz Miller: no meio da guerra entre Aloysius e Flynn, ela demonstra um pragmatis-mo chocante ao mesmo tempo que revela um imenso amor pelo filho. Perturbador pelas questões que le-vanta, embora não promova resolu-ções definitivas para elas (ou seja, de modo a deixar o espectador satisfei-to), Dúvida é um filme a não perder.

Antero Eduardo Monteiro

Casino SolverdeDe 26 de Março a 1 de Abril Sessões: 15h30 e 21h30 (de 2ª Feira a Domingo)

Cinemas

ResistentesRealização Edward Zwick Elenco Daniel Craig, Liev Schreiber, Jamie Bell Género Drama / Guerra País EUA Ano 2008 Duração 137 minutos

O princípio aqui tão perto

DúvidaRealização John Patrick Shanley Elenco Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams, Viola Davis Género Drama País EUA Ano 2009 Duração104 minutos

Dúvida

Tucatulá

Centro MultimeiosDe 26 de Março a 1 de Abril Sessões: 16h e 21h30 (excepto à 2ª Feira)

Maré de Cinema

Casa bem composta no audi-tório da Academia de Música de Espinho, sábado passado, para receber a peça Bucket, levada à cena pelo grupo de teatro A Palmi-lha Dentada. Como o próprio nome indica, o espectáculo desenrola-se em torno de um balde (ou um grupo de baldes) cujo objectivo é tomar o poder sobre o mundo e dominar os homens (ou como somos esclare-cidos no final: “Dar-lhes com o machado!”). Desengane-se quem pensa que o registo é violento ou taciturno. Quem esteve presente, sabe bem como os três actores se desdobraram em múltiplas e cómi-cas personagens, interagindo com o público ao sabor das gargalha-das. Desde o hilariante e desco-nexo início do espectáculo, em que dois indivíduos nos surgem com um balde enfiado na ca-beça, passando por mulheres da limpeza que nos deslum-bram com a arte de maldi-zer a vida alheia (sempre com sotaques irrepre-ensíveis), inspectores da polícia que tentam interrogar um balde do lixo do Ministério do In-terior e, imagine-se, até mesmo um baldinho de praia apanhado em

Espinho, a liderar a revolta da orla costeira. Nem os trabalhadores de leste escaparam à fúria dos baldes. Os quadros foram-se sucedendo culminando na retrospectiva da in-fância d o

pequeno Celso, o balde líder da revolução – talvez por influência da histeria da mãe, ou então das vozes dentro da cabeça do pai, ou então das duas. Como o autor do texto e encenador, Ricardo Alves, refere: “(…) assumidamente faço teatro para o público, porque gos-to que ele goste (…)”, e a julgar pe-las gargalhadas do auditório, bem que deve ter saído satisfeito de Espinho. A interpretação esteve a cargo dos actores Daniel Pinto, Ivo Bastos e Rodrigo Santos.

A fúRiA DOS bAlDESAdE

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Maré de Cultura

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Oscar Wilde é teatroOscar Wilde escreveu, Tó Maia

adaptou e responsabiliza-se pela encenação. A peça “O Aniversário da Infanta” apresenta-se no palco do auditório do Centro Multimeios quarta e quinta-feira (dias 25 e 26). Tem como alvo o público escolar, do 3º ao 7º ano, e conta a história de um presente de aniversário mui-

to especial, um anão que diverte pela figura grotesca e que é alvo de chacota da parte de todos. No final, a moral de que o escritor irlandês nunca se esquece. O espectáculo requer marcação prévia (através do número de telefone 227331190) e as sessões realizam-se às 10h30 e às 14 horas.

DoM,SoM

e BoMBa

Tucatulá

Começou mal a noite, dependen-do da perspectiva. A casa esgotou e muita gente, onde o repórter do MV se incluía, ficou à porta sem poder ouvir as primeiras rimas de NTS. Numa perspectiva optimista, deu para perceber pela reacção do público que o concerto valia a pena e que o jovem MC, sozinho ou acompanhado pela Recarga, tinha o povo na mão. “Liberdade”, o hit do colectivo, ecoou pelas paredes da Junta. Depois, a custo, lá conse-guimos entrar e ouvir a despedida do facilitador de palavras, NTS, com Drum’n Bass sólido em fundo e um agradecimento especial aos pais do movimento hip-hop “espinheiro”.

Os Samuraix vieram a seguir, sem sabres mas armados com grande suporte sonoro. De “quarta a fundo” na abertura, às melodias mais len-tas e intimistas a meio da apresen-tação, os três elementos da banda mostraram ser uma máquina bem oleada e em permanente ebulição

lírica. No final, os Samuraix convi-daram a assistência a embarcar no “Som, Dom, Bomba” - “não está-tica” claro -, naquela que foi a sua melhor malha.

Depois da bomba entoada, che-gou a de palco: os Dharma. O novo projecto que se anunciava há uma semana, actuou com uma atitu-de de quem já cá andava há mui-to mais tempo. “Sem vocês eu não estaria aqui”, canção de abertura, ficou automaticamente no ouvido do público, que entretanto se mobi-lizou para a trincheira junto ao pal-co. Com alguns momentos próprios de uma banda que agora se inicia, os Dharma, no entanto, mantiveram a toada frenética da música de en-trada e tiveram uma prestação en-tusiasmante. Entre a cruzada funk e os samples de kuduro, gerou-se um ambiente de festa dentro e fora do palco, com uma constante inte-racção entre os MC’s e os espec-tadores. O final não podia ter sido melhor: músicos convidados a par-ticiparem, toda a gente de pé e uma vez mais a dedicatória: “sem vo-cês”. “Voltem sempre”, respondeu a audiência.

Vestidos a rigor, mas sem pre-tensões de profissionalismo, os músicos da Academia de Espinho e o Tucatulá deram vida à recém-criada Orquestra de Jazz. Uma vida que entusiasmou todos os apoian-tes que assistiram à estreia do conjunto, na noite de sexta-feira. O Auditório não encheu, mas não há dúvidas de que vibrou com as de-zenas de pés incontrolados a bater no chão ao som dos mais conheci-dos ritmos do Jazz mundial.

Sob direcção musical de Paulo Perfeito, e contando com a colabo-ração da professora Melissa Olivei-ra na voz, a nova Orquestra de Jazz de Espinho divertiu-se e divertiu os espectadores que não se coibiram

de aplaudir todos e cada um dos solos protagonizados pelos músi-cos. De poucas horas de trabalho, nasceram solos originais que abri-lhantaram a viagem pela aclamada vida do Jazz, “o único estilo que atravessou todo o século XX de boa saúde”, segundo Paulo Perfeito.

E foi a boa saúde do Jazz e o grande empenho de uma Acade-mia neste novo projecto que fize-ram da estreia da Orquestra um su-cesso. Houve o ritmo bem disposto do Jazz, houve as baladas, houve palmas e entusiasmo. Houve uma estreia que abre as expectativas em relação a este novo trabalho. “Está aí a Orquestra de Jazz de Espinho”, fica o aviso de Paulo Perfeito.

Domingo, foi dia de reconhecer o trabalho da Academia de Música junto de quem recebe a primeira formação musical. As Classes de Conjunto tiveram a oportunidade

de actuar perante um público dife-rente. E este não faltou à chamada dos alunos dos Cursos Básicos de Música da Academia. Aqui, fez-se música.

“eStá aí a orqueStra De Jazz De eSpinho”

A “brincadeira” proposta pelos Samuraix, podia

resumir a noite dedicada ao Hip Hop no Tucatulá. Primeiro o “dom” da palavra e da rima fácil de NTS, depois o “som” trabalhado dos Samuraix e depois, a “bomba” trazida em caixinha surpresa dos estreantes Dharma que agitou as massas para o “grand finale”. Com o auditório apinhado de gente, quem lá esteve seguramente não vai esquecer tão cedo o que assistiu.

Tucatulá

Tucatulá

Fez-Se MúSiCa

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Verdadeira lotaria de prima-vera aquela que esta semana aconteceu nos quartos de final da Taça Cidade de Espinho. À excepção da Juventude de Ou-teiros, todas as outras equipas se apuraram para a fase final no de-sempate por grande penalidades e em todos eles a equipa teori-camente favorita saiu vencedora. Rio Largo, Magos, Corredoura e Juventude são assim as equipas que irão disputar o acesso à final da Taça do concelho.

Na III Divisão não há grande novidades a registar, uma vez que a jornada se pautou pela norma-

Lotaria De priMavera

Parecia um dejá vú. Toda e qual-quer semelhança com o jogo da primeira fase do camponet não pa-receu qualquer coincidência. Então como agora, os tigres perderam por 1-0, então como agora a exibição da equipa espinhense ficou muito a de-sejar, então como agora o Espinho acordou tarde demais para reparar os danos provocados ao longo de quase todo o encontro. O resultado

foi mau mas o pior parece ser mes-mo o adeus (quase) definitivo ao so-nho do primeiro lugar.

O Espinho entrou muito mal em campo, algo desconcentrado no ca-pítulo defesnivo e sem dar grandes mostras de pider aguentar o rimto imposto pelo Penafiel. Michel, o ho-mem do jogo, foi o diabo à solta e esteve perto do golo por diversas ocasiões. No priemrio tempo, os homens de Pedro Barny passaram ao lado do jogo. Nos segundos 45 minutos, as coisas equilibram-se e o Espinho mostrou intenções de dis-cutir o resultado, contando já com o seu melhor marcador em campo, Glauco. Foi sol de pouca dura, uma

vez que o Penafiel voltou a comandar as operações e a criar periogo junto à baliza espinhense. Marcello Gal-vão negou o golo a Vítor, e Michel, sempre ele, acabou com a resistên-cia so 76’, numa emenda feliz após canto na esquerda. A bola andou aos repelões pela área alvi-negra e o avançado penafidelense aproveitou para facturar. O Espinho ainda ten-tou forçar o empate e esteve perto de o conseguir num cabeceamento à trave de Glauco. Valença nos des-contos ainda assustou com um ca-becamto à boca da baliza, mas não havia tempo para muito mais. Derro-ta consumada e queda para o quarto lugar da geral..

Futebol Popular Resultados

Dejá vú e aDeus à

LiDerança

2ª Fase - 5ª Jornada

Classificação

Estrelas P. A., 0 - Juv. estrada, 1

Regresso, 2 - Corga, 0

Ronda, 1 - Estrelas Divisão, 0

lidade nos resultados. Regresso e Ronda ganharam e estão em primeiro e segundo lugares, res-

pectivamente, da classificação. À espreita estão Idanha (que fol-gou) e Estrelas da Divisão.

Rio largo, 1 - Bairro P. A., 1

(4-1 g. p.)

Magos, 2 - Águias Anta, 2

(4-3 g. p.)

Corredoura, 2 - Lomba, 2

(5-4 g.p.)

Juventude, 1 - Quinta, 0

Campeonato Nacional 2ª divisão - série B Fotografia: Nuno Oliveira

Fotografia: Nuno Oliveira

Num encontro que mais parecia uma reedição do

jogo da primeira fase, o sp. espinho voltou a perder frente a um dos líderes e a hipotecar as suas possibilidades. em estado reactivo, a equipa só despertou após o golo do Penafiel e acabou por nem sequer conquistar pontos. dura realidade: o quarto lugar e a liderança quase impossível.

F.C. Penafiel 1S. C. Espinho 0

Aliados 0Lourosa 1

Esmoriz 0União 1

1º Penafiel 302º União 293º Lourosa 244º s. C. espinho 215º Aliados 186º Esmoriz 17

taça Cidade de espinho¼ final

III divisão12ª jornada

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Maré Desportiva

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Foram precisos nervos de aço para que o Sp. Espinho vencesse o Benfica, no primeiro jogo das meias-finais do playoff. Os encarnados adiantaram-se no marcador, vencen-do o primeiro set e dispuseram de quatro bolas de set para vencer o se-gundo, emergindo a frieza e determi-nação dos espinhenses no período mais crítico do encontro. A vitória no segundo parcial, embalou os tigres para o triunfo no encontro.

No primeiro set, as contas esti-

veram equilibradas até ao segundo tempo técnico (15-16). Até então ne-nhuma equipa tinha ganho uma van-tagem superior a dois pontos mas na ponta final o Benfica embalou para a vitória, carimbada com um bloco de Carlos Fidalgo (27-25). No segundo parcial as emoções estiveram alta com a fabulosa recuperação do Ben-fica, numa altura em que o tigres ven-ciam por 23-17. A equipa da Luz fez seis pontos consecutivos e encostou a 23-23. Nas vantagens, o Benfica dispôs de quatro bolas de set mas acabou sempre por permitir o side-

out dos espinhenses. Na primeira bola de set do Espinho, Flávio Cruz forçou com um potente serviço o erro de recepção encarnado e igualou o encontro (31-29). A estafada vitória do Espinho no parcial mais equilibra-do, contagiou a equipa e não houve mais margem de manobra para os benfiquistas. Nos restantes parciais a nota mais foi sempre espinhense e o encontro ficou decidido em quatro sets (25-22 e 25-20). Primeiro round para o Sp. Espinho que assim está a uma vitória de reeditar a presença na final.

Semana imaculada para Leonar-do Tavares no Albufeira Future. O tenista espinhense deu um ar da sua graça, vencendo o torneio al-garvio sem ceder qualquer set nos cinco encontros realizados. Num percurso já por si muito interes-sante, em que bateu alguns dos cabeças de série da prova como o espanhol Ignacio Riudavets, Leo brilhou a grande altura na final da competição derrotando o holandês Raemon Sluiter, antigo número 46 do ranking mundial, por inapeláveis 6-3 e 6-4. A vitória do espinhense

ganha ainda contornos mais sur-preendentes se pensarmos que Sluitter, de trinta anos também não tinha cedido qualquer partida até ao encontro da final.

A vitória no Albufeira Future, foi apenas o segundo título internacio-nal de Leonardo Tavares, a juntar ao primeiro obtido no Porto Open em 2007. O tenista procura este ano relançar a sua carreira, depois de dois anos de “baixa” competiti-va devido a lesões constantes que o impediram, de competir regular-mente.

Voleibol - Playoff

Nervos De aço

Leo Mostrou a sua raça

Futebol JuVenil

Futsal

Voleibol

1ª DiVisão Distrital

sp. silvalde 5

Arca 4___________________________________

Mealhada 5

novasemente 0___________________________________

Distrital Feminino

lourosa 2Novasemente 5

JuVenis1ª DiVisão Distrital

oliveirense 4S. C. Espinho 1

___________________________________iniciaDos1ª DiVisão Distrital

S. C. Espinho 0Arouca 0

___________________________________iniciaDos2ª DiVisão Distrital(série primeiros)

cDVs/sp. silvalde 1

Sanjoanense 0

___________________________________iniciaDos2ª DiVisão Distrital(série últimos)

esmoriz 3Paramos 0

___________________________________inFantis aDistrital(série últimos)

argoncilhe 1S. C. Espinho 0

___________________________________inFantis bDistrital(série primeiros)

aDVa/baixinhos 3Águeda 2

___________________________________inFantis bDistrital (série últimos)

U. Lamas 2s. c. espinho 5

___________________________________ escolas aDistrital(série últimos)

Paramos 2caldas s. Jorge 3

PlacarD

DiVisão a1 PlayoFF (5º/6º lugares)Fonte bastardo 3 Ac. Espinho 0

s. c. espinho 3S.L. Benfica 1

1/2 Final - 1º jogo

Mais perto da liderança sCe no campeonato nacional de juniores

vitórias expressivas

Hóquei em Patins natação andebol aae

A Académica de Espinho ven-ceu e convenceu na jornada 22 do campeonato nacional da 2ª Di-visão - zona norte. Na deslocação a Lavra, os academistas mostra-ram estar num bom momento e bateram o seu adversário por 2-6, distando agora apenas dois pontos para o primeiro lugar, ocu-pado pelo Riba D’Ave (derrotado em casa ante a Sanjoanense por 2-3).

No próximo fim-de-semana, o Sp. Espinho irá competir nos na-cionais de juniores. A equipa será composta por Patrícia Silva, nos 50, 100 e 200 metros bruços; por Pedro Costa, nos 50, 100 costas e 200 estilos; por Rui Aires nos 50 costas e, por fim, pelas estafetas de 4x100 livres e 4x100 estilos, com Pedro Costa, Rui Aires, Ale-xander Cardoso e Luís Moreira.

Esta semana, apenas os esca-lões de iniciadas e de infantis com-petiram uma vez que os restantes jogos foram adiados. As iniciadas tiveram jornada e vitória dupla com o São Bernardo, primeiro a contar para o regional (36-12) e o segun-do jogo para o nacional (33-11). A equipa academista mantém-se líder do grupo. As infantis, por sua vez, venceram o Salreu por falta de comparência.

ténis - albufeira Future

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Terça-feira, 24 de MarçoTemperatura máxima - 23ºTemperatura mínima - 11º

Quarta-feira, 25 de MarçoTemperatura máxima - 23ºTemperatura mínima - 11º

Quinta-feira, 26 de MarçoTemperatura máxima - 23ºTemperatura mínima - 11º

Sexta-feira, 27 de MarçoTemperatura máxima - 22ºTemperatura mínima - 10º

Sábado, 28 de MarçoTemperatura máxima - 18ºTemperatura mínima - 9º

Domingo, 29 de MarçoTemperatura máxima - 18ºTemperatura mínima - 9º

Segunda-feira, 30 de MarçoTemperatura máxima - 18ºTemperatura mínima - 9º

Terça-feira, 31 de MarçoTemperatura máxima - 19ºTemperatura mínima - 9º

Espinho “entre aspas”

O centro da cidade de Espinho não parecia, ontem, o mesmo. Por todo o lado, eram vários os lugares de estacionamento deixados vagos. Tudo porque, a partir de agora, paga-se para estacionar. Dos que ainda assim deixaram os carros nas ruas do centro, para ir trabalhar ou fazer compras, a maioria não pagou. Os moradores, esses, ainda não digeriram por completo a novidade e olhavam, ontem, para os lugares vazios frente aos prédios com uma certa irritação.

Retrato feito pelo Jornal de Notícias do primeiro dia de parquímetros em Espinho

A Rua do Formal de Cima, em Silvalde, encon-tra-se num estado lastimoso. Em terra batida, com buracos a meio, esta rua que segue paralela à linha férrea do Vouga, não tem qualquer placa que a identifique, do lado sul, nem dispõe, tão pouco, de infra-estruturas básicas - escoamento de águas pluviais, saneamento público, ilumina-ção, gás e água canalizada - para algumas das habitações que ali se encontram.

“Falta tudo” na Rua do Formal de Cima, noticiava a Defesa de Espinho na última publicação

Farmácias Meteorologia

Defesa De espinhoJornal De notícias

Previsões sujeitas a alterações meteorológicas

BancaDa central Muito bem: irá acabar, disse o responsável

autárquico, a inexplicável/inaudita “central de camionagem” de passageiros da Av. 24, um erro uma aberração. Há anos! Em dias de intempérie é isto. Felizmente, os autarcas só andam de carro. A solução: mudança para a Rua 20, a sul da 33! Novo berbicacho? Cidade que se preze tem central de camionagem apropriada. Nem que seja em túnel, caramba!

Carlos Sárria nos seus “apontamentos” quinzenais, sobre o fim do parque de autocarros na Av. 24

Quinze países e mais de trinta milhões de pessoas já viram este espectáculo de dança nascido na Irlanda. “Spirit of the Dance” che-ga ao Coliseu do Porto cheio de energia, num espectáculo explosivo e com forte impacto visual. De uma combinação da dança irlan-desa com outros estilos de baile de todo o mundo nasceu um dos maiores projectos de dança de sempre. Os bilhetes custam entre 15 e 48 euros.

No Europarque, há quatro dias de concer-tos, desportos radicais, workshops, confe-rências, Astronomia e experiências de Física. Entretenimento e novas tecnologias, num evento onde os videojogos são os anfitriões. Há torneios de consola para quem se quiser inscrever no site da XL Party, mas todos os visitantes são bem vindos.26

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A Orquestra Clássica de Espinho é um dos grupos que se associa à evocação do Bicen-tenário do Desastre da Ponte das Barcas num concerto único no Coliseu do Porto. Com di-recção musical de Cesário Costa, este poema coral sinfónico presta homenagem às mais de quatro mil pessoas que morreram afogadas no Douro por ocasião das invasões francesas na cidade. Bilhetes entre os 5 e os 25 euros.

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portugal21h30

sumol Xl partyDas 10h00 às 24h00

spirit of the Dance18h00

Terça-feira, 24 de MarçoFarmácia TeixeiraAv.8, Tel.: 227 340 352

Quarta-feira, 25 de MarçoFarmácia SantosRua 19, Tel.: 227 340 331

Quinta-feira, 26 de MarçoFarmácia PaivaRua 19, Tel.: 227 340 250

Sexta-feira, 27 de MarçoGrande FarmáciaRua 8, Tel.: 227 340 092

Sábado, 28 de MarçoFarmácia ConceiçãoRua S. Tiago, Tel.: 227 311 482

Domingo, 29 de MarçoFarmácia Guedes de AlmeidaRua 36, Tel.: 227 322 031

Segunda-feira, 30 de MarçoFarmácia TeixeiraAv.8, Tel.: 227 340 352

Terça-feira, 31 de MarçoFarmácia SantosRua 19, Tel.: 227 340 331

Page 15: Jornal Maré Viva

Maré Crónica

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A maresia é, para quem bem a conhece, aquele indefinível aroma, misto de mar e céu, com leve brisa à mistura, quase intangível, mas tão pungente que nos chega ao mais re-côndito do ser.

Sente-se em várias épocas do ano, lá quando a conjunção do vento, das marés, da temperatura ambiente e de sei lá o que mais estão de feição.

A gente sai de casa e lá está aque-le cheiro, sempre subtil, sempre insi-nuante que, a quem tem o privilégio de com ele ter crescido e de nele se ter embrenhado desde cedo, é sinónimo de casa, de lar, de estar no nosso território (leva lá mais esta Manuel Nobre…).

“Maresias” era o título que enci-mava a coluna semanal do Nuno Barbosa, nos tempos em que, pri-

meiro colaborador, depois director deste Jornal, nos encantou a todos com o seu humor mordaz e cáustico, com o seu aguçado espírito crítico e de observação, com o seu elevado sentido ético e estético, em que con-nosco partilhava a sua grande cultu-ra e experiência de vida.

Mas, para além destes mui no-bres predicados, o Nuno Barbosa, verdadeiro farrabrás, lança-chamas e espalha-brasas, o “Bocas”, era possuidor de um coração do tama-nho do mundo, terno como o de um bambi, sempre disposto a um gesto, um afago, um carinho.

Da sua faceta humorística já vos falei: creio que já convosco com-partilhei uma passagem de ano ho-mérica, acontecida na Rua 7, então residência do nosso comum amigo Vítor Sousa, onde, parodiando um

enorme cartaz (muito bem consegui-do, por sinal) com as letras de uma das primeiras edições das Janeiras levadas a campo pelo Coro Popular de Espinho, entoou as músicas, uma por uma, com uma improvisação no-tável das letras, num verdadeiro es-pectáculo de luz e som, que deixou toda a assistência às portas de um pneumotórax, tal foi a barrigada de riso.

Da segunda, deixem-me agora dar-vos uma pequena amostra.

Tem algo de pessoal, mas é para mim, bem ilustrativa.

No ano de 1976, quando celebrou o seu aniversário, nessa mesma tar-de, pegou em mim, meteu-nos no carro (um Dyane…) e fomos para o Porto.

Fomos lanchar a um conhecido snack-bar da Rua do Campo Ale-gre.

Os dois, sozinhos. Senti-me um homem. Eu, puto de vinte anos ain-da não completos, fora distinguido por um homem feito a completar os seus vinte e seis, com a honra de o acompanhar na celebração daquele momento tão importante. Logo na-quele ano, em que eu andava tão apertado na minha vida, angustiado de morte, sem saber se conseguiria

ou não entrar no Curso Universitário que queria…

Aquele lanche foi uma injecção de moral que ajudou o ano inteiro. Afinal, eu já era um homem e, con-seguisse ou não, o mundo não iria acabar!

Esta maresia permanece dentro de mim até hoje. Com o mesmo aroma, com a mesma intensidade e sem me deixar ter saudade.

Ficha técnica

Director Nuno Neves

Redacção Cláudia Brandão e Nelson Soares

Fotografia Mário Cales

colaboração Armando Bouçon, Antero

Eduardo Monteiro

Paginação Nuno Neves e Melissa Canhoto

Publicidade Eduardo Dias, João Duarte e

Jessica de Sá

Redacção e composição Rua 62 n.º 251-

4500-366 Espinho

telefone 227331355 Fax 227331356

E-mail [email protected]

Secretaria e adminstração Rua 62 n.º 251-

4500-366 Espinho

telefone 227331357 Fax 227331358

Propriedade e Execução Gráfica Nascente

- Cooperativa de Acção Cultural. CRL - Rua 62

n.º 251- 4500-366 Espinho

telefone 227331355 - Fax 227331356

tiragem 1500 exemplares

número de Registo do título 104499, de

28/06/76

Depósito Legal 2048/83

Esta semana, foi anunciada a resolução do problema da rotunda do IC24, com a colocação de uns caricatos placards a pedir descul-pa pela demora nas obras. Vem tarde, mas ao menos são educa-dos. Não só a rotunda parece que vai ser resgatada do buraco para o qual está a ser arrastada, como vai assistir à ligação com uma artéria antense. Nada mau, para uma dor de cabeça que arriscava tornar-se uma enxaqueca das valentes.

Congratulemo-nos, portanto, com o arranque da obra, mesmo que seja anunciado, tristemente, o avanço das portagens na A29. Quem, como eu, usufrui dessa via para se deslocar para o trabalho, e sabe que não há alternativa viável (direi mesmo, decente), a notícia só pode ser encarada com pessi-mismo.

Quem partilha do mesmo sen-timento, são os protagonistas do Maré de Conversas desta sema-na. Com a arquitectura de Espinho como pano de fundo, a sensação que fica após leitura atenta do dis-cussão, é a de que Espinho per-deu e continua a perder oportuni-dades soberanas para dar o salto e tornar-se o concelho que almeja e pode ser.

Gostava de pensar que o fu-turo pode ser melhor. Quero crer que sim. Se para isso for necessá-rio colocar uns quantos trocados nos parquímetros da cidade, va-mos em frente!

A MARESIAObRAS E “ObRAS”

Editorial

Moreira da costaMédico

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O regressOdas bicicletas?

Foto-legenda

"Nunca tantos em-probeceram para que

poucos enriqueçam tanto". Talvez fossem estas as palavras

de uma conhecida personagem histórica se vivesse nos dias de hoje.

Estranho que, em momentos de crise, as soluções encontradas para fazer obra o sejam à custa do bolso dos

que já mais do que contribuem para a economia nacional.Temos a polícia a tentar mostrar trabalho com mais operações stop, logo mais

multas, enquanto são "aconselhados" a deixar fugir os ladrões para não causar vitimas na população civil nem danos nas viaturas policiais. Temos os

detentores de cargos públicos em esquemas de tráfico de influência e capitais com destino a off shores, mais tarde pagos pelos contribuintes. E temos a pos-tura politicamente correcta de nos fazerem sentir culpados porque tomamos banho, andamos de carro ou deixamos a tv ligada como medida anti solidão, enquanto outros se deslocam a congressos nacionais de "aston martins" com motoristas. Tudo isto para aconselhar os espinhenses a participarem na nova revolução que de cravos passa a bicicletas.Mostrar que estamos fartos que sejam sempre os mesmos a pagar as mor-domias e as promoções de quem diz "Sim" só porque ao fim do mês um zero se acrescenta à conta pessoal.

Mário calles