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Jornal com enfase nas questoes politicas que envolvem a regiao de Campinas especialmente Barao Geraldo.

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  • Campinas/Baro GeraldoVisite www.gestaopublica.net

    Em audincia pblica realizada no Instituto

    Agronmico de Campinas (IAC) moradores

    de Baro Geraldo repelem aprovao do

    loteamento da Gleba A2. A rea deve

    englobar pela Mata de Santa Genebrinha -

    que est em processo de tombamento - e

    abrigar aproximadamente 25 mil moradores.

    Demandas por escolas, creches e

    impactos ambientais e de trnsito da

    regio no foram esclarecidos durante a

    reun io . Apesar do repd io dos

    m o r a d o r e s p r x i m o s a r e a ,

    principalmente dos baronenses, o projeto

    segue em tramitao.

    e o nosso congestionamento de cada diaA Mata Santa Genebrinha, a Dom Pedro I

    Pg. 3

    Pg. 5

    Pg. 4

    preciso muito maisque 33 vereadorespara governar Campinas

    O distrito de Baro Geraldoest abandonado:Pensemos no futuro!

    Ano eleitoral: Quais as principais mentirasouvimos neste perodo

    Material de publicidade e promocional do blog www.gestaopublica.net

    A segurana pblica est se

    municipalizando, mas os recursos e

    autoridade no so repassados ao municpio. A

    responsabilidade da prefeitura

    aumenta, mas o dinheiro no!

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    Congestionamento dirio na Ponte do

    Real Parque, na SP-332 (Campinas-Paulnia)

    Pg. 5

    Manoel Martins

    Pg. 6

  • 2Segurana Pblica em CampinasNo se trata de polcia na rua. Para ter segurana, preciso

    que as ruas sejam iluminadas, limpas, sem mato ou lugares

    onde mal intencionados possam se esconder. preciso que

    a investigao e punio dos crimes sejam eficientes, e que

    essa eficincia seja reconhecida amplamente. Alm da

    preveno as drogas e parcerias estratgicas com a

    sociedade civil organizada

    Campinas possui 8 bases regionais da Guarda Municipal,

    uma base ambiental e uma rural (153 o nmero da

    emergncia). A Guarda integrada com a Polcia Militar e

    com a Polcia Civil, que so estaduais, so independentes,

    mas trabalham em conjunto. Todas esto sobrecarregadas.

    A Polcia Militar e Civil precisariam quase dobrar o nmero

    de funcionrios para darem conta da cidade. No possuem

    viaturas suficientes e agora, ao invs do governo estadual

    melhorar o salrio dos policiais, est autorizando o bico...

    Ser policial uma vocao, no uma profisso comum,

    isso precisa ser respeitado, no podem viver de bicos.

    Por isso muita gente tem saudade dos tempos passados,

    quando a polcia ganhava bem, era equipada e conseguia

    deter o crime. Acontece que nos ltimos anos, a

    coordenao da segurana pblica e sua responsabilidade

    esto, aos poucos, ficando mais a cargo das prefeituras do

    que a cargo do estado (Governo de So Paulo). Conforme o

    governo do estado vai deixando de investir, o governo do

    municpio precisa investir mais, pelo menos o quanto pode,

    porque a populao reclama com o prefeito, e no com o

    governador. A segurana pblica est se municipalizando,

    mas os recursos e autoridade no so repassados ao

    municpio. A responsabilidade da prefeitura aumenta, mas o

    dinheiro no!

    Como falta dinheiro e trabalhadores, a cidade fica

    abandonada, o cidado conta com a sorte e com Deus para

    andar na rua, a noite. Mas criticar fcil, o complicado

    solucionar os problemas, e sem dinheiro! Isso muitos pais e

    mes fazem diariamente, estudando e alimentando os filhos

    com pouco dinheiro, bem diferente dos polticos de

    Campinas, que no estudam ningum, com ou sem dinheiro...

    Para iniciar a soluo do problema da segurana pblica em

    Campinas, em primeiro lugar precisamos revindicar a volta

    das luzes brancas nos postes, porque essas amarelas,

    embora sejam mais econmicas, no definem bem as cores,

    o que faz parecer que iluminam menos. Ns pagamos caro

    pela iluminao pblica na conta de luz, devemos exigir algo

    econmico, mas decente.

    Um segundo fator seria parcerias estratgicas com

    organizaes da sociedade civil, como Rotary Club, Lions,

    igrejas e Ongs, que podem ajudar a mapear reas que so

    mais descuidadas ou cuja populao no colabora na

    limpeza dos terrenos, ajudando a prefeitura a conscientizar

    a populao.

    Por fim, mudar a ideia de que polcia para oprimir e

    fiscalizar. Polcia, no regime democrtico, para orientar e

    cuidar, das pessoas e do patrimnio pblico. Para isso,

    como qualquer trabalhador, preciso que policiais e

    guardas ganhem melhor, estejam equipados e

    principalmente preparados para lidar com a populao com

    mais respeito e menos medo. Alis, quando um policial mal

    educado e gera medo no cidado, ele est criando

    insegurana pblica. isso que precisamos mudar,

    comear pelo respeito mtuo entre policial e cidado, e

    principalmente, respeito ao patrimnio pblico que ser

    herdado, queiramos ou no, por nossas crianas.

    Todos os textos so do blog gestopblica.net, mantido por Manoel Martins

    Por Manoel Martins

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  • Participei direta e indiretamente de algumas

    administraes municipais neste nosso estado de So

    Paulo. Francisco Morato, no Vale do Ribeira e no Vale

    do Paraba em vrias cidades, Cosmpolis na Regio

    Metropolitana de Campinas (RMC), Araraquara,

    Campinas etc. Tanto por questes profissionais, pois

    sou formado em Administrao Pblica e sempre

    trabalhei em assessorias/consultorias na rea de

    finanas, quanto por questes polticas, pois tenho

    militncia partidria e social desde a adolescncia.

    Nessas andanas descobri que existem duas classes

    de prefeitos, os que administram politicamente e os

    que administram apoliticamente. uma orientao

    que o poltico assume para evitar a loucura em que

    pode chegar, caso tente agradar a todos. No primeiro

    caso, governando politicamente o individuo se isola do

    povo, no atende a populao no gabinete, d mais

    ouvidos s instituies, mdia, aos membros da

    oposio e do governo, pode-se dizer que seus olhos

    so a prpria classe poltica. No segundo caso

    acontece o contrrio, governando apoliticamente

    isola-se da engrenagem poltica como se no

    precisasse dela, pensa na execuo de obras e

    melhorar servios pblicos de impacto, o tpico

    prefeito em que as crticas no colam, mas

    normalmente se perdem ao longo do mandato por falta

    de orientao poltica.

    Em Campinas, a atual administrao vive um dilema

    grave. Iniciou politicamente, quando precisou costurar

    um arco de alianas na Cmara para caar dois

    prefeitos e eleger o antigo presidente da Cmara, que

    agora prefeito, numa manobra carssima cidade,

    uma vez que cargos e secretarias foram loteados aos

    vereadores-eleitores, alm do desgaste imposto

    populao por inmeras polmicas e CPIs que no

    resultaram em nada. Depois que o prefeito foi eleito

    pela Cmara e as secretarias foram distribudas

    esgotou-se a poltica, os acordos foram cumpridos e

    ento passaram prxima fase: o governo.

    Da poltica pura e institucionalizada, pois envolvia

    apenas polticos eleitos, para um contato direto com

    funcionrios pblicos e com a populao. De uma

    situao poltica para uma situao pragmtica. A

    populao exige pragmatismo, conhecimento dos

    problemas pblicos por parte do candidato, dilogo

    amplo e principalmente: plano de governo, o que no

    foi apresentado ao povo, se que existe.

    Ento chegam os problemas previsveis. Fecham o

    Pronto Atendimento do Centro em um momento em

    que o Hospital Ouro verde passa por grave falta de

    recursos, superlotando o Mrio Gatti, aumentando a

    presso popular sobre o servio de sade. O governo

    precariza uma srie de atividades culturais, como

    projeto Guri e aulas do Centro Manoel Jos Gomes,

    sinalizando que tais atividades so secundrias e

    dispensveis. Nos transportes e mobilidade urbana

    temos a inverso da tendncia das ciclovias, ao

    diminurem seu tempo de funcionamento.

    Caminhamos para o pedgio urbano, na velocidade

    de um trem-bala.

    Por fim, uma justa greve dos servidores pblicos,

    mantida por aproximadamente um tero dos

    funcionrios da prefeitura, em funo, principalmente

    do reajuste salarial, mas tambm por causa da

    inabilidade do governo ao gerir a crise na sade

    (superlotao dos servios e violncia contra os

    funcionrios), assistncia social (expanso do crack) e

    na cultura (enceramento de projetos). A postura

    unilateral do governo ao encaminhar para a Cmara,

    sem acordo com o funcionalismo, uma proposta de

    reajuste demonstra que o prefeito ainda no percebeu

    que ele precisa de muito mais do que 33 vereadores

    para governar Campinas.

    A campanha um namoro, onde o poltico tenta

    conquistar os eleitores. A eleio um casamento que

    dura quatro anos. Acontece que este casamento entre

    a populao de Campinas e o atual prefeito foi moda

    antiga. casamento arrumado, pelos vereadores.

    Campinas em ColapsoPor Manoel Martins

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    3

  • 4Charles de Montesquieu foi um filsofo que viveu 300

    anos atrs. Ele defendia que a organizao do poder

    pblico, que naquela poca ainda era exercido pelos

    reis, deveria ser dividida em trs: 1. O Executivo que

    responsvel pela administrao, pelas obras, que nos

    municpios representado pelo prefeito; 2. O

    Judicirio, re