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Mensal do Baixo Guadiana Português e Espanhol

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  • Director: Carlos Luis FigueiraPropriedade da Associao ODIANA Fundado pela Associao Alcance em 2000

    Jornal Mensal

    Ano 15 - N184

    NOVEMBRO 2015

    PREO: 0,85 EUROS

    GuadianaBaixoBaixo

    Guadiana

    JORNALDO

    PUBLICAES PERIDICAS

    AUTORIZADO A CIRCULAR EM INVLUCRO FECHADODE PLSTICO OU PAPELPODE ABRIR-SE PARAVERIFICAO POSTALDE 01132011 SNS/GSCS

    TAXA PAGAPORTUGALCEM NORTE

    P 12

    P 11

    P 11

    P 19

    Feira da Perdiz e Festival Gastronmico

    revelam potencial

    Novo cais devolve populao ao Rio

    Guadiana

    VRSA Invest portal dedicado s oportunidades de investimentos no

    concelho

    ALCOUTIM

    CASTRO MARIM

    VRSA

    O Centro de Investigao e Informao do Patrimnio de Cacela instalado em Santa Rita comemorou 10 anos de vida

    Deputados eleitos pelo Algarve j tomaram posse

    P 13 a 15

    JORNAL DO BAIXO GUADIANA MEDIA PARTNER

  • 2 | JORNAL DO BAIXO GUADIANA |NOVEMBRO 2015

    JBGJornal do Baixo Guadiana

    No h que fugir aos momentos como se eles no existissem, seria, alis, uma falta de respeito para com os nossos leitores. O Pas est no meio de uma crise pol-tica resultante do que o voto dos portugueses expressaram, sobre-tudo ao no darem uma maioria absoluta de mandatos (deputados eleitos) quer coligao que at a nos governava, quer ao maior partido da oposio.

    O Pas tem j uma longa histria democrtica, de mais de 40 anos, e uma Constituio que modela as suas formas de funcionamento e nos tem dado a todos tranqui-lidade quanto estabilidade do regime democrtico que temos

    vivido.O jogo democrtico faz-se

    de alternncias e de diferen-as, tendo presente o respeito pela vontade dos portugueses expresso em votos. , portanto, a meu ver, nessa perspectiva, que temos de entender o que decorre do normal funcionamento da democracia, porque nessa raiz que reside a sua virtude.

    Nesse sentido, apesar da tenso que se vive, muitas vezes alimen-tada por rgos de informao que tm de vender jornais ou disputar audincias televisivas, como cidado, no estou nada preocupado com a situao da crise poltica presente porque as crises desta natureza s aconte-cem em democracia.

    Seja qual for a soluo que aps 10 de Novembro, quando o Programa do actual Governo for a votos no Parlamento, porque na Assembleia da Rep-blica que tudo de acordo com a

    Constituio se decide, a solu-o que vier a ser encontrada, e espero que a que for, seja pronta e duradoura, o que me preocupa realmente que seja concreti-zada, tendo em conta o interesse do Pas, no respeito pelos seus compromissos internacionais e neles quanto Unio Europeia, mas sobretudo que a soluo tenha presente os interesses de Portugal e dos portugueses.

    Estando claro para ns que os deputados eleitos independente-mente do crculo eleitoral porque se candidataram so deputados da nao, nosso objectivo pro-curarmos estreitar ao longo desta nova legislatura que agora acon-tece, acompanhar, dar expresso, ao que cada um, ou ao conjunto de cada um dos nove deputados eleitos pelo crculo do Algarve, dispensa nas suas funes aos problemas da regio.

    Porque em muitas circunstn-cias da histria do regime demo-

    crtico, independentemente de posies partidrias diferencia-das, foi possvel unir esforos para que se concretizassem por deciso da Assembleia da Rep-blica, grandes aspiraes dos algarvios e de tais decises e empenhamento conjunto avulta a aprovao de uma Lei que tornou possvel a Universidade do Algarve, a Via do Infante e a auto-estrada de ligao a Lisboa.

    Adiadas ficaram as obras do IC 27 at Beja, os melhoramentos na EN 125, a nova ponte sobre o Guadiana, as Portagens, para no ir mais longe. Veremos o que acontece quanto ao Algarve e ao territrio do Baixo Guadiana, nesta nova legislatura. Que cada um honre os compromissos com os eleitores que os elegeram.

    Carlos Luis Figueiracarlosluisfigueira@sapo.pt

    ABERTURA * O autor no escreve ao abrigo do acordo ortogrfico

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    Vox Pop

    R: Gosto que haja mudana porque s assim poderemos analisar o que podem fazer os partidos que no so do arco da dita governao. H interesses insta-lados! urgente remov-los! Abrem-se portas de esperana para que a demo-cracia funcione mais aberta, rompendo com a tradio que nos levou ao estado falido que estamos. A dvida impagvel! H que reestrutur-la e preciso algum com coragem que derrube essa ver-dade: a dvida impagvel! A esquerda no me assusta. Sei que assusta a banca, porqu? Tudo que pagamos de imposto vai para banca para pagar os negcios ruinosos que eles arquitectaram. Estou farto que tal acontea!

    R: No fundo as expectativas sero as mesmas destes ltimos quarenta anos: um pas submetido a uma partidocracia de medocres, que nunca se mostra-ram interessados no engrandecimento e valorizao do seu pas, mas to s nos seus interesses pessoais e nos inte-resses dos partidos a que pertencem. Os exemplos so to flagrantes que escuso de os enunciar, basta olhar para os dis-cursos alarmistas do nosso Presidente da Repblica, que no consegue ser isento nem imparcial. O mesmo acon-tece com o PS, um partido de direita, cuja sede de poder o tornou capaz de fazer alianas com a esquerda. Temos sido governados por pessoas sem escr-pulos, inseridas em organizaes, a que chamam partidos polticos, mas que no passam de associaes de gente pouco honesta e sobretudo anti-patritica. O mais parecido com os partidos polti-cos so as organizaes criminosas, do tipo mafioso, mas essas so geralmente escrutinadas pela justia. Por conse-guinte, no tenho quaisquer esperanas no futuro. Caminhamos alegremente para o abismo. Perdemos tudo e no tardaremos a desaparecer como pas, independente e universalista, com nove-centos anos de histria, a mais velha nao da Europa.

    Nome: Nelson MonizR: Vejo com muita preocupao, pois muitos cenrios podem ocorrer pela pri-meira vez desde que vivemos em demo-cracia, ou seja, um partido ou coligao ganha as eleies e outro partido ou coli-gao que governa. Nunca uma situao semelhante foi vista em Portugal, apesar de ser possvel e constitucional, nas elei-es legislativas elegemos deputados e so estes que elegem um governo.Apesar da incerteza sobre qual o cenrio que ir vingar, creio que est a passar muito tempo sem que se saiba o que ir acontecer.Na minha opinio, estas incertezas em nada contribuem para a imagem do pas e quanto mais tempo passar, pior ser, porque est a gerar-se um certo clima de instabilidade poltica para os nossos parceiros externos, o que no nada positivo, visto que infelizmente depende-mos e muito dos mercados externos e da imagem que tm de ns l fora.

    Nome: Jorge BentesNome: Jos Carlos VilhenaR: De tudo o que me desgosta no povo onde nasci, a covardia de tomar nas mos as rdeas do prprio destino a mais confrangedora. Interrogo-me; de que serviram 48 anos de ditadura se a minha gente ainda no aprendeu que a democracia quer dizer; o governo do povo. O resultado diz apenas isto; vivo num pas que se recusa!

    Nome: Manuel Neto Santos

    Editorial

    Como olha para o desenrolar do processo eleitoral das ltimas legislativas. Que expectativas lhe traz?

  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA |NOVEMBRO 2015 | 3

    CRNICAS

    Numa altura em que a Europa vive um turbilho por causa dos milhares de refugiados que fogem da Sria ou do Iraque ameaados pela guerra e pela fome, um drama humanitrio para o qual a Unio Europeia tarda em encontrar uma soluo, o acti-vista luso-angolano Luaty Beiro terminou a greve de fome, ao fim de 36 dias, contra a represso e a liberdade de expresso em Angola e a tralha socrtica de Vila Velha de Rodo organizou uma conferncia sobre justia e poltica, tendo como orador principal Jos Scrates, pro-curando ilib-lo dos vrios crimes de que suspeito na Operao Mar-qus - tomou posse o XX Governo Constitucional liderado por Pedro Passos Coelho, que poder ser o governo mais curto da histria democrtica em Portugal.

    Neste quadro surrealista em que mergulhou a nossa democracia com as eleies de 4 de Outubro, que conferiram uma maioria relativa Coligao Portugal Frente e infligi-ram uma pesada derrota ao Partido Socialista, registando-se uma subida significativa do Bloco de Esquerda

    e a manuteno do eleitorado por parte do Partido Comunista e dos Verdes, o derrotado Antnio Costa teve a displicncia de vir reclamar o cargo de primeiro-ministro, con-tando para o efeito com o apoio dos comunistas e dos neo-comunistas.

    Devo confessar-vos a minha abso-luta incredulidade perante aquilo a que estou a assistir: o l