iot comic book_special_br

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Internet Int e rnet EDIÇÃO BRASILEIRA DO ‘COMIC BOOK’ THE INTERNET OF THINGS COISAS! COISAS! INSPIRANDO A https://iotcomicbook.files.wordpress.com/2013/10/iot_comic_book_special_br.pdf

Author: sidnei-rudolf

Post on 14-Apr-2017

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  • Internet Internet

    EDIO

    BRASILEIRA

    DO COMIC BO

    OK

    THE INTERNE

    T

    OF THINGS

    COISAS!COISAS!

    I N S PI R A N

    D O A

    https://iotcomicbook.files.wordpress.com/2013/10/iot_comic_book_special_br.pdf

  • Editor: Mirko PresserAlexandra Institute

    Colaboradores Srdjan Krco (Ericsson EYU)

    Tobias Kowatsch (Universidade de St Gallen)

    Stefan Fischer (Universidade de Luebeck)

    Wolfgang Maas (Universidade Saarland)

    Sebastian Lange (VDE/VDI-IT)

    Francois Carrez (Universidade de Surrey)

    Bernard Hunt (University of Surrey)

    Richard Egan (Thales Reino Unido, Pesquisa e Tecnologia)

    Jan Hller (Ericsson AB)

    Alessandro Bassi (Consultoria Alessandro Bassi)

    Stephan Haller (SAP AG)

    Gunter Woysch (Alcatel-Duscent Alemanha AG)

    Martin Fiedler (Fraunhofer IML)

    Luis Muoz (Universidade de Cantabria)

    Ana Garcia (European Network of Living Labs)

    Louise Lnborg Rustrup (Instituto Alexandra)

    Equipe de ProduoJan Horsager (Instituto Alexandra)

    Tine Kaag Raun (Instituto Alexandra)

    Michael Skotting (Raaskot Visuel Kommunikation)

    Mirko Presser (The Alexandra Institute)

    Stig Andersen (Thingvalla Kommunikation)

    Bente Kjlby Larsen (Instituto Alexandra)

    Susanne Brndberg (Instituto Alexandra)

    Lene Holst Mortensen (Instituto Alexandra)

    Entrevistas por Stig Andersen

    Gibi feito por Instituto Alexandra e parcialmente

    financiado pelo TIC FP7 Internet of Things Initiative.

    Ao de coordenao. Contrato nmero 257565

    Cenas do gibi patrocinadas por Aarhus

    www.smartaarhus.eu

    A edio brasileira foi produzida e revisada pelo

    Frum de Competitividade de IoT e financiada pelo

    ITS Instituto de Tecnologia de Software e Servios

    Traduzido e adaptado para o Portugus por

    Flextime Language Center

    Impresso por Agns Grfica e Editora Ltda.

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    Apresentao da edio brasileira

    Os trabalhos realizados desde 2010 na rea de RFID e Internet das Coi-sas nos levaram a constituir o Frum de Competitividade de IoT - Brasil. Nestes anos, nossos eventos procuraram divulgar e interagir com as comunidades Nacional e Internacional, para apresentar as perspectivas e potencialidades da IoT.

    Sentamos, no entanto, que nem sempre essa divulgao atingia seus objetivos. Entre os muitos desafios que tivemos de enfrentar, desde que comeamos a trabalhar com a IoT, estava a divulgao da importncia dessa nova tendncia para o pblico no especializado.

    At que, por meio do intenso intercmbio internacional no mbito da IoT viemos a conhecer a verso europeia deste Comic Book, que vamos chamar de Gibi, que circulou em eventos da Comunidade Europeia.

    A publicao nos agradou pela novidade da linguagem, pela didtica com que apresenta a IoT e pela capacidade de motivar um pblico mais amplo para as questes tecnolgicas de grande impacto social.

    Este Gibi rene textos, imagens e vdeos (QR codes) que permitem uma leitura dinmica e inspiradora.

    Em novembro de 2012, em contato com Mirko Presser do Alexandra Institute, conseguimos a permisso para concretizar esta edio brasileira do Comic Book. O Instituto de Tecnologia de Software e Servios, ITS, participante do Frum e sempre atento s questes de Inovao, nos forneceu o apoio para a realizao desta edio bra-sileira.

    Agora que temos esta nossa edio brasileira, esperamos que novas verses se viabilizem com ampliao do contedo nacional.

    Frum de competitividade de IoT - BrasilGabriel Antonio Maro , Jos Vidal Bellinetti

  • uma grande satisfao veruma verso brasileira deste gibi. Quando eu comecei a trabalharnum projeto europeu chamado aIniciativa da Internet das Coisas(IoT-I) eu no planejava fazer umgibi, eu s estava compilandocenrios de aplicaes em IoT.

    Conseguimos 150 cenrios deaplicaes, pequenos textos quedescreviam a IoT em uma determi-nada situao. Material muitodiverso e principalmente de outrosprojetos europeus passados e atuais.

    Depois da categorizao, combi-nao e eliminao, terminamoscom pouco menos de 60 cenriosde aplicaes que apresentamosao pblico numa pesquisa paradescobrir quais os cenrios que se-riam estrategicamente importantes.

    Aproximadamente 300 pessoas demais de 30 pases, principalmenteda comunidade de TIC, participar-am da pesquisa web.

    Este nmero no est nada mal,mas est apenas na comunidadede TIC.

    Precisamos ampli-lo.Precisamos da participao do pblico em geral, das au-toridades e das partes interes-sadas no mundo dos negciosque sero os colaboradores e os usurios finais da Internet das Coisas.

    Precisamos de uma nova mdiapara comunicar a idia da Internet das Coisas, os seus desafios,problemas e benefcios, incentivan-do as pessoas a pensar nestanova tecnologia de ruptura.

    So poucas as coisas que funcio-nam melhor do que contar histrias com imagens.

    Este gibi destinado a todo mun-do. Todos podem ver as histriasque esto sendo contadas e formarsua opinio. Use como uma basepara discusses profundas ousimplesmente como inspirao.Concorde, discorde ou fique emcima do muro, mas fale sobre oassunto.

    Mirko PresserThe Alexandra Institute

    Mas na verdade nunca tivemos a inteno de fazer um

    Gibi!

    Vamos cham-lo de Gibi

    Para saber mais sobre a Iniciativa da Internet das Coisas visite as pginas oficiais da Comunidade Europeia

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  • De fato, esta evoluo marca um rompimento tecnolgico que per-feitamente ilustrado neste gibi so-bre a IoT. Tambm anuncia o incio de um novo paradigma na relao entre seres humanos e objetos.

    Em 2000, havia 6 bilhes de hu-manos vivendo na Terra e 500 mi- lhes de equipamentos conectados internet. Durante 2008, quando a presidncia da UE estava organi-zando a sua conferncia Internet das Coisas Internet do Futuro em Nice, na Frana, o nmero de equipamentos conectados internet ultrapassou pela primeira vez o nmero de seres humanos na Terra.

    Hoje, em 2011, a populao mun-dial chega a 7 bilhes e o nmero de aparelhos conectados chega a 13 bilhes. Em 2015, haver trs vezes mais aparelhos conectados do que pessoas no mundo. Cinco

    anos depois haver 50 bilhes de equipamentos conectados para apenas 7,6 bilhes de humanos. Nesta poca, imperceptivelmente, o mundo no ser mais o mesmo.

    Ento, a profecia de Trajan Koruga na vigsima quinta hora de C. Virgil Gheorghiu se cumprir? (...) uma sociedade que tenha [bilhes] de escravos mecnicos e meros [sete bilhes] de humanos (...) revelar as caractersticas de sua maioria proletariada (...).

    Estamos aprendendo sobre as leis e o dialeto de nossos escravos e, assim, poderemos dar-lhes ordens. Dessa forma, gradual e impercep-tivelmente, estaremos renunciando s nossas qualidades humanas e nossas prprias leis.

    Ou surgir uma verso iluminada da Internet das Coisas, na qual a relao de poder desejvel entre

    humanos e mquinas estar re-fletida no design de sistemas?

    Se pegarmos a idia de Homem no mundo ocidental, a qual enxerga o Homem como responsvel e ma-duro, capaz de agir racionalmente e de definir-se atravs de autono-mia moral e liberdade de escolha, estabeleceremos um alto nvel de orientao sobre como os sistemas devem ser construdos e o que a Internet das Coisas poderia ou no deveria fazer por ns. (Sarah Spiekermann, 2011).

    Temos que perceber que um objeto , ao mesmo tempo, um canal de comunicao e um estoque de informaes que refletem relaes sociais numa sociedade em um dado momento. Seres humanos se comunicam atravs dos objetos que comercializam. A natureza dos objetos e os seus termos de troca so o smbolo atravs do qual uma

    Prefcio por Grald Santucci

    Quando os objetos podem sentir o ambiente e se comunicar, eles se tor-

    nam ferramentas poderosas para entender coisas complexas e responder

    a elas com eficincia. Embora tais objetos inteligentes possam interagir

    com humanos, mais provvel que interajam ainda mais entre si auto-

    maticamente, sem interveno humana atualizando-se com as tarefas do

    dia.

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  • sociedade se representa. Portanto, o futuro dos objetos na Internet das Coisas no importante apenas para entendermos como devemos direcionar polticas como espectro, padronizao, privacidade, seguran-a, numerao, informao aberta, educao, reciclagem, cooperao global, comunidades inteligentes e governana, mas tambm para termos uma idia de se a Internet das Coisas realmente trar dados brutos para o indivduo e a sociedade e se fortalecer os indivduos e a sociedade para gerar novos dados.

    Se seremos capazes de escapar da escravido por reificao a tendncia essencial do capitalismo de colocar a condio humana abaixo do reino das mercadorias e propor um reencantamento do mundo baseado na conexo ntima, real e poderosa entre humanos, objetos e natureza, permitindo que os quadrinhos ilustrem as narrati-

    vas das muitas facetas da Internet das Coisas em particular a so-ciedade, tecnologia, indstria, etc.-, este livro oferece ampla abertura para a imaginao e a criatividade, e tambm para a agitao e o receio. espirituoso, encanta-dor, divertido, muito educativo e interessante! Aproveite a viagem ao futuro!

    Grald Santucci

    Chefe da UnidadeNetworked Enterprise e RFID

    Comisso Europeia Diretrio Informao Geral Sociedade e Mdia

    3

    Grald Santucci

  • Regular a iluminao de acordo com a presena de carros ou pedestres uma soluo muito atraente para reduzir o consumo de energia. Alm disso, a iluminao urbana pode ser usada para destacar...

    situaes perigosas como vazamento de leo,

    um acidente de trnsito, aju- dando o trabalho do resgate,

    ou artistas de rua entretendo os passantes.

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  • Quando podemos apagar a iluminao de rua? Ou qualquer outra coisa que no precise ficar ligada agora? No to fcil determinar, mas se pudermos, sem violar a privacidade ou prejudicar a convenincia, a necessidade e a segurana, poderemos economizar energia.

    A Internet das Coisas no vai apenas controlar o ligar e desligar, mas tam-bm nos permitir identificar a necessi-dade de manter os objetos ligados. Alm disso, podemos usar esta ideia para evidenciar a atraes ou destacar situaes perigosas.

    Cada pessoa deve decidir se vai caminhar luz do altrusmo criativo ou escurido destrutiva do egosmo Martin Luther King Jr.

    Mas ns podemos decidir? Pode-mos pedir que os postes de luz se desliguem para podermos admirar o cu noite ou nos escondermos atrs da esquina para o bem ou para o mal?

    Quando ligar ou desligar?

    5Vdeo da SECE sobre iluminao inteligente e tecnologias urbanas eficientes.

  • Para Rob van Kranenburg, profes-sor, escritor, autor de Internet das Coisas, uma crtica tecnologia do ambiente e tecnologia RFID que tudo v e co-autor de A Internet das Pessoas para um mundo ps-petrleo s para mencio-nar uma parte do que ele e faz, a Internet das Coisas escapa a qualquer tentativa de avaliao em uma escala convencional de bom e ruim.

    a mesma coisa que perguntar: Por que estamos neste planeta: Os seres humanos so bons? simplesmente lgico usar ferra-mentas e dados que esto nossa disposio para alocar nossas memrias para o ambiente a fim de manter nossa mente livre para focar em outras coisas. ele diz.

    A tecnologia j est disponvel. Nossas configuraes pessoais j esto nas nuvens. Etiquetas RFID, cdigos de barras 2D e 3D, sen-sores, IPV6 e toda uma gama de tecnologias existem para garantir que humanos e coisas possam se conectar amplamente. A questo que uso fazemos disso e como vai impactar os seres humanos numa

    sociedade civil.

    Voc tem que admitir que atual-mente o mundo est bem bagun-ado e nosso histrico no muito bom. Mas eu sou bem otimista e ns simplesmente temos que assumir que podemos encontrar maneiras melhores de nos rela-cionarmos sem ficarmos batendo a cabea uns nos outros!, diz Rob van Kranenburg.

    Ele v dois cenrios possveis, um positivo e um negativo.

    No cenrio positivo, as instituies existentes na socie-dade so mantidas, porm abrem seus bancos de dados e infra-estruturas para torn-las publica-mente disponveis para que todos possam fazer bom uso delas.

    A mensagem da sociedade civil para os poderes estabelecidos, conforme formulada por Rob van Kranenburg, clara:

    Permita-nos ajud-los a se trans-formarem em estruturas e redes mais horizontais. Vocs ainda podem trabalhar, no mais no alto

    de torres, mas no nvel da cidade, e usaremos dados em tempo real para tomar melhores decises. Vocs fizeram o melhor que po-diam, pelo menos tentaram, mas agora chegou a hora de construir uma espinha dorsal pblica com suporte para estruturas inclusi-vas e todo o resto tomada de deciso local.

    No cenrio positivo, a Internet das Coisas trar transparncia radi-cal e um tremendo controle pelos usurios finais, colocando-os no mesmo patamar que corporaes e Estados. Um protocolo de compar-tilhamento e colaborao chegar a uma massa crtica equiparvel com foras de competio, e os modelos de negcios que negligen-ciarem o fato iro quebrar.

    No entanto, as antigas instituies tero dificuldade em se adaptar a esta nova ordem das coisas. A histria destas instituies demonstra uma tradio profun-damente enraizada de bloquear acesso ao conhecimento para se manter no poder. Ento, adotar um desenvolvimento que ocasiona o desmantelamento das suas

    A IoT significa transparncia radical e um controle tremendo para os usurios finais Rob van Kranenburg entrevistado por Stig Andersen

    Para mim, a Internet das Coisas como o vento. Voc v as coisas se

    movendo. Voc sabe que algo as est movendo, mas no sabe exatamente

    o que . Em alguns lugares, rvores chacoalham e prdios so destrudos;

    em outros, est tudo calmo e tranquilo. At certo ponto previsvel, mas

    muitas vezes no.

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  • estruturas no um cenrio tentador. Rob van Kranenburg usa a imagem de uma casa:

    Antes da internet, estas instituies tinham apenas uma porta para pro-teger, o que era feito com diplomas e medidas de segurana estritas. Com a internet, as pessoas atravessarama porta, as janelas e todos os outros buracos da casa. Talvez a casa se torne transparente at o ponto de desaparecer junto com a noo de que dados podem pertencer a uma determinada instituio.

    No cenrio positivo, um mundo com-pletamente horizontal surgir onde a questo central como organizar a solidariedade e as estruturas pbli-cas.

    Eu acho que isto pode ser feito assumindo o controle em nvel do dispositivo. Este um momento crtico e talvez possamos faz-lo pela primeira vez. Mas a comunidade de especialistas tcnicos deve se tornar poltica e precisa parar de focar nos processos de backend., diz Rob van Kranenburg. E ele continua:

    Imagine que temos uma estrutura pblica aberta em todas as camadas sobre a qual servios podem ser criados. Esta uma mudana que precisa acontecer, caso contrrio, no haver Internet das Coisas. Ao invs disso, haver redes privadas, condomnios fechados e as estru-turas realmente integradas ficaro disponveis apenas para os grupos inteligentes e privilegiados, mas tam-bm isolados.

    De acordo com Rob van Kranenburg, a tendncia desintegrao da socie-dade j existe.

    Cada vez mais pessoas se pergun-tam o que as instituies existentes esto realmente fazendo por elas e se deveriam continuar apoiando com o pagamento de impostos. Se a tecnologia lhe permite cuidar da sua prpria segurana, energia, etc., atravs de compartilhamento ecolaborao em redes sociais, por que continuar apoiando estas institui- es? Ento grandes grupos de pes-soas sairo deste sistema no com uma revoluo, mas com um simplessussurro. O sistema est a ponto de quebrar e as pessoas no pensaro mais em termos de nao, solidarie-dade, etc.

    Alegando que era a coisa menos til que podia fazer, Rob van Kranenburg originalmente estudou literatura. J naquela poca ele sentiu que estava vivendo num lugar estranho e malgerenciado e a literatura se tornou uma maneira para, de certa forma, entender os mecanismos invisveis.

    Nos anos oitenta ele conheceu o hipertexto e ficou fascinado pela ex-perincia de poder clicar voc mesmo em qualquer situao e ser levado a um novo nvel.

    O hipertexto foi uma liberao da narrativa e para mim foi assumir o controle. Eu comecei a me interessar muito no nvel do contedo. Eu estava basicamente interessado na maneira como as palavras funcio-navam.

    Desde ento, Rob van Kranenburg est profundamente envolvido em debater e formar vises sobre novas tecnologias em uma variedade de funes. Entre elas, ele co-fundador da Bricolabs (www.bricolabs.net), uma rede de desenvolvimento local e global de infraestruturas genricasgradativamente desenvolvidas por comunidades. Tambm fundador do Conselho, um grupo de reflexo da Internet das Coisas (www.theinter-netofthings.eu) e presidente Grupo de Trabalho Social (Working Group Societal em ingls) do frum IoT.

    Insistindo que um otimista do fundo do corao, Rob van Kranenburg afirma que, ao longo dos anos, sua mensagem sempre foi a mesma: A Internet das Coisas vai criar um equilbrio melhor entre o usurio final, o governo e os setores da economia. Vai expor as ineficincias e propor-cionar s pessoas maior controle em servios de misso crtica. Agora tem tanta negatividade que reconhe-cidamente difcil ficar muito positivo. No entanto, urgente ir aos agentes institucionais e explicar que eles esto numa rota fracassada e esto perdendo a oportunidade de aprovei-tar o melhor das instituies atuais e fazer bom uso delas para opblico.

    Rob van Kranenburg

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  • O gerenciamento inteligente de lixo urbano fornecer informaes teis para a populao incentivando uma maneira mais fcil e ambientalmente correta de coletar o lixo. Isto pode ser feito identicando e esvaziando as latas e contineres quando esto prximos de carem cheios sem sobrecarregar as casas, empresas e reas pblicas.

    A implementao de gerenciamento inteligente de lixo urbano permitir uma coleta mais eciente e otimizar a maneira como feita hoje.

    Alm disso, podem ser criados incentivos para encorajar os cidados a produzirem menos lixo e reciclarem mais.

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    Gerenciamento Inteligente de

    Urbano

  • A Internet das Coisas ir otimizar os processos que acontecem no mundo real.

    Logstica, concessionrias de servio pblico e operaes por ocorrncias so funes comple- xas regidas por parmetros que hoje em dia so estimados ou sim-plesmente desconhecidos.

    A IoT permite uma coleta de dados e informao com muito maior granularidade e mais preciso do que nunca.

    No cenrio da aplicao de Ge-renciamento Inteligente de Lixo Urbano, a coleta de lixo pode ser otimizada, por exemplo, em termos da rota ser realizada, baseada nos nveis de preenchimento das latas. As que estiverem vazias sero ignoradas, as que estiverem cheias sero esvaziadas e as que estiverem quebradas sero con-sertadas rapidamente. Otimizao economiza tempo e reduz cus-tos - um fator importante para os desafios econmicos das cidades de hoje.

    No entanto, otimizao um de-safio nestes cenrios. O desen-volvimento dos algoritmos para encontrar os padres corretos em uma massa de dados e transfor-mar os resultados em processos de negcios vai requerer muitas experincias at que o nvel correto de confiabilidade seja atingido.

    A Internet das Coisas vai permitir um mundo onde teremos mais tipos de incentivos no apenas os financeiros.

    Incentivos financeiros vm sendo empregados por dcadas com um grau moderado de sucesso. Em al-gumas reas funcionam, em outras tm impacto limitado. O importante o feedback imediato.

    Jogos de computador so ex-celentes exemplos de onde sempre h desafios difceis o suficiente para despertar o interesse, mas fceis o suficiente para serem atingidos (talvez depois de algu-mas tentativas, mas possvel).No cenrio de aplicao de Ger-enciamento Inteligente de Lixo Urbano, os cidados recebem resposta imediata pelo compor-tamento na forma de crditos verdes (uma moeda virtual). O uso excessivo de um recurso (no caso do espao em uma lixeira) puni-do removendo-se os crditos; e o uso eficiente recompen-sado com crditos verdes.

    Os crditos podem ser usa-dos para receber recompensas financeiras como devoluo de impostos ou simplesmente para ser comparados com os de amigos e outros cidados em jogos sociais na vida real.

    Experimentos com incentivos no financeiros uma importante rea de conhecimento que a Internet das Coisas pode facilitar. No entanto, descobrir o que desencadeia as mudanas de comportamento humano , em si prprio, uma rea de pesquisa.

    Otimizao Incentivos

    9Vdeos de maneiras engraadas de gerenciamento do lixo da Volkswagenn

  • Sensores de rua interativos renem dados sobre a cidade a pulsao da cidade. Sensores em todos os postes da cidade medem dados de barulho, trnsito,meio ambiente, aglomeraes, temperatura. Literalmente qualquer coisa. Os dados so transmitidos e processados e a informao apresentada como...

    Por exemplo, pode-se ver um mapa mostrando a poluio em tempo real e seus dados histricos.

    ... infogrcos dinmicos mostrando detalhes interessantes sobre aa cidade como um organismo vivo, por exemplo, como usada pelas pessoas, uxo de trfego e impacto no meio ambiente

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    Urbano

  • O planejamento urbano tradicional feito com um conjunto de dados gerados pelo governo. So relativa-mente estveis e alimentados com mtodos bem estabelecidos.

    E se esses dados pudessem ser complementados com maior nvel de detalhes? Novos dados provenientes de uma infinidade de fontes pblicas e privadas.

    Informaesprovenientesdoscidados fotos de coisas que as pessoas querem que sejam conser-tadas, como um buraco na rua.

    Dadosambientaisprovenientesde sensores localizados pela cidade inteira os sensores podem pertencer a organizaes pblicas ou privadas e precisam ser combinados para formarem um retrato perfeito.No h dvida de que os gestores

    urbanos podem se beneficiar usando amplos registros que so estveis e comprovados.

    Falta apenas um pequeno passo at que possamos vislumbrar dados dinmicos inseridos no processo de planejamento urbano. Estes dados dinmicos em particu-lar poderiam ser usados para ava- liaes em tempo real dos efeitos a longo prazo do planejamento.

    Planejamento urbano

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    Urbano

    Vdeos de diversidade urbana em comunidades miscigenadas

  • Os cidados podem ver as aes que os gestores da cidade tomaram ou esto planejando implementar. Os cidados podem tambm participar

    -

    ativamente da conversa postando mensagens para as autoridades.

    De acordo com a opinio pblica,

    vital reduzir a emisso de poluio gerada pelo trnsito dentro da rea urbana!

    Mais tarde em uma conferncia na Prefeitura ...

    O pblico acessa os nveis de poluio atuais.

    Os comentrios dos cidados so coletados,discutidos nas reunies de planejamento econsiderados nas novas polticas.

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    Urbano Sustentvel

  • Com o aumento do conhecimento ainda mais detalhado sobre o nosso mundo e, em especial, sobre nosso meio ambiente, as decises polticas podem ser tomadas baseadas em dados reais. E, ainda mais importante, seu impacto pode ser medido em tempo real.

    Por exemplo, uma nova zona de cobrana por emisso foi imple-mentada: Tem o impacto desejado de reduzir o congestionamento e as emisses? Como as pessoas agora chegam ao centro da cidade? Existem problemas adicio-nais como, por exemplo, super-lotao em rotas de transporte pblico que no foi prevista?

    A interpretao dos dados para tomada de deciso um desafio importante pelo qual a Internet das Coisas est passando. O desen-volvimento dos algoritmos que podem peneirar grandes quanti-dades de dados variados para encontrar padres que expliquem nosso mundo imparcialmente um problema complexo. Somente ento eles podero nos ajudar a planejar, operar e influenciar nosso mundo para melhor com a Internet das Coisas.

    Fazendo polticas

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    Urbano Sustentvel

    Video da semntica na web da STI International.

  • A resposta de Alessandro Bassi, da Alessandro Bassi Consulting, para a pergunta A Internet das Coisas precisa de uma killer application:

    No acho que precisamos de uma killer application, mas precisamos de um killer business model. Veja o impacto que a loja de aplicativos da Apple teve no negcio de aplica-tivos.

    De acordo com Alessandro Bassi, um modelo poderia ser baseado no negcio de emprstimo de objetos, ao invs de compra e venda. Obvia-mente, todo o processo seria muito mais fcil do que hoje em dia.

    Pegue o exemplo de uma furadeira, que voc v em muitas casas. Uma furadeira pode ser muito cara. Se levarmos em conta que a utilizare-mos apenas 10 minutos de sua vida til, o custo sair caro por minuto de uso. Alugar em uma loja faa voc mesmo local bem trabalhoso. Imagine, ao invs disso, colocar um simples chip na furadeira e poder

    rastre-la e emprest-la como um tipo de servio comunitrio.

    Ele diz que os setores de logstica e sade, bem como o setor energtico, seguramente se beneficiariam com os avanos na Internet das Coisas. Estas sero as reas onde a imple-mentao da Internet das Coisas estar mais facilmente disponvel.

    Alessandro Bassi, de fato, v certa impacincia entre os consumidores para com as solues que utilizam a Internet das Coisas, as quais facilitariam o seu dia-a-dia.

    Estamos numa situao parecida a que tnhamos com a internet em 1992. A Internet das Coisas ainda est na infncia, mas as pessoas esto ficando muito mais empolga-das e com muito mais rapidez que antes. Por que no simplesmente sair do supermercado com as com-pras sem ter que tir-las do carrinho para pagar?

    Mas, na verdade, o que a Internet

    das Coisas? A resposta obvia-mente influenciada pelo fato de que Alessandro Bassi tem trabalhado h anos na rea de alta tecnologia em rede.

    Eu tenho a tendncia de ver a Internet das Coisas como a inter-conectividade entre objetos. a capacidade de identificar objetos e comunicar-se com eles de forma nica por meios eletromagnticos. E ele continua:

    Estamos bem no incio, tanto em termos de nmero de objetos interconectados quanto de ma-neiras de conect-los. Na maior parte dos casos ainda estamos usando tecnologia wireless ou RFID (radiofreqncia) para desenvolver solues para tarefas especficas. A Internet das Coisas vai envolver essas tecnologias, mas precisamos ir muito mais alm. Isso inclui supri-mento de energia para os sensores individuais e outros equipamentos. No podemos simplesmente colocar uma bateria nos objetos, precisamos

    Precisamos de um killer business model Alessandro Bassi entrevistado por Stig Andersen

    Muitas evolues tecnolgicas vo de mos dadas com tendncias

    maiores na sociedade e so alimentadas por foras motrizes maiores que

    as fantasias do mundo dos geeks. Ser amante da tecnologia no significa

    que voc no liga para as coisas que vo alm da tecnologia.

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  • coletar energia do ambiente.

    Na verdade, ele diz, precisamos nos afastar da idia de adicionar algo aos objetos para permitir a interconectividade.

    Precisamos de integrao real entre os componentes, por exem-plo utilizando transistores que no sejam base de silcio, como os de plstico. Isso significaria que no precisaramos colocar chips em tudo. O transistor e a habilidade de comunicao estariam includas no prprio objeto. Este um aspecto muito importante.

    Novamente, tecnologia apenas um aspecto desta histria.

    Governana adequada, particular-mente no que diz respeito privaci-dade e segurana, um aspecto que precisa ser desenvolvido. Voc no quer que todos saibam que objetos voc tem em casa.

    H um risco de intruso por parte do governo e das empresas e, se voc observar algumas das ltimas tentativas de controlar a Internet,

    bem assustador. Ento, privacidade e segurana precisam ser aborda-das sob ambos os pontos de vista: tecnologia e governana.

    Alessandro Bassi est confiante que o potencial da Internet das Coisas finalmente se tornar realidade. No entanto, a curto prazo, ele tambm v um risco de que as reais apli-caes no atinjam as expectativas.

    Desenvolvimento tcnico demora um bom tempo e acho que algumas das expectativas atuais sobre a Internet das Coisas pode diminuir. Eu no acho que v acontecer nada de importante no campo num es-pao de tempo de cinco anos, o que pode esfriar o interesse geral.

    Alessandro Bassi considera o frum IoT-i como um instrumento importante no processo de desen-volvimento da viso da Internet das Coisas. O trabalho na Internet das Coisas feito por muitas reas diferentes, portanto, h uma ne-cessidade de um lugar para que as pessoas de tecnologia, os criadores de politicas, os usurios finais e as equipes cientficas possam se

    encontrar e trocar ideias e experin-cias. Porm precisamos encontrar um bom enfoque. No deve ser somente mais um Conselho, mais um rgo de padronizao ou mais uma conferncia.

    Alessandro Bassi est confiante que o frum IoT-i ser uma comunidade na qual tudo, desde protocolos at arquitetura e governana, possa ser discutido abertamente.

    O frum IoT-i uma comunidade no sentido de que os indivduos podem contribuir com sua partici-pao e viso e a troca de ideias pode acontecer sem qualquer regra empresarial ou fatores externos que distoram a viso.

    Alessandro Bassi trabalha com a Internet das Coisas desde 2004, quando entrou na Hitachi Europa como pesquisador em advanced networking topics. Quando lhe per-guntam o que mais o entusiasma na Internet das Coisas, ele no mede palavras: A Internet das Coisas ser uma revoluo muito maior que a internet e os celulares juntos!

    15

    Alessandro Bass

    i

  • Angela mdica num hospital geral. Ela geralmente receita medicamentos durante as visitas. Os remdiosgeralmente so administrados pelos enfermeiros.

    Este e outros dados relacionados aos remdios(como por exemplo, dosagem) so registradosno EHR* de Robert.

    Em uma das visitas, Angela decidiu que Robert, um paciente, precisa ser medicado duas vezesao dia. Uma vez noite e outra pela manh.

    O remdio da noite chega da farmcia do hospital em uma ampola etiquetada.

    O enfermeiro utiliza um tablet com um pacote especial de software para ler o NFC** na pulseira do paciente...

    * EHR: Registro Eletrnico de Sade (em ingls Electronic Health Record.) ** NFC: Comunicao de Campo Prximo (em ingls Near Field Communication)*** RFID: Identicao por Radio Freqncia (em ingls Radio Frequency Identication)

    ... e a etiqueta RFID*** da ampola.

    Uma anlise de dados automtica ativada quandoo tablet faz a leitura. Surge um alarme na tela. A dose denida no remdio no est de acordo com a dose denida no EHR de Robert. O alarme desligadopelo enfermeiro.

    Ele entra em contato com a farmcia e avisa sobre a dosagem equivocada.

    Quando ele l a pulseira de Robert com o aplicativo do tablet, tem acesso informao EHR. Para a medicao ele precisa ler a etiqueta RFID na ampola.

    16

    Inteligente

  • A Internet das Coisas ser um grande fornecedor de dados e somente se os dados estiverem conectados com outras fontes de dados haver uma verdadeira Internet das Coisas.

    No domnio mdico, os dados da Internet das Coisas precisam estar conectados com bancos de dados mdicos, como os registros eletrni-cos do paciente, uma esfera restrita e muito privativa.

    Em outros casos, os dados da Inter-net das Coisas podem ser muito mais abertos para ajudar todos os tipos de inovao a oferecer novas aplicaes e novos servios para pessoas e processos.

    Dos 20 cenrios da IoT neste gibi, quais deles voc gostaria que fossem abertos, restritos ou at fechados?

    Quem vai decidir? Legislao go-vernana? O proprietrio da soluo? Ou a pessoa / objeto que est sendo observado? A resposta ainda no est clara.

    Open Data

    17

    Inteligente

    Vdeo - avisando ao chefe que esta doente pr Internet das Coisas Europa

  • Recentemente, os mdicos de John diagnosticaram que o seu mal de Alzheimer est piorando.

    Como resultado, os lhos dele resolveram aumentar o monitoramento usando aplicativos que utilizam sensores que permitem monitorar seuparadeiro e sua condio mental em casa e na vizinhana. O mdico -e os lhos de John podem agora monitor-lo remotamente e receber uma mensagem se houver qualquer problema.

    Dessa forma, John mantm sua vida pessoal e social, o que muito importante para a sua felicidade e para lidar com seu problema de sade.

    Oi John, como o senhor est?

    Estou bem, obrigado!

    18

    Envelhecimento

    da Populao

  • As aplicaes da Internet das Coisas podem melhorar a quali-dade de vida especialmente para os idosos.

    No que diz respeito aos cuidados de sade, as aplicaes da Internet das Coisas, podem ajudar no somente o bem-estar das pessoas, mas tambm podem indicar proble-mas de sade existentes.

    Por exemplo, as redes de sensores corporais podem ser usadas para dar feedbacks diretos durante exer-ccios fsicos e para indicar quando algum sofre uma queda perigosa. Este ltimo caso de relevncia particular para idosos que passam por este tipo de situao devido a problemas mentais ou fragilidade fsica; eles no poderiam contatar a famlia, um enfermeiro ou mdico sem tecnologias para ajudar em caso de uma emergncia.

    Nestes casos, o aplicativo da Inter-net das Coisas entraria em contato com a pessoa responsvel infor-mando o local e a hora do incidente e as aes necessrias poderiam ser tomadas o mais rpido pos-svel.

    Sob a perspectiva do usurio final, este tipo de servio permite que

    os idosos vivam de maneira mais autnoma e auto determinada, fatores importantes que influen-ciam positivamente na qualidade de vida.

    Os aplicativos da Internet das Coisas devem abordar assuntos relacionados privacidade para que sejam adotados pela socie-dade com xito.

    As discusses atuais nos meios de comunicao de massa relacio-nadas TI revelam preocupaes reais sobre a privacidade dos aplicativos web, como as redes so-ciais. Da mesma forma, os futuros aplicativos da Internet das Coisas tambm devem tratar claramente o potencial de invaso de privaci-dade.

    Particularmente no que diz respeito ao seu carter onipresente e a sen-sores acoplados nos ambientes da vida cotidiana, como exemplificado no cenrio dos idosos esquerda, estas aplicaes so muito dife-rentes das situaes tradicionais de escritrio ou home office.

    Consequentemente, vrias infor-maes como localizao geogr-fica e hora de acesso ao servio podem ser rastreadas de forma discreta, sem que as pessoas per-cebam. Uma potencial implicao seria a gerao fraudulenta de per-fis de usurios falsos que poderia ser utilizada de maneira

    irregu-lar ou vendida a terceiros. Embora este tipo de informao seja frequentemente solicitado para que modelos de negcios e servios funcionem corretamente, polticas de privaci-dade transparentes e mecanismos seguros de transferncia de dados so inevitveis para que os aplica-tivos da Internet das Coisas sejam adotados com sucesso.

    O design dos aplicativos da Inter-net das Coisas deve, portanto, le-var em considerao dois aspectos de privacidade:

    Primeiramente, os prestadores de servio devem comunicar clara-mente o propsito, a frequncia e as detalhes do porqu, com que frequncia e que tipo de informao pessoal est sendo rastreada.

    Em segundo lugar, deve-se aplicar tecnologias de ponta e atualiza-das de criptografia para garantir comunicao segura entre usurio e fornecedor.

    Desta maneira muito reco-mendvel desenvolver leis e disposies internacionais pelos rgos pblicos.

    Qualidade de Vida

    Privacidade

    19 Vdeo sobre o Pillbox (caixa de plulas) da Internet das Coisas Europa.

  • Claro, este equipamento de monitoramento pessoal vai ajudar com os check ups e diminuir as visitas ao mdico, j que podemos acompanh-la remotamente.

    De volta cidade dela....

    Ela se sente aliviada e agora pode passar mais tempo com os amigos fazendo o que ela gosta.

    O conceito de cuidado contnuo permite aos idosos com problemas de sade e aos pacientes com doenas crnicas carem em casa independentemente da sua condio, reduzir as incmodas visitas ao mdico e evitar a mudana prematura para uma casa de repouso.

    No dia seguinte, numa visita casa do seu lho que tem problemas de corao, ela descobre uma soluo possvel...

    Eu quase nem percebo mais este equipamento. Talvez um desse pudesse funcionar para voc?

    Bom, eu no estou cando mais jovem nem mais saudvel, mas quero manter a minha independncia o mximo possvel...

    S que essas consultas mdicas s para fazer um check up de

    rotina so incmodas.

    20

  • A Internet das Coisas ir econo-mizar seu tempo e melhorar sua qualidade de vida.

    Os sistemas de atendimento bsico de sade esto operando em sua capacidade mxima.

    Um bom indicador disso a fila de espera por tratamento. Muitas das visitas de rotina so parte de um conjunto bem definido de recomendaes para proporcionar melhor cuidado aos pacientes. No entanto, isto insustentvel.

    Esta situao causada pela popu-lao idosa e pela demanda em constante crescimento por servios de sade. O conceito de telemedici-na uma parceria pblico-privada que pode mudar esta situao.

    A telemedicina permite que os pa-cientes sejam monitorados remota-mente para check ups de rotina, usando um equipamento nas roupas ou um modelo porttil em casa ou na rua. Consultas de rotinas sero menos frequentes enquanto o tratamento ainda puder ser ajustado com as informaes do sistema de telemedicina,

    proporcionando mais flexibilidade para que os pacientes aproveitem a vida.

    A telemedicina uma rea em rpido avano. Os aplicativos e aparelhos so fornecidos comer-cialmente para o usurio indivi-dualmente, mas um nmero limitado est conectado ao sistema pblico de sade.

    Para que a telemedicina entre para o sistema de sade necessrio um alto grau de maturidade de am-bas as partes: profissionais de TIC e comunidades de sade.

    Economia de tempo

    Escolha e aceitao

    Os clientes querem escolher os produtos e a escolha faz com que o mundo seja um lugar melhor (mais aceitvel).

    O cenrio de aplicao de Cui-dado Contnuo ilustra o paciente escolhendo um aparelho de teleme-dicina. Esta uma ao importante para a aceitao de uma nova tecnologia numa rea to ntima e pessoal da vida.

    um processo interativo de com-prometimento do usurio final em laboratrios vivos experimentais que nos levam a um ponto em que bons produtos podem ser criados.

    Entender o que o usurio final quer o ponto-chave para que a Internet das Coisas no se torne um Big Brother ou uma espada de Dmocles.

    21Vdeo sobre tele-medicina do Centro de Medicina Distancia

  • Sistemas de sade sofisticados, casas inteligentes, conectividade constante proporcionando novas formas de comunicao e inteligncia descentralizada estas so apenas algumas das facetas do amplo es-pectro de aplicaes IoT que j esto impactando nossa vida cotidiana.Peter Friess ressalta em seu livro que a IoT no significa que estamos seguindo na direo de viver em um mundo virtual.

    Eu gosto da idia de espaos inteli-gentes proporcionando ambientes de convivncia e trabalho fceis e ricos. Voc tem muita informao a seu dis-por e pode se comunicar facilmente. Eu gosto deste tipo de inteligncia, mas ainda quero interagir com pes-soas reais no mundo real e no viver em algum tipo de mundo virtual.

    Em nvel global, estamos encarando um dos maiores desafios no qual, de acordo com Peter Friess,a IoT possui um papel a desempenhar:

    H mudanas sociais srias que precisamos resolver. A populao do nosso planeta est crescendo rapidamente, mais e mais pessoas

    esto se mudando para as cidades e as pessoas esto preocupadas com a segurana pessoal e com a perda do emprego. A IoT tem o potencialde contribuir para garantir segurana pessoal, oportunidades de trabalho, gerenciamento urbano melhorado e melhor gerenciamento dos nossos recursos.

    Os servios IoT se tornaro to importantes quanto os tradicio- nais servios bsicos como gua e eletricidade e um amplo leque de aplicativos IoT sero desenvolvidos. O objetivo no passar o tempo, mas aproveit-lo da melhor maneira possvel.

    As pessoas no precisam de um aplicativo porque tm que esperar cinco minutos no ponto de nibus e ficam entediadas. Elas precisam de um aplicativo porque tm que trabalhar em dois ou trs lugares para terem uma renda descente e precisam chegar at l da maneira mais eficiente possvel. A maioria das pessoas est preocupada basica-mente em viver uma vida confortvel e segura.

    Para apoiar esta vida inteligente e ambientes de trabalho inteligentes ba-seados em IoT, existem requerimen-tos tecnolgicos a serem seguidos, por exemplo, infraestruturas seguras e confiveis, framework de aplica-tivos, padres comuns e interoperabi-lidade. Mas talvez o mais importante, de acordo com Peter Friess, seja que precisamos de pessoas inteligentes.

    Precisamos de pessoas inteligen-tes que saibam como se comportar neste tipo de ambiente. A quantidade de dados disponveis to imensa que precisaremos saber quais dados podem ser confiveis. Ento, alm das plataformas de tecnologia, h uma necessidade de treinamento em aplicativos e conceitos bsicos de segurana e privacidade para que as pessoas saibam interpretar e controlar os dados.

    As possibilidades de criar ambientes residenciais inteligentes atravs da tecnologia IoT vai depender muito de condies scioeconmicas e polti-cas, e menos de diferenas nacionais e regionais.

    A tecnologia IoT vai transformar a

    A IoT significa viver de maneira inteligente no mundo real Peter Friess entrevistado por Stig Andersen

    Para Peter Friess, responsvel de cincia e polticas na Comisso Europeia e

    coordenador do IERC Cluster Europeu de Pesquisa da Internet das Coisas, a

    IoT pode ser definida por uma combinao de tecnologias e perspectiva sociais.

    IoT um fenmeno de um nmero constantemente crescente de objetos inter-

    conectados que est gradualmente mudando e melhorando a vida das pes-

    soas.

    22

  • maneira que vivemos, mas claro que em diferentes velocidades nas diver-sas partes do mundo. Mas o avano da IoT est mais sujeito s diferen-as de condies de vida, renda, se-gurana social, e estabilidade poltica e prioridades que geografia.

    Para Peter Friess, muito importante que a IoT no evolua para projetos nacionais mas, na verdade, cruze fronteiras.

    Mesmo na Europa, a IoT se desen-volve em diferentes velocidades e precisamos garantir que no se torne um projeto nacional. A questo do roaming na telefonia mvel ou dapadronizao so exemplos do que precisamos enfrentar tambm neste domnio. Visto da perspectiva da Comisso Europeia, precisamos expandir a adoo da IoT por toda a Europa.

    Peter Friess tambm v a necessi-dade do que ele chama de uma estrutura de responsabilidades. Se a tecnologia IoT se torna parte inte-grante e crucial das sociedades,algum precisa assumir a responsa- bilidade se alguma coisa no fun-ciona. Isto tambm tem relao com a questo dos modelos de negcios e possveis operadores das infra-estruturas da IoT.

    Eu prevejo um modelo similar ao que ns conhecemos dos modelos de

    servios bsicos. Os operadores so principalmente empresas privadas, mas os governos mantm controle sobre as coisas para garantir que, por exemplo, regies remotas tam-bm sejam cobertas.

    H, no entanto, outros modelos de negcios possveis. Peter Friess aponta para o pachube.com como um exemplo de um tipo de plataforma que pode ser usada para comparti- lhar dados dos sensores.

    A idia basicamente proporcionar uma plataforma confivel e deixar que as pessoas a utilizem para desenvolver aplicativos IoT. O modelo de negcios deste tipo de plataformapoderia ser grtis na forma bsica, mas cobrado para servios adicionais ou mais espao de armazenamento.

    Peter Friess acredita que veremos agentes e sistemas paralelos no es-copo da IoT; no menos que quando o acesso dos dados restrito. Por diferentes razes, os governos e negcios corporativos vo querer manter o controle sobre seus dados. Ento, sistemas paralelos vo surgir como parte de um processo de de-mocratizao ilustrado por um exem-plo na Holanda. As autoridades no quiseram compartilhar os dados do fluxo de trnsito, ento os indivduos colocaram sensores e compartilha- ram os dados gratuitamente e, em alguns casos, com maior preciso!

    Peter Friess tem uma perspectiva a curto e longo prazo para o futuro de-senvolvimento da tecnologia IoT: Acredito que a curto e mdio prazo observaremos o foco em dispositivosbaratos e sensores com baixo consu-mo de energia e com mecanismos de coleta de energia. Poderamos com certeza melhorar quando se trata de criar interfaces de dispositivos maiscomplexos. Hoje, muitos dados ainda so processados usando teclado e mouse. Tambm precisamos desen-volver e implementar segurana e privacidade atravs de mecanismos de design.

    Em longo prazo, poder haver uma repercusso de outras reas de pesquisa como bio e nanotecnolo-gia, as quais proporcionaro novas maneiras de processar e apresentar dados. Novos dispositivos e sensores podem ser desenvolvidos e os seres humanos estaro conectados de ma-neiras diferentes ao teclado e mouse. O mundo virtual e a abordagem por simulao tambm podem impactar o desenvolvimento da tecnologia IoT.

    Esta entrevista expressa a viso pessoal do entrevistado e de forma alguma constitui um posicionamento formal/oficial da Comisso Europeia.

    Peter Friess

    23

  • ... aos servios de emergncia. Muitas outras ligaes, fora as dos veculos envolvidos, conrmam os acidentes. Os sensores de bordo dos dois veculos ...

    ... imediatamente detectam o acidente e o evento, juntamente com os dados de geolo- calizao, transmitido s autoridades locais para gui-las ao local da ocorrncia.

    Sensores no carro detectam uma coliso grave e enviam um sinal...

    Dois carros bateram

    centro da cidade.num cruzamento no

    Vou avisar os servios de emergncia.

    24

    Resposta a

  • Com pouca idade percebi que nenhum evento corretamente noticiado nos jornais George Orwell

    Detectar e interpretar ocorrncias o elemento-chave da Internet das Coisas.

    No cenrio de aplicao Resposta a Emergncias, a ocorrncia de um acidente deve ser determinada com preciso e a partir de fontes mltiplas, possivelmente confli-tantes.

    Os dois veculos informam um acidente aos servios de emergn-cia, possivelmente o nmero de passageiros e a fora do impacto e testemunhas reportam a ocorrncia ligando pelo celular localizao e horrio so fatores essenciais para determinar se os eventos esto conectados e se podem ser combi-

    nados em uma nica chamada de emergncia.

    Por fim, o evento deve ser descrito da maneira mais precisa e rpida possvel para permitir a resposta mais adequada.

    Quantas vtimas so e quais esto em condio grave? H qumicos perigosos envolvidos?

    Detectar eventos com preciso um desafio importante da Inter-net das Coisas e uma tarefa que parece no ter limites em termos de complexidade.

    Ocorrncias

    25Vdeo em dinamarqus sobre Aviso de Risco a Vida do Alexandra Institute

  • Enquanto Ted est estacionando o carro, o trem est chegandoe ele corre para pegar o trem.

    Usando dados em tempo real de trnsito e transporte pblico, o aplicativo de trnsito guiou Ted ao metr, economizando um tempo valioso. Como benefcio adicional, o perl verde de Ted aumentou, dando-lhe mais alguns crditos -que podem ser utilizados para a restituio de impostos.

    Ted est indo trabalhar de manh; ele est usando o aplicativo inteligente de deslocamento no celular para achar o melhor caminho para chegar ao trabalho. O aplicativo recebe atualizaes ao vivo sobre trnsito e transporte pblico e calcula o melhor roteiro para Ted. Parece que hoje tem trnsito no caminho dele.

    Vou tentar a via expressa. Sempre posso pegar a primeira sada se as coisas piorarem.

    Tem trnsito mais frente, se voc pegar a prxima sada, esta- cionar na estao e pegar o trem, economizar 10 minutos e ainda chegar ao trabalho no horrio.

    Droga de trnsito!

    26

    Inteligentes

  • Navegao baseada em GPS se tornou normal na vida diria de turistas e pessoas que saem para trabalhar diariamente ela nos ajuda a encontrar aquele museu, restaurante e outros lugares que no estamos familiarizados ou a ir ao trabalho todos os dias levando em conta as condies atuais de trnsito.

    A IoT fornecer informao adi-cional aos sistemas de navegao e far com que as informaes se complementem ainda mais ao adicionar as condies climticas do caminho, informaes dadas por outras pessoas em trnsito, medidas dos sensores das estra-das, etc.

    Esta combinao de informaes vai tornar o planejamento de viagens ainda mais eficiente e a prpria viagem ser mais agrada- vel.

    Voc j pensou, enquanto estava parado no trnsito, que se tivesse pego outro caminho voc j estaria em casa jantando? No precisa mais pensar nisso. A Internet das Coisas pode lhe dar toda a informao que voc precisa para tomar decises antes de pegar o caminho errado!

    A vida real est continuamente evoluindo, novos eventos acon-tecendo, mudanas de agenda, procedimentos sendo quebrados. Para tomar as decises corretas nestas condies, precisamos coletar e processar informaes de inmeros eventos acontecendo no mundo real e em tempo real.

    A Internet das Coisas ter um papel crucial em facilitar tais decises coletando informaes relevantes ao contexto atual para cada usurio condies de trnsito nas ruas que levam ao destino selecionado (recebendo dados dos sensores

    nas ruas, colocados em placas e embutidos nos carros), levando em conta os horrios de nibus e metr, assim como a localizao do usurio e do destino, nmero de vagas de estacionamento livres prximas s estaes de metr, obras, eventos pblicos e todas as outras atividades que podem ser vantajosas ou no para que o usurio chegue ao seu destino da maneira mais eficiente possvel.

    Navegao Sexto sentido

    27

    Inteligentes

    Vdeo sobre transporte de ltima gerao feito pela Intel

  • Greg est pegando o nibus para o trabalho e verica no celular o prximo nibus que vai chegar.

    Quando ele desce do nibus, uma mensagem informa o custo da viagem e o pagamento realizado diretamente atravs do celular.

    nibus 2A...

    A tarifa ser cobrada com base no nmero de zonas que ele cruzar.

    Greg est esperando aqui.

    Hum, acho que o nibus deve estar a caminho.

    28

    mvel

  • Comunicao de Campo Prximo (Near Field Communication NFC) uma tecnologia importante para a Internet das Coisas.

    A NFC est proximamente conectada aos celulares e uma tecnologia especializada na famlia tecnolgica de identificao por radiofreqncia (Radio Frequency Identification RFID).

    Ela possibilita muitos aplicativos para celulares, por exemplo, transaes de pagamento seguras.

    A Internet das Coisas e os servios baseados em localizao do poder a uma viso de mundo total-mente nova.

    As tags (etiquetas) de RFID for-necem a identificao de um objeto na sua forma mais primitiva. Mas, se combinada com informaes de localizao, uma maneira poderosa de rastrear objetos, pes-soas e animais.

    E se pudermos fazer pesquisas reversas onde esteve uma pessoa? Onde os produtos do meu concorrente so mais vendidos? Onde meus produtos esto sendo dispostos?

    Muitas percepes teis, porm sigilosas, podem ser formadas se soubermos onde ocorreu a transao: armazenando e aces-sando as informaes num banco de dados com perguntas estrutura-das que proporcionaro inteligncia aos negcios e permitiro um novo conjunto de aplicaes teis.

    NFC Servios baseados em localizao

    29

    mvel

    Vdeo sobre comunicao de campo prximo feito por Tapit NFC e Proxama

  • ...diz Harish Viswanathan, conse- lheiro CTO na M2M and Devices, Alcatel-Lucent.

    Harish Viswanathan tem um background em solues de redes sem fio e h trs anos entrou para o Chief-Tecnology Office da Bell Labs, diviso de pesquisa da Alcatel-Lucent, onde trabalha em estratgias de redes de sensores e de comunicao mquina a mquina. Uma mudana da qual ele no se arrependeu. Realmente era um campo emergente naquela poca e tem crescido exponencialmente desde ento nas empresas e indstrias. Estou feliz de ter comeado cedo nesta rea to empolgante., ele diz. Para entender a viso da Inter-net das Coisas, um grande nmero de desafios est por vir. De acordo com Harish Viswanathan, um deles fazer com que a comunicao com os objetos do dia-a-dia seja intuitiva.

    Hoje, j podemos fazer muito com a comunicao entre humanos

    apenas apertando um boto. Mas a Internet das Coisas busca enriquecer a vida criando mais conexes inteligentes entre os aparelhos e as pessoas. De certa maneira, estamos ampliando a inteligncia humana ao processar dados de forma inteligente at o ponto em que quase podemos falar em um outro nvel de percepo., diz ele.

    A tecnologia de cuidados com a sade, nos permitindo ficar mais tempo em casa e as solues inteligentes de estacionamento permitindo-nos estacionar com muito mais facilidade so apenas dois exemplos de como as solues da Internet das Coisas podem melhorar as nossas vidas. Ento, para Harish Viswanathan, concretizar a viso da Internet das Coisas , realmente, possibilitar aplicaes individuais em nossa vida cotidiana que buscam melhorar nossas vidas.

    Embora muitas das aplicaes em Internet das Coisas sejam para

    setores especficos como, por exemplo, sade, transporte e concessionrias de servio pblico, Harish Viswanathan aponta um nmero de campos onde as solues tm que ser intersetorial por definio.

    Cidades Inteligentes so um bom exemplo das solues inter-setoriais da Internet das Coisas. Aqui, um nmero de setores que emprega solues de comuni-cao mquina a mquina tem que se unir para criar uma cidade inteligente, incluindo gerenciamento eficiente e inteligente de trnsito, segurana, estacionamento, etc. Todos com o objetivo de facilitar a vida das pessoas. Os aplicativos de smartphones controlam nos-sos equipamentos em casa com relao ao consumo de energia, segurana, etc, tambm precisam unir diferentes setores.

    Um dos maiores obstculos no caminho implementao inter-setorial da Internet das Coisas a falta de padronizao, ou ainda, a

    No fim das contas, trata-se de melhorar a vida das pessoasHarish Viswanathan entrevistado por Stig Andersen

    Para mim, a viso da Internet das Coisas permitir a comunicao e

    trocar informaes teis entre e com objetos do cotidiano para melhorar a

    qualidade de vida das pessoas. No fim das contas, trata-se de melhorar a

    vida das pessoas,...

    30

  • falta de interoperabilidade entre os diferentes padres.

    Hoje, muitas indstrias reinven-tam a roda e comeam a construir solues do zero com protocolos um pouco diferentes. O resultado disto so solues incompatveis e custos de desenvolvimento muito mais altos do que se usassem os componentes e protocolos pa-dro., diz Harish Viswanathan.

    Ele acredita que os diferentes setores finalmente se uniro numa infra-estrutura de comunicao mquina a mquina similar da rede de celulares. Isto significar que mltiplos aplicativos podero interagir atravs da infraestrutura de uma plataforma de servios implantada pelos provedores de servios.

    Fala-se em criar um projeto de parceria como 3GPP para co-municaes mquina a mquina. Eu vejo muito potencial nisso e acredito que mais cedo ou mais tarde vai se realizar., diz Harish Viswanathan.

    A Alcatel-Lucent est oferecendo solues para a Internet das

    Coisas hoje em dia como uma plataforma de servio mquina a mquina com gerenciamento de funcionalidades, aplicativos e servios. Mas, a pesquisa e desenvolvimento continuam. Harish Viswanathan aponta para reas onde ainda h trabalho por fazer, as quais ele est envolvido pes-soalmente pelo seu trabalho na Alcatel-Lucent.

    A prpria conectividade sem fio precisa ser melhorada. As redes sem fio que temos hoje no esto desenhadas para a comunicao mquina a mquina, a qual requer que apenas uma pequena quanti-dade de dados seja processada. necessrio fazer mais pesquisas para entender como lidar com um grande nmero de transaes com pequenas quantidades de dados. Inclusive, a questo da escalabili-dade tambm deve ser abordada. Outras questes importantes so gerenciamento de disposi-tivos, baixo consumo de energia, segurana e privacidade, de acordo com Harish Viswanathan.

    Voltando questo inicial sobre comunicao e troca de infor-maes teis, ele aponta para a

    questo da semntica. Temos o desafio de analisar todos os dados disponveis. O que precisamos de um modelo de dados que permita que bilhes de equipamentos im-plantados gerem informaes que possam ser conectadas de ma-neira til. H pesquisas ocorrendo no campo da semntica envolvida aqui e eu acredito que os resulta-dos tero um impacto importante na implementao das solues Internet das Coisas. ele diz.

    Harish Viswanathan v a Iniciativa da Internet das Coisas como uma tima oportunidade para que pes-soas de diferentes reas e setores se encontrem para entender as necessidades das diferentes partes interessadas.

    Um dos pontos fortes da Inicia-tiva da Internet das Coisas ser internacional. Alm disso, muitos dos outros fruns de setores econmicos especficos focados em parcerias com empresas indivi- duais, enquanto que a Iniciativa da Internet das Coisas tambm tem um foco de pesquisa, o que num nvel muito mais alto, proporciona uma perspectiva em longo prazo., ele conclui.

    31

    Harish Viswanathan

  • Ted, o motorista de caminho, chega no viveiro de plantaspara pegar algumas mercadorias que ele tem que transportar.

    Para pegar mais informaes, ele se registrasegurando o IoT Phone sobre o terminal de checkin do viveiro. O leitor NFC dentro do terminal l aetiqueta localizada no IoT Phone e envia uma noticao ao produtor.

    fazendo isso a requisio de transporte localizada na base de dados e Ted recebe toda a informaonecessria no seu IoT Phone, incluindo o nmero do porto.

    Todos os engradados so equipados com um sensor que mede a temperatura e umidade.Toda vez que Ted pe um engradado no caminho, usa o IoT Phone para escanear o cdigo de barras do engradado para marcar que est carregado e receber avisos atravs do sensor anexado.

    Depois que obteve a informao, Ted dirige at

    o porto correto e comea a carregar o caminho com os engradados inteligente que contm orqudeas.

    Depois que termina de carregar,Ted conrma para o produtor, recebe a documentao ecomea a dirigir.

    32

  • Todos os homens esto suscetveis ao erro; e a maioria dos homens so, de muitas maneiras, por paixo ou por interesse, tenta-dos isso.John Locke

    A Internet das Coisas vai remover os elementos de falha humana. De certa maneira, vai nos supervisio-nar pelas nossas costas ou ainda vai nos tornar desnecessrios um simples peo sem cabea.

    horrvel pensar que algum (ou at alguma coisa) sempre verifica tudo ou, at pior, toma todas as suas decises, mas uma ferra-menta importante para melhorar os processos e o desempenho.

    Ento, para onde isso nos leva? Precisamos ser cuidadosos ao de-senhar sistemas para que no nos tornemos zumbis ouvindo apenas a voz mecnica da Internet das Coisas. Devemos transform-la em uma ferramenta que utilizamos para funcionarmos melhor e com a satisfao de ter feito uma tarefa com perfeio.

    Isto no s para logstica, mas para todos os tipos de trabalho e na vida pessoal, obrigando os designers a pensar, codesen-volver com os usurios e testar as solues cuidadosamente para manter um alto nvel de aceitao do pblico.

    Falha Humana

    33Cadeia de Fornecimento do Futuro por Capgemini e Vdeo Aeronutica GS1

  • Apontando o leitor RFID do celular para os produtos...

    ... Anna pega mais informaes sobre eles, como origem e prazo de validade.

    Enquanto passa por produtos prximos, Anna v uma propaganda personalizada pelo sistema da loja considerando o perl dela e o seu comportamento recente.

    Enquanto ela coloca os produtos no carrinhoa conta atualizada em tempo real.

    O pagamen to oco r r e -automaticamente, evitando as demoradas las.

    Enquanto pega um produto, o aparelho avisa Anna que ele no bom para sua lha Lea por causa das alergias dela.

    Este produto contm traos de nozes.

    Oi Anna, Voc j gostou deste produto antes. Talvez este tambm seja atraente!

    34

    Aplicativo inteligente de

  • A Internet das Coisas vai permitir realidade aumentada.

    Com o aumento dos detalhes da informao atravs de sensores e tags, novas formas de visualizao sero importantes para conhecer-mos esses detalhes. Sobrepor essa informao na tela utilizando a imagem da cmera, por exemplo realidade aumentada, ser apenas uma das muitas formas para que os grandes fluxos de informao provenientes dos sensores no local faam sentido. No cenrio de Compras Inteligen-tes, Anna est usando realidade aumentada para escanear o su-permercado, encontrando produtos que ela precisa e obtendo mais de-talhes sobre eles. Com uma olhada rpida, ela pode ver onde est o ingrediente que falta, se o produto contm alguma coisa a que sua famlia alrgica ou de onde vem o produto. Ajuda a navegar pelas prateleiras e fazer escolhas de compras com mais informao.

    A visualizao da informao da Internet das Coisas ser uma parte importante para filtrar o grande volume de informaes.

    O conhecimento gerado pela Internet das Coisas poder. Todo grande poder vem com uma grande responsabilidade, Benjamin Ben Parker.

    Voc pode cham-lo de questo de privacidade mas na verdade, s uma percepo. Ficamos com o exemplo do supermercado, os cartes de fidelidade coletam infor-maes sobre os usurios.

    E muitos usurios parecem ficar felizes em fornecer estas infor-maes. Mas cartes de fidelidade coletam apenas informaes sobre o que se compra e no sobre o que se v, pega e devolve na prateleira.

    A Internet das Coisas vai propor-cionar um nvel muito maior de granularidade da informao sobre o comportamento do con-sumidor. Esta informao pode, ento, ser usada para o bem do consumidor, por exemplo, para incentivar uma dieta mais saudvel ou para propaganda direcionada a vender mais.

    H um equilbrio entre coletar infor-mao e oferecer benefcios claros para o consumidor.

    A linha tnue que determina o su- cesso separa questes de privaci-dade e rejeio de uma tecnologia de um servio novo e benfico para os usurios finais.

    Realidade aumentada Irritao versus uso responsvel

    35

  • ... e o perl dos consumidores, como o tempo gasto na rea ou em frente a um produto ou produtos nos quais esto interessados (por exemplo pegou e no comprou).

    Em tempo real, ele observa o impacto do comportamento do consumidor.

    ... os produtos: tipos e variedade, estado ou embalagem, condies de armazenamento, data de validade, estoque remanescente, mudanas na localizao...

    Todos os produtos possuem tags RFID e sensores e lhe permite monitorar informaes sobre...

    Tom est trabalhando no supermercado.Ele responsvel por gerenciar o setor de bebidas.

    Desta maneira, posso compreender o uxo de mercadorias no departamento, a ecincia da minha estratgia de marketing dentro do departamento e posso entender sobre o comportamento e a satisfao dos consumidores de acordo com o abastecimento.

    36

    Gerenciamento Inteligente de

  • A Internet das Coisas vai propor-cionar altos ndices de racion-alizao de todos os processos relacionados ao gerenciamento de produtos, por exemplo onde encontr-los em supermercados.

    Empregando tecnologias diferentes como RFIDs, redes de sensores e softwares de contabilidade inteli-gente, o gerente de um supermer-cado poder manter o controle do seu inventrio sem ter que contar manualmente tudo estar au-tomatizado. Alm disso, o software poder produzir estatsticas de quais so os produtos preferidos pelos clientes- por exemplo: sim-plesmente quantos produtos foram vendidos, mas tambm monitoran-do o comportamento dos clientes em frente s prateleiras. Portanto, fica muito mais fcil para o gerente decidir onde colocar cada produto na prateleira e otimizar a oferta e, seguramente, tambm as vendas.

    Com informaes to atualizadas disposio, os gerentes podem agir com muito mais rapidez aos eventos relevantes e mudanas na situao de momento, como estoque baixo ou mudanas das necessidades e desejos do cliente e tudo sem trabalho manual, somente com monitoramento automtico.

    Identificao por radiofreqncia (em ingls Radio Frequency Identifi-cation RFID) provavelmente a tecnologia mais bsica da Internet das Coisas. Baseada na RFID, todos os tipos de coisas neste exemplo, produtos no supermerca-do - podem ser, em primeiro lugar unicamente identificados e, em segundo lugar a localizao pode ser precisamente determinada.

    RFIDs podem ter diferentes forma-tos. O mais conhecido o que voc v neste gibi: aqui uma espcie de etiqueta eletrnica, que pode ser anexada a qualquer item ou grupo de itens. Mas tambm h RFIDs do tamanho de um gro de arroz e que pode ser implementado sob a pele de um animal ou ser humano.

    A forma mais comum de RFIDs (e a mais relevante aqui) passiva: quando elas recebem um certo sinal de um leitor de RFID e enviam um sinal de volta para o leitor. O sinal nico para esta etiqueta, portanto o leitor pode identific--la de forma nica e, assim, o produto que est junto a ela.

    A etiqueta RFID no precisa de fonte de energia a energia produzida pelo sinal que entra suficiente para produzir o sinal que sai, pelo menos numa distncia

    de uns poucos centmetros, o que geralmente suficiente.

    Combinado com um leitor e um sistema de informao de produtos (um software), as RFIDs mostram o seu poder mximo: fica muito fcil contar enormes nmeros de produtos simplesmente movendo o leitor na frente deles.

    Quando um consumidor pega um produto da prateleira e coloca no carrinho, o leitor na prateleira vai perceber e subtra-lo do depsito. O leitor no carrinho pode registrar o produto automaticamente e, por-tanto, o pagamento no caixa pode ser feito sem gasto de tempo.

    No devemos deixar de mencionar que muita gente tem receios quanto privacidade. Eles acreditam que com as RFIDs tudo o que fazem ser registrado e contabilizado.

    Gerenciamento de

    Produto Otimizado

    RFID

    37Vdeo sobre a Internet das Coisas da IBM.

  • Isto poderia ser a rota que eu devo seguir para o trabalho, o meu chal de vero ou outros pontos de inte- resse que eu realmente gostaria que pudessem ser adicionados minha lista de contatos online ou rede social., diz Jan Hller, pesquisador mestre em objetos conectados na Ericson Research.

    Alm do nvel pessoal, a Inter-net das Coisas ter um impacto importante para as empresas e a sociedade em geral.

    Para as empresas, uma questo de ter acesso a todos os seus bens e integr-los perfeitamente aos processos do negcio. Para a sociedade , tipicamente, pro-mover a sustentabilidade, lidar com questes ambientais, monitorar a qualidade da gua, desenvolver novas solues de cuidados com a sade, etc., diz ele.

    Jan Hller no est esperando um evento especfico ou avano tecnolgico para impulsionar a implementao da Internet das

    Coisas. J estamos no meio do processo.

    J existe muita comunicao mquina a mquina acontecendo. Os parqumetros esto conec-tados, as vending machines avisam quando precisam repor o estoque. A cada minuto do dia, imensas quantidades de dados es-to sendo trocadas entre mquinas com vrios propsitos e em vrios setores.

    Contudo, de acordo com Jan Hller, h um grande desafio para ir alm de dispositivos com aplicaes es-pecficas e estabelecer um modelo de informao que vai criar a reu-tilizao dos dados gerados pelos aparelhos para novos aplicativos em diferentes campos. A chave encontrar os pontos horizontais corretos nas solues.

    As abordagens diferem sobre como buscar este tipo de horizon-talizao. Alguns setores esto, obviamente, mais maduros que outros, mas a maioria deles j

    percebeu que, at agora, os equi-pamentos e aplicativos tm sido personalizados para propsitos especficos e usando tecnologias patenteadas ou especficas para aquele setor. No entanto, como vemos convergncia de aparelhos eletroeletrnicos com aparelhos celulares em torno do uso de sis-temas operacionais, APIs, SDKs, com o uso de protocolos web, j vemos a mesma evoluo no lado dos dispositivos IoT e M2M, por exemplo IP em dispositivos muito pequenos. Isto uma necessidade para que os custos baixem e agora a tecnologia est madura para que isso acontea.

    Sobre o tema de fazer uso dos dados gerados alm do propsito original de desenvolvimento: J existem implantaes teis nos setores automotivo, de transporte, construo, sade e servios, mas tudo ainda especfico de cada setor. Precisamos criar um tipo de malha de informaes que far com que a informao gerada a partir de um carro ou construo

    Alm da fragmentao e uso em setores especficosJan Hller entrevistado por Stig Andersen

    Hoje, separamos o mundo real ou fsico da Internet. No meu ponto de vista,

    os dois deveriam se misturar. Qualquer que seja meu interesse no mundo

    real, eu deveria poder acess-lo na Internet.

    38

  • seja compreensvel no apenas dentro do domnio do seu aplica-tivo, mas tambm entre aplicativos e domnios.

    Jan Hller acredita que entradas semnticas e modelos de dados interconectados, ou outras tecnolo-gias semnticas, tero um papel a desempenhar.

    uma questo de como trans-formar uma vasta quantidade de dados especficos em conheci-mento a ser compartilhado, poder raciocinar sobre o conhecimento de maneira inteligente e automati-zada para chegar a concluses e decises. Isto deveria ser feito sem a necessidade de humanos no pro-cesso. Pode-se empregar um dos desenvolvimentos da web semn-tica e, quem sabe, poderemos at chegar a ver o renascimento de um tipo de inteligncia artificial.

    Contudo, a estrutura da Internet das Coisas ainda dispositivos e pequenos objetos. Para ver o possvel crescimento agressivo dos

    aplicativos e das inovaes da IoT, necessrio confrontar alguns de-safios a curto prazo desta mesma estrutura.

    Jan Hller resume: Ainda h trabalho a fazer para comoditizar os pequenos dispositivos com os quais instrumentamos o mundo os sensores e atuadores.

    Para isso, temos que eliminar a fragmentao nas tecnologias e protocolos usados e promover o uso de um IP padro e tecnologias web como, por exemplo, sistemas operacionais. Tambm devemos assegurar que os dispositivos pos-sam ser usados entre os aplica-tivos e que o servio que o disposi-tivo individual est realizando seja exposto adequadamente.

    E no menos importante, precisa-mos encontrar uma maneira de realmente executar a implemen-tao massiva e necessria dos dispositivos de forma a ter custos eficientes. Ento precisamos esfor-ar-nos em desenhar ferramentas

    para automatizar a implementao e configurao dos dispositivos.

    Ele est ansioso para trabalhar continuamente na Iniciativa da Internet das Coisas.

    Eu ficaria feliz se pudssemos ver representantes de vrios setores se reunindo e falando sobre quais so os desafios comuns em termos de tecnologias, modelos e proces-sos de negcios, etc. H muitos fruns por a, mas que tendem a focar em setores especficos. Ento, minha esperana que a Iniciativa da Internet das Coisas ser uma oportunidade em que nos encontrar e falar sobre os proble-mas nas diferentes reas e discutir solues que podero se estender para diferentes setores. Temos um desafio pela frente, mas definitiva-mente vale a pena tentar encarar., ele conclui.

    39

    Jan Hlle

    r

  • SOCIAL

    CUSTO

    CONSCINCIA

    EFICINCIABom, pai, parece que voc passamuito mais tempo embaixo dodo chuveiro do que os seusvizinhos...

    O qu? Agoraestes nmeros parecem bem altos! melhor eu chamar um encanador.

    Hmm, legal e fcil hoje em dia.

    melhor eu desligar isso agora...

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  • Mark Zuckerberg sobre Mdia Social (entrevista da Techcrunch com Mark Zuckerberg sobre o Facebook Phone - http://techcrunch.com/2010/09/22/zuckerberg-interview-facebook-phone/):

    Uma coisa que eu acho que real-mente importante que eu acho que o contexto para isso - que eu geralmente penso que as outras empresas esto agora subesti-mando a importncia da integrao social. Ento, mesmo as empresas que esto comeando a pensar ah, talvez devssemos fazer al-guma coisa social, eu ainda acho que muitas delas esto pensando s na camada superficial, coisas do tipo OK, eu tenho meu produto, talvez eu coloque umas trs ou quatro caracteristicas sociais e pronto.

    Social no isso.

    Social, voc tem que projetar desde o incio. Estas experincias como as que a Zinga est fazendo ou o que uma empresa como a Quora est fazendo, eu acho que elas tm uma integrao social muito boa.

    Eles desenharam o produto inteiro

    ao redor da idia de que os seus amigos estaro l com voc. Todo mundo tem uma identidade real para si. Esta a base de toda estrutura.

    As coisas podem ser sociais?

    Medidores inteligentes com certeza podem fornecer uma imagem do seu comportamento de con-sumo de energia e se voc quiser compartilh-lo, voc pode faz-lo manualmente digitando Nossa, olha essa conta de luz! numa postagem na sua rede social ou voc pode deixar que o medidor fale por voc, classifique, compare e socialize com outras pessoas.

    Mdia Social

    41Vdeo sobre o Nest, um termostato que aprende

  • Tom est numa viagem de negcios e car longede casa por alguns dias...

    Os consumidores podero usar os smartphones para conectar e ler seu consumo de energia remotamente e desligar o aquecedor em casa, assim como outros aparelhos.

    As empresas de energia eltrica usaro os medidores inteligentes para fazer a leitura do consumo remota-mente para enviar a conta para os consumidores e dar dicas sobre como reduzir o consumo de energia.

    Ok, parece que uma geladeira nova vai fazer mgica na minha conta

    Ser que me esqueci de desligar

    Hummm... deixa eu ver se o forno tambm est ligado!

    Ento agora est tudo desligado com segurana.

    o aquecedor?

    de luz.

    42

    Aplicaes mveis para

  • A Internet das Coisas a sua memria estendida.

    A Internet das Coisas vai nos dizer ou pelo menos nos ajudar a saber - se est tudo ok. No cenrio Aplicativos de celular para medidores inteligentes, Tom no consegue tirar este pensamento da cabea: ele desligou o aquecedor ou no?

    Quantas vezes voc j voltou para a porta de casa, do carro ou escritrio para verificar se est tudo trancado? Quantas vezes voc j pensou que se esqueceu de desligar alguma coisa?

    A Internet das Coisas vai permitir uma base de conhecimento esten-dida que podemos consultar.

    Mas no s memria estendida; tambm podemos controlar as coisas remotamente.

    Liga e Desliga so apenas funes bsicas do controle remoto. A atuao, como chamada na comunidade IoT, ser uma parte importante da domesticao das coisas da nossa vida privada e da otimizao dos processos nos negcios e na indstria, melho-rando nossa vida profissional.

    O melhor fazer decises ba-seadas em conhecimento mas somente se entendemos este conhecimento.

    Assim como nos outros cenrios de aplicao, fluxos de dados no so fceis de entender, especial-mente quando so complexos. necessrio fazer um processamen-to adicional de dados para formar conhecimento que pode ser usado para tomar decises.

    Visualizar os dados uma ex-celente maneira de formar conheci-mento exatamente como neste cenrio. Uma visualizao grfica do consumo de energia apresen-tada a Tom com dicas de como melhorar o desempenho e ser mais eficiente. Assim ele pode tomar decises como, por exemplo, o retorno do investimen-to em uma geladeira nova.

    Memria estendida Controle remoto Conhecimento

    43PDF sobre consumo de energia do Instituto Alexandra

  • O Controle Central Domstico (Home Central Control em Ingls HCC) oferece controle completo da sua casa. Ele controla o acesso, a energia e o aquecimento de acordo ao seu perl, condies ambientais e preo.

    O HCC entende que aparelhos (lavadora de pratos e roupas, aquecedor de gua, sistema de aquecimento, etc.) so ligados em determinados horrios e sincroniza tudo para garantir a melhor ecincia energtica levando em conta a estrutura de preos das empresas de servios.

    O HCC aciona o sistema de aquecimento combinando dados de temperatura externos -

    e internos, previso do tempona Internet e preferncias do usurio. Ajusta o consumo deenergia da casa para as necessidades reais da famlia e, o mais importante, ajuda a economizar dinheiro.

    44

    Domstica

  • A Internet das Coisas nos mostrar quem somos!

    Bem, talvez no chegue a ver a nossa alma, mas vai nos dizer o que fizemos, por quanto tempo, onde e quando. Constantemente interagimos com as coisas bastante com o telefone celular e hoje j deixamos pegadas com as nossas aes.

    Quanto disto ser gravado e processado uma questo aberta, mas o Facebook e o Foursquare, por exemplo, j do dicas do quanto as pessoas esto dispos-tas a compartilhar.

    Ento, por que no registrar nos-sas aes pela casa no dia-a-dia para descobrir para onde nosso tempo e dinheiro esto indo o que um bom e o que um mau dia.

    Os sensores e etiquetas nos objetos iro registrar quando esto sendo utilizados e por quanto tem-po conectar esta informao com quem o usurio outro passo.

    A Internet das Coisas permite ras-trear como interagimos com nos-sos arredores, informao esta que pode levar a saber como melhorar nosso dia, sempre economizando custo e energia ou simplesmente lembrando e compartilhando o que fazemos e fizemos.

    Comportamento

    45

    Domstica

    Vdeo sobre casas inteligentes da Microsoft

  • A manuteno pode ser programadabaseada em dados em tempo real eo histrico pode ser usado para pla- nejamento e desenvolvimento futuro.

    H vrios problemas com os parques elicos: controle,produo de energia varivel, manuteno, etc. Redesmquina a mquina podem ajudar com o uxo de informao necessrio para o controle distribudo.

    Um conjunto de sensores interconectados sem o distribudos espacialmente ser im-plantado no parque elico e os sensores faro as medio do uxo e da velocidade do vento.

    Os dados dos sensores sero periodicamente enviados a uma unidade centralizadora, onde a performance do parque elico pode ser monitorada e otimizada.

    46

    Renovvel

  • Mudanas climticas, reduo da pegada de carbono, aquecimento global e energia renovvel todos entraram para a vida real e os discursos cotidianos.

    H um consenso geral sobre a necessidade de mudanas e um dos passos mais importantes a ser tomado a modernizao do sistema eltrico, em muitos lugares centenrio, e a criao de uma rede eltrica inteligente. O conceito de rede eltrica inteligente se refere integrao da rede eltrica com as tecnologias de comunicao e informao com o objetivo de melhorar o desempenho e a confiabilidade.

    Os principais elementos da rede eltrica so o sistema centralizado de gerao, a rede de transmisso, a rede de distribuio e recursos energticos distribudos. O Recurso Energtico Distribudo (Distributed Energy Resource em ingls- DER) uma fonte produtora de energia localizada, como por exemplo, parques elicos e solares, clulas combustveis, microturbinas, sistemas de recuperao de calor, armazenamento (baterias, ultraca-pacitores), geradores a diesel, etc.

    A Internet das Coisas um dos elementos cruciais da rede eltrica inteligente que vai permitir comu-nicao e interao autnoma

    entre os inmeros componentes de uma rede e assim, possibilitar a coordenao eficiente dos DERs alinhados com as necessidades atuais de energia.

    A Internet das Coisas vai pos-sibilitar planejamento e seleo muito precisos das instalaes dos locais de produo de energia verde, baseados no potencial e na habilidade de cada lugar de gerar energia.

    A observao contnua de um grande nmero de parmetros como condies meteorolgicas, velocidade e direo do vento, quantidade de chuva, nmero de dias ensolarados, altitude, frequn-cia e durao das ondas, etc. ser possvel devido abundncia de dispositivos IoT espalhados pelo globo terrestre.

    As medidas coletadas sero pro-cessadas e analisadas conjunta-mente aos dados histricos para produzir recomendaes de locali-zaes timas para equipamentos de gerao de energia.

    Isto vai permitir previsibilidade e confiabilidade, melhorar os

    nmeros de perda do fator de produo perdida e possibilitar produzir estimativas mais precisas para um determinado local e, conseqentemente, reduzir os custos do kW/h produzido.

    A IoT tambm far com que seja possvel monitorar e prever os pa-dres de consumo em tempo real, e assim, otimizar o consumo de energia alinhado com as demandas de energia.

    Medidores inteligentes e ou-tros equipamentos IoT similares monitoraro o consumo de energia por toda a rede e interagiro para trocar informaes com outros componentes da rede inteligente.

    Ao combinar os dados em tempo real com os dados histricos e as informaes dos sensores climti-cos, o sistema possibilitar prever mudanas repentinas no consumo de energia e reagir adequadamente para otimizar a gerao de energia por toda a rede, em particular pelas pequenas e numerosas instalaes de gerao de energia.

    A informao coletada e processa-da pode ser utilizada para planejar os trabalhos de manuteno num horrio mais vantajoso.

    Rede Eltrica Inteligente

    Planejamento

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    Renovvel

    Vdeo sobre energia inteligente feito pela Greenwave Reality

  • s vezes as pessoas pensam nos equipamentos quando falamos das coisas na Internet das Coisas. No entanto, eu gostaria de focar na entidade para a qual estamos dirigindo nossa ateno por um ou outro motivo. Pode ser um pallet, um caminho, qualquer item de consumo ou coisas vivas como uma pessoa ou uma vaca. Usar uma vaca como exemplo s vezes til para fazermos a distino en-tre os equipamentos, j que muita gente concorda que no podemos nos conectar diretamente com uma vaca!

    Stephan Haller um veterano no campo da Internet das Coisas. Ele se interessa pelo assunto desde 1998, quando trabalhava na SAP Labs em Tquio. Um distribuidor local demonstrou a tecnologia RFID para ele e seus colegas que, imediatamente, perceberam o

    potencial na cadeia de suprimentos de aplicativos de gerenciamento.

    O que me interessava naquela poca, assim como agora, era aproximar o mundo fsico e o mun-do virtual da TI. Eu sou engenheiro de software de formao, mas estimulante e motivador trabalhar na fronteira onde o software toca a vida real.

    Para Stephan Haller e seus colegas de pesquisa na SAP, a Internet das Coisas basicamente o conceito de integrar o mundo fsico e o digital usando tecnologia da Internet, e a conectividade que permite esta integrao o que precisa fazer parte do Futuro da Internet.

    A Internet das Coisas tem dife- rentes desafios em vrias camadas da Internet do Futuro. Da mesma

    forma, a Internet do Futuro ser amplamente baseada em IP, particularmente em IPV6. J foi demonstrado que os dispositivos da Internet das Coisas podem ser integrados com IPV6 de maneira eficiente. Ento, no que diz respeito camada de conexo, de fato j estamos chegando l.

    Quando se trata da camada de servio, Stephen Haller v questes e desafios mais interessantes pela frente.

    A heterogeneidade de dispositivos , sem dvida, um desafio. O que queremos interoperabilidade. No entanto, uma coisa interoperabili-dade tcnica e outra a interopera-bilidade semntica que precisamos para que os equipamentos possam se entender entre si e para que os dados de diferentes recursos sejam comparveis e conectveis entre

    A entidade de interesse uma vaca Stephan Haller entrevistado por Stig Andersen

    Stephan Haller, Arquiteto de Desenvolvimento Internet das Coisas SAP

    Research Zrich, prefere falar em entidades de interesse ao invs de coi-

    sas a respeito da Internet das Coisas.

    48

  • si.

    Outra questo importante como fazer com que os recursos relevantes para a tarefa estejam mo.

    Em termos de recursos, ns precisa-mos poder encontr-los, por exemplo, sensores de temperatura adaptados para certos ambientes e que tenham uma certa preciso. Ento, prova- velmente, precisamos de um servio de infraestrutura para isto um tipo de mecanismo de buscas avanadas para sensores e recursos.

    Stephan Haller tambm v a necessi-dade de uma plataforma comum para conectar os sensores inspirada nas redes sociais globais.

    Precisaramos de algum que fornecesse o servio no formato de uma plataforma para desenvolver aplicativos e fazer uso dos sensores relevantes. Seria um tipo de rede so-

    cial para sensores, mas h algumas questes importantes aqui: Qual de-veria ser o modelo de negcios para que este servio exista? Uma plata-forma como esta seria suficiente-mente confivel para os servios que gostaramos de desenvolver?

    De acordo com Stephan Haller, as atuais implementaes da Internet das Coisas esto essencialmente direcionadas para o rastreamento e monitoramento, por exemplo merca-dorias numa cadeia de fornecimento. Energia, sade e, at certo ponto, indstria so setores que poderiam se beneficiar desta tecnologia. No entanto, pode-se dizer que poucas implementaes so exemplos prprios da Internet das Coisas. Na verdade, elas podem ser chamadas de Intranet das Coisas.

    Implementaes reais baseadas na Internet ainda so raras. A maior parte do monitoramento que ocorre

    para acompanhar os sistemas in-ternos das empresas, o que significa que no est relacionado com a internet. Alm disso, o monitoramento apenas metade do quadro. A atu-ao, que o desencadeamento de eventos, tambm uma parte muito importante do conceito da Internet das Coisas.

    As ambies de Stephan Haller a respeito do Frum IoT-i so altas. Se s tivermos um frum igual aos outros, o valor ser limitado. A ambio do Frum IoT-i deveria ser de real unio das foras que esto por trs da Internet das Coisas no mundo. Ele deve ser um lugar de troca de informaes para juntar requerimentos e levar a pesquisa na direo correta. Tambm deve ser um lugar de troca de informaes sobre o que funciona ou no para promover as melhores prticas nesta rea.

    Stephan Haller

    49

  • ... e solicita que informaes das redes de sensores relevantes sejam disponibilizadas para monitorar os efeitos do plano em tempo real para facilitar a deciso sobre o momento e o mtodo, se a evacuao se zer necessria.

    A central de segurana aciona o plano de emergncia adequado e cumpre com as mudanas...

    ...redirecionar as rotas de transporte da regio para evitar a rea do incidente e para liberar a capacidade de absorver a quantidade de pessoas que vai sobrecarregar a rede viria (pedestres, ruas, metr e trem) se a evacuao acontecer.

    Prepara-se a evacuao do local assim que a localizao do incidente conrmada. Para isso, a organizao do estdio precisa... Enquanto isso, na central de segurana...

    Durante um jogo de futebol, o detector de fumaa faz soar o alarme, que imediatamente conrmado

    por outro sensor na mesma rea.

    Pronto! Porto A4 liberado!

    Liberem o porto A4 imediatamente

    50

  • A Internet das Coisas vai melhorar a segurana na nossa sociedade se estiver bem integrada com os procedimentos em um ambiente regulamentado.

    No cenrio de aplicao Even-tos Inteligentes, um grupo de sensores confirma um evento um incndio e fornece os dados para a central de segurana. A central pode acionar um pr-plano de evacuao de emergncia do evento. Durante a evacuao, cada passo pode ser monitorado pelos sensores e dar respostas instantneas sobre a efetividade do plano para a central de segurana.

    Num caso como este, a informao do sensor pode ser usada para manter um esforo coordenado da equipe de emergncia e terceiros como, por exemplo, os opera-dores de transporte. Alm disso, a automatizao de alguns proces-sos do plano pode ser utilizada para melhorar o tempo de resposta e limitar a possibilidade de falha humana.

    No entanto, cenrios integrados como uma evacuao so tradi-cionalmente muito regulamentados a inovao da IoT s pode ser alcanada com certa maturidade e solidez da tecnologia. A chave a confiana.

    A Internet das Coisas ser feita de bilhes de dispositivos heterog-neos como sensores, ativadores e etiquetas que estaro conectados entre si. Sero implantados por muitas organizaes e indivduos diferentes e a manuteno no necessariamente garantida; algumas sero fontes seguras e confiveis, outras nocivas. A infor-mao fornecida vai de exibio de vdeos e