Hospital Regional Hans Dieter Schmidt

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<ul><li><p>ESTADO DE SANTA CATARINATRIBUNAL DE CONTAS DE SANTA CATARINA DIRETORIA DE ATIVIDADES ESPECIAIS DAE</p><p>fls. __________</p><p>364</p><p>Processo RLA 10/00758602 AOP Hospital Regional Hans Dieter Schmidt Joinville 1</p><p>Processo: RLA-10/00758602Unidade Gestora: Secretaria de Estado da SadeResponsveis: Ana Maria Groff Jansen, Dalmo Claro de Oliveira, </p><p>Hospital Regional Hans Dieter Schmidt e Roberto Eduardo Hess de Souza</p><p>Interessado: Dalmo Claro de OliveiraAssunto: Auditoria Operacional no Hospital Regional Hans </p><p>Dieter Schmidt HRHDS, de Joinville.Relatrio de Instruo: DAE - 7/2011</p><p>1. INTRODUO</p><p>Trata-se de Auditoria Operacional no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt </p><p>HRHDS, de Joinville.</p><p>Com base no Plano de Ao do Controle Externo, a Programao de </p><p>Fiscalizao deste Tribunal de Contas definiu como um dos Temas de Maior </p><p>Relevncia (TMR) a rea da sade, para a sua fiscalizao no ano de 2010.</p><p>Objetivando a realizao de uma auditoria operacional nessa rea, realizou-</p><p>se um estudo preliminar sobre a sade e os hospitais do Estado, que resultou na </p><p>seleo do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt (HRHDS), localizado no </p><p>Municpio de Joinville, para ser a unidade fiscalizada. </p><p>Das informaes levantadas e das tcnicas aplicadas, o planejamento da </p><p>auditoria apontou que os estudos deveriam estar relacionados a trs temas: leitos, </p><p>exames e salas cirrgicas, que resultaram em trs questes de auditoria, com o </p><p>objetivo principal de verificar se o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt utiliza </p><p>plenamente sua capacidade instalada para internao e realizao de exames e </p></li><li><p>ESTADO DE SANTA CATARINATRIBUNAL DE CONTAS DE SANTA CATARINA DIRETORIA DE ATIVIDADES ESPECIAIS DAE</p><p>fls. __________</p><p>365</p><p>Processo RLA 10/00758602 AOP Hospital Regional Hans Dieter Schmidt Joinville 2</p><p>cirurgias. Tudo com o intuito de identificar oportunidades de melhorias dos servios </p><p>prestados pelo Hospital.</p><p>Este relatrio, aps a presente introduo, apresenta no mesmo captulo </p><p>uma viso geral do auditado; destacando aspectos gerais do Hospital Regional Hans </p><p>Dieter Schmidt (HRHDS), indicadores relativos a nmero de atendimentos, nmero </p><p>de leitos, a viso geral da auditoria, com destaque ao objetivo geral, as questes da </p><p>auditoria e a metodologia empregada.</p><p>No captulo 2 so apresentados os resultados da auditoria operacional, em </p><p>que se relatam as situaes encontradas, suas evidncias, suas causas, seus </p><p>efeitos, as determinaes ou recomendaes sugeridas e os benefcios esperados, </p><p>conforme definidos na matriz de achados. Apresentam-se, ainda, neste captulo as </p><p>boas prticas verificadas neste Hospital e a anlise dos comentrios oferecidos </p><p>pelos gestores verso preliminar da matriz de achados.</p><p>Por fim, no Captulo 3 est a concluso, em que constam as sugestes de </p><p>determinaes e recomendaes ao gestor com vistas melhoria de desempenho </p><p>dos servios prestados pelo Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, a serem </p><p>submetidas ao Relator do processo.</p><p>1.1 VISO GERAL DO AUDITADO</p><p>A auditoria operacional objeto do processo RLA 10/00758602 foi realizada </p><p>no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt (HRHDS) por se tratar do maior hospital </p><p>pblico estadual com atendimento realizado exclusivamente via Sistema nico de </p><p>Sade (SUS), localizado em Joinville, maior cidade de Santa Catarina.</p><p>Alm dos pontos tomados como base para escolha do hospital, tambm foi </p><p>levado em considerao o fato de o HRHDS ser referncia nas reas de </p><p>neurocirurgia, gastroplastia, cirurgia labiopalatal, urgncia e emergncia, cirurgia </p><p>cardaca e cardiologia intervencionista1. </p><p>1 Informaes retiradas do documento Fluxo de Referncia dos Servios de Alta Complexidade Hospitalar da Secretaria do Estado da Sade, aprovado na CIB em 30/07/2004 e site do governo do Estado de Santa Catarina, segundo informao do Jusbrasil em 28/08/2010.</p></li><li><p>ESTADO DE SANTA CATARINATRIBUNAL DE CONTAS DE SANTA CATARINA DIRETORIA DE ATIVIDADES ESPECIAIS DAE</p><p>fls. __________</p><p>366</p><p>Processo RLA 10/00758602 AOP Hospital Regional Hans Dieter Schmidt Joinville 3</p><p>O HRHDS foi inaugurado em 15 de maro de 1984, com 22.400 metros </p><p>quadrados de rea construda. Para gerir o hospital foi criada a Fundao Hospitalar </p><p>de Joinville, porm, por problemas financeiros, em 1989 a administrao foi passada </p><p> Prefeitura, com a folha de pagamento assumida pelo Governo Estadual. Em abril </p><p>de 1999, o gerenciamento volta a ser do Estado e atualmente, o HRHDS est </p><p>administrativamente vinculado Secretaria de Estado da Sade. </p><p>O HRHDS tem como misso "prestar assistncia sade da populao </p><p>atravs de ensino, tecnologia e qualidade com equipes comprometidas e </p><p>capacitadas" e como viso ser um Hospital de referncia estadual em servios de </p><p>alta complexidade e especialidades, ensino e pesquisa. Tanto a misso quanto a </p><p>viso auxiliaram na escolha desta auditoria, tendo a certeza de que este TCE/SC </p><p>estar contribuindo para o alcance e continuidade dos objetivos traados pelo </p><p>HRHDS.</p><p>O HRHDS possui uma estrutura organizacional hierarquizada, prpria de </p><p>uma instituio de seu porte, o que pode ser visualizado no organograma (Anexo A). </p><p>A rea de atuao do HRHDS bastante diversificada, compreendendo </p><p>especialidades cirrgicas, clnicas e tambm servios de apoio, conforme </p><p>demonstrado no Quadro 01.</p><p>Quadro 01: Especialidades Mdicas do Hospital Regional Hans Dieter Schimidt</p><p>Especialidades Cirrgicas</p><p>Cirurgia Baritrica Cirurgia de Cabea e Pescoo</p><p>Cirurgia Torcica Cirurgia Plstica</p><p>Cirurgia Cardiovascular Urologia</p><p>Cirurgia Geral Proctologia</p><p>Cirurgia Buco Maxilo Facial Transplante Renal</p><p>Cirurgia Peditrica Cirurgia de Vasectomia</p><p>Cirurgia Oftalmolgica Cirurgia Vascular</p></li><li><p>ESTADO DE SANTA CATARINATRIBUNAL DE CONTAS DE SANTA CATARINA DIRETORIA DE ATIVIDADES ESPECIAIS DAE</p><p>fls. __________</p><p>367</p><p>Processo RLA 10/00758602 AOP Hospital Regional Hans Dieter Schmidt Joinville 4</p><p>Especialidades Clnicas</p><p>Urologia Cardiologia Adulto e Infantil</p><p>Gastroenterologia Adulto Pneumologia Adutlto e Infantil</p><p>Gastroenterologia Infantil Anestesiologia</p><p>Buco Maxilo Facial Psquiatria</p><p>Especialidades Clnicas</p><p>Cirurgia Ginecolgica Infectologia</p><p>Servios de Apoio</p><p>Agncia Transfusional Laboratrio de Anlises Clnicas</p><p>Endoscopia Tomografia</p><p>Farmcia Hemodinmica</p><p>Radiologia Hemodilise</p><p>Nutrio e Diettica CME</p><p>Servio Social Psicologia</p><p>Eletrocardiograma/Teste Ergomtrico Terapia Ocupacional</p><p>Comisso de Controle de Infeco Hospitalar Fisioterapia</p><p>Fonte: http://www.saude.sc.gov.br/HRHDS/especialidades.html, acesso em 03/08/2010</p><p>Com base nos indicadores do HRHDS, foram prestados 136.813 </p><p>atendimentos populao em geral em 2007. Este nmero passou para 127.110 em </p><p>2008 e 82.260 atendimentos em 2009, conforme exposto no Grfico 01:</p><p>Grfico 01: Nmero de atendimentos do HRHDS</p><p>Fonte: Indicadores Hospitalares do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt dos anos de 2007, 2008 e 2009</p></li><li><p>ESTADO DE SANTA CATARINATRIBUNAL DE CONTAS DE SANTA CATARINA DIRETORIA DE ATIVIDADES ESPECIAIS DAE</p><p>fls. __________</p><p>368</p><p>Processo RLA 10/00758602 AOP Hospital Regional Hans Dieter Schmidt Joinville 5</p><p>Comparando os indicadores de 2007 a 2009, possvel constatar que houve</p><p>um decrscimo no nmero total de atendimentos do Hospital. Isto pode ser atribudo, </p><p>em parte, transferncia dos atendimentos infantis para outro hospital da regio em </p><p>dezembro de 2008. Alm disso, o Hospital implantou em junho de 2008 a ferramenta </p><p>nacional de humanizao2 com classificao de risco (emergncia porta fechada), </p><p>em que os pacientes passam primeiramente por uma triagem que vai definir a </p><p>prioridade do atendimento3 e inibir a procura da emergncia por pacientes no </p><p>graves. Por fim, nos estudos foi detectado o aumento do tempo de internao, j que </p><p>o hospital atende muitos pacientes idosos e doentes crnicos, acarretando tambm </p><p>no declnio do nmero de atendimentos.</p><p>Com base nos indicadores do Hospital, percebe-se que o nmero das </p><p>consultas de pronto socorro, que representavam a maior parte dos atendimentos em </p><p>2007 e 2008, caiu muito desde a implantao do atendimento na emergncia com </p><p>classificao de risco. Esta reduo pode ser mais bem visualizada no Grfico 02. </p><p>Grfico 02: Nmero de consultas do pronto socorro do HRHDS</p><p>Fonte: Indicadores Hospitalares do HRHDS Schmidt de 2007, 2008e 2009 (* Transferncia atendimento inf.)</p><p>A diminuio no atendimento do Pronto Socorro tambm impacta no nmero </p><p>de internaes gerais, que vem reduzindo com o passar dos anos, como demonstra </p><p>o Grfico 03.</p><p>2 A Poltica Nacional de Humanizao (PNH) da Ateno e Gesto do SUS (Humaniza-SUS) foi instituda pelo Ministrio da Sade em 2003 e tem o objetivo de efetivar os princpios do Sistema nico de Sade no cotidiano das prticas de ateno e de gesto, assim como estimular trocas solidrias entre gestores, trabalhadores e usurios para a produo de sade.3 Informaes contidas no Ofcio n. 111/2010 do HRHDS.</p></li><li><p>ESTADO DE SANTA CATARINATRIBUNAL DE CONTAS DE SANTA CATARINA DIRETORIA DE ATIVIDADES ESPECIAIS DAE</p><p>fls. __________</p><p>369</p><p>Processo RLA 10/00758602 AOP Hospital Regional Hans Dieter Schmidt Joinville 6</p><p>Grfico 03: Nmero de internaes do HRHDS</p><p>Fonte: Indicadores Hospitalares do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt de 2007, 2008 e 2009</p><p>No Grfico 04 foi feito um desmembramento por especialidade do nmero de </p><p>internaes citado no Grfico anterior.</p><p>Grfico 04: Demonstrativo de internaes por especialidade</p><p>Fonte: Indicadores Hospitalares do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt de 2007, 2008 e 2009</p><p>Outro ponto relacionado ao declnio no nmero de internaes em 2008 e </p><p>2009 foi o fechamento da ala psiquitrica em maio de 2008 para reforma. Esta ala foi </p><p>reaberta em abril de 2009, tendo sido investidos R$ 985.926,84 pelo Governo do </p><p>Estado, atravs das Secretarias de Estado da Sade e de Desenvolvimento </p><p>Regional (SDR) 23, para a reforma e adequao de 1.023 metros quadrados da </p><p>referida ala4. </p><p>4 Dados extrados do endereo http://www.jusbrasil.com.br/politica/2061068/hospital-regional-em-joinville-vai-ganhar-nova-ala-psiquiatrica-totalmente-reformada-esta-semana, acesso em 26/07/2010.</p></li><li><p>ESTADO DE SANTA CATARINATRIBUNAL DE CONTAS DE SANTA CATARINA DIRETORIA DE ATIVIDADES ESPECIAIS DAE</p><p>fls. __________</p><p>370</p><p>Processo RLA 10/00758602 AOP Hospital Regional Hans Dieter Schmidt Joinville 7</p><p>Segundo os indicadores repassados pelo HRHDS, sua capacidade de </p><p>internao de 260 leitos, nmero que diverge do cadastrado no Cadastro Nacional </p><p>de Estabelecimentos de Sade (Cnes) onde constam 257 leitos, no entanto sua </p><p>capacidade ativa, que representa os leitos aptos internao, vem caindo desde </p><p>2007. A diferena entre o nmero de leitos ativos e sua capacidade real (nmero de </p><p>leitos existentes) chegou a 22% em 2009. No Grfico 05 esta questo pode ser mais </p><p>bem visualizada.</p><p>Grfico 05: Capac. Real x Capac. Ativa x Taxa de Ocupao</p><p>Fonte: Indicadores Hospitalares do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt de 2007, 2008 e 2009</p><p>O motivo principal do decrscimo do nmero de leitos ativos a falta de </p><p>pessoal, o que foi comprovado atravs dos estudos feitos, que sero demonstrados </p><p>adiante, neste mesmo relatrio.</p><p>VISO GERAL DA AUDITORIA</p><p>OBJETIVO GERAL</p><p>Verificar se o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt utiliza plenamente sua </p><p>capacidade instalada para internao e realizao de exames e cirurgias.</p></li><li><p>ESTADO DE SANTA CATARINATRIBUNAL DE CONTAS DE SANTA CATARINA DIRETORIA DE ATIVIDADES ESPECIAIS DAE</p><p>fls. __________</p><p>371</p><p>Processo RLA 10/00758602 AOP Hospital Regional Hans Dieter Schmidt Joinville 8</p><p>QUESTES DE AUDITORIA</p><p>Para atingir o objetivo geral desta auditoria operacional foram elaboradas </p><p>trs questes:</p><p> 1 O HRHDS tem necessidade e capacidade fsica e de pessoal para </p><p>ativao das quatro salas cirrgicas desativadas?</p><p> 2 - Em que medida a carncia de pessoal influencia na subutilizao da </p><p>capacidade real de leitos do HRHDS?</p><p> 3 - Os equipamentos para realizao de exames esto sendo utilizados em </p><p>sua capacidade plena, de forma a atender a demanda por esses servios?</p><p>METODOLOGIA UTILIZADA</p><p>A metodologia utilizada para o planejamento da auditoria operacional </p><p>compreendeu o levantamento de dados e informaes por meio de pesquisa </p><p>documental e internet e solicitao de documentos Secretaria de Estado da Sade </p><p>e Hospital Regional Hans Dieter Schmidt (HRHDS).</p><p>A visita de estudo ao HRHDS foi outra estratgia utilizada na elaborao do </p><p>planejamento da auditoria, que possibilitou conhecer a estrutura fsica e operacional </p><p>do Hospital, e, ainda, subsidiar a aplicao das tcnicas SWOT5 e Diagrama de</p><p>Verificao de Risco (DVR) para selecionar e definir os temas que mereciam </p><p>melhorias, explorados nesta auditoria. </p><p>Com as informaes levantadas e os temas definidos elaborou-se a matriz </p><p>de planejamento (fls. 47 a 55) que embasou a execuo dos trabalhos.</p><p>Na execuo da auditoria, foi realizada inicialmente a apresentao da </p><p>matriz de planejamento ao gestor do Hospital e sua equipe atravs de slides.</p><p>5SWOT - tcnica de auditoria utilizada para enquadrar aspectos positivos, negativos, oportunidades e ameaas relacionadas a determinado programa de governo ou rgo/entidade (do ingls Strengths, Weaknesses, Opportunities, and Threats).</p></li><li><p>ESTADO DE SANTA CATARINATRIBUNAL DE CONTAS DE SANTA CATARINA DIRETORIA DE ATIVIDADES ESPECIAIS DAE</p><p>fls. __________</p><p>372</p><p>Processo RLA 10/00758602 AOP Hospital Regional Hans Dieter Schmidt Joinville 9</p><p>A metodologia utilizada para a coleta de dados na execuo da auditoria </p><p>compreendeu: solicitao de documentos, verificao de documentos in loco,</p><p>aplicao de check-list, inspeo fsica, observao direta, registro fotogrfico, </p><p>acompanhamento dos servios prestados no hospital, entrevistas com funcionrios e </p><p>populao, que se utiliza dos servios do hospital. Como procedimentos para anlise </p><p>dos dados coletados foram utilizados anlises documentais comparativas, </p><p>qualitativas e quantitativas.</p><p>Ao final dos trabalhos foi elaborada a matriz de achados, a qual foi </p><p>preliminarmente apresentada aos responsveis pela Secretaria de Estado da Sade </p><p>e HRHDS para suas manifestaes.</p></li><li><p>ESTADO DE SANTA CATARINATRIBUNAL DE CONTAS DE SANTA CATARINA DIRETORIA DE ATIVIDADES ESPECIAIS DAE</p><p>fls. __________</p><p>373</p><p>Processo RLA 10/00758602 AOP Hospital Regional Hans Dieter Schmidt Joinville 10</p><p>2. ANLISE</p><p>O resultado da auditoria operacional no Hospital Regional Hans Dieter</p><p>Schmidt est baseado em evidncias, destacadas na Matriz de Achados, que </p><p>apresenta situaes, que merecem aes por parte da Secretaria de Estado da </p><p>Sade e da Direo do HRHDS.</p><p>Os achados evidenciaram a ociosidade das salas cirrgicas, a falta de </p><p>profissionais de enfermagem nos setores de internao e de profissionais para a </p><p>realizao de exames, como Ultrassom, Ecocardiograma com Doppler, Holter, Raio-</p><p>X Contrastado e Teste Ergomtrico.</p><p>2.1. Achados de Auditoria</p><p>2.1.1 Salas cirrgicas fechadas</p><p>O centro cirrgico do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt possui oito </p><p>salas cirrgicas. Dessas, apenas quatro estavam ativas em novembro de 2010. A </p><p>direo do hospital informou, em entrevista realizada em 1 de setembro de 2010, </p><p>que as salas estavam inativas por falta de equipamentos, como carrinho de </p><p>anestesia, mesa e foco cirrgico, bem como por falta de profissionais e de leitos </p><p>cirrgicos para internao dos pacientes. </p><p>A manuteno de salas fechadas acarreta na ociosidade de equipa...</p></li></ul>