historia da igreja sequencial

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HISTRIA DA IGREJA TEXTO DOS POWER POINT NDICE A IGREJA DE CRISTO NA ANTIGUIDADE PAG............................................................................2 A POCA DOS PADRES.........................................................................................................................6 DO IMPRIO ROMANO EUROPA MEDIEVAL..............................................................................9 A IGREJA NA IDADE MODERNA......................................................................................................13 A IGREJA NA IDADE CONTEMPORNEA......................................................................................19

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: J. Orlandis, Histria Breve do Cristianismo, Rei dos Livros, 1993. M. Clemente, A Igreja no tempo, Grifo, 2000. Pe. M. de Oliveira, Histria Eclesistica de Portugal, Publicaes Europa-Amrica, 1994. J. Orlandis, F. Martn Hernndez, V. Carcel Ort, Historia de la Iglesia, Palabra, 2000 L. Hertling, Historia de la Iglesia, Herder, 1981 G. Redondo, La Iglesia en el mundo contemporneo, EUNSA, 1978 D. Ramos Lissn, Patrologa, Eunsa, 2005 J. Orlandis, La Iglesia Catlica en la segunda mitad del siglo XX, Palabra, 1998

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A IGREJA DE CRISTO NA ANTIGUIDADE PAG As origens do cristianismo (I) A sinagoga e a Igreja universal (II) O imprio pago e o cristianismo (III) A vida da cristandade primitiva (IV) A Igreja no imprio romano-cristo (VI) A cristianizao da sociedade (VII) ANTIGUIDADE PAG, 1 O nascimento e primeiro desenvolvimento do cristianismo teve lugar dentro do quadro cultural e poltico do Imprio romano. certo que durante trs sculos, a Roma pag perseguiu os cristos; mas seria errneo pensar que o Imprio constituiu apenas um factor negativo para a difuso do Evangelho. [III, 1] A expanso do Cristianismo no mundo antigo adaptou-se s estruturas e modos de vida prprios da sociedade romana. A Roma clssica promoveu a difuso da vida urbana. Assim, as cidades foram sede das primeiras comunidades, que nelas constituram igrejas locais. [IV, 1] ANTIGUIDADE PAG, 2 As comunidades crists estavam rodeadas por um ambiente pago hostil, que favorecia a sua coeso interna e a solidariedade entre os seus membros. A comunho e comunicao entre as comunidades era real e todas possuam um vivo sentido de se encontrarem integradas numa mesma Igreja universal, a nica Igreja fundada por Jesus Cristo. [IV, 1] Muitas igrejas do sculo I foram fundadas pelos Apstolos, permaneceram sob a sua autoridade, dirigidas por um colgio de presbteros que ordenava a vida litrgica e disciplinar. medida que os Apstolos desapareceram, generalizou-se o episcopado local, que desde os primeiros tempos se tinha introduzido noutras igrejas particulares. O bispo, sucessor dos Apstolos, possua a plenitude do sacerdcio e o poder de governar. [IV, 2] ANTIGUIDADE PAG, 3 A chave da unidade das igrejas dispersas pelo orbe, que as integrava numa nica Igreja universal, foi a instituio do Primado romano. O Primado conferido por Cristo a Pedro no era uma instituio efmera e circunstancial, destinada a extinguir-se com a vida do Apstolo. Era uma instituio permanente, vlida at ao fim dos tempos. [IV, 3] Pedro foi o primeiro bispo de Roma e os seus sucessores na Ctedra romana foram tambm sucessores na prerrogativa do Primado, que conferiu Igreja a constituio hierrquica, querida para sempre por Jesus Cristo. [IV, 3] ANTIGUIDADE PAG, 4 A histria permite documentar, desde a primeira hora, tanto o reconhecimento pelas demais igrejas da preeminncia que correspondia igreja romana, como a conscincia que os bispos de Roma tinham da sua Primazia sobre a Igreja universal. [IV, 4]

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- Sculo I: Devido a um grave problema interno no seio da comunidade de Corinto, o Papa Clemente I intervm com autoridade. A carta escrita por ele prescreve aquilo que se devia fazer e exige obedincia s suas ordens. significativa tambm a resposta e o dcil acatamento da igreja de Corinto interveno pontifcia. [IV, 4] - Sculo II: S. Incio de Antioquia (+110): a Igreja romana a Igreja posta cabea da caridade. S. Ireneu (Contra as heresias, 185): a Igreja de Roma goza de uma singular preeminncia e critrio seguro para o conhecimento da verdadeira doutrina da f. [IV, 4] ANTIGUIDADE PAG, 5 At ao sculo IV a grande maioria dos fiis no eram filhos de pais cristos, mas pessoas nascidas na gentilidade que se convertiam f de Jesus Cristo. O baptismo constitua ento o coroamento de um dilatado processo de iniciao crist. [IV, 5] Este processo, comeado pela converso, prosseguia ao longo do catecumenado, tempo de prova e de instruo catequtica institudo de modo regular desde os fins do sculo II. [IV, 5] A vida litrgica dos cristos tinha o seu centro no Sacrifcio Eucarstico, que se oferecia pelo menos no dia do domingo, quer numa casa crist sede de alguma igreja domstica quer nos lugares destinados ao culto, que comearam a existir desde o sculo III. [IV, 5] ANTIGUIDADE PAG, 6 As antigas comunidades crists eram constitudas por todo tipo de pessoas, sem distino de classe ou condio: judeus e gentios, pobres e ricos, livres e escravos. [IV, 6] certo que a maioria dos cristos dos primeiros sculos foram pessoas de condio humilde (Celso mofava com desprezo dos teceles, sapateiros, lavadeiras e outras pessoas sem cultura). Mas, desde o sculo I personalidades da aristocracia romana abraaram o Cristianismo. Dois sculos ms tarde este facto revestia tal amplitude que um dos ditos persecutrios do imperador Valeriano foi dirigido especialmente contra os senadores, cavaleiros e funcionrios imperiais que fossem cristos. [IV, 6] ANTIGUIDADE PAG, 7 A estrutura interna das comunidades crists era hierrquica. O bispo era assistido pelo clero, cujos graus superiores presbteros e diconos eram, como o episcopado, de instituio divina. Clrigos menores, destinados a determinadas funes eclesisticas, apareceram no decorrer destes sculos. [IV, 7] Na idade apostlica houve numerosos carismticos, cristos que para o servio da Igreja receberam dons extraordinrios do Esprito Santo. Constituram um fenmeno transitrio que se extinguiu praticamente no primeiro sculo da Era crist. [IV, 7] Os fiis que integravam o Povo de Deus eram na sua imensa maioria cristos vulgares e correntes. [IV, 7] ANTIGUIDADE PAG, 8 3

Enquanto durou a poca das perseguies, gozaram de prestgio especial os confessores da f. [IV, 7] Outros cristos com uma particular condio no seio das igrejas: as vivas (atendiam ministrios com mulheres); os ascetas e as virgens (abraavam o celibato por amor do Reino dos Cus). [IV, 7] Prova externa das perseguies, mas tambm prova interna das heresias. Podem dividir-se em trs grupos: 1) Judeo-cristianismo hertico; 2) fantico rigorismo moral (ex.: Montanismo); 3) gnosticismo (ex.: Marcio). [IV, 8-9] ANTIGUIDADE PAG, 7 A estrutura interna das comunidades crists era hierrquica. O bispo era assistido pelo clero, cujos graus superiores presbteros e diconos eram, como o episcopado, de instituio divina. Clrigos menores, destinados a determinadas funes eclesisticas, apareceram no decorrer destes sculos. [IV, 7] Na idade apostlica houve numerosos carismticos, cristos que para o servio da Igreja receberam dons extraordinrios do Esprito Santo. Constituram um fenmeno transitrio que se extinguiu praticamente no primeiro sculo da Era crist. [IV, 7] Os fiis que integravam o Povo de Deus eram na sua imensa maioria cristos vulgares e correntes. [IV, 7] ANTIGUIDADE PAG, 8 Enquanto durou a poca das perseguies, gozaram de prestgio especial os confessores da f. [IV, 7] Outros cristos com uma particular condio no seio das igrejas: as vivas (atendiam ministrios com mulheres); os ascetas e as virgens (abraavam o celibato por amor do Reino dos Cus). [IV, 7] Prova externa das perseguies, mas tambm prova interna das heresias. Podem dividir-se em trs grupos: 1) Judeo-cristianismo hertico; 2) fantico rigorismo moral (ex.: Montanismo); 3) gnosticismo (ex.: Marcio). [IV, 8-9] ANTIGUIDADE PAG, 9 A liberdade chegou Igreja quando ainda mal se tinham extinguido os ecos da ltima grande perseguio (Diocleciano, +305). Um primeiro dito foi o de Galrio, em 311: no concedia aos cristos plena liberdade religiosa, mas somente uma cautelosa tolerncia. [VI, 1] O trnsito da tolerncia liberdade religiosa produziu-se com rapidez e o seu principal autor foi o imperador Constantino. Em 313, os imperadores Constantino e Licnio outorgaram o chamado 4

dito de Milo: era una nova directriz poltica fundamentada no pleno respeito pelas opes religiosas de todos os sbditos do Imprio, incluindo os cristos. A Igreja, reconhecida pelo poder civil, recuperava os seus lugares de culto e propriedades de que tivesse sido despojada. [VI, 3] ANTIGUIDADE PAG, 10 O avano do cristianismo no foi interrompido aps a morte de Constantino, se se exceptuar a frustrada tentativa de restaurao pag de Juliano, o Apstata (+ 363). Os outros imperadores, inclusivamente aqueles que simpatizaram com a heresia ariana, foram resolutamente contrrios ao paganismo. [VI, 5] A evoluo religiosa encerrou-se por obra do imperador Teodsio (378-395). A constituio Cunctos Populos, promulgada em 28.2.380, ordenou a todos os povos que aderissem ao Cristianismo catlico, a partir de agora nica religio do Imprio. [VI, 5] ANTIGUIDADE PAG, 11 A liberdade da Igreja permitiu um exerccio mais efectivo do Primado dos Papas sobre a Igreja universal. Os grandes pontfices dos sculos IV e V -Dmaso, Leo Magno, Gelsio- esforaram-se por definir o fundamento dogmtico do Primado romano: os Papas eram os legtimos e exclusivos sucessores de Pedro. [VI, 8] A partir do sculo IV, o exerccio do Primado romano sobre as Igrejas do Ocidente foi muito intenso. [VI, 8] No Oriente, o conclio de Srdica (343-344) sancionou o direito de qualquer bispo do orbe recorrer, como instncia suprema, ao Pontfice romano. [VI, 8] ANTIGUIDADE PAG, 12 a) Sob o Imprio romano-cristo reuniram-se grandes assembleias eclesisticas: conclios ecumnicos ou universais. Oito tiveram l