guia do alfabetizador - 1º bim

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1 n do Ciclo a Al abetização ºao d f Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais Belo Horizonte- 2008 GUIA DO ALFABETIZADOR 1º Bimestre

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  • 1 n do Ciclo a Al abetizao a o d f

    Secretaria de Estado de Educao de Minas GeraisBelo Horizonte- 2008

    GUIA DO ALFABETIZADOR1 Bimestre

  • ALFABETIZAO NO TEMPO CERTO

    1 ANO DO CICLO DA ALFABETIZAO

    GUIA DO ALFABETIZADOR1 BIMESTRE

    Belo Horizonte2008

  • GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS

    SECRETRIA DE ESTADO DE EDUCAO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

    SECRETRIO - ADJUNTO DE EDUCAO

    CHEFE DE GABINETE

    SUBSECRETRIA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAO BSICA

    SUPERINTENDENTE DE EDUCAO INFANTIL E FUNDAMENTAL

    DIRETORA DE ENSINO FUNDAMENTAL

    Acio Neves da Cunha

    Vanessa Guimares Pinto

    Joo Antnio Filocre Saraiva

    Felipe Estbile Moraes

    Raquel Elizabete de Souza Santos

    Maria das Graas Pedrosa Bittencourt

    Maria Helena Brasileiro

  • Caro Professor Alfabetizador,

    H cinco anos, inauguramos em Minas Gerais um novo tempo na construo de uma escola

    pblica de qualidade e comprometida com a cidadania, por meio de aes que, somando o

    esforo de todos os educadores, nos permitiram avanar significativamente no

    cumprimento de nossas metas. Dentre essas, avanamos muito em nossa prioridade

    maior: garantir que toda criana esteja lendo e escrevendo com fluidez at os oito anos de

    idade.

    Os resultados da avaliao do Proalfa de 2006/2007 deixaram claro para ns, mais uma

    vez, que voc pode fazer a diferena na sala de aula, desde que tenha a seu lado uma

    direo e superviso eficazes, um plano de interveno pedaggica coerente, uma

    comunidade atuante e uma organizao educacional que apie e garanta as condies

    didtico-pedaggicas indispensveis ao seu trabalho. E exatamente isso que temos

    procurado fazer.

    Ao entregar a voc este Guia do Alfabetizador, buscamos renovar o dilogo que mantemos

    desde o incio de nossa gesto e que se repetir, ao longo deste ano, a cada bimestre.

    O Guia contm sugestes prticas para o seu trabalho dirio com os alunos, necessrias ao

    desenvolvimento das capacidades prprias da alfabetizao. Essas sugestes,

    naturalmente, devero ser enriquecidas por voc, pela sua experincia e criatividade, pois

    o material no esgota as possibilidades e necessidades de cada alfabetizador em sua sala

    de aula, mas apenas oferece alguns passos a serem dados no processo de alfabetizao e

    que precisam ser seguidos por outros tantos passos indispensveis ao ofcio de ensinar a

    ler e a escrever.

    Esperamos que o Guia seja instrumento eficaz para ajud-lo a alfabetizar com sucesso as

    nossas crianas e temos certeza de que voc sabe de que esta tarefa passa, tambm, pelo

    esforo do estudo contnuo e pelo cuidar do afago, do afeto, do carinho, da compreenso,

    da ternura e do acolhimento a cada criana que, dia aps dia, entra pela porta de nossa

    escola.

    Confiamos em voc. Conte conosco.

    Bom trabalho!

    Vanessa Guimares PintoSecretria de Educao

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    DADOS PESSOAIS DO ALFABETIZADOR

    ENDEREO DA RESIDNCIA

    TRABALHO NA ESCOLA

    SADE

    EM CASO DE EMERGNCIA, FAVOR ENTRAR EM CONTATO COM :

    NOME COMPLETO:_______________________________________________________

    DATA DE NASCIMENTO:___________________________________________________

    RUA:____________________________________________N:_______COMP:________BAIRRO:_________________________________CIDADE:________________________ESTADO:__________________________________________CEP:__________________TELEFONES:______________/_________________EMAIL:________________________

    ____________________________________________________RUA:____________________________________________N:________COMP:________ESTADO:__________________________________________CEP:__________________TELEFONES:______________/_________________EMAIL:________________________

    GRUPO SANGUNEO: ______________________ FATOR :________________

    NOME:_______________________________________TEL:________________________NOME:_______________________________________TEL:________________________

    CONVNIO MDICO:______________________________________________________MDICO: ________________________________________________________________ TEL:______________________________

  • O GUIA DO ALFABETIZADOR (Fichrio) integra o Programa de Interveno Pedaggica (PIP) e foi elaborado para auxiliar os professores alfabetizadores das escolas da rede pblica do Estado de Minas Gerais na organizao da rotina de sala de aula e de um ambiente alfabetizador no Ciclo da Alfabetizao. O Alfabetizador receber, ao longo do ano letivo, quatro fichrios:

    Exemplar 1/ 1 Bimestre

    Exemplar 2/ 2 Bimestre

    Exemplar 3/ 3 Bimestre

    Exemplar 4/ 4 Bimestre

    1 ano do Ciclo da Alfabetizao

    1 ano do Ciclo da Alfabetizao

    1 ano do Ciclo da Alfabetizao

    1 ano do Ciclo da Alfabetizao

    2 ano do Ciclo da Alfabetizao

    2 ano do Ciclo da Alfabetizao

    2 ano do Ciclo da Alfabetizao

    2 ano do Ciclo da Alfabetizao

    3 ano do Ciclo da Alfabetizao

    3 ano do Ciclo da Alfabetizao

    3 ano do Ciclo da Alfabetizao

    3 ano do Ciclo da Alfabetizao

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    Este material est em construo.Ficaremos satisfeitos com a sua colaborao.Escreva dando sugestes para que, no prximo exemplar, a reformulao contenha a sua contribuio. Entre em contato conosco:

    ZAF Consultoria Pedaggica [email protected]

    Cada GUIA se refere a um ano do Ciclo da Alfabetizao e cada ano identificado por uma cor diferente:?1 ano do Ciclo da Alfabetizao - vermelho?2 ano do Ciclo da Alfabetizao - verde?3 ano do Ciclo da Alfabetizao - azul

    No incio de cada bimestre ser entregue ao alfabetizador um fichrio com o exemplar referente ao ano do Ciclo da Alfabetizao que ele est trabalhando.

    O alfabetizador receber, ao todo, quatro fichrios (material de capa dura) cada um referente a um bimestre.

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    NDICE

    Apresentao do GUIA DO ALFABETIZADOR

    Estrutura do GUIA DO ALFABETIZADOR

    Planejando seu trabalho

    Calendrio Escolar 2008

    Conhecendo o aluno- dados dos alunos- registro da apropriao da escrita - auto-avaliao da leitura- ficha de avaliao do ciclo da alfabetizao

    Roteiro de Planejamento

    Capacidades Lingsticas

    Prticas Pedaggicas

    Atividades

    Indicaes Avaliao do GUIA

    Referncias

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    Atividades extra-sala de aula

    Atividades que demandam orientao do responsvel ou pessoa da famlia

    que acompanha a criana

    Pesquisa

    Arte

    Leitura

    Aluno e Aluna

    Desenvolvimento da Oralidade

    Compreenso, produo evalorizao da cultura escrita

    Consideraes para o alfabetizador

    Apropriao do sistema de escrita

    LISTA DE CONES

    Apresentamos os cones que representam a inter-relao entre os eixos, capacidades, prticas pedaggicas e atividades.

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    1 Material produzido pela Secretaria de Estado de Educao de Minas Gerais Subsecretaria de Desenvolvimento da Educao Bsica, Superintendncia de Educao Infantil e Fundamental e Diretoria de Ensino Fundamental.

    APRESENTAO DO GUIA DO ALFABETIZADOR

    Caro professor alfabetizador,

    Apresentamos o GUIA DO ALFABETIZADOR nas verses impressa e digital, referente

    ao 1 bimestre do ano letivo. Este exemplar faz parte do Programa de Interveno

    Pedaggica - Alfabetizao no Tempo Certo da Secretaria de Estado de Educao do

    Estado de Minas Gerais. Ele destinado aos professores das escolas da rede pblica

    que atuam no Ciclo da Alfabetizao.

    Este GUIA um material prtico e deve ser utilizado de acordo com a necessidade do

    alfabetizador, como uma diretriz que venha facilitar o processo de ensino e de

    aprendizagem. Trata-se de um instrumento facilitador da prtica pedaggica, um

    organizador de idias, um orientador no planejamento dirio da alfabetizao e

    letramento. Ele deve ser usado como suporte, uma vez que apresenta sugestes de

    atividades que no se esgotam e vo alm da sala de aula. Na interao entre

    alfabetizador e aluno no cotidiano da sala de aula surgiro novas contribuies para a

    aplicao das orientaes metodolgicas que esto contidas neste Guia.

    Este material tem como foco principal contribuir para a ressignificao da prtica

    pedaggica, com nfase no processo de alfabetizao e letramento. Ele foi elaborado

    a partir das orientaes contidas nos documentos da Secretaria de Estado de

    Educao, da Coleo Orientaes para a Organizao do Ciclo de Alfabetizao, de

    discusses com professores alfabetizadores, o apoio e a interlocuo dos analistas da

    SEE/MG.

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  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    2 Este assunto pode ser estudado no Caderno 2, Alfabetizando, da Coleo Orientaes para a Organizao do Ciclo Inicial de Alfabetizao.

    3 Para saber mais, leia Acompanhando e Avaliando, Caderno 4, da Coleo Orientaes para Organizao do Ciclo Inicial de Alfabetizao.

    O GUIA se divide em doze exemplares referentes aos 1, 2 e 3 anos do Ciclo da Alfabetizao e sero distribudos em 4 bimestres do ano letivo.Ele organizado da seguinte forma:

    1. Apresentao e instrumentos para a organizao da rotina do alfabetizador e de sua turma;

    2. Organizao das capacidades lingsticas;3. Sugestes de prticas e recursos didticos;4. Sugestes de atividades relacionadas s capacidades indicadas no item 2;5. Instrumentos de avaliao da aprendizagem;6. Instrumento de avaliao do GUIA;

    fundamental que este material (fichrio) seja utilizado como um todo e no de forma fragmentada, visto que existem capacidades que devem ser introduzidas, outras trabalhadas sistematicamente, outras retomadas e outras consolidadas nos trs anos de escolaridade de acordo com o desenvolvimento do aluno. As capacidades no se associam apenas dimenso temporal do Ciclo e sim trajetria de aprendizagem da criana, sendo importante que os alfabetizadores adotem a avaliao formativa para que se assegure que, ao final do Ciclo, todas as capacidades estejam consolidadas.

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  • HORRIOS

    INCIO

    RECREIO

    SEGUNDA-FEIRA TERA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    As informaes e orientaes contidas neste GUIA no conseguiro responder a todos os desafios do alfabetizar preciso que, paralelo sua utilizao, vinculem-se momentos de formao continuada, estudo, pesquisa e discusses em grupos de estudo. A escola e a sala de aula devem ser espaos onde a teoria e a prtica dialoguem, transformando e construindo conhecimentos coletivos.

    ESTRUTURA DO GUIA DO ALFABETIZADOR

    Este GUIA foi estruturado em folhas avulsas a serem organizadas no fichrio. Para suaidentificao anote seus DADOS PESSOAIS.

    CALENDRIO ESCOLAR 2008 JANEIRO FEVEREIRO- 15 dias letivos MARO- 19 dias letivos ABRIL-21 dias letivos

    D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 1 2 1 1 2 3 4 5

    6 7 8 9 10 11 12 3 4 5 6 7 8 9 2 3 4 5 6 7 8 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 10 11 12 13 14 15 16 9 10 11 12 133 14 15 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 17 18 19 20 21 22 23 16 17 18 19 20 21 22 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 24 25 26 27 28 29 23 24 25 26 27 28 29 27 28 29 30 30 31

    MAIO- 18 dias letivos JUNHO- 21 dias letivos JULHO- 12 dias letivos AGOSTO- 20 dias letivos D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 3 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 1 2

    4 5 6 7 8 9 10 8 9 10 11 12 13 14 6 7 8 9 10 11 12 3 4 5 6 7 8 9 11 12 13 14 15 16 17 15 16 17 18 19 20 21 13 14 15 16 17 18 19 10 11 12 13 14 15 16 18 19 20 21 22 23 24 22 23 24 25 26 27 28 20 21 22 23 24 25 26 17 18 19 20 21 22 23 25 26 27 28 29 30 31 29 30 27 28 29 30 31 24 25 26 27 28 29 30 31 SETEMBRO- 22 dias letivos OUTUBRO- 19 dias letivos NOVEMBRO-20 dias letivos DEZEMBRO-13 dias letivos

    D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 1 1 2 3 4 5 6

    7 8 9 10 11 12 13 5 6 7 8 9 10 11 2 3 4 5 6 7 8 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 12 13 14 15 16 17 18 9 10 11 12 133 14 15 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 19 20 21 22 23 24 25 16 17 18 19 20 21 22 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 26 27 28 29 30 31 23 24 25 26 27 28 29 28 29 30 31 30

    Para que o trabalho a ser desenvolvido atenda a realidade de sua turma, indicamos alguns instrumentos que o auxiliaro a CONHECER O ALUNO; so observaes importantes sobre as crianas e suas caractersticas. Estas fichas devero ser preenchidas no incio do ano letivo e durante todo o processo de apropriao da escrita.

    Na seqncia, voc encontrar sugestes de quadros referentes s semanas de cada bimestre, com espaos em branco, para que voc anote o ROTEIRO DE PLANEJAMENTO do seu trabalho. Nesses quadros voc poder anotar suas prticas, observaes dirias, tpicos do planejamento, atividades, bem como livros, revistas, sites ou softwares que utilizar.

    Apresentamos o CALENDRIO ESCOLAR DE 2008, para voc se organizar e ter condies de planejar os dias letivos. Observe a legenda que apresenta os recessos escolares comuns s escolas da rede e os dias indicados para planejamento.

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    Para preencher o roteiro de planejamento imprescindvel consultar os quadros onde est contida a organizao das CAPACIDADES LINGSTICAS referente ao trabalho a ser desenvolvido em cada bimestre.Para se consolidar o trabalho realizado em sala de aula, alm do quadro citado acima, voc ter em

    mos algumas dicas metodolgicas para que a sua PRTICA PEDAGGICA contribua para a alfabetizao e letramento de seus alunos.

    As ATIVIDADES so sugestes que devem ser personalizadas e adequadas realidade de sua turma. Elas podero se transformar em matrizes de estncil, em

    fotocpias ou impressas a partir do software do Guia do Alfabetizador. Esperamos que elas sejam utilizadas de maneira simultnea a outros portadores textuais como: livros de histrias, livros didticos, agendas, jornais, panfletos e revistas em geral, entre outros, que durante o processo de alfabetizao j so utilizados.

    Veja ao final do Guia, listas de INDICAES de livros de literatura, sites, softwares, filmes entre outros.

    O GUIA no indica o mtodo de alfabetizao a ser aplicado. Ele busca organizar a sua forma de trabalhar, apresenta algumas estratgias, cita alguns recursos didticos e detalha procedimentos de atuao e de AVALIAO formativa. A escolha do mtodo e dos processos de alfabetizao ser feita pelo alfabetizador ou a partir da organizao poltico pedaggica da escola.

    Com o objetivo de aperfeioar nosso trabalho voc encontrar o instrumento de AVALIAO DO GUIA DO ALFABETIZADOR, que dever ser encaminhado s Superintendncias Regionais de Ensino, com sugestes para que, de fato, possamos auxiliar a sua prtica alfabetizadora.

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    PLANEJANDO SEU TRABALHO

    O planejamento do trabalho de alfabetizao e letramento fundamental para uma efetiva aprendizagem dos alunos. A partir do diagnstico da turma e da definio das capacidades a serem desenvolvidas, o alfabetizador ter condies de selecionar os melhores recursos, procedimentos e atividades a serem trabalhados nas aulas.

    Inicie o bimestre CONHECENDO O ALUNO, anote na ficha de DADOS algumas informaes para que voc possa acompanh-lo. Alm dessa ficha, o GUIA apresenta trs instrumentos (REGISTRO DA APROPRIAO DA ESCRITA, AVALIAO DO CICLO DA ALFABETIZAO e FICHA DE AVALIAO DO CICLO DA ALFABETIZAO) que auxiliaro no diagnstico para o desenvolvimento do aluno em relao ao sistema de escrita e leitura. Para ter o perfil da sua turma preencha os instrumentos citados, a partir das suas observaes e dos resultados das avaliaes dos alunos.

    Aps o levantamento do perfil da turma, sugerimos a leitura e estudo dos quadros referentes s CAPACIDADES LINGSTICAS a serem introduzidas, trabalhadas e consolidadas no Ciclo da Alfabetizao de acordo com a necessidade de seu aluno.

    Selecione as capacidades a serem desenvolvidas por seus alunos, conforme a anlise das necessidades apresentadas pela turma por meio do diagnstico.

    Consulte no GUIA as sugestes de PRTICAS PEDAGGICAS e ATIVIDADES, contextualize-as de acordo com a realidade de sua turma e de seus alunos.

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    4 No GUIA voc encontrar algumas sugestes. Para aprofundar o tema, leia o Caderno 5, Avaliao Diagnstica: Alfabetizao no Ciclo Inicial da Coleo Orientaes para a Organizao do Ciclo Inicial de Alfabetizao

    4

    Leia as orientaes de como o GUIA poder ser utilizado para auxili-lo em seu planejamento:

    Criando condies para o planejamento. preciso planejar. Mas como conseguir planejar? O ideal ... Consulte o caderno 3 Preparando a Escola e a sala de Aula da Coleo Orientaes para a Organizao do Ciclo de Alfabetizao.

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    Selecione as metodologias e recursos didticos necessrios ao desenvolvimento das capacidades, procurando ser criativo na escolha das diversas atividades para alcanar o objetivo proposto. Registre no ROTEIRO DE PLANEJAMENTO.

    As ATIVIDADES devero ser selecionadas para introduzir, trabalhar, retomar e consolidar as capacidades. Em outros momentos elas podero ser retomadas com o mesmo objetivo, trabalhando de forma diferenciada. Outras prticas devem contribuir para o trabalho sistemtico garantindo a consolidao da capacidade determinada .

    Retome o item 2 abordando novas capacidades a serem trabalhadas a partir da avaliao processual de sua turma. Por meio do uso destes instrumentos voc poder avaliar os avanos dos alunos e planejar continuamente para o alcance dos objetivos do Programa de Interveno Pedaggicas - Alfabetizao No Tempo Certo.

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    7

    5 Consulte o caderno 2, Alfabetizando da Coleo Orientaes para a Organizao do Ciclo Inicial de Alfabetizao

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  • NOME ANIVERSRIO RESPONSVEL(nome e endereo de contato ou telefone)

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    CONHECENDO O ALUNO

    Alfabetizador,Propomos o preenchimento do quadro abaixo, ao iniciar o ano letivo, para que voc possa lembrar-se da data de aniversrios de seus alunos ( o que muito significativo para eles ) , o nome do responsvel e a forma de contato em caso de emergncia.No seu dirio de classe, registre as informaes importantes para que voc possa intervir e apoiar seu aluno adequadamente em suas interaes com as outras crianas e com toda a comunidade escolar. Exemplo: Se seu aluno tem alguma necessidade especial, se faz uso de algum medicamento, se necessita de alguma orientao ou acompanhamento, entre outros.

    Nome da Escola:____________________________________________________Ano:_________Ciclo:______________________________Professor:_______________________________________________Turma:______________________________ Turno:________________

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    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

  • ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

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    NOME ANIVERSRIO RESPONSVEL(nome e endereo de contato ou telefone)

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

  • REGISTRO DA APROPRIAO DA ESCRITA

    Aluno: ______________________________________________

    Ciclo: _________ Turma: __________ Turno: ______________

    Professor:___________________________________________

    Escola:______________________________________________

    OBSERVAES SOBRE O PROCESSO DE APROPRIAO DA ESCRITA

    2 BIMESTRE

    3 BIMESTRE

    4 BIMESTRE

    1 BIMESTRE

    MESES 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

    1 Escreve utilizando grafismos e outros smbolos

    2 Utiliza as letras para escrever

    3 Produz escritas diferenciadas (exigncia de quantidade mnima de letras e variedade)

    4 Estabelece relao entre fala e escrita (faz corresponder para cada slaba oral uma marca) utilizando grafismos e outros smbolos

    5 Estabelece relao entre fala e escrita (faz corresponder para cada slaba oral um grafismo)

    6 Estabelece relao entre fala e escrita, utiliza letras mas sem fazer uso do valor sonoro convencional

    7 Estabelece relao entre fala e escrita, fazendo uso do valor sonoro convencional

    8 Estabelece relao entre fala e escrita, ora utilizando uma letra para cada slaba, ora utilizando mais letras

    9 Produz escritas alfabticas, mesmo no observando as convenes ortogrficas da escrita

    10 Produz escritas alfabticas, observando algumas convenes ortogrficas da escrita

    11 Produz escritas alfabticas, sempre observando as convenes ortogrficas da escritaOBS: Alfabetizador, marcando com um X o que seu aluno j consegue realizar, voc poder traar o perfil da sua turma e planejar prticas de ensino e atividades que os possibilitem avanar ainda mais em suas capacidades e competncias para

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

  • AUTO-AVALIAO DA LEITURA

    Aluno: ______________________________________________

    Ciclo: _________ Turma: __________ Turno: ______________

    Professor:___________________________________________

    Escola:______________________________________________

    Prezado aluno, marque com as devidas cores das legendas, o que voc j consegue realizar e reflita sobre o que voc deve se empenhar mais para melhorar a cada dia sua leitura.

    Para o Alfabetizador: Se necessrio, leia cada item junto com os alunos, levando-os a refletirem sobre cada questo e orientando-os a marcarem as respostas.

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    OBSERVAES SOBRE O PROCESSO DE APROPRIAO DA LEITURA

    2 BIMESTRE

    3 BIMESTRE

    4 BIMESTRE

    1 BIMESTRE

    DEMONSTRO INTERESSE

    PELA LEITURA

    CONSIGO LER SOZINHO?

    TENHO CUIDADO COM O MATERIAL

    DE LEITURA

    VERDE- SIM VERMELHO- NO AMARELO- TENHO QUE MELHORAR

  • FICHA DE AVALIAO PARA O CICLO DA ALFABETIZAO

    Conhecimentos e capacidades a serem atingidos ao longo do Ciclo da Alfabetizao ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Ficha de avaliao de conhecimentos e capacidades: Compreenso e valorizao da cultura escrita

    Aluno________________________________________________________Idade_____________________Escola_______________________________________________________ Alfabetizador_______________Nvel do Ciclo_________________________________________________Turno_____________________Perodo de avaliao___________________________________________Data de registro_____________

    Situao da

    aprendizagem

    No desenvolveu

    Em desenvolvimento

    Consolidada

    Conhecimentos e capacidades avaliadas

    Demandas para o ensino

    Introduzir contedos e atividades

    Trabalhar contedos e atividades

    Avanar para novos

    contedos e atividades

    Observaes quanto as dificuldades especficas

    do aluno

    Conhece, utiliza e valoriza os modos de produo e circulao da escrita na

    sociedade

    Identifica textos em diversos espaos

    Identifica e utiliza portadores em espaos escolares nos quais circulam textos (murais,

    jornais escolares, cartazes, quadros de avisos entre outros)

    Identifica e utiliza livrarias, bancas e bibliotecas como locais de acesso a livros ,

    jornais e revistas, etc.

    Utiliza a biblioteca da escola e do bairro para manuseio e leitura de livros, jornais, revistas.

    Envolve-se na produo e organizao de espaos para realizao de leituras, tais

    como canto de leitura, biblioteca de classe, jornais escolares

    Conhece os usos e funes sociais da lngua escrita

    Identifica diversos suportes da escrita tais como livros, revistas, jornais, folhetos

    Identifica as finalidades e funes da leitura de alguns textos a partir do exame de seus

    suportes

    Conhece os usos da escrita na cultura escolar

    Identifica as particularidades fsicas dos objetos de escrita presentes na escola

    (disposio e organizao do texto escrito, tipo usual de letra, interao entre linguagem

    verbal e linguagens visuais, etc)

    Dispe-se a ler, sozinho ou com colegas, as atividades escritas da escola, parando para

    observar onde essas se encontram

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    Domina capacidades necessrias ao uso da escrita no contexto escolar

    Situao da Aprendizagem

    No desenvolveu Em desenvolvimento

    Consolidada

    Apresenta evidncias de que apreende a sequenciao do texto nas pginas de livros e

    cadernos

    Apresenta evidncias de que apreende os recursos de disposio do escrito nas pginas

    de livros e cadernos (margens, pargrafos, espaamento entre partes, ttulos)

    L e escreve observando a sequenciao adequada do texto nas pginas de livros e

    cadernos

    L e escreve inter-relacionando adequadamente o escrito e as ilustraes nos

    livros e cadernos

    L e escreve observando a disposio adequada do escrito na pgina (margens, pargrafos, espaamento entre as partes,

    ttulos, cabealhos)

    Sabe usar indicadores editoriais (ttulo, autor, editora, data de publicao)

    Sabe usar sumrios ou ndices para localizar informaes desejadas

    Apresenta conhecimentos bsicos sobre a organizao de textos no computador

    Sabe dar aos textos produzidos apresentao adequada ao suporte

    Evidencia capacidades especficas relacionadas ao ato de escrever (uso

    adequado de instrumentos de escrita, clareza e legibilidade)

    Outras observaes do alfabetizador sobre competncias e habilidades da turma, de

    acordo com o perfil do grupo

    [Outras]:

    da escrita no contexto escolar aprendizagem

  • ROTEIRO DE PLANEJAMENTO

    Alfabetizador,

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    HORRIOS

    INCIO

    RECREIO

    SEGUNDA-FEIRA TERA-FEIRA QUART A-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

    Para que haja coerncia entre teoria e prtica e voc possa se organizar, sugerimos uma

    sntese para o ROTEIRO DE PLANEJAMENTO. Anote nos quadros semanais as atividades

    selecionadas para trabalhar as capacidades relativas ao desenvolvimento da oralidade,

    leitura, apropriao do sistema de escrita e compreenso, produo e valorizao da cultura

    escrita (consulte as prticas indicadas no GUIA). Registre ainda nomes de livros, revistas,

    sites ou softwares que sero utilizados.

    Preencha o quadro de roteiro de planejamento com as atividades relativas s

    capacidades de desenvolvimento da oralidade, leitura, apropriao do sistema

    de escrita e compreenso, produo e valorizao da cultura escrita que queira

    desenvolver a cada dia.

  • ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    HORRIOS

    INCIO

    RECREIO

    SEGUNDA-FEIRA TERA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

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  • ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    HORRIOS

    INCIO

    RECREIO

    SEGUNDA-FEIRA TERA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

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  • ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    HORRIOS

    INCIO

    RECREIO

    SEGUNDA-FEIRA TERA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

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  • ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    HORRIOS

    INCIO

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    SEGUNDA-FEIRA TERA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

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    HORRIOS

    INCIO

    RECREIO

    SEGUNDA-FEIRA TERA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

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    HORRIOS

    INCIO

    RECREIO

    SEGUNDA-FEIRA TERA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

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  • ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    HORRIOS

    INCIO

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  • ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

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  • ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    HORRIOS

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  • CAPACIDADES LINGSTICAS

    instrumentalizar o alfabetizador na seleo de prticas pedaggicas. Pretende-se com isso que o alfabetizador alcance os objetivos do Programa Alfabetizao no Tempo Certo fazendo com que todos os alunos estejam lendo e escrevendo at os 8 anos.

    Os quadros auxiliam o alfabetizador dando-lhe uma viso geral das prticas pedaggicas e das capacidades a serem consolidadas. Auxiliam tambm no processo de acompanhamento da frequncia de tais prticas e de suas avaliaes processuais.

    ?A primeira coluna apresenta as CAPACIDADES LINGSTICAS que os alunos devero desenvolver durante o bimestre.

    ? A segunda coluna indica sugestes PRTICAS que possibilitaro ao alfabetizador visualizar a metodologia de trabalho, estabelecendo o que deve ser ensinado.

    ?A terceira coluna, indica a FREQNCIA da atividade a ser realizada, isto , sugesto de quantas vezes o alfabetizador dever inserir, em seu planejamento, as prticas pedaggicas indicadas para o alcance dos objetivos propostos.

    ?E finalmente, a coluna AVALIAO a p r e s e n t a a l g u m a s sugestes e estratgias para, caso seja necessrio, fazer as intervenes frente s dificuldades apresentadas pelos alunos durante o processo de alfabetizao.

    O quadro, na horizontal, se dividir em quatro eixos fundamentais para a alfabetizao e letramento: desenvolvimento da oralidade, leitura, apropriao do sistema de escrita, compreenso, produo e valorizao da cultura escrita.

    Os quadros em que foram organizadas as capacidades lingsticas destinam-se a

    Os eixos esto interligados e devem ser trabalhados de forma simultnea, exercendo influncia uns sobre os outros.

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

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    DESENVOLVIMENTO DA ORALIDADE

    nesse momento que a escola pode cumprir um de seus papis principais, o de ajudar o aluno a se desenvolver melhor neste

    mundo, dotando-o dos instrumentos e recursos lingsticos que lhe permitiro viver de um modo mais participativo e dinmico na sociedade. Falar bem, tanto com a sintaxe adequada quanto com uma estruturao lgica do pensamento, permitir aos alunos maior insero nos grupos sociais.

    O mundo torna-se cada vez mais exigente, e a capacidade de expresso oral pode contribuir para a valorizao da pessoa.

    A oportunidade de usar a fala em situaes reais permite ao aluno desenvolver as competncias necessrias para decidir o que falar, como falar e a maneira mais correta de se expressar, bem como adequar a fala s situaes em que ocorre a comunicao. Na vida familiar e nos grupos da escola, a capacidade de expresso correta associada abertura para o dilogo e possibilidade de escuta e argumentao podem favorecer, entre outros, a harmonia nos relacionamentos.

    Para desenvolver a capacidade de falar seja em rodas de conversas, em pblico, em sala de aula e se expressar em geral, o aluno precisa vivenciar esses momentos mediados pelo alfabetizador. Deve-se criar um ambiente, na sala de aula onde todos tenham a oportunidade de expressar suas opinies, sentimentos e desejos, transmitir e receber mensagens, contar e inventar histrias.

    Convivemos com diversas formas de expresso oral a diversidade lingstica. fundamental o respeito diversidade de comunicao, conhecendo e aceitando os dialetos e sotaques prprios de cada regio.

  • LEITURA

    Pense nos diferentes modos em que a leitura pode acontecer, "desde um recital pblico de poesia at uma consulta individual de

    listas de preos ou de horrios de nibus SMITH (1999). Num mundo onde a escrita um meio importante na circulao de idias, fundamental a anlise do ato de ler.

    Ler, mais do que simplesmente decodificar, atribuir sentidos, interpretar e criticar, esse o nosso desafio. Enquanto os olhos passam pelas letras, que eles sejam mais do que olhos que conhecem as letras, as slabas, as formas das palavras. A leitura dos gneros textuais tais como fbulas, contos, relatos, causos populares, em geral sempre estiveram presentes no imaginrio social, e servem de ponte entre a oralidade e a escrita.

    No quadro em que esto organizadas as capacidades haver indicaes de variadas maneiras de trabalhar com os portadores textuais. O objetivo do quadro apresentar sugestes metodolgicas que envolvem a leitura e a utilizao de diversos portadores textuais que podero ser encontrados em sua cidade nos out-doors, nas placas com nomes das ruas, nas praas e comrcios, na internet, por meio de listas com ttulos dos livros da literatura infantil e outros que so fundamentais para o desenvolvimento do leitor crtico e reflexivo.

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    "...Ler as letras de uma pgina apenas um de seus poucos disfarces. O astrnomo lendo um mapa de estrelas que no existem mais; o arquiteto japons lendo a terra sobre a qual ser erguida uma casa, de modo a protegla das foras malignas; o zologo lendo os rastros de animais na floresta; o jogador lendo os gestos do parceiro antes de jogar a carta vencedora; a danarina lendo as notaes do coregrafo e o pblico lendo os movimentos da danarina no palco; o tecelo lendo o desenho intrincado de um tapete sendo tecido; o organista lendo vrias linhas musicais simultneasorquestradas na pgina; os pais lendo no rosto do beb sinais de alegria, medo ou admirao; o adivinho chins lendo as marcas antigas na carapaa de uma tartaruga; o amante lendo cegamente o corpo amado noite, sob os lenis; o psiquiatra ajudando os pacientes a ler seus sonhos perturbadores; o pescador havaiano lendo as correntes do oceano ao mergulhar a mo na gua; o agricultor lendo o tempo no cu - todos eles compartilham com os leitores de livros a arte de decifrar e traduzir signos. Algumas dessas leituras so coloridas pelo conhecimento de que a coisa lida foi criada para aquele propsito especfico por outros seres humanos - a notao musical ou sinais de trnsito, por exemplo - ou pelos deuses - o casco da tartaruga, o cu noite. Outras pertencem ao acaso." Alberto Manguel , 2002

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    APROPRIAO DO SISTEMA DE ESCRITA

    A apropriao do sistema de escrita envolve a aquisio das regras que orientam a leitura e a escrita no sistema alfabtico e o domnio da ortografia da Lngua Portuguesa.

    necessrio que a criana compreenda as diferenas entre a escrita alfabtica e outras formas grficas; compreenda convenes grficas como a organizao da escrita da esquerda para a direita na linha, de cima para baixo na pgina e a funo dos espaos em branco; reconhea unidades fonolgicas como slabas, rimas, terminaes de palavras; identifique as letras do alfabeto; domine as relaes entre grafema e fonema e as regularidades e irregularidades ortogrficas.

    A apropriao do sistema de escrita um processo gradual que demanda sistematizao e organizao por parte do alfabetizador. importante organizar o trabalho tendo em vista que cada criana tem seu prprio ritmo e por isso dever ser respeitada e sempre estimulada a avanar. H de considerar tambm, que as capacidades que envolvidas nesse eixo, muitas vezes podero no ser consolidadas no primeiro ano de escolaridade e, por isso, precisaro ser retomadas nos anos posteriores.

    Vivemos um momento histrico de renovao: pouco a pouco, vamos conseguindo que a lngua ensinada na escola tenha propsitos e caractersticas semelhantes aos que adotamos quando lemos e escrevemos fora do ambiente escolar. Assim, sem abrir mo da leitura e produo de textos como eixos orientadores do trabalho com a lngua, preciso ensinar ortografia. E faz-lo de uma maneira sistemtica. Artur Gomes de Morais

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

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    COMPREENSO, PRODUO E VALORIZAO DA CULTURA ESCRITA

    A criana ao entrar na escola j est, de algum modo, inserida no mundo das letras por meio do contato com a televiso, reconhecendo rtulos, bulas, gibis, revistas, panfletos, contas de gua e luz, etc. Esse contato faz com que os alunos compreendam os usos sociais da escrita, como funciona, e como utiliz-la em diferentes situaes e, conseqentemente, proporciona aprendizagem significativa. Esse um dos eixos a serem trabalhados desde os primeiros momentos do percurso da alfabetizao e letramento.

    Ensinar a escrever requer conhecimento, sistematizao e afeto. Ensinar uma criana a escrever ensin-la a produzir textos em uma situao contextualizada de comunicao. Para escrever necessrio desenvolver estratgias de produo de texto que envolvam: capacidade de discernir a situao e o tipo de texto que ser produzido; competncias para selecionar entre variados textos aquele que mais convm situao e identificar suas principais caractersticas; e tambm competncias lingsticas (sinttica, lexicais e ortogrficas) para serem utilizadas nas produes dos textos.

    importante que cada criana compreenda a utilidade da escrita e o seu poder, e que, por meio dela possvel se expressar de forma a resolver conflitos, convocar e convidar pessoas para diversos eventos, inventar histrias, fazer rir e chorar.

    Os alfabetizadores devem propiciar um encontro adequado entre as crianas e os textos. Se alguns alunos chegarem a serem escritores graas interveno escolar, a misso do professor estar cumprida. Caso isto no ocorra, dever da escola que todos que egressem de suas aulas sejam pessoas que escrevem, isto , sejam pessoas que, quando necessrio, possam valer-se da escrita com adequao, tranqilidade e autonomia.

    Kaufman e Rodriguez

  • EIXOS

    DESENVOLVIMENTO DA ORALIDADE

    CAPACIDADES PRTICAS FREQNCIA AVALIAO

    Participar das interaes cotidianas em sala de aula:- escutando com ateno e compreen-so;- respondendo s questes propostas pelo professor;- expondo opinies nos debates com os colegas e com o alfabetizador. Respeitar a diversidade de formas de expresso oral manifestas por colegas, professores e funcionrios da escola, bem como as pessoas da comunidade extra-escolar.

    Desenvolver atividades de livre ex-presso (desenho, pintura, modelagem, recorte, colagem) e propor que os alunos faam comentrios sobre os trabalhos produzidos. Propor aos alunos:- recontar histrias conhecidas;- apresentar fantoches com dilogos re-presentativos das personagens da hist-rias, ampliando o vocabulrio dos alunos. Realizar com os alunos snteses orais (o

    qu, quando, onde, como, quem) de hist-rias, notcias, desenhos animados, etc.

    Diria

    Semanal

    Semanal

    Observar com ateno como as crian-as se comportam numa situao em que tm de ouvir e falar um de cada vez. Observar se a criana capaz de plane-jar sua fala, se expressar com clareza e:- identificar incio, meio e fim de uma his-tria;- identificar os personagens e as suas qualidades;- apropriar-se de palavras que at ento no faziam parte de seu vocabulrio.

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    CAPACIDADES LINGSTICAS1 ANO DO CICLO DE ALFABETIZAO - 1 BIMESTRE PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

  • EIXOS

    DESENVOLVIMENTO DA ORALIDADE

    CAPACIDADES PRTICAS FREQNCIA AVALIAO

    Participar das interaes cotidianas em sala de aula:- escutando com ateno e compreen -so;- respondendo as questes propostas pelo professor;- expondo opinies nos debates com os colegas e com o alfabetizador. Respeitar a diversidade de formas de expresso oral manifestas por colegas, professores e funcionrios da escola, bem como as pessoas da comunidade extra-escolar.

    Propor por meio de rodas de conversas, discusses sobre o cotidiano de sala de aula, como por exemplo a necessidade de se estabelecer regras ou combinados acerca da manuteno do acervo da bi -blioteca da sala ou da escola, assim as crianas ficam mais motivadas a falar e com isso aprendem a aguardar a vez : en-quanto um fala o outro escuta (formao de hbitos). Nas discusses apresentar questes como:- como manusear os livros da nossa bi-blioteca com o objetivo de preservar nos -so acervo?- com que regularidade usaremos nossa biblioteca?- haver emprstimos?- quem ser responsvel pelos emprs-timos?- em caso de extravio ou danos ao livro emprestado, o qu faremos?

    Diria Observar se a criana: demonstra inte-resse pela atividade de discusso, com participao ativa, trazendo suas contri -buies para o grupo. Observar se a criana capaz de apre-sentar sugestes que atendam ao objeti-vo da atividade. Observar se as crianas sabem ouvir su-gestes dos colegas e se comportam ade-quadamente, quando tm que esperar a vez de falar.

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    CAPACIDADES LINGSTICAS1 ANO DO CICLO DE ALFABETIZAO - 1 BIMESTRE

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

  • EIXOS

    DESENVOLVIMENTO DA ORALIDADE

    CAPACIDADES PRTICAS FREQNCIA AVALIAO

    Participar das interaes cotidianas em sala de aula:- escutando com ateno e compreen-so;- respondendo s questes propostas peloprofessor;- expondo opinies nos debates com os colegas e com o alfabetizador. Respeitar a diversidade de formas de expresso oral manifestas por colegas, professores e funcionrios da escola, bem como as pessoas da comunidade extra-escolar.

    Instituir o DIA DA CAIXA SURPRESA. O alfabetizador inicia esta atividade apre-sentado-a de maneira informal, trazendo objetos, animais, plantas, brinquedos que tornem mais fcil a sua exposio ou que venham a introduzir ou enriquecer o tema trabalhado. Explicar aos alunos que, a cada semana, um deles ser sorteado para trazer um objeto que ser surpresa. Esse objeto pode estar relacionado com algum tema trabalhado (cincias, geogra-fia, histria ou com as parlendas, entre outros). A criana vai dando pistas sobre os objetos e os colegas tentam descobrir. Preparar entrevistas para conhecer os profissionais que trabalham na escola (devero ser feitas oralmente).

    No incio do ano letivo

    No incio do ano letivo

    Observar se a criana: - apresenta novidades de maneira a inte -ressar os colegas;- ouve atentamente os colegas que fa-lam;- capaz de preparar e apresentar a sua surpresa sem depender do auxlio do al -fabetizador.

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI PCAPACIDADES LINGSTICAS1 ANO DO CICLO DE ALFABETIZAO - 1 BIMESTRE

  • EIXOS

    DESENVOLVIMENTO DA ORALIDADE

    CAPACIDADES PRTICAS FREQNCIA AVALIAO

    Participar das interaes cotidianas em sala de aula:- escutando com ateno e compreenso;- respondendo s questes propostas pelo professor;- expondo opinies nos debates com os colegas e com o alfabetizador. Respeitar a diversidade de formas de expresso oral manifestas por colegas, professores e funcionrios da escola, bem como as pessoas da comunidade extra-escolar.

    Criar situaes em que os alunos pos-sam transmitir recado s pessoas que tra-balham na escola, da alfabetizadora para a famlia, etc. Usar a lngua falada em diferentes si-tuaes escolares buscando empregar a variedade lingstica adequada ou jogral, dramatizaes, declamao de poemas, rimas ou parlendas, trava-lnguas, etc. Ler para os alunos histrias, msicas, poemas, parlendas, avisos, notcias, ins-trues de jogos, bulas e receitas. Propor vrias brincadeiras e jogos em que os alunos devero ouvir orientaese regras, para depois desenvolv-las(macaco disse, amarelinha, bingo, dominmemria, entre outras). Propor atividades de culinria em que os alunos tm de ouvir o passo a passo da receita para depois desenvolv-la.

    Diria

    Mensal

    Diria

    Semanal

    Mensal

    Observar se a criana se interessa em receber e transmitir recados;

    Investigar e identificar quais portadores de texto fazem parte do cotidiano das crianas. Observar se a criana compreende e segue as orientaes de jogos e suas re -gras, instrues de receitas.

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    CAPACIDADES LINGSTICAS1 ANO DO CICLO DE ALFABETIZAO - 1 BIMESTRE

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  • EIXOS

    LEITURA

    CAPACIDADES PRTICAS FREQNCIA AVALIAO

    Desenvolver atitudes e disposies fa-vorveis leitura.

    Instituir o momento contao de histri--as dando um carter mgico ativi-dade.- Usar um ba de madeira ou uma caixa de papelo colorido contendo o livro a ser lido pelo alfabetizador. Posicionar as crianas assentadas numa colcha de retalhos que funcionar como um tapete fcil de ser transportado.- Usar fantoches;- Mudar a voz de acordo com as carac-tersticas do personagem;- Aproveitar diferentes espaos dis-ponveis na escola. Visitar com freqncia a biblioteca da escola. Propor o manuseio e a troca de diver-sos materiais escritos: livros, revistas, folhetos, rtulos, jornais, cartazes de propaganda, notas de compra, bulas de remdio, formulrios, histrias em qua-drinhos, calendrios, manuais de instruo, figurinhas, etc, com a inteno de tentar ler esses materiais, observar suas dife -renas, observar de onde o alfabetizador tirou a histria, piada, etc.

    Diria

    Semanal

    Semanal

    Observar se a criana o aprecia momen-to das histrias, as ilustraes dos livros lidos e seus personagens, acompanhandocom ateno crescente a leitura realizadapelo alfabetizador.

    Observar as histrias que mais inte-ressam turma; quais j fazem parte de suas experincias para que possa trazer novidades, assim, ampliando o repertrio das crianas.

    Observar com ateno como as crianas se comportam numa situao em que tm de refletir sobre os diferentes smbolos utili -zados na escritas. Identificar e anotar quais as hipteses levantadas pelas crianas.

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    CAPACIDADES LINGSTICAS1 ANO DO CICLO DE ALFABETIZAO - 1 BIMESTRE

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  • EIXOS

    LEITURA

    CAPACIDADES PRTICAS FREQNCIA AVALIAO

    Desenvolver atitudes e disposies fa-vorveis leitura.

    Selecionar vrios portadores de texto e incentivar os alunos a folhearem estes materiais.

    sinais grficos:- o que se pode ler na pgina?- onde est escrito com letras?- quais as letras que voc conhece?- onde h desenhos e onde h coisas escritas?- onde h nmeros?- voc conhece outros sinais? Explorar todos os portadores de texto a que as crianas tm acesso. L-los em voz alta para os alunos e questionar de onde eles vm, para que servem e se conhe-cem outros parecidos.

    Diria Verificar quais so os portadores de textos que a criana conhece e identifica (out-doors, placas diversas, propagan-das, vinhetas de TV, logotipos, etique-tas de roupas, marcas de tnis, rtulos de refrigerantes, envlucros de bala, chicletes, bombons, pirulitos, etc).

    Elaborar perguntas sobre os diferentes

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    CAPACIDADES LINGSTICAS1 ANO DO CICLO DE ALFABETIZAO - 1 BIMESTRE

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  • EIXOS

    LEITURA

    CAPACIDADES PRTICAS FREQNCIA AVALIAO

    Levantar e confirmar hipteses relati-vas ao contedo do texto que est sendo lido. Antecipar contedos de textos a serem lidos em funo do reconhecimento de seu suporte, seu gnero e sua contextu-alizao.

    Iniciar o desenvolvimento dessa capaci-dade de forma ldica: Apresentar cartazes e desenhos que au-xiliem os alunos em:- jogos de mmica ilustrando aes do co-tidiano ou uma histria ouvida;- smbolos visuais, tabelas, grficos, si -nais de trnsito;- dramatizar atitudes, posturas, gestos, emoes e sentimentos, etc. Por exemplo: Algum que:- encontrou um tesouro;- perdeu o animal de estimao;- assistiu a vitria do seu time preferido;- ajudou um cego a atravessar a rua;- escorregou numa casca de banana, etc.

    Diria Observar se a criana capaz de expor concretamente suas emoes. Observar como a criana atribui signi-ficado ao ler outras linguagens que no seja a escrita. Observar e registrar as hipteses levan-tadas pelas crianas sobre o material tra-balhado.

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    CAPACIDADES LINGSTICAS1 ANO DO CICLO DE ALFABETIZAO - 1 BIMESTRE

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  • EIXOS

    LEITURA

    CAPACIDADES PRTICAS FREQNCIA AVALIAO

    Apresentar diversos portadores textuais (livro de histria, jornal, revista, folheto ou quadro de avisos), sendo um de cada vez. Analisar com a turma um texto seja pelasilustraes ou pelo ttulo, conduzindo a discusso para que as crianas possam ela- borar hipteses sobre o suporte apresentado e comear a conhecer suas caractersticas:-Este texto trata de qu?-Qual o assunto?- uma histria?- uma notcia?- triste?- engraado? Apresentar atividades que envolvam o reconhecimento da escrita do prprio nome, do nome de alguns colegas e do al-fabetizador, utilizando informaes como a letra inicial dos nomes, o fato do nome ser simples ou composto, dentre outros portadores de textos, outras fichas escri- tas e outras palavras trabalhadas.

    Diria

    Diria Observar se a criana j identifica seu nome entre o nome dos colegas e outras palavras trabalhadas.

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    CAPACIDADES LINGSTICAS1 ANO DO CICLO DE ALFABETIZAO - 1 BIMESTRE

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  • EIXOS

    APROPRIAO DO SISTEMA DE ESCRITA

    CAPACIDADES PRTICAS FREQNCIA AVALIAO

    Compreender diferenas entre a escrita alfabtica e outras formas grficas.

    Organizar com as crianas excurso pelas ruas prximas da escola, para que observem os smbolos existentes nas ruas, como placas de trnsito, logomarcas de empresas e produtos. Trabalhar com as crianas, o significa-do de cada smbolo observado durante o passeio. Explicar para as crianas que as placas de trnsito so iguais em todos os luga-res para facilitar a comunicao entre os motoristas. Pesquisar (levantar os dados com os alunos) outros smbolos existentes na escola, como por exemplo: indicao de banheiros femininos e masculinos, cantina, sala de jogos, etc.

    No incio do ano letivo

    No incio do ano letivo

    No incio do ano letivo

    No incio do ano letivo

    Observar como as crianas interagem com diversos portadores textuais.

    Observar como a criana lida com o con-tato e conhecimento das variadas formas grficas: se questionam e demonstram interesse, se esto comeando a compre-ender os usos dos diversos smbolos que encontram em seus contextos sociais e escolares.

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    CAPACIDADES LINGSTICAS1 ANO DO CICLO DE ALFABETIZAO - 1 BIMESTRE

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  • EIXOS

    APROPRIAO DO SISTEMA DE ESCRITA

    CAPACIDADES PRTICAS FREQNCIA AVALIAO

    Compreender diferenas entre a escrita alfabtica e outras formas grficas.

    Listar com os alunos nomes de produ-tos que tragam nos rtulos o smbolo da reciclagem nas embalagens discutindoseu significado. Propor atravs de uma gincana de dese-nho, a criao de smbolos para as lixeiras da escola, para a separao do lixo: org-nico ou reciclvel. Mostrar para as crianas figuras de sm-bolos. Trabalhar, por meio de uma anlise de-talhada, o calendrio do ms, listas telef-nicas, folhetos de supermercado, etc, para que a criana visualize e v familiarizan-do-se com as diversas formas grficas, numerais, letras, logomarcas, slogans, entre outros. Propor desenhos de smbolos e escrita espontnea sobre os significados.

    No incio do ano letivo

    No incio do ano letivo

    No incio do ano letivo

    No incio do ano letivo

    No incio do ano letivo

    Observar como a criana lida com o con-tato e conhecimento das variadas formas grficas: se questionam e demonstram interesse, se esto comeando a compre-ender os usos dos diversos smbolos que encontram em seus contextos sociais e escolares.

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    CAPACIDADES LINGSTICAS1 ANO DO CICLO DE ALFABETIZAO - 1 BIMESTRE

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

  • EIXOS

    APROPRIAO DO SISTEMA DE ESCRITA

    CAPACIDADES PRTICAS FREQNCIA AVALIAO

    Dominar convenes grficas: compreen-der a orientao e o alinhamento da escri-ta da lngua portuguesa.

    Compreender a funo de segmentao de espaos em branco e da pontuao em final de frases.

    Reconhecer unidades fonolgicas como slabas, rimas, terminaes de palavras, etc.

    Promover brincadeiras com os alunos, leitura de poemas, de narrativas, de canes,de revistas em quadrinhos e de textos j co-nhecidos, passando o dedo pelas palavras. Apresentar convenes grficas destacan-do os espaos em branco e a pontuao de final de frase. Por exemplo, faa a lei- tura de pequenos textos em voz alta e pro- ponha a brincadeira de baterem palma a cada vez que se l uma palavra. Depoisfazer um risco colorido entre essas palavras ou circular cada palavra usando cores di- ferentes. Criar situaes em que as crianas pres-tem ateno pauta sonora da lngua e operem, brincando, com o sistema fono-lgico.Exemplo: jogos de salo como:L vai a barquinha carregadinha de (palavras co-meadas com [FA], terminadas em [EL], etc). a lngua do p, os trava-lnguas, can-tigas de roda como: Eu vi um sapo...p

    Diria

    Diria

    Diria

    Organizar grupos de trabalho de alunos que j conhecem as formas grficas com outros que ainda no o fazem, para que troquem idias e ajudem uns aos outros. Enquanto isso o alfabetizador percorre a sala auxiliando os alunos, esclarecendo questes individualmente.

    Observar se a criana capaz de en-contrar o que h em comum nas palavras em questo.

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    CAPACIDADES LINGSTICAS1 ANO DO CICLO DE ALFABETIZAO - 1 BIMESTRE

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

  • EIXOS

    APROPRIAO DO SISTEMA DE ESCRITA

    CAPACIDADES PRTICAS FREQNCIA AVALIAO

    Conhecer o alfabeto.

    Conhecer e utilizar diferentes tipos de letras.

    Fazer a leitura em voz alta, junto com os alunos, de todas as 26 letras do alfa-beto expostas em letra de frma e cursi-va, para que os alunos as identifiquem. No primeiro semestre dar nfase letra de frma maiscula.

    Propor brincadeiras que auxiliem os alunos no reconhecimento das letras. Por exemplo: BINGO DE LETRAS, LIGA-PONTOS, LETRAS MVEIS, JOGO DA MEMRIA COM LETRAS.

    Apresentar materiais que possuam fra-ses ou textos grafados com letras de fr-ma maisculas.

    Diria

    Diria

    Diria

    Organizar grupos de trabalho com alu-nos que j conhecem o alfabeto e as uni -dades fonolgicas, com outros que ainda no as reconhecem para compartilharem informaes e se auxilarem.

    Observar quais os tipos de letras que seu aluno reconhece por meio de ativida-des de registro: escrita em cartazes, mu-rais, quadros e outros.

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    CAPACIDADES LINGSTICAS1 ANO DO CICLO DE ALFABETIZAO - 1 BIMESTRE

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

  • EIXOS

    APROPRIAO DO SISTEMA DE ESCRITA

    CAPACIDADES PRTICAS FREQNCIA AVALIAO

    Compreender a natureza alfabtica do sistema de escrita.

    Propor a escrita do primeiro nome na identifcao das atividades realizadas. Solicitar que o aluno circule a primeira letra do nome em diagrama e nos textos trabalhados (parlendas, poesias, notcias, etc) Pedir que os alunos escrevam, mesmo que a escrita seja ainda uma tentativa, textos simples, como etiquetas, crachs e listas. Favorecer a estabilizao do nome pr-prio de todas as crianas da turma. Essa atividade ir facilitar o confronto de prov-veis hipteses elaboradas, a apropriao do repertrio de letras e seu traado, bem como contribuir para a anlise fonolgi-ca de outras palavras a serem constru-das. Por exemplo: GAbriel GAto GA-linha, etc.. Trabalhar com parlendas, trava-lnguas e cantigas identificando as relaes entre fo- nema e grafema. Fazer listas, separandopalavras que tenham mesmo incio ou mes- final. Ordenar o conjunto de letras para for- mar essas palavras. Por exemplo, entre aspalavras:RATO ROEU ROUPASAPO SACO PAPOBOTA BOTE POTE

    Diria

    Diria

    Diria

    Diria

    Observar se a criana copia a ficha do nome usando as letras necessrias e sua organizao.

    Observar as hipteses da criana em relao escrita.

    Observar se a criana capaz de identi-ficar seu nome e o dos seus colegas mar-cando a letra inicial e final, escrevendo a quantidade de letras, nomes compostos, letras que se repetem, etc.

    Observar se a criana faz correspon-dncia entre sons e letras para escrever palavras.

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    CAPACIDADES LINGSTICAS1 ANO DO CICLO DE ALFABETIZAO - 1 BIMESTRE

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

  • EIXOS

    COMPREENSO, PRODUO E VALORIZAO DA CULTURA ESCRITA

    CAPACIDADES PRTICAS FREQNCIA AVALIAO

    Saber usar os objetos de escrita presen-tes na cultura escolar.

    Desenvolver capacidades especficas para escrever.

    Conhecer, valorizar e utilizar modos de manifestao e circulao da escrita na sociedade.

    Promover situaes em que a criana brinque de ler poemas, narrativas, can-es, revistas em quadrinhos e textos j conhecidos, passando o dedo pelas pa-lavras. Desenvolver atividades de leitura e es-crita de pequenos textos familiares (par-lendas, quadrinhas) contando o nmero de palavras, separando-as com traos coloridos, identificando e marcando com os alunos, palavras que se repetem.

    Realizar trabalhos que envolvam ativi-dades psicomotoras usando pincel, tintas de vrias cores, lpis e papis diversos, colagens, recortes, desenhos, bem como participar de brincadeiras ,etc.

    Analisar, por meio de conversas com os alunos, a funo de cada texto (carta,bilhete, carto, jornal, bula, etc.), criandosituaes de escrita significativas.

    Diria

    Diria

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    Sempre que necessrio

    Observar se a criana capaz de ler obedecendo o sentido da esquerda para a direita.

    Observar se a criana capaz de reco-nhecer as palavras que foram trabalha-das.

    Observar como os alunos manuseiam os materiais escolares: giz de cera, lpis, borracha, tesoura, cadernos, livros, etc. Aps essa observao avaliar a necessi-dade de intensificar esse trabalho para o aprimoramento da coordenao motora.

    Observar se a criana identifica a funo e a diferena de cada gnero textual.

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    CAPACIDADES LINGSTICAS1 ANO DO CICLO DE ALFABETIZAO - 1 BIMESTRE

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

  • EIXOS

    COMPREENSO, PRODUO E VALORIZAO DA CULTURA ESCRITA

    CAPACIDADES PRTICAS FREQNCIA AVALIAO

    Conhecer, valorizar e utilizar modos de manifestao e circulao da escrita na sociedade.

    Conhecer os usos e funes sociais da escrita. Conhecer os usos da escrita na cultura escolar. Desenvolver as capacidades necess-rias para o uso da escrita no contexto es-colar: - saber usar os objetos da escrita presen-tes na cultura escolar; - desenvolver capacidades especficas para escrever.

    Criar situaes significativas onde a escrita e a leitura sejam necessrias. Exemplo: leitura de jornais, circulares e avisos, produo de cartas de reivindica-es da turma para o diretor da escola ou bilhetes para os pais, registro de listas de materiais necessrios para a execuo de projetos da turma, etc. Desenvolver atividades que possibilitem aos alunos: - reconhecer e classificar, pelo formato, diversos suportes da escrita, tais como livros, jornais, folhetos, etc;- identificar as finalidades e funes da leitura de alguns textos a partir do exame dos seus suportes;- relacionar os suportes s possibilidades de significao do texto. Exemplo: carta-zes com trava-lnguas, cantigas e parlen-das trabalhadas, livros e murais escola-res.

    Sempre que necessrio.

    Sempre que necessrio.

    Sempre que trabalhar um gnero ou suporte de texto

    Observar se a criana identifica a funo e a diferena de cada gnero textual.

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    CAPACIDADES LINGSTICAS1 ANO DO CICLO DE ALFABETIZAO - 1 BIMESTRE

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

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    COMPREENSO, PRODUO E VALORIZAO DA CULTURA ESCRITA

    CAPACIDADES PRTICAS FREQNCIA AVALIAO

    Desenvolver as capacidades necess-rias para o uso da escrita no contexto es-colar: - saber usar os objetos da escrita presen-tes na cultura escolar; - desenvolver capacidades especficas para escrever.

    Explorar, sistematicamente, as especifi-cidades dos suportes e instrumentos usu-ais na escola. Exemplo:-como ocorre, nos livros e nos cadernos, a seqncia do texto nas pginas (frente e verso, pgina da esquerda e pgina da direita); relao do que est escrito com as ilustraes; como identificar o nome de um livro, quem o escreveu e a editora; qual a melhor maneira de dispor um texto num cartaz, que tipo de letra e recursos grficos devem ser usados. Orientar os alunos no manuseio de li-vros e cadernos de maneira adequada. Orientar os alunos como manipular de forma correta: o lpis de escrever, os lpis de colorir, a borracha, a rgua, o aponta-dor, etc; sentar de forma correta na ca-deira ao ler e escrever; cuidar bem dos materiais escolares. Propor atividades motoras de desenho, recorte, colagem e pintura que precisam ser aprendidas e treinadas. Orientar os alunos quanto a importn-cia da organizao e capricho para que o leitor possa compreender o que est registrado.

    Diria

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    Observar se aluno compreende os usos sociais da leitura e escrita.

    Observar se o aluno compreende a fina-lidade dos objetos de escrita e a maneira adequada de us-los.

    Observar se o aluno obedece a seqn-cia das pginas de cadernos e livros.

    Observar como a criana utiliza o lpis, o pincel, a tesoura, etc. Aps esta obser-vao avaliar a necessidade de intensifi-car este trabalho para o aprimoramento da coordenao motora.

    Observar se o aluno demonstra organi-zao ao realizar cpia ou escrita espon-tnea, esforando-se para uma apresen-tao com esttica.

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    CAPACIDADES LINGSTICAS1 ANO DO CICLO DE ALFABETIZAO - 1 BIMESTRE

    PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    PROPOSTA E ORGANIZAO PARA PRIMEIRA SEMANA

    PRTICAS PEDAGGICAS

    Na primeira semana de aula, concentre-se na acolhida dos alunos. Receba-os com alegria e entusiasmo. No primeiro dia de aula, apresente-se e faa uma dinmica de interao entre as

    crianas. Cada aluno pode se apresentar dizendo o nome, o que mais gosta de fazer e o que

    espera aprender no 1 ano. Pea que cada criana registre o que falou, desenhando. Cante

    com as crianas, brinque em roda, apresente as dependncias da escola, aproveite e

    converse sobre a manuteno da limpeza e conservao do mobilirio e dos materiais

    escolares.

    Providencie os crachs dos alunos para facilitar o reconhecimento e identificao da turma.

    Nos prximos dias continue promovendo brincadeiras e distribuio dos crachs para

    socializao, pois nem todas as crianas chegam no primeiro dia e importante que as

    crianas conheam umas s outras e o alfabetizador. As rodas de conversas so fundamentais

    para a sondagem sobre as experincias escolares e para interao entre os alunos e

    professores, por isso interessante realiz-las diariamente.

    Alfabetizador,

    Este o primeiro exemplar do Guia do Alfabetizador, para alunos do 1 ano do Ciclo da

    Alfabetizao. Trata-se de um material de apoio com sugestes de prticas pedaggicas,

    orientaes metodolgicas e propostas de atividades que voc poder inserir no planejamento,

    para organizar a aula e avaliar o processo de aprendizagem dos alunos. Algumas prticas j

    foram abordadas no quadro; porm as retomaremos para detalhamento didtico das aes e

    reforo da importncia do uso dirio e sistematizado das mesmas.

    Para consolidar o trabalho realizado em sala de aula, alm da organizao das CAPACIDADES

    LINGSTICAS, apresentamos algumas dicas metodolgicas para que a PRTICA

    PEDAGGICA concretize a alfabetizao e as aulas sejam dinmicas, criativas em um

    ambiente que mobilize a aprendizagem e a descoberta. Essas sugestes o ajudaro no

    planejamento da rotina em sala de aula.

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    PROPOSTA E ORGANIZAO PARA PRIMEIRA SEMANA - CONTINUAO

    No segundo dia, promova uma nova excurso pela escola detalhando o funcionamento, as atribuies de cada funcionrio fazendo entrevistas as quais, nesse primeiro bimestre, podem

    ser feitas oralmente . Visite as dependncias da escola apresentando os sinais e smbolos que

    indicam os locais, como por exemplo, banheiro masculino e feminino, cantina, biblioteca,

    nmeros das salas e outros. Aps a excurso e entrevistas o aluno dever desenhar o espao

    que mais gostou e o funcionrio que trabalha naquele local.

    No terceiro dia, construa os combinados da turma para a convivncia, formao de hbitos e regras fundamentais para o sucesso nesse ano letivo. Apresentar a rotina da turma, como por

    exemplo: dia do brinquedo, da leitura, do emprstimo do livro na biblioteca, da educao fsica,

    e outros, de acordo com o planejamento anual e prtica da escola. um momento muito

    propcio para estimular a participao de todos, trocar idias e reforar a importncia do

    respeito ao prximo, a responsabilidade e o compromisso de tudo com o que ser combinado.

    No quarto dia, proponha a organizao dos materiais escolares, etiquetando-os, desenhando as capas de cada caderno para organizao e conservao dos mesmos. Nesse dia

    importante conversar sobre o capricho, o uso da rgua, dos lpis e giz colorido e, j iniciar

    alguma atividade diagnstica que envolva os eixos citados no quadro das capacidades.

    No quinto dia, apresente os temas, projetos e assuntos que sero tratados no bimestre, conte sobre os livros que iro conhecer, histrias que sero trabalhadas, o uso de um novo

    instrumento

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    Nas primeiras semanas do ano letivo fundamental que o alfabetizador possa conhecer e

    estabelecer uma relao dilogica e respeitosa com sua turma. Para uma boa convivncia no

    espao escolar preciso estabelecer com a turma as regras e os combinados.

    Logo nos primeiros dias de aula, observe e anote os hbitos das crianas, atitudes de respeito

    para com os colegas e adultos que trabalham na escola. A manuteno dos materiais de uso

    coletivo e individual e a conservao da escola devem ser trabalhados com os alunos. Ao

    elaborar os COMBINADOS DA TURMA as crianas se sentiro co-responsveis para coloc-los

    em prtica, facilitando o trabalho do alfabetizador na rotina.

    SUGESTO PARA A CONSTRUO DOS COMBINADOS DA TURMA

    A partir de situaes do dia-a-dia da turma, o alfabetizador usar a roda de conversa para que o

    grupo reflita, e de forma criativa ir sensibilizando as crianas. Ele dever levar para a sala de

    aula vrios peixes que comeram letras e trouxeram algumas frases. Cada criana ser

    convidada a pescar um peixinhos e o alfabetizador ler a mensagem, convidando o grupo para

    discutir, classificando quais peixinhos sero descartadas e os peixinhos que sero os mascotes

    da turma.

    Expresses que podem ser escritas no corpo dos peixes (analis-las):

    PRTICA PEDAGGICA: TRABALHO COM COMBINADOS

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    PRTICA PEDAGGICA: TRABALHO COM COMBINADOS - CONTINUAO

    Aps vrios dias de discusso sobre o assunto, o alfabetizador construir com a turma um cartaz com OS COMBINADOS, ajudando as crianas na elaborao das frases, levando-as a observarem a coeso do texto.

    Esse cartaz dever ficar exposto em sala de aula numa altura acessvel aos olhos das crian-as e dever ser consultado sempre que necessrio.

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    PRTICA PEDAGGICA: AVALIAO DIAGNSTICA

    Depois que voc j recebeu seus alunos e a turma j est organizada, o momento de reali-zar a primeira avaliao diagnstica. Essa avaliao fundamental, pois possibilita que voc conhea seu aluno e, a partir da, planeje seu trabalho, considerando as capacidades que ele j domina e quais precisam ser desenvolvidas atravs de propostas de trabalho e estratgias de ensino.

    A avaliao diagnstica um precioso instrumento de trabalho para o alfabetizador, pois pos-sibilita que o aluno reflita sobre o que j capaz de ler, escrever, compreender, opinar, entre outros, e ao alfabetizador, avaliar e fazer a interveno pedaggica necessria.

    necessrio que haja periodicidade na aplicao dessas avaliaes. Propomos que seja feita a cada incio de bimestre. Anote no quadro de observaes o processo de apropriao da escrita e, em outros instrumentos que voc j utiliza, tudo que foi observado na avaliao e acompanhe, a cada bimestre, se o aluno tem avanado em suas aprendizagens.

    Para que obtenha um resultado geral das aprendizagens da turma, voc pode recorrer a outros instrumentos, como a observao diria dos alunos. Como acontecem as interaes entre eles, se tm dificuldades de ateno e concentrao, como reagem diante de situaes de conflitos, entre outros.

    A avaliao diagnstica deve contemplar a produo de escrita e leitura. fundamental que o aluno leia em voz alta o que escreveu para que seja observado se ele estabelece relao entre o que escreveu e o que leu, e entre a fala e a escrita. Se a avaliao envolve ditado, dite normalmente as palavras ou a frase sem silabar. Prefira o papel sem pauta para que possa observar o alinhamento e a direo da escrita do aluno. Se possvel, faa a avaliao em gru-pos menores de alunos e deixe o restante da turma envolvido em outras atividades que no necessite da sua interveno, um desenho livre, por exemplo.

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    O termo Parlenda 1 (do verbo parlar) uma forma literria tradicional, rimada com carter infantil, de ritmo fcil e de forma rpida usada, em muitas ocasies, para brincadeiras popula-res. Normalmente uma arrumao de palavras sem acompanhamento de melodia, mas s vezes rimada, obedecendo a um ritmo que a prpria metrificao lhe empresta. A finalidade entreter a criana, ensinando-lhe algo. As parlendas no so cantadas e, sim, declamadas em forma de texto, estabelecendo-se como base a acentuao verbal. Os portugueses deno-minam parlendas como cantigas ou lengalengas. Na literatura oral um dos entendimentos iniciais para a criana e uma das frmulas verbais que ficam na memria adulta.

    fundamental que os alunos tenham a oportunidade de participar de prticas de leitura com textos que j memorizaram, como parlendas, adivinhaes, canes, cantigas populares, qua -drinhas, trava-lnguas, poemas, etc, pois a linguagem simples e atraente e se familiariza com o discurso da criana, promovendo, assim desenvolvimento da oralidade e avanos na leitura e escrita, propiciados pelo contato com esses gneros textuais.

    Cada aluno, a seu tempo, vai avanando na medida de suas possibilidades. Alguns conse-guem distinguir entre o que falado e o que est escrito. Exemplo: se chegam ao fim do texto muito antes de terminar de recitar uma parlenda, em uma prxima vez tentam apontar com o dedo mais devagar. Outros, ao chegar ao final dos versos, procuram analisar as pistas quali-tativas, ou seja, checar se o som do que esto recitando corresponde letra do fim do verso. Enfim, uma atividade que cria problemas para diferentes nveis de conhecimento, promo -vendo aprendizagem para todos os alunos.

    1 Termo pesquisado no site www.wikipedia.org.br novembro de 2007

    O objetivo do trabalho com parlendas, trava-lnguas, rimas, cantilenas e quadrinhas refletir sobre o sistema de escrita estabelecendo relao entre fala e escrita.

    As atividades de leitura e escrita com esses textos que pertencem tradio oral possibilitam

    avanos em suas hipteses a respeito da lngua escrita. Com o texto na mo, sabendo de cor, o

    aluno tem o desafio de ajustar aquilo que fala quilo que est escrito, e, com o apoio do

    alfabetizador, acaba por analisar o texto e buscar relaes entre as letras e os sons.

    PRTICA PEDAGGICA: TRABALHANDO COM PARLENDA,RIMAS, CANTIGAS E TRAVA-LNGUAS

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    PRTICA PEDAGGICA: TRABALHANDO COM PARLENDA, RIMAS, CANTIGAS E TRAVA-LNGUAS - CONTINUAO

    Esses textos, alm de propiciar timas situaes de reflexo sobre o sistema de escrita, so adequados para essa faixa etria, pois so prprios das brincadeiras de infncia, so diverti-dos e tm um forte componente ldico.

    So atividades coletivas que devem ser orientadas pelo alfabetizador de vrias maneiras2:

    Antes de iniciar a atividade, recite a parlenda com os alunos vrias vezes, de modo a garantir que todos a saibam de cor.

    Em seguida, faa uma leitura da parlenda utilizando um cartaz onde ela dever estar escrita, apontando onde voc est lendo.

    Distribua as cpias dos textos e solicite que acompanhem a sua leitura, cada um olhan- do para o prprio texto.

    Leia uma vez e certifique-se de que todos esto acompanhando a leitura, recitando a parlenda junto com voc.

    Leia uma segunda vez, mas pea-lhes agora que tentem acompanhar a leitura, pas- sando o dedo por cima do texto e tentando ajustar aquilo que lem quilo que falam, ou seja, devem terminar de falar quando chegarem ltima palavra.Leia verso por verso, mostrando para eles que cada verso uma linha, pois assim fica mais fcil acompa-nharem.

    Repita a leitura mais uma vez, para que tenham mais uma chance de ajustar aquilo que falam ao texto impresso.

    Deixe-os levar o texto para casa e, depois, trazer de volta para colocar no caderno ou pasta para lerem para seus familiares.

    Depois de ter lido algumas vezes junto com os alunos parlendas ou cantigas, solicite que procurem uma determinada palavra, ou, no caso de uma cantiga, coloque o CD e pare num determinado momento, para que encontrem a ltima palavra cantada. Aque-les que a encontrarem primeiro no podem dizer onde est, mas sim dar pistas (a primeira letra da palavra, como ela termina, em que verso est...) para que os colegas a encontrem.

    2 Projeto Toda Fora ao 1 Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador orientaes para o planejamento e avaliao

    do trabalho com o 1 anos do Ensino Fundamental / Secretaria de Educao. So Paulo: SME / DOT, 2006

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    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    PRTICA PEDAGGICA: TRABALHANDO COM PARLENDA, RIMAS, CANTIGAS E TRAVA-LNGUAS - CONTINUAO 2

    Exemplos de Parlendas:

    De que lado ser que fica, Perguntou a pequena Lilica, A boquinha da minhoca Pra ela ganhar uma beijoca?

    Hoje DomingoP de cachimbo Cachimbo de barro Bate no jarro O jarro de ouro Bate no touro O touro valente Bate na gente A gente fracoCai no buracoO buraco fundoAcabou-se o mundo.

    cantiga

    Fui a feira comprar cafVeio a formiguinha e picou o meu pEu sacudi, sacudi, sacudiMas a formiguinha No parava de subir

    Fui a feira comprar cebola roxaVeio a formiguinha e picou a minha coxaEu sacudi, sacudi, sacudiMas a formiguinha No parava de subir

    Eu sacudi, sacudi, sacudiMas a formiguinha No parava de subir

    Fui a feira comprar meloVeio a formiguinha e picou A minha moEu sacudi, sacudi, sacudiMas a formiguinha No parava de subir

    Fui a feira comprar repolhoVeio a formiguinha e picou o meu olhoEu sacudi, sacudi, sacudiMas a formiguinha No parava de subir

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    PRTICA PEDAGGICA: TRABALHANDO COM PARLENDA, RIMAS, CANTIGAS E TRAVA-LNGUAS - CONTINUAO 3

    Disponha os alunos em roda e proponha o mapeamento do corpo, usando papel kraft emendado, sorteie a ficha do nome da criana que servir de modelo. A criana deita-se sobre o papel de barriga para cima com os braos e pernas esticadas (levemente abertos). Outro colega sorteado realiza o contorno do corpo usando pincel atmico.

    Por meio da interveno do alfabetizador, explore os rgos dos sentidos, completan- do o que falta na figura humana:

    Para respirar ou sentir o cheiro de perfume, falta desenhar o qu?

    Para escutar a buzina dos carros, falta o qu?

    Para ver as cores das flores, falta o qu?

    Para comer ou falar, falta o qu?

    Conforme a msica aprendida anteriormente listar as partes do corpo escrevendo as etiquetas. Enquanto os alunos falam, o alfabetizador escreve pedindo que os alunos observem que a escrita comea da esquerda para a direita.

    Num outro momento listar os nomes das partes do corpo associando-as s rimas con- forme a msica trabalhada.

    Pea s crianas que observem as palavras que rimam propondo que encon - trem o que h de comum entre elas. Destacar as rimas com pincel atmico ou giz colorido. Exemplo: Fui feira comprar caf, veio a formiguinha e picou meu p, por exemplo: CAF P

    Algumas vezes, a parlenda chamada de trava-lnguas, quando repetida de forma rpida ou vrias vezes seguidas, provocando um problema de dico ou paralisia da lngua, que diverte os ouvintes. Assim, pede-se a algum que fale de forma rpida - fale bem depressa - diga correndo - ou que a repita vrias vezes seguidas - repita trs vezes.

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    PRTICA PEDAGGICA: TRABALHANDO COM PARLENDA, RIMAS, CANTIGAS E TRAVA-LNGUAS - CONTINUAO 4

    Podemos definir os trava-lnguas como frases folclricas criadas pelo povo com objetivo ldi-co (brincadeira). Apresentam-se como um desafio de pronncia, ou seja, uma pessoa passa uma frase difcil para um outro indivduo falar. Estas frases tornam-se difceis, pois possuem muitas slabas parecidas (exigem movimentos repetidos da lngua) e devem ser pronunciadas rapidamente. Os trava-lnguas j fazem parte do folclore brasileiro, porm esto mais presen-tes nas regies do interior brasileiro.

    Algumas formas de trabalhar com o trava-lnguas: lanar o desafio de reproduz-los sem er-rar: realizar leituras orais; escrev-los; criar uma coleo, no caderno ou no mural de sala. Exemplos de Trava-lnguas:

    Pedro tem o peito preto, o peito de Pedro preto; quem disser que o peito de Pedro preto, tem o peito mais preto que o peito de Pedro.

    A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.

    Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador ser.

    H quatro quadros trs e trs quadros quatro. Sendo que quatro destes quadros so quadrados, um dos quadros quatro e trs dos quadros trs. Os trs quadros que no so quadrados, so dois dos quadros quatro e um dos quadros trs.

    Chupa cana chupador de cana na cama chupa cana chuta cama cai no cho.

    Pinga a pipa dentro do prato pia o pinto e mia o gato.

    O rato roeu a roupa do rei de Roma.

    Pinga a pia apara o prato, pia o pinto e mia o gato.

    O princpio principal do prncipe principiava principalmente no princpio principes-coda princesa.

    Quico quer caqui, que caqui que o Quico quer? O Quico quer qualquer caqui.

  • PROGRAMA DE NTERVENO EDAGGICAI P

    ALFA ETIZAO NO TEMPO ERTOB C

    Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que no sabes e o que no sabe -mos, ambos saberemos se somos sbios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.

    Fala, arara loura. A arara loura falar.

    Se o Arcebispo-Bispo de Constantinopla a quisesse desconstantinopolizar, no haveria desconstantinopolizador que a desconstantinopolizasse desconstantino-polizadoramente.

    Atrs da pia tem um prato, um pinto e um gato. Pinga a pia, para o prato, pia o pinto e mia o gato.

    A vida uma sucessiva sucesso de sucesses que se sucedem sucessivamen-te, sem suceder o sucesso...

    A aranha arranha a jarra rara!

    Debaixo da cama tem uma jarra, dentro da jarra tem uma aranha, Tanto a aranha, arranha a jarra, como a jarra arranha a aranha.

    Um tigre, dois tigres, trs tigres.

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    O tempo perguntou ao tempo,quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo,que no tinha tempo de ver quanto tempo, o tempo tem.

    Maria-mole molenga. Se no molenga, no maria-mole. coisa ma-lemolente, nem mala, nem mola, nem maria, nem mole.

    O rato roeu a roupa do rei de Roma O rato roeu a roupa do rei da Rssia. O rato roeu o rabo do Rodovalho. O rato roer roa E a Rosa Rita Ramalho Do rato a roer se ria.

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    O doce perguntou para o doce: Qual o doce mais doce? O doce respondeu para o doce Que o doce de batata-doce.

    E era o sapo dentro do saco, e o saco com o sapo dentro, e o sapo fazendo papo, e o papo fazendo vento.

    Tinha tanta tia tant.Tinha tanta anta antiga.Tinha tanta anta que era tia.

    O sabi no sabia. Que o sbio sabia. Que o sabi no sabia assobiar.

    Bote a bota no bote e tire o pote do bote.

    Quem a paca cara compra, paca cara pagar.

    Se o papa papasse papa . Se o papa papasse po. Se o papa tudo papas-se, seria um papa papo.

    Atrs da porta torta tem uma porca morta.

    preto o prato do pato preto.

    Eu congelo a gua gelada com gelo que tem gelo prova d'gua.

    Em rpido rapto, um rpido rato raptou trs ratos sem deixar rastros.

    Essa trava uma trova pr te entravar. Entravar com uma trova uma trava de lascar!

    Essa pessoa assobia, enquanto amassa e assa a massa da paoca de amendoim.

    Fia, fio a fio , fino fio, frio a frio.

    Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia.

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    Gato escondido com rabo de fora t mais escondido que rabo escondido com gato de fora.

    Luiza lustrava o lustre listrado; o lustre lustrado Luzia.

    Sabia que a me do sabi no sabia que o sabi sabia assobiar?

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    PRTICA PEDAGGICA: CONTAO DE HISTRIA

    A prtica de contao de histrias deve fazer parte do cotidiano da escola. O alfabetizador poder us-la como recurso para a formao de leitores atentos e interessados pela lngua escrita. Uma boa histria contribui para estimular a imaginao, despertar a curiosidade e ser fonte de alegria. O interesse do aluno pela histria poder levar o alfabetizador a atingir outros objetivos tais como: ponto de partida para introduo de um novo tema, soluo de alguns conflitos surgidos em sala de aula, compreenso de problemas que ocorrem com os alunos em sua vida pessoal, favorecendo a aceitao de situaes desagradveis.

    A escolha da histria precisa ser criteriosa, pois ela deve ser adequada faixa etria, aten-der aos interesses dos alunos e aos objetivos do alfabetizador. No necessrio um talento especial para contar histrias, o alfabetizador poder aprimorar-se, levando em considerao algumas caractersticas que um bom contador de histrias deve ter.

    Segundo, Malba Tahan 3, necessrio:

    1 - Sentir, ou melhor, viver a histria; ter a expresso viva, ardente, sugestiva.

    A histria deve despertar a sensibilidade de quem a conta, sem emoo, no ter sucesso.

    2 - Narrar com naturalidade, sem afetao.

    O vocabulrio utilizado deve ser adequado ao pblico ouvinte. Na oralidade pre-ciso ser mais claro e objetivo, sendo necessrio, s vezes, completar as idias da histria.

    3 - Conhecer, com absoluta confiana, o enredo.

    O contador tem que estar seguro sobre o que vai contar, do contrrio melhor no contar.

    4 - Dominar o interesse do pblico .

    Sempre buscar maneiras de fazer com que os ouvintes permaneam concentradosna histria.

    5- Contar dramaticamente.

    O contador pode se passar por algum dos personagens ou por todos.

    3 - TAHAN, Malba. A arte de ler e de contar histrias. Rio de Janeiro: Conquista, 1957.

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    6 - Falar com voz adequada, clara e agradvel.

    No convm falar em falsete ou impostando a voz, a no ser que seja em momen-tos especficos para caracterizar um personagem.

    7 - Ser comedido nos gestos.

    Se exagerar em gestos sem objetivos, quando fizer um que seja necessrio para melhor entender a histria, no ser notado.

    8 - Ter esprito inventivo e original.

    Contar as histrias com suas prprias palavras contar o que est velho de forma nova. Se a histria for de livro deve ser adaptada, pois a linguagem escrita dife-rente da oral.

    9 - Ter estudado a histria.

    No necessrio decorar, mas sim testar diversas possibilidades de explorao oral para contar com espontaneidade.

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    PRTICA PEDAGGICA PARA TROCA DE LIVROS

    Faa a CIRANDA DO LIVRO, ou seja, incentive os alunos a trocarem os livros que esto dis-ponveis para emprstimo na biblioteca da escola ou na sala de aula. A troca do livro dever acontecer semanalmente e a partir de uma apresentao oral realizada entre os alunos. Cada um poder fazer o reconto, contar em forma de sinopse, desenhar o que mais chamou a ateno, modificar o final da histria, anunciar o livro como se fosse uma propaganda.

    A organizao desta ciranda poder acontecer por meio do rodzio de uma sacola (um recurso para proteo e cuidado com o livro) para emprstimo semanal, tornando-se parte da rotina da turma. No interior do livro dever conter uma ficha para o registro do emprstimo com o nome do aluno e a data de devoluo. Alm desses cuidados fundamentais para a organizao da CIRANDA, o alfabetizador poder elaborar um cartaz sobre os ttulos mais lidos e os menos lidos ou sobre os mais indicados e a razo da indicao. fundamental para a formao de hbitos do leitor que o aluno compreenda a necessidade de preservar o acervo tanto de livros, quanto de discos, CDs, gibis etc., num ambiente de cooperao e solidariedade e que entenda a leitura com forma de aprendizagem e entretenimento.

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    PRTICA PEDAGGICA: RODAS DE CONVERSA

    Roda de conversas em sala de aula, uma prtica cada vez mais valorizada, por estimular a expresso do aluno, as interaes, as trocas de idias e, ao me