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  • 1. Filipa Duarte(Sussurros e Clamores) 1
  • 2. Virtude Gosto de deixar meu rosto ao saborDo vento que sopra, que varre, que passa. Deixa em mim uma sensao de frescor Que se traduz em felicidade e graa. 2
  • 3. O Vento e o sonho difcil esperar pelo vento que passa Quando ele s nos traz o som do almUm silncio nostlgico sem tom nem graa, Mas misterioso como a todos convm. bom sonhar que algum nos abraa Que a vida nos liga com fora a algum Mesmo sabendo que a alma devassa O que de melhor o sonho contm. O vento e o sonho so quase iguais. Ningum os v, s quem os toca, sente. Mesmo invisveis so bem reais. So tudo e so nada na vida da gente. 3
  • 4. Paixo ilimitada Quando pego num papelE sinto vontade de escrever Fao-o livremente, S no meu cantinho, Mas feliz e concentrada!Nem um figo pingo-de-mel Me daria maior prazer. Meu corao logo sente Que encontrou o caminho E o resto no conta nada. O corao dos amantes No precisa de falar As vogais e consoantesDizem sempre amaramar 4
  • 5. O canto Ao ouvir a cotovia Pensei estar a sonhar Tinha nascido outro dia E eu ainda a dormitar! Acordo para um novo dia Que a vida passa depressa. Cada instante tem magia bom que nunca o esquea. Amar um verbo bonito Que conjugo ao acordar. Tem o sabor do infinito! Cem vezes digo e repito Para ningum duvidarQue o AMOR o meu grito. 5
  • 6. noite de natal Os anos podem passar, Mas a lembrana de ti Guardo-a no corao, To preciosa para mim. Cada Natal a saudade to forte, to premente, Que, s vezes, acreditoQue ests mesa presente. Ests ali minha frenteBrilhando com muita luz Ao longe o sino anuncia O nascimento de Jesus! Mais um Natal aconteceNo mundo de faz de conta! A estrela brilha no cu O caminho nos aponta 6
  • 7. 7
  • 8. na escurido a luz! A luz apagou-se por encanto, Vi no cu um repentino claro. Na escurido o Sol refulgiaAquecendo rpido meu corao.Era o meu mundo da fantasia!...Meus abraos no eram os meus, Meu rosto parecia um vulco.Eram sensaes de prazer infindo Que me faziam bater o corao No reino do mago mais lindo. No sei quanto tempo passou,Se minutos, se apenas segundos! No sei. O resto de nada valia Eu estava entre dois mundos E uma certeza eu tinha: vivia! 8
  • 9. Pssaro do sul Pssaro de asas de fogoPorque ests, a, sem mim?Espero ver-te agora e logoNeste espao sem ter fim Tento escutar tua voz, Ouvir-te do outro lado, Juntos, estamos ss Neste planeta calado.Amanh vou ter mais sorte, Disso eu tenho a certeza! Vir pronta para NorteUma mensagem-surpresa. Sinto em ti a liberdade De voares pelo infinito Planares por cada cidadeLanares ao vento teu grito. 9
  • 10. Paris em DezembroA noite desperta a vontadeDe passear pelas avenidas, Ver a enorme quantidadeDas rvores agora despidas.Um passeio junto ao Sena uma riqueza completa:Ver os artistas vale a pena,Encantam qualquer poeta!H outro local de artistas:De msicos e de pintores.As obras no so revistas,Mas so belas sem favores. Paris, cidade moderna,Embriagas quem te visita.Ds uma sensao eterna,Transcendente e infinita. 10
  • 11. Desejo Ouve-se dizer cada vez mais:- Natal quando o Homem quiser Mas sero tais palavras banais Ou o Homem no sabe o que quer? Nesta quadra que se aproxima, De fraternidade universal, Que o corao do Homem exprima O puro sentido do Natal. (Natal de 2006) 11
  • 12. tu s Uma noite de luar, Um mar azul celeste, Um dia cheio de Sol! Uma fonte dgua pura, No espao, o meu farol, A flor, no mato agreste.O que minha alma procura! s tudo o que imagino, O que desejo no mundo,Sem princpio, meio e fim. Fazes parte do destino,Do ideal que me governa. Belo, forte e profundo,Quero-te todo para mim. 12
  • 13. Teus olhos Teus olhos parecem As guas cristalinas do lago Onde me debruo E vejo meu rosto brilhar. Teus olhos parecemAs estrelas que brilham no cuPequeninos sis dentro da alma Que clama por ti. Teus olhos parecem Dois pontos no horizonte Infinito e grandioso. Meu desejo passar a ponteE tocar essas guas e as estrelas, Para que possa ver No interior de cada uma Apenas a cor castanha Dos teus olhos to bonitos. 13
  • 14. 14
  • 15. Sinnimo? Que maravilha esta partilha, Este segredo Que mete medo, Mas embriaga. O sangue fervilha,No cu o Sol brilha. uma loucuraPara quem procuraUm duende ou fada.Tudo sabe a pouco, Quando se loucoPor um fruto doce Amargo ele fosse, Seria o melhor. Um sabor a dois, Traz logo depois Um final feliz. certo quem diz:- Que Belo o Amor! 15
  • 16. Hoje dia da me!Continuar a s-lo para mim,Porque eu tambm sou Me! Solido! Solido! Se disser que no a sinto, Minto. No posso apertar A tua mo No consigo tocar O meu olhar Com o teu No vejo o teu sorriso, No ouo a tua voz Mesmo dizendo coisas Fora do contexto. Mas que contexto?Agora s me resta a saudade, A saudade 16
  • 17. Conselho Jovens, comecem o dia Com uma boa leitura E tero a garantia De uma riqueza futura.Sonhem com o amanh!Deixem tambm no papel A vivncia de alma s Da vossa torre de Babel. O tempo d para tudo. s preciso escolher: H horas pra o estudo. Para sorrir e para ler. O mundo ser melhorDisso estou convencida. O saber d mais valor, E outro sentido vida. 17
  • 18. sem mais Problema escondido Guardava no peito.Descobriu-o um amigoCom todo o respeito.Mau barco escondido Remado sem jeito,Encontrou um abrigoDe pedra bem feito. Tocou levemente Meu corpo vazioCom alma pequena Deixei, inocente, Meu sonho sem fioFugir-me, que pena!... 18
  • 19. no sbado, noite Que bela interpretao humana Eu vi no sbado, desta semana, Na Cidade do Porto, no Coliseu. Pensei estar mais perto do cu E, meus Amigos, sabem porqu? Fui ver e ouvir a Carmen de Bizet Pela grande Orquestra Nacional. Foi sublime, fantstica, irrealDeixou-me duas vivas mensagens, Daqueles que no so miragens,Mas de Beleza eterna e de Verdade: O AMOR e a LIBERDADE! Mas no foi s esta a razo Que me tocou fundo o corao Ao ver todo aquele brilho. Na Orquestra tocava o meu filho No naipe da percusso. 19
  • 20. 20
  • 21. Tempo sem tempo Foi tudo to efmero To fugaz e repentino Que no sei o que aconteceu.Toda a Terra se abriu em crateras E formou milhes de esferas volta de um gineceu. Afundei-me na lava quente Que corria por todo o lado. Senti uma dor to profunda Que esqueci por momentos Que tinham acabado de vez Os meus terrveis tormentos.