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  1. 1. UNIVERSIDA DE PARA TODOS Josilene Domingues Aula Virtual de Gramtica
  2. 2. Comunicao e Intencionalidade discursiva / Funes Intrnsecas do Texto Elementos bsicos da comunicao; Texto e discurso/ a inteno no discurso; As funes intrnsecas do texto.
  3. 3. Todo ato comunicativo envolve seis componentes essenciais: - Emissor(remetente, locutor, codificador, falante); - Receptor(destinatrio, interlocutor, decodificador, ouvinte); - Mensagem; - Cdigo; - Situao(referente, contexto); - Canal (contato).
  4. 4. Elementos Bsicos da Comunicao emissor / remetente elemento que emite, codifica a mensagem; receptor / destinatrio - recebe, decodifica a mensagem; mensagem - contedo transmitido pelo emissor; cdigo - conjunto de signos usado na transmisso e recepo da mensagem referente o assunto, a situao que envolve o emissor e o receptor e o contexto lingstico; canal meio fsico pelo qual circula a mensagem e a conexo psicolgica. Obs.: as atitudes e reaes dos comunicantes so tambm referentes e exercem influncia sobre a comunicao
  5. 5. Texto Texto: uma unidade lingstica concreta, percebida pela audio(na fala) ou pela viso(na escrita), que tem unidade de sentido e intencionalidade comunicativa. Texto: uma unidade lingstica concreta, percebida pela audio(na fala) ou pela viso(na escrita), que tem unidade de sentido e intencionalidade comunicativa.
  6. 6. Elementos Auxiliares na Construo do Sentido de um Texto - o contexto discursivo. Papel social dos interlocutores; O conhecimento de mundo do interlocutor; As circunstncias histricas em que se processa a comunicao; A inteno do locutor.
  7. 7. Discurso Discurso: a atividade comunicativa capaz de gerar sentido desenvolvida entre interlocutores. Texto + Contexto discursivo. Discurso: a atividade comunicativa capaz de gerar sentido desenvolvida entre interlocutores. Texto + Contexto discursivo.
  8. 8. Intencionalidade Discursiva So as intenes, explcitas ou implcitas, existentes na linguagem dos interlocutores que participam de uma situao comunicativa. Atividade: analisar os elementos comunicativos do texto acima.
  9. 9. Exemplo: -Por favor! Me joga uma corda que eu estou me afogando! - E alm disso ainda quer se enforcar? (J Soares, Veja, 20/05/92) Na piada, o locutor, ao pedir uma corda, naturalmente deseja ser socorrido, prendendo-se a ela. O interlocutor, entretanto, interpreta sua pergunta como se o locutor desejasse se enforcar. O humor extrado do fato de as personagens no levarem em conta um princpio bsico das interaes verbais: a intencionalidade discursiva.
  10. 10. Funes da Linguagem: funes intrnsecas do texto
  11. 11. Funes Da Linguagem Funo Intrnseca Elemento de Destaque Emotiva Emissor Conativa Receptor Referencial Referente Metalingstica Cdigo Ftica Canal Potica Mensagem
  12. 12. Funo Emotiva Posso te falar dos sonhos, das flores, de como a cidade mudou... Posso te falar do medo, do meu desejo, do meu amor... Posso falar da tarde que cai E aos poucos deixa ver no cu a lua Que um dia eu te dei. (A lua que eu te dei/ Ivete Sangalo)
  13. 13. Caractersticas: Tambm chamada de expressiva, tal funo que ocorre quando o destaque dado ao emissor. Suas principais caractersticas so: verbos e pronomes em primeira pessoa; presena comum de ponto de exclamao e interjeies; expresso de estados de alma do emissor (subjetividade e pessoalidade); presena predominante em textos lricos, autobiografias, depoimentos, memrias .
  14. 14. Funo Conativa
  15. 15. Caractersticas: Tambm chamada de apelativa, essa funo ocorre quando o destaque dado ao receptor. Observe que a inteno principal do anncio estimular o receptor a adquirir a revista. As principais caractersticas dessa funo so: verbos no imperativo; verbos e pronomes na segunda ou terceira pessoas; tentativa de convencer o receptor a ter um determinado comportamento; presena predominante em textos de publicidade e propaganda; Emprego da ambigidade.
  16. 16. Funo Referencial Portinari: valorizao do Brasil e da arte Filho de imigrantes italianos, Cndido Portinari nasceu no dia 30 de dezembro de 1903, numa fazenda de caf nas proximidades de Brodsqui, em So Paulo. Com a vocao artstica florescendo logo na infncia, Portinari teve uma educao deficiente, no completando sequer o ensino primrio. Aos 14 anos de idade, uma trupe de pintores e escultores italianos que atuava na restaurao de igrejas passa pela regio de Brodsqui e recruta Portinari como ajudante. Seria o primeiro grande indcio do talento do pintor brasileiro.
  17. 17. Caractersticas: Funo cognitiva ou referencial ou denotativa a funo que ocorre quando o destaque dado ao referente, ou seja, ao contexto, ao assunto. A inteno principal do autor informar o leitor sobre a vida do pintor Portinari. As principais caractersticas desse tipo de texto so: Objetividade- linguagem direta, precisa, denotativa; Clareza nas idias; finalidade traduzir a realidade, tal como ela ; Presena predominante em textos informativos,jornalsticos, textos didticos, cientficos; mapas, grficos, legendas, recursos representativos.
  18. 18. Funo Metalingstica Alvo. Sm. 1. Ponto a que se procura atingir com a arma; mira. 2. Fim. 3. A cor branca.
  19. 19. Caractersticas: a funo que ocorre quando o destaque dado ao cdigo. Numa situao em que um lingista define a lngua, observa-se que, para conceituar um termo do cdigo, ele usou o prprio cdigo, ou seja, definiu 'lngua' usando a prpria lngua. Tambm ocorre metalinguagem quando o poeta, num texto qualquer, reflete sobre a criao potica; quando um cineasta cria um filme tematizando o prprio cinema; quando um programa de televiso enfoca o papel da televiso no grupo social; quando um desenhista de quadrinhos elabora quadrinhos sobre o prprio meio de comunicao, etc. Em todas as situaes citadas, percebe-se o uso do cdigo. O exemplo mais definitivo desse tipo de funo so as aulas de gramtica, os livros de gramtica e os dicionrios da lngua.
  20. 20. Funo Ftica - Al, al, marciano. Aqui quem fala da Terra.Pra variar estamos em guerra. (Elis Regina)
  21. 21. Caractersticas: Ocorre quando o canal posto em destaque. O interesse do emissor ao emitir a mensagem apenas testar o canal, tendo como objetivo prolongar ou no o contato com o receptor, ou testar a eficincia do canal, o que tem o mesmo valor de um aceno com a mo, com a cabea ou com os olhos. Exemplo tpico da funo ftica a linguagem das falas telefnicas, saudaes e similares.
  22. 22. Funo Potica Ex1: At onde existe amor De quem assume esta sina Viver um vo para a felicidade e a voz da verdade (Daqui por diante/ Baro) Ex2: Deus ajuda a quem cedo madruga.
  23. 23. Caractersticas: Ocorre quando a prpria mensagem posta em destaque, ou seja, chama-se a ateno para o modo como foi organizada a mensagem; Centralizada na mensagem, revelando recursos imaginativos criados pelo emissor. Afetiva, sugestiva, conotativa, ela metafrica. Valorizam-se as palavras, suas combinaes; Exemplos de textos poticos: alm dos provrbios e letras de msica, conforme citado, encontramos esse tipo de funo em textos escritos em prosa, em slogans, ditos populares. Logo, no se trata de uma funo exclusivamente encontrada em poesias.
  24. 24. Dica: importante ressaltar que, em um mesmo texto, pode coexistir mais de uma funo. Isso, depende da inteno do emissor ao elaborar a mensagem.
  25. 25. SESSO PARA RIR...
  26. 26. Qual das palavras abaixo feminina? (....) BANDEIRA (....) GALINHA (....) DIRETORIA (....) FARINHA (....) MATEMTICA
  27. 27. Pensou? Ento l vai a resposta: BANDEIRA: No feminina porque tem pau. GALINHA: No feminina porque tem pinto. DIRETORIA: No feminina porque tem membro. FARINHA: No feminina porque tem saco. MATEMTICA: a nica feminina... PORQUE TEM REGRAS, TEM PROBLEMAS DEMAIS E... NINGUM ENTENDE!!!
  28. 28. Imagens Divertidas (Prolas da lngua)
  29. 29. FIGURAS DE PALAVRAS OU TROPOS
  30. 30. As figuras de palavras ou tropos consistem na mudana ou substituio do sentido real das palavras para o seu sentido figurado. So figuras de palavras: a comparao, a metfora, a catacrese, a metonmia, a perfrase ou antonomsia e a sinestesia.
  31. 31. METFORA Consiste no emprego de uma palavra fora de seu sentido prprio, tendo como base uma comparao subentendida, j que a conjuno comparativa no aparece claramente: Em praias de indiferena Navega o meu corao. Venho desde a adolescncia na mesma navegao Ceclia Meireles
  32. 32. COMPARAO Consiste na comparao entre dois elementos por meio de suas caractersticas comuns. Normalmente se emprega uma conjuno comparativa( como, tal qual, assim como, etc) E na minhalma o nome iluminou-se Como um vitral ao sol... (Florbela Espanca)
  33. 33. CATACRESE Tem-se a catacrese quando, na falta de uma palavra especfica para designar determinado objeto, utiliza-se uma outra a partir de alguma semelhana conceitual. Muitos usos da catacrese j esto integrados na lngua, como p da mesa,embarcar em avio, cabea de alho, barriga da perna, bico da chaleira e normalmente os falantes nem se do mais conta dos mecanismos semnticos que levaram a essas solues para problemas de designao.
  34. 34. METONMIA A metonmia ocorre quando se opta por utilizar uma palavra em lugar de outra, para designar algum objeto no mundo(em sentido amplo) que mantm uma relao de proximidade com o objeto designado pela palavra substituda H vrias situaes em que isso pode ocorrer: quando se toma a parte pelo todo(ele tem duzentas cabeas de gado); o continente pelo contedo( Danilo bom de garfo); o autor pela obra( Devolva o Neruda que voc tomou emprestado.); a marca pelo produto( Voc me empresta o durex?)
  35. 35. SINESTESIA A sinestesia ocorre pela associao, em uma mesma expresso, de sensaes percebidas por diferentes rgos do sentido. Ela pode

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