fasciculo 09

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  • Ceclia Queiroz

    Filomena Moita

    Fundamentos Scio-filosficos da EducaoD I S C I P L I N A

    AS tendncias pedaggicas e seus pressupostos

    Autores

    aula

    09

    CONTROLE DA EDIO DE MATERIAIS - SEDIS/UFRN

    Nome do arquivo: Fu_So_A09

    Diagramador: Ivana Lima

    Data de envio para Reviso: 09/10/2007

    Data de envio para Intranet: 00/00/0000

    Data de envio para PDF: 00/00/0000

    Professor responsvel:

  • Aula 09 FundamentosScio-filosficosdaEducaoCopyright 2007 Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste material pode ser utilizada ou reproduzida sem a autorizao expressa da UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte e da UEPB - Universidade Estadual da Paraba.

    Governo Federal

    Presidente da RepblicaLuiz Incio Lula da Silva

    Ministro da EducaoFernando Haddad

    Secretrio de Educao a Distncia SEEDCarlos Eduardo Bielschowsky

    Universidade Federal do Rio Grande do Norte

    ReitorJos Ivonildo do Rgo

    Vice-Reitorangela Maria Paiva Cruz

    Secretria de Educao a DistnciaVera Lcia do Amaral

    Universidade Estadual da Paraba

    ReitoraMarlene Alves Sousa Luna

    Vice-ReitorAldo Bezerra Maciel

    Coordenadora Institucional de Programas Especiais - CIPEEliane de Moura Silva

    Q3f Fundamentos scio-filosficos da educao/ Ceclia Telma Alves Pontes de Queiroz, Filomena Maria Gonalves da Silva Cordeiro Moita. Campina Grande; Natal: UEPB/UFRN, 2007.

    15 fasc.Curso de Licenciatura em Geografia EaD. Contedo: Fasc. 1- Educao? Educaes?; Fasc. 2 - Na rota da filosofia ... em busca de respostas; Fasc. 3 - Uma nova rota...sociologia; Fasc.4 - Nos mares da histria da educao e da legislao educacional; Fasc. 5 - A companhia de Jesus e a educao no Brasil; Fasc. 6 Reforma Pombalina da educao reflexos na educao brasileira; Fasc. 7 - Novos ventos... manifesto dos pioneiros da escola nova; Fasc. 8 Ditadura militar, sociedade e educao no Brasil; Fasc. 9 - Tendncias pedaggicas e seus pressupostos; Fasc. 10 Novos paradigmas, a educao e o educador; Fasc. 11 Outras rotas...um novo educador; Fasc. 12 O reencantar: o novo fazer pedaggico; Fasc. 13 Caminhos e (des)caminhos: o pensar e o fazer geogrfico; Fasc. 14 A formao e a prtica reflexiva; Fasc. 15 Educao e as TICs: uma aprendizagem colaborativa

    ISBN: 978-85-87108-57-9

    1. Educao 2. Fundamentos scio-filosficos 3. Prtica Reflexiva 4. EAD I. Ttulo.22 ed. CDD 370

    Ficha catalogrfica elaborada pela Biblioteca Central - UEPB

    Coordenador de EdioAry Sergio Braga Olinisky

    Projeto GrficoIvana Lima (UFRN)

    Revisora TipogrficaNouraide Queiroz (UFRN)Thasa Maria Simplcio Lemos (UFRN)

    IlustradoraCarolina Costa (UFRN)

    Editorao de ImagensAdauto Harley (UFRN)Carolina Costa (UFRN)

    DiagramadoresBruno de Souza Melo (UFRN)Dimetrius de Carvalho Ferreira (UFRN)Ivana Lima (UFRN)Johann Jean Evangelista de Melo (UFRN)

    Revisores de Estrutura e LinguagemRossana Delmar de Lima Arcoverde (UEPB)

    Revisoras de Lngua PortuguesaMaria Divanira de Lima Arcoverde (UEPB)

    Material APROVADO (contedo e imagens) Data: ___/___/___ Nome:______________________

  • Aula 09 FundamentosScio-filosficosdaEducao

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    Copyright 2007 Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste material pode ser utilizada ou reproduzida sem a autorizao expressa da UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte e da UEPB - Universidade Estadual da Paraba.

    Apresentao

    Neste trecho navegaremos pelas tendncias pedaggicas e as implicaes no fazer pedaggico ao longo da histria. J vimos, durante as diferentes rotas que navegamos juntos, que a formao humana se constitui numa trama de relaes sociais, o que significa dizer que o ser humano emerge no seu modo de ser dentro de um conjunto de relaes sociais: as aes, as reaes, as condutas normatizadas, ou no, as censuras, as relaes de trabalho, de consumo, dentre outras que constituem a prtica social e constitui o homem como ser histrico.

    Dentre as prticas sociais e histricas, encontramos a educao, seja do tipo escolar ou no, e como prtica social influencia e influenciada por fatores polticos econmicos, sociais e culturais.

    Neste trecho de nossa viagem, tomando como referncia a educao vivenciada no espao da escola, trataremos, aqui de algumas questes que cercam o fazer pedaggico de um dos atores mais importantes no processo educativo: o professor.

    Nesta rota vamos ancorar um pouquinho na histria da educao, mais com a nossa luneta mirando o fazer e o pensar dos professores na escola.

    ObjetivosAo final desta aula, dessa nona rota, voc chegar a um porto seguro com capacidade para:

    Identificar e caracterizar as diferentes tendncias pedaggicas;

    Analisar a influncia das tendncias no fazer pedaggico.

    REVISO

    Material APROVADO (contedo e imagens) Data: ___/___/___ Nome:______________________

  • Aula 09 FundamentosScio-filosficosdaEducao2 Aula 09 FundamentosScio-filosficosdaEducao

    Zarpando...S aprende aquele que se apropria do aprendido transformando-o em apreendido, com o que pode por isso mesmo, reinvent-lo; aquele que capaz de aplicar o aprendido-apreendido a situaes existentes concretas.

    Paulo Freire (2000)

    Originadas no seio dos movimentos sociais, em tempos e contextos histricos particulares as tendncias pedaggicas influenciaram as prticas pedaggicas e buscaram atender s expectativas da sociedade, seja das classes dominantes ou dos trabalhadores. Neste sentido, nosso objetivo, neste trecho de nossa viagem, possibilitar a voc professor em formao e/ou ao que j se encontra atuando, o conhecimento de tais tendncias a fim de construir conscientemente a sua prpria trajetria poltico-pedaggica. Acreditamos que com esse conhecimento, compreendido como uma valiosa ferramenta, poder construir mudanas significativas a fim de transformar o seu fazer e o seu saber, problematizando-os, aplicando-o no cotidiano, na prtica de educador.

    Sendo assim, nossa viagem comea pela apresentao das diferentes caractersticas de cada uma das correntes scio-filosficas (re-ver aula 02), que fundamentam as tendncias pedaggicas. Buscando conhecer e criticar, de forma consistente, consciente e entendendo o contexto histrico de cada uma delas. Aqui, consideraremos como tendncia pedaggica

    as diversas teorias filosficas que pretenderam dar conta da compreenso e da orientao da prtica educacional em diversos momentos e circunstncias da histria humana (LUCKESI, 1990, p. 53).

    REVISO

    Material APROVADO (contedo e imagens) Data: ___/___/___ Nome:______________________ Material APROVADO (contedo e imagens) Data: ___/___/___ Nome:______________________

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    Incio de viagem....

    Para efeito didtico, vamos dividir em dois blocos as pedagogias de caractersticas mais liberais, que tm relao com o pensamento filosfico liberal e as mais progressistas. Vamos ver os porqus dos adjetivos de cada pensamento ao longo desse nono trecho de nossa viagem.

    As Tendncias Pedaggicas Liberais surgiram no sculo XIX, sob forte influncia das idias da Revoluo Francesa (1789), de igualdade, liberdade, fraternidade. Receberam tambm, contribuies do liberalismo no mundo ocidental e do sistema capitalista. Para os liberais, a educao e o saber j produzidos (contedos) so mais importantes que a experincia vivida pelos educandos no processo pelo qual ele aprende. Dessa forma, os liberais, contriburam para manter o saber como instrumento de poder entre dominador e dominado. As tendncias pedaggicas liberais mais importantes so: Liberal Tradicional e Tendncia Liberal Renovada, vamos ver o que defendem cada uma destas.

    1. A tendncia liberal tradicionalA tendncia tradicional est no Brasil, desde os jesutas. O principal objetivo da escola

    era preparar os alunos para assumir papis na sociedade, j que quem tinha acesso s escolas eram os filhos dos burgueses e a escola tomava como seu papel principal, fazer o repasse do conhecimento moral e intelectual porque atravs deste estaria garantida a ascenso dos burgueses e, conseqentemente, a manuteno do modelo social e poltico vigente. Para tanto, a proposta de educao era absolutamente centrada no professor, figura incontestvel, nico detentor do saber que deveria ser repassado para os alunos. O papel do professor estava focado em vigiar os alunos, aconselhar, ensinar a matria ou contedo, que deveria ser denso e livresco, e corrigir. Suas aulas deveriam ser expositivas, organizada de acordo com uma seqncia fixa, baseada na repetio e na memorizao.

    Aulas de memorizao de contedos (retirados dos livros), em que os alunos eram considerados como um papel em branco, nos quais era impresso o conhecimento, cabendo a eles concordar com tudo sem questionar. Eram formados para ser sujeitos a-crticos e passivos. Nessa concepo de ensino o processo de avaliao carregava em seu bojo o carter de punio, muitas vezes, de reduo de notas em funo do comportamento do aluno em sala de aula. Essa tendncia pedaggica foi/ muito forte em nosso modelo de educao, ainda hoje, tanto no ensino fundamental e mdio como no ensino superior, que vive uma salada de concepes pedaggicas. Sabemos que os professores so fruto da sua formao escolar, social e poltica, que esta se reflete na sua prtica pedaggica, quando esta no pensada/refletida cotidianamente, nesse caso, temos um ciclo vicioso: formado sem reflexo formo alunos sem reflexo, tambm.

    Liberal

    Para os Liberais, o homem produto do meio; ele e sua conscincia se formam em suas relaes acidentais, que podem e devem ser controladas pela educao, a qual deve trabalhar para a manuteno da ordem vigente, atuando diretamente com o sistema produtivo. (LBANEO, 1989).

    Jesutas

    O Pe. Manoel da Nbrega, atravs da Companhia de Jesus, props o Ratio Studior