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EZEQUIELIntroduo Esboo Captulo 1 Captulo 2 Captulo 3 Captulo 4 Captulo 5 Captulo 6 Captulo 7 Captulo 8 Captulo 9 Captulo 10 Captulo 11 Captulo 12

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INTRODUO A poca. Os fatos contidos no livro de Ezequiel situam o ministrio do profeta no comeo do exlio babilnico, entre 593/592 e 571/570 A. C. (1:1; 29:17). O profeta Ezequiel, fazendo da Babilnia o seu palco de acontecimentos, analisou a queda e a restaurao da casa de Israel; enquanto que seu contemporneo mais velho, Jeremias, em Jerusalm, observou de perto os ltimos suspiros do reino de Jud (Jr. 1:1-3). Durante grande parte dos sculos oito e sete A. C., o cruel poder assrio perturbou os reinas de Israel e Jud. O reino do norte cara em 721 A.C.; mas Jud, embora seriamente enfraquecido, conseguiu sobreviver ao seu opressor. Como reinado de Assurbanipal (669-633 A.C.), o imprio assrio comeou a declinar. O Egito esquivou-se ao seu

Ezequiel (Comentrio Bblico Moody) 2 jugo em 655. Dentro de poucos anos a Assria estava lutando pela sobrevivncia contra a Babilnia e os medos. Assur, antiga capital da Assria, sucumbiu em 614, e a muito poderosa Nnive foi completamente destruda em 612. Por volta de 607 os restos do imprio assrio desmoronaram. Aproveitando-se do declnio assrio, Josias (640/639-609/608 A.C.), o ltimo grande rei de Jud, fortaleceu o seu reino. Sua brilhante carreira foi interrompida por um encontro com Fara-Neco II do Egito em Megido, que tentava escorar o imprio assrio como proteo contra a Caldia (II Reis 23:29). Salum ou Jeoacaz (Jr. 22; 10-12; Ez. 19:2-4), que sucedeu a seu pai Josias, foi deportado para o Egito aps um reinado de trs meses, e Jeoaquim, o filho mais velho de Josias, foi colocado no trono por Neco(II Reis 23:31-35). Os egpcios sob as ordens de Neco foram derrotados por Nabucodonosor (tambm chamado Nabucodonosor) em Carquemis sobre o rio Eufrates em 605 A.C. (Jr. 46:2 e segs.). Os caldeus se tornaram os novos senhores do mundo (II Reis 24:7), com Jud por estado vassalo. Jeoaquim (608-597 A.C.) perseguiu os profetas (Jr. 7; 26; 36), degradou a vida espiritual da nao (Jr. 7:1-15; 13:16-20; cons. Ez. 8), demonstrando ser um tirano fantoche (Jr. 22:13-15, 17-19). Ele se rebelou contra Nabucodonosor em 602 A.C. e foi molestado pelos estados vizinhos (II Reis 24:1 e seguintes.). Morreu em desgraa antes da invaso, punitiva de Nabucodonosor chegar a Jud (Jr. 22: 19). Joaquim (Jeconias ou Conias), o filho de Jeoaquim, reinou trs meses e ento se rendeu a Nabucodonosor (II Reis 24:8-17; Jr. 22:24-30; Ez. 19:5.9). Depois de saquear Jerusalm, o monarca caldeu deportou vrias centenas de seus cidados aristocratas para a Babilnia. Esses, Jeremias comparou a "figos bons", a esperana do futuro de Israel, em contraste com os "filhos ruins", os mais pobres entre o povo, que foram deixados (Jr. 24:29). Entre o grupo de exilados estava Ezequiel, que data suas mensagens do ano do cativeiro de Joaquim (1:1, 2; 3:16; 8:1; 20:1; 24:1; 26:1; 29:1; 29:17; 30:20; 31:1; 32:17; 33:21; 40:1). As "tabuinhas

Ezequiel (Comentrio Bblico Moody) 3 de Joaquim" publicadas em 1939, falam de um "Yaukin, rei de Yahud" e seus filhos (cons. W. F. Albright, "Rei Joiakin no Exlio", BA, V (Dec. 1942), pgs. 49-55). Foi libertado de sua priso por Amel-Marduque, o filho de Nabucodonosor, em 560, o trigsimo stimo do seu exlio. O dcimo nono e ltimo rei de Jud foi Zedequias (597-506), o terceiro filho de Josias (II Reis 24:17 - 25:7; Ez. 19:11-14), um rei fraco (Jr. 37; 38), que logo quebrou o seu voto de fidelidade para com Nabucodonosor, juntando-se a uma coligao de estados revoltosos (Ez. 17:13-15; Jr. 27:1-11). Esta loucura logo trouxe os caldeus vingativos a Jerusalm. Depois de um cerco de um ano e meio (II Reis 25:1-3), aliviado por pouco tempo pelos rumores do exrcito egpcio de FaraNeco que se aproximava (Jr. 34:3 e segs.; 37:5-8), a cidade foi destruda, o Templo despojado e incendiado, Zedequias levado prisioneiro e uma multido de exilados deportados para a Babilnia (II Reis 25:1-21). Jeremias preferiu ficar na terra com os sobreviventes desventurados sob o governo de Gedalias em Mispa. Aps o traioeiro assassinato deste ltimo, o grupo, temendo represlias, migrou para o Egito, contra os conselhos de Jeremias (Jr. 40-44). A Bblia diz muito pouco sobre os exilados e Ezequiel especialmente reticente sobre eles. Alguns sem dvida vieram a ser servos ou escravos, enquanto outros prosperaram, conforme indicam as tabuinhas contratuais de Nipur (veja com. referente a 1:1). Lderes tais como Zorobabel, Esdras e Neemias saram dos gl (exilados). Muitos exilados, ao que parece, viviam em suas prprias casas (Jr. 29:1-7), em diversas colnias (Ed. 2:59; Ne. 7:61), e tinham uma organizao de ancios (Ez. 3:15, 24; 8:1; 14:1; 20:1; 33:31). Alguns perderam a sua f; mas para aqueles que permaneceram fiis, Ezequiel se tornou uma torre de apoio. No devemos estranhar que, depois de serem arrancados de sua terra, templo e sacrifcios, eles tenham enfatizado o jejum, o sbado e a circunciso, e que a orao, a leitura das Escrituras e o cntico dos salmos - precursores das sinagogas fossem enfatizados.

Ezequiel (Comentrio Bblico Moody) 4 O Homem. Ezequiel (Deus fortalece), o filho de Buzi, era de famlia sacerdotal, possivelmente da linha de Zadoque (1:3; 40:46; 44:15). Ele manifesta grande familiaridade com Jerusalm, onde passou os primeiros anos de sua vida, e com o Templo. Em 597 A. C, foi exilado para Babilnia por Nabucodonosor, junto ao Rei Joaquim e as classes superiores de Jerusalm. Seu lar foi em Tel-abib, a principal colnia dos exilados, sobre o rio Quedar ou "Grande Canal" (1:1; 3:15) perto da cidade de Nipur, a sudeste da Babilnia. Ele tinha uma esposa muito amada, mas no trilha filhos (24:16-18). Ao que parece, era uma pessoa respeitada e seu lar se tomou lugar de reunio dos ancios exilados (3:24; 8:1; 14:1; 20:1). Em conseqncia a uma magnfico teofania (1:4-28), ele foi convocado a m o porta-voz e atalaia de Deus junto aos exilados (caps. 2; 3). Seu ministrio estendeu-se do ano quinto do exlio de Joaquim, em 592 A.C., ao ano vigsimo stimo, 570 A.C. (1: 2; 29: 17). Antes da queda de Jerusalm em 586 A.C., ele era principalmente um pregador do arrependimento e juzo (caps. 1-24). A um povo rebelde, inclinado para a idolatria, e susceptvel ao ambiente pago, ele trouxe constantes advertncias (2:3 e segs.; 3:4-11; 13; 14:1 e segs.; 18:2, 25; 20:1 e segs.). Ele fez os exilados se lembrarem de que as pessoas que ainda viviam em Jerusalm apegavam-se falsamente inviolabilidade do Templo e da terra (11:1-15), e protelavam indefinidamente o dia da retribuio (12:21-28 ). Aos seus desesperados ouvintes, depois da queda de Jerusalm (24:21 e segs.; 33:10, 17; 37:11), ele veio a ser um consolador, um arauto da salvao, um expositor da necessidade da religio interior, um profeta do reajuntamento e o que previa a restaurao divina do Templo, dos cultos e da terra para um Israel redimido e purificado (33:11; 34; 36:25-31; 37; 40-48 ). Ele descrevia o juzo sobrevindo s naes hostis lideradas por Gogue e Magogue (caps. 38; 39), mas dava a entender que outros povos se convertiam, como, por exemplo, Sodoma e Samaria (16:53 e segs.), e previa muitas naes Se abrigando, como aves, sob o cedro piedoso, o Messias (17:22-24).

Ezequiel (Comentrio Bblico Moody) 5 Ezequiel transmitia sua mensagem por mtodos extraordinrios tais como alegorias (caps. 15; 16; 17:1-21; 19; 21:1-17; 23; 24:1-14), atos simblicos (4:1 - 5:4; 12:1-7, 17-20; 21:18-23; 24:3-5, 15 -24; 37:15-17) e vises (1:4-28; 2:9 - 3:3; 3:22, 23; 8-11; 37:1-10; 40-48 ). Quanto a Zacarias, e tambm Ezequiel, um anjo interpretador elemento destacado de suas vises (geralmente em 40-48; como, por exemplo, em 40:3-4; 43:6, 7; 47:1 e segs.). Imagens apocalpticas aparecem freqentemente (7:5-12; 20:33-44; 28:25, 26; 34:25-31; 36: 8-15, 33-36; 38; 39; 47:1-12). A maestria de Ezequiel em dominar muitos estilos de prosa e poesia demonstra seu cuidadoso preparo e reflexo. Durante a ltima gerao, mestres tm apresentado teorias muito diferentes em relao a Ezequiel: que tal pessoa no existiu e que o livro uma pseudoepigrafia de 230 A.C. (C.C. Torrey); que ele viveu no tempo de Manasss, era nativo do Israel do Norte, e que se dirigiu dispora assria (James Smith); que todo o seu ministrio foi na Palestina (Hemtrich, Harford); que ele exerceu parte do seu ministrio na Palestina, mas que, depois de 586 A.C., esteve na Babilnia (Bertholet, Auvray, Van den Born, Oesterley e Robinson); que teve diversas residncias (I.G. Matthews, Fisher, Freedman); e que ele foi um israelita do norte de 400 A.C. (Messel). A incapacidade dos mestres de apresentarem uma teoria superior ao tradicional ponto de vista, mais as devidas evidncias, prova que no h necessidade de mudana com referncia residncia de Ezequiel (Cons. Carl G. Howie, "The Residence of Ezekiel", em The Date and Composition of Ezekiel, pgs. 5-26). Tem-se feito tentativas de provar que Ezequiel era psicopata. E.C. Broome, escrevendo sobre "Ezekiel's Abnormal personality" (JBL, 65, 1946, pgs. 272-292), diagnosticou que ele sofria de esquizofrenia catatnica ou paranica! Howie comparou cuidadosamente as pseudoevidncias da esquizofrenia de Ezequiel com os paralelos entre Ezequiel e outros msticos ("Aspectos Psicolgicos de Ezequiel e Sua Profecia", op, cit., pgs. 69-84). Ele destaca o absurdo de um estudante de

Ezequiel (Comentrio Bblico Moody) 6 psiquiatria no profissional reivindicar sucesso na psicanlise de uma pessoa que j morreu h 2500 anos! Diz Howie: "Ezequiel . . , foi