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  • 1 | Projeto Medicina www.projetomedicina.com.br

    Exerccios com Gabarito de Geografia Amrica do Sul

    1) (Fuvest-1998) "Menino travesso: El Nio retorna mais poderoso e ameaa enlouquecer o tempo em todo o mundo". (Revista Veja 27/08/97 p. 42-43) A notcia acima exemplifica a ampla cobertura da mdia sobre esse fenmeno, geralmente relacionado : a) atuao inesperada da massa de ar mida que, ao esfriar as guas do Oceano Pacfico, eleva os ndices de evaporao e intensifica as chuvas de mones no SE asitico. b) presena de correntes martimas com baixas temperaturas na costa ocidental americana, justificando a diminuio dos cardumes no Chile e as estiagens no SE do Brasil e dos EUA. c) inverso trmica ocenica que aquece parte das guas superficiais do Pacfico, aumenta o nmero de tempestades martimas e desregula os ndices de chuva na regio tropical. d) temporada de furaces e episdios de secas nas costas ocidentais americanas, devido ao aumento da fora dos ventos tropicais que sopram da sia em direo Amrica do Sul. e) formao de ondas que trazem tona as guas mais frias do fundo do Oceano Pacfico, intensificando os ndices de aridez no Peru e Sul do Brasil e as inundaes na sia tropical. 2) (FGV-2003) Assim o Peru. Um pas que s quem se aventura em conhec-lo por dentro capaz de descrever a beleza de sua selva, de suas montanhas cobertas de neve, de seus desertos de cores variadas, de seus exuberantes vales e de seus rios de muitas correntezas, que sangram as montanhas ao longe como se fossem grandes artrias brancas encravadas na terra. Fonte: www.embperu.org.br Dentre os fatores responsveis pela diversidade de paisagens encontradas no Peru, pode-se destacar a: A) grande extenso de seu territrio no sentido Sul-Norte, favorecendo grandes variaes climticas e mudanas na paisagem. B) constante influncia do El Nio, provocando mudanas climticas peridicas que influenciam a distribuio da vegetao do pas. C) influncia das correntes martimas frias, provocando o aumento da pluviosidade mdia e o aparecimento de uma vegetao tropical. D) variao extrema do relevo em funo da presena da Cordilheira dos Andes, cuja altitude influencia a pluviosidade e cria climas e paisagens azonais.

    E) irregularidade da ocorrncia dos ventos alsios, que carregam a umidade do Oceano Pacfico e influenciam a distribuio da vegetao. 3) (Vunesp-2003) A Amaznia se estende desde a cordilheira andina at o Norte brasileiro, recoberta por um mosaico de formaes florestais. Fora do territrio brasileiro, a floresta amaznica encontrada nos pases: (A) Suriname, Colmbia, Venezuela, Peru, Bolvia e Paraguai. (B) Equador, Suriname, Venezuela, Colmbia, Peru e Bolvia. (C) Guiana Francesa, Suriname, Venezuela, Colmbia, Peru e Bolvia. (D) Venezuela, Guiana Francesa, Colmbia, Peru, Bolvia e Paraguai. (E) Guiana Francesa, Suriname, Venezuela, Equador, Peru e Bolvia. 4) (UFSCar-2004) A cordilheira dos Andes e o planalto Meridional brasileiro representam duas das mais importantes estruturas de relevo da Amrica do Sul. A origem geolgico-geomorfolgica de cada uma dessas estruturas, pela ordem, : A) Cadeia orognica do Tercirio, com formao ligada tectnica das placas/rea de sedimentao Paleozica, com depsitos vulcano-Mesozicos. B) Cadeia orognica do Arqueozico, com formao ligada ao vulcnica/rea de fraturas e falhas, ligada formao do oceano Atlntico. C) Cadeia sedimentar Quaternria, com formao ligada tectnica das placas/rea sedimentar Cenozica, com predomnio de depsitos fluvio-elicos. D) Cadeia do Tercirio, com formao ligada aos movimentos epirogenticos/rea cristalina Arqueozica, com presena de depsitos aluvionais recentes. E) Cadeia orognica do Arqueano, com formao ligada atividade vulcnica/rea cratnica Paleozica, com predomnio de depsitos metamrficos e magmticos. 5) (VUNESP-2009) A retirada da Laguna Formao de um corpo de exrcito incumbido de atuar, pelo norte, no alto Paraguai Distncias e dificuldades de organizao. Para dar uma idia aproximada dos lugares onde ocorreram, em 1867, os acontecimentos relatados a seguir, necessrio lembrar que a Repblica do Paraguai, o Estado mais central da Amrica do Sul, aps invadir e atacar simultaneamente o Imprio do Brasil e a Re- pblica

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    Argentina em fins de 1864, encontrava-se, decorridos dois anos, reduzida a defender seu territrio, invadido ao sul pelas foras conjuntas das duas potncias aliadas, s quais se unira um pequeno contingente de tropas fornecido pela Repblica do Uruguai. Do lado sul, o caudaloso Paraguai, um dos afluentes do rio da Prata, oferecia um acesso mais fcil at a fortaleza de Humait, que se transformara, graas sua posio especial, na chave de todo o pas, adquirindo, nesta guerra encarniada, a importncia de Sebastopol na campanha da Crimia. Do lado da provncia brasileira de Mato Grosso, ao norte, as operaes eram infinitamente mais difceis, no apenas porque milhares de quilmetros a separam do litoral do Atlntico, onde se concentram praticamente todos os recursos do Imprio do Brasil, como tambm por causa das cheias do rio Paraguai, cuja poro setentrional, ao atravessar regies planas e baixas, transborda anualmente e inunda grandes extenses de terra. O plano de ataque mais natural, portanto, consistia em subir o rio Paraguai, a partir da Repblica Argentina, at o centro da Repblica do Paraguai, e em desc-lo, pelo lado brasileiro, a partir da capital de Mato Grosso, Cuiab, que os paraguaios no haviam ocupado. Esta combinao de dois esforos simultneos teria sem dvida impedido a guerra de se arrastar por cinco anos consecutivos, mas sua realizao era extraordinariamente difcil, em razo das enormes distncias que teriam de ser percorridas: para se ter uma idia, basta relancear os olhos para o mapa da Amrica do Sul e para o interior em grande parte desabitado do Imprio do Brasil. No momento em que comea esta narrativa, a ateno geral das potncias aliadas estava, pois, voltada quase exclusivamente para o sul, onde se realizavam operaes de guerra em torno de Curupaiti e Humait. O plano primitivo fora praticamente abandonado, ou, pelo menos, outra funo no teria seno submeter s mais terrveis provaes um pequeno corpo de exrcito quase perdido nos vastos espaos desertos do Brasil. Em 1865, no incio da guerra que o presidente do Paraguai, sem outro motivo que a ambio pessoal, suscitara na Lpez, Amrica do Sul, mal amparado no vo pretexto de manter o equilbrio internacional, o Brasil, obrigado a defender sua honra e seus direitos, disps-se resolutamente luta. A fim de enfrentar o inimigo nos pontos onde fosse possvel faz-lo, ocorreu naturalmente a todos o projeto de invadir o Paraguai pelo norte; projetou-se uma expedio deste lado. Infelizmente, este projeto de ao diversionria no foi realizado nas propores que sua importncia requeria, com o agravante de que os contingentes acessrios com os quais se contara para aumentar o corpo de exrcito expedicionrio, durante a longa marcha atravs das provncias de So Paulo e de Minas Gerais, falharam em grande parte ou desapareceram devido a uma epidemia cruel de varola, bem como s deseres que ela motivou.

    O avano foi lento: causas variadas, e sobretudo a dificuldade de fornecimento de vveres, provocaram a demora. S em julho pde a fora expedicionria organizar-se em , no alto Paran (a partida do Rio de Janeiro ocorrera em Uberaba abril); contava ento com um efetivo de cerca de 3 mil homens, graas ao reforo de alguns batalhes que o coronel Jos Antnio da Fonseca Galvo havia trazido de Ouro Preto. No sendo esta fora suficiente para tomar a ofensiva, o comandante-em-chefe, Manoel Pedro Drago, conduziu-a para a capital de Mato Grosso, onde esperava aument-la ainda mais. Com esse intuito, o corpo expedicionrio avanou para o noroeste e atingiu as margens do rio Paranaba, quando lhe chegaram ento despachos ministeriais com a ordem expressa de marchar diretamente para o distrito de Miranda, ocupado pelo inimigo. No ponto onde estvamos, esta ordem tinha como conseqncia necessria obrigar-nos a descer de volta at o rio Coxim e em seguida contornar a serra de Maracaju pela base ocidental, invadida anualmente pelas guas do caudaloso Paraguai. A expedio estava condenada a atravessar uma vasta regio infectada pelas febres palustres. A fora chegou ao Coxim no dia 20 de dezembro, sob o co-mando do coronel Galvo, recm-nomeado comandante-em-chefe e promovido, pouco depois, ao posto de brigadeiro. Destitudo de qualquer valor estratgico, o acampamento de Coxim encontrava-se pelo menos a uma altitude que lhe garantia a salubridade. Contudo, quando a enchente tomou os arredores e o isolou, a tropa sofreu ali cruis privaes, inclusive fome. Aps longas hesitaes, foi necessrio, enfim, aventurarmonos pelos pntanos pestilentos situados ao p da serra; a coluna ficou exposta inicialmente s febres, e uma das primeiras vtimas foi seu infeliz chefe, que expirou s margens do rio Negro; em seguida, arrastou-se depois penosamente at o povoado de Miranda. Ali, uma epidemia climatrica de um novo tipo, a paralisia continuou a dizimar a tropa.reflexa, Quase dois anos haviam decorrido desde nossa partida do Rio de Janeiro. Descrevramos lentamente um imenso circuito de 2112 quilmetros; um tero de nossos homens perecera. (VISCONDE DE TAUNAY (Alfredo dEscragnolle-Taunay). A retirada da Laguna Episdio da guerra do Paraguai. Traduo de Sergio Medeiros. So Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 35 a 41.) Com base na leitura do texto A retirada da Laguna, de Alfredo dE.-Taunay, identifique o pas agressor e aqueles que se uniram para lutar contra ele. O que possvel inferir sobre o significado do trecho do stimo pargrafo , mal amparado no vo pretexto de manter o

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    equilbrio internacional que, segundo o autor, explica os motivos da luta? 6) (Fuvest-1995) Apesar da industrializao, os pases latino-americanos no conseguiram ainda romper o elevado grau de depen