ética e direitos humanos

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  • APOSTILAS OPO A Sua Melhor Opo em Concursos Pblicos

    tica e Direitos Humanos A Opo Certa Para a Sua Realizao 1

    tica e Direitos Humanos: Conceitos bsicos: Moral e tica, senso e juzo morais, virtude e carter, autonomia e responsabilidade; tica e vida pblica: natureza da poltica, instituies pblicas, esta-do e cidadania; cargo pblico: poder, responsabilidade e prestao de contas pbli-cas (Accountability) - gesto, orientao e controle; cargos de carreira: conduta no servio pblico, tipos de regras de conduta e princpios bsicos da conduta do servidor pblico - profis-sionalismo, decoro e civilidade. Declarao Universal dos Direitos Humanos; Os 10 princpios universais do Pacto Global.

    O que tica e Moral:

    No contexto filosfico, tica e moral possuem diferentes significa-dos. A tica est associada ao estudo fundamentado dos valores morais que orientam o comportamento humano em sociedade, enquanto a moral so os costumes, regras, tabus e convenes estabelecidas por cada sociedade.

    Os termos possuem origem etimolgica distinta. A palavra tica vem do Grego ethos que significa modo de ser ou carter. J a palavra moral tem origem no termo latino morales que significa relativo aos costumes.

    tica um conjunto de conhecimentos extrados da investigao do comportamento humano ao tentar explicar as regras morais de forma racional, fundamentada, cientfica e terica. uma reflexo sobre a moral.

    Moral o conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas conti-nuamente por cada cidado. Essas regras orientam cada indivduo, norte-ando as suas aes e os seus julgamentos sobre o que moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau.

    No sentido prtico, a finalidade da tica e da moral muito semelhan-te. So ambas responsveis por construir as bases que vo guiar a condu-ta do homem, determinando o seu carter, altrusmo e virtudes, e por ensinar a melhor forma de agir e de se comportar em sociedade.

    Senso Moral, Consciencia Moral, Juizo de Fato, Juzo de Valor.

    O senso moral atua quando uma pessoa movida a agir por causa dos seus sentimentos ao prximo, pelos seus valores e ainda pelo sentimento de igualdade entre si e o prximo, ou seja, o senso moral leva uma pessoa a agir imediatamente. Como exemplo, muitas vezes somos levados por impulso ou por uma emoo forte, fazemos alguma coisa e depois nos arrependemos, sentimos remorso ou culpa? Ou outras vezes somos toma-dos pelo horror diante da violncia: chacina de seres humanos e animais, linchamentos, assassinatos brutais, estupros, genocdio e torturas. Com frequncia, ficamos indignados ao saber que um inocente foi injustamente acusado e condenado, enquanto o verdadeiro culpado permanece impune. Todos esses sentimentos exprimem o nosso senso moral, a avaliao de nosso comportamento segundo ideias como as de certo e errado.

    A conscincia moral atua na tomada de decises relacionadas ao com-portamento da pessoa, pois necessita tomar decises relacionadas a si prprio e a outras pessoas, de forma que seja responsvel por estas e ainda assuma as consequncias de tais decises. O discernimento promo-ve a relao entre os meios e os fins que auxilia na distino de reaes morais e imorais. Em resumo: "a conscincia moral o lugar onde se tornam claro os valores morais para a pessoa e onde se fazem deles a aplicao s suas situaes concretas." (M. Vidal. Caminhos para a tica Crist. p. 81)

    Juzos de fato so aqueles que dizem o que as coisas so, como so e por que so. Juzos de valor, ao ver de cada um, avaliam pessoas, aes, experincias, acontecimentos, sentimentos, estados de esprito, intenes e decises como bons ou maus, desejveis ou indesejveis. Portanto um argumento sem anlise, ideolgico e at chega a ser imoral como asseve-rou Max Weber. COC Expresso

    Senso moral quando participamos de movimentos que favoream a solidariedade em vrias aes para o bem de uma sociedade.

    Conscincia moral ter noo das nossas aes, pois exigem que se-ja decidido em prtica o bem e ter cincia de suas consequncias.

    Os dois juntos justificam o desejo de afastar a dor e o sofrimento para alcanar a satisfao.

    Juzo de fato so aqueles que dizem o que so as coisas, como so e porque so. Esto presentes no nosso dia a dia e na cincia.

    Juzo tico de valor normas que determinam o dever de nossos sen-timentos e comportamentos demonstrando o bem, o mal, quais so as nossas intenes para alcanarmos a felicidade. Vanessa Vaz

    Virtude uma qualidade moral particular. Virtude uma disposio es-tvel em ordem a praticar o bem; revela mais do que uma simples caracte-rstica ou uma aptido para uma determinada ao boa: trata-se de uma verdadeira inclinao.

    Virtudes so todos os hbitos constantes que levam o homem para o bem, quer como indivduo, quer como espcie, quer pessoalmente, quer coletivamente.

    A virtude, no mais alto grau, o conjunto de todas as qualidades es-senciais que constituem o homem de bem. Segundo Aristteles, uma disposio adquirida de fazer o bem,e elas se aperfeioam com o hbito.

    Carter um termo usado em psicologia como sinnimo de personalidade. Em linguagem comum o termo descreve os traos morais da personalidade.

    Sobretudo as escolas da caracteriologia alem e franco-holandesa es-foraram-se por dar aos dois termos (personalidade e carter) um significa-do diferente, sem que, no entanto, se chegasse a um consenso. Ren Le Senne, por exemplo, prope a seguinte distino : Carter refere-se ao conjunto de disposies congnitas, ou seja, que o indivduo possui desde seu nascimento e compe, assim, o esqueleto mental do indivduo; j personalidade, definida como o conjunto de disposies mais "externas", como que a "musculatura mental" - todos os elementos constitutivos do ser humano que foram adquiridos no correr da vida, incluindo todos os tipos de processo mental.

    A autonomia tem ganhado muito espao nos sistemas gerenciais atu-almente. O incentivo para que as equipes tenham liberdade para tomar certas decises sem recorrer ao gestor uma medida para que as ativida-des sejam mais dinmicas, sem os entraves burocrticos. Realmente, os ganhos dessa mudana de postura so bastante claros e expressivos. No atendimento ao cliente, por exemplo, possvel identificar e solucionar um problema no momento em que so realizadas as vendas, evitando no curto prazo, manchas na imagem da empresa decorrentes de reclamaes. Em linhas de produo, tambm de suma importncia esse tipo de compor-tamento, afinal, caso ocorra alguma falha durante a produo, se identifica-da a tempo, o funcionrio com autonomia poder corrigir o problema ade-quadamente, evitando que todo um lote saia prejudicado, salvando a em-presa de um prejuzo a posteriori.

    Mas, no basta apenas incluir o empowerment como estratgia da em-presa, pelo simples fato de economizar tempo e dinheiro na soluo de problemas. Para que esses princpios sejam bem empregados, preciso que os funcionrios que recebero essa responsabilidade estejam prepara-dos e tenham domnio da funo que exercem. O conhecimento de deter-minada funo, por si s, tambm no pode ser requisito para a autonomia, pois o funcionrio precisa conhecer todas as atribuies daquela rea, para que suas intenes no tenham consequncias prejudiciais a outras reas. Sim, no basta solucionar aqui, e l na frente surgir um novo problema, pois isso seria o mesmo que enviar o problema para que outro setor resol-va. E ai acaba a viso de conjunto, uma vez que somente uma rea beneficiada, enquanto a empresa no todo prejudicada. Assim, ao optar por adotar o empowerment, necessrio que seja muito bem planejado e que se faam investimentos em treinamento e desenvolvimento.

    interessante tambm que as reas que sofrero essa mudana de postura, sejam estruturadas em clulas, e que os membros desses grupos possam se revezar entre si, para que todos conheam os detalhes daquele sistema. Digo, por experincia prpria, que essa estrutura oferece um enri-quecimento profissional enorme, pois passamos a compreender melhor toda a dinmica por trs daquele processo que realizamos. Alm disso, propor-

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    tica e Direitos Humanos A Opo Certa Para a Sua Realizao 2

    ciona certa independncia da rea, visto que o resultado no ser prejudica-do porque aquele nico funcionrio que sabe tudo est doente e no foi trabalhar. Mas ateno, o empowerment no significa que a equipe no vai mais se reportar a um gestor. Pelo contrrio, o gestor nesse caso, passa a ser um guia, um coordenador, conduzindo a equipe da maneira mais ade-quada, passando a trabalhar em conjunto. Fao esse alerta, pois j soube de situaes nas quais os gestores ficam na matriz, e tentam que suas reas nas filiais se reportem diretamente a ele, sem que as equipes tenham um lder na sua regio. Se os profissionais no estiverem 100% treinados e preparados para atuarem sozinhos, isso no ser vivel no curto prazo, afinal os funcionrios perdero muito mais tempo se tiverem que ligar para seu chefe toda vez que surgir um problema, e ainda aguardar quando pode-ro se atendidos. No obstante, a empresa precisa ter sua estrutura adapta-da para esse sistema, pois se exigir que toda a documentao ou aprovao de algum projeto seja assinada imediatamente pelo gestor, a economia de tempo (e dinheiro) vai toda "por gua abaixo". Aplicar o empowerment no simplesmente aumentar a autonomia de seus funcionrios, preciso que seja feito um estudo e um planejamento da estrutura da empresa e da capacidade de seus funcionrios, para que dessa forma, a economia de tempo e dinheiro esteja refletida nos resultados e na satisfao de seus clientes. http://www.administradores.com.br/

    tica no Servio Pblico Este artigo, fruto de uma intensa atividade de reflexo escrita de

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