especializacao painel medos urbanos e midia

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  • 1. CURSO DE ESPECIALIZAO EM FUNDAMENTOS DA EDUCAO: PRTICAS PEDAGGIAS DISCIPLINA: MDIA CULTURA E IMAGINRIO URBANO PROFESSORA: ELIETE Helio Souza Jos Miranda

2. MEDOSURBANOS E MDIA: O imaginrio sobre juventude e violncia no Brasil atual. 3. Estetrabalho objetiva discutir a cultura e a indstria do medo no Brasil atual, atravs da relao entre juventude e violncia, e avaliar as consequncias dessa correlao por meio das proposies levantadas pela mdia brasileira no imaginrio nacional. 4. VIOLNCIA, PesquisasPOBREZA E JUVENTUDEdesenvolvidas em bairros populares de vrias capitais brasileiras apontam o crescimento da vulnerabilidade dos jovens e as ameaas segurana pessoal no cotidiano de suas existncias. 5. Apontamtambm para o aumento das transgresses entre os jovens habitantes dos bairros populares. A incerteza quanto ao futuro, a ineficcia ou pouco eficcia das polticas sociais de incluso, a violncia social que os exclui, atravs de uma cultura do medo que os considera marginais perigosos, a serem evitados e, s vezes, exterminados, banaliza o teor social de incerteza presente nas atitudes dos jovens e para os jovens pobres, aumentando a excluso e fazendo crescer suas atitudes agressivas e nas relaes entorno. 6. Dadosapresentados pelo Programa das Naes Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) revelam que, no ano de 2007, um pouco mais de 40 mil pessoas foram assassinadas no pas. O que equivale a 11% dos homicdios ocorridos no mundo, em uma populao que responde apenas a 2,8% da populao mundial. 7. Homicdios na Populao Jovem. 8. Mortes por arma de fogo 9. INDSTRIAE CULTURA DO MEDO Por indstria do medo se designa os gastos e investimentos em segurana privada. Os jovens so os que mais sofrem como vtimas ou executores dos investimentos macios com a indstria do medo no pas. A partir de um levantamento rpido nas notcias sobre homicdios e execues sumrias, arbitrrias e extrajudiciais no Brasil, entre dezembro de 2001 e novembro de 2007, nota-se que 5.987 crianas e adolescentes morreram na cidade do Rio de Janeiro, por ferimentos bala (Jornal do Comrcio, 02/09/2007). 10. Asexecues sumrias no Brasil e a proliferao de grupos de extermnio so resultados sinistros dos pesados investimentos na poltica de segurana privada ocorrida no pas, durante o perodo ditatorial, sobretudo no seu perodo mais soturno na dcada de 70 do sculo passado (CALDEIRA, 1991). 11. Omedo do outro parece enclausurar os indivduos, sobretudo de classe mdia, que tm ampliadas as dificuldades de relacionamento com os outros, considerados possveis malfeitores, aumentando o sentimento de solido (ELIAS, 1990, 1993 e SENNET, 1998). 12. CULTURA DeDO MEDO E JUVENTUDEacordo com uma pesquisa que busca traar o perfil da juventude brasileira, realizada pelo Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), 63% dos entrevistados nas capitais e regies metropolitanas brasileiras, com idade entre 15 a 24 anos, demonstraram preocupao com a violncia e com a falta de segurana no pas (Jornal do Comrcio, 02/02/2010). 13. Acultura do medo constri, assim, uma barreira invisvel que separa as pessoas e as isola, fazendo-as temer a tudo e a todos e nunca confiar no outro. Entre os jovens, esse embarao ganha contornos mais ntidos, associado que est a um distanciamento maior e cada vez mais alongado do poder de consumo, que vai desde o tempo e a qualidade da educao formal, questo da insero no mercado de trabalho precoce e cada vez mais difcil, at a aquisio de objetos de moda. 14. Vriasreportagens na mdia nacional do destaque a grupos de jovens de classe mdia alta, envolvidos em espancamentos e lutas corporais, por motivos banais, em todas as capitais dos estados brasileiros. importante frisar que a violncia juvenil sempre existiu nas classes mdias urbanas do pas, como os casos marcantes do estupro e morte de Aida Cury, no Rio de Janeiro, e Aracele, em Braslia, com grande visibilidade pela mdia e comoo nacional. 15. O Jornal do Comrcio, na semana de 23 a 29 de maio de 2004, publicou uma srie de reportagens sobre a cultura da violncia em Pernambuco, intitulada Anatomia da Violncia. A srie, publicada no dia 25/05/04, discute a questo da Justia pelas prprias mos e revela que, dos crimes praticados em Pernambuco, em 2004, mais de cinquenta por cento foram motivados por questes banais e por vingana pessoal. 16. O mesmo acontecendo no balano sobre A violncia e os Jovens, publicado no mesmo jornal, em 25 e 26/07/11: o balano levanta o problema da falncia do sistema criminal do estado de Pernambuco e do pas, pela morosidade e inoperncia, levando descrena da populao sobre ela e aumentando a quantidade de aes que visam justia pelas prprias mos, atravs da vingana pessoal. 17. Martinse Telarolli, (2004, p. 81) discutem, por sua vez, as razes pelas quais os jovens no permanecem ou optam pela criminalidade em uma sociedade movida pela cultura e indstria do medo, como a brasileira atual. Para elas, na medida em que os jovens envolvidos ou potencialmente sujeitos a aes de risco vo tendo oportunidades de repensar e, concomitantemente, de ingressar em outros espaos culturais de sociabilidade, o sentimento de pertencer a uma rede de violncia, ou a grupos e gangues onde a violncia seja a regra, tende a perder a importncia. 18. REFERNCIASBIBLIOGRFICAS http://www.scielo.br/pdf/se/v26n3/03.pdf Acesso em 27/09/2013. http://mapadaviolencia.org.br/pdf2012/mapa 2012_cor.pdf Acesso em 27/09/2013. http://mapadaviolencia.org.br/pdf2013/mapa 2013_homicidios_juventude.pdf Acesso em 27/09/2013. http://www.youtube.com/watch?v=io9mmwt15A Acesso em 27/09/2013. http://mapadaviolencia.org.br/pdf2013/Mapa Violencia2013_armas.pdf Acesso em 27/09/2013