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  • Eram os Deuses Astronautas? Erich von Dniken

    APRESENTAO (JOO RIBAS DA COSTA)

    Jung e seus discpulos parecem acreditar que certas recordaes csmicas tem sido transmitidas de gerao em gerao e influenciam, at hoje, os sonhos dos homens.

    Por outras palavras: em maior ou menor grau, cada ser humano leva consigo a memria da espcie. Quase totalmente inibida, manifesta se parcial e esporadicamente em sonhos, revelando se mais ativa, e de maneira muito especial, em determinadas pessoas.

    Nessa ordem de idias, seriam exemplos de tais indivduos excepcionais e privilegiados homens como Plato, Leonardo Da Vinci, Dante, Swift ou Vtor Hugo. As revelaes de Plato sobre a discutida Atlntida; as estupendas realizaes de Da Vinci, que o colocaram muito frente de sua poca; a minuciosa descrio do Cruzeiro do Sul, feita por Dante 200 anos antes que os navegadores da Renascena vissem, pela primeira vez, aquela constelao; a enumerao dos satlites de Marte, a especificao de suas dimenses e de suas rbitas peculiarssimas, 150 anos antes que Asaph Hal os descobrisse; os combates e outras peripcias de gigantes, que integram La Lgende des Sicles... tudo isso no seria produto genial de vivssima imaginao mas apenas aproveitamento de memrias atvicas, particularmente claras, de um passado cujos registros na maior parte se perderam.

    Mas, por todo o globo terrestre, avultam vestgios muito mais concretos do que simples sonhos, e que gritantemente nos afirmam a realidade de um maravilhoso passado a recordar. So monumentos e realizaes que a Histria conhecida absolutamente no explica e, muito menos, justifica: a origem e a finalidade de Stonehenge; as caractersticas incrveis da Pirmide de Quops, e os insondveis propsitos de seus construtores; os misteriosos balizamentos de 250 metros de altura, entalhados, em altas penedias do Pacifico oriental; os maravilhosos calendrios maias; objetos de platina ou alumnio, velhos de milhares de anos, que no poderiam ter sido fabricados sem certas tcnicas s agora disponveis; relatos, inscries, relevos em pedra, cuja substncia e significado somente o progresso das ltimas dcadas permite interpretar... E tantos outros mistrios que desnecessrio seria enumerar porque deles esto cheias as pginas deste interessantssimo livro.

    Tem se a ntida impresso de que, da longa Histria Humana, s se conhece uma parte muito curta, a mais recente... o ltimo volume: os primeiros se perderam, ou no chegaram a ser escritos, o que improvvel. Para dizer a verdade, no se trata apenas de uma impresso, mas de certeza, pois se sabe, por outras fontes, cientificamente aceitas, que o Homo sapiens existe h dezenas de milhares de anos, dos quais a Histria s registra, e muito insatisfatoriamente, os ltimos seis milnios.

    O passado desconhecido sempre despertou intensa curiosidade, mas, tambm, acalorados debates. J Aristteles, contemporneo de Plato, mas muito mais moo que ele, considerava puro mito a decantada Atlntida. Isto no impediu que o relato chegasse at ns, como no arrefeceu a discusso do assunto no correr do tempo. H atualmente mais de 2.000 livros e 25.000 folhetos ou artigos dedicados exclusivamente a essa suposta, ou real, civilizao perdida.

  • A investigao pr-histrica hoje mais empenhada e mais dinmica do que em qualquer outra poca, porque as notveis realizaes da tecnologia moderna curiosamente vm fornecendo pistas cada vez mais ntidas do caminho a palmilhar na interpretao dos estranhos registros que nossos antepassados perpetuaram na rocha viva.

    O livro "Eram os Deuses Astronautas?" no pretende certamente substituir os volumes iniciais perdidos da Histria Universal. Mas uma provocao irresistvel ao debate. um corajoso desafio aos especialistas dos vrios ramos da Cincia, no sentido de que enfrentem juntos, de uma vez por todas, as inumerveis provas de que muito aconteceu na Antigidade e a Histria no registra, e lhes encontrem a verdadeira significao, seja ela qual for. S assim poderemos, afinal, saber ao certo o que fomos e o que realizamos no passado longnquo. Saberemos, ento, como, quando, em que e por que fracassamos em certo momento, a ponto de destruir, aparentemente da noite para o dia, todo o arcabouo da civilizao sobre a Terra.

    Ao faz-lo, no estaremos apenas satisfazendo uma natural curiosidade. Mais que isso, redescobriremos, talvez, imenso patrimnio cientfico, possivelmente uma diferente estrutura mental, e at, - quem sabe? - maravilhosas tcnicas, mais simples, mais eficientes e menos dispendiosas que as atuais. E - last but not least - talvez encontremos, nas convulses fatais desse passado agora morto, as lies de que tanto precisamos, para mais seguramente evitar catstrofes semelhantes no futuro.

    A iniciativa de editar e apresentar este livro no Brasil certamente no implica uma tomada de posio, mas consubstancia o propsito de contribuir para participao muito mais ampla neste apaixonante debate.

    Pode se recusar a tese do autor: direito que assiste a qualquer um. Mas, em matria de tal relevncia - pois a Histria passada e futura de nossa espcie que est em jogo - no basta rejeitar as hipteses dos que tm a capacidade e a coragem de as formular: cumpre, tambm, pesquisar, imaginar e defender sucessivamente novas hipteses que se afigurem melhores... at que um dia se consiga encontrar a Verdade.

    Nesta obra, von Dniken cita algumas passagens da Bblia que considera relacionadas com sua tese. Entretanto,no as erige em argumentos comprobatrios, no que alis faz muito bem, porque os Livros Sagrados no so, nem jamais pretenderam ser, fontes de informaes cientficas.

    Na abertura do Capitulo IV, o autor diz textualmente que "a Bblia certamente tem razo". Este o ponto de vista de von Dniken que o leitor dever ter em mente, ao longo do livro, especialmente diante de citaes ou comentrios que o autor, por amor brevidade, no desenvolve mais profundamente.

    Algumas de suas consideraes, na aparncia irreverentes, em realidade no o pretendem ser, e de fato no so. As mais autorizadas escolas modernas de exegese - como, por exemplo, L'cole Biblique de Jrusalem, dirigida por eminentes exegetas catlicos - admitem, sem hesitao, que o livro do Gnese, assim como os demais do Pentateuco, no pode ser totalmente atribudo a Moiss. Neles se pode seguir mais ou menos claramente o fio de quatro tradies diferentes - a javista, a elosta, a deuteronomista e a sacerdotal - todas respeitadas e integradas naqueles livros por numerosos colaboradores annimos, desde a era mosaica at os tempos de Exlio.

    Essas e outras circunstncias semelhantes explicam as repeties e os trechos discordantes efetivamente encontrados naqueles livros, cujo valor religioso no diminuem, antes robustecem, porquanto, malgrado as caractersticas que as distinguem, as vrias tradies registram essencialmente a mesma substncia, tm uma Origem certa e comum a todas elas, que remonta diretamente a Moiss.

  • O episdio dos "filhos de Deus", que se casaram com "filhas dos homens", citado pelo autor, de tradio javista e considerado, pelos exegetas, como de difcil compreenso. Os autores sagrados se referem a uma lenda popular sobre gigantes (os "Nephilim", que seriam OS Tits Orientais), nascidos da unio entre mortais e seres celestes. O judasmo mais tarde e quase todos os primeiros escritores da Igreja primitiva interpretaram como "anjos culpados" a expresso "filhos de Deus". S a partir do IV sculo, em funo de um conceito mais espiritual da natureza anglica, a literatura patrstica comeou a ver os "filhos de Deus" como a linhagem piedosa de Set, e os "filhos dos homens" como a descendncia depravada de Caim.

    Em conseqncia, a interpretao deste episdio, que von Dniken esboa, no contradiz a Bblia e at mais inocente que a inicialmente formulada pelos primeiros Padres da Igreja.

    "Eram os Deuses Astronautas?" fez grande sucesso na Alemanha, onde foram vendidos mais de 300.000 exemplares, entre fevereiro de 1968 e junho de 1969. J foi publicada a edio inglesa em Londres, a francesa em Paris, e o livro est sendo traduzido para vrios Outros idiomas.

    Dada a repercusso que tem causado nos mais cultos pases europeus, e tendo se em vista que no Brasil no se poupa esforo no sentido de ombrear em todos os campos com as naes mais adiantadas do mundo, de se esperar que este provocante livro ser recebido com interesse e entusiasmo pela grande maioria dos leitores brasileiros.

    So Paulo, dezembro de 1969

    JOO RIBAS DA COSTA

  • APRESENTAO (PROFESSOR FLVIO A. PEREIRA)

    ESTE LIVRO, para ser escrito - informa Erich von Dniken, na Introduo - precisou mobilizar uma grande coragem, "igualmente indispensvel a qualquer um que viesse a l-lo".

    E que dizer de quem se dispusesse a prefaci lo?...

    Dniken, ao longo dos seus doze captulos, prope nos cerca de 323 interrogaes. o quanto basta para situar a obra no rol dos livros polmicas.

    Acontece, porm, que os tempos so de reviso e contestao, de A at Z. O momento cultural de franca e progressiva efervescncia em todos os setores de todas as cincias, da matria e do esprito, do corpo e da sociedade, da histria e do instinto. Em particular, estes so anos de profundas modificaes das antigas interpretaes da Pr-Histria e Arqueologia, Histria Sagrada e Exegese Bblica.

    Pois surgiu, nos horizontes da contemporaneidade, uma nova espcie de Gnose, que vai crescendo com o estudo do realismo fantstico, do "impossvel", do "absurdo", do "anmalo", do "incongruente".

    (Mas quem no sabe que a Cincia oficial, vez por outra, tem criado obstculos ao progresso cientfico? Quem no aprendeu que Galileu foi condenado? dison apedrejado? Ford combatido? Santos Dumont menosprezado? Von Braun excomungado? Mendei marginalizado?... O Congresso da Sociedade para O Progresso da Cincia no chegou a declarar, em 1897, que o biso desenhado na caverna de Mouthe, descrito pelo ilustre Emile Rivire, havia sido desenhad