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  • ATENO DE ENFERMAGEM NA SADE MENTALProf Maria Jos Matos Santana

  • CONCEITO A psiquiatria de emergncia tornou-se uma subespecialidade da psiquiatria geral que requer habilidades especficas para lidar com situaes para as quais as intervenes teraputicas imediata freqentemente necessria.

    So quaisquer alteraes nos pensamentos, sentimentos ou comportamentos para as quais se faz necessrio atendimento rpido por representar risco significativo para pacientes ou para outras pessoas. O paciente pode estar em crise devido alguma doena fsica (como por exemplo, hemorragia cerebral), secundria substncias (por exemplo lcool, cocana), ou decorrente de doena mental (mania, esquizofrenia).

  • CONCEITOAs emergncias psiquitricas incidem igualmente em homens e mulheres, pessoas solteiras ou casadas; cerca de 20% dos pacientes que procuram o hospital por condio psiquitrica de emergncia so suicidas e 10% so violentos.

    Os diagnsticos mais comuns envolvem depresso e mania, esquizofrenia, dependncia de lcool e mais atualmente, dependncia de crack.

    Cerca de 40% dos pacientes atendidos em emergncias psiquitricas necessitam de internao.

  • OBJETIVOS DO ATENDIMENTOa)Estabilizao do quadro: deve-se estabelecer um sintoma-alvo a ser abordado e controlado. b)Estabelecimento de uma hiptese diagnstica: Mesmo que provisria.

    c)Excluso de uma causa orgnica

    d)encaminhamento

  • Definimos crise como a incapacidade do indivduo em lidar com o estresse por meio de mecanismos habituais.

    Quando se defronta com um problema novo ou insuportavelmente angustiante, responde com um temporrio estado de desequilbrio emocional.

    As reaes aos diversos agentes estressores dependem da capacidade emocional e fsica, varivel em cada indivduo.Assim definido, considera-se a crise uma situao de emergncia, em que a pessoa pe em risco sua prpria vida, a de outras pessoas e at a da equipe de socorro, em funo da desorganizao sbita ou rpida da capacidade de controlar seu prprio comportamento.ESTADO DE CRISE

  • PRINCIPAIS EMERGENCIAS1) Agitao Delirante Caracteriza-se por um quadro de ansiedade e agitao graves

    freqentemente acompanhados de delrios de contedo persecutrio ou megalomanaco, que s vezes se acompanham de vivncia alucinatria, geralmente auditivas.

    Geralmente o paciente est assustado, com intensa angstia em funo das manifestaes psicticas.

    importante criar um clima receptivo (uma atitude afetiva),mas no necessrio estar de acordo com os pensamentos delirantes do paciente, nem tampouco confrontar-se com eles, pois na maioria das vezes so irredutveis, porm fundamental ouvir o paciente.

  • PRINCIPAIS EMERGENCIASO uso dos antipsicticos freqentemente importante para diminuio da ansiedade. Nos casos de internao, onde o paciente recusa a medicao, pode ser necessrio a conteno mecnica no leito, temporariamente.

    importante alertar a equipe de enfermagem sobre o quadro e tambm para necessidade de vigilncia.

    Nesta fase os antipsicticos devem ser administrados preferencialmente na forma intramuscular, por ser de mais fcil utilizao evitando riscos na aplicao e tambm as flebites.

  • PRINCIPAIS EMERGENCIASO Haloperidol injetvel o mais freqentemente utilizado 01 ou 02 ampolas I.M., associado ou no a Prometazina I.M..

    Sempre que o paciente aceitar, o medicamento pode ser administrado via oral, Clorpromazina 100 mg. ou Levomepromazina, 01 a 02 comprimidos.

    Os Benzodiazepnicos no so as drogas de primeira escolha mas podem ser feitos via oral para ajudar na sedao, Diazepam 10 mg., 01 a 02 comprimidos.

    Devemos lembrar que o Diazepam faz efeito mais rapidamente na forma oral do que na forma IM.

  • PRINCIPAIS EMERGENCIAS2) Agitao Manaca/ O quadro faz parte da Doena Afetiva Bipolar ( Psicose Manaco Depressiva ).

    Caracteriza-se por importante aumento da psicomotricidade, humor eufrico, desinibido, podendo ter curso do pensamento acelerado com fuga de idias. Geralmente o perodo de sono est bastante reduzido, com vrias noites sem dormir ou dormindo poucas horas por dia sem sinais aparentes de cansao. freqente a exaltao fcil dos afetos principalmente com os familiares mais prximos. muito comum perda das inibies no campo da sexualidade e tambm projetos grandiosos com carter megalomanaco e gastos econmicos excessivos, ou grande irritabilidade.

  • PRINCIPAIS EMERGENCIASNa maioria dos casos a internao se impe, sendo necessrio o paciente ser protegido dele mesmo.

    necessrio uma atitude bastante diretiva.

    Os antipsicticos esto indicados, s vezes em doses altas, Haloperidol 30 a 40 mg. por dia, Clorpromazina 300 a 400 mg. por dia ou a Levomepromazina 200 a 300 mg. por dia.

  • PRINCIPAIS EMERGENCIAS.Muitas vezes a conteno mecnica no leito pode ser necessria, porm no deve ser usada como rotina, visto que pode produzir um ambiente de confronto em uma pessoa com fcil tendncia a exaltao e liberao de impulsos.

    importante alertar a enfermagem sobre a necessidade de vigilncia constante do paciente.

    O Ltio pode ser usado j na fase aguda, tendo tambm efeito profiltico

  • PRINCIPAIS EMERGENCIAS.3) Depresso Maior O humor est deprimido, freqentemente o discurso lento e no se conclui, pode haver choro imotivado, sentimentos de culpa sem justificativa, delirantes mesmo, anorexia, tendncia a isolamento, abandono das atividades dirias, inclusive dos cuidados de higiene. freqente ideao deliride de runa, acompanhada de pensamentos de morte. O risco de suicdio est freqentemente presente. Passado de tentativas de suicdio anteriores. importante escutar o que diz o paciente do seu estado. Deve-se falar claramente com o paciente do seus pensamentos de morte, evitar este assunto no costuma ser produtivo e pode aumentar a angstia do sujeito.

  • PRINCIPAIS EMERGENCIAS.Vigilncia e ateno psicolgica so fundamentais para enfrentar a situao. A enfermagem deve sempre ser alertada para o risco da situao e para a necessidade de vigilncia. Em quadros de risco eminente de suicdio deve ser considerada a hiptese de conteno mecnica no leito do paciente. O tratamento pode ser iniciado com medicao Benzodiazepnica e/ou hipno-indutores, posteriormente o mdico especialista pode iniciar os antidepressivos, j que estes tem resposta lenta ( 15 a 20 dias em mdia ), e em alguns casos devem ser usados com cautela pois podem produzir uma sbita virada para a sndrome manaca.

  • PRINCIPAIS EMERGENCIAS.H fatores que aumentam o risco de suicdio, como: depresso, alcoolismo, esquizofrenia, condies mdicas (doenas terminais, dor crnica, desfigurao.), fatores psicolgicos (impulsividade, dependncia), finalmente, se existiram tentativas anteriores, h risco maior de uma nova tentativa.

  • PRINCIPAIS EMERGENCIAS.4) Agitao psicomotora no especfica. ( Reaes neurticas, transtorno de personalidade, histeria )

    So os quadros mais variveis, podem ser reacionais, determinados por circunstncias familiares, conjugais ou da vida profissional. Freqentemente pensamentos e desejos inconscientes recalcados surgem na forma de sintomas, s vezes como converso motora, dissociao da conscincia na forma de "desmaios" ou "sncopes" ou automatismos.

  • PRINCIPAIS EMERGENCIAS.Geralmente os sintomas surgem de forma teatral e exagerada ( no devem ser entendidos como pura simulao ), outras vezes se manifestam como angstia difusa com reaes somticas de taquicardia, dispnia, mos frias, tremores, insnia, tonteiras.

    comum hostilidade para a equipe de atendimento, reaes explosivas tambm podem ocorrer, quando esses pacientes so desvalorizados nas suas queixas.

  • PRINCIPAIS EMERGENCIASFreqentemente no h indicao para hospitalizao, e algumas horas de repouso na emergncia podem ser o suficiente para contornar a "crise".

    A delimitao do quadro e posterior encaminhamento para o ambulatrio podem ser um bom incio da abordagem.

    Quadros mais severos com agitao intensa necessitam de medicao, sendo as drogas de escolha os Benzodiazepnicos, algumas vezes a hospitalizao de um dia ou dois pode ser necessria.

  • PRINCIPAIS EMERGENCIAS5) Estupor Catatnico - Bloqueio Psicomotor Catatnico O quadro se caracteriza por intensa inibio motora. Freqentemente a fala est completamente bloqueada, o corpo pode estar rgido, indiferena ao ambiente uma marca tpica do quadro.Muitas vezes o paciente permite ser conduzido passivamente ou at com obedincia automtica aos comandos. Mesmo no havendo exteriorizao um momento de intenso sofrimento psquico que se acompanha de vivncias alucinatrias e delirantes intensas. A expresso de um olhar vazio no infinito.

  • PRINCIPAIS EMERGENCIASUma atitude amistosa, com contato fsico carinhoso, algo maternal, podem ser importantes.

    O uso dos antipsicticos bastante discutido nestes casos, alguns alegam que podem agravar a inibio motora.

    A deciso pelo seu uso deve ser deixada para o especialista.

    importante orientar para os cuidados com alimentao, higiene e hidratao , se possvel oral .

  • 6) Sndrome Parkinsonide - ( Impregnao Neurolptica ) Quadro comum em pacientes em uso de neurolpticos. A histria do uso de antipsicticos associada a sinais de rigidez muscular, queixas da lngua estar enrolando, torcicolos, salivao intensa ou os olhos virarem-se para cima, confirmam o diagnstico. Alguns pacientes podem simular o quadro ou ento sensibiliz-los dando intensa dramaticidade ao que sentem. Prometazina ( Fenergan ) ou Biperideno ( Akineton ) injetveis I.M. produzem alvio rapidamente e revertem a situao em alguns minutos. Posteriormente ser necessrio um ajuste na dose do neurolptico ou mesmo sua substituio por outro com menos efeitos colaterais.

  • PRINCIPAIS EMERGENCIAS7) Psicoses Alcolicas ( Delirium Tremens, Alucinose Alcolica, Delrio de Cimes dos Bebedores