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15 a 21 de maro de 2013

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  • xtreR$2,00 www.novoextra.com.br MACEI - ALAGOAS ANO XIV - N 711- 15 A 21 DE MARO DE 2013a

    AO DO MP EX-DIRETORES DO

    TRIBUNAL DE CONTAS SERO ENQUADRADOS

    POR IMPROBIDADE P/ 6

    TRANSPARNCIA PREFEITURAS TERO AT

    MAIO PARA BOTAR NA INTERNET DADOS DAS RECEITAS E DESPESAS

    P/ 14

    Maria Eliza estaria inelegvel at 2016; ela tambm acusada de usar certido fraudulenta para se candidatar

    MORRE LEOPOLDO, IRMO DO EX-PRESIDENTE COLLOR P/2

    P/7

    MOVIMENTO PEDE CASSAO DA PREFEITA

    DE RIO LARGO

    CANAL DO SERTO DILMA GARANTE RECURSOS PARA

    MAIS 57 KM DA OBRA P/9 a 12

  • PrivatizaesDilma no age como membro de um partido. Observao de Luiz Carlos de Mendona Bsarros, ex-ministro do governo de Fer-nando Herique Cardoso (PSDB). Segundo ainda ele (Isto, edio 2240,). funcionrios pblicos no querem a privatizao porque uma moleza ser funcionrio pblico.

    Interesses1- J h uma possibilidade de que o Canal do serto seja utiliza-do em uma Parceria Pblico-Privada (PPP) do governo estadual. O problema foi levantado pelo jornalista Marcelo Firmino, em seu blog. O custo de manuteno do empreendimento - que ficou pron-to aps mais de R$ 1 bilho em investimentos - deve ser utilizado como desculpa para terceirizar a distribuio de gua.

    2- Como em tudo que privatizado - e as PPPs no fogem regra -, o produto pode se tornar muito caro para o consumidor. Assim, a distribuio de gua aos pequenos produtores pode acabar se to-rando algo invivel e o Canal do Serto ser utilizado apenas pelos grandes fazendeiros. preciso que o Ministrio Pblico e os demais rgos fiscalizadores fiquem atentos isso.

    Na CmaraNa Cmara municipal de Macei, transparncia uma promessa no cumprida desde h vrias gestes. Uma das provas o Portal da Transparncia, que nunca funcionou. Apesar disso, o vereador Chico Filho, atual presidente, garante que est disponibilizando as informaes para quem protocola o pedido no rgo.

    Na Assembleia J na Assembleia Legislativa, a palavra transparncia s existe nos dicionrios em alguns, j foi at riscada. Divulgao da folha salarial e dos contratos firmados pela Casa de Tavares Bastos algo quase que inimaginvel. A situao to crtica que os prprios deputados precisam ir Justia para ter acesso aos documentos.

    Golpe na praa O esquema Telexfree vem gerando polmica em todo pas. rgos federais j esto investigado casos de enriquecimento ilcito praticado por pessoas que lideram o que seria um golpe milion-rio. Vrios inocentes, dispostos a obter lucro rpido e fcil esto colaborando com a farsa. Em Alagoas o encontro dos membros do Telexfree acontece num hotel na orla de Macei.

    2 - extra - MACEI, ALAGOAS - 15 A 21 DE MARO DE 2013

    COLUNASURURU Jornalismo oposio. O resto armazm de secos e molhados

    (Millor Fernandes)

    O Canal do Serto retrata bem qual ser a serventia da obra no futuro. Mais que levar gua ao sertanejo, deve garantir voto em 2014. A observao entoada municpios afora das regies a serem beneficiada. O uso eleitoreiro hbito de mais de 20 anos e isso ficou claro na entrega dos primeiros 65 quilmetros dos 250 que o projeto proe.Deputados e senadores e at prefeitos estranhos na regio (eram do litoral) foram a gua Branca visando usufruir da autoria do Canal. Uma maioria que jamais enviou um centavo de recur-sos pblicos para a obra, mas j se declaram incentivadores do empreendimento. , da, lamentvel que um projeto proposto para dar sobrevida a milhares de alagoanos se torne plataforma de polcos sem escrpulos.

    Um Canal para as eleies

    DA REDAO

    Morre Leopoldo CollorO irmo mais velho do ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL), Leopoldo Collor de Mello morreu na sexta-feira (8) aos 72 anos no hospital A.C.Carmargo, em So Paulo. Leopoldo, que foi diretor regional da Globo Nordeste, deixa a mu-lher Regina e os filhos Isabel, Maria Beatriz e Henrique.Leopoldo teve papel ativo na disputa que elegeu seu irmo presi-dente em 1989. Os dois se afastaram depois do impeachment do ex-presidente em 1992.

    Papagaios de pirataO cerimonial do governo federal sofreu para organizar o posiciona-mento das autoridades em cima do palanque. Toda a classe poltica ali presente queria um lugar ao sol. Na realidade, uma cadeira ao lado da presidente Dilma ou do ministro Fernando Bezerra o im-portante era que ficasse na mira dos fotgrafos.

    TransparnciaQuase nenhum municpio alagoano est dando acesso aos docu-mentos pblicos, como determina a Lei de Acesso Informao (LAI). Os cidados ainda tm grandes dificuldades para coletar do-cumentos e ofcios nos rgos municipais, inclusive nas Cmaras de Vereadores. Uma das principais exigncias da Lei, a publicao dos salrios e contratos continua sendo secreta.

    Cabresto no voto.O ano, por estar vizinho de poca eleitoral, natural que haja insis-tncia mais forte de desentendi-mento entre legislativo e execu-tivo. Faz parte das preliminares que culminam com as coligaes partidrias e enfrentamentos in-dividuais gerados na reorganiza-o dos currais eleitorais munic-pios afora. Inclusive Macei.

    Renovao O PSDB discute renovao dos quadros para 2014. Mas em termos de Alagoas dirigentes do partido pressentem dificuldades em localizar um herdeiro aos Martrios com condies para sentar na cadeira de Teotnio Vilela. O senador Benedito de Lira (PP), apesar de estranho no ninho tucano, tenta ser o cara.

    Protesto na CmaraA vereadora Helosa Helena (Psol), ao lanar pr-candidatu-ra a Senadora por Alagoas no joga um balde de gua fria nas intenes de Marina Silva como postulante a presidncia da Re-pblica em 2014? Pergunta leva em conta que, conforme projeto da presidencivel, Helosa esteve cotada para ser candidata a Sena-dora pelo Rio de Janeiro.

    Segue a luta.Candidatos derrotados nas elei-es para a Cmara Municipal de Macei insistem em acreditar no dito popular de que esperana a ltima que morre. Acom-panham atentos tramitao da ao na Justia pr um veredicto camarada.

    NepotismoServidores insatisfeitos - ou sau-dosistas do passado? comentam haver nepotismo no primeiro escalo da Prefeitura de Macei. O torpedo tem como alvo a Se-cretaria de Sade e alcana como beneficiados genro e sogra com sobrenome forte na poltica do Agreste.

  • extra - MACEI, ALAGOAS - 15 A 21 MARO DE 2013 - 3

    JORGEOLIVEIRAarapiraca@yahoo.com Siga-me: @jorgearapiraca

    Dilma quebra loja de R$ 1,99

    Rio - Depois de inaugurar um trecho do Canal do Ser-to, obra que comeou h mais de trinta anos, a presi-dente Dilma falou um monte de bobagens, asneiras e chaves que mostram bem o seu despreparo para responder perguntas sobre a economia do pas em crise. A falta de ca-pacidade de dialogar com profundidade sobre os problemas, a imitao grotesca das metforas do Lula, que, apesar de semianalfabeto, era preparado pela escola da vida, conduzem a presidente ao ridculo, ao grotesco. Ao ser indagada por jornalistas sobre o PIB quase zero, ela se saiu com essa: O PIB no vai crescer porque achamos bonito que ele cresa. Vai crescer porque essencial para a melhoria de vida de cada brasileiro, sobretudo para assegurar que os jovens e as crianas desse pas tenham um futuro e um presente melhor que o nosso. Que coisa mais bvia e ululante, como j dizia Nelson Rodrigues.

    Meu Deus!, quanta bobagem sai da boca dessa senho-ra. Parece at que responde as indagaes sobre o pas com profundo desprezo, com desdm a quem pergunta, como se tivesse fazendo um grande favor ao povo brasileiro em falar sobre a crise econmica que se acelera no seu governo. a cabal demonstrao da prepotncia e da arrogncia de um chefe de governo que pensa ter transformado o Brasil numa capitania hereditria, dominada por um grupo de aloprados e ex-sindicalistas que dia e noite pilham os cofres pblicos, como constatou o Supremo Tribunal Federal ao condenar alguns deles por formao de quadrilha.

    Veja outra bobagem, aleivosia, da presidente: Um pas que tem um povo com a capacidade de resistir ao serto, tendo gua, oportunidades, universidades, escolas, rodovias, portos, um pas invencvel.

    A presidente nunca botou os ps no serto, a no ser quando estava fazendo seus programas pirotcnicos. Chegava de avio particular, andava sobre tapetes vermelho, gravava os programas e se mandava. Se conhecesse a realidade do Nordeste estorricado do sol, Dilma no falava tanta impro-priedade, tanta besteira de uma tacada s: gua, rodovias, portos, universidades, escolas. tudo isso que o Brasil da Dilma ainda reclama, mas seus auxiliares, criados sobre o frescor do ar-condicionado de Braslia teimam em reafirmar que tudo isso existe e funciona. Os rapazes no se deram nem ao luxo, antes de orientar a presidente, de pesquisar em que estado botaram os ps. Se assim o fizesse, iria verifi-car que era o mais carente e o mais indigente do Brasil. Em Alagoas, os ndices de misria so absolutos: os alunos no tm escolas, o estado campeo na morte de mulheres e de homossexuais, detm os maiores ndices de criminalidade, as crianas vivem e morrem viciadas consumidas pelo crack e dezenas de municpios enfrentam a pior seca dos ltimos anos gerando um povo raqutico, analfabeto e faminto. Esse, sim, dona Dilma, um povo invencvel. Um povo que vive mngua e que ainda sobrevive porque o seu governo continua distribuindo esmolas parta transform-lo em cabos eleitorais para perpetu-los no poder.

    DeusAgora no existe mais dvida: Deus mudou-se para Argentina. At essa proeza o PT conseguiu.

    FloresMas nem tudo correu como se imaginava na visita da presidente a Alagoas. Um grupo mais consciente, que reprova os tostes da bolsa misria, vaiou a Dilma. Foi ao local da inaugurao do trecho do Canal do Serto e repudiou a visita da presidente num ato de coragem, de civismo. Fechou estradas e mostrou cartazes de insatis-fao ao governo do PT que s se lembra do Nordeste na poca de eleio.

    CriseA crise bate s portas do pas, mas os petistas