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  • Esporte

    JORNAL

    INFORMANTE FarroupilhaAno V - Edio 25016 de novembro de 2012R$ 2,00www.jornalinformante.com.br

    COMPROMISSO COM A CIDADE

    Matria Especial

    Reciclagem, benefcio que vai alm do meio ambiente

    Pginas 2 e 3 e Editorial

    Poltica

    Conselho Poltico ingressa em perodo de definies

    Pgina 14

    Segurana

    Os cinco quilmetros da 122 que preocupam a PRE

    Pgina 16

    Esporte

    Famlia Campos corre para se aproximar do bi na MBGC

    Pgina 19

    @PaperInformante

    Vlei encerra JEF

    Grande destaque da final do Infantil Feminino, Edilaine Rosa salta para marcar mais um ponto para a escola Nova Sardenha, que confirmou seu favoritismo e venceu a etapa de encerramento da XXVIII edio dos Jogos Estudantis de Farroupilha, concluda na tera pela manh Pgina 17

    Ram

    on Cardoso

  • 2 | Sexta-feira, 16 de novembro de 2012 Compromisso com a cidade

    Matria EspEcial

    Quando o empreendedorismo eO processo de reciclagem no novidade e nmeros da economia e da preservao da natureza aumentam de forma progressiva com a atuao de

    Q

    Fotos: Vitria Lovat

    Vitria Lovatvitoria@jornalinformante.com.br

    uando se fala em uma eco-nomia sustentvel, logo se

    pensa nas grandes poluentes investindo em filtros para di-minuir os gases que atingem a camada de oznio. Ou ento na atuao dos rgos respons-veis pela fiscalizao da Flores-ta Amaznica.

    O que no entra em pauta so os processos de reciclagem que, por sua vez, apresentam nmeros altos de minrios e plsticos que deixam de virar lixo no meio ambiente e passam por processos de reutilizao. Os benefcios do reaproveita-mento dos materiais vo alm da preservao, e geram lucra-tividade para as empresas que apostam neste processo, alm da gerao de empregos.

    O valor de reciclagem muito mais barato do que a extrao dos minrios do meio ambiente, destaca o engenhei-ro e proprietrio da Tecnova, Lierson de Bona. Ele, em parce-ria com o scio Vincius Pessin, trabalha na cooperativa farrou-

    pilhense com a reciclagem do ao. Atingindo toda a regio Sul, So Paulo e at mesmo o mercado externo, a empresa recicla mensalmente 1,2 mil toneladas de ao. Atualmente a cooperativa compra de 150 for-necedores e vende os materiais prensados para outros 45 com-pradores, gerando 36 matrias primas diferentes.

    Compramos de fbricas que tm uma grande quantidade de sucata para nos oferecer, por-que o valor do material baixo, ento precisamos fazer com que a compra e o transporte valham o preo que pago, explica o proprietrio. Ele conta que 90% das compras so feitas de gran-

    Entenda como o processo de reaproveitamento do ao

    Aps comprar os resduos de ao de diversas empresas, feita a separao dos materiais. As diversas especificidades devem ser separadas por tipos, tamanhos ou cores para que os compradores saibam exatamente qual a dureza do ao que esto adquirindo. A prensa feita para que haja uma homogeneidade no tamanho dos blocos que sero vendidos, j que as caldeiras que derretem o ao tm, muitas vezes, uma porta de entrada limitada. O der-retimento no feito na Tecnova, pois a sua forma final varia de acordo com as necessidades de produo de cada compradora.

    des organizaes. O atendimen-to supre as necessidades de ao das empresas automobilsticas, agrcolas, de construo civil, mquinas e equipamentos e a chamada linha amarela, que so equipamentos destinados aos canteiros de obras.

    O ao tem uma caracters-tica diferente dos outros mate-riais porque a cada passagem pelo processo de reciclagem, no perde as suas propriedade. A qualidade do material vai ser a mesma assim que for extrada e aps passar por vrios proces-sos de reutilizao, enfatiza. Ele completa que a Tecnova no usa materiais contaminados, o que implica em um trabalho limpo.

    Proprietrios afirmam que est sendo planejada uma ampliao da empresa

    Lierson de Bona e Vincius Pessin comandam o processo de reciclagem

  • 2 | Sexta-feira, 16 de novembro de 2012 Compromisso com a cidade

    Matria EspEcial

    Quando o empreendedorismo eO processo de reciclagem no novidade e nmeros da economia e da preservao da natureza aumentam de forma progressiva com a atuao de

    Q

    Fotos: Vitria Lovat

    Vitria Lovatvitoria@jornalinformante.com.br

    uando se fala em uma eco-nomia sustentvel, logo se

    pensa nas grandes poluentes investindo em filtros para di-minuir os gases que atingem a camada de oznio. Ou ento na atuao dos rgos respons-veis pela fiscalizao da Flores-ta Amaznica.

    O que no entra em pauta so os processos de reciclagem que, por sua vez, apresentam nmeros altos de minrios e plsticos que deixam de virar lixo no meio ambiente e passam por processos de reutilizao. Os benefcios do reaproveita-mento dos materiais vo alm da preservao, e geram lucra-tividade para as empresas que apostam neste processo, alm da gerao de empregos.

    O valor de reciclagem muito mais barato do que a extrao dos minrios do meio ambiente, destaca o engenhei-ro e proprietrio da Tecnova, Lierson de Bona. Ele, em parce-ria com o scio Vincius Pessin, trabalha na cooperativa farrou-

    pilhense com a reciclagem do ao. Atingindo toda a regio Sul, So Paulo e at mesmo o mercado externo, a empresa recicla mensalmente 1,2 mil toneladas de ao. Atualmente a cooperativa compra de 150 for-necedores e vende os materiais prensados para outros 45 com-pradores, gerando 36 matrias primas diferentes.

    Compramos de fbricas que tm uma grande quantidade de sucata para nos oferecer, por-que o valor do material baixo, ento precisamos fazer com que a compra e o transporte valham o preo que pago, explica o proprietrio. Ele conta que 90% das compras so feitas de gran-

    Entenda como o processo de reaproveitamento do ao

    Aps comprar os resduos de ao de diversas empresas, feita a separao dos materiais. As diversas especificidades devem ser separadas por tipos, tamanhos ou cores para que os compradores saibam exatamente qual a dureza do ao que esto adquirindo. A prensa feita para que haja uma homogeneidade no tamanho dos blocos que sero vendidos, j que as caldeiras que derretem o ao tm, muitas vezes, uma porta de entrada limitada. O der-retimento no feito na Tecnova, pois a sua forma final varia de acordo com as necessidades de produo de cada compradora.

    des organizaes. O atendimen-to supre as necessidades de ao das empresas automobilsticas, agrcolas, de construo civil, mquinas e equipamentos e a chamada linha amarela, que so equipamentos destinados aos canteiros de obras.

    O ao tem uma caracters-tica diferente dos outros mate-riais porque a cada passagem pelo processo de reciclagem, no perde as suas propriedade. A qualidade do material vai ser a mesma assim que for extrada e aps passar por vrios proces-sos de reutilizao, enfatiza. Ele completa que a Tecnova no usa materiais contaminados, o que implica em um trabalho limpo.

    Proprietrios afirmam que est sendo planejada uma ampliao da empresa

    Lierson de Bona e Vincius Pessin comandam o processo de reciclagem

    Matria EspEcialSexta-feira, 16 de novembro de 2012 | 3Compromisso com a cidade

    Vitria Lovat

    o meio ambiente andam juntosindstrias que investem na lucratividade com o reaproveitamento de materiais para a produo, diminuindo a poluio e incrementando os lucros

    Outro material que tambm passa pelo processo de reutili-zao, mas com algumas res-tries, o plstico. O produto tambm considerado vilo do meio ambiente quando utiliza-do de forma inadequada na se-parao do lixo, mas se for des-tinado corretamente e passar pela reciclagem, pode ainda ser usado inmeras vezes, traan-do mais um ciclo que no causa danos natureza.

    O reaproveitamento do plstico gera em torno de 70% de economia, levando em con-ta se ele tivesse que ser pro-duzido desde a extrao, co-menta o vice-presidente do Sindicato das Indstrias de Material Plstico do Nordeste Gacho (Simpls) e proprie-trio da Refarplast, Eugnio Razzera. Ele destaca que tam-bm optou pela unio da pre-servao e a gerao de lucro e empregos, quando fundou a Refarplast, que recicladora

    de plsticos e papelo.Das restries que o re-

    aproveitamento do plstico apresenta, est a no utiliza-o deste tipo de material em embalagens alimentcias, para evitar qualquer tipo de conta-minao que possa haver neste processo. Na Refarplast ape-nas os materiais secos e lim-pos que vo para o processo. Aqueles que no estiverem em condies so encaminhados para uma etapa de limpeza.

    Apesar das restries, mui-tas outras empresas ainda op-tam por este tipo de material, como, por exemplo, as de emba-lagens de mveis, eletrodoms-ticos ou vinis, que so todos os tipos de sacolinhas plsticas, explica. De acordo com Razzera, em Farroupilha, 36 empresas esto associadas ao Simpls. A cada 50 quilos de papelo que reciclamos, uma rvore a me-nos precisa ser cortada, res-salta o empresrio.

    Entenda como o processode reciclagem do plstico

    Seguindo a mesma linha de recuperao do ao, o plsti-co deve ser separado de acordo com o seu tipo especfico e cor. Aps, ele picado e a partir da derretido e filtrado em uma mquina que chega a mais de 160C. O plstico sai em pequenos fios ainda quentes e, neste momento, em formato de uma pasta que se manuseada pode tomar qualquer forma. Passando pela etapa de resfriamento na gua ele segue no formato de fios e so cortados tomando a forma final de pe-quenos pedacinhos de plstico.

    Do recolhimento ao corte da

    matria prima: o plstico reutilizado gera em torno de 70% de economia

  • 4 | Sexta-feira, 16 de novembro de 2012 Compromisso com a cidade

    ExpEdiEntE

    InsIdeEspEcial...............................................capaFlvio lopEs ........................................pgina 2variEdadEs ...........................................pginas 2 E 3cinEmas ...............................................