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  • www.folhaopiniao.com.brTera-feira, 23 de junho de 2015

    IntegrArte acontece neste sbado, dia 27

    Tera-feira, 23 de junho de 2015

    Time do Emprego tem inscries abertas no CRAS Petrpolis

    No prximo sbado, 27 de junho, das 9h s 20h, no Espao da Cultura, rua XV de novem-bro, 171, centro, acontece a d-cima edio do IntegrARTE, que apresentar no cardpio de ati-vidades iniciativas precursoras e projetos culturais de destaque.A ao contar com 25 ar-tistas, incluindo convidados de diversos municpios da regio e alunos da oficina de graffiti-2014, do projeto IntegrARTE, que visa estimular a criao artstica de Mairipor, criar intercmbio e integrao, fomentando as inicia-

    tivas culturais e artsticas. J o Projeto Revitalizar objetiva revitalizar as escadarias do muni-cpio, por meio de intervenes de graffitiarte e literatura e o Projeto Geloteca, que consiste em uma ao de ampliao, oferecendo acesso a acervo literrio, em dife-rentes pontos da cidade, por meio de geladeiras revitalizadas, que ganham cores nas intervenes de graffitiarte.O evento tambm contar com uma exposio de trabalhos de Histrias em Quadrinhos (HQ) desenvolvidos pelos alunos da Ofi-

    cina de Artes e Desenho e shows musicais com apresentaes de artistas e grupos musicais de estilos e ritmos ligados arte de rua (Reggae, HipHop, Rap e outros), alm de DJs, MCs, can-tores, duplas e grupos da cidade.Haver, tambm, a posse oficial do Conselho Municipal de Cultura de Mairipor, iniciativa precursora quese caracteriza por ser o primeiro Conselho Deliberativo dentre as cidades da regio, alinhado com os pa-rmetros do Sistema Nacional de Cultura.

    Sesc Pompeia estreia espetculo Oleanna, de David MametEntre os dias 30 de maio e 5 de julho, o teatro do Sesc Pompeiarecebe o espetculo Oleanna, texto premiado de David Mamet que j teve mon-tagens em pases como Estados

    Unidos, Portugal, Inglaterra e Sua. As apresentaes acon-tecem s sextas e sbados, s 21h, e aos domingos e feriados, s 19h. O preo dos ingressos custa at R$ 25.

    O Cidado do Ano, em cartaz no Reserva CulturalO Cidado do Ano conta com um bom trabalho de di-reo de Hans Petter Moland (Uma Vida Nova), que con-segue criar uma sensao de isolamento ao mesmo tempo em que transforma seu cenrio em um dos protagonistas da

    histria. O filme foi vendido como uma comdia, mas na verdade est mais para uma ao com humor, uma vez que no h piada na situao do protagonista.

    Masp expe desenhos de internos do Juquery

    Pagina 3

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  • www.folhaopiniao.com.brTera-feira, 23 de junho de 2015

    Folha Opinio Comunicao, Eventos e Jornalismo Ltda - cnpj: 11.603.231/0001-06Rua Olavo Bilac, 347, Vila Nova, Mairipor CEP: 07600-000Redao e publicidade: 4419-4923 / 4275-0504 / 9-9529-2619 / redacao@folhaopiniao.com.br / comercial@folhaopiniao.com.brReportagem: Bianca Fernandes Editorao eletrnica: Rebecca S e Rafaela MansanoColaboradores: ssio Minozzi Jnior, Lucas Goulart e Tarclio de Souza Barrros.Editor: Maurcio Arajo

    Diante da sociedade midiati-zada na qual todos estamos in-seridos tornaram-se importantes os estudos sobre a relao entre Comunicao e Educao.

    Por isso, o assunto que trato nesse artigo mdia-educao na perspectiva da comunicao co-munitria. Primeiro vou explicar como surgiu a mdia-educao. Depois, vocs vo entender a relao desse estudo com Comu-nicao Comunitria. J vou logo adiantando que uma coisa tem tudo a ver com a outra! claro que minha monografia traz uma ex-plicao bem mais completa, mas quero trazer esse tema atravs de um texto simples, para que todos possam compreender essa nova forma de se pensar a comunicao.

    A relao entre Comunicao e Educao comea a se delinear a partir do sculo 20, porque era justamente nesse momento que a tecnologia e a Indstria Cultural estavam cada vez mais presentes na vida das pessoas. Surge ento, a importncia de se repensar essa relao, e de que forma ela poderia trazer benefcios para o processo

    de ensino. A Escola Nova causou uma revoluo nesse sentido. Pro-pondo que o educando (no mais o aluno) se tornasse protagonista nesse processo, Clestin Freinet trouxe uma prensa para dentro da escola e comprovou que atra-vs do processo de comunicao possvel ensinar matrias como

    matemtica, geografia, histria,

    lnguas etc.No Brasil, tambm a partir

    da invaso da Indstria Cultural e perodo da ditadura militar, pensadores como Paulo Freire entendiam que a mdia exercia forte influncia sobre os sujeitos

    e que era necessrio compreender como se dava esse processo para tentar intermedi-lo. Naquela poca, j se percebia a necessi-dade de que as pessoas fossem mais crticas ao receber aquilo que a mdia retratava, e que os indivduos podiam utilizar-se dessas mdias a seu favor.

    E se naquela poca j tinha muita gente pensado nisso, atu-almente este estudo se tornou ainda mais importante. Vivemos em uma sociedade midiatizada e, mesmo com os as avanos da internet e do ensino no Bra-sil, muitas pessoas continuam achando que a mdia traduz a pura realidade. Vamos pensar um pouquinho Quantas coisas acontecem em 24 horas? Por que a mdia retrata apenas alguns destes acontecimentos? Por que no passou no Jornal Nacional o fato deixou de ocorrer? De-vemos compreender que o que os veculos de comunicao de massa retratam so apenas al-guns recortes da realidade. Isso vai depender da linha editorial do jornal, interesses polticos ou econmicos, dentre tantas outras

    A comunicao comunitria em um universo midiatizado

    Do Observatorio de Imprensa

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    coisas.Um crescimento crtico

    Terminamos agora de gravar o programa de entretenimento Hoje a Comunidade, que um reflexo de tudo que debatemos

    durante os trs anos em que tra-balho com eles. Tem pauta sobre moda, mas mostrando como as pessoas podem comprar roupas baratas em um bazar realizado dentro do Jardim Monte Cristo. Eles tambm mostraram como os moradores jogam lixo pelo bairro e a importncia da pre-servao do local. No digo que esse processo ir mudar o mundo (no sou to pretensiosa), mas percebo mudanas significativas

    nas crianas que participaram das atividades.

    Quando olho as fotos das pri-meiras oficinas percebo que eles

    cresceram, e no foi apenas na estatura. Eles cresceram critica-mente, passaram a olhar para o bairro de uma maneira diferente, percebendo que eles tambm so responsveis pelos processos de conquistas e mudanas no Jardim Monte Cristo. Se a comunicao pode influenci-los negativamen-te, a recproca verdadeira! Este um trabalho que me realiza profissionalmente e que me faz

    sentir contribuindo de alguma forma para que o mundo seja um lugar melhor para se viver!

    Smartphone, usos e costumes

    O Senac e o Google promove-ram, h dois dias , um simptico evento chamado Mobile Day, apresentado ao mesmo tempo em dez cidades brasileiras. A ideia era mostrar a jovens interessados em marketing, comunicao, design, tecnologia da informao e mundo digital em geral como o celular est presente na vida de todos ns. O ano de 2015 vai entrar para a Histria como o ano em que os dispositivos mveis ul-trapassaram os desktops como ferramentas de busca e de con-sumo. Esta frase abriu o evento, e confirmada por uma rpida

    pesquisa na internet: no final do ano passado, os consumidores ingleses fizeram mais compras atravs de dispositivos mveis do que de computadores; em janeiro, dados colhidos nos Estados Unidos revelaram que os usurios recorrem mais a aplicativos de celulares e de ta-blets para acessar a internet do que a programas instalados em desktops e notebooks; e, h um ms, o Google confirmou que a maioria das buscas feita hoje em smartphones. A tendncia universal, e no tem volta; as vendas de PCs nunca caram tanto quanto no ano passado, ao passo que a adoo de smar-tphones continua crescendo no mundo todo.Apesar disso, diz o povo do

    Google, as marcas brasileiras no tm acompanhado essa transformao. Seu investimento na rea mvel est em reles 5%. Por trs dessa distoro h um conjunto de mitos facilmente desbancados pela realidade. Por incrvel que parea, apenas 28% do tempo que as pessoas gastam no celular so usados em redes sociais e entretenimento. Os restantes 72% so ocupados com bancos, mapas, fotos, apps de empresas, buscas, e-mail, comparao de preos, compras.Segundo os especialistas do Google, o uso da internet mvel muito diferente daquele ao qual estvamos acostumados, e que se resumia a uma nica e longa sesso de navegao. Hoje o comportamento do con-sumidor pode ser mais bem descrito como uma sucesso de micromomentos, aquelas interaes fragmentadas que acontecem ao longo do nosso dia uma espiadinha na fila do banco, outra na sala de espera do consultrio, ou no nibus, no txi, na sala de cinema enquanto o filme no comea enfim, na-queles espaos antes em branco que aprendemos a preencher com os nossos gadgets. Nossos celulares nos acompanham por toda a parte, e olhamos para eles mais de 150 vezes por dia.Do Observatorio de Imprensa

  • www.folhaopiniao.com.brTera-feira, 23 de junho de 20153 ARTEMasp expe desenhos de internos do Juquery

    Doados por Osrio Thau-maturgo Csar (1895-1979) ao Museu de Arte de So Pau-lo (Masp) em 1974, os 102 desenhos que compem a ex-posio Histrias da loucura: desenhos do Juquery estavam catalogados sob a rubrica Co-leo dos alienados. Foram feitos pelos internos do Hos-pital Psiquitrico de Franco da Rocha, no interior do Estado, quando o mdico trabalhou nas suas dependncias como anatomopatologista e dirigiu a Escola Livre de Artes Plsticas, entre meados dos anos 1950 e 1970, onde lecionaram artis-tas como Lasar Segall e Maria Leontina.Nunca antes os desenhos foram expostos em conjunto, diz Luiza Proena, curadora da exposio, que abre nesta sexta-feira (12) e fica em cartaz no museu at 11 de outubro, em um novo espao expositivo no primeiro subsolo do museu. O doutor Osrio colecionou-os enquanto aplicava o uso da a