diretrizes do nasf

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DIRETRIZES DO NASF. Núcleo de Apoio a Saúde da Família. NÚCLEO DE APOIO À SAUDE DA FAMÍLIA. - PowerPoint PPT Presentation

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DIRETRIZES DO NASF

DIRETRIZES DO NASFNcleo de Apoio a Sade da FamliaNCLEO DE APOIO SAUDE DA FAMLIAO NASF entendido como uma potente estratgia para ampliar a abrangncia e a diversidade das aes das ESF (Equipes Sade da Famlia), bem como sua resolubilidade, uma vez que promove a criao de espaos para a produo de novos saberes e ampliao da clnica. Tem como modus operandi o apoio matricial para atuarem em parceria com os profissionais das ESF, compartilhando as prticas em sade nos territrios sob responsabilidade das ESF no qual o NASF est cadastrado. Desta maneira, o NASF no se constitui porta de entrada do sistema para os usurios, mas apoio s equipes de sade da famlia. Tem como eixos a responsabilizao, a gesto compartilhada e apoio coordenao do cuidado, que se pretende, pela sade da famlia.

SADE MENTAL NO NASFSade mental na Ateno Primria Sade Diretrizes Geraispara a atuao das Equipes de Sade

1. Deve-se identificar, acolher e atender s demandas de sade mental do territrio, em seus graus variados de severidade os pacientes devem ter acesso ao cuidado em sade mental o mais prximo possvel do seu local de moradia, de seus laos sociais e familiares.2. Devem ser priorizadas as situaes mais graves, que exigem cuidados mais imediatos (situaes de maior vulnerabilidade e risco social).3. As intervenes devem se dar a partir do contexto familiar e comunitrio a famlia e a comunidade devem ser parceiras no processo de cuidado.4. fundamental a garantia de continuidade do cuidado pelas equipes de Sade da Famlia, seguindo estratgias construdas de forma interdisciplinar.5. As redes sanitria e comunitria so importantes nas estratgias a serem pensadas para o trabalho conjunto entre sade mental e equipes de Sade da Famlia.6. O cuidado integral articula aes de preveno, promoo, tratamento e reabilitao psicossocial.7. A educao permanente deve ser o dispositivo fundamental para a organizao das aes de sade mental na Ateno Primria.SADE MENTAL NO NASFFORTALECIMENTO DOS VNCULOS POR MEIO DA ESCUTAA escuta refere-se apreenso e compreenso de sentidos, expectativas, ou seja, permite ouvir por meio das palavras, dos silncios, dos gestos, das expresses, das condutas e das posturas. Busca-se que as equipes se escutem mutuamente e fortaleam suas relaes de trabalho, gerando a corresponsabilidade, o que auxiliar no cuidado junto populao. Para que isso se efetive, torna-se necessrio que haja predisposio de todas as partes envolvidas.

CRIAO DE ESPAOS DE APOIO E SUPORTE PARA OS PROFISSIONAIS DAS EQUIPES DE SFO intenso sofrimento dos usurios e das famlias assistidas pelas equipes de SF promove, em alguns contextos, o afastamento dos profissionais na tentativa de evitarem o contato com as dores e os sofrimentos ocasionados pela impotncia perante as condies de vida (alta vulnerabilidade social, emocional, econmica). fundamental a promoo de espaos de escuta das angstias e dificuldades dos profissionais em relao ao seu cotidiano de trabalho com essas famlias. O resgate junto s equipes de SF dos vnculos afetivos, de trabalho e dos processos de humanizao pode mobilizar recursos coletivos, criando mais ferramentas e instrumentos para o trabalho em sade mental. Ressalta-se que esses espaos no devem se configurar como psicoterapia para os profissionais/equipes, mas sim como momentos de trocas, construes mtuas que visam auxiliar na conduo de casos e das situaes complexas vividas no cotidiano do trabalho.

HUMANIZAO DAS RELAES ENTRE OS MEMBROS DA PRPRIA EQUIPEFaz-se necessrio criar vnculos entre os componentes da equipe, favorecendo uma relao de respeito do profissional com ele mesmo, com os outros componentes da equipe e com os usurios.Responsabilidades conjuntas NASF Equipes de SF relativas Sade Mental

1. Responsabilidade pelo cuidado aos usurios de sade mental do territrio, que deve ser compartilhada entre as equipes de Sade da Famlia, Nasf e dispositivos de sade mental (como Centros de Ateno Psicossocial, leitos de ateno integral em sade mental Caps III, hospital geral, centros de convivncia, entre outros), permanecendo a coordenao do cuidado com a equipe de Sade da Famlia.2. Romper com a lgica do encaminhamento e da no responsabilizao ps-referncia. 3. Planejamento e realizao do diagnstico da situao de sade mental da populao do territrio, identificando os problemas mais frequentes e espaosde produo de vida.4. Reunies interdisciplinares peridicas para discusso de casos e educao permanente, onde podem ser includos materiais educativos e temas demandados pela equipe de Sade Famlia ou dos profissionais do Nasf.5. Reunies interdisciplinares peridicas entre todos os profissionais da equipe do Nasf.6. Atendimento compartilhado por meio de consultas conjuntas nas unidades, nos domiclios e outros espaos da comunidade. Essa estratgia deve proporcionar a avaliao de risco, o manejo dos casos com a elaborao de projetos teraputicos, caracterizando-se como um processo de educao permanente, onde vrios profissionais tm a oportunidade de aprender na prtica cotidiana do atendimento das demandas de sade mental.7. Integrao entre equipes de Sade da Famlia, Nasf e as redes de sade e de apoio social articulao com espaos comunitrios, visitas aos servios como residncias teraputicas, abrigos de crianas e de idosos, unidades socioeducativas etc.8. Planejamento e execuo conjunta de atividades comunitrias e teraputicas (oficinas, grupos etc.) e de promoo da sade (prticas corporais, atividades culturais e esportivas), alm de atividades de gerao de trabalho e renda. Essas intervenes necessitam ser desenvolvidas em conjunto com a equipe do Nasf.Responsabilidades conjuntas NASF Equipes de SF relativas Sade Mental

1. Apoiar as equipes de SF na abordagem e no processo de trabalho referente aos casos de transtornos mentais comuns, severos e persistentes. Ressalta-se que deve haver a articulao entre as equipes de Nasf e Sade da Famlia com as equipes de Caps para um trabalho integrado e apoio do Caps nos casos necessrios. As equipes de SF devem identificar os casos de sade mental e, em conjunto com os Nasf e/ou Caps (a depender dos recursos existentes no territrio), elaborar estratgias de interveno e compartilhar o cuidado;2. Em relao aos casos de uso prejudicial de lcool e outras drogas, necessrio trabalhar com as estratgias de reduo de danos, inclusive com a integrao de redutores, onde houver. Da mesma forma, realizar deteco precoce de casos que necessitem de ateno e utilizar as tcnicas de interveno breve para a reduo do consumo;3. Possibilitar a construo de projetos de deteco precoce de situaes de sofrimento mental, bem como desenvolver aes de preveno e promoo em sade mental;4. Fomentar aes que visem difuso de uma cultura solidria e inclusiva, diminuindo o preconceito e a segregao com a loucura;5. Incentivar e apoiar a organizao de iniciativas de incluso social pelo trabalho;6. Ampliar o vnculo com as famlias e com a comunidade, tomando-as como parceiras fundamentais no tratamento e buscando constituir redes de apoio e integrao;7. Estimular a mobilizao de recursos comunitrios, buscando construir espaos de reabilitao psicossocial na comunidade, como grupos comunitrios e de promoo de sade, oficinas de gerao de renda e outras, destacando a relevncia da articulao intersetorial (conselhos tutelares, associaes de bairro, grupos de autoajuda etc.);8. Auxiliar no monitoramento e avaliao das aes de sade mental na Sade da Famlia (identificao, cadastramento, registro de casos de transtornos mentais, acompanhamento e avaliao dos seus indicadores e marcadores).REABILITAO E A SADE INTEGRAL DA PESSOA IDOSA NO NASFAes das equipes NASF na reabilitao

1. Discutir e construir Projeto Teraputico Singular (PTS);2. Desenvolver projetos e aes intersetoriais, como o Projeto de Sade no Territrio (PTS);3. Orientar e informar as equipes SF, as pessoas com deficincia, os cuidadores sobre manuseio, posicionamento e as atividades de vida diria;4. Mobilizar recursos e tecnologias assistenciais para o desempenho funcional;5. Desenvolver propostas de aes de reabilitao baseadas na comunidade;6. Encaminhar e orientar, quando necessrio, procedimentos para obteno de rteses, prteses e meios auxiliares de locomoo;7. Realizar aes que facilitem a incluso escolar, laboral ou social de pessoas com deficincia, conforme prev a Poltica Nacional de Sade da Pessoa com Deficincia;8. Apoiar as equipes de SF no acompanhamento de idosos com problemas de locomoo ou acamados.REABILITAO E A SADE INTEGRAL DA PESSOA IDOSA NO NASFAes clnicas da APS nas deficincias

1. Identificao do tipo de deficincia;2. Encaminhamentos para servios de reabilitao adequados para a aquisio de tecnologias assistidas, favorecendo a acessibilidade e melhoria da qualidade de vida (rteses, prteses, meios auxiliares de locomoo e recursos pticos);3. Acolhimento, apoio e orientao s famlias, principalmente no momento do diagnstico, para o manejo das situaes oriundas da deficincia;4. Reunies para discusses de caso e educao permanente;5. Articulao com as atividades dos agentes comunitrios de sade, importantes no tocante questo do autocuidado, envolvimento da famlia e do repasse de informaes;6. Realizao de visitas domiciliares para avaliaes, orientaes, adaptaes e acompanhamentos;7. Indicao e orientao para acesso a recursos assistenciais e benefcios disponveis como o auxlio-doena, o Benefcio de Prestao Continuada (BPC/ Loas), o programa Passe-Livre, bem como outros programas e polticas pblicas para a garantia de direitos, como o de crianas com deficincia frequentarem o ensino pblico regular, entre outros.REABILITAO E A SADE INTEGRAL DA PESSOA IDOSA NO NASFAes para o fortalecimento da reabilitao e ateno integral pessoa idosa no mbito dos NASF

1. Propiciar e estimular a criao de espaos de discusso do processo de trabalho e modelo inclusivo de reabilitao;2. Ter agenda de reunies peridicas e discusses conjuntas entre as equipes do Nasf e as equipes de SF, favorecendo a mudana da lgica do en