Deuses, Espaçonaves e Terra - Erich Von Däniken

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<p>Erich von Daniken</p> <p>Deuses, Espaonaves e Terra - Provas de Daniken1977 Traduo: Trude von Lasehan Solstein Arneitz</p> <p>ndiceI - Para as estrelas, por vias speras II - Dimenses csmicas III - Os mitos so reportagens IV - Os deuses eram corpreos V - Acontece uma criao VI - Em defesa do futuro Bibliografia Fonte das ilustraes no texto Aos Srs. Prof. Dr. Javier Cabrera, Ica, Peru. Prof. Dr. F. M. Hassnain, Srinagar, ndia. Prof. Dr. Edgar Lscher, Munique, Alemanha Federal. Prof. Dr. Luis Navia, Nova York, E.U.A. Prof. Dr. Harry O. Ruppe, Munique, Alemanha Federal. Prof. Dr. Pasqual S. Schievella, Nova York, EUA. Prof. Dr. Wilder-Smith, Einigen/Thun, Sua agradeo valiosas sugestes, assistncia e crtica. Bonstette / Zurique, janeiro de 1977</p> <p>Em tempos pr-histricos e primordiais, a Terra recebeu vrias visitas de seres desconhecidos, procedentes do cosmo. Esses seres desconhecidos criaram a inteligncia humana, mediante uma mutao artificial, dirigida.</p> <p>MINHA TEORIAOs extraterrestres aprimoraram os homindeos ''segundo a sua prpria imagem". Por esse motivo ns somos parecidos com eles, no eles conosco. As visitas na Terra de seres aliengenas, procedentes do cosmo, ficaram registradas e foram transmitidas aos psteros nos cultos, mitos e nas lendas folclricas em alguma parte depositaram os indcios de sua presena entre ns.</p> <p>I - Para as estrelas, por vias sperasNos incios dos anos 70, em uma pequena cidade do Estado de Missri, EUA, houve um acontecimento que deveria ter provocado manchetes, mas nenhuma recebeu. Certa manh, um garoto de dez anos, todo afobado, chegou escola e, quase sem flego, contou que viu um gato de dois rabos, cruzando o seu caminho. Os colegas zombaram dele e acharam que deveria estar enganado. No entanto, reafirmando o menino a autenticidade daquilo que acabara de ver, tomaram-no por maluco. A garotada ainda estava em acalorada discusso quando o professor entrou na sala de aulas e perguntou pelo motivo de tamanha indisciplina. Ouviu o que tinham a dizer e depois chamou o menino para a sua mesa; ordenou que confessasse, perante toda a classe, haver mentido. O garoto negou-se terminantemente a obedecer a ordem e repetiu: "Vi um gato de dois rabos!" Ento, sob risadas e gozaes de todos, o professor ps o menino nos joelhos e aplicou-lhe uma boa tunda no traseiro.</p> <p>A partir de ento o garotinho foi tomado por mentiroso; os colegas zombavam dele e, por fim, o marginalizaram. Em breve, tornou-se mau aluno; deixou de prestar ateno durante as aulas e de fazer lies em casa. Ao primeiro sinal da campainha anunciando o trmino das aulas, saa da escola correndo pelas ruas, atravessava os campos e dirigia-se para a floresta, beira do rio. Procurava por "seu" gato, queria uma prova viva de sua existncia e do fato de no ter falado mentira. Assim continuou por algumas semanas, at que, certa noite, o menino no voltou para casa. Os pais que, vrias vezes, haviam censurado o filho por sua teimosia, foram avisar o xerife; este, por sua vez, chamou os vizinhos para, luz de tochas, irem em busca do desaparecido. Encontraram o seu cadver, pendendo dos galhos de um salgueiro. Muitas pessoas, entre elas os colegas de escola do morto, assistiram ao enterro e todos experimentaram um certo sentimento de remorso. Durante as cerimnias fnebres, viram, com seus prprios olhos, um gato de dois rabos, pulando sobre os tmulos.</p> <p>Pegar o gato pelo raboAlis, achei que deveria ser coisa muito difcil apresentar PROVAS, mesmo conhecendo o gato, mas sem condies de peg-lo pelo rabo. Ao iniciarem a apresentao de suas provas, enquanto no tiverem o gato pelo rabo, os naturalistas costumam lanar hipteses, bases no comprovadas, e depois vo realizando experincias. Assim procedem at obter resultados que ou lhes permitam a repetio da experincia bem sucedida, ou redundem em falhas, a ponto de abandonar sua hiptese. Todavia, a prova legal e nela que se pensa ao se falar em PROVAS de natureza diversa. Ao contrrio do que acontece</p> <p>com as provas apresentadas pelos naturalistas, a constituio de provas legais varia, e de maneira bem acentuada, conforme o pas onde devem ser apresentadas. Via de regra, prevalece a norma de as partes provarem os fatos, a cujo ttulo pretendem direitos e formulam afirmaes. No foro, uma das partes alega pretenses que podem ser contestadas pela outra parte. isto o que se entende pelo proverbial "livre direito". A parte requerente deve provar suas pretenses, apresentar as devidas provas, conquanto a parte requerida deva, igualmente, fornecer provas em sua defesa. No entanto, conforme veremos, nem sempre os fatos so "fatos". Ao folhear a literatura jurdica sobre Direito Internacional, deparei com o seguinte comentrio, que considero importante: A prova demonstrante pode ser usada a ttulo de prova da causalidade. Com isso, por meio da prova demonstrante, possvel concluir no somente por um fato acontecido, mas, vice-versa, concluir de um fato acontecido para o acontecimento, pelo qual foi motivado. Segundo a jurisdio, o objeto demonstrante, o documento e o perito, merecem considerao igual devida aos fatos auxiliares, fundamentados na identidade, integridade e ainda demonstrabilidade do objeto demonstrante, na autenticidade e no contedo de documentos, bem como nas noes especializadas de peritos. J que consultei a Sra. Justia, de olhos vendados, smbolo problemtico do Poder Judicirio, sei agora tambm que, prova a mediata, prova de indcios goza de igual reputao. Indcios (indicia indicaes) representam fatos provados, os quais, por ilao mediata, permitem concluir por provas de fatos no imediatamente comprovveis. Todavia, deve ser absolutamente convincente a autenticidade dos fatos indiciados, quando usados a ttulo de base das provas.</p> <p>JUSTIA NO V O FUTURO</p> <p>Por fora dessa orientao jurdica a que obedece o meu objeto de prova, permita-se-me lembrar aos meus prezados crticos que so ilcitas todas as convenes partidrias estipulando a maneira de como deve ser avaliado um determinado resultado de provas, bem como aquelas restringindo a sua livre apresentao. Evidentemente, em minha prova de indcios, alm de objetos demonstrantes e documentos, menciono tambm nomes de peritos, em condies de fornecer ditames e pareceres, obtidos com base em pesquisas, por eles prprios realizadas. Todavia, acontece que os peritos se enganam, fato lamentvel que, no entanto, sempre se repete. Logo, desde que errar humano, tambm os "meus peritos" ficam sujeitos a enganos, da mesma forma como os da parte requerente. As sentenas deveriam ser pronunciadas por um "Tribunal de Fatos" se existisse! No entanto, quem possui o monoplio da verdade absoluta? Os meus crticos que, em termos jurdicos, representam a parte requerente, tomam como sua a posio de defensores da verdade absoluta, quando, muitas vezes, no passam de estafetas de "fatos" supostos, a eles legados por seus antecessores e que transmitem aos seus psteros. Conceitos tais como verdade, noo, conhecimento e "fatos" so condicionados por sua poca; so ultrapassados pelo tempo que, freqentemente, se encarrega de revel-los como errneos. O passar do tempo transforma o saber de ontem em disparates de confuses cientficas, terminando em beco sem sada. O decorrer do tempo, causante do progresso, obriga-nos, diariamente, a abandonar "fatos" que, ainda ontem, eram considerados "incontestveis", sntese de toda a sabedoria. Destarte, um Tribunal de Fatos, integrado por elementos de f e coragem, que, hoje em dia, fosse julgar a procedncia ou improcedncia, a potencialidade da prova dos indcios de minha teoria, deveria dispor de noes e conhecimentos do futuro. Quem</p> <p>julga no presente, julga de olhos vendados, pois no v o futuro. Enganos comprovados da Cincia Se um s homem sbio estivesse (pudesse estar!) de posse da verdade absoluta, eu seria o primeiro a comparecer perante um foro, que julgasse um processo de opinies e "fatos". Os porta-vozes da Cincia sempre se enganaram novamente e, por muitas vezes, revelaram cegueira total. Portanto, para mim, eles no renem condies para integrarem um tribunal a julgar fatos e pronunciar uma sentena final e decisiva. Em absoluto, no vergonha cometer enganos, suposto que deles se tire lio til de ser-se discreto ao pronunciar julgamentos e condenaes. Todavia, acho falta de tal discrio. Uma vez que j aconteceram no passado e ainda esto sendo repetidos, at os tempos mais recentes, posso apresentar provas de fato, tambm para enganos monumentais. Seria fcil enunciar uma longa srie de exemplos da cegueira dos papas cientficos, mas difcil selecionar os casos a serem relatados, para que a relao no se tornasse interminvel. Daria uma enciclopdia do tamanho do Antigo Testamento. Outrossim, acautelo-me para no me afundar no ba da evoluo da filosofia cientfica; no entanto, apesar disso, no posso deixar de lembrar alguns pensadores, cuja obra marcou poca. Se eu citar Nicolau Coprnico (1473-1543), que fez ruir a imagem do mundo, quando postulou o Sol como centro das rbitas planetrias circulares...</p> <p>Se eu falar em Johannes Kepler (1571-1630), que comprovou a autenticidade da imagem global heliocntrica... Se eu notar que Giordano Bruno (1548-1600) teve a impertinncia de afirmar a existncia de diversos mundos... Se eu mencionar Galileo Galilei (1564-1642) que, em definitivo, baniu a Terra do centro do cosmo ... ...A parte requerente alegar que todos esses grandes homens sofreram a perseguio da Cria por motivos religiosos. Sem dvida, ser esta a sua reao, no obstante a pesquisa estar h muito tempo a par de que, em sua esmagadora maioria, os cientistas seus contemporneos recusavam as novas idias revolucionrias. Pois bem. Desde h muito esto fora de uso a inquisio, a fogueira, as bulas de excomunho contra os defensores de idias novas e arrojadas. No entanto, j que tudo isto coisa do passado, da poca quando a Igreja defendia os basties de sua doutrina, hoje em dia, a Cincia, livre de receios, poderia desobstruir os caminhos do progresso cientfico, aceitando novas teorias e hipteses e, assim, deixar de bloquear o avano de idias revolucionrias. Ao falar nisso, no estou pensando nos indivduos excntricos que, com a bela regularidade da folhinha costumam reinventar o perpetuum mobile, mas sim, naqueles que tiveram e tm</p> <p>condies para fundamentar suas novas teorias com indcios e at provas de fato. Porm, os porta-vozes da Cincia levantam-se em unssono contra todos e tudo que ameace fazer ruir o seu castelo de elementos pr-fabricados. Por essa razo, hoje em dia, os procedimentos adotados ainda so piores que aqueles em vigor na poca, quando as fogueiras garantiam o fim rpido, embora desagradvel dos que atacavam o "establishment"*. Alguns representantes conceituados dessa classe, bem nutridos nas fontes inesgotveis da alma mater, usam um material inconsistente como couraa contra o atacante incmodo. Outrossim, em absoluto, nem todos, dentre eles, rezam pela mesma cartilha, mas, exteriormente, mostram-se unnimes e, segundo o lema "sempre unidos", erguem uma defesa atroz em volta do terreno que, por motivos irracionais, lhes parece "sagrado". A, as medidas defensivas vo de sutis a agressivas e, conforme o caso, recorre-se aplicao de fortes doses alopticas. Isto se chama de "convenincia dos meios". Com grosseiras "killerphrases", conforme o cidado norte-americano costuma chamar as manchetes sensacionalistas, os intrusos incmodos so mortos como mosquitos. Tudo isto eu compreenderia, mesmo a cosmeticamente cuidada vaidade dos decanos, se tal vaidade, to bem nutrida, no constitusse tamanho obstculo ao progresso. Por outra, preciso avaliar o grau de abnegao, necessrio para abandonar uma posio, uma conquista, lograda em anos de estudos, que deixaram suas marcas no rosto do conquistador. "Argumentos" superficiais existem em grande nmero; porm, antes de serem desmistificados, so capazes de iludir muita gente ingnua. Por exemplo, costuma dizer-se: "Esta teoria carece da necessria base clssica!" uma sentena de muita imponncia e freqente efeito seguro. "Esta teoria muito radical, corri a base do conhecimento cientfico!" Uma "killerphrase" de efeito desmoralizante, sem par.</p> <p>"A Universidade no acompanha esta tendncia!" Um "argumento" nico em sua singeleza e surpreendente em seu efeito. "Bobagem! Outros tambm j tentaram isto!" Todavia, os autores da frase no dizem se os que j o tentaram foram ou no bem sucedidos e, em caso negativo, por que no o foram. "No podemos descobrir qualquer sentido em tudo aquilo!" Frase de bastante efeito, por saber eliminar, soberanamente, a cegueira profissional. "Desde h muito j se comprovou o contrrio!" Possivelmente, mas, quem sabe, com um saber antiquado, ultrapassado? "A religio probe aceitarmos esta tese!" quase incrvel, mas este "argumento" ainda vale. "Isto ainda est para ser comprovado!" Quod erat demonstrandum, o que era para ser demonstrado, j o disse Euclides, o Alexandrino, por volta do ano 300 a.C. Os autonomeados defensores da Cincia dispem de um respeito tradicional, observado de gerao em gerao... bem como uma fabulosa rede automtica de relaes pblicas. At jornalistas bem vivos e espertos, sempre alerta no seu posto, sucumbem anestesia total, aplicada por essas relaes pblicas, que os deixa cegos e mudos para o progresso verdadeiro. Para mim, essa rede de relaes pblicas uma das conquistas maiores e mais dignas de nota, de todas quantas foram alcanadas pelos habitantes da torre de marfim. Todavia, voltemos ao nosso assunto do levantamento das provas dos enganos cientficos!</p> <p>INCONTESTVELAt o sculo XVII adentro, prevaleceu a imagem cientfica do horror vacui (horror do vcuo); a Natureza no tolera, nem possui vcuo assim se falou pois, segundo a vontade de Deus,</p> <p>enche-o com toda fora. Sempre quando um intruso tiver a petulncia de atacar uma doutrina solidamente fundamentada, a ponto de criar confuso a respeito dela, no tarda em ser censurado como dbil mental. Foi o que se deu com o poltico e fsico Otto von Guericke (16021686), conselheiro municipal em sua cidade natal, Hamburgo e, posteriormente, prefeito de Magde-burgo. Guericke no se impressionou com a advertncia religiosa contra o horror vacui. Ao dedicar-se a seu passatempo predileto, que era o de fazer alguma coisa", foi experimentando e acabou por inventar a bomba de ar; com isto produziu um vcuo.</p> <p>Por ocasio da Dieta Alem, realizada em 1654 na cidade de Regensburgo, Guericke demonstrou como, dentro de um vcuo, no se ouve o dobrar de um sino e, tambm, se apaga tanto uma vela acesa, quanto qualquer outra chama. Suas "semi-esferas de Magde-burgo" tornaram-se famosas; com duas semi-esferas de cobre, de 4 m de dimetro, perfeitamente ajustadas uma sobre a outra, Guericke absorveu o ar, segundo o princpio de sua bomba de vcuo. Depois, demonstrou como quatro cavalos fortes, dois de cada lado, no conseguiram separar as semi-esferas; em seguida, o prefeito Guericke abriu uma vlvula existente em cada semi-</p> <p>esfera, pela qual o ar sibilante entrou no vcuo e, ento, as duas semi-esferas desgrudaram uma da outra, facilmente, sem...</p>