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MAURICIO ROBERTO BOSQUIERO CIRURGIÃO DENTISTA DETERMINAÇÃO DA MATURIDADE ESQUELÉTICA E ESTIMATIVA DA IDADE ATRA VÊS DE RADIOGRAFIAS CARPAIS. Tese apresentada à Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas, para obtenção do grau de Mestre em Odontologia Legal e Deontologia. PIRACICABA- S. P - 1999-

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MAURICIO ROBERTO BOSQUIERO CIRURGIO DENTISTA

DETERMINAO DA MATURIDADE ESQUELTICA E ESTIMATIVA DA IDADE ATRA VS DE RADIOGRAFIAS CARPAIS.

Tese apresentada Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas, para obteno do grau de Mestre em Odontologia Legal e Deontologia.

PIRACICABA- S. P - 1999-

MAURICIO ROBERTO BOSQUIERO CIRURGIO DENTISTA

DETERMINAO DA MATURIDADE ESQUELTICA E ESTIMATIVA DA IDADE ATRAVS DE RADIOGRAFIAS CARPAIS.

Tese apresentada Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas, para obteno do grau de Mestre em Odontologia Legal e Deontologia.

Orientador: Prof Dr. Ronaldo Seiclri Wada Banca Examinadora: Prof Dr. Eduardo Daruge Profa. Dra. Beatriz Helena Sotille Frana Prof Dr. Eduardo Daruge Jr.

PIRACICABA- S. P. - 1999-

CM-00142417-1

B652d

Ficha Catalogrfica

Bosquiero, Mauricio Roberto. Determinao de maturidade esqueltica e estimativa da idade

atravs de radiografias carpais. I Mauricio Roberto Bosquiero. --deis.-- Piracicaba, SP: [s.n.], 1999.

107f. : il.

Orientador: Prof. Dr, Ronaldo Seichi Wada. ', ""*''~ Dissertao (Mestrado) - Universiade Estadual" de_

Campinas, Faculdade de Odontologia de Piracicaba.

l. Maturidade. 2. Idade. 3. Radiografia. I. Wad~ ~ppaldo Seichi IL Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Odontologia de Piracicaba. lU. Ttulo.

Ficha Catalogrfica elaborada pela Biblioteca da Faculdade de Odontologia de Piracicaba I UNICAMP.

UNJCAMP

FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

p,_ Ccn

DEDICATRIA

Dedico este trabalho

A Deus, por ter me concedido sade e sabedoria

Aos meus pais Hlio e Ida pelo apoio, amor e a ajuda incansvel de muitos

anos de vida.

Ao meu irmo Mrcio e a todos os meus familiares pelo incentivo em minha

carrerra.

A minha esposa Ely Sandra pelo amor, carinho e compreenso.

Ao Professor Dr. Ronaldo Seich Wada,

Orientador deste trabalho, a gratido pela sna

dedicao, estnulo, pacincia e o apmo

dispensado durante a realizao deste trabalho e a

orientao segura dada ao mesmo.

Ao Professor Dr. Eduardo Daruge

A gratido pelos ensinamentos ministrados de uma

forma to amiga e humana, apoio, dedicao,

estmulo e amizade dispensado nossa formao

acadmica e profissional.

AGRADECIMENTOS

Agradecimentos

Faculdade de Odontologia de Pracicaba da Universidade de Campinas -

FOP!UN1CAMP- pelo suporte tcnico e permitir a realizao deste trabalho.

Fundao Coordenao de Aperfeioamento de Pessoal de Nvel Superior

(CAPES) pelo suporte econmico no desenvolvimento deste trabalho.

Ao Prof Dr. Roberto Jos Gonalves, Professor Titular de Orientao

Profissional pelo apoio e incentivo vida acadmica.

Ao Prof Dr. Miguel Morano Jnior, chefe do Departamento de Odontologia

Social da- FOP!UNICAMP- pelo incentivo carreira acadmica.

Ao Prof Dr. Moustafa M. El Guinde, pela amizade e apoio durante a vida

acadmica.

Aos Engenheiros Agrnomos Marcelo Corra Alves e Ademir pela colaborao

na anlise estatstica deste trabalho.

A Dnoly Albuquerque Lima, Clia Regina Manesco, Luiz Francisquini Jr., pela

amizade durante a vi.da acadmica.

Helosa Maria Ceccotti, pela ajuda durante a realizao deste trabalho.

As cnanas e aos adolescentes que colaboraram com a realizao deste

trabalho.

Aos amigos e alunos do curso de Ps Graduao de Odontologia Legal e

Deontologia da FOP-UNICAMP.

SUMRIO

fl!lStJlv!Cl---------------------------------------------------------------------1

J\l3S1:Fll A LITERA lrlJRA----------------------------------------15

3-PR () PCJSI ;j\CJ-----------------------------------------------------------3 3

4-MATERIAIS E Mlr()Il()S------------------------------------------3 7

5-fl!lSULlrAI>ClS e IliSC:lJSSj\() Il()S fl!lSUUAI>ClS- ---------61

6-C:Cl NC:L lJS ES--------------------------------------------------------7 5

fl!lFERNc:IAS BIBLICJGRFIC:AS----------------------------------81

ANEXOS--------------------------------------------------------------------97

ANEXO-II-------------------------------1 00

GRFICOS------------------------------1 03

RESUMO

RESUMO

Este trabalho tem como objetivo a determinao de um modelo para estimar a idade

de indvduos a partir da rea de capeamento epifisrio do rdo observada em radiografias

da mo e punho esquerdo.

As reas do capeamento epifisrio do rdio foram determinadas atravs da utilizao

de um aplicativo com base em imagens digitalizadas em computador. Foram utilizadas 55

radiografias de indivduos do sexo masculino e 55 radiografias de indivduos do sexo

feminino, com idade variando entre sete e dezoito anos.

Foram obtidos modelos para indivduos do sexo femirno e para indivduos do sexo

masculino. A anlise dos dados mostram que o aumento da idade est associada

diminuio da rea de capeamento epifisrio do rdio. Os resultados deste estudo

evidenciam a convenincia e o potencial quanto ao uso de modelos de regresso, na obten-

o de estimativas da idade dos indivduos em funo da rea de capeamento epifisirio do

radio.

3

ABSTRACT

ABSTRACT

This paper has the objective the determination of a model to estimate the individual

age from the Radius Epiphysis capping area that is observed on hand and wrist radiographs.

The Radius Epiphysis capping areas could be determined by a software based in

computer digitalized images. There were used 55 radiographs from male individuals and 55

radiographs from female individuals, using 7 to 18 years olds individuals.

As a result some models could be obtained to female and male individuals. The

analyzed data shows that an age increase is related to a Radius Epiphysis capping area

decrease. The results from this study prove that is convenient to use the regressive models,

tryng to estimate the individual age with reference to the Radius Epiphysis capping area.

7

INTRODUO

INTRODUO

O desenvolvimento e crescimento sseo constitui-se um dos importantes problemas

em odontologia pois, durante esse processo ocorrem transformaes que podem fornecer

elementos para o diagnstico de enfermidades, cujos efeitos podem prejudicar a evoluo e

a integridade das estruturas orais, BAUSELLS.

O crescimento dos ossos fundamental no desenvolvimento humano e,

principalmente no aumento da estatura O tecido sseo desenvolve-se, crescendo e

maturando ao longo de linhas definidas, partindo de um centro de ossificao at chegar ao

seu completo desenvolvimento. O processo de ossificao contnuo e atinge o seu

completo crescimento com a fuso das ep:fises .

Relatos de trabalhos sobre o crescimento dos ossos da mo e pulso, poca de

ossificao e o aparecimento desses mesmos ossos, ressaltam a importncia do ndice carpa!

na maturao do esqueleto, detectvel por meio de mtodos radiogrficos, SALZMANN .

Estudos realizados em portadores de sndromes de mal formaes congnitas, dada a

incidncia elevada na seqncia de ossificaes incomuns ou de anormalidades onde fatores

genticos influenciam no desenvolvimento sseo, levaram a concluir que a radiografia de

mo e punho no teria valor para a avaliao da idade ssea do indivduo mas, poderia

auxiliar no diagnstico e na identificao de patologias, POSNANSKI .

Como a idade ssea em determinado perodo est relacionada a maturidade e,

associando-se esse dado possvel separar o indivduo normal do anonnal. Dessa forma, a

radiografia de mo e pulso so importantes para avaliao da sallde e do crescimento,

A.'IDERSON .

O crescimento do indivduo resultante de uma somatria de fenmenos celulares,

bioqumicas, biofiscos e morfolgicos, integrado segundo caractersticas hereditrias e

modificado pelo ambiente.

Dentre as vrias partes do corpo humano que podem revelar a maturidade ssea, a

rea da mo e pulso esquerdo tm sido a rea escolhida para tomada de radiografias pois,

alm da unifonnidade e da clareza,. propicia uma maior cooperao do indivduo, alm de ser

11

mais barata e rpida, podendo ser repetida mais freqentemente sem maiores objees,

MONTAGUE.

Segundo MALINA, outras partes do corpo humano tambm podem ser utilizadas

para avaliao da idade ssea mas, escolhe-se a mo e punho devido a presena de vrios

ossos e epfises em uma rea pequena e fcil de ser radiografada .

Diferentes tcnicas foram propostas para avaliao dos processos de crescimento e

de desenvolvimento sseo tomando-se como base tabelas estrangeiras obtidas a partir de

grupos tnica e socialmente diferentes dos brasileiros.

O mtodo inspecionai e o mtodo de contagem de Oxford so os mais utilizados

para a avaliao da idade ssea atravs do ndice carpal. O primeiro mtodo consiste na

mensurao de urna ou mais reas, comparando-se a imagem radiogrfica do indivduo com

uma imagem padro de um atlas. A principal caracterstica deste mtodo a facilidade e

rapidez na sua utilizao clnica, devido apresentao dos estgios de desenvolvimento de

cada osso e, que constituem indicadores especficos de maturao ssea, TODD ,

GREULICH & PYLE .

MARCONDES, procurou conigir deficincias do atlas de desenvolvimento sseo de

GREULICH & PYLE, relacionando a idade ssea e a cronolgica, o peso e a estatura,

dividindo em faixa etria, sexo e estado nutricional, ressaltando a importncia desses fatores

na diferena da idade ssea em crianas de mesma idade, com aplicao em crianas

brasileiras com idade at 12 anos.

O segundo mtodo, a da contagem de Oxford, aplicado a partir da leitura da

imagem radiogrfica de 20 ossos da mo e punho~ conferindo pontos, de O a 1 00~ a cada um

dos ncleos de ossificao. Conforme o desenvolvimento de cada um dos centros de

ossificao da mo e punho e os diferentes graus de mineralizao dos centros sseos, so

atribuidos valores cuja soma total possibilita a localizao do indivduo em uma certa escala

determinando-se dessa maneira a sua idade ssea, TANNER & WHITEHOUSE.

A maturao e o crescimento sseo, seguido pelo surto de crescimento puberal e

pico de crescimento, ocorrem de maneira mais lenta e tardia em relao idade cronolgica,

nos indivduos do sexo masculino se comparados com indivduos do sexo feminino,

TIBRIO & VIGORITO , SILVEIRA , CASTELLANOS & Co!.

12

Para CASTELLANOS, a concordncia entre a idade ssea e idade cronolgica de

um modo geral est associada ao centro de ossificao da epfise distai da ulna e rdio. Alm

disso, a idade ssea obtida a partir do centro de ossificao do trapzio e trapezide,

mostrou-se estatisticamente diferente da idade cronolgica.

Para T ANNER. a relao entre a idade ssea e a idade cronolgica depende de

fatores relacionados ao organismo e ao ambiente e, invariavelmente as idades no coincidem

entre si e que, o indivduo ao atingir a puberdade, tem um crescimento mais rpido,

relacionando-se assim pouco a idade cronolgica com a idade ssea

A determinao da idade constitui-se em um dos problemas de maior importncia na

medicina e odontologia legal apesar da complexidade na obteno de suas estimativas.

A regio de mo e pulso, tem sido usualmente a regio mais utilizada para a

determinao da idade e do desenvolvimento sseo, devido a seqncia cronolgica que a

mesma apresenta. Como existe uma grande quantidade de ossos e epfises em uma rea no

muito extensa, possvel realizar uma nca tomada radiogrfica, evitando-se exposies

desnecessrias radiaes ionizantes, o que em outras regies no seria possvel,. permitindo

ainda uma adequada proteo ao paciente .

Segundo SILVEIRA, as meninas apresentam maturao ssea mais precoce que os

meninos em todas as faixas etrias estudadas e, comparando os estgios de maturao ssea

de individuas brasileiros com os padres de GREULICH & PYLE, estes apresentam um

desenvolvimento sseo mais tardio, principalmente os indivduos do sexo masculino. Para

PR YOR., os centros de ossificao para indivduos do sexo feminino situam-se em um

estgio mais avanados do que no sexo masculino.

A aquisio de conhecimentos a respeito dos centros de ossificao da mo e pulso,

so importantes para o profissional, dada a possibilidade das mesmas, fornecerem dados

para a anlise do crescimento facial . Quando temos a fase (R=) epfise na mesma largura da

difise~ juntamente com G 1 e Psi (Primeiras evidncias do osso ganchoso e Aparecimento do

osso Psiforme, respectivamente), constitue-se em uma poca mais adequada para o incio

dos tratamentos ortodnticos principalmente das ms ocluses esquelticas. A identificao

desse perodo toma-se importante para um melhor aproveitamento de toda a extenso do

surto de crescimento puberal. Na fase (R ut), a unio total epifisria no rdio indica em

13

relao ao crescimento facial, o final do crescimento da maxila. No entanto. de acordo com

MERCADANTE, o crescimento estatura!, corporal e da cabea da mandtbula s cessam 1

ou 2 anos aps a uno total do rdio. Observa-se assim a importncia da radiografia de

mo e punho como indicador para a avaliao da idade esqueltica e a determinao do nvel

de maturao ssea .

14

REVISTA DA LITERATURA

REVISTADA LITERATURA

PRYOR, em 1907, investigando o tempo de aparecimento dos centros de

ossificao dos ossos no corpo humano, fez as seguintes observaes:

1- O processo de ossificao inaugurado muito mais cedo do que at

agora se imaginava.

2- Os ossos do centro de ossificao feminino so mais avanado do que no

sexo masculino.

3- A ordem cronolgica em qual se d o aparecimento de ncleos dos ossos

do carpo diferente do que fonnalmente se imaginava.

4- A variao da ossificao bilateral, simtrica e hereditria.

HELLMAN, em 1928, relatou um estudo de ossificao de epfises da mo

no qual ele utilizou dois mtodos: Mensurao e Inspeo. Este estudo foi baseado numa

amostra de 16 indivduos femininos. Ele usou o comprimento total do dedo e a largura e

comprimento das falanges com um complemento para a inspeo. As radiografias revelaram

que a ossificao da cartilagem epifiseal da mo ocorre em quatro fundamentais caminhos:

1- estreitamento do disco da cartilagem;

2- o disco da cartilagem mostra precipitao do osso;

3- o disco da cartilagem desaparece inteiramente;

4- h uma diferenciao da estrutura ssea na rea de ossificao.

Observou ainda, que a maior atividade no curso do desenvolvimento ocorreu

aos 12 anos e 5 meses, coincidindo com a poca da erupo dos segundos molares

permanentes e que as falanges distais dos dedos apresentavam o incio da unio epfise -

difise, juntamente no incio do periodo da adolescncia.

17

TODD, em 1937, publicou um atlas contendo padres representativos dos

ossos da mo de indivduos norte - americanos abrangendo a idade entre 3 meses a 16 anos~

para o sexo feminino e, de 3 meses a 19 anos para o sexo masculino. O mtodo para se

estimar a idade ssea do tipo inspecionai, que compara a imagem radiogrfica do indivduo

com uma imagem padro. Porm, este autor advertia que, mesmo quando adequadamente

utiJizado, esse mtodo no completamente preciso.

PYLE & SONTAG, em 1943, elaboraram a tabela do tempo de ossificao,

onde calcularam as mdias, os desvios padres e os coeficientes de variabilidade para o

aparecimento de 61 centros de ossificao do esqueleto, e para isso utilizaram 64 indivduos

do sexo masculino e 69 do sexo feminino. Os ossos do carpa e do tarso, apresentaram

definitivamente,. uma maior variao em tennos da poca de aparecimento dos ossos da

mo. Relatou tambm que no existiu diferena na ordem de aparecimento dos centros de

ossificao para os ndivduos do sexo masculino e feminino.

GREULICH & PYLE, em 1950, organizaram um atlas, com base no

trabalho de TODD, desenvolvido em 1937, sobre o desenvolvimento dos ossos da mo e do

punho. Os autores acreditavam que, aps a idade de 5 anos, no haveria necessidade de

muitas figuras padres em ambos os sexos, o desenvolvimento sseo no se processaria to

rapidamente a ponto de exigir padres com mais freqncia do que os propostos para

intervalos anuais, exceto por ocasio da puberdade. O mtodo de utilizao do atlas por

comparao de imagens (inspecionai) e a sua maior caracteristica a facilidade e rapidez na

utilizao clnica, apresentando padres de radiografias de mo e punho de meninos desde o

nascimento at os 19 anos; e de meninas do nascimento at os 18 anos. Afirmaram ainda

que o esqueleto reflete o estado de desenvolvimento fisico e funcional do sistema

reprodutivo, alm disso~ proporciona uma medida adequada do nvel geral de maturao,

sendo que, o esqueleto da mo e do punho oferece mutas vantagens para determinar o

estado do desenvolvimento do orgarsmo como um todo. Revelando assim que, uma

radiografia de mo e punho de uma criana oferece uma medida objetiva da quantidade de

progresso em direo maturidade fisica, possibilitando avaliar o estado de

desenvolvimento por meio de comparao com aquele de outros indivduos do mesmo sexo

e idade cronolgica.

18

DREIZEN, em 1957, relatou a simetria do desenvolvimento esqueletal de

mos direitas e esquerdas a partir de estudos em 450 crianas na idade de 1 ms a 17 anos.

O autor utilizou-se do atlas de tcnica inspecionai de TODD e verificou que:

1- a diferena da idade esqueletal das 2 mos excedeu 3 meses em 42 (13%)

das crianas e 6 meses em somente 5 (1 ,5%) das crianas;

2- a diferena significante entre a idade esqueletal e a idade cronolgica em

cada mo era maior do que 6 meses.

TANNER & WIDTEHOUSE, em 1959, baseando-se no sistema de

contagem de escores de Oxford, determinaram a idade ssea atravs da leitura da imagem

radiogr:fica de 20 ossos da mo e punho, Para tanto, estabeleceram uma contagem,

variando de O a 100, confonne o desenvolvimento de cada um dos centros de ossificao da

mo e punho, atribuindo valores para os diferentes graus de rnineralizao dos centros

sseos. A idade de um indivduo, era obtida aps a obteno de escores individuais que,

somados era transformado em idade ssea atravs de tabelas propostas pelos autores, um

para cada sexo.

GREULICH & PYLE, em 1959, publicaram a segunda edio do atlas de

desenvolvimento dos ossos da mo e do punho~ no qual melhoraram a reproduo das

imagens radiogrficas_,. acrescentaram outras ilustraes, revisaram e ampliaram o texto.

Algumas figuras foram substitudas por outras mais ntidas enquanto que 4 padres para

indivduos masculinos foram acrescentados, para diminuir o intervalo de tempo entre as

unagens.

PYLE et ai., em 1959, apresentaram padres de desenvolvimento sseo

da mo de 133 crianas (66 meninos e 67 meninas, do nascimento at os 18 anos). O

propsito, foi demostrar que crianas normais apresentavam variaes na velocidade de

maturao, de acordo com a idade, comparando as radiografias da mo dessas crianas, com

os padres do atlas de GREULICH & PYLE (1950). Identificaram que as variaes dos

estgios iniciais de ossificao eram mais acentuadas do que quando estes estavam em

estgios avanados. Isto sugeriu que o incio de uma ossificao mais susceptvel s

alteraes de desenvolvimento que outros estgios. verificaram tambm que durante a

19

infncia as crianas apresentavam geralmente maior velocidade de maturao coro relao

aos padres, observando ainda que nas idades de 15 a 17 anos para meninos e meninas, o

desenvolvimento sseo da mo esta perto a se completar.

GARN & ROHMANN, em !960, investigaram em estudo longitudinal a

variabilidade na ordem de aparecimento de 28 centros de ossificao da mo e punho,

usando radiografias seriadas de grupo de 75 indivduos masculinos e 79 femininos. Quando

comparadas s medianas para cada sexo, foi observada grande variabilidade na ordem de

ossificao. Embora a ordem de aparecimento dos centros carpais tenha sido descrita como

constante e a mesma para ambos os sexos para os autores, na maioria dos indivduos do

sexo masculino e em 39% do sexo feminino ela foi diferente para 6 ossos carpais, de

seqncia descrita nos livros. Foram encontradas diferenas ligadas ao sexo para os ossos

piramidal, trapzio e trapezide, nos mesmos a ordem de aparecimento dos ossos carpais

foi: capitato, hamato, piramidal, semilunar, escafide, trapzio e trapezide~ nas meninas a

ordem foi a seguinte: capitato, hamato, piramidal, semilunar, trapzio, escafde e

trapezide.

TANNER, em 1962, afirmou que, na inf'ancia o crescimento est

relacionado com a idade cronolgica do indivduo que ao atingir a puberdade, tem um

crescimento mais rpido, relacionando-se assim pouco com a idade cronolgica.

JOHNSTON, em 1963, analisou uma amostra, em que consistiam

radiografias de mo e pulso esquerdo de 120 indivduos da Filadlfia, sendo 62 do sexo

feminino e 58 do sexo masculino e comparou seus dados de maturao esqueltica com os

padres de GREULICH & PYLE (1959), determinados em indivduos de Cleveland. Neste

estudo os indivduos das duas amostras mostraram o desenvolvimento esqueltico diferente,

relatadas pelos autores. Os indivduos masculinos da Filadlfia so, quanto a maturao,

tardios dos 7 aos 9 anos e precoces dos 1 O aos 17 anos, em relao aos de Cleveland. Os

indivduos femininos da Filadlfia so tardios, em maturao dos 7 aos 12 anos e precoces

dos 13 aos 16 anos, em relao aos de Cleveland. Tambm foi realada a necessidade de se

tomar cuidado quando se utiliza padres de uma populao como norma para indivduos de

outra populao.

20

MARCONDES e colaboradores, em 1965, estudaram a idade ssea e a

idade dentria em 40 crianas oriundas do meio scio econmico baixo, por meio de

radiografias dos ossos do carpa e dos arcos dentrios _ Confinnaram o atraso da idade ssea

em relao idade cronolgica .A explicao para tal observao segundo os autores,

poderia estar associado na carncia nutricional no incidir na "idade chave", que do

nascimento aos 1 O meses de idade, estabelecendo deficincias hipoplsicas e insuficincia na

mineralizao dos dentes. Os autores ainda relataram que em crianas mais velhas, a idade

dentria se aproxima da idade ss~ estando tambm atrasada em relao idade

cronolgica.

HUGHES & TANNER, em 1966, avaliaram radiografias da mo e pulso

esquerdo de aproximadamente 1.000 crianas, na idade de 4 meses a 18 anos, para

detenninar a fuso dos ossos do carpa. Destes, 837 eram crianas saudveis envolvidas em

estudos de crescimento normal e o restante dos pacientes sofrem de vrios desordens de

crescimento. Foram encontrados 4 casos de fuso do capitato e hamato e uma fuso de

capitato e trapezide.

MARCONDES & CHAMMAS, em 1966, apresentaram um estudo sobre

os valores mdios e os limites da normalidade da idade ssea determinada pela radiografia

de mos e punhos em crianas de So Paulo, de 09 meses 12 anos de idade, quando

comparada com os parmetros do atlas de GREULICH & PYLE. A amostra foi

constituda em funo do grupo etrio, sexo e estado nutricional. So apresentados os

valores normais, anormais, provavelmente normais e provavelmente anormais da idade ssea

em meses para cada idade cronolgica evidenciando a importncia desses fatores e a

diferena de idade ssea em crianas de mesma idade.

BJRK & HELM, em 1967, analisaram dados das radiografias de mo e

punho e dentrias de uma amostra de 32 individues masculinos e 20 femininos,

dinamarqueses, controlados anualmente, com o propsito de correlacion-los com o surto

de crescimento puberal (SCP) estatural. Os registros estaturais serviram para a construo

das curvas de velocidade de crescimento individualizadas nas quais foi detenninado o

momento do PVCP. Este estudo evidenciou a existncia de uma correlao entre a idade do

PVCP estatura! e a idade do aparecimento do osso ulnar sesarnide para ambos os sexos,

21

expressa pelos coeficientes de correlao de 0.75 e 0.57 para masculinos e femininos,

respectivamente. O incio da ossificao do sesam.ide ocorreu antes ou ao mesmo tempo

que o PVCP (nonnalmente antes do PVCP, 12 +- 2,1 meses para os individuas masculinos e

9 +~ 1, 4 meses para os indivduos femininos). Os autores concluram este estudo realando

que o osso sesamide e a menarca so importantes indcios da puberdade com detenninadas

aplicaes clncas: o sesarnide anunciando a proxmdade do PVCP para os indivduos

masculinos e femininos e a menarca anunciando o final do SCP para os femininos.

BAUSELLS, em 1969, efetuou a avaliao da idade ssea, do osso

semilunar, atravs de densitometria radiogrfica. Utilizou-se de 224 crianas leucodermas,

do sexo masculino, na faixa etria de 4 a 8 anos de idade. Concluiu que vvel o emprego

da densitometria para o estudo do crescimento e desenvolvimento sseo, e que h uma

relao entre os valores de transmisso da luz, atravs da imagem radiogrfica do osso

semilunar e a idade cronolgica, nos grupos etrios estudados.

ROCHE, em 1969, atravs de 169 radiografias de mo e pulso de crianas

de Melbourne utilizou 7 diferentes mtodos para obter a rea da idade esqueletal . Os

mtodos empregados utilizando a mdia de todos os ossos de idades esqueletas, excluindo

somente valores extremos, excluindo aqueles derivados provenentes do carpo ou de outro

seleto osso produto de significado similar durante a idade no mbito estudado em cada sexo.

Os estudos sugeriram que a excluso das idades esqueletais dos ossos carpais ou o uso de

uma seleta idade esqueletal poderia levar a uma medida mais rpida sem real mudana nos

significados e variabilidade.

ANDERSON, em 1971, relatou que as medidas relativas a maturidade

individual de crianas tem sido largamente usada para aperfeioar a estimativa de

crescimento to bem quanto na evoluo de desordens fisiolgicas. e que a idade esqueletal

na mo tem sido o mais comumente mtodo usado para essas avaliaes. Concluiu que uma

simples leitura clnica da idade esqueletal nos leva a relativa maturidade do paciente e em

particular o tempo de sua vida. Essas medidas associados com outros achados clnicos, nos

leva a possibilidade de separar o anonnal do normaL Alm disso, podemos distinguir dentro

de uma extenso normal aqueles, os quais so relativamente avanados ou retardados em

seu desenvolvimento. Ressalta tambm que, sucesstvos trabalhos feitos pelos mtodos

22

descritos mostram a direo do desenvolvimento das crianas, o progresso obtido em um

tratamento, e que o atlas de mo e punho, bem como o acompanhamento da radiografia

carpal constituem um importante aspecto para a avaliao da sade e do crescimento de

cnanas.

HELM S. ET AL., em 1971, realizou atravs de radiografias de mo e

punho e medidas estaturais em uma amostra de 52 indivduos masculinos dinamarqueses,

controlada anualmente, registrando os seguintes estgios de ossificao: FP do 2 dedo

(indicador) apresentando sua epfise com a mesma largura que a extremidade proximal da

dilise (FP2~ ); estgio correspondente ao anterior para a FM do 3' dedo (FM3~ );

ossificao inicial do sesamide mediai da junta metocarpofalangeal do polegar (S); FM do

3' dado apresentando sua epfise capeando a extremidade proximal da dilise (FM3 cap ); FD

do 3' dedo apresentando a sua epifise completamente unida com a extremidade proximal da

difise (FD3 u ); estgio correspondente ao anterior para a falange proximal do

3' dedo (FP3 u); mesmo estgio para falange mdia do 3' dedo (FM3 u). Relatou que o

perodo de crescimento mais intenso ocorre entre a ossificao do sesamide e o ircio dos

estgios de capeamento da falange mdia do 3' dedo (FM3 cap ).

MALINA, em 1971, constatou que racliograficamente nota - se o

aparecimento de centros sseos especficos ndicando a posio ssea sobre cartilagem,

definio e caracterizao dos ossos arredondados e irregulares ao alcance de seus

contornos. Na evoluo desse progresso pelos filmes de RX de reas selecionadas. trs

amplas categorias de informao so tradicionalmente utilizadas:

1- aparecimento de especficos centros de ossificao nos filmes de RX, na

qual indica a substituio inicial de cartilagem por osso em particular elementos esqueletais

envolvidos;

2- definio e caracterizao de ossos pela gradual forma de diferenciao

at que as formas de adulto apaream;

3- unio ou fuso de epfises com suas respectivas difises e a caracterizao

dos contornos e configuraes em ossos arredondados ou irregulares.

23

O autor tambm ressalta que outras partes do corpo humano poderiam ser

utilizadas para avaliao da idade ssea ma&, a mais comumente utilizada para medir a

maturidade o complexo de mo e pulso, a qual compreende 28-30 centros sseos de

crescimentos e maturao. E os dois melhores mtodos para utilizao das medidas da

maturidade esqueletal na mo e pulso so:

1- o atlas ou mtodo inspecionai de TODD, GREULICH & PYLE;

2- mtodo de aproximao de osso especfico " bane - specific" de

TANNER & WHITEHOUSE

MONTAQUE & COBB, em 1971, afinnaram existir vrias reas do corpo

humano atravs das quais podemos revelar a maturidade ssea de um indivduo, (mos, ps,

joelhos, cotovelos, ombros e quadris) provm da mais ampla base para uma avaliao

precisa. Alguns estudos so menos adequados porque: (1) o tempo de radiao exposta

envolvido no ser permitido (2) custos~ assistncia tcnica especializada para realizao e

interpretao radiogrfica A mo esquerda incluindo o pulso , tm sido a rea de escolha

mais desejvel para a radiografia de uma rea. Ela mais conveniente, permite uma mxima

cooperao do sujeito, mais bara~ mais rpida, e pode ser repetida mais freqentemente

sem objeo. Sua uniformidade e clareza tambm so mais fceis de se obter. Para o

principal propsito de escolha da rea deve ser determinado pelas infonnaes procuradas,

as quais se pretende obter.

POZNANSKI ET AL., em 1971, pesquisaram crianas com sndromes de

mal formaes congnitas, devido a elevada incidncia na seqncia de ossificaes

incomuns ou de anormalidades. onde fatores genticos, condies scio - econmica,

fatores ambientais, condies de nutrio e sexo influenciaram no desenvolvimento sseo.

Neste caso, chegaram a concluso de que a radiografia carpa! teria valor praticamente nulo

para avaliar a idade ssea do indivduo, mas poderia auxiliar no diagnstico e identificao

de patologias, Relataram tambm que as sindromes de m - formao congnita no se

ajustam no padro de mo e pulso descritos na seqncia do atlas de GREULICH &

PYLE. H uma diferena no nvel de maturao dos centros carpa! e falangeal em relao

ao encontrado clinicamente em crianas normais. Geralmente os centros carpais so menos

24

desenvolvidos do que os centros falangeais, enquanto a maturao esqueltica global

retardada (fhsomia 18) ou avanada (gigantismo cerebral) e at em outras condies,

especficamente centros carpais so desproporcionalmente atrasados. Seguindo como

exemplo, o capitato est diferencialmente atrasado na displasia epifiseal, na presena de uma

excessiva desarmonia de desenvolvimento ou maior assimetria blateral. Com ou sem

agenesia de um ou mais ossos da m.o, torna~se difcil determinar a idade ssea na sndrome

congnita de m fonnao.

CHAPMAN, em 1972, realizou um estudo em que relacionou a ossificao

do osso sesamide e o estgio de desenvolvimento da junta metacarpofalangeal do dedo

polegar com SCP em estatura corporal. Uma amostra de 33 indivduos masculinos e 38

femininos norte ~ americanos foi examinada dos 1 O aos 16 anos de idade, com filmes para

tomadas perapicais, de 3 em 3 meses. O desenvolvimento do osso sesamide e da junta foi

dividido nos seguintes estgios:

ISO (Idade Sesamide O)- no h evidncia radiogrfica de rea ponteada

correspondente ao sesamide;

IS 1 - imagem radiogrfica de rea ponteada, correspondente ao osso

sesamide, primeiro indcio de ossificao;

IS2 - ossificao em progresso, portanto imagem ainda sem contornos

ntidos;

IS3 - osso sesamide com contorno ntido, normalmente com a forma de

urna semente;

IS3 + - osso sesamide com contorno ntido e incio da unio epifisria na

falange proximal do polegar .

Este estudo mostrou que a ossificao sesamide ocorre na poca do SCP estatural .

A durao do SCP estatura! foi observada coincidentemente com o desenvolvimento deste

osso~ o PVCP foi registrado sempre aps a ossificao do sesamide (IS3).

25

HAA VIKKO, em 1974, relatou o estudo da estimativa da idade esqueletal

em alguns centros de ossificao da mo e pulso. usando como critrio na escolha destes

centros de ossificao:

a)- aqueles que apresentavam a menor variabilidade;

b )- o estgio de maturidade tinha que ser fcil de estimar;

c)- tinham que ser visveis nas radiografias nas primeiras idades e alcanar a

plena maturidade nas idades mais avanadas;

d)- deveria tambm levar ao mximo valor proferido e a mais alta estatstica

compartilhada do tempo de aparecimento desses centros.

Neste estudo foram analizados 1061 crianas na idade de 2 anos e meio a 19 anos

dos quais foram selecionados seis centros de ossificao para o estudo.

I - a epifise do rdio

2 - a epifise da flange proximal III

3 - a epfise do metacarpo rn 4 - a epifise de flange distai V

5 - o capitato, para ser usado do nascmento aos 12 anos

6 - a epfise ou falange mediai III usado depois dos 12 anos.

O autor considerou que a estimativa da idade esqueletal nestes centros de

ossificao muito segura para a estimativa da idade esqueletal em relao a todos os 28

centros da mo e pulso.

BOWDEN, em 1976, mostrou que todos os fenmenos maturacionais so

influenciados por uma combinao de fatores genticos, raciais, climticos, estacionais,

nutricionais e scio - econmicos. Investigando registro de radiografias de mo e punho e

comparando com os padres dos estgios epifisrios de GREULICH & PYLE, de 52

meninos e 60 meninas, revelou que as seqncias de ossificao, da rea do punho,

mostraram polimorfismo e dimorfismo sexual, alguns desses critrios podem ser utilizados

clinicamente como indicadores de estgios adolescentes. As medidas estaturais serviram

para a construo de grficos individuais de velocidade de crescimento1 para a determinao

do incio do pico e do final do SCP. Sendo os estgios os seguintes:

26

(adulto).

I) no evidncia da epfise;

2)- ossificao inicial da epfise;

3)- epifise com 1/3 da largura da dilise;

4)- epifise com l da largura da dilise;

5)- epfise com % da largura da dilise;

6)- epfise tem a mesma largura da dilise;

7)- capeamento epifisrio;

8)- inicio da unio epfisria;

9)- unio total da epifise;

10)- unio epifisria total sem linha demarcatria entre epfise e difise

Os autores destacaram que a eficincia da previso aumenta quando mais variveis

ou estgios epfisrios de falanges distais ou mdias so utilizadas, observando-se a

seqncia natural dos fenmenos.

PRATES, em 1976, analisou teleradiografias cefalomtricas e radiografias

de mo e punho de 40 brasileiros de Piracicaba (20 masculinos e 20 femininos) com idades

varia.nrlo entre 11 e 15 anos. com o objetivo de: evidenciar as caractersticas das reas de 8

ossos do carpa, comparar as evidncias entre as medidas cefalomtricas. As reas dos ossos

carpais relativas a cada sexo, no que diz respeito ao processo de crescimento foram maiores

para as reas dos ossos do carpo que para as medidas cefalomtricas e as taxas de

crescimento na rea dos ossos carpais foram maiores nos indivduos masculinos no perodo

estudado. A autora destacou a importncia da radiografia de mo e punho no diagnstico

ortodntico, como um bom indicador de crescimento e desenvolvimento crnio - faciaL

GRAVE & BROWN, em 1979, publicaram resultados de 4 casos clnicos

tratados ortodonticamente. ressaltando como as radiografias carpais ajudaram no

diagnstico, fornecendo informaes sobre os estgios de desenvolvimento dos pacientes e

seu potencial de crescimento pr volta da puberdade. Salientaram que o tratamento

ortodntco associado ao perodo de mximo crescimento puberal, reduz algumas das

incertezas associadas ao tratamento precoce. Relatam tambm, que as radiografias carpais

27

podem ser usadas como guia indicador do crescimento, proporcionando ao clnico um

diagnstico eficaz para o planejamento do tratamento, alcanando seu objetivo.

MARTINS, em 1979, realizou um trabalho sobre maturao ssea e o surto

de crescimento puberal, em altura corprea e em dimenses faciais. O autor deu nfase

seqncia de eventos de maturao esqueltica, observados numa radiografia de mo e

punho, como dados para o estudo de crescimento individual. Em relao ao

desenvolvimento dos ossos do carpa, concluiu que a ossificao inicial do psiforme e as

primeiras evidncias do gancho radiopaco, no interior do osso ganchoso, indicam o inicio do

surto de crescimento puberal. Revelou tambm que a igualdade das larguras entre epfises e

difises das falanges e do rdio indicam o incio do surto de crescimento puberal e o

capeamento epifisrio nestes ossos, indica o momento do pico de velocidade de crescimento.

A unio epi:fisria indica o final do surto, bem como a ossificao do ulnar sesamide da

junta metacarpofalangeal do dedo polegar um guia de maturao fisica que pode ser

utilizado como indicador de que o surto de crescimento puberal j comeou.

SINGER, em 1980, para avaliar o crescimento sseo na radiografia carpal,

estabeleceu 6 estgios de maturao ssea passando por, precoce, onde h ausncia do

psifonne, do gancho do hamato e epfise da falange proximal do zc-, dedo, mais estreita que

sua difise; pr - puberal, onde a epfise da falange proxima1 do zo dedo mantm a mesma largura de sua dilise, ossificao inicial do gancho do harnato e do psiforme; inicio puberal,

onde inicia a calcificao do sesamide, aumenta a largura da epfise da falange proximal 2

dedo ( capeamento ), e aumenta ossificao do sesamide e piscifonne; puberal, quando

ossi:fica o sesamide, h capeamento da difise da falange mdia do zo dedo com sua epifise, diminuio da velocidade de crescimento puberal, ossifica totalmente o sesamide, unio da

epifise da falange distal do 3 dedo com sua dilise, todas as falanges e ossos carpais

totalmente ossi:ficados, as ep:fises do rdio e ulna no totalmente unidas com suas difises;

finalizao do crescimento que quando no h nenhuma regio de crescimento

remanescente.

CANEWN AROCHA, em 1987, idealizou uma tCIca radiogrlica

simplificada da mo e do punho esquerdo, para a determinao da idade ssea, com a

finalidade de obter um resultado preciso, claro e especifico para a interpretao,

28

selecionando a mo e punho esquerdo por apresentar menos modificaes, devido aos

exerccios dirios e tambm uma maior parte da populao utilizar a mo direita para seus

afazeres_

COLE E CAL, em 1988, comparou os mtodos de TW2 (TANNER&

WHITEHOUSE) e GP (GREULICH & PYLE) para a estimativa da idade ssea, onde

foram comparadas radiografias de 97 crianas. A idade ssea medida pelo mtodo TW2 era

ligeiramente mais conclusiva para idade cronolgica do que a estimativa do atlas de GP, mas

TW2 era ligeiramente menos reproduzvel entre as observadas. Relataram tambm que

observaram erros nos dois mtodos estudados e que ocorreu um menor nmero de erros

quando foi usado o atlas de GP. O mtodo de GP era melhor utilizado em radiografias

padronizadas em locais de populaes semelhantes.

TIBRIO & VIGORITO, em 1989, realizou uma amostragem com 150

telerradiografias da mo esquerda, obtidas de jovens brasleiros da regio do ABC Paulista,

sendo a amostragem dividida em: 70 do sexo feminino em idades de 8 a 14 anos e 80 do

sexo masculino em idades de 8 15 anos. Concluiu que:

1- o surto de crescimento puberal teve incio no grupo feminino na faixa

etria de 10-11 anos e no masculino de 11-12 anos;

2- velocidade do surto de crescimento puberal apresenta - se significativa

na faixa etria de 12-13 anos no grupo feminino e de 13-14 anos estaria o pico do

crescimento puberal, apresenta - se significativa na faixa etria de 13-14 anos. e o pico de

crescimento puberal em tomo de 15-16 anos;

3- curva de crescmento observou - se:

3A- o incio da ossificao do osso pisifomte, e do osso ganchoso no estgio

GI, ocorreu 1-2 anos antes do incio do SCP para ambos os sexos;

3B- o estgio GII, do osso ganchoso ocorreu no grupo feminino, em torno

dos 12 anos e no masculino, aos 13 anos.

MORAES, em 1990, realizou um trabalho sobre indicadores de

desenvolvimento na estimativa de idade, utilizando 222 crianas, de ambos os sexos, de

idade variando entre 3 anos e meio e treze anos, atravs do mtodo radiogrfico do punho

29

esquerdo. O autor concluiu que a idade dentria melhor e mais fiel estimador da idade

cronolgica, seguida da idade ssea. Concluiu ainda, que o peso e a altura tm valor

reduzido na estimativa da idade cronolgica.

SILVEIRA, em 1991, estabeleceu uma possvel relao entre idade

cronolgica, dental e esqueltica de 157 crianas leucodermas da zona urbana de Piracicaba,

de ambos os sexos, e idade variando de 6 a 1 O anos. A idade ssea foi determinada pelo

mtodo inspecionai por comparao com o atlas de GREULICH & PYLE (1950),

concluindo~se o seguinte:

1- comparando-se os estgios de maturao ssea de indivduos brasileiros

com os padres de GREULICH & PYLE, concluiu - se que estes apresentam um

desenvolvimento sseo mais tardio, sobretudo os indivduos do sexo masculino;

2- a maturao ssea, nos meninos, apresentou uma evoluo lenta, no

correspondendo s faixas etrias estudadas;

3- as meninas apresentam maturao ssea mais precoce que os meninos, em

todas as faixas etrias estudadas;

4- no existe uma relao absoluta entre idade ssea e dentria;

5- o desenvolvimento dentrio entre brasileiros, em ambos os sexos.

ligeiramente mais precoce quando comparado com crianas norte - americanas.

MAPPES et ai., em 1992, compararam 2 grupos de adolescentes,

leucodermas, de :M:idwest e de Midsouth, utilizando-se de radiografias panormicas da mo

e punho, na idade cronolgica entre 12 e 13 anos e meio, e com estados saudveis. Pelos

resultados obtidos, concluram que h diferenas considerveis, de uma regio para outra,. na

determinao da idade dos indivduos.

MANOS e colaboradores, em 1994, apresentaram um trabalho sobre

desenvolvimento de uma tcnica computadorizada para segmentao das radiografias de

mo e pulso e em particular obtidas pelo mtodo de 1W2 para medida da maturidade

esqueltica. O mtodo de segmentao baseado no conceito de regies e ele consiste de

regies de crescimento e regies em estgios de fusionamento. Concluiu que a tcnica

proposta para a segmentao dos contornos dos ossos, ajuda na identificao da

30

conjugao dos ossos. Para o desenvolvimento desse mtodo foram realizadas 14 imagens

da regio do rdio e ulna. Esse mtodo foi testado em outras 20 imagens da rea da mo e

pulso e tambm para radiografias de outras partes do corpo humano, mas com limitados

sucessos. Os resultados produzidos por esse mtodo representa uma significante melhoria

em outros mtodos de trabalho, especialmente para a segmentao de radiografias com

diversificao do grau de maturidade esqueltica.

CASTELLANOS e colaboradores, em !996, usando o mtodo de

GREULICH & PYLE, determinaram a maturidade esqueltica em 239 crianas espanholas

do sexo masculino e feminino do nascimento aos 14 anos de idade. Os resultados obtidos

mostram primeiramente que em Termos absolutos, o processo de ossificao mais cedo em

garotas do que em garotos. Essa diferena mxima entre 5 e 11 anos de idade. Os garotos

mostram um atraso por volta de 3 meses em respeito a garotos norte - americanos do atlas

de GREULICH & PYLE. As garotas em contraste mostram um melhor ajuste em

comparao ao atlas. Em geral a mais alta concordncia entre a idade ssea e idade

cronolgica est no centro de ossificao da epfise distai da ulna e rdio e para ossos

metacarpais, ao nvel do carpo, a anlise do centro de ossificao mostra que o capitato e

hamato envolve-se mais em acordo com idade cronolgica. Em outros extremos, e em

ambos os sexos, o centro de ossificao do trapzio e trapezide so estatisticamente mais

distante da idade cronolgica.

KHANNA & KIRAN, em 1997, realizaram estudo radiolgico da fuso da

epfise e difise do pulso e cotovelo, onde relataram que a idade de fuso dos centros de

ossificao de grande importncia para o ponto de vista mdicolegal, e que investigaes

como esta tm sido feitas em diferentes partes do mundo. Observaram tambm que a idade

de fuso dos centros de ossificao do pulso e da cotovelo foram radiolgicamente

investigadas~ onde tivemos o registro da fuso das epfises do cotovelo de 14 16 anos no

sexo masculino e de 13 14 anos no sexo feminino. Similannente a fuso do pulso foi

notada aos 17 anos no sexo masculino e de 14 para 16 no sexo feminino.

ABDEL-KADER, em 1998, relatam a confiabilidade do filme de raio-x

dental para medidas do estgio :MP3 da curva de crescimento puberal. O alto grau de clareza

das radiografias, a facilidade com que podemos interpretar o estgio MP3 , a simplicidade

31

do mtodo e mais significantemente a baixa exposio em que exposto o paciente. Esta

tcnica altamente recomendada para a prtica na clnica diria, sendo os equipamentos

necessrios na avaliao clnica: filmes radiogrficos para raio-x dental periapical

padronizado e um aparelho de raio-x dental tambm padronizado.

V AN LENTHE , em 1998, realizou uma comparao entre os mtodos de

TANNER-WHITEHOUSE 11 (TW 11) e o mtodo FELS na maturao esqueltica em

adolescentes, sendo este um estudo longitudinal, foram comparados 30 indivduos do sexo

masculino e 30 do sexo feminino~ com a idade cronolgica entre os 12 e 16 anos, medidos

anualmente entre 1977 e 1980 , o que resultou em 4 radiografias da mo e pulso esquerdo

de cada ndivduo. Para indivduos a idade esqueletal no mtodo TW ll era OJ2 anos mais

velho do que a idade esqueletal no mtodo FELS. Para o sexo feminino a idade esqueletal

do mtodo T\V II era 0.20 mais jovem do que no mtodo FELS. Relatam tambm que

diferenas na idade esqueletal podem ser atribudas a diferenas na maturao da populao

referente, mas principalmente para ~ diferena nos mtodos estatsticos de escores e esca1as

de maturao. Conclui-se tambm que no h concordncia na idade esqueletal medidas de

acordo com mtodo TW ll e o mtodo FELS em adolescentes.

32

PROPOSIO

PROPOSIO

Neste trabalho, atravs da utilizao de radiografias de mo e pulso esquerdo,

pretende-se detenninar o estgio epfisrio e o grau de ossificao da cartilagem de

crescimento atravs da rea, localizada entre a epfise e a difise do rdio. Relacionando as

medidas tomadas nas reas das radiografias com a idade cronolgica, atravs de um modelo

matemtico pretende-se:

a) estimar a idade cronolgica do indivduo atravs da rea obtida entre a cartilagem

de crescimento da epfise e difise do rdio;

b) relacionar os estgios de maturidade esqueltica R= (Epfise e Difise do Rdio

se encontram na mesma largura), Rcap ( Capeamento epifisrio do Rdio) e Rut

(Unio total epifisria do Rdio )com as medidas obtidas das reas de capearnento

epifisrio do rdio;

c) evidenciar as diferenas existentes entre os indivduos do sexo masculino e do

sexo feminino.

35

MATERIAIS E MTODOS

MATERIAIS

Para o desenvolvimento do presente estudo,. foi utilizado a tomada radiogrfica de

mo e punho esquerdo, de 11 O indivduos brasileiros leucodermas, sendo 55 pessoas do

sexo feminino e 55 do sexo masculino, da regio de Americana-S.P., com a idade entre 07 e

18 anos. Foram selecionados 5 indivduos, de cada sexo, para cada uma das 11 faixas de

idade, conforme a Tabela 1, apresentada a seguir:

Tabela I. Nmero de indivduos do sexo masculino e feminino em foram obtidas

radiografias de mo e de punho.

Idade( em anos) Sexo Masculino-- Sexo F eminine-

71--- 8 5 5

8 1--- 9 5 5

91---10 5 5

10 1--- 11 5 5

11 1--- 12 5 5

121--- 13 5 5

13 1--- 14 5 5

141---15 5 5

15 1--- 16 5 5

161---17 5 5

171---18 5 5

Total 55 55

39

FAIXA ETRIA

A faixa etria de 7 a 18 anos foi escolhida para o desenvolvimento do presente

trabalho pois, em torno dos 07 anos de idade, a largura da ep:fise do rdio aproxima-se da

largura da difise (R=), dando inicio ao capeamento epifisrio e que na maioria dos

indivduos precede ao incio do surto de crescimento puberal, juntamente com o

aparecimento das primeiras evidncias do gancho radiopaco no osso ganchoso(Gl) e a

visualizao do osso psiforme (Psi). Em tomo dos 18 anos de idade cessa o crescimento,

quando praticamente ocorre o trmino da unio ep:fise-difise do rdio (R ut), unio total

epifisria do rdio.

SELEO DA AMOSTRA

A amostra foi constituda por pacientes em tratamento sob a responsabilidade do

pesquisador-responsvel por este estudo. Os pacientes so indivduos brasileiros, de ambos

os sexos. Foram selecionados indivduos leucodermas, para evitar possveis influncias nos

dados, devido a fatores tnicos.

O protocolo da presente pesquisa foi submetido e aprovado pelo Comit de tica=

CEP- FOP e, no desenvolvimento da presente pesquisa,. foram utilizadas radiografias que

fazem parte do pronturio dos pacientes atendidos pelo pesquisador at o primeiro semestre

de 1997 e que se encontram arquivadas sob a sua guarda.

As autorizaes das tomadas radiogrficas e da utilizao das radiografias _para a

realizao deste estudo foram obtidas dos responsveis legais de cada indivduo, autorizando

a sua utilizao para pesquisa, conforme modelo apresentado no Anexo L

40

As autorizaes das tomadas radogrficas e da utilizao das radiografias para a

realizao deste estudo foram obtidas dos responsveis legrus de cada indivduo, autorizando

a sua utilizao para pesquisa, conforme modelo apresentado no Anexo I:

EQUIPAMENTOS

Para o processo de digitalizao e outros procedimentos foram utilizados:

-um computador Pentium de 233 Mhz com 48 MB de memria RAM;

- um scanner da Hewlett Packard, modelo Scanjet 4C .

PROGRAMAS

Foram utilizados :

- o programa DeskScanll verso 2.3 , para dgtalizar as imagens ;

- o programa Paint do Windows 95 , para colorir as imagens;

- o programa SIARCS 3. O , para determinar a rea de cada imagem;

- o programa SAS , para a anlise de dados.

41

TOMADAS RADIOGRFICAS

As radiografias de mo e pulso esquerdo, utilizadas neste estudo, foram obtidas com

base em acordo internacional para a unificao das medidas antropomtricas realizada em

Mnaco e Genebra em 1906 el912 respectivamente quando convencionou-se que as

medidas deveriam ser realizadas das extremidades esquerdas do corpo humano.

A tomada de radiografias de mo e punho esquerdo foi realizada no Instituto de

Radiologia Odontolgica (IRO) situado no municpio de Americana S.P ..

Para as tomadas radiogrficas foi utilizado o aparelho EMIC com uma voltagem de

65KIMA a 0,2 segundos. As tomadas radiogrficas de mo e punho esquerdo(figura 1) dos

indivduos selecionados, foram realizadas a uma distncia de foco - filme padro de lm e

20cm, estando o feixe de raios-x dirigidos perpendicularmente ao centro do filme.

O processo de revelao das radiografias seguiu as especificaes do fabricante do

filme KODAK PMG/RA-1 de base verde.

42

Figura 1 . lmagem de uma radiografia utilizada neste trabalho.

43

.MENSURAO DAS REAS

Para a anlise e interpretao das radiografias foi utilizado um negatoscpio da Solar

Produtos ticos, com auxlio de um lupa de aurnento(Sx).

As imagens radiogrficas, do capeamento epifisrio do rdio foram copiadas em

papel vegetal colocado sobre as radiografias, com o auxlio de caneta com uma ponta

de0_5ffilil.., para obter-se uma maior preciso.

Foram traados os contornos e a delimitao da epfise e difise do rdio, obtendo-se

um ponto mais distai em cada lado da epfis e da difise, para detenninao da rea a ser

estudada (entre a epfise e difise) Figura 2.

Figura 2 - Interligao dos pontos distais A e B , C e D, nas epfises e difises para

determinao da rea a ser estudada.

44

A partir da unio dos pontos , obtm-se uma regio de crescimento , cuja rea ser

detenninada com o auxilio de computador atravs do uso de um aplicativo desenvolvido

para essa finalidade.

DIGITALIZAO DAS IMAGENS

A partir da delimitao das reas da epfise e difise, da rea de crescimento

existente e da medida padro em papel vegetal. foi realizado a digtalizao das imagens

obtidas, com o auxilio de computador e de mesa digitalizadora(scanner). Utilizou-se nesse

caso, o programa DesKScanii cuja tela inicial apresentada na Figura 3.

Figura 3 - Iniciando o DesKScan !I

45

Para o clculo da re~ foi acrescentado um padro de medida por exigncia de

leitura do aplicativo utilizado. Tal procedimento pode ser observado na Figura 4.

Figura 4. Medida padro e imagem da rea delimitada no DesKScanii .

. ..

As Figuras 5 e 6 apresentam os procedimentos para colorir as imagens (escala de

cores BMP) atravs do aplicativo P AlNT. A diferenciao por meio de cores distintas

necessria para que seja realizada a leitura da rea com o auxlio de computador e pode ser

visualizada na figura 6.

Figura 5 - Iniciando o programa com a imagem antes de ser colorida .

47

Figura 6. Imagem da rea colorida com P AINT( em escala BMP) .

o 00

1' -

Para obter Ajuda, clique em T 6pico$ da AP _;n

48

A partir dessa fase, o programa SIARCS , tem condies de analisar a rea

desejada, isto , a rea colorida de vermelho.

PROCEDIMENTOS PARA A DETERMINAO DAS REAS.

A Figura 7 mostra a tela de apresentao do programa SIARCS utilizado para a

avaliao das reas do presente estudo. Este aplicativo foi desenvolvido pela EMBRAPA-

CNPDIA, para auxiliar estudos na rea de cincia do solo atravs do processamento e

anlises digitais, permitindo resultados mais rpidos e precisos em relao aos outros

mtodos de anlise. Este aplicativo bastante adequado para o desenvolvimento deste

trabalho, prestando-se com preciso ao estudo e anlise de medidas como rea, em :m2, cm2,

mm2 ou em f-Lm2

49

Figura 7- Tela de entrada do programa SIARCS 3.0

As Figuras 8, 9, 10, 11 e 12 mostram seqencialmente as diferentes etapas para que se

tenha o valor da rea analisada.

50

Figura 8 - Selecionando a imagem desejada .

.

Figura 9 - Imagem com a rea a ser determinada.

52

Figura 1 O - Definindo a escala padro de 1 em .

53

Figura 11 - Selecionando a cor

-~

rqujvo fd~ar t~Sualizar firos A~se Janela fdd'a

54

Figura 12 - Binarizao: separando a cor para a definio da rea .

55

O valor da rea analisada apresentado em urna tela como mostra a Figura 13 .

Figura 13 - rea analisada

I Co~J Fedfar l

56

As Figuras 14, 15 e 16 mostram os estgios de crescimento mais importantes da epfise e

difise do Rdio em relao a maturidade esqueltica.

Figura 14 -Fase (R=): a epfise do Rdio tem a mesma largura da difise.

57

Figura 15 - Fase(Rcap ): apresenta o estgio durante o qual ocorre o capeamento da difise

pela epfise do rdio.

58

Figura 16 -Fase (Rut): pode-se observar o estgio em que ocorre a unio da epifise e da

difise do rdio.

59

RESULTADOS

RESULTADOS

Com base nos dados obtidos(Anexo !I), foi realizado uma anlise para verificar a existncia de uma relao entre as variveis rea( em cmZ) e idade em meses. Os dados foram submetidos a uma anlise de regresso, ajustando-se um modelo estatstico que permita obter estimativa da idade de pessoas com base em medidas obtidas a partir de radiografias.

Para efeito de anlise, foram considerados os dados das meninas e dos meninos separadamente devido a possveis influncias de sexo sobre os resultados.

Atravs do estudo de regresso, pretende-se ajustar uma equao do tipo:

y ~ a ~ bx (Modelo I)

que corresponde a equao de uma reta, onde:

y a chamada varivel dependente isto , idade, cujo valor pretende-se estimar por este modelo;

a, b so as estimativas dos coeficientes linear e angular respectivamente;

x a varivel preditora (rea), a partir da qual sero estimados valores da varivel dependente, no caso, a idade.

Alm do modelo linear exposto anteriormente, foi ajustado um modelo quadrtico:

y=a+bx+cr (Modelo li)

com o objetivo de se obter um melhor ajuste.

Para verificar a significncia do modelo ser utilizado a anlise de varincia da regresso(teste F). Para a avaliao do modelo ajustado ser utilizado o coeficiente de determinao (r2) que corresponde a variao da varivel Y que explicada pelo modelo ajustado, expressa geralmente em porcentagem. Assim, desejvel que o valor de r seja o mais prximo de 1 000/o, para que a estimativa da idade seja mais prxima do seu verdadeiro valor.

63

CORRELAO.

A Tabela 2 apresenta os resultados da anlise realizada com os dados das meninas e dos meninos, contendo o coeficiente de correlao de Pearson e o teste da hiptese de independncia entre as variveis consideradas.

Tabela 2. Coeficientes de correlao de Pearson para dados de meninas e meninos e teste de hiptese sobre Ho:

Pearson Correlation Ccefficients I Prob>)RI under Ho: Rho-0/N - 110 AREA.CM2

IDADE -O. 6683 0.0001

Clculos efetuados pelo procedimento CORR do software SAS/BASE.

O coeficiente igual a -0,6683, significativo e evidencia a existncia de uma correlao negativa entre as variveis idade e a rea, isto , existem indcios de que a reduo da rea relaciona-se ao aumento na idade.

Alm disso, calculou-se o coeficiente de correlao para meninas e para os meninos. A Tabela 3 apresenta o resultado obtido para os dados das meninas.

Tabela 3. Coeficientes de correlao de Pearson calculado com os dados das meninas e teste de hiptese sobre Ho

Pearson Correlation Coefficients I Prob>!RI under Ho: Rho-0/N = 55 AREACM2

IDADE -0.87742 0.0001

Clculos efetuados pelo procedimento CORR do software SAS/BASE.

Nesse caso, o coeficiente de correlao( r= -0,87742) encontrado maior e tambm significativo, tornando mais evidente a existncia de uma associao entre o aumento na idade e a tendncia de diminuio da rea de epfise e difise.

Para os meninos, o coeficiente de correlao (r= -0, 75993) tambm significativo e est na Tabela 4, apresentada a seguir:

Tabela 4. Coeficientes de correlao de Pearson calculado com os dados dos meninos e teste de hiptese sobre Ho.

Pearson Correlation Coefficients I Prob>IRl under Ho: Rho-0/N-55 AREACM2

IDADE -0.75993 0.0001

Clculos efetuados pelo procedimento CORR do software SAS/BASE.

64

Em seguida os dados foram submetidos a anlise de regresso linear, com o objetivo de se ajustar um modelo estatstico que permita estimar a idade de pessoas a partir da rea da epifise e difise.

AJUSTE DE MODELOS

MENINAS

Para a anlise dos dados das meninas foram utilizadas 55 observaes, considerando-se como varivel de resposta a idade expressa em meses pois essa a varivel que se deseja estimar. O ftor ou varivel preditora considerada foi a rea pois atravs dessa medida pretende-se estimar a idade da criana.

WORK.MENINAS OBSERVATIONS (N~SS): all ANALYSIS: Simple linear regression RESPONSE: IDADE M FACTORS: AREACM2 MODEL: Linear USER-EXCLUDED OBSERVATIONS: none ASSUMPTIONS VIOLATED:

Curvilinearity Clculos efetuados atravs do software SAS/LAB.

O modelo linear foi utilizado inicialmente. Nenhuma observao foi excluda da anlise. Os resultados indicam que existe uma forte evidncia estatstica de que a idade estttia linearmente associada com a rea,. conforme mostra a tabela a seguir:

Test of Curvilinearity Causa de Variao AREACM2 (Linear) AREACM2 (Quadratic) AREACM2 (Cubic)

F 199.15 8.325 0.201

Pr > F 0.0000 0.0057 0.6559

Clculos efetuados atravs do software SA3/LAB.

Para verificar possveis melhorias, utilizou-se o modelo quadrtico. Observe-se que o modelo quadrtico tambm significativo o que evidencia uma melhor adequao em relao ao modelo linear. Diz-se que o modelo significativo quando o erro de rejeio da hiptese de nulidade (indicado na tabela como Pr > F) pequeno (por exemplo: menor que 0,05 ou 5%).

A re:jeio da hiptese de nulidade para o modelo cbco se d com uma probabilidade de erro de 65,59%, um valor acima do tolerado em qualquer traballio de pesqusa, por isso, diz-se que esse modelo no significativo.

65

O resultado da anlise do modelo quadrtico apresentado em seguida:

WORK.MENINAS OBSERVATIONS (N=55): all ANALYSIS: RESPONSE: FACTORS:

Sirnple linear regression IDADE M AREAOO

MODEL: Quadratic USER-EXCLUDED OBSERVATIONS: nane ASSUMPTIONS VIOLATED: nane INTERPRETATION:

There is strong statistical evidence that a quadratic forro of AREACM2 is

associated with the expected value of IDADE M. clculos efetuados atravs do software SAS/LAB.

A anlise com base em um modelo quadrtico oferece evidncias de que a varivel rea est associada aos valores esperados da idade. O quadro de anlise de varincia da regresso apresentado a seguir:

Soma de Quadrados causa de Variao GL Quadrados M.dios F Pr > F

Modelo 2 65273,2262 32636,6131 105,34 0,0000 AREACM2 1 62653,7072 62653,7072 202,23 0,0000 AREACM2 * AREACM2 1 2619,5190 2619,5190 8,46 0,0053 Resduo 52 16110,1556 309,8 Total 54 81383,3818

R-square 0,8020 c.v. 11,79 Clculos efetuados atravs do software SAS/LAB.

A partir desse quadro de anlise de varincia verifica~se que o modelo significativo. Desdobrando o modelo, pode-se observar que tanto o parmetro linear (areacm2) como o parmetro quadrtico ( areacm2 * areacm2) so sgnificativos e, portanto, diferentes de zero o que indica que ambos so importantes na estimativa da idade em meses.

O valor da estatstica r indica que 80,20% da variao observada na idade pode ser atribuda rea, possibilitando estimar idade das meninas atravs da avaliao da rea de epfise e difise.

O coeficiente de variao de 11,79% pode ser considerado baixo para esse modelo indicando que o resduo tem pequena participao na variao dos dados.

A tabela a seguir apresenta estimativas de a, b e c do modelo apresentado anteriormente. Atravs do modelo ajustado toma-se possvel estimar a idade a partir de um dado valor de rea.

66

Parmetros Estimados Parmetro Erro

Termo INTERCEPT AREACM2 AREJ\CM2**2

GL Estimado Padro 5,1487

167 f 6657 1150,4470

1 204,9375 1 -1239,2669 1 3345,2548

Clculos efetuados atravs do software SAS/LAB.

T 39,80 -7,39

2,91

Pr > ITI 0,0000 0,0000 0,0053

Os trs parmetros estimados so significativamente diferentes de zero e dessa forma,. tem-se a seguinte equao:

Idade ~ 204,9375- 1239,2669 rea+ 3345,2548 rea'

com um coeficiente de determinao(r2) igual a 80,20%.

Construiu-se tambm, um intervalo de confiana para estimativa de idade a partir de um valor mn.imo,mximo e mdio de rea. Os resultados esto na tabela a seguir:

AREACM2 0.17000 0.00000 0.05964

IDADE 90,940

204,938 142,930

90% Predction Interval ( CLM) 55,7215 ; 126,1585

174,2254 ; 235,6497 112,9661 ; 172,893

Note Minmumprdre5JX>nse l\.1aximum prd. response Mean of AREACM2

Para uma das meninas, com idade de 96 meses observou-se uma rea igual a O, 17 cm2 . Essa rea corresponde ao valor mximo encontrado para as meninas que, aplicado o modelo ajustado, obtem-se uma estimativa de idade igual a 90,94 meses. Associada a essa estimativa, o intervalo construdo varia de 55,7215 a 126,1585 meses, com uma probabilidade de 90% de que contenha o verdadeiro valor para a idade.

Para uma rea de 0,00 cm2 obteve-se uma estimativa de 204.938 meses e o intervalo de confiana com probabilidade de 90%, varia de 174,2254 a 235,6497 meses. Para um valor mdio de uma rea igual a 0,05964, a estimativa de idade de 142,93 meses e o valor verdadeiro teria uma probabilidade de 90% de pertencer ao intervalo de 112,9661 a 172,893 meses.

67

MENINOS

De maneira similar ao estudo realizado a partir dos dados das meninas, foi efetuada uma anlise de regresso com os dados relativo aos meninos. Os resultados obtidos no estudo so apresentados e comentados em seguida.

C.MENINOS OBSERVATIONS (N=SS): all ANALYSIS: Srople linear regression RESPONSE: IDADE M FACTORS: AREAc:M2 MODEL: Linear USER-EXCLUDED OBSERVATIONS: nane ASSUMPTIONS VTOLATED: nane INTERPRETATION:

There is strong statistical evidence that an increase in AREACM2 is associated with a decrease in the expected value of IDADE M.

Clculos efetuados atravs do software SAS/LAB.

A partir desses resultados verificou-se que para os dados dos meninos pode ser ajustado um modelo linear, obtendo-se a seguinte anlise de varincia da regresso.

Soma de Quadrados Causa de Variao GL Quadrados Mdios F Pr > F AREJ\.CM2 1 45814~4374 45814,4374 72.44 0.0000 Resduo 53 33518,9444 632,4329 Total 54 79333,3818

R square 0,5775 c.v. 16~85 Clculos efetuados atravs do software SAS/LAB.

A anlise de varincia mostra que o modelo linear significativo ou seja, a rea um fator que afeta significativamente a estimativa da idade.

O coeficiente de variao de 16,85% pode ser considerado baixo para esse modelo indicando que o resduo tem pequena participao na variao dos dados.

As estimativas dos parmetros a e b do Modelo I esto apresentados seguir:

Parmetros Estimados

Temo INTERCEPT AREACM2

GL 1 1

Parmetro Estimado

208,9738 -464,2035

Erro Padro 7.7968

54.5399 Clculos efetuados atravs do software SAS/LAB.

T 26.80 -8.51

Pr > ITI 0.0001 0.0001

Atravs dos parmetros estimados obteve-se o modelo a seguir, tomando possvel estimar a idade a partir de um dado valor de rea. Os dois parmetros estimado so significativamente diferentes de zero e sendo assim, tem-se a seguinte equao:

68

GRFICOS

Idade~ 208,9738 -464,2035 rea

com um coeficiente de detenninao(r') igual a 0,5775% indicando que 57,75% da variao observada na idade pode ser atribuda rea. Nesse caso, dado esse valor, pode considerar que as estimativas obtidas atravs do modelo ajustado, no sero boas.

Entretanto, analisando-se o diagrama de disperso construda a partir dos dados dos meninos observa-se um ponto que se destaca dos demais dentro da mesma faixa de idade.

69

91

Para descartar a existncia de um possvel erro de medida, constatou-se atravs de uma reviso que esse valor corresponde a medida de rea obtidas de um menino com caractersticas que o diferenciam dos demais apresentando um crescimento atpico para sua idade. Para avaliar a influncia desse valor no modelo ajustado, eliminou-se esse dado e repetiu-se o procedimento anterior, obtendo-se a seguinte anlise de varincia da regresso.

Soma de Quadrados Causa de Variao GL Quadrados Mdios F Pr > F AREACM2 1 49239,58001 49239,58001 85,15 0.0001 Resduo 52 30070,5125 578,2791 Total 53 79310,0926

R-square 0,6208 c.v. 16,12 Clculos efetuados atravs do software SAS/LAB.

A anlise de varincia indicou que o modelo linear significativo ou seja, a rea um fator que afeta significativamente a estimatiVa da idade e o valor da estatstica r aumentou para 62,08% o que indica uma melhoria, ainda que discreta, no modelo ajustado.

O coeficiente de variao de 16,12% pode ser considerado baixo para esse modelo indicando que o resduo tem pequena participao na variao dos dados. O quadro a seguir contem as estimativas dos parmetros a e b do Modelo I .

Parmetros Estimados

Termo INTERCEPT AREACM2

GL 1 1

Parmetro Estimado 211,9795

-496,1833 Clculos efetuados atravs do software

Erro Padro 7, 5564

53,7717 SAS/LAB.

T 28,05 -9,23

Pr > ITI 0.0001 0.0001

Atravs dos parmetros estimados obtem~se o modelo a seguir? tornando possvel estimar a idade a partir de um dado valor de rea. Os dois parmetros estimado so significativamente diferentes de zero e sendo assim, tem-se a seguinte equao:

Idade~ 211,9795-496,1833 rea

com um coeficiente de determinao(r') igual a 62;08%.

De modo similar ao procedimento utilizado para os dados das meninas, construiu-se um intervalo de confiana para estimativa de idade a partir de um valor mnimo, mximo e mdio de rea, cujos resultados esto na tabela a seguir:

70

AREACM2

0.2500 0.0000 0.1266

IDADE

87,93 211,98

149,130

90% Prediction Interval {CLM)

45,8004 130,067 169,7661 : 254,1929 108,4865 : 189,7728

Clculos efetuados atravs do software SAS/LAB.

Note Minimum prd. response Maxirnum prd. response Mean of AREACM2

Para uma rea de 0,25 cm2 obteve-se uma estimativa de idade igual a 87,93 meses e associada a essa estimativa tem-se um intervalo que varia de 45,8004 a 130~067, com uma probabilidade de 90% de que contenha o verdadeiro valor para a idade.

Com uma rea de 0,00 cm2, a estimativa obtida de 211,98 meses e o intervalo de confiana dentro do qual est o valor verdadeiro com probabilidade de 90% situa-se entre 169,7661 a 254,1929 meses. Para um valor mdio de rea igual a 0,1266 obteve-se uma estimativa de idade de 149,13 meses, com um intervalo de confiana de 90% variando de 108,4865 a 189,7728 meses.

MENINAS E MENINOS

Aps os estudos realizados separadamente, procedeu-se anlise conjunta dos dados das meninas e dos meninos. O modelo linear foi ajustado inicialmente, excluindo-se da anlise uma observao relativa a um menino, conforme justificativa apresentada anteriormente. Para verificar possveis melhorias, tambm utilizou-se o modelo quadrtico, cujos resultados esto apresentados a seguir:

Test of Curvilinearity Source AREACM2 (Linear) AREACM2 (Quadratic) AREACM2 ( Cubic)

F 95.88 12.78

2.957 Clculos efetuados atravs do software SAS/LAB.

Pr > F 0.0000 0.0005 0.0884

ObseiVe-se que o modelo quadrtico tambm significativo o que evidencia uma melhor adequao em relao ao modelo linear. Dz-se que o modelo significativo quando o erro de rejeio da hiptese de nulidade (indicado na tabela como Pr > F) pequeno (por exemplo: menor que 0,05 ou 5%).

A rejeio do modelo cbico se d com uma probabilidade de erro de 8,84%, um valor pouco acima do especificado como limite. Alm disso, um modelo de terceiro grau nem sempre interessante porque ele apresenta dois pontos de inflexo o que dificulta a interpretao e compreenso dos resultados.

71

A analise com base em um modelo quadrtico oferece evidncias de que a varivel rea est associada aos valores esperados da idade. Entretanto, h uma violao quanto homogeneidade de varincias o que implica em severas perturbaes ao modelo de regresso. Como a transfonnao de dados no surtiu o efeto desejado para homogeneidade de varincias, optou-se pela adoo de um modelo linear e que representa menores prt:tiuzos para a anlise.

A anlise de varincia da regresso para o caso do, mostra que o modelo linear apresentado a seguir:

Soma de Quadrados Causa de Variao GL Quadrados Mdios F Pr > F

AREACM2 1 75990,7758 77990,7758 95.99 0.0001 Residuo 107 84702,9123 791,6160 Total 108 160693,6881

R-square 0,4728 c.v. 18 f 86 'lculos efetuados atravs do software SAS!LAB.

A anlise indicou que o modelo linear significativo ou sej~ a rea um fator que afeta significativamente a estimativa da idade. Com um valor da estatstica r2 igual a 0,4728, as estimativas obtidas a partir do modelo ajustado no sero boas. Quanto ao coeficiente de variao de 18,86% pode ser considerado alto porm, abaixo do limite considerado, na prtica, como tolervel de at 30%.

A tabela a seguir apresenta estimativas de a e b (Modelo I) esto apresentados a segutr:

Par&metros Estimados

Termo INTERCEPT AREACM2

GL 1 1

Parantetro Estimado 188,3956

-422,4431

Clculos efetuados atravs do software SAS!LAB.

Erro Padro 4,8257

43,1166

T

39,04 -9,80

Pr > ITI 0,0001 o ... 0001

Atravs dos parmetros estimados obteve-se o modelo a seguir, tornando possvel estimar a idade a partir de um dado valor de rea. Os dois parmetros estimado so significativamente diferentes de zero, obtendo-se a seguinte equao:

Idade~ 188,3956-422,4431 rea

com um coeficiente de determinao(?) igual a 0~4728, indicando que 47,28% da variao observada na varivel idade em meses pode ser atribuda rea e, nesse caso, o modelo ajustado explca muito pouco da variao observada nas idades.

De modo similar ao procedimento utilizado para os dados das meninas, e dos meninos, construiu-se um intervalo de confiana para estimativa de idade a partir de um valor nnimo, mximo e mdio de rea,_ cujos resultados esto na tabela a seguir:

72

AREACM2 0.25000 0.00000 0.09236

IDADE

81.853 181.403 144.624

90% Prediction Interval (CLI)

69.68547 94.02071 173.3831 189.4235 140.0907 149.1573

Note Minimum prd. response Maximum prd. response Mean of AREACM2

Para uma rea de 0,25 cm2 obtem~se uma estimativa de idade igual a 81,853 meses. Associada a essa estimativa, tem-se o intervalo que varia de 69,69 a 94,02 meses, com uma probabilidade de 90%. Para uma rea igual a 0,00 cm2 , uma estimativa de idade de 181,403 meses. O intervalo com probabilidade de 90%, varia de 173,38 a 189,42 meses.

Para um valor mdio de uma rea igual a 0,0936, a estimativa de idade de 144,6242 meses e o valor verdadeiro teria uma probabilidade de 90% de pertencer ao intervalo de 140,09 a 149,16 meses. Por fim, no valor mdio obtem-se uma rea de 0,0936 que permite uma estimativa de idade de 144,624 meses e o valor verdadeiro teria uma probabilidade de 90% de estar entre 140,09 e 149,16.

Os resultados apresentados sugerem a existncia de indcios de que outras causas de variao estariam influenciando as variveis em questo. Alm disso, a variabilidade observada para os dados dos meninos foi maior, o que exigiria em futuros estudos, um maior nmero de repeties ou mesmo, a busca de outros procedimentos que levem a uma maior homogeneizao dos resultados.

73

CONCLUSES

CONCLUSES

Uma das principais preocupaes da medicina e da odontologia legal a busca

de mecanismos que permitam a determinao da idade de pessoas e, para o desenvolvimento

deste trabalho, escolheu-se a regio de mo e pulso, para a determinao da idade e do

desenvolvimento sseo, devido a seqncia cronolgica que a mesma apresenta bem como a

quantidade de ossos e epfises em uma rea no muito extensa sendo possvel realizar uma

nica tomada radiogrfica, evitando-se exposies desnecessrias ao paciente.

No estudo relativo maturidade esqueltica observou-se que ela: ocorre mais

cedo no sexo feminino que no sexo masculino entre 8 9 anos no feminino e 9 1 O anos no

sexo masculino, com as medidas das reas variando de 0,08 0,14 cm2 no feminino e 0,12

0,21 cm2 masculino, quando ocorre a fase (R=) onde a epfise do rdio tem a mesma

largura da difise.

Alm disso, na fase (Rcap) capeamento do rdio, ocorre tambm mas cedo no

sexo feminino com idade entre 11 12 anos e medidas variando de 0,06 0,10 cm2. No

sexo masculino ocorre entre as idades de 13 14 anos com medidas das reas de 0,10

0,15 cm2.

Na fase (Rut) de inicio da unio da epifise e difise do rdio onde a ossificao

de todos os ossos da mo est completa apresentou os seguintes dados, sexo feminino idade

entre 15 e 16 anos com reas variando de O 0,04 cm2 e sexo masculino apresentando

idade entre 17 e 18 anos de idade com medidas das reas variando de O 0,03 cm2.

77

O estudo relativo obteno da estimativa da idade a partir da rea de

capeamento epifisrio do rdio, permitiu verificar que existem diferenas entre indivduos do

sexo masculino e feminino evidenciado pela obteno de modelos estatsticos distintos.

Verificou-se que:

1- existe uma correlao negativa entre as variveis estudadas isto , com o

aumento da idade cronolgica existe uma tendncia de diminuio da rea de

capeamento epifisrio;

2- no modelo de regresso ajustado para os indivduos do sexo masculino no

houve necessidade de incluso do fator de curvilinearidade mas, o mesmo

no aconteceu para o sexo feminino;

3- o modelo quadrtico no sexo feminino foi significativo, fornecendo uma

melhor adequao em relao ao modelo linear;

4- para os indivduos do sexo masculino, o modelo linear mostrou-se mais

adequado para os dados disponveis;

5-os coeficientes de variao de 12,14% e 16,85%para o sexo feminino e

masculino respectivamente podem ser considerados baixos para esses

modelos indicando que o resduo tem pequena participao na variao dos

dados;

78

6- os modelos ajustados para a obteno da estimativa da idade foram

respectivamente para o sexo:

feminino idade~ 204,9375 - 1239,2669 x rea+ 3345,2548 x rea2

masculino idade~ 211,9795-496,1833 x rea

Para avaliao dos modelos ajustados, foram calculados o coeficiente de

determinao(r2). Para indivduos do sexo feminino, verifica-se que 80,20% da variao

observada na idade pode ser atribuda rea e, que para indivduos do sexo masculino o

valor do coeficiente foi igual a 62,08%

Apesar dos valores obtidos serem relativamente altos, verificamos que a

utilizao dos modelos ajustados para a obteno de estimativas da idade a partir do valor

da rea de capeamento epifisrio do rdio satsfatria. Os valores obtidos evidenciam a

existncia de outras causas ou de outros fatores relacionados ao organismo e ao meio

ambiente que, poderiam estar influenciando as variveis e que precisam ser melhores

exploradas.

Alm disso, em estudos futuros, preciso aumentar o nmero de indivduos

devido a grande variabilidade observada principalmente entre os meninos, oque refora a

necessidade de se buscar procedimentos que levem a uma maior homogenzao dos dados

coletados.

79

Finalmente, os elementos apresentados, mostram que o modelo estatstico

utilizado, tem um grande potencial de uso, apesar da complexidade em um dos assuntos de

maior interesse na medicina e na odontologia legal que a detemrinao da idade.

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