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LEANDRO NOGUEIRA HORÁCIO CUSTOS DE OBRAS DE PAVIMENTAÇÃO: A IMPORTÂNCIA DO CENTRO DE CUSTOS NAS OBRAS DE PAVIMENTAÇÃO. ASSIS 2012

Author: vantuyen

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  • LEANDRO NOGUEIRA HORCIO

    CUSTOS DE OBRAS DE PAVIMENTAO: A IMPORTNCIA DO CENTRO DE CUSTOS NAS OBRAS DE PAVIMENTAO.

    ASSIS 2012

  • 2

    CUSTOS DE OBRAS DE PAVIMENTAO: A IMPORTNCIA DO CENTRO DE CUSTOS NAS OBRAS DE PAVIMENTAO

    LEANDRO NOGUEIRA HORCIO

    Trabalho de Concluso de Curso apresentado ao

    Instituto Municipal de Ensino Superior de Assis,

    como requisito do Curso de Graduao, analisado

    pela seguinte comisso examinadora:

    Orientador: Marcelo Manfio

    Analisador (1):

    Analisador (2):

    ASSIS 2012

  • 3

    DEDICATRIA

    minha ex-esposa Gisele Andreus Luzetti pelo apoio ao longo

    percurso do curso e meus filhos Felipe e Sofia, pela compreenso

    da minha ausncia.

    Aos colegas do curso de Administrao que sempre foram

    companheiros nas horas difceis e nos bons momentos.

  • 4

    AGRADECIMENTOS

    Agradeo primeiramente a Deus, pois sem Ele, nada seria

    possvel e no estaria aqui.

    Aos professores do curso de Administrao da FEMA pela

    pacincia e dedicao ao longo desses anos.

    Ao Professor Marcelo Manfio, pela pacincia, pelo apoio e pelo

    acompanhamento desse trabalho.

  • 5

    RESUMO

    O que se desejou investigar foram maneiras de reduo de custo, sendo essas

    os principais componentes, sua representatividade e a associao da

    produtividade com os custos.

    Este trabalho foi baseado em uma empresa que executa servios de

    Pavimentao Asfltica e procurou-se identificar todo o processo com nfase

    nos recursos utilizados, tanto fsicos como econmico.

    Existem possibilidades de planejar os servios a serem realizados de forma

    que sejam simulados cenrios conservadores, otimistas e pessimistas. Estes

    cenrios so confrontados com os eventos reais dos servios executados.

    Foi realizado uma pesquisa sobre a historia da Pavimentao Asfltica, os tipos

    de pavimentos que podem ser executados, como se realiza a concesso de

    rodovias.

    PALAVRAS CHAVES: custos, custo padro, qualidade, produtividade, lucros.

  • 6

    ABSTRACT

    What we wanted was to investigate ways of reducing costs, these

    being the main components, their representation and the association

    of productivity with costs.

    This work was based on a company that performs services Asphalt

    Paving and sought to identify the whole process with emphasis on

    resources used, both physical and economic.

    There are opportunities to plan the services to be performed so that

    simulated scenarios are conservative, optimistic and pessimistic.

    These scenarios are confronted with the actual events of the

    services performed.

    We conducted a survey on the history of Asphalt Paving, the types

    of floors that can be run, as does the highway concession.

    KEYWORDS: cost, standard cost, quality, productivity, profits.

  • 7

    RESUMEN

    Lo que quera era investigar formas de reducir los costos, estos

    archivos. Siendo los principales componentes, su representacin y

    la asociacin de la productividad con los costos.

    Este trabajo se bas en una empresa que realiza los servicios de

    pavimentacin de asfalto y se intent identificar todo el proceso, con

    nfasis en los recursos utilizados, tanto fsica como econmica.

    Hay oportunidades para planificar los servicios que se deben

    realizar a fin de que los escenarios simulados son conservadores,

    optimista y pesimista. Estos escenarios se enfrentan a los

    acontecimientos reales de los servicios prestados.

    Se realiz una encuesta sobre la historia de pavimentacin de

    asfalto, los tipos de plantas que se pueden ejecutar, as como la

    concesin de la autopista.

    PALABRAS CLAVE: costo, costo estndar, calidad, productividad,

    utilidades.

  • 8

    SUMRIO

    INTRODUO ................................................................................. 09

    CAPITULO 1 APRESENTAO DA EMPRESA ........................ 10

    1.1 LP CONSERVAO DE ESTRADAS LTDA - EPP ....................... 10

    1.1.1 Estrutura ........................................................................................... 11

    CAPITULO 2 PAVIMENTAO ASFLTICA ............................ 14

    2.1 HISTRICO DA PAVIMENTAO ASFLTICA ........................... 14

    2.2 RODOVIAS NO BRASIL ................................................................ 14

    2.3 CONCESSES RODOVIRIAS .................................................... 17

    2.4 TIPOS DE PAVIMENTAO ......................................................... 18

    CAPITULO 3 A IMPORTNCIA DA ANLISE DE CUSTOS ..... 22

    3.1 CONCEITOS .................................................................................. 22

    3.2 EXEMPLO .....................................................................................27

    3.3 ILUSTRAO ................................................................................ 27

    4. CONSIDERAES FINAIS ........................................................ 35

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ............................................... 36

    REFERNCIAS ELETRONICAS .................................................. 388

  • 9

    INTRODUO

    Como Gestor de Obras da empresa LP Conservao de Estradas LTDA -

    EPP e com o crescimento na rea de pavimentao e das obras de

    conservao de rodovias concessionadas viu-se a necessidade de implantar

    um bom centro de custos na empresa.

    A empresa atua no ramo a mais de trinta anos, e nos ltimos anos tem feito

    novos contratos sempre focado em atender bem em todos os aspectos os seus

    clientes e parceiros .

    Este trabalho apresentou informao sobre a reduo de custo na

    Pavimentao Asfltica e ao mesmo tempo executar um servio mais eficiente

    e com a melhor qualidade. Uma das ferramentas necessrias para isso a

    utilizao de um cronograma adequado que possa reduzir o tempo de

    execuo, utilizando a quantidade exata de material, que reduza o custo e

    aumente a produtividade.

    Alm disso, procurou-se identificar maneiras de reduzir custos e obter maiores

    lucros, com os conceitos de custos, possibilidades de reduo dos mesmos,

    estudo de casos de empresas do ramo, demonstrao de ganho de

    produtividade em funo do cumprimento do Cronograma.

    Tendo em vista todos esses fatores, o Capitulo 1 apresenta a empresa onde foi

    realizado o estudo de caso.

    No Capitulo 2 foi discutido todo o processo com as variveis que influenciam a

    implantao do servio de Pavimentao Asfltica.

    J no Capitulo 3 so apontados os conceitos e componentes de custos, que

    determinam o Oramento, utilizados para atender uma solicitao de prestao

    de servios pblicos ou privados.

  • 10

    CAPITULO 1 APRESENTAO DA EMPRESA

    1.1 LP CONSERVAO DE ESTRADAS LTDA - EPP

    A empresa LP Conservao de Estradas LTDA EPP uma empresa de

    pequeno porte que atua na rea da construo civil, terraplenagem,

    pavimentao e locao de mquinas, fundada em 1986, pelo falecido Sr

    Nelson Marcelino da Silva que tinha grande apreo por este segmento, sendo

    seu destaque a Pavimentao Asfltica.

    A Empresa est localizada na Av. Rui Barbosa, 2900 - Centro, na cidade de

    Assis, Estado de So Paulo, em uma rea de aproximadamente 10.000,00 m,

    composta por ptio, oficina mecnica e escritrio administrativo.

    Em vista da necessidade de ampliar e aperfeioar os servios decidiu-se

    buscar parcerias para melhor atender os cliente e assim oferecer um mix de

    produtos maiores.

    Sua misso prestar servios de qualidade, com a convenincia que o cliente

    exige e pelo melhor custo/benefcio, tendo como pblico alvo as

    Concessionrias de Rodovias, Prefeituras e Loteamentos.

    Sua viso de ser a melhor empresa da regio a oferecer servios de

    terraplenagem, infra-estrutura, pavimentao e locao de mquinas, pelo

    melhor custo/benefcio.

    Em 2011, teve um faturamento de 20 milhes de reais na execuo de obras

    de Tapa Buraco, Reparo superficial, Fresagem e recomposio e tratamento

    superficial duplo trabalhando em parceria com a Concessionria BR

    Vias,Concessionria Rota das Bandeiras, Concessionria Tiet,Prefeitura

    Municipal de Tarum, Prefeitura Municipal de Teodoro Sampaio e a Razen.

    A empresa, conforme organograma a seguir, composta por setores, sendo:

    Administrao, Operacional e Manuteno.

  • 11

    1.1.1 Estrutura

    A Empresa necessita de equipamentos e mquinas para operao dos servios

    contratados.

    Segue abaixo relao de equipamentos prprios utilizados na execuo dos

    servios:

    01 Vibro Acabadora Terex VDA600 01 Vibro Acabadora Cifali 01 Fresadora Wirtgen W1000 03 Bob Cat (com fresa,p e vassoura mecnica) 01 Rolo Pneu CP227 01 Rolo Dynapac CC424 01 Moto Niveladora Caterpillar 01 P Carregadeira Caterpillar 935 01 P Carregadeira Caterpillar 930 01 Escavadeira hidrulica PC160 09 Rolo RD12 03 Espargidor com barra 08 Caminhes Basculantes Truck 05 Kombi 9 lugares 04 Caminhes Carroceria c/cabine para 8 pessoas 02 Caminhes Pipa 01 Spreader (Distribuidor de Agregados) 15 Cortadora de piso Wacker BFS130 15 Martelo Rompedor 30kg DeWalt 15 Gerador Portle Cable Os clientes atendidos pela LP geralmente so Instituies pblicas e privadas

    que tem um potencial econmico para agregar melhorias nas operaes de

  • 12

    produo e beneficio da populao. Abaixo esto relacionadas algumas destas

    instituies que contrataram nossos servios:

    1- CLIENTE: CONCESSIONRIA BR VIAS

    LOCAL: BR153 TIPO DE SERVIO: TAPA BURACOS,REPAROS SUPERFICIAIS E FRESAGEM E RECOMPOSIO DO PAVIMENTO TIPO DE PAVIMENTAO: CONCRETO BETUMINOSO USINADO A QUENTE (CBUQ) CONTRATO: 02 ANOS

    2- CLIENTE: CONCESSIONRIA TIET LOCAL: SP300 TIPO DE SERVIO: REPARO SUPERFICIAL TIPO DE PAVIMENTAO: CONCRETO BETUMINOSO USINADO A QUENTE (CBUQ) CONTRATO: 01 ANO

    3- CLIENTE: CONCESSIONRIA ROTA DAS BANDEIRAS LOCAL: SP065,SP063 E SP360

    TIPO DE SERVIO: REPARO SUPERFICIAL TIPO DE PAVIMENTAO: CONCRETO BETUMINOSO USINADO A QUENTE (CBUQ) CONTRATO: 01 ANO

    4- CLIENTE: PREFEITURA MUNICIPAL DE TARUM LOCAL: RUAS DA CIDADE TIPO DE SERVIO: TABA BURACO TIPO DE PAVIMENTAO: CONCRETO BETUMINOSO USINADO A QUENTE (CBUQ) QUANTIDADE: 1000,00 M3

    5- CLIENTE: RAZEN LOCAL: ARMAZM DE AUCAR

    TIPO DE SERVIO: PAVIMENTAO ASFLTICA TIPO DE PAVIMENTAO: CAPA QUANTIDADE: 15.000,00 M

    Alm dos servios j mencionados anteriormente, a LP presta outros tipos de

    servios como:

    1. Obras de Drenagem: escoamento de guas superficiais,

    subsuperficiais ou subterrneas, para manter seca e slida a infra

    estrutura da estrada.

  • 13

    2. Obras de Arte Corrente: Obra de Arte de pequeno porte, tal como

    bueiro, pontilho e muro, que normalmente se repete ao longo da

    estrada, obedecendo geralmente a projeto padronizado.

    3. Obra de Arte Especial: Estrutura, tal como ponte, viaduto ou tnel,

    que, pelas suas propores e caractersticas peculiares, requer um

    projeto especifico.

    4. Obras de Conteno Geotcnica: Obras na qual so aplicados

    mtodos cientficos e princpios de engenharia na soluo de

    problemas concernentes as caractersticas e comportamento do solo,

    sobretudo com vista sua resistncia.

  • 14

    CAPITULO 2 PAVIMENTAO ASFLTICA

    2.1 HISTRICO DA PAVIMENTAO ASFLTICA

    A Pavimentao asfltica surgiu para a melhoria da qualidade de vida da

    populao, uma vez que facilita a vida dos beneficirios que economizam gua

    por no ter que limpar tanto suas casas e seus carros, melhora as condies

    de transporte, no tendo tantos buracos nas rodovias. A rua de terra batida faz

    poeira, suja a roupa das pessoas, o p carregado pelo vento para dentro de

    nossas casas e suja o tapete e os mveis. Quando chove fica escorregadia, as

    pessoas levam tombos, os carros derrapam e patinam, faz lama e suja as

    pessoas e os carros. As frotas de caminhes quebram menos em

    conseqncia desta manuteno de rodovias, outro fator importante que 70 a

    80% do transporte da produo brasileira ocorrem por meio das rodovias.

    O asfalto tem seu histrico desde a poca de No, assim um breve

    levantamento est apresentado a seguir:

    O asfalto1 sem dvida uma das matrias mais antigas utilizadas pelo Homem. Escavaes arqueolgicas revelam o seu emprego em pocas anteriores a nossa era. Assim, na Mesopotmia, o asfalto era usado como aglutinante em trabalhos de alvenaria e construo de estradas. Os reservatrios de gua e as salas de banho eram impermeabilizados com asfalto. Citaes bblicas revelam o seu emprego como impermeabilizantes na Arca de No. Os egpcios utilizaram o asfalto em trabalho de mumificao. A histria nos mostra que o asfalto tende a se perpetuar ao longo dos sculos.

    2.2 RODOVIAS NO BRASIL

    As estradas brasileiras tiveram sua construo iniciada apenas no sculo XIX e

    as rodovias surgiram s na dcada de 1920, primeiro no Nordeste, em

    programas de combate s secas. Em 1928 foi inaugurada a primeira rodovia

    pavimentada, a Rio-Petrpolis, hoje rodovia Washington Lus. 1 http://www.hidropav.com.br/br2/pavimentacao.php, acessado em 10 de fevereiro de 2012.

  • 15

    A partir das dcadas de 1940 e 1950, a construo de rodovias ganhou

    poderoso impulso devido a trs fatores principais: a criao do Fundo

    Rodovirio Nacional, em 1946, que estabeleceu um imposto sobre

    combustveis lquidos, usado para financiar a construo de estradas pelos

    estados e a Unio; a fundao da Petrobrs, em 1954, que passou a produzir

    asfalto em grande quantidade; e a implantao da indstria automobilstica

    nacional, em 1957.

    A mudana da capital do Rio de Janeiro para Braslia levou criao de um

    novo e ambicioso plano rodovirio para ligar a nova capital a todas as regies

    do pas. Entre as rodovias construdas a partir desse plano destacam-se a

    Braslia-Acre e a Belm-Braslia, que se estende por 2.070km, um tero dos

    quais atravs da selva amaznica.

    Em 1973 passou a vigorar o Plano Nacional de Viao, que modificou e definiu

    o sistema rodovirio federal. Compe-se o sistema federal das seguintes

    rodovias: (1) oito rodovias radiais, com ponto inicial em Braslia e numerao

    iniciada por zero; (2) 14 rodovias longitudinais, no sentido norte-sul, com

    numerao iniciada em um; (3) 21 rodovias transversais, no sentido leste-

    oeste, com numerao iniciada em dois; (4) 29 rodovias diagonais, cuja

    numerao comea em trs; e (5) 78 rodovias de ligao entre cidades, com

    numerao iniciada em quatro.

    Entre as rodovias mais modernas do Brasil esto a Presidente Castelo Branco,

    que liga So Paulo regio Centro-Oeste; a Torres-Osrio, no Rio Grande do

    Sul; a Rio-Santos, que, como parte da BR-101, percorre o litoral dos estados

    do Rio de Janeiro e So Paulo; e a rodovia dos Imigrantes, de So Paulo a

    Santos.

    As dificuldades econmicas do pas a partir do final da dcada de 1970

    causaram uma progressiva degradao da rede rodoviria. A construo de

    novas estradas foi praticamente paralisada ou se manteve apenas

    setorialmente e em ritmo muito lento e a manuteno deixou de obedecer a

    requisitos elementares. Tal situao acarretava perda de vidas em acidentes e

  • 16

    atropelamentos, sem contar os graves prejuzos causados a setores essenciais

    da economia.

    Apesar2 do alto custo e das deficincias das estradas, o principal meio de

    transporte do pas. Em 1998 havia 1,7 milhes de quilmetros de estradas,

    sendo que apenas 161 mil deles eram asfaltados (aproximadamente 9,5%),

    segundo informaes do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem

    (DNER). De acordo com a 4 Pesquisa Rodoviria Nacional, realizada pela

    CNT em 1999, o estado geral de conservao, pavimentao e sinalizao das

    rodovias federais foi considerado deficiente em 72,8% da rea analisada.

    Foram considerados 38.188 km de estradas federais pavimentadas (74,3% do

    total) e 4.627 km de rodovias estaduais. Alm disso, as rodovias apresentam

    falhas estruturais, como o predomnio de pistas simples em regies de

    topografia acidentada, dentre outras.

    Com a transferncia das rodovias para o setor privado, cresce o nmero de

    pedgios e o valor das tarifas. Nos ltimos quatro anos, no Estado de So

    Paulo, as viagens para o interior e outros estados que se utiliza de rodovias

    estaduais e federais teve um aumento do custo para os usurios em torno de

    45%. Entretanto, por outro lado, as condies de segurana, sinalizao e

    estado do piso so realmente bem superiores mdia nacional e de outras

    rodovias que no dispem do sistema de pedgios, visto que os valores ali

    arrecadados so para manuteno da sua prpria malha viria.

    Outro grande problema das rodovias brasileiras tem sido o roubo de cargas

    (US$ 32 milhes anuais, em mdia, segundo a CNT). As cargas mais visadas

    so pela ordem: produtos txteis e confeces (15,7%), alimentcios (12%),

    eletroeletrnicos (10,6%) e de higiene e limpeza (7,1%). Cerca de 97,2% de

    toda carga roubada no pas, concentra-se no Rio de Janeiro (63,6%) e So

    Paulo (33,6%), principalmente nas rodovias Presidente Dutra, Rgis

    Bittencourt, Ferno Dias e Transbrasiliana.

    2 http://www.portalbrasil.net/brasil_transportes.htm, acessado em 10 de fevereiro de 2012.

  • 17

    A frota nacional de veculos superior a 33 milhes de veculos (2001). A

    maioria dos veculos tem mais de 14 anos de uso (52,5%), a mdia dos nibus

    de 12,5 anos e dos caminhes de 13,8 anos. A cidade brasileira com o

    maior nmero bruto de veculos So Paulo (quase 9 milhes), entretanto a

    maior mdia per capita da capital federal, Braslia.

    O transporte urbano inadequado em quase todas as cidades brasileiras,

    havendo uma verdadeira "guerra" com os perueiros e outros veculos que

    fazem o chamado transporte informal, concorrendo com o transporte pblico e

    o privado. As excees so Curitiba e Porto Alegre. Nas cidades de mdio

    porte (acima de 300 mil habitantes), cerca de 71% tem transporte clandestino.

    Os veculos mais utilizados so vans e peruas, mas observa-se por todo o pas

    uma expanso da utilizao de automveis particulares, que captam

    passageiros nos pontos de nibus. Isto se deve tambm dificuldade

    financeira que tem exercido uma presso cada vez maior sobre as classes

    mdia e baixa.

    2.3 CONCESSES RODOVIRIAS

    As concesses tiveram origem na Idade Mdia, quando os Senhores Feudais

    concediam o direito a explorao de suas minas ou terras aos vassalos

    mediante contratos, de acordo com Medauar (1995, p.11) :

    Os antecedentes da concesso remontam Idade Mdia, mencionando-se as concesses senhoriais e reais. No tocante s senhoriais ocorriam para transferncia da administrao de feudos ou para explorao de atividades em domnio pertencentes ao senhor feudal. Assim, senhores feudais regionais ou locais exploravam minas diretamente ou por meio de concesses. Eram utilizadas formas contratuais com a finalidade de garantir o empenho dos que executavam as atividades e de fixar diretrizes quanto remunerao. Em troca da prestao de atividades, os senhores feudais atribuam terras ou rendas (uma parte das rendas ou das taxas a receber). O senhor exercia fiscalizao nas atividades, dava ordens e instrues e em certos casos rescindia a concesso, mesmo sem falhas do vassalo.

  • 18

    As caractersticas e o conceito legal da concesso, como menciona Medauar

    (1995, p.14), a de que: [...] a concesso a transferncia da prestao de servio pblico, feito pela Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios, mediante concorrncia, pessoa jurdica ou consrcio de empresas, que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado.

    Entendemos que a concesso o direito em que o Estado transfere iniciativa

    privada a responsabilidade de exercer um servio pblico, em condies pr-

    fixadas sob condio contratual, mediante condies no precrias e dentro de

    um perodo determinado.

    O estado de So Paulo, em 1996, deu incio oficialmente ao programa

    denominado Programa de Concesses Rodovirias, com a transferncia de

    administrao e conservao das principais rodovias troncais iniciativa

    privada, por um perodo fixo, tendo como objetivo a melhoria da qualidade e

    segurana, proporcionando timos resultados aos usurios, com recuperao,

    manuteno, adequao e ampliao dessa malha viria de enorme fluxo de

    veculos, compatibilizando capacidade de demanda.

    Trafegar pelas principais rodovias do Estado de So Paulo em boas condies

    se tornou uma realidade. Sem buracos, com sinalizao adequada e em boas

    condies, dispondo de servios eficientes de socorro mecnico e mdico.

    O Governo transfere parte dessa malha administrao de grupos privados

    que tm meios para executar, e bem, a administrao e conservao destes

    trechos de suma importncia aos usurios que clamam por rodovias mais

    seguras e confortveis, aos municpios abrangidos trazendo desenvolvimento,

    tecnologias e aumentando sua receita pelo recolhimento do ISS (Imposto

    Sobre Servios), e economia estadual.

    2.4 TIPOS DE PAVIMENTAO

    Com relao ao pavimento existem algumas peculiaridades que so

    destacadas como segue:

  • 19

    O pavimento3 uma estrutura composta por camadas com a finalidade de resistir e transferir ao subleito os esforos provenientes do trfego, sem sofrer alteraes significativas ao longo do perodo para o qual foi projetada; oferecer melhores condies de segurana e conforto aos usurios e possibilitar menores custos operacionais dos veculos.

    Em relao camada de revestimos SILVA (2005, p. 11) explica que:

    Tem por finalidade impermeabilizar o pavimento, aumentando a resistncia derrapagem, melhorar o conforto ao rolamento e resistir aos esforos causados pelo trfego e pelo intemperismo. Podem ser usados Concreto de Cimento Portland (C.C.P.) ou Concreto Betuminoso Usinado a Quente (C.B.U.Q.) ou Stone Mastique Asphalt (S.M.A.), para trafego pesado, e o P.M.Q. (Pr-Misturado a Quente), para o trafego leve. Alem destes revestimentos a quente, pode-se usar o P.M.F. (Pr-Misturado a Frio). No caso de acostamento, pode-se usar o T.S.S. (Tratamento Superficial Simples), enquanto o T.S.D. (Tratamento Superficial Duplo) e o T.S.T. (Tratamento Superficial Triplo) so empregados para trafego mdio ou leve.

    Segundo o Manual Bsico de Estradas Vicinais Projeto, Construo,

    Operao do DER/SP (p. 108):

    Tratamento Superficial Betuminoso so revestimentos aplicados sobre uma base ou sobre outra capa desgastada ou defeituosa. So executados de modo a propiciar o entrosamento das camadas alternadas e sobrepostas de ligante betuminoso e agregados. Os Tratamentos Superficiais podem ser Simples, Duplos, Triplos, segundo tenham uma, duas, ou trs camadas de agregado e ligante asfltico.

    Outros tipos de revestimentos so os Usinado a Frio4 que so misturas de

    asfaltos diludos de petrleo ou de emulso asfltica com agregados. Algumas

    executadas em temperatura ambiente podem ser armazenadas para uso

    posterior e Usinado a Quente5 que so misturas de agregados, material de

    enchimento e cimento asfltico de petrleo, realizada a quente em usina.

    3 SO PAULO (Estado) Departamento de Estradas de Rodagem. Manual Bsico de Estradas Vicinais: Projeto, Construo e Operao. P. 77. 4 SO PAULO (Estado) Departamento de Estradas de Rodagem. Manual Bsico de Estradas Vicinais: Projeto, Construo e Operao. P. 118. 5 SO PAULO (Estado) Departamento de Estradas de Rodagem. Manual Bsico de Estradas Vicinais: Projeto, Construo e Operao. P. 122.

  • 20

    Dever haver completo recobrimento de todas as partculas do agregado pelo

    ligante betuminoso. A mistura deve ser distribuda a quente.

    Entretanto, A Bosca Distribuidora de Asfaltos S.A. (p. 105), diz que a Lama

    Asfltica a associao, em consistncia fluida, de agregados ou misturas de

    agregados midos, material de enchimento (filler), emulso asfltica e gua,

    devidamente espalhada e nivelada.

    Grande parte das prestaes de servios voltada para o setor publico atravs

    de Licitaes.

    Conforme o Cdigo Civil, artigo 594, Prestao de Servio :

    Toda espcie de atividade ou trabalho lcito, material ou imaterial, contratada mediante retribuio, excluda as relaes de emprego e outros servios regulados por legislao especfica.

    J em pesquisas na internet: Prestao de servios6 o contrato em que uma das partes (prestador) se obriga para com a outra (tomador) a fornecer-lhe a prestao de uma atividade, mediante remunerao.

    A licitao faz parte de alguma das modalidades de contratos firmados pela empresa. FILHO (2005, p. 309) afirma que:

    Licitao um procedimento administrativo disciplinado por lei e por um ato administrativo prvio, que determina critrios objetivos de seleo da proposta de contratao mais vantajosa, com observncia do principio da isonomia, conduzido por um rgo dotado de competncia.

    E ainda em sites acessados atravs de pesquisas na internet:

    Licitao7 o procedimento administrativo formal em que a Administrao Pblica convoca, mediante condies estabelecidas em ato prprio (edital ou convite), empresas interessadas na apresentao de propostas para o oferecimento de bens e servios.

    6 http://www.fortesadvogados.com.br/artigos.view.php?id=533, acessado em 10 de fevereiro de 2012. 7 http://www.sg6.ufrj.br/licitacao_conceitos_principios.doc, acessado em 10 de fevereiro de 2012.

  • 21

    Licitao8 processo de contratao de uma Pessoa Jurdica ou de uma Pessoa Fsica por parte de uma entidade da Administrao Pblica. Isso acontece utilizando-se de um sistema de comparao de oramentos chamados de propostas das empresas que atendam as especificaes legais necessrias, todas constantes dentro do edital. A empresa que oferecer a oferta mais vantajosa ao governo, ser a escolhida para o fornecimento do produto ou do servio.

  • 22

    CAPITULO 3 A IMPORTNCIA DA ANLISE DE CUSTOS

    3.1 CONCEITOS

    A empresa necessita de planejamento para no ser tomada de surpresa por

    fatores externos e muitas vezes internos que podem elevar seus custos e

    reduzir seus lucros.

    Contudo, planejamento definido por SANVICENTE;SANTOS (1983, p. 16)

    como:

    Planejar9 estabelecer com antecedncia as aes a serem executadas, estimar os recursos a serem empregados e definir as correspondentes atribuies de responsabilidades em relao a um perodo futuro determinado, para que sejam alcanados satisfatoriamente os objetivos porventura fixados para uma empresa e suas diversas unidades.

    Entretanto, o Dicionrio Michaelis afirma que planejar a:

    Determinao10 dos objetivos ou metas de um empreendimento, como tambm da coordenao de meios e recursos para atingi-los; planificao de servios.

    Em funo da quantidade de equipamentos e funcionrios necessrio ter

    grande conhecimento nessa rea de gesto de custos para avaliar resultados,

    ter acompanhamento e controle visando os objetivos da empresa.

    Conforme DUTRA (1991, p. 28): Custo a parcela do gasto que aplicada na produo, ou em outra qualquer funo de custo, gasto este desembolsado ou no. Custo o valor aceito pelo comprador para adquirir um bem ou custo pe soma de todos os valores agregados ao bem desde a sua aquisio at a sua comercializao.

    9 SANVICENTE, Antonio Zoratto; SANTOS, Celso da Costa. Oramento na administrao de empresas Planejamento e controle. 2. ed. So Paulo: Editora Atlas, 1983. 10 http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=planejamento, acessado em 10 de fevereiro de 2012.

  • 23

    Segundo FERREIRA E SOUZA (2000, p. 19): Custo o valor expresso em moeda corrente (R$) de atividade e materiais efetivamente consumidos e aplicados na fabricao e comercializao dos produtos. Custo a remunerao dos recursos financeiros, humanos e materiais consumidos na fabricao e comercializao da venda.

    Conforme MEGLIORINI (2001, p. 7): Custo so os gastos, no investimentos, necessrios para fabricar os produtos da empresa, So os gastos efetuados pela empresa que faro nascer os seus produtos. Portanto, podemos dizer que os custos so os gastos relacionados aos produtos, posteriormente ativados quando os produtos objeto desses gatos forem gerados. De modo geral so os gastos ligados rea industrial da empresa.

    Os custos so classificados em custos fixos e variveis e de acordo com

    DUTRA (1991, p.37) define-se:

    Custos fixos como os custos de estrutura que ocorrem perodo aps perodo sem variao ou cujas variaes no ocorrem como conseqncia de variao no volume de atividades em perodos iguais.

    Custos variveis como os custos que variam em funo da variao do volume de atividade, ou seja, da variao da quantidade produzida no perodo. Quanto maior o volume de atividade no perodo, maior ser o custo varivel e, conseqentemente, quanto menor o volume de atividade no perodo, menor ser o custo varivel.

    Entretanto, para FERREIRA E SOUZA (2000, p. 31, 27).

    Custos fixos todas as despesas que incidem sobre empresa no perodo em analise, independente ou no de realizao de vendas ou de produo.

    Custos variveis so aqueles que variam proporcionalmente ao volume de produo e vendas da empresa, isto , quando o volume aumenta esses custos aumentam na mesma proporo.

    J MEGLIORINI (2001, p. 12, 13), afirma que: Custos fixos so aqueles decorrentes da estrutura produtiva instalada da empresa, que independem da quantidade que venha a ser produzida dentro do limite da capacidade instalada.

  • 24

    Custos variveis so aqueles que aumentam ou diminuem, oscilando ao sabor do nvel de produo.

    importante identificar o lucro que gera cada servio prestado, por isso

    fundamental saber qual a margem de contribuio obtida.

    Segundo FERREIRA E SOUZA (2000, p. 29): Margem de contribuio o resultado da diferena entre a Receita sobre a Venda ( Vista e a Prazo) e os Custos Variveis Totais, podendo ser: margem de contribuio do item; margem de contribuio da unidade e margem de contribuio geral, sofrendo influencia direta de dois fatores externos empresa: o fornecedor e a concorrncia. Fatores estes que esto fora do domnio da empresa e cujos determinantes alteram profundamente sua lucratividade.

    Conforme MEGLIORINI (2001, p. 188): Margem de contribuio a diferena entre o preo de venda dos produtos e seus custos mais despesas variveis. Esta diferena a contribuio dos produtos a cobertura dos custos e despesas fixos e ao lucro da empresa.

    LEONE (2001, p. 36) afirma que: Margem de contribuio a diferena entre o preo de venda unitrio e o custo de vendas varivel unitrio. Denomina-se margem de contribuio porque o valor que sobra do preo da venda, que contribui para a cobertura dos custos indiretos fixos, peridicos.

    Para ser garantir no mercado to competitivo quanto o atual necessrio

    prestar um servio de qualidade, com eficincia e produtividade adequada.

    CROSBY (1994, p. 31) definiu Qualidade em termos concisos, ao conceitu-la como qualidade conformidade com os requisitos. Assim, se um produto satisfaz todos os requisitos para este produto de acordo com seu modelo-padro, ele um produto de qualidade. Se o produto for fabricado corretamente na primeira vez, ento os desperdcios seriam eliminados e a qualidade no seria dispendiosa.

    Para LACOMBE (2004, p. 262) qualidade a totalidade de caractersticas de uma entidade que lhe confere a capacidade de satisfazer as necessidades explicitas e implcitas.

  • 25

    Isso tambm faz parte da afirmao de OAKLAND (apud Caravantes 1997, p.62) que afirma:

    Que a noo de qualidade depende fundamentalmente da percepo de cada um. O que tem qualidade para algumas pessoas pode no suprir as necessidades de outras. Ou seja, o conceito de qualidade dependeria da percepo pessoal do indivduo.

    Para LACOMBE (2004, p. 255) produtividade a relao entre os produtos e os fatores de produo empregados na sua obteno.

    Produtividade11 possui diferentes significados para diferentes pessoas, sob a luz de suas experincias prprias e interesses conforme Machado (1964). Tradicionalmente o quociente de uma produo por um dos fatores de produo, tais como tempo, matria prima e recursos financeiros. Nesse sentido, um conceito mais amplo de produtividade inclui eficincia e eficcia, no qual eficincia a medida do desempenho do processo de converso das entradas em sadas, enquanto eficcia a medida do grau em que as sadas satisfazem os requisitos, conforme apresentado por Carvalho e Laurindo (2003).

    Eficincia12 a capacidade de um individuo ou de um sistema de trabalho de obter bons desempenhos num determinado tipo de tarefa.

    Para LACOMBE (2004, p. 15) Eficincia a capacidade de minimizar o uso de recursos para alcanar as metas definidas, isto , a capacidade de otimizar o uso de recursos e seria medida pela relao entre os recursos aplicados e o produto final obtido.

    Eficincia refere-se a relao entre os resultados obtidos e os recursos empregados13

    de suma importancia o conceito de Logistica Empresarial, considerando que

    muitas empresas ignoram essa importante ferramenta no processo de gesto

    do negcio, salietamos a definio de BALLOU (1993, p. 17) para a

    importncia do sistema logistico:

    A logistica empresarial estuda como a administrao pode prover melhor nivel de retabilidade nos serviios de distribuio do cliente e consumidor, atraves de planejamento

    11 http://www.pg.cefetpr.br/ppgep/revista/revista2005/PDF3/RGIv01n03a10.pdf, acessado em 10 de fevereiro de 2012. 12 Grande Enciclopdia Larousse Cultural. Vol. 9, p. 2026.

  • 26

    organizacional e controle efetivo para as atividades de movimentao e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos.

    Para NOVAES (2004, p.31), a origem do conceito de logistica est ligada s

    operaes militares. Os lideres que tinham visao de sua missao j buscavam-

    se organizar suas rotas, a estrategia para surpreender o inimigo, como isso

    ocorre a logistica que foi uns dos pontos chave do sucesso da epoca.

    LARRAAGA (2003, p.34) comenta que logistica essencial para economia

    como um todo.

    A logistica vital para economia e para a empresam sendo ainda um fator fundamental para incrementar o comercio regionak e internacional. Sistema logisticos eficientes e eficazes, ao permitir a reduo do custo final dos produtos, significam um melhor padrao de vida para a sociedade.

    J FIGUEIREDO et al (2003, p. 454) nos mostra que:

    Sistemas logisticos compoem-se de fluxos de informaoes e de produtos, em

    que os fluxos de informaes acionam e controlam o fluxos de produtos.

    Entretanto, aps a analise de todos os custos que incedem no valor final

    proposto, podem haver alteraes nos prazos de incio, execuo, no

    recebimento provisrio e definitivo previstos no ato convocatrio; nos processo

    tecnolgicos a serem aplicados; nas matrias-primas a serem utilizadas; nas

    distncias para entrega dos bens; no prazo para pagamento que afetam o valor

    do oramento, sendo necessrio o clculo do equilbrio econmico-financeiro e

    assim a solicitao de termos aditivos junto a Administrao.

    Segundo AZEVEDO et al (1996, p. 165)

    O equilbrio financeiro ou equilbrio econmico do contrato administrativo, tambm denominado equao econmica ou equao financeira, a relao que as partes estabelecem inicialmente, no ajuste, entre os encargos do contrato e a retribuio da Administrao para a justa remunerao da obra, do servio ou do fornecimento. Em ltima anlise, a correlao entre objeto do contrato e sua remunerao, originariamente prevista e fixada pelas partes em nmeros absolutos ou em escala mvel. Essa correlao deve ser conservada durante toda a execuo do contrato, mesmo que alteradas as clusulas regulamentares da prestao ajustada, a fim de que se mantenha a equao financeira ou, por outras

  • 27

    palavras, o equilbrio econmico-financeiro do contrato (Lei 8.666/93, art. 65, II, "d", e 6).

    3.2 EXEMPLO FRESAGEM E RECOMPOSIO O processo de fresagem e recomposio de asfalto comea da seguinte forma:

    Primeiro fresado o local danificado sem atingir a base , e posteriormente

    feito uma pintura com o material ligante (RR 2C) esperando a ruptura do

    material, pois o ligante base de gua e s depois de evaporado a gua que

    se pode colocar o asfalto (CBUQ), depois da ruptura do ligante colocado o

    CBUQ e compactado com o rolo pneu e o rolo chapa, para assim soltar o

    trnsito no local.

    3.3 ILUSTRAO

    O exemplo a seguir de uma obra executada em 2011 pela LP Pavimentao,

    de Fresagem e recomposio gerida por mim:

    CUSTO TOTAL - OBRA TBR 39/11 - AGOSTO/2011

    CUSTO DE EQUIPAMENTOS - AGOSTO/2011

    EQUIPAMENTO QTDE DIAS TRABALHADOS VALOR MENSAL M(FRESA) EXECUTADO VALOR/DIA VALOR TOTAL

    FRESA C/BOB CAT 1 30 R$ 1,85 22411,21 R$ 1.382,02

    R$ 41.460,74

    ROLO CHAPA 1 30 R$ 14.000,00 R$ 466,67

    R$ 14.000,00

    ROLO PNEU 1 30 R$ 14.000,00 R$ 466,67 R$ 14.000,00

    VIBRO ACABADORA 1 30 R$ 25.000,00 R$ 833,33

    R$ 25.000,00

    ESPARGIDOR 1 30 R$ 15.000,00 R$ 500,00 R$ 15.000,00

    CAMINHO PIPA 1 30 R$ 9.000,00

    R$ 300,00

    R$ 9.000,00

    CAMINHO PRANCHA 1 30 R$ 13.000,00 R$ 433,33 R$ 13.000,00

    NIBUS 1 30 R$ 6.000,00

    R$ 200,00

    R$ 6.000,00

    CAMINHES CAAMBA 9 30 R$ R$ R$

  • 28

    6.500,00 1.950,00 58.500,00

    VALOR TOTAL R$ 195.960,74

    CUSTO DE MATERIAL UTILIZADO - AGOSTO/2011

    MATERIAL M APLICADO DIAS TRABALHADOS TOTAL DE CBUQ/TON CAP/TON DEVIDO VALOR TON/CAP VALOR TOTAL

    CBUQ/CAP 876 30 2190 262,8 R$ 1.240,00 R$ 325.872,00

    MATERIAL M APLICADO DIAS TRABALHADOS TOTAL DE RR 2C VALOR KG/RR 2C VALOR TOTAL

    RR 2C 20000 30 22411,21 R$ 1,00 R$ 22.411,21

    VALOR TOTAL R$ 348.283,21

    CUSTO ALIMENTAO / ALOJAMENTO E COMBUSTVEL - AGOSTO/2011

    CENTRO DE CUSTO DIAS TRABALHADOS VALOR DIRIO VALOR TOTAL

    ALIMENTAO 25 R$ 512,18 R$ 12.804,50

    ALOJAMENTO 25 R$ 88,00

    R$ 2.200,00

    COMBUSTVEL 25 R$ 997,40 R$ 24.935,00

    DIVERSOS (MANUTENO)

    25 R$ 96,00

    R$ 2.400,00

    VALOR TOTAL R$ 42.339,50

    CUSTO DE MO DE OBRA - AGOSTO/2011

    FUNCIONRIOS QTDE DIAS TRABALHADOS VALOR MENSAL VALOR DIRIO VALOR TOTAL

    MO DE OBRA 25 30 R$ 60.000,00

    R$ 2.000,00

    R$ 60.000,00

    SEGURANA NOTURNO 1 25 R$ 2.400,00 R$ 80,00

    R$ 2.000,00

    LABORATRIO 1 25 R$ 14.500,00

    R$ 483,33

    R$ 12.083,33

    VALOR TOTAL R$ 74.083,33

    FATURAMENTO PARCIAL DO MS DE AGOSTO/2011

    M APLICADO DIAS TRABALHADOS QTDE DIRIA VALOR M VALOR DIRIO VALOR TOTAL

    876 30 29,2 R$ 1.200,00 R$ 35.040,00

    R$ 1.051.200,00

  • 29

    VALOR BRUTO IMPOSTOS VALOR IMPOSTO VALOR LIQUIDO

    R$ 725.328,00 18% R$ 130.559,04 R$ 594.768,96

    TOTAL CUSTOS E FATURAMENTO - AGOSTO/2011

    VALOR TOTAL - CUSTOS VALOR TOTAL - FATURAMENTO

    R$ 660.666,78 R$ 920.640,96

    LUCRO LQUIDO

    R$ 259.974,18

  • 30

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    4. CONSIDERAES FINAIS

    Em relao a obra exemplificada, deve ser levada em considerao o clima,

    pois as chuvas atrapalham as obras e com um planejamento baseado nos

    perodos de chuva dos anos anteriores possvel planejar melhor a execuo

    da obra levando sempre em considerao que o clima imprevisvel.

    Essa obra foi executada dentro do cronograma previsto, pois foi feito um bom

    planejamento da logstica, pois as usinas de asfalto que nos atenderam

    estavam prximas da obra ,facilitando assim o transporte e conseguindo assim

    uma produo maior e pode-se levar em considerao a boa mo de obra

    qualificada e equipamentos novos e revisados.

    Em resumo, para se ter um resultado favorvel no faturamento de uma obra de

    pavimentao deve-se ter um planejamento de custos e logstica, assim

    possvel obter lucros.

  • 36

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS AZEVEDO, Eurico de Andrade et al. Licitao e Contrato Administrativo. So Paulo: Malheiros, 1996. BALLOU, Ronald H. Logistica Empresarial: transportes, administrao de materiais e distribuio fisica. Sao Paulo: Atlas, 1993.

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