convergente cap 01-02

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  • 1. Convergente_NEW.indd 1 24/01/2014 12:32:49
  • 2. Tambm de Veronica Roth DIVERGENTE INSURGENTE Convergente_NEW.indd 2 24/01/2014 12:32:51
  • 3. T Lucas Peterson Convergente_NEW.indd 3 24/01/2014 12:32:51
  • 4. Ttulo original ALLEGIANT Copyright 2013 by Veronica Roth Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida, ou transmitida por qualquer forma ou meio eletrnico ou mecnico, inclusive fotocpia, gravao ou sistema de armazenagem e recuperao de informao, sem a permisso escrita do editor. Edio brasileira publicada mediante acordo com a HarperCollins Childrens Books, uma diviso da HarperCollins Publishers Direitos para a lngua portuguesa reservados com exclusividade para o Brasil EDITORA ROCCO LTDA. Av. Presidente Wilson, 231 8 andar 20030-021 Rio de Janeiro RJ Tel.: (21) 3525-2000 Fax: (21) 3525-2001 rocco@rocco.com.br | www.rocco.com.br Printed in Brazil/Impresso no Brasil Preparao de originais FLORA PINHEIRO Cip-Brasil. Catalogao na fonte. Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ. R754c Roth, Veronica Convergente / Veronica Roth; traduo Lucas Peterson. Primeira edio. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2014. (Divergente; III) Traduo de: Allegiant ISBN 978-85-7980-186-0 1. Literatura infantojuvenil americana. I. Peterson, Lucas. II. Ttulo. III. Srie. 13-06686 CDD: 028.5 CDU: 087.5 O texto deste livro obedece s normas do Acordo Ortogrfico da Lngua Portuguesa. Convergente_NEW.indd 4 24/01/2014 12:32:51
  • 5. Para Jo, que me guia e estabiliza. Convergente_NEW.indd 5 24/01/2014 12:32:51
  • 6. Convergente_NEW.indd 6 24/01/2014 12:32:52
  • 7. Qualquer pergunta que possa ser respondida deve ser respondida ou ao menos considerada. Processos ilgicos de pensamento devem ser desafiados assim que surgem. Respostas erradas devem ser corrigidas. Respostas certas devem ser confirmadas. D O MANIFESTO DA E RUDIO Convergente_NEW.indd 7 24/01/2014 12:32:52
  • 8. Convergente_NEW.indd 8 24/01/2014 12:32:52
  • 9. c aptul o um Tris Caminho de um lado para outro dentro de nossa cela na sede da Erudio, e as palavras dela ecoam na minha cabea: Meu nome ser Edith Prior. E h muitas coisas que ficarei feliz em esquecer. Ento, voc nunca a viu antes? Nem em fotografias? pergunta Christina, com a perna ferida apoiada em um travesseiro. Ela levou um tiro durante nossa tentativa desesperada de revelar o vdeo de Edith Prior para a nossa cidade. No tnhamos a menor ideia do que o vdeo diria, nem que ele destruiria as bases de nossa sociedade, as faces, nossas identidades. Ela sua av, sua tia ou algo assim? J disse que no respondo, dando meia-volta ao alcanar a parede. Prior ... era... o sobrenome do meu pai, ento devia ser algum do lado dele da famlia. Mas Edith um nome da Abnegao, e os parentes do meu pai devem ter sido da Erudio, portanto... 9 Convergente_NEW.indd 9 24/01/2014 12:32:52
  • 10. Portanto, ela deve ser mais antiga conclui Cara, apoiando a cabea na parede. Desse ngulo ela fica muito parecida com o irmo, Will, meu amigo, em quem atirei. Depois ela endireita o corpo, e o fantasma dele desaparece. De algumas geraes atrs. Uma ancestral. Ancestral. A palavra soa antiga. Eu me encosto em uma das paredes da cela ao me virar outra vez. O painel frio e branco. Minha ancestral, e esta a herana que ela me deixou: a libertao das faces e a compreenso de que a minha identidade Divergente mais importante do que eu imaginava. Minha existncia um sinal de que devemos deixar a cidade e oferecer nossa ajuda a quem quer que esteja fora dela. Eu quero saber diz Cara, esfregando o rosto. Preciso saber h quanto tempo estamos aqui. Ser que voc podia parar de andar de um lado para outro por pelo menos um minuto? Paro no meio da cela e levanto as sobrancelhas. Desculpe murmura ela. Tudo bem diz Christina. Estamos aqui h tempo demais. H dias Evelyn controlou o caos no saguo da sede da Erudio com alguns comandos curtos e ordenou que todos os prisioneiros fossem levados para celas no terceiro andar. Uma mulher sem-faco veio cuidar dos nossos ferimentos e distribuir analgsicos, mas ningum nos disse o que est acontecendo do lado de fora. Mesmo depois que insisti muito. 10 Convergente_NEW.indd 10 24/01/2014 12:32:52
  • 11. Tobias j deveria ter chegado digo, desabando sobre a beirada do meu catre. Cad ele? Talvez ainda esteja com raiva porque voc mentiu e o traiu ao trabalhar com o pai dele fala Cara. Eu a encaro. Quatro no seria to mesquinho sugere Christina, no sei se para cal-la ou para me tranquilizar. Se ainda no voltou, porque deve ter acontecido alguma coisa. Ele disse para voc confiar nele. Em meio ao caos, enquanto todos gritavam e os sem-faco tentavam nos empurrar em direo escada, agarrei a bainha da camisa dele para que no fssemos separados. Ele segurou meu pulso e me empurrou para longe, e estas foram as palavras que me disse: Confie em mim. V aonde eles mandarem. Estou tentando respondo para Christina, e verdade. Estou tentando confiar nele. Mas cada pedao de mim, cada fibra e cada nervo, anseia para se ver livre, no apenas desta cela, mas da priso da cidade ao redor. Preciso ver o que h do lado de fora da cerca. 11 Convergente_NEW.indd 11 24/01/2014 12:32:52
  • 12. c aptul o dois Tobias No consigo caminhar por estes corredores sem me lembrar dos dias que passei como prisioneiro aqui, descalo, a dor pulsando dentro de mim a cada vez que me movia. E, junto com essa memria, vem outra, de quando esperei Beatrice Prior seguir para a morte, de meus punhos cerrados batendo na porta, de seu corpo inerte nos braos de Peter quando ele me disse que ela fora apenas drogada. Odeio este lugar. No est mais to limpo quanto antes, quando era o complexo da Erudio; agora, est destrudo pela guerra, com marcas de tiros nas paredes, vidros quebrados e lmpadas estilhaadas por todos os cantos. Caminho sobre pegadas sujas e sob luzes tremeluzentes at a cela dela e ganho permisso para entrar sem qualquer questionamento, porque carrego o smbolo dos sem-faco, 12 Convergente_NEW.indd 12 24/01/2014 12:32:52
  • 13. um crculo vazio em uma tira preta ao redor do brao, e as feies de Evelyn em meu rosto. Tobias Eaton costumava ser um nome vergonhoso, mas agora um ttulo poderoso. Tris est agachada no cho, dentro da cela, ao lado de Christina e em uma posio diagonal em relao a Cara. Minha Tris deveria parecer plida e pequena, porque ela , afinal, plida e pequena, mas parece preencher toda a cela. Seus olhos redondos encontram os meus, e ela se levanta, abraando a minha cintura com fora e apoiando o rosto no meu peito. Aperto seu ombro com uma das mos e corro a outra pelos seus cabelos, ainda estranhando o fato de seu cabelo s ir at o pescoo. Fiquei feliz quando ela o cortou, porque aquele era o corte de uma guerreira, e no de uma garota, e eu sabia que era disso que ela precisaria. Como voc conseguiu entrar? pergunta ela em uma voz baixa mas clara. Sou Tobias Eaton respondo, e ela ri. Certo. Sempre me esqueo. Ela se afasta apenas o suficiente para olhar para mim. H uma expresso vacilante em seus olhos, como se ela fosse uma pilha de folhas prestes a serem espalhadas pelo vento. O que est acontecendo? Por que voc demorou tanto? Ela soa desesperada, suplicante. Este lugar traz lembranas horrveis para mim, mas para ela ainda pior. A caminhada at a sua execuo, a traio do irmo, o soro do medo. Preciso tir-la daqui. 13 Convergente_NEW.indd 13 24/01/2014 12:32:52
  • 14. Cara olha para ns, interessada. Sinto um certo desconforto, como se minha pele no me servisse mais. Odeio ser observado. Evelyn bloqueou toda a cidade conto a elas. Ningum pode dar um passo sem a autorizao dela. H alguns dias, ela fez um discurso, afirmando que deveramos nos unir contra nossos opressores, as pessoas do lado de fora. Opressores? indaga Christina. Ela retira um frasco do bolso e derrama o contedo na boca. Imagino que sejam analgsicos para a ferida em sua perna. Enfio as mos nos bolsos. Evelyn, e muitas outras pessoas, na verdade, acreditam que no d