conteudos programaticos artes_ef_01_a_09_ano_curvas

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  • 1. 1Artes2009

2. 2Governador do Estado de PernambucoEduardo Henrique Accioly CamposSecretrio de Educao do EstadoDanilo Jorge de Barros CabralChefe de GabineteNilton da Mota Silveira FilhoSecretria Executiva de Gesto de RedeMargareth Costa ZaponiSecretria Executiva de Desenvolvimento da EducaoAda Maria Monteiro da SilvaGerente de Polticas Educacionais de Educao Infantil e Ensino FundamentalZlia Granja PortoGerente de Polticas Educacionais do Ensino MdioCantaluce Mrcia Ferreira Paiva de Barros LimaGerente Geral do Programa de Correo de Fluxo EscolarAna Coelho Viera SelvaGerente de Polticas Educacionais em Direitos Humanos, Diversidade e CidadaniaGenilson Cordeiro MarinhoGerente de Polticas de Educao EspecialAlbanize Cardoso da SilvaGerente de Avaliao e Monitoramento das Polticas EducacionaisMaria Epifnia de Frana GalvoGerente de Normatizao do EnsinoVicncia Barbosa de Andrade Torres 3. 3Equipe Tcnica de Ensino - GEIF/SEDEFernando Antnio Gonalves de AzevedoFred do NascimentoGuiomar RibasLau VerssimoMrcia Virgnia de ArajoPatrcia BarretoRinaldo Jos da SilvaColaboradoresAnglica Correiaurea Maria Bezerra de AlencarElieny Ferreira dos SantosMaria Auxiliadora AlmeidaMaringela BernadielleComisso de RevisoEdnaldo Ramos dos SantosErika de Albuquerque MacielMaria Jos Holanda Barbosa 4. 4APRESENTAO DAS ORIENTAES TERICO-METODOLGICAS PARA AS LINGUAGENSDA ARTE: ARTES VISUAIS, TEATRO, DANA e MSICA.A Secretaria de Educao apresenta esta proposta de orientaes aosarte/educadores pernambucanos com o intuito de contribuir para uma prxis pedaggicaque democratize o universo da Arte, possibilitando, assim, aos nossos estudantes aelaborarem e re-elaborao de leituras de mundo mais amplas e complexas. Nessecontexto, parte-se do pressuposto que ler o mundo exige mais do que a simplesdecodificao das letras e nmeros; um processo que inclui a dimenso esttica eartstica como fundamentais a apreenso significativa das realidades histricas e sociais medida que estas so povoadas por imagens, cenas e sonoridades, ou seja, vivemos emum mundo no qual somos constantemente solicitados a interagir com Arte, suaslinguagens e sua histria.Assim, no por acaso que o grande acervo artstico criado pela humanidadeintrigue e provoque questes desde h muito tempo, em filsofos, cientistas emsticos.Neste sentido, surge o questionamento: Como pode estar o universo da Arte fora dosistema escolar?Considerando que a Arte um conhecimento, a Lei de Diretrizes e Bases daEducao Nacional (LDBEN) n 9.394/96 veio consolidar no Brasil uma tendncia da Artecomo conhecimento e no como mera atividade/fazer, como era a proposta de EducaoArtstica fundada na LDBEN n 5.692/71. Nos anos em que predominava na escola a concepo de educao artstica, oeducador artstico era tido como um fazedor de trabalhos elaborados a partir de tcnicas.Estas, por sua vez, se sustentavam em uma vaga ideia de criatividade. Seu principal papel,alm de fomentar a expresso pessoal dos estudantes, era o de organizar e decorar festasescolares que obedeciam ao calendrio folclrico, cvico e religioso, no necessitando, porisso, buscar ser um conhecedor de Arte. Passadas algumas dcadas, ainda existe na escola uma certa nfase no fazer, naexpresso pessoal, ou seja, no talento interpretado como dom, na criatividade dosestudantes e na tcnica pela tcnica. Todas essas posturas imbricadas com a concepoque se busca consolidar de Arte como conhecimento e como cultura. Arte/Educaocompreendida como epistemologia teoria do conhecimento que estuda os modoscomo se ensina e se aprende Arte.Ao apresentar variadas possibilidades de comunicao e interpretao, a obra dearte, atualmente, compreendida como texto: visual, teatral, sonoro, gestual e, nessesentido, a nova LDBEN n 9.394/96 estabelece quatro linguagens que devem ser acessveisna educao escolar: artes visuais, teatro, dana e msica. 5. 5 Cada uma dessas linguagens possui uma gramtica prpria. .As artes visuais tmcomo alguns dos seus atributos formais a linha, a cor, textura, a forma; o teatro: a palavra,a mmica facial, o gestual, o cenrio, a maquiagem; a msica: a melodia, a harmonia, oritmo (que inclui os elementos do som como altura, intensidade, durao e timbre); adana: o ritmo, o espao, o movimento.As composies criadas a partir dos atributos formais de cada uma das linguagenscompem, como no caso da lngua materna, o texto. Ressalta-se que na Artecontempornea no h fronteiras definidas entre essas linguagens. Os ambientes, ou asinstalaes 1 , so composies criadas com elementos visuais, ou seja, so criaesmuito prximas da construo de um cenrio; a performance se firma como uma artehbrida, sem limites claros entre as fronteiras; o cinema, o vdeo-arte, o vdeo clip secompem de elementos visuais, teatrais e sonoros.Embora seja importante o domnio desses atributos formais, a leitura das obras dearte e dos objetos de arte no deve limitar-se apenas compreenso dos mesmos, mas deum bom conhecimento do seu contexto poltico, histrico e cultural, ou melhor, suaautoria, o tempo e o espao da produo. A leitura da arte exige mais do que simplesdecodificao de seus atributos formais; ela deve ser centrada na significao em que taisatributos, em diferentes contextos, conferem ao discurso artstico nas diversas prticassociais.Convm destacar que a concepo contempornea de Arte/Educao parte doseguinte princpio: a Arte uma forma de produo cultural que deve ser estudada emseu contexto histrico, social e cultural, sendo importante construir uma noo maisampla, no mbito da educao escolar, de leitura, incluindo no repertrio das aulas deArte, as obras e os objetos do passado e a produo artstica contempornea, ou melhor:incluir a produo artstica com suas tradies e experimentos vindos de diversas culturaspermeadas de seus contextos.Do ponto de vista metodolgico, surge no contexto da Arte/Educaocontempornea, a proposta ou abordagem triangular 2 . Criada para o ensino das artesvisuais, essa abordagem serviu de base nos Parmetros Curriculares Nacionais (PCNs) paraas demais linguagens da Arte. A abordagem triangular deve ser compreendida como um1 Segundo Cacilda Teixeira da Costa: (2004, p.63) Os ambientes e as instalaes so espaos emque o artista usa a arquitetura sem se confundir com ela. So formas hbridas e, portanto,abrangem diferentes gneros artsticos entrecruzados. Pode incluir a o objeto, o vdeo e inmerosoutros elementos, estabelecendo uma relao ou interao entre eles.2A proposta ou abordagem triangular foi sistematizada pela professora Ana Mae Barbosa quandoa mesma dirigia o Museu de Arte Contempornea da Universidade de So Paulo, entre os anos de1980/1990 e apresentada no livro A Imagem no Ensino da Arte de sua autoria e publicado pelaeditora Perspectiva 6. 6sistema que interrelaciona trs aes: a contextualizao, a leitura interpretativa e o fazerartstico. Por ser um sistema aberto, esta proposta possibilita a articulao das aes, peloprofessor, de acordo com seus conhecimentos em arte, considerando os saberes culturaisdos estudantes. Ao propiciar uma mudana significativa na leitura da arte, estaabordagem, prope a superao do processo adivinhatrio. Segundo Ana Mae Barbosa:(2002 p.18/19). No se trata mais de perguntar o que o artista quis dizer em sua obra,mas o que a obra nos diz, aqui e agora, em nosso contexto, e o que disse, em outroscontextos histricos, a outros leitores. Com o intuito de complementar o aspecto anteriormente destacado, cabe aquium parntese para lembrar que a Europa universalizou a ideia de que o artista pertenciasempre etnia branca e ao gnero masculino. Alm disso, a Misso Artstica Francesa(MAF) que chegou ao Brasil em 1816, ao olhar com desconfiana para a arte barrocabrasileira, privilegiando o paradigma esttico neoclssico, do qual seus membros eramadeptos e defensores, instituiu no Brasil um preconceito artstico que reverbera at hoje,traduzindo-se nas expresses Arte erudita e Arte popular. A primeira, elaborada pelaselites econmicas e intelectuais e por isso digna de ser exposta nos grandes museus egalerias em oposio a ideia de Arte popular que aquela elaborada pelas classespopulares, e presente em espaos menos nobres.O teatro sofreu o mesmo processo histrico, pois Dom Joo VI, o patrocinador daMAF ordenou que se construssem teatros destinados nobreza e elite, colocando todaproduo que no se enquadrasse nos padres europeus, como teatro de segunda ou deterceira categoria. Tais preconceitos vigoram at hoje. Para superar tais preconceitos, a Arte/Educao contempornea toma como fundamentoo respeito, a valorizao e os entrecruzamentos culturais no palco da escola, a partir dasolidariedade e do vnculo social, juntamente com a compreenso da Arte como direito detodos. Isto permeado do princpio da interculturalidade que aponta para a interao/inter-relao entre diversas culturas. Isso significa no se restringir aos cdigosinstitudos (europeus e norte-americano brancos), mas se abrir para a Arte que est emnosso cotidiano: nas feiras, na TV, na propaganda, nos muros das cidades, na arquitetura e monumentos, na moda, no teatro, no cinema, nas igrejas e templos de todos asreligiosidades.Nessa perspectiva, o artista entendido como um sujeito sensvel/inteligente,propositor de situaes que nos desafiam a pensar criticamente sobre a Arte e suasinteraes. Nesse contexto, o papel do arte/educador configura-se como oproblematizador do universo da Arte por meio de um processo de ensino que privilegia:ler, contextualizar e fazer.Convidamos os colegas arte/educadores para o desafiador trabalho dedemocratizar a Arte, por meio de seu ensino e de sua histria como um bem a que TODOStm direito. 7. 7TEXTOS COMPLEMENTARESDANAA Dana como fonte de conhecimento do corpo Observando como as pessoas se movem diferentemente em diferentes culturas,podemos compreender o que movem as pessoas, ou seja, seus processos internos efatores culturais. A matria-prima da dana no apenas o corpo e o movimento, mastambm as imagens que se formam em torno destes, numa espcie de jogo entre as leisimutveis e a liberdade, entre