construindo #09

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De olho no mercado árabe: comitiva de catarinenses visita os Emirados em busca de inovações para a construção civil.

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  • CONSTRUINDO SANTA CATARINA 1

    SANTA CATARINAA n o I V | N 9 | R $ 9 , 9 0 | E d i t o r a D e s t a q u e s C a t a r i n e n s e s

    De olho no mercado rabe

    Empresrios Catarinenses visitam os Emirados rabes

    em busca de inovaes

    CONSTRUINDO

    PUBLICAO DA CMARA DE

    DESENVOLVIMENTO DA I N D S T R I A D A C O N S T R U O D E S A N T A C A T A R I N A

    CDIC

    Revista

    |

    Investimentos estrangeirosno setor devem ultrapassar US$ 14 bilhes em 2012

    Recomeo de Vida

    Empresa catarinense contrata trabalhadores haitianos que buscam um

    Preveno de Cheias no Vale do Itaja

    Colombo anuncia R$ 1,5 bilho em obras para

  • CONSTRUINDO SANTA CATARINA2

  • CONSTRUINDO SANTA CATARINA 3

  • CONSTRUINDO SANTA CATARINA4

  • CONSTRUINDO SANTA CATARINA 5

  • CONSTRUINDO SANTA CATARINA6

    Relao dos Presidentes dos Sinduscons do Estado de Santa Catarina

    Balnerio Cambori: Carlos Haacke; Blumenau: Amauri Alberto Buzzi; Brusque: Ademir Pereira; Chapec: Lenoir Broch; Crici-ma: Jair Paulo Savi; Grande Florianpolis: Helio Bairros; Itaja: Jos Carlos Santos Leal; Itapema: Joo Formento; Jaragu do Sul: Paulo Obenaus; Joinville: Luis Carlos Presente; Lages: Albraino da Silva Brazil; Rio do Sul: Arno Nardelli; So Miguel do Oeste: Ivo Bortolossi; Tubaro: Jos Sylvio Ghisi.

    Ficha Tcnica:

    Diretor geral: Jos Chaves Conselho editorial: Jos Chaves, Sheila R. Oliveira e Hlio Csar Bairros Editor e jornalista responsvel: Dor-va Rezende (DRT-RS 6220) Textos e pesquisas: Beatrice Gonalves, Mateus Boing e assessorias Editor de Arte: Rodrigo Kurtz - eu@rodrigokurtz.com Produo: Elsa A. R. Matos - producao@editoradestaques.com.br Comercializao: Rosngela Rosrio - publicidade2@editoradestaques.com.br, Dilma G. da Silva Machado - publicidade@editoradestaques.com.br

    07 Palavra do PresidenteCertificao e qualidade no Oeste de SC08 A Fora da Construo CivilR$ 14 bilhes em investimentos estrangeiros16 Mercado ImobilirioNorte de SC investe em sustentabilidade

    18 Seja um InvestidorMercado disputa a classe C20 Mulheres na ConstruoProjeto prev 10% de vagas femininas22 ArtigoO foco pra 2012 - Jorge Luiz Strehl28 CidadesSem tempo para errar

    30 Cidades/InvestimentoR$ 1,5 bilho para preveno de enchentes34 CapaCatarinenses visitam o mercado rabe42 Governo/Cdigo FlorestalRegras diferenciadas para reas urbanas50 SindusconsA fora do associativismo66 Histrias de vidaHaitianos em busca da redeno76 CREAPosse do novo presidente 80 Responsabilidade socialCapacitao de presos para a construo

    2008 Go Squared Ltd.

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    Sumrio

    FEICON BATIMAT Salo Internacional da ConstruoData: 27 a 31 de maroLocal: Anhembi So PauloSite: www.feicon.com.br23 Congresso Brasileiro do Ao Data: 26 a 28 de junhoLocal: Transamrica Expo Center So Paulo/SP Site: www.expoaco.org.br

    83 ENIC Encontro Nacional da Indstria da Construo Data: 10 a 12 de agosto Evento: Local: World Trade Center So Paulo/SP Site: www.sindusconsp.com.br/enic

    19 Salo do imvel Construfair/SCData: 21 a 26 de agosto Local: Florianpolis/SC Site: www.construfairsc.com.br

    Editora Destaques Catarinenses Ltda.

    Rua Manoel Loureiro, 470 | So Jos | SC | CEP 88117-330 | Fone: (48) 3246-5972 e 3258-8859

    www.construindosc.com.brwww.twitter.com/construindosc

    www.facebook.com/editoradestaques

  • CONSTRUINDO SANTA CATARINA 7

    O Oeste catarinense est experi-mentando elevado crescimento na construo civil. O produto interno da regio tem tido bons resultados nos ltimos anos, decorrentes principalmen-te no preo dos insumos primrios, cres-cimento da agroindstria e da aceitao de nossos produtos no mercado externo.

    Essa conjuntura resulta em um merca-do ascendente na regio, o que, por sua vez, faz com que a construo civil seja beneficiria de parte dos recursos dispo-nveis. Chapec centraliza boa parte dos investimentos pela prpria condio de ser a maior cidade do Oeste. Tem inds-tria forte e investimentos diversificados fatores que atraem profissionais de todos os ramos.

    De acordo com o presidente do Sindus-con de Chapec, Lenoir Antonio Broch, uma das principais metas para 2012, alm da formao profissional, traba-lhar para que os empresrios locais se interessem em obter certificaes ISO e nota mxima no Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H).

    Tenho certeza que, com bons pro-jetos, teramos boas obras. Elas seriam executadas dentro de um cronograma real e com valores condizentes com o mercado. Urge implementar, nas obras pblicas, o PBQP-H para termos qualida-de, obras longevas e preo justo. No po-demos aceitar que, principalmente para obras pblicas, no se exija certificao de qualidade ou a implementao desse programa, que tem como objetivo justa-

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    Palavra do Presidente

    mente melhorar a sua qualidade. No admissvel desacreditar ou desestimular empresas que investem em qualidade a terem que continuar participando de con-corrncia pblica em igualdade de condi-es com empresas que no se creden-ciam a desenvolver tal habilidade, afirma o dirigente.

    Segundo ele, para isso no necess-rio reformar a Lei das Licitaes (a lei no 8.666). Basta um pequeno ato de permis-so para que os entes federativos passem a exigir, nos editais, a necessria certifi-cao, que um programa desenvolvido

    pelo prprio governo federal desde a dcada de 1990.

    Sobre isso acredito que seja neces-srio um espao apropriado, mas acho de extrema necessidade ampliarmos o debate. De outra parte, precisamos ca-pacitar e investir no conhecimento dos nossos empresrios. Ainda no temos um banco de dados para promover de-cises baseadas em nmeros, pesqui-sas de mercado, estudos de conjuntura, variveis diversas como renda ou clima, forando-os a tomar decises, s vezes usando a intuio, diz Broch.

    Lenoir Broch Presidente do SINDUSCON de Chapec.

    CONSTRUINDO SANTA CATARINA 7

    Certificao ISO garantia de qualidade

    na obra

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    A Fora da Indstria na Construo Civil

    Expectativa que valor ultrapasse US$ 14 bilhes

    Construo civil no Brasil atrair investimentos em

    2012Apesar da crise econmica que vem assustando o mundo desde o final de 2008, o Brasil um dos pases que menos tm sofrido impacto financeiro. As boas expectativas para 2012 tm atra-do investimentos estrangeiros em muitos setores e a bola da vez a construo civil.

    Jlio Monte Carlo, economista graduado pela Fundao Getulio Vargas (FGV) e filiado ao Conselho Regional de Economia de So Paulo (CORECON-SP), conta que, com a proximidade de grandes eventos esportivos que acontecero no Pas como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpadas em 2016 combinados com o boom imobilirio brasileiro e a crise na Europa e nos Estados Uni-dos, tem se tornado cada vez mais evidente o interesse de bancos, em-presas e fundos de penses estran-geiros em investir em aes ligadas construo civil no Brasil.

    Os potenciais investidores apostam sempre em mercados mais seguros, como o europeu e o ame-ricano. Mas, incrivelmente, a crise est fazendo muito bem ao nosso mercado e os investimentos esto tomando seu rumo em direo aos pases emergentes, mas que possam oferecer alguma segurana. E o Bra-sil encaixa-se em todas essas carac-tersticas, afirma o economista.

    Otvio Freitas, especialista em

    economia internacional pela Uni-versidade Estadual de Campinas (Unicamp), diz que os investidores estrangeiros encontram no Brasil uma oportunidade de aplicar seus investimentos e obter lucros mes-mo em momentos financeiramente conturbados. Para ele, porm, os grandes atrativos que diferenciam o pas de outros emergentes so sua situao social atual e tambm algumas medidas adotadas recente-mente pelo governo.

    Segundo ele, o pas apresenta, hoje, um bom sistema poltico e eco-nmico em que visvel o aumento gradativo da classe mdia, juntamen-te com as facilidades provenientes do acesso ao crdito. O Brasil tambm possui um baixo endividamento e uma renda relativamente alta. Os salrios tm aumentado, mas, ao mesmo tempo, existe ainda uma defasagem quando se trata de habi-tao no Brasil. Alm disso, as obras

    para os eventos esportivos e medidas governamentais, como a reduo de 6% para 0% da alquota do Imposto sobre Operaes Financeiras (IOF) sobre aplicaes de estrangeiros em ttulos privados de longo prazo com prazos de vencimento superiores a quatro anos, so um prato cheio para o investidor, afirma.

    A expectativa, segundo informa-es da Cmara Brasileira da In-dstria de Construo (CBIC), que os investimentos estrangeiros na construo civil brasileira ultrapas-sem US$14 bilhes em 2012.

    O investimento, de acordo com Carlo, em mdio prazo e envolve no apenas imveis residenciais, mas tambm shopping centers e centros comerciais, cujo nmero tem aumentado muito no pas. Apesar de ainda oferecer riscos, o investimento imobilirio apresenta altas taxas de crescimento e um retorno acima dos mercados europeus e americanos.

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    De acordo com dados da (CBIC), em 2011, a construo civil no Brasil registrou um crescimento de 4,8% em relao a 2010. As ex-pectativas do setor para 2012 so ainda mais otimistas: acredita-se que o balano ser ainda maior, alcanando um crescimento de 5 %.

    Otvio Freitas conta que o Brasil o segundo lugar no mun-do mais procurado para investimentos em construo, perdendo apenas para os EUA. O economista aponta que a indstria tem se mantido em um ritmo mais forte do que o Produto Interno Bruto (PIB) e a tendncia que continue assim.

    O setor habitacional continuar se desenvolvendo em razo do aumento da renda e das facilidades de crdito.

    Mesmo internamente