comprando um bom telescópio

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  1 Comprando um bom Telescópio  Astronomia & Astrofísica   Por Leocádio Benez Neto em abril 24, 2010 as 17:38 Por Leocádio Benez Neto Adquirir um telescópio de qualidade no Brasil não é das tarefas mais fáceis, mesmo em grandes centros praticamente não existem lojas especializadas. Trazer seus instrumentos do exterior poderia ser a solução, mas legalmente uma importação sai cara por causa dos altos impostos cobrados e o frete. Existem também mercadorias trazidas do exterior ilegalmente, mas não há nenhuma garantia para os produtos adquiridos desta maneira. Um outro problema na hora de comprar um telescópio é saber a qualidade do instrumento. A qualidade óptica, para uma pessoa leiga, é muito difícil de ser avaliada. É melhor confiar em uma marca ou fabricante tradicionalmente reconhecidos, que naturalmente garantirão um padrão de qualidade, evitando futuras frustrações. Cuidado com telescópios vendidos em lojas de departamentos, magazines e lojas de fotografia, e que prometem ampliações altíssimas. Alguns vendedores fazem alarde de seus telescópios anunciando o aumento que eles proporcionam, por exemplo: 400x, 600x etc… Ampliações dessa ordem são totalmente inviáveis para pequenos telescópios e a qualidade da imagem certamente vai decepcionar. Sem contar o dinheiro mal empregado. Se você quer fazer da sua iniciação em astronomia uma experiência agradável e não uma tragédia, invista seu dinheiro em abertura e lentes oculares de qualidade. Quanto maior a abertura ( diâmetro da lente ou espelho do telescópio), mais luz o instrumento capta e maior a capacidade de visualizar estrelas fracas e nebulosas ou galáxias. A definição ou nitidez da imagem também melhora com o tamanho da ótica. Outra dica importante é: não compre um telescópio refrator ( com lente ), a não ser que dinheiro não seja problema para você, e esteja disposto a investir pelo menos U$2.000,00. A imagem do telescópio refrator é de ótima qualidade mas, um bom refrator custa várias vezes mais que um refletor de tamanho equivalente. Agora se o custo-benefício lhe atrai, um telescópio refletor do tipo newtoniano com espelho de 6 a 8 polegadas seria ideal para um bom início. Eu possuo um de 4,5 polegadas que já é suficiente para muitas observações amadoras, mas, para visualizar objetos de baixa luminosidade (galáxias, nebulosas, etc), um pouco mais de abertura irá ajudar. Quanto ao aumento, não se deixe enganar. Teoricamente você pode ter muitos aumentos com um telescópio, dependendo da ocular que usar, mas, existe um limite onde a qualidade da imagem começará a ficar inaceitável. Em geral telescópios de boa qualidade suportam aumentos em torno de 50 vezes por polegada em condições boas de céu, ou seja: um telescópio de 6 polegadas funcionará satisfatoriamente com aumento de até 300 vezes. As figuras mostram a imagem de um telescópio de 6 polegadas com respectivamente, 200x, 300x, 500x de aumento. Note que no maior aumento ocorre perda da nitidez. Para conseguir o aumento de 500x com boa imagem seria necessário um telescópio de 10 polegadas.

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Comprando um bom TelescpioAstronomia & Astrofsica Por Leocdio Benez Neto em abril 24, 2010 as 17:38

Por Leocdio Benez Neto Adquirir um telescpio de qualidade no Brasil no das tarefas mais fceis, mesmo em grandes centros praticamente no existem lojas especializadas. Trazer seus instrumentos do exterior poderia ser a soluo, mas legalmente uma importao sai cara por causa dos altos impostos cobrados e o frete. Existem tambm mercadorias trazidas do exterior ilegalmente, mas no h nenhuma garantia para os produtos adquiridos desta maneira. Um outro problema na hora de comprar um telescpio saber a qualidade do instrumento. A qualidade ptica, para uma pessoa leiga, muito difcil de ser avaliada. melhor confiar em uma marca ou fabricante tradicionalmente reconhecidos, que naturalmente garantiro um padro de qualidade, evitando futuras frustraes. Cuidado com telescpios vendidos em lojas de departamentos, magazines e lojas de fotografia, e que prometem ampliaes altssimas. Alguns vendedores fazem alarde de seus telescpios anunciando o aumento que eles proporcionam, por exemplo: 400x, 600x etc Ampliaes dessa ordem so totalmente inviveis para pequenos telescpios e a qualidade da imagem certamente vai decepcionar. Sem contar o dinheiro mal empregado. Se voc quer fazer da sua iniciao em astronomia uma experincia agradvel e no uma tragdia, invista seu dinheiro em abertura e lentes oculares de qualidade. Quanto maior a abertura ( dimetro da lente ou espelho do telescpio), mais luz o instrumento capta e maior a capacidade de visualizar estrelas fracas e nebulosas ou galxias. A definio ou nitidez da imagem tambm melhora com o tamanho da tica. Outra dica importante : no compre um telescpio refrator ( com lente ), a no ser que dinheiro no seja problema para voc, e esteja disposto a investir pelo menos U$2.000,00. A imagem do telescpio refrator de tima qualidade mas, um bom refrator custa vrias vezes mais que um refletor de tamanho equivalente. Agora se o custo-benefcio lhe atrai, um telescpio refletor do tipo newtoniano com espelho de 6 a 8 polegadas seria ideal para um bom incio. Eu possuo um de 4,5 polegadas que j suficiente para muitas observaes amadoras, mas, para visualizar objetos de baixa luminosidade (galxias, nebulosas, etc), um pouco mais de abertura ir ajudar. Quanto ao aumento, no se deixe enganar. Teoricamente voc pode ter muitos aumentos com um telescpio, dependendo da ocular que usar, mas, existe um limite onde a qualidade da imagem comear a ficar inaceitvel. Em geral telescpios de boa qualidade suportam aumentos em torno de 50 vezes por polegada em condies boas de cu, ou seja: um telescpio de 6 polegadas funcionar satisfatoriamente com aumento de at 300 vezes. As figuras mostram a imagem de um telescpio de 6 polegadas com respectivamente, 200x, 300x, 500x de aumento. Note que no maior aumento ocorre perda da nitidez. Para conseguir o aumento de 500x com boa imagem seria necessrio um telescpio de 10 polegadas.

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200x

300x

500x Alguns telescpios Estado da Arte, como os refratores da Takahashi, conseguem qualidade excepcional em at mais de 100 vezes por polegadas em condies de cu comuns mas, a um preo altssimo. Na prtica vale mais um aumento mediano com uma boa qualidade do que querer turbinar o telescpio e s ver borres indefinidos. Eu particularmente prefiro iniciar com telescpios curtos (abertura entre 6 e 7.5), que so ligeiramente mais claros que do boas imagens de nebulosas e galxias e tambm

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so apropriados para astro-fotografia, devido ao campo de viso mais largo (requer clock drive para uso em astro-fotografia). Tambm so mais fceis de transportar, cabendo sem dificuldades no assento traseiro do carro, facilitando muito a vida do astrnomo. Suponha que voc compre um telescpio de 6 polegadas, o que equivale a aproximadamente 150 mm, e com comprimento focal de 1100 mm. E tambm trs oculares uma de 20 mm, uma de 10 mm e outra de 4 mm. Da podemos calcular as seguintes caractersticas do seu equipamento:

A abertura desse telescpio de 1100 / 150 = 7,3 (mdio claro) Aumento com a ocular de 20 mm ser de 1100 / 20 = 55 vezes Aumento com a ocular de 10 mm ser de 1100 / 10 = 110 vezes Aumento com a ocular de 4 mm ser de 1100 / 4 = 275 vezes

Apesar de ter um aumento mdio, um telescpio claro e com boas lentes oculares ser possvel muitas observaes satisfatrias. O ideal seria grande aumento e grande luminosidade, mas isso somente possvel com telescpios maiores, de 10 a 16 polegadas ou mais, e que naturalmente no so equipamentos baratos para iniciantes, portanto no se iluda achando que ir obter imagens iguais s do Hubble, tambm no precisa desanimar, se voc j leu o artigo at aqui certamente ir comprar um bom equipamento e conseguir boas imagens. Aqui vale a pena fazer uma observao; com exceo dos modernos telescpios computadorizados, que j vem com GPS e bssola eletrnica incorporados, telescpios grandes so muito bons de imagem mas, alm de grandes e difceis de transportar, so mais trabalhosos para montar e alinhar e podem levar quarenta minutos ou mais para estarem prontos para uso, j um telescpio menor, em bem menos tempo ele j estar pronto e posicionado. Se voc possui disposio e pacincia para esse trabalho, tudo bem, ocaso contrrio seu grande telescpio ficar encostado sem uso, pois s em pensar em carregar, montar e ajustar voc j desiste de sair para observar. Ento no adianta ter um telescpio para no usar, se voc no tem essa disposio melhor algo mais porttil que seja utilizado sempre. Abaixo est uma lista com exemplos de telescpios que podem ser adquiridos no Brasil. So construtores e empresas de qualidade reconhecida. Sempre que possvel o preo ser indicado. E sempre que eu encontrar novidades a lista ser atualizada. Espero que esses artigos possam ajudar a esclarecer as dvidas e mostrar que adquirir um bom equipamento para iniciar no to difcil nem to caro como muitos pensam.

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Detalhe do telescpio Newtoniano de 135mm e sua montagem Dobsoniana O construtor de telescpios Sebastio Santiago Filho de So Paulo capital, dispe de uma tima srie de telescpios pr-projetados que vo de 135 mm at 300 mm, tanto Newtonianos como Cassegrains, com bons preos e condies de pagamento. Cada telescpio vem com uma ocular de 15mm Kellner importada e montagem dobsoniana como da foto ao lado. Existe tambm a opo de montagem equatorial com Clock Drive para todos os modelos.Tambm possvel comprar cada modelo na forma de kit o qual vem acompanhado de CD ROM com manual detalhado da montagem. Boa opo para aqueles que querem montar pessoalmente o seu instrumento. Site: http://www.telescopiosastronomicos.com.br/ O construtor de telescpios Sr. Dario Pires de Araraquara SP, tem larga experincia em instrumentos de qualidade. Amante da astro-fotografia, direcionou sua tcnica de construo para telescpios curtos, f/5, f/6, com espelhos parablicos e especialmente desenvolvidos para fotografar. Oferece tambm outras opes a partir de 150mm com oculares do tipo Plossl e buscadora tambm de sua confeco. Montagens de todos os tipos motorizadas ou no com timo acabamento mecnico.Veja em seu site vrios exemplares de fotos feitas com uso de seus telescpios.O modelo de 150mm da primeira foto a minha indicao para iniciar. Site: http://www.techs.com.br/users/dariopires/

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Detalhe do modelo ETX-90EC

A MEADE, renomada marca de telescpios, lanou a pouco tempo uma soluo Hi Tech que est sendo uma revoluo na astronomia de quintal. Aliando qualidade tica, portabilidade e controle computadorizado, tem aberto uma nova era no estudo de astronomia para o iniciante ou o astrnomo amador. So instrumentos to pequenos que primeira vista parecem brinquedos, mas na prtica rivalizam com muitos telescpios maiores por uma frao do custo deles. Possui um moderno sistema computadorizado com mais de 30.000 objetos catalogados e vrios acessrios como: adaptador para cmera fotogrfica, adaptador para uso terrestre, maleta de transporte, trips e software para conexo com computador externo. Possui dimetros entre 70mm e 125mm e o modelo de 90mm (foto ao lado), a minha indicao e foi testado pela revista Sky&Telescope com aumento de at 250x com resultados muito satisfatrios. A MEADE representada no Brasil pela OMNIS LUX: http://www.omnislux.com.br/

O B-a-b do TelescpioAstronomia & Astrofsica Por Gustavo Jos Moretti em janeiro 30, 2011 as 15:56

Abertura: Abertura o fator mais importante na escolha de um telescpio. A funo primordial de todos os telescpios coletar a luz. Em qualquer ampliao, quanto maior a abertura, melhor ser a imagem. A abertura de um telescpio o dimetro da lente objetiva ou espelho primrio especificado em polegadas ou em milmetros (mm). Quanto maior for a abertura, mais luz ser coletada e mais brilhante (e melhor) ser a imagem, que ter um nvel maior de detalhes e nitidez. Considerando-se o seu oramento e os requisitos de portabilidade, selecione um telescpio com a maior abertura possvel.

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Distncia Focal: a distncia, em um sistema ptico, a partir da lente (ou espelho primrio) at o ponto onde o telescpio est no foco (ponto focal), em milmetros. Quanto maior for a distncia focal do telescpio, em geral, mais poder ele tem, maior a imagem e menor campo de viso. Por exemplo, um telescpio com uma distncia focal de 2.000 mm tem o dobro da potncia e metade do campo de viso de um telescpio de 1.000 mm. A maioria dos fabricantes especifica a distncia focal de seus instrumentos. Mas podese utilizar a seguinte frmula para calcul-la: A distncia focal a abertura (em milmetros) vezes a razo focal. Por exemplo, se um telescpio possui abertura de 8 polegadas (203,2 milmetros) e razo focal de f/10, a distncia focal seria 203,2 x 10 = 2.032 milmetros. Razo focal: Trata-se da relao da distncia focal com o dimetro de um sistema ptico. Para encontrar a razo focal, divida a distncia focal do sistema pelo dimetro do elemento primrio (lente ou espelho) do sistema ptico. Por exemplo, um telescpio com dimetro de 8 (203,2 milmetros), com um comprimento focal de 2.032 milmetros um sistema de f/10 (2032/203.2) Telescpios com grande razo focal (f/10 ou mais) so ideais para a observao de objetos luminosos como a Lua e planetas; j telescpios com baixa razo focal (f/6 ou menos) so indicados para a observao de objetos tnues, como galxias e nebulosas. Buscador (ou buscadora): Trata-se de um telescpio de baixa potncia com mira que montado no lado de um telescpio de alta potncia. A buscadora usada para localizar e ajudar a centralizar um objeto com o telescpio principal. Um segundo tipo de buscadora chamada Red Dot ou StarPointer, emprega uma luz vermelha em vez de mira, que projetada visualmente, sem ampliao. Ambos so usados para ajudar a localizar os objetos com mais facilidade. Montagem: a estrutura mecnica que suporta o tubo ptico, de modo que possa ser movido para cima e para baixo (altitude) e esquerda ou direita (azimute), como movimentos separados. Existem dois tipos bsicos de montagem de telescpios: Altazimutal e montagem equatorial. A montagem Altazimutal a forma mais simples de montagem, com dois movimentos a altitude (para cima e para baixo) e azimute (direita e esquerda). So equipados com controles slow-motion para fazer os ajustes precisos, o que ajuda na manuteno de rastreamento suave. Este tipo de montagem ideal para observaes terrestres por varrer o cu em baixa potncia, mas no recomendado para fotografia de longa exposio, porque no alinhado com o eixo da Terra. A montagem Equatorial tem dois eixos que so perpendiculares entre si, porm, o eixo da esquerda para a direita foi to inclinado que paralela ao eixo da Terra em vez de no horizonte. Com uma montagem equatorial, apenas o eixo que paralelo ao eixo da

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Terra, deve ser girado, o que o torna ideal para fotografia de longa exposio, tendo em vista que a rotao de campo eliminada. Tubo ptico: Tubos pticos de alumnio atingem o equilbrio trmico rapidamente, o que importante para a viso do telescpio. Tubos pticos de fibra de carbono so menos propensos a acidentes e riscos e proporcionam excelentes propriedades de expanso trmica que ajudam a manter um foco ntido necessrio para belas imagens CCD. Ocular: So responsveis pelo aumento do telescpio. Oculares de baixa potncia proporcionam um maior campo de viso enquanto oculares de alta potncia fornecer mais ampliao. Uma ocular de at 12 mm normalmente considerada de alta potncia, uma ocular entre 12 a 25 mm considerada de mdia potncia e uma ocular de 25 mm ou maior considerada de baixa potncia. Para determinar o poder da ocular, divida o comprimento focal do telescpio (em mm) pela distncia focal da ocular (em mm). Ao trocar uma ocular de uma determinada distncia focal para outra, voc pode aumentar ou diminuir a potncia do telescpio. Por exemplo, uma ocular de 30 milmetros usada em um telescpio com comprimento focal de 2.032 milmetros, daria uma potncia de 68x (2032/30 = 68) e uma ocular de 10 milmetros usada sobre o mesmo instrumento produzir uma potncia de 203x (2032 / 10 = 203). Como as oculares so intercambiveis, um telescpio pode ser usado em uma variedade de potncias para diferentes aplicaes. Para saber mais sobre oculares, recomendamos a leitura do artigo Um pouco mais a respeito dos ticos. Ampliao: Um dos fatores menos importantes na compra de um telescpio o poder de ampliao. O Poder de ampliao, de um telescpio na verdade a relao entre dois sistemas independentes de tica: 1) o telescpio em si, e 2) a ocular que voc est usando. Para determinar o poder de ampliao, divida o comprimento focal do telescpio (em mm) pela distncia focal da ocular (em mm). Ao trocar uma ocular de uma determinada distncia focal para outra, voc pode aumentar ou diminuir a potncia do telescpio. Por exemplo, uma ocular de 30 milmetros usada em um telescpio com comprimento focal de 2.032 milmetros, daria uma potncia de 68x (2032/30 = 68) e uma ocular de 10 milmetros usada sobre o mesmo instrumento produzir uma potncia de 203x (2032 / 10 = 203). Como as oculares so intercambiveis, um telescpio pode ser usado em uma variedade de potncias para diferentes aplicaes. Existem limites para o poder de amplificao de telescpios. So determinados pelas leis da ptica e da natureza do olho humano. Como regra geral, a potncia mxima

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utilizvel igual a 60 vezes a abertura do telescpio (em polegadas) em condies ideais. Potncias superiores a esta, geralmente, proporcionam imagens com pouca nitidez e de menor contraste. Por exemplo, a potncia mxima de um telescpio com abertura de 60 milmetros (2,4 polegadas) 142x. medida que aumenta o poder, a nitidez e os detalhes da imagem diminuiro. No acredite nos fabricantes que anunciam um telescpio de apenas 60 mm de abertura (2,4 polegadas) com ampliao de 375x ou 750x (a potncia mxima no passa de 142x), pois isso no verdade. A maioria de sua observao ser feita com potncias inferiores (6 a 25 vezes a abertura do telescpio, em polegadas). Com estes poderes inferiores, as imagens sero muito mais brilhantes e ntidas. H tambm um limite inferior de potncia, que entre 3 a 4 vezes a abertura do telescpio durante a noite. Durante o dia, o limite inferior de cerca de 8 a 10 vezes a abertura. Potncias inferiores a esta no so teis para a maioria dos telescpios. Para saber mais sobre especificaes enganosas, com valores de ampliao que no correspondem realidade, recomendamos a leitura do artigo Telescpio Arapuca. Ampliao Mxima: Trata-se do poder visual mximo que um telescpio pode alcanar antes que a imagem comea a ficar muito escura e com pouca nitidez. Em geral, a ampliao mxima de aproximadamente 50x a 60x por polegada de abertura. Mas a aplicao desta regra depende das condies atmosfricas. Em noites com mais turbulncia na atmosfera, observando em 30x a 40x por polegada de abertura voc ter um melhor resultado do que usar a regra de 50x a 60x. Ampliao Mnima: A menor ampliao til de aproximadamente 3,5 x por polegada de abertura do telescpio. Uma ampliao menor do que esta no seria recomendada visualmente: aparecer uma mancha escura no centro do campo de viso com telescpios Schmidt-Cassegrain ou newtonianos. Isto devido obstruo do espelho secundrio. Campo de viso angular: A quantidade de cu que voc pode ver atravs de um telescpio chamado de campo de viso real e medido em graus de arco (campo angular). Quanto maior o campo de viso, maior ser a rea do cu que voc pode ver. O campo de viso angular pode ser calculado. Por exemplo, se voc estivesse usando uma ocular com um campo aparente de 50 graus e o poder do telescpio com essa ocular foi 100x, ento o campo de viso seria de 0,5 graus (50/100 = 0,5). Os fabricantes normalmente especificam o campo aparente (em graus) de seus projetos de oculares. Diagonal Estelar: um espelho em ngulo ou prisma que utilizado em telescpios (refratores e Schmidt-Cassegrain), que permite a visualizao de objetos que esto em um ngulo de 90 da direo em que o telescpio est apontando. Ela permite uma visualizao mais confortvel quando o telescpio est apontado diretamente para cima.

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Vistos atravs da ocular, a imagem est do lado certo, mas invertida da esquerda para a direita. Trip: Trs pernas feitas em metal, plstico ou madeira, usado como uma plataforma para montar um telescpio, binculos ou cmera. Todas as trs pernas devem estar ajustadas para a mesma altura para garantir mxima estabilidade. Magnitude estelar limite: Os astrnomos usam um sistema de magnitudes para indicar quo brilhante uma estrela. Um objeto tem uma certa magnitude numrica. Quanto maior o nmero de magnitude, mais fraco o objeto. Em uma escala, a cada numerao maior, o brilho do objeto ser aproximadamente 2,5 vezes mais tnue. A estrela mais fraca que voc pode ver com seu olho nu (com cu escuro) de cerca de sexta magnitude, enquanto que as estrelas mais brilhantes so magnitude zero (ou mesmo um nmero negativo). A estrela mais fraca que voc pode ver com um telescpio (em excelentes condies de observao) chamada de magnitude limite. A magnitude limite est diretamente relacionada abertura, onde maiores aberturas permitem ver estrelas mais fracas. Uma frmula aproximada para o clculo da magnitude limite visual : 7.5 + 5 x log (abertura em centmetros). Por exemplo, a magnitude limite de um telescpio de abertura de 8 14,0, ou seja: 7,5 + (5 x log 20,32) = 7,5 + (5 x 1.3) = 14,0 Condies atmosfricas e da acuidade visual do observador, muitas vezes, podem reduzir a magnitude limite. Obs.: Magnitude limite fotogrfica de cerca de dois ou mais magnitudes mais fracas que magnitude limite visual. Resoluo (Rayleigh): Esta a habilidade de um telescpio para processar detalhes. Quanto maior a resoluo, o melhor o detalhe. Quanto maior for a abertura de um telescpio, o instrumento ser capaz de ter uma maior a resoluo. Resoluo (Dawes): O Limite de Dawes a capacidade que o telescpio tem de separar dois objetos estreitamente espaados (estrelas binrias) em duas imagens distintas medido em segundos de arco. Teoricamente, para se determinar este limite basta dividir 4,56 pela abertura do telescpio (em polegadas). Por exemplo, em um telescpio de abertura de 8 a resoluo Dawes de 0,6 segundos de arco (4,56 dividido por 8 = 0,6). Poder de resoluo Dawes uma funo direta da abertura de tal forma que quanto maior a abertura, melhor este poder de resoluo. No entanto, as condies atmosfricas e a acuidade visual do observador podem contribuir para a diminuio deste valor. Obstruo do espelho secundrio: Telescpios refletores catadioptricos, utilizam um pequeno espelho secundrio que colocado no tubo ptico para enviar a luz do espelho primrio para a posio adequada para visualizao. O espelho secundrio bloqueia um pouco da luz que entra pela frente do tubo ptico e chega ao o espelho primrio. Isso

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chamado de obstruo do espelho secundrio e pode diminuir o contraste, embora o efeito muito pequeno em uma obstruo de cerca de 40% da abertura do telescpio. Comprimento do tubo ptico: A distncia da frente para a traseira do conjunto do tubo ptico Barra de Contrapesos: Barra de metal com contrapesos que acoplada montagem do telescpio. So utilizados para equilibrar adequadamente o telescpio. Contrapesos: O uso de acessrios na diagonal afeta o equilbrio do telescpio e pode prejudicar o motor de rotao. Contrapesos restauram o equilbrio correto, aumentando a facilidade no manuseio e melhorando a preciso de rastreamento. Velocidade de movimentao: Trata-se da velocidade de movimentao um telescpio em um ou ambos os eixos sob o poder dos motores de acionamento. Velocidade de Tracking: Velocidades que um telescpio utiliza para acompanhar devidamente os objetos celestes no cu. Converses: 1 polegada = 25,40 milmetros 1 milimetro = 0,0393700787 polegada. ou 2,54 centmetros

Para saber mais sobre telescpios, recomendamos a leitura do artigo Conhecendo o Telescpio.

Conhecendo o TelescpioAstronomia & Astrofsica Por Leocdio Benez Neto em abril 24, 2010 as 19:43

Os principais tipos de telescpios com relao tica utilizada so:

Telescpios Refratores: Utilizam lente ou conjunto de lentes na funo de elemento primrio de captura da luz ou objetiva. (so vulgarmente chamados de Lunetas, talvez pelo fato dos modelos mais comuns serem adequados principalmente para ver a Lua com uma boa qualidade de imagem).

O F na imagem o ponto focal do telescpio (ponto onde os raios de luz que incidem na tica convergem). A distncia da lente/espelho ao ponto focal a distncia focal do telescpio e determina as suas caractersticas.

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Telescpios Refletores: Utilizam um espelho primrio cncavo para coletar a luz e formar a imagem. No telescpio refletor Newtoniano, a luz refletida para um pequeno espelho inclinado em 45 que desvia a luz para uma abertura lateral do tubo, onde fica a ocular. So os telescpios de melhor custo-benefcio encontrados, portanto muito indicados para o nvel introdutrio.

Telescpios Catadiptricos: Empregam ambos elementos: espelho e lente, resultando em uma configurao que proporciona telescpios pequenos e portteis e com timo poder de ampliao. No entanto, necessrio o emprego de maior tecnologia para serem fabricados, o que os tornam mais caros.

Os tipos mais comuns de catadiptricos so:

Cassegrain, onde a lente frontal uma lente plana. Schmidt-Cassegrain, onde a lente frontal uma lente complexa chamada de placa corretora, que tem a funo de reduzir a aberrao esfrica do espelho principal. Maksutov-Cassegrain, onde a placa corretora uma lente chamada de menisco-divergente. Veja abaixo detalhe das duas principais variaes do catadiptrico:

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A tica de um telescpio composta por duas partes bsicas:

Objetiva: Lente ou espelho ou combinao de ambos, que ficam direcionados para o objeto da observao (da seu nome). Ocular: Lente ou grupo de lentes que tem a funo de levar a imagem da objetiva aos olhos.

As oculares Oculares so lentes intercambiveis que influenciam nas caractersticas ticas do telescpio como:

Aumento. Qualidade da imagem. Largura do campo de viso.

Existem muitos tipos de oculares que vo desde a mais simples do tipo Ramsdem, com apenas dois elementos ticos, at as sofisticadas e caras Nagler com tica de seis ou mais elementos. Cada tipo possui caractersticas peculiares quanto largura do campo de viso, correo e eliminao de aberraes. Uma tpica ocular do tipo Plossl (figura abaixo), que muito popular devido ao bom custo-desempenho que oferece.

Caractersticas bsicas dos telescpios Muitas pessoas que visitam observatrios astronmicos ficam curiosas para saber qual o aumento proporcionado por um telescpio profissional. Em geral, surpreendem-se bastante com a resposta. Como possvel ento que na propaganda de pequenos instrumentos para amadores sejam anunciados aumentos equivalentes ou mesmo superiores? A principal caracterstica de superioridade dos telescpios o poder de resoluo, o qual diretamente proporcional ao dimetro da objetiva e determina a capacidade do telescpio em isolar e tornar acessvel detalhes muito sutis. Portanto o aumento o fator de menor importncia na avaliao da qualidade de um telescpio. No acredite em telescpios onde o aumento colocado como principal caracterstica. O aumento no telescpio uma caracterstica varivel e depende de dois fatores:

Comprimento focal do telescpio. Comprimento focal da ocular.

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Obs: O comprimento focal do telescpio ajustado na construo do espelho ou lente e determinar as caractersticas fixas do telescpio. Para calcular o aumento s dividir o comprimento focal do telescpio pelo comprimento focal da ocular ex: Aumento (vezes) = Comprimento focal telescpio (em mm) / Comprimento focal da ocular (em mm) Abertura: Dado de grande importncia na qualidade da imagem de um telescpio, determina o poder de resoluo e a quantidade de luz que o instrumento ser capaz de capturar e consequentemente a capacidade de observar detalhes sutis de objetos de pouca luminosidade (galxias, nebulosas etc). A Abertura ou Claridade depende do comprimento focal telescpio e do dimetro do espelho ou lente objetiva, ex: Abertura = Comprimento focal telescpio (em mm) / dimetro do espelho ou lente objetiva (em mm) Fazendo uma tabela das aberturas possivel, de uma maneira simplificada, classificar os telescpios da seguinte forma: Abertura 4 6 8 10 12 Claridade Muito claro Claro Claridade mdia Pouco claro Escuro

Comprimentos focais longos produzem maior aumento, mas, diminuem a claridade e estreitam o campo de viso. Tambm deixam os telescpios mais longos e difceis de transportar. Comprimento focais curtos produzem menor aumento, porm com maior luminosidade e maior largura do campo de viso, facilitando o transporte. A escolha depende da aplicao e do tipo de observao. A montagem uma parte importante do conjunto. Deve ser firme e estvel e permitir movimentos suaves e facilidade de posicionamento em qualquer parte do cu, ou voc passar as noites brigando com o telescpio ao invs de observar o cu. H dois tipos bsicos de montagem:

Altazimutal, mais simples e muito usada em construes caseiras de telescpios na verso conhecida como montagem Dobsoniana. Atualmente o padro adotado dos modernos telescpios computadorizados, pela simplicidade e no necessidade de posicionamento prvio. Ela proporciona um movimento de

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rotao da base com eixo perpendicular ao solo, e o movimento basculante do tubo do telescpio.

Montagem Azimutal

Equatorial, mais complexa e requer posicionamento correto, sendo que um dos eixos de movimentao deve apontar exatamente para o polo celeste, (veja detalhe na foto abaixo). Aps o correto posicionamento, atuando apenas em um dos controles voc acompanha a trajetria do objeto no cu.

Montagem Equatorial Nos dois tipos de montagem existem verses equipadas com motores, conhecidos como Clock Drive, que compensam a rotao da Terra e mantm o telescpio fixo na observao. No caso de astro-fotografias o Clock Drive um requisito obrigatrio. NT.: Montagem Dobsoniana Com relao montagem Dobsoniana vale ressaltar que ela vem sendo largamente utilizado na astronomia amadora mundial, devido s possibilidades de construes extremamente portteis. Mesmo telescpios com espelhos de at 40 polegadas podem ser transprtados em automveis ou pequenas vans. Esses telescpios conhecidos como Super-Leves ou Ultra-Leves solucionaram o problema do transporte de grandes telescpios e uma boa opo para aqueles mais familiarizados com montagens e que desejam um telescpio maior. Veja esse exemplo abaixo um telescpio Dobsoniano super-leve de 16 polegadas montado e desmontado:

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Sistemas de CoordenadasAstronomia & Astrofsica Por Leocdio Benez Neto em maio 30, 2010 as 13:27

Mtodos para localizao dos objetos celestes Qualquer astrnomo amador, com um pouco de experincia, consegue reconhecer as principais estrelas pelo seu brilho e posio que ocupa no cu. Porm este mtodo emprico funciona muito bem apenas no caso das estrelas mais brilhantes. Como localizar ento, os objetos de fraca luminosidade ou mesmo aqueles invisveis vista desarmada? Para resolver este problema, e indicar a posio exata de um objeto no cu, os astrnomos criaram vrios sistemas de coordenadas celestes. Todos estes sistemas consideram o cu como uma grande esfera, com suas estrelas vistas do lado interno, sendo que o observador est localizado no centro da esfera e v a esfera celeste aparentemente girar pelo efeito da rotao da Terra.

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Dos vrios mtodos de localizao dos objetos celestes, dois deles sero suficientes para o amador realizar suas pesquisas, interpretar os principais atlas, posicionar um telescpio e operar um software de astronomia. Todos estes mtodos tm uma grande semelhana com o sistema de Longitude e Latitude terrestre e no representam nenhuma grande dificuldade para o entendimento bsico. Todos os Conceitos e imagens utilizados aqui esto adaptados para o hemisfrio Sul. Muitos ficam inicialmente confusos quando comeam a estudar os Sistemas de Coordenadas, visto que esses exigem certo esforo, capacidade de interpretao espaotemporal, e requer algum tempo at que fiquemos familiarizados com os conceitos, porm toda a prtica da astronomia amadora e a correta utilizao de telescpios com montagens equatoriais dependem destes conhecimentos, portanto vale a pena o esforo para compreender estes sistemas. Relembrando, o sistema de coordenadas terrestres de longitude e latitude funciona da seguinte maneira: O equador o crculo principal, que divide a Terra em hemisfrios Norte e Sul. Os crculos secundrios que partem de um plo cruzam o equador e atinge o outro plo, so chamados de meridianos. O meridiano de referncia passa travs de Greenwich, Inglaterra e cruza o equador determinando o ponto de origem (0 de longitude). A longitude de um local a distncia angular mais curta ao longo do equador a partir do meridiano de referncia at o meridiano que passa por esse local. Ela medida em graus,minutos,segundos (000000), e pode variar na faixa de 0 a 180 na direo Leste ou de 0 a 180 na direo Oeste. A latitude de um local a distncia angular a partir do equador at a linha paralela ao equador que passa por esse local. Ela medida em graus, minutos, segundos (000000), e pode variar na faixa de 0 a 90 Norte ou de 0 a 90 Sul. Araatuba possui as seguintes coordenadas: 211232 S (Sul) e 502558 O (Oeste),Veja figura abaixo:

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Sistema Horizontal ou Altazimutal O mais bsico dos sistemas de coordenadas. Utiliza uma referncia fixa na Terra, baseado no horizonte terrestre e no ponto cardeal Norte. A localizao de um objeto celeste dada pela Altura em graus a partir do horizonte, podendo variar de 0 at 90, e pelo Azimute que a distncia angular ao longo do horizonte, partir da direo Norte, medido no sentido Leste, sendo que pode variar de 0 at 360. Pelo fato de utilizar referncias terrestres as coordenadas dos objetos iro variar a cada momento e sero vlidas para um determinado local e horrio.

Sistema Equatorial Celeste Este o sistema de coordenadas mais usado pelos astrnomos amadores. Diferente do Sistema Altazimutal, onde o azimute e a altitude de cada estrela esto constantemente mudando com o tempo, o Sistema Equatorial tem como referncia primordial um ponto na esfera celeste e no na Terra, assim obtm-se coordenadas fixas e vlidas para qualquer ponto na Terra. O ponto de origem definido pela interceptao do equador celeste com a eclptica (a trajetria anual aparente do Sol no cu) e tambm conhecido por ponto Gama, ponto Vernal ou primeiro ponto de ries. O ponto Gama, embora no seja visvel, visto que no existe qualquer estrela marcando a sua posio, tem sua

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localizao perfeitamente definida, no ponto de passagem do Sol na travessia do sul para o norte sobre o equador celeste, sinalizando o Equincio de Outono (dia e noite de igual durao), o qual ocorre em 21 de maro. O meridiano celeste definido por esta passagem, semelhana do meridiano de Greenwich aqui na Terra, tomado como meridiano de origem. A posio de um corpo celeste especificada por sua declinao: DEC, e sua ascenso reta: RA.

DECLINAO: A declinao, anloga latitude terrestre, a distncia angular, medida em graus, minutos e segundos de arco, a partir do equador celeste at o objeto celeste podendo variar de +90 at -90. As posies entre o equador celeste e o plo celeste Norte tem declinao positiva e aquelas entre o equador celeste e o plo celeste Sul tem declinao negativa. ASCENSO RETA: A ascenso reta anloga longitude terrestre, a distncia angular medida em horas, minutos e segundos de arco, ou hms disposta ao longo do equador celeste podendo variar de 0h0m0s at 23h59m59s, sendo que o ponto 0h0m0s corresponde ao ponto Gama

A figura abaixo ilustra o sistema de coordenadas. A linha amarela a eclptica ou o caminho aparente do Sol no Cu e coincide com o plano do Sistema Solar. A linha verde o Equador Celeste e a projeo do equador da Terra no Cu. Estes dois grandes crculos esto inclinados com um ngulo de 23265 entre si, de modo que eles se interceptam somente em dois pontos: os equincios (dia e noite de igual durao) que ocorrem em 21 de Maro (Equincio de Outono) e em 23 de Setembro (Equincio da Primavera). O ponto Gama refere-se ao Equincio de Outono. No ponto mdio entre os Equincios ocorrem os Solstcios (ponto de maior declinao do Sol), que ocorrem em 22 de Dezembro (Solstcio de Vero), que marca o dia mais longo do ano, e em 22 de Junho (Solstcio de Inverno), que marca o dia mais curto do ano.

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Para complementar o entendimento do sistema de coordenadas e iniciar uma explorao mais profunda do cu, recomendo o estudo do Atlas Celeste que est disponvel para download.

Atlas Celeste INAPEAstronomia & Astrofsica, E-Books Por Leocdio Benez Neto em maio 30, 2010 as 17:41

Da mesma forma que a orientao na Terra requer o uso de um mapa geogrfico, para estudar o cu ser necessrio um Atlas Celeste de razovel preciso. Um Atlas um instrumento indispensvel para a explorao do cu, mesmo que, num primeiro momento, no seja utilizado qualquer instrumento tico. Aqui esto mapeadas as estrelas de magnitude at 3.5, ou seja, as estrelas mais brilhantes, as quais serviro de referncia para a localizao de outros astros interessantes, entre esses, as nebulosas, os aglomerados abertos e globulares e os locais onde explodiram no passado, as estrelas novas e supernovas. Os limites da Via-Lctea esto assinalados em duas tonalidades que indicam as reas mais (ou menos) ricas em estrelas. Apesar de relativamente pequeno, este Atlas conta com uma quantidade extremamente alta de informaes apresentadas de forma simplificada. Para viabilizar a distribuio deste Atlas, ele foi dividido em 15 pedaos que podem ser impressos individualmente em folhas do tamanho A4 e usados tanto como apostila, ou ser montado como mosaico, formando um belo pster de aproximadamente 92cm x 80cm. Todas as partes esto compactadas em um nico arquivo auto-extrao que cabe at em um disquete. Basta execut-lo para extrair as imagens. Com uma impressora razovel possvel uma boa qualidade e legibilidade dos textos. Para montagem como pster aconselha-se o uso de papel de gramatura maior (90g/m) e uso de cola tipo basto para no enrugar o papel. No meu prottipo eu fixei a parte superior e inferior do mapa em dois cabos de vassouras, o que deu um bom suporte e mantm o atlas esticado, alm de permitir que seja enrolado para transportar. Eis o Atlas Celeste com as 15 divises, cada uma corresponde a uma folha de papel:

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Como se v a parte equatorial da abboda celeste foi projetada na grande faixa central do mapa e cada plo em um dos mapas circulares. Alm disso, vrias figuras ilustram alguns aspectos importantes, como a localizao do plo Sul Celeste e a mudana das estaes no decorrer do ano. Os blocos de textos complementam ressaltando os principais astros de cada parte do mapa e mais uma tabela com informaes das principais estrelas, sem esquecer-se dos ndices dos smbolos utilizados e do alfabeto grego, muito utilizado para listar as estrelas de uma constelao. Importante notar que as indicaes das horas no mapa e nos textos so referentes posio no sistema de coordenadas equatoriais e no significam o horrio terrestre. Para maiores detalhes, consulte Sistemas de Coordenadas.

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