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  • PROPOSTA CURRICULAR

    SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAO

    DE MINAS GERAIS

    FSICA

    ENSI

    NO

    MD

    IO

  • AutoresArjuna Casteli Panzera

    Arthur Eugnio Quinto GomesDcio Guimares de MouraPaulo Csar Santos Ventura

  • GovernadorAcio Neves da Cunha

    Vice-GovernadorAntnio Augusto Junho Anastasia

    Secretria de Estado de EducaoVanessa Guimares Pinto

    Chefe de GabineteFelipe Estbile Morais

    Secretrio Adjunto de Estado de Educao Joo Antnio Filocre Saraiva

    Subsecretria de Informaes e Tecnologias EducacionaisSnia Andre Cruz

    Subsecretria de Desenvolvimento da Educao BsicaRaquel Elizabete de Souza Santos

    Superintendente de Ensino Mdio e Pro ssionalJoaquim Antnio Gonalves

  • Sumrio

    Ensino Mdio1 - Apresentao da Proposta Curricular de Fsica - Verso 2007

    2 - Introduo.

    3 - Por que o Ensino da Fsica no Ensino Mdio.

    4 - Diretrizes Norteadoras para o Ensino da Fsica

    5 - Critrios para a Seleo de Contedos

    Contedo Basico Comum (CBC) 1 Ano Fsica

    1 - Eixo Temtico I - Energia na Terra

    2 - Eixo Temtico II - Transferncia, Transformao e Conservao

    da Energia

    3 - Eixo Temtico III - Energia - Aplicaes

    Contedos Complementares de Fsica

    1 - Eixo Temtico IV - Luz, Som e Calor

    2 - Eixo Temtico V - Fora e Movimento

    3 - Eixo Temtico VI - Eletricidade e MagnetIsmo

    4 - Eixo Temtico VII - Fsica Moderna

    5- Apndice

    Bibliogra aBibliografi a

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  • Apresentao

    Estabelecer os conhecimentos, as habilidades e competncias a serem adquiridos pelos alunos na educao bsica, bem como as metas a serem alcanadas pelo professor a cada ano, uma condio indispensvel para o sucesso de todo sistema escolar que pretenda oferecer servios educacionais de qualidade populao. A defi nio dos contedos bsicos comuns (CBC) para os anos fi nais do ensino fundamental e para o ensino mdio constitui um passo importante no sentido de tornar a rede estadual de ensino de Minas num sistema de alto desempenho.

    Os CBCs no esgotam todos os contedos a serem abordados na escola, mas expressam os aspectos fundamentais de cada disciplina, que no podem deixar de ser ensinados e que o aluno no pode deixar de aprender. Ao mesmo tempo, esto indicadas as habilidades e competncias que ele no pode deixar de adquirir e desenvolver. No ensino mdio, foram estruturados em dois nveis para permitir uma primeira abordagem mais geral e semiquantitativa no primeiro ano, e um tratamento mais quantitativo e aprofundado no segundo ano.

    A importncia dos CBCs justifi ca tom-los como base para a elaborao da avaliao anual do Programa de Avaliao da Educao Bsica (PROEB) para o Programa de Avaliao da Aprendizagem Escolar (PAAE) e para o estabelecimento de um plano de metas para cada escola. O progresso dos alunos, reconhecidos por meio dessas avaliaes, constitui a referncia bsica para o estabelecimento de sistema de responsabilizao e premiao da escola e de seus servidores. Ao mesmo tempo, a constatao de um domnio cada vez mais satisfatrio desses contedos pelos alunos gera conseqncias positivas na carreira docente de todo professor.

    Para assegurar a implantao bem-sucedida do CBC nas escolas, foi desenvolvido um sistema de apoio ao professor que inclui: cursos de capacitao, que devero ser intensifi cados a partir de 2008, e o Centro de Referncia Virtual do Professor (CRV), o qual pode ser acessado a partir do stio da Secretaria de Educao (http://www.educacao.mg.gov.br). No CRV encon- tra-se sempre a verso mais atualizada dos CBCs, orientaes didticas, sugestes de planejamento de aulas, roteiros de atividades e frum de discusses, textos didticos, experincias simuladas, vdeos educacionais, etc; alm de um Banco de Itens. Por meio do CRV os professores de todas as escolas mineiras tm a possibilidade de ter acesso a recursos didticos de qualidade para a or-ganizao do seu trabalho docente, o que possibilitar reduzir as grandes diferenas que existem entre as vrias regies do Estado.

    Vanessa Guimares Pinto

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    1. Apresentao da Proposta Curricular de Fsica Verso 2007.

    Esta a nova verso da Proposta Curricular de Fsica adaptada s normas dispostas pela Resoluo SEE-MG, N 833, de 24 de novembro de 2006.

    Esta verso contm os Contedos Bsicos Comuns (CBC) de Fsica que devem ser en-sinados para todos os alunos do 1 ano do Ensino Mdio. Ela contm tambm uma proposta de Contedos Complementares destinados ao aprofundamento e ampliao dos contedos propos-tos para o 1 ano. Os Contedos Complementares esto previstos para serem trabalhados no 2 ano, com os alunos que optarem pelas reas de cincias naturais. Entretanto, os alunos que opta-rem pelas outras reas, podero estudar um subconjunto desses Contedos Complementares. No 3 ano, a escola poder decidir sobre os contedos a serem ensinados, podendo optar pela reviso de tpicos dos anos anteriores, aprofundamento ou ampliao dos mesmos.

    Esta verso faz uma reorganizao dos tpicos de contedo das verses anteriores, mas mantm as orientaes relativas aos objetivos e aos aspectos metodolgicos do ensino de Fsica.

    No CBC foi feita a opo por organizar os contedos em torno do conceito de energia. A razo para essa opo o fato de ser energia um conceito fundamental das cincias naturais per-mitindo uma maior integrao entre as disciplinas Qumica, Biologia e Fsica e entre as diversas reas da prpria Fsica. O conceito de energia um conceito integrador importante nos campos das cincias naturais permitindo aos alunos o entendimento de uma ampla gama de fenmenos. O conceito de energia aparece tambm no cotidiano das pessoas ligado a problemas sociais e econmicos. O foco do currculo do 1 ano em torno de energia vai permitir ao jovem entender e participar de debates atuais como, por exemplo, o problema das mudanas climticas na Terra.

    No CBC, que destinado a todos os alunos, procurou-se focalizar os elementos de Fsica considerados essenciais na formao cultural-cientfi ca do cidado dos dias atuais, sugerindo uma abordagem mais fenomenolgica, deixando para os anos seguintes a abordagem mais dedutiva e quantitativa. O CBC comea com um estudo sobre energia na Terra e na vida humana. A seguir, so destacadas as diversas formas de energia relativas aos campos da Mecnica, da Termodinmica e do Eletromagnetismo. Os aspectos tratados podero ser retomados e ampliados nos anos se-guintes. Energia o conceito considerado estruturante do CBC e todos os tpicos e fenmenos podem ser analisados e discutidos a partir do conceito de energia e sua conservao.

    A orientao metodolgica sugerida partir da observao e discusso dos fenmenos mais simples e avanar gradualmente na direo dos modelos explicativos que vo se sofi sticando medida que o tema vai sendo trabalhado. Espera-se que os modelos mais complexos de expli-cao dos fenmenos se complementem com o ensino dos tpicos complementares e mediante a interao com o ensino das demais disciplinas cientfi cas do currculo.

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    Ensino Mdio

    2. Introduo

    Este documento apresenta a proposta curricular para o ensino da Fsica nas escolas de Nvel Mdio do Estado de Minas Gerais. A proposta procura valorizar fenmenos do cotidiano, a tecnologia, os conhecimentos produzidos pela Fsica contempornea e a relao da Fsica com as outras disciplinas. Essa nova proposta apresenta novos objetivos para o ensino de Fsica, considerando que o ensino tradicional parece concebido apenas como etapa preparatria para os alunos que iro prosseguir com o estudo da Fsica no ensino superior. Tradicionalmente, os contedos so tratados de forma excessivamente abstrata e distante da realidade do aluno, baseando-se na mera transmisso de informaes. Com isso, no se tem dado a devida ateno ao papel que a imaginao, a criatividade e a crtica cumprem na produo do conhecimento cientfi co.

    A Lei de Diretrizes de Bases da Educao (1996) coloca o Ensino Mdio como etapa fi nal da Educao Bsica, que deve complementar o desenvolvimento do aluno iniciado no Ensino Fundamental. O Ensino Mdio passa a ser para todos e no apenas para os que prosseguiro seus estudos nas universidades. Assim, essa proposta leva em conta as seguintes questes:

    Quais devem ser os objetivos do Ensino Mdio?

    Quais devem ser as contribuies do ensino de Fsica para a formao dos jovens?

    Como integrar o ensino de Fsica ao ensino das outras disciplinas para formar habilidades necessrias vida contempornea?

    Essas questes nos levam a pensar em: o que ensinar, por que ensinar, como ensinar e quando ensinar. Respostas a essas questes devem levar em conta a necessidade de fl exibilidade curricular frente s diferentes realidades das escolas. Como impossvel ensinar todo o contedo da Fsica, preciso fazer escolhas e, para isso, precisamos elaborar critrios para defi nir o que ensinar. Essa defi nio no deve ser atribuio exclusiva dos professores de Fsica, considerando que o programa de Fsica deve ser parte essencial do projeto pedaggico da escola e, portanto, deve ser construdo coletivamente com a participao da comunidade escolar.

    Este documento apresenta razes para a presena da Fsica no currculo do Ensino Mdio. Apresenta tambm diretrizes norteadoras para o ensino da disciplina, critrios para a seleo do contedo e, fi nalmente, os tpicos de contedos e das habilidades as serem desenvolvidas. O apndice discute a metodologia de projetos como uma ferramenta pedaggica para trabalho interdisciplinar.

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    Essa proposta curricular resultado da discusso com o