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1. Proposta Curricular CBC Fsica - Ensino Mdio Propostas Curriculares | Orientaes Pedaggicas | Roteiros de Atividades Apresentao Estabelecer os conhecimentos, as habilidades e competncias a serem adquiridos pelos alunos na educao bsica, bem como as metas a serem alcanadas pelo professor a cada ano, uma condio indispensvel para o sucesso de todo sistema escolar que pretenda oferecer servios educacionais de qualidade populao. A definio dos contedos bsicos comuns (CBC) para os anos finais do ensino fundamental e para o ensino mdio constitui um passo importante no sentido de tornar a rede estadual de ensino de Minas num sistema de alto desempenho. Os CBCs no esgotam todos os contedos a serem abordados na escola, mas expressam os aspectos fundamentais de cada disciplina, que no podem deixar de ser ensinados e que o aluno no pode deixar de aprender. Ao mesmo tempo, esto indicadas as habilidades e competncias que ele no pode deixar de adquirir e desenvolver. No ensino mdio, foram estruturados em dois nveis para permitir uma primeira abordagem mais geral e semiquantitativa no primeiro ano, e um tratamento mais quantitativo e aprofundado no segundo ano. A importncia dos CBCs justifica tom-los como base para a elaborao da avaliao anual do Programa de Avaliao da Educao Bsica (PROEB) para o Programa de Avaliao da Aprendizagem Escolar (PAAE) e para o estabelecimento de um plano de metas para cada escola. O progresso dos alunos, reconhecidos por meio dessas avaliaes, constitui a referncia bsica para o estabelecimento de sistema de responsabilizao e premiao da escola e de seus servidores. Ao mesmo tempo, a constatao de um domnio cada vez mais satisfatrio desses contedos pelos alunos gera conseqncias positivas na carreira docente de todo professor. Para assegurar a implantao bem-sucedida do CBC nas escolas, foi desenvolvido um sistema de apoio ao professor que inclui: cursos de capacitao, que devero ser intensificados a partir de 2008, e o Centro de Referncia Virtual do Professor (CRV), o qual pode ser acessado a partir do stio da Secretaria de Educao (http://www.educacao.mg.gov.br). No CRV encontra- se sempre a verso mais atualizada dos CBCs, orientaes didticas, sugestes de planejamento de aulas, roteiros de atividades e frum de discusses, textos didticos, experincias simuladas, vdeos educacionais, etc; alm de um Banco de Itens. Por meio do CRV os professores de todas as escolas mineiras tm a possibilidade de ter acesso a recursos didticos de qualidade para a organizao do seu trabalho docente, o que possibilitar reduzir as grandes diferenas que existem entre as vrias regies do Estado. Vanessa Guimares Pinto Apresentao da Proposta Curricular de Fsica Verso 2007. Esta a nova verso da Proposta Curricular de Fsica adaptada s normas dispostas pela Resoluo SEE-MG, N 833, de 24 de novembro de 2006. Esta verso contm os Contedos Bsicos Comuns (CBC) de Fsica que devem ser ensinados para todos os alunos do 1 ano do Ensino Mdio. Ela contm tambm uma proposta de Contedos Complementares destinados ao aprofundamento e ampliao dos contedos propostos para o 1 ano. Os Contedos Complementares esto previstos para serem CRIADO EM: 3/10/2006 2. trabalhados no 2 ano, com os alunos que optarem pelas reas de cincias naturais. Entretanto, os alunos que optarem pelas outras reas, podero estudar um subconjunto desses Contedos Complementares. No 3 ano, a escola poder decidir sobre os contedos a serem ensinados, podendo optar pela reviso de tpicos dos anos anteriores, aprofundamento ou ampliao dos mesmos. Esta verso faz uma reorganizao dos tpicos de contedo das verses anteriores, mas mantm as orientaes relativas aos objetivos e aos aspectos metodolgicos do ensino de Fsica. No CBC foi feita a opo por organizar os contedos em torno do conceito de energia. A razo para essa opo o fato de ser energia um conceito fundamental das cincias naturais permitindo uma maior integrao entre as disciplinas Qumica, Biologia e Fsica e entre as diversas reas da prpria Fsica. O conceito de energia um conceito integrador importante nos campos das cincias naturais permitindo aos alunos o entendimento de uma ampla gama de fenmenos. O conceito de energia aparece tambm no cotidiano das pessoas ligado a problemas sociais e econmicos. O foco do currculo do 1 ano em torno de energia vai permitir ao jovem entender e participar de debates atuais como, por exemplo, o problema das mudanas climticas na Terra. No CBC, que destinado a todos os alunos, procurou-se focalizar os elementos de Fsica considerados essenciais na formao cultural-cientfica do cidado dos dias atuais, sugerindo uma abordagem mais fenomenolgica, deixando para os anos seguintes a abordagem mais dedutiva e quantitativa. O CBC comea com um estudo sobre energia na Terra e na vida humana. A seguir, so destacadas as diversas formas de energia relativas aos campos da Mecnica, da Termodinmica e do Eletromagnetismo. Os aspectos tratados podero ser retomados e ampliados nos anos seguintes. Energia o conceito considerado estruturante do CBC e todos os tpicos e fenmenos podem ser analisados e discutidos a partir do conceito de energia e sua conservao. A orientao metodolgica sugerida partir da observao e discusso dos fenmenos mais simples e avanar gradualmente na direo dos modelos explicativos que vo se sofisticando medida que o tema vai sendo trabalhado. Espera-se que os modelos mais complexos de explicao dos fenmenos se complementem com o ensino dos tpicos complementares e mediante a interao com o ensino das demais disciplinas cientficas do currculo. Introduo Este documento apresenta a proposta curricular para o ensino da Fsica nas escolas de Nvel Mdio do Estado de Minas Gerais. A proposta procura valorizar fenmenos do cotidiano, a tecnologia, os conhecimentos produzidos pela Fsica contempornea e a relao da Fsica com as outras disciplinas. Essa nova proposta apresenta novos objetivos para o ensino de Fsica, considerando que o ensino tradicional parece concebido apenas como etapa preparatria para os alunos que iro prosseguir com o estudo da Fsica no ensino superior. Tradicionalmente, os contedos so tratados de forma excessivamente abstrata e distante da realidade do aluno, baseando-se na mera transmisso de informaes. Com isso, no se tem dado a devida ateno ao papel que a imaginao, a criatividade e a crtica cumprem na produo do conhecimento cientfico. A Lei de Diretrizes de Bases da Educao (1996) coloca o Ensino Mdio como etapa final da Educao Bsica, que deve complementar o desenvolvimento do aluno iniciado no Ensino Fundamental. O Ensino Mdio passa a ser para todos e no apenas para os que prosseguiro seus estudos nas universidades. Assim, essa proposta leva em conta as seguintes questes: Quais devem ser os objetivos do Ensino Mdio? Quais devem ser as contribuies do ensino de Fsica para a formao dos jovens? Como integrar o ensino de Fsica ao ensino das outras disciplinas para formar habilidades 3. necessrias vida contempornea? Essas questes nos levam a pensar em: o que ensinar, por que ensinar, como ensinar e quando ensinar. Respostas a essas questes devem levar em conta a necessidade de flexibilidade curricular frente s diferentes realidades das escolas. Como impossvel ensinar todo o contedo da Fsica, preciso fazer escolhas e, para isso, precisamos elaborar critrios para definir o que ensinar. Essa definio no deve ser atribuio exclusiva dos professores de Fsica, considerando que o programa de Fsica deve ser parte essencial do projeto pedaggico da escola e, portanto, deve ser construdo coletivamente com a participao da comunidade escolar. Este documento apresenta razes para a presena da Fsica no currculo do Ensino Mdio. Apresenta tambm diretrizes norteadoras para o ensino da disciplina, critrios para a seleo do contedo e, finalmente, os tpicos de contedos e das habilidades as serem desenvolvidas. O apndice discute a metodologia de projetos como uma ferramenta pedaggica para trabalho interdisciplinar. Essa proposta curricular resultado da discusso com os professores das Escolas Referncia atravs dos Grupos de Desenvolvimento Profissional (GDP), assim como de pesquisa realizada com todas as escolas da Rede Estadual de Minas Gerais. Por que o Ensino da Fsica no Ensino Mdio A Fsica faz parte do currculo do Ensino Mdio desde a introduo desse nvel de escolarizao no Brasil. Inicialmente era ensinada apenas para aqueles alunos que pretendiam seguir cursos universitrios na rea de cincias. A partir da dcada de 70, essa disciplina passou a integrar o currculo do Ensino Mdio. Atualmente, conforme as Diretrizes Nacionais para o Ensino Mdio (1998), a Fsica est includa no currculo da Base Nacional Comum, na rea de Cincias Naturais e suas Tecnologias. Essa disciplina est tambm presente nos currculos de ensino mdio da grande maioria dos pases desenvolvidos ou em desenvolvimento. Muitas so as razes para a manuteno do ensino da Fsica no nvel mdio. Destacamos algumas razes frequentemente apresentadas para o ensino dessa disciplina. Razes Socioeconmicas Pessoas favorveis incluso da Fsica no currculo escolar argumentam que existe uma correlao forte entre o nvel de compreenso de cincias pelo pblico e o nvel de desenvolvimento econmico de uma nao. Argumentam tambm que o sucesso cientfico um indicador do prestgio e poderio de uma nao no cenrio internacional. Assim, segundo esses argumentos, devemos ensinar Fsica para formar pessoal tcnica e cientificamente qualificado, para a manuteno de uma nao economicamente forte, com prestgio e poder no plano internacional. Razes Sociopolticas Outros vem a introduo da cincia nos currculos como uma necessidade da vida nas democracias modernas. Com freqncia, os parlamentos e rgos executivos tomam decises sobre temas, tais como, construo de usinas termonucleares, transposio de rios, barragens, sistemas de transporte, destino de resduos radioativos, etc. Assim, cada vez mais, as comunidades so chamadas a manifestar sua opinio sobre decises que envolvem temas com forte componente cientfico. N