CBC DE QUIMICA

Download CBC DE QUIMICA

Post on 15-Jul-2015

1.542 views

Category:

Documents

4 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

<p>INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAO, CINCIA E TECNOLOGIA DO TRINGULO MINEIRO IFTM CAMPUS UBERABA - MG</p> <p>PRTICAS PEDAGGICAS CONTEDO BSICO COMUM PARA O ENSINO DE QUMICALicenciatura em Qumica 2 Perodo Noturno Professor: Otaviano Jos Pereira Eliana Aparecida dos Santos Katianne Waleska Kelly Tomaz Garcia Lidrcio Santos Ronaldo Jos Thiago Lcio Ribeiro Ueslei Bias</p> <p>1</p> <p>CONTEDO BSICO COMUM PARA O ENSINO DE QUMICAEstabelecer os conhecimentos, as habilidades e competncias a serem adquiridos pelos alunos na educao bsica, bem como as metas a serem alcanadas pelo professor a cada ano, uma condio indispensvel para o sucesso de todo sistema escolar que pretenda oferecer servios educacionais de qualidade populao.</p> <p>2</p> <p>Este documento apresenta uma Proposta Curricular de Qumica Ensino Mdio. Contm o Contedo Bsico Comum (CBC) para o ensino de Qumica nas escolas do Estado de Minas Gerais, uma proposio de Contedos Complementares, alm de discusses que fundamentam e orientam, de maneira geral, as escolhas feitas.</p> <p>3</p> <p>A Histria deste DocumentoNa gesto 2002-2006, a Secretaria de Estado da Educao de Minas Gerais iniciou um movimento de inovao curricular para o ensino mdio em todo o Estado. O primeiro documento desta srie de verses Verso preliminar para discusso foi produzido pelos consultores e discutido, a partir de maio de 2004, com 187 professores de Qumica do ensino mdio. Um segundo documento foi publicado em 2005. Em janeiro de 2006, nova verso da proposta curricular foi gerada a partir da necessidade de ajustar melhor o tempo para o desenvolvimento da proposta curricular nas escolas.4</p> <p>A partir deste longo caminho em 2008 comeamos compartilhar com os professores de Qumica da SEE-MG esta ltima elaborao.</p> <p>As idias e sugestes, apresentadas ao longo das verses dos documentos citados anteriormente, esto de acordo com a filosofia dos Parmetros Curriculares Nacionais (PCN, PCN+ e PCN 2006) (BRASIL, Ministrio da Educao, 2002 e 2006) e com os pressupostos e princpios que orientaram a formulao do Projeto de Reformulao Curricular e de Capacitao de Professores do Ensino Mdio da Rede Estadual de Minas Gerais (PROMEDIO,1997).5</p> <p>As Razes para Ensinar QumicaO ensino da Qumica, como uma das disciplinas da rea Cincias da Natureza, Matemtica e suas Tecnologias, tem a responsabilidade de prover um programa conceitual adequado para atender a diferentes necessidades de indivduos ou de grupos, promovendo tambm situaes favorveis superao de provveis dificuldades em relao aprendizagem e ao desenvolvimento dos alunos.</p> <p>6</p> <p>Os Contedos Bsicos Comuns e os Contedos Complementares de QumicaA proposta de serem apresentados os Contedos Bsicos Comuns (CBC) proporcionar ao estudante uma viso bem geral da qumica no primeiro ano do ensino mdio. importante destacar que o CBC o contedo mnimo que deve ser abordado no 1 ANO do ensino mdio para todos os alunos das escolas da Rede Estadual. A escola que possuir condies favorveis pode e deve avanar mais.7</p> <p>A Organizao da PropostaEsta proposta curricular est organizada em torno de trs eixos:</p> <p>Eixo 1 Materiais Eixo 2 Modelos Eixo 3 EnergiaOs eixos so organizados em temas, desdobrados em tpicos/habilidades e detalhamento de habilidades.8</p> <p>Focos ConceituaisO primeiro critrio considera os focos de interesse do conhecimento qumico no nvel mdio de ensino.</p> <p>9</p> <p>As Formas de AbordagemPara os focos conceituais adotados (constituio, propriedades e transformao de materiais) didaticamente interessante distinguir as trs formas de abordagem para os conceitos qumicos: os fenmenos; as teorias e modelos explicativos; e as representaes.</p> <p>10</p> <p>Os Diferentes Nveis de ProfundidadeOs conceitos podem ser abordados em diferentes momentos e nveis de profundidade. fundamental promover um envolvimento mais estreito da disciplina Qumica com a proposta pedaggica de cada escola, estimulando a participao dos As diferenas das condies e das culturas regionais podem respeitadas, bem como os interesses mais especficos dos estudantes e professores.</p> <p>11</p> <p>A Abordagem de Conceitos em Relao a Situaes Concretas de VidaMuitas so as estratgias e os motivos para se eleger um assunto ou problema para estudo e pesquisa. Uma metodologia que muito adequada a esse tipo de abordagem o trabalho com projetos. Muitas vezes o que se deseja no ir muito alm no aprofundamento do contedo em si, mas o estabelecimento de relaes entre temas cujas fronteiras no se limitam Qumica ou a contedos formais da escola.12</p> <p>A Abordagem InvestigativaA natureza investigativa, comum a tantas mentes jovens, deixa-os inquietos, pois vivemos um momento de grande saturao de informaes. Devido s condies tecnolgicas atuais, as redes de relaes entre fatos e fenmenos do mundo inteiro esto mais explcitas e disponveis. A mudana desse quadro passa pela inventividade, pela abertura para o novo e pela formao de um sujeito crtico, capaz de desenvolver, apropriar, produzir e interagir com os tantos saberes desejveis para estabelecer uma comunidade mais harmoniosa e com maior qualidade social.13</p> <p>Processos de Ensino e Aprendizagem em Sala de AulaO trabalho coletivo entre os vrios atores que fazem parte do processo de ensino-aprendizagem infelizmente no faz parte de nossa cultura escolar e precisa ser estimulado. A sala de aula um sistema social onde significados e entendimentos so negociados e desenvolvidos. H uma multiplicidade de vozes em jogo, conceituais, ideolgicas, etc., constituindo apoios e disputas. Essa complexidade feita de interaes, significaes e diferentes vozes precisa ser considerada para que possamos compreender a dinmica do ensino e aprendizagem escolar.14</p> <p>Formas de Compreender o Ensino e a AprendizagemPrticas fortemente influenciadas por teorias de aprendizagem; Minimizar aes de ensaio e erro, os modismos ou a repetio inconsistente da prtica; Ter conscincia de nossa funo social como educadores, implica saber identificar fatores envolvidos tanto em nossa formao quanto na de nossos alunos. As relaes interpessoais que se estabelecem em sala de aula so fundamentais na configurao do clima de convivncia e, portanto, da aprendizagem.</p> <p>15</p> <p>Contribuies de Vygotsky e BakhtinNa dcada de 80, das idias do psiclogo russo L. S. Vygotsky no mundo acadmico ocidental levou reconsiderao do papel do professor na sala de aula e, conseqentemente, redirecionou e ampliou a viso de muitos trabalhos de investigao nesta rea. As relaes entre os sujeitos passaram a ser foco de estudo e a considerao da constituio social dos sujeitos levou valorizao dos espaos coletivos de interao.</p> <p>16</p> <p>Aspectos Fundamentais da Aprendizagem Humana: Apresenta uma natureza individual, concebida no aprendiz, que um organismo biolgico, um sistema aberto para interagir. Encontramos este indivduo embebido neste meio de natureza social, que um campo de estimulao com o qual constantemente interage. A partir dessas interaes, as pessoas constroem e reconstroem suas identidades e idias. medida que o professor se encontra nesse campo, ele passa a ser participante irremedivel dos processos de co-construo vividos pelo aluno como aprendiz.17</p> <p>Aspectos Relacionados ao Trabalho Dirio do ProfessorCabe ao professor a tarefa do dia-a-dia, do contato permanente com o aluno e da gesto do trabalho educativo dentro de sua comunidade escolar. Dentre os seus saberes fala muito alto o conjunto de atitudes e a postura afetiva que o professor dispe em sala de aula. Pressupostos ou princpios para auxiliar o professor a atingir tais objetivos:</p> <p>18</p> <p>Em termos do valor formativo dos contedos Assegurar clareza nas ligaes do contedo Identificar os conceitos e idias centrais, distinguindo o essencial do secundrio; Identificar as idias cientficas, sua relevncia e seu nvel de abordagem; Dar nfase ao fato de que a compreenso da Qumica (smbolos, frmulas e algoritmos; Manter a abordagem do contedo para contextualizar a cincia em nossa vida, seus usos tecnolgicos e suas implicaes;19</p> <p>Sequenciao do Contedo e Progresso do Aluno Identificar que idias dependem fundamentalmente da</p> <p>compreenso de outras;</p> <p> Estar atento aos conhecimentos prvios dos alunos e dar condies s elaboraes; Manter condies para a reviso e o reforo das idias dos estudantes; Diagnosticar freqentemente a compreenso e o grau de dificuldade de aprendizagem.</p> <p>20</p> <p>Metodologia e Interaes Subjetivas em Sala de Sula Admitir</p> <p>a existncia de vrias vozes e linguagens;</p> <p> Assegurar a manifestao do aluno ou de grupos de alunos sobre suas idias ou dvidas durante as atividades; Assegurar as condies e idias que oportunizem o exerccio da investigao cientfica pelo aluno; Prover atividades que garantam ao aluno o acesso a diversas fontes de consulta (jornais, revistas, livros paradidticos, etc.),</p> <p>21</p> <p>Disponibilizar condies e atividades que possibilitem o desenvolvimento de competncias relacionadas representao e comunicao, investigao e compreenso, contextualizao scio histrica cultural; Admitir que os sujeitos (da comunidade da escola) so tambm constitudos a partir de seu meio social, cultural e histrico; Admitir que o estudante um co-participe de seu processo de formao integral e que o professor um mediador na construo do saber na escola.22</p> <p>Desenvolvimento de Habilidades Gerais e Acompanhamento da AprendizagemDesenvolver habilidades e aprendizagem de contedos cientficos, construo e aquisio gradual; Muito embora as habilidades que quase sempre so avaliadas sejam as correlacionadas aos tpicos de contedo, entendemos que h aquelas de espectro mais amplo; Mudana ou estabelecimento de atitudes favorveis ao desenvolvimento do aluno como ser humano, crtico e aberto a novos saberes; Habilidades que podem ser reunidas em categorias.23</p> <p>Habilidades por CategoriaRepresentao e comunicao Ter participao oral; Ler textos de diversos gneros; Sintetizar o contedo de um texto ou fala do professor; Desenvolver a capacidade de fazer inferncias a partir de leitura de textos; Elaborar exposio oral ou escrita sobre assuntos divulgados por texto; Descrever fenmenos observados ou fatos presenciados; Registrar dados de fenmenos observados; Produzir textos na composio de trabalhos.</p> <p>24</p> <p>Investigao e CompreensoRealizar experimentos; Utilizar instrumentos e equipamentos adequadamente; Observar os fenmenos criteriosamente; Analisar dados coletados ou resultados obtidos; Propor explicaes tericas para fenmenos; Localizar conceitos gerais em textos diversos; Discutir resultados para emitir opinies ou tirar concluses; Analisar logicamente o contedo; Estabelecer relaes entre conceitos no interior de matrizes tericas.25</p> <p>Contextualizao Scio-Histrica Respeitar o outro; Participar do trabalho e contribuir para a execuo em grupo; Estabelecer relao entre contedos de aula e fatos de sua vida; Compreender o papel da tecnologia na construo e apropriao do conhecimento cientfico; Reconhecer e compreender a cincia e a tecnologia qumicas; Reconhecer o papel do conhecimento qumico no desenvolvimento tecnolgico atual, em diferentes reas do setor produtivo, industrial e agrcola; Desenvolver uma viso crtica sobre a interao do ser humano com os materiais do planeta Terra;26</p> <p>Quando analisamos tais habilidades, naturalmente reconhecemos que a maioria de natureza formativa - um processo gradual e contnuo A avaliao s pode ser processual, permanente e contnua. No planejamento dos trabalhos para o aluno, podem ser previstas atividades que so especialmente adequadas para evidenciar se o aluno aprendeu, ou para prover indicativos da sua evoluo parcial e do seu desenvolvimento naquele momento. O resultado dessas atividades pode ser um recurso para uma avaliao diagnstica.27</p> <p>Existem aquelas atividades que, realizadas e registradas, indicam uma etapa completa de formao do estudante: estas podem servir de recurso para uma avaliao formativa. A criao e o uso de instrumentos diversificados de avaliao pelo professor possibilitam aos alunos acompanharem seus prprios avanos, Se o professor planeja instrumentos ou atividades que favoream a emergncia de momentos em que o aluno possa socializar a sua aprendizagem ou refletir sobre o seu desenvolvimento, ele est promovendo no aluno a construo de sua autonomia e autoconfiana, to desejveis para a sua formao.28</p> <p>Critrios para o Planejamento do EnsinoEleio de Contedos a Partir de Temas de Estudo Integrao dos Saberes Disciplinares Verticalizao dos Contedos Relevncia dos Contedos Recursividade dos Contedos Comeo, Meio e Fim Interao entre os Discursos Cotidiano e Cientfico29</p> <p>Para que um currculo estabelea um maior sentido social, ele precisa considerar os contextos de vivncia dos estudantes, bem como os contextos mais distantes, que tm significao para a humanidade como um todo. Promover o desenvolvimento dos contedos cientficos (um currculo dimensionado em relao ao que se ensina e quantidade e complexidade dos conceitos que so abordados) Certamente isso no se atinge por intermdio de um currculo que apresente uma estrutura conceitual carregada, quando o significado de aprender Qumica se reduz a aprender o contedo qumico desvinculado de situaes concretas da vida.30</p> <p>Contedo Bsico Comum de Qumica1 - Eixo Temtico I - Materiais 2 - Eixo Temtico II - Modelos 3 - Eixo Temtico III Energia</p> <p>Contedo Complementar de Qumica1 - Eixo Temtico IV - Materiais - Aprofundamento 2 - Eixo Temtico V - Modelos - Aprofundamento 3 - Eixo Temtico VI - Energia - Aprofundamento</p> <p>31</p> <p>Licenciatura em Qumica 2 Perodo</p> <p>32</p> <p>Referncias BibliogrficasCBC Contedo Bsico Comum para o Ensino de Qumica do Estado de Minas Gerais</p> <p>33</p>