boletim trimestral n 14

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Boletim Trimestral nº 14 - CCDRAlentejo

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  • Alentejo Hoje Polticas Pblicas e Desenvolvimento Regional

    Boletim Trimestral N 14

  • 2 Boletim Trimestral

  • Boletim Trimestral 3

    A concretizao da Estratgia Regional no sentido de afirmar o Alentejo como um territrio com capital simblico e identidade distintiva, dotado de recursos materiais, de conhecimento, competncias e amenidades, aberto para o mundo e capaz de construir uma base econmica renovada sobre a sua mais-valia ambiental, atraindo residentes, visitantes, investimentos e atividades geradoras de emprego e coeso social, abrange um conjunto de contributos e complementaridades de financiamento, com destaque para os mecanismos de programao multifundos (FEDER e FSE) que so acolhidos no Programa Operacional Regional do Alentejo 2014-2020.

  • 4 Boletim Trimestral

    Ficha Tcnica

    Propriedade:Comisso de Coordenao e Desenvolvimento Regio-nal do AlentejoAvenida Engenheiro Arantes e Oliveira, n1937004-514 voraTel.: 266 740 300 | Fax: 266 706 562Email: expediente@ccdr-a.gov.pt

    Director:Antnio Dieb

    Director Executivo:Figueira Antunes

    Concepo Grfica e Paginao:Direco de Servios de Desenvolvimento Regional

    Colaboradores internos:Amvel CandeiasJoaquim FialhoNelson FaustinoRosa BanhaTeresa Godinho

    Colaboradores externos:Ana Paula AmendoeiraDiretora Regional de Cultura do Alentejo

    Edio: Setembro 2014

    Agradecimento:Agradece-se s entidades que gentilmente disponi-bilizaram algumas das imagens que constam do presente boletim.

    ndice

    5Nota de Abertura

    6Conjuntura Regional

    12Tema em destaque: Programa Operacional Regional do Alentejo 2014 - 2020

    21Opinio: A Cultura, "Especializao Inteligente" do Desenvol-vimento

    26Programa Operacional Regional - INALENTEJOSituao em 31-08-2014

    32Programa Operacional Regional - INALENTEJOInvestimentos em destaque

  • Boletim Trimestral 5

    Nota de Abertura

    O Programa Operacional Regional Alentejo 2020 integra nesta edio do Boletim a rubrica TEMA EM DESTAQUE pelo contributo relevante que dever dar para afirmar o Alentejo como um territrio distinto e autntico, econmica, social e ambientalmente responsvel, mais atrativo, mais competitivo e com mais e melhor emprego. bom lembrar que as opes e prioridades de interveno consagradas no PO Regional so o resultado de um processo de anlise e reflexo muita alargada aos principais actores regionais de natureza politica, econmica, de investigao e cincia, associaes ambientais, sindicatos, cidados em geral,... desde o final de 2012 em variadssimas iniciativas promovidas por esta CCDR ou em que esta foi chamada a participar.Foi desta forma, que em articulao com as politicas sectoriais nacionais, a Regio elaborou dois documentos especficos de orientao estratgica para o seu processo de desenvolvimento at 2020: o Plano de Aco Regional Alentejo 2020 e a Estratgia Regional de Especializao Inteligente, os quais foram oportunamente reconhecidos pelo Conselho Regional desta Comisso de Coordenao. Na abertura sociedade civil e aos seus Agentes e Instituies mais relevantes, contamos com a OPINIO da Senhora Directora Regional de Cultura do Alentejo, que nos d a sua viso sobre este relevante activo identitrio da Regio, considerando-o mesmo como a Especializao Inteligente do desenvolvimento regional, assente sobretudo no valor do seu Patrimnio Cultural.Na anlise da CONJUNTURA REGIONAL releva-se a progressiva afirmao do sector do Turismo, com um percurso significativo de crescimento/ desenvolvimento, cujo objectivo a mdio prazo o de estruturar o destino Alentejo como uma Regio de Excelncia, nacional e internacionalmente reconhecida.Por ltimo, como INVESTIMENTOS EM DESTAQUE no Programa Operacional Regional - INAlentejo, e como forma de evidenciarmos a importncia da cultura e do patrimnio no desenvolvimento da Regio, apresentam-se sumariamente alguns projectos aprovados neste mbito: 1) Rede de Patrimnio de Portalegre: edificado, mvel e imaterial ; 2) Valorizao e Conservao do Stio Arqueolgico de S. Cucufate ; 3) Valorizao e Divulgao do Patrimnio da Igreja de Nossa Senhora do Carmo ; 4) Reabilitao da Igreja de Santa Maria da Alcova de Santarm

    Antnio Dieb

    Presidente da Comisso de Coordenao e Desenvolvimento Regional do Alentejo

  • 6 Boletim Trimestral

    Conjuntura Regional Julho de 2014

    Iniciando a anlise da conjuntura regional com o sector do turismo, de salientar que o Alentejo realizou, nos ltimos anos, um percurso de crescimento/desenvolvimento turstico cujo objectivo mximo o de es-truturar o destino como uma Regio de excelncia. Esse caminho contou com uma forte e inequvoca partici-pao do sector privado que tambm recebeu apoio comunitrio que simboliza mais de 25% do investimento nacional. Algumas das vertentes desta aposta estratgica consistiram na estruturao da oferta, na criao de produto, na dinamizao da identidade, na promoo integrada, na formao, na aposta nas novas tecno-logias, nos sistema de atendimento e no apoio ao empreendedorismo.

    Variveis de Conjuntura - Turismo

    Tendo em conta esta aposta estratgica, destaca-se no ms de Julho a variao positiva dos proveitos dos estabelecimentos hoteleiros (quer os proveitos totais, quer os proveitos de aposento), face ao ms anterior (+26,4%), e face ao ms homlogo do ano anterior (+3,3%). O nmero de hspedes em estabelecimento hoteleiro teve tambm uma variao positiva em ambos os momentos de referncia, tal como o nmero de dormidas nos estabelecimentos hoteleiros (+ 27,5% relativamente a Junho e + 12,1% relativamente a Julho de 2013).Esta situao pode significar uma tendncia para um aumento do nmero de hspedes e uma permanncia mais longa na regio, tendo em conta que as variaes face ao ms anterior tambm se devem a questes de sazonalidade.

    Julhode2014

    Junhode2014

    VariaoMensal

    Julhode2013

    VariaoHomloga

    1Proveitostotais()dosestabelecimentoshoteleiros

    6759 5346 26,4 6544 3,3

    2Proveitosdeaposento()dosestabelecimentoshoteleiros

    4849 3661 32,5 4714 2,9

    3Hspedes(N.)nosestabelecimentoshoteleiros

    73736 65076 13,3 66792 10,4

    4Dormidas(N.)nosestabelecimentoshoteleiros

    148040 116079 27,5 132047 12,1

    Turismo

    Variveis

    0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 35,0

    1

    2

    3

    4

    Variao Mensal Variao Homloga

  • Boletim Trimestral 7

    Variveis de Conjuntura - Habitao construo

    No que se refere habitao e construo de destacar a manuteno do ndice de preos de manuteno e reparao regular da habitao (Base - 2000) que se vem mantendo em cerca de 138. J o n de Fogos licenciados em construes novas para habitao familiar e o n de edifcios licenciados tm uma variao negativa face ao ms de Junho e ainda mais acentuada face ao ms homlogo do ano anterior (- 51% e -34,6% para cada uma destas variveis, respectivamente). Esta variao acentuadamente negativa perde relevncia porquanto se refere a pequenos nmeros (o n de fogos licenciados passou de 51 em Julho de 2013 para 25 em Julho de 2014 e o n de edifcios licenciados passou de 133 para 87, respectivamente). J o valor mdio da avaliao bancria dos alojamentos passou de 866/m2 em Junho para 880/m2 em Julho de 2014, sendo de 884/m2 em Julho de 2013, pelo que no sofreu variao relevante durante o ltimo ano.

    Julhode2014

    Junhode2014

    VariaoMensal

    Junhode2013

    VariaoHomloga

    1 Valoresmdiosdeavaliaobancria(/m)dosalojamentos 880 866 1,6 884 0,5

    2ndicedepreosdemanutenoereparaoregulardahabitao(Base2000)

    137,97 137,78 0,1 138,01 0,0

    3 Fogoslicenciados(N.)emconstruesnovasparahabitaofamiliar 25 31 19,4 51 51,0

    4 Edifcioslicenciados(N.) 87 98 11,2 133 34,6

    Variveis

    Habitaoconstruo

    -60,0 -50,0 -40,0 -30,0 -20,0 -10,0 0,0 10,0

    1

    2

    3

    4

    Variao Mensal Variao Homloga

  • 8 Boletim Trimestral

    Variveis de Conjuntura - Sociedades

    Ao analisarmos os valores relativamente s sociedades, destaca-se o facto de quer o nmero de constituio de pessoas colectivas e entidades equiparadas, quer o nmero de dissoluo de pessoas colectivas e enti-dades equiparadas, terem uma variao positiva face ao ms homlogo do ano passado (+22,6% e + 22,2%, respectivamente), apesar desta ltima varivel apresentar uma variao acentuadamente negativa face ao ms anterior (-59,3%).

    Julhode2014

    Junhode2014

    VariaoMensal

    Junhode2013

    VariaoHomloga

    1 Constituiodepessoascoletivaseentidadesequiparadas(N.) 168 144 16,7 137 22,6

    2 Dissoluodepessoascoletivaseentidadesequiparadas(N.) 44 108 59,3 36 22,2

    Variveis

    Sociedades

    -70,0 -60,0 -50,0 -40,0 -30,0 -20,0 -10,0 0,0 10,0 20,0 30,0

    1

    2

    Variao Mensal Variao Homloga

  • Boletim Trimestral 9

    Desempregados inscritos Servios de Emprego

    No entanto, de salientar que estamos perante variaes de pequenos nmeros, o que diminui a relevncia das mesmas.O nmero de desempregados inscritos nos centros de emprego em Julho diminuiu em 15,8% face ao ms homlogo do ano anterior, apesar de ter aumentado em 1,5% face ao ms de Junho.

    Julhode2014

    Junhode2014

    VariaoMensal

    Julhode2013

    VariaoHomloga

    1 Homens 18129 18207 0,4 22189 18,32 Mulheres 20287 19624 3,4 23458 13,53

  • 10 Boletim Trimestral

    Do nmero de desempregados inscritos em Julho (38416), assumem maior relevncia os que tm o Ensino Secundrio, seguidos dos que tm o 3 ciclo e o 1 ciclo do ensino bsico. Os que tm um nvel habilitacional inferior ao 1 ciclo do ensino bsico e os que tm ensino superior so os que apresentam menores valores. Esta estrutura do nvel escolar da populao desempregada vem-se mantendo, verificando-se, na generali-dade, variaes negativas face ao ms homlogo e posit

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