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  • Boletim Regional do Banco Central do Brasil

    Outubro 2010

    Volume 4 | Número 4

    Boletim Regional do Banco Central do Brasil Brasília v. 4 n. 4 out. 2010 p. 1-104

    CGC 00.038.166/0001-05

  • Boletim Regional do Banco Central do Brasil Publicação trimestral do Banco Central do Brasil/Departamento Econômico.

    Os textos, as tabelas e os gráficos são de responsabilidade dos seguintes componentes do Departamento Econômico (Depec) (e-mail: depec@bcb.gov.br):

    Região Norte – Núcleo Regional do Departamento Econômico em Belém (e-mail: pa.depec@bcb.gov.br);

    Região Nordeste – Núcleo Regional do Departamento Econômico em Fortaleza (e-mail: ce.depec@bcb.gov.br), Núcleo Regional do Departamento Econômico em Recife (e-mail: pe.depec@bcb.gov.br), Núcleo Regional do Departamento Econômico em Salvador (e-mail: ba.depec@bcb.gov.br);

    Região Centro-Oeste – Núcleo Regional do Departamento Econômico em Belo Horizonte (e-mail: mg.depec@bcb.gov.br);

    Região Sudeste – Núcleo Regional do Departamento Econômico em Belo Horizonte (e-mail: mg.depec@bcb.gov.br), Núcleo Regional do Departamento Econômico no Rio de Janeiro (e-mail: rj.depec@bcb.gov.br), Gerência Técnica de Estudos Econômicos em São Paulo (e-mail: sp.depec@bcb.gov.br);

    Região Sul – Núcleo Regional do Departamento Econômico em Curitiba (e-mail: pr.depec@bcb.gov.br), Núcleo Regional do Departamento Econômico em Porto Alegre (e-mail: rs.depec@bcb.gov.br).

    Informações sobre o Boletim Telefone: (61) 3414-1009 Fax: (61) 3414-2036

    É permitida a reprodução das matérias, desde que mencionada a fonte: Boletim Regional do Banco Central do Brasil, volume 4, n. 4.

    Controle Geral de Publicações

    Banco Central do Brasil Secre/Surel SBS – Quadra 3 – Bloco B – Edifício-Sede – 1º andar Caixa Postal 8.670 70074-900 Brasília – DF Telefones: (61) 3414-3710 e 3414-3567 Fax: (61) 3414-3626 E-mail: editor@bcb.gov.br

    Tiragem: 630 exemplares

    Convenções estatísticas

    ... dados desconhecidos. - dados nulos ou indicação de que a rubrica assinalada é inexistente. 0 ou 0,0 menor que a metade do último algarismo, à direita, assinalado. * dados preliminares.

    O hífen (-) entre anos (2004-2006) indica o total de anos, incluindo o primeiro e o último. A barra (/) utilizada entre anos (2004/2006) indica a média anual dos anos assinalados, incluindo o primeiro e o último, ou, se especificado no texto, ano-safra, ou ano-convênio.

    Eventuais divergências entre dados e totais ou variações percentuais são provenientes de arredondamentos.

    Não são citadas as fontes dos quadros e gráficos de autoria exclusiva do Banco Central do Brasil.

    Central de Atendimento ao Público

    Banco Central do Brasil Secre/Surel/Diate SBS – Quadra 3 – Bloco B – Edifício-Sede – 2º subsolo 70074-900 Brasília – DF DDG: 0800 9792345 Fax: (61) 3414-2553 Internet: http://www.bcb.gov.br

  • Índice

    Apresentação 5

    Sumário executivo 7

    1 Região Norte 9

    2 Região Nordeste 15

    Bahia 19

    Ceará 23

    Pernambuco 27

    3 Região Centro-Oeste 31

    4 Região Sudeste 37

    Minas Gerais 43

    Rio de Janeiro 49

    São Paulo 53

    5 Região Sul 57

    Paraná 63

    Rio Grande do Sul 69

    6 Inferências nacionais a partir dos indicadores regionais 75

    Boxes

    Influência do Natal na Trajetória do Comércio Varejista 79

    Evolução das Exportações Brasileiras por Grau de Intensidade

    Tecnológica: uma abordagem regional da crise 83

    Migrações Internas no Brasil – Comportamento recente 93

    Apêndice 99

  • Outubro 2010 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | 5

    Apresentação

    O “Boletim Regional” é uma publicação trimestral do Banco Central do Brasil que apresenta as condições da economia por regiões e alguns estados do país. Sob o enfoque regional, enfatiza-se a evolução de indicadores que repercutem as decisões de política monetária – produção, vendas, emprego, preços, comércio exterior, entre outros. Nesse contexto, a publicação contribui para a avaliação do impacto das políticas da Autoridade Monetária sobre os diferentes entes da Federação, à luz das características econômicas locais e das gestões políticas regionais.

    As análises e informações do “Boletim Regional” buscam oferecer à sociedade – em particular, gestores de política econômica nas esferas subnacionais, pesquisadores e integrantes do meio acadêmico, empresários, investidores, e profi ssionais de imprensa – elementos que contribuam para identifi car a forma e, especialmente, a magnitude de repercussão, no âmbito regional, das políticas implementadas. Ao mesmo tempo, a publicação contribui para dar à sociedade conhecimento dos critérios analíticos da instituição.

    O “Boletim Regional” analisa as economias das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul e dos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. A disponibilidade de estatísticas econômicas, bem como a distribuição geográfi ca das representações do Banco Central, infl uenciou a escolha dos estados. Assim, para as regiões que possuem apenas uma representação institucional – Norte e Centro-Oeste –, optou-se pela análise agregada regionalmente. Para as regiões onde existe mais de uma representação, são apresentadas, além da análise regional, as análises para os estados nos quais se encontram as representações.

    Homogeneidade, abrangência e regularidade foram os principais critérios de escolha das estatísticas e das fontes. Dessa forma, em sua maior parte, os dados têm como origem os órgãos e os institutos de âmbito nacional, destacadamente o Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística (IBGE) e os entes

  • 6 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | Outubro 2010

    da administração direta. Em alguns casos foram utilizadas, complementarmente, informações de entidades regionais. Dados sem tratamento das fontes foram dessazonalizados pelo Departamento Econômico do Banco Central.

  • Outubro 2010 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | 7

    Sumário executivo

    O ritmo de crescimento dos principais indicadores econômicos do país registrou, nos trimestres encerrados em junho e em setembro, relativo arrefecimento. Esse movimento, observado de forma generalizada em âmbito regional, de certa forma contrasta com o expressivo crescimento registrado no primeiro semestre do ano, sustentado pelo dinamismo da demanda interna, com ênfase no desempenho dos investimentos e do consumo das famílias. A persistência de condições favoráveis no mercado de trabalho, a manutenção das expectativas de consumidores e de empresários em patamar elevado e a expansão das operações de crédito constituem ambiente propício à continuidade, nos próximos meses, do crescimento da economia brasileira.

    A atividade industrial da região Norte, após experimentar cinco resultados trimestrais positivos em sequência, registrou acomodação na margem, no trimestre encerrado em agosto. Essa mudança contrasta, no entanto, com o desempenho do comércio varejista e dos mercados de trabalho e de crédito, que seguiram apresentando dinamismo, no período. Nesse cenário, o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-N) cresceu 0,1% no trimestre mencionado, em relação ao fi nalizado em maio, quando havia aumentado 1,3%, no mesmo tipo de comparação, considerados dados dessazonalizados.

    A economia do Nordeste revelou, igualmente, indicativos de arrefecimento na margem. Nesse sentido, considerados dados dessazonalizados, as taxas de crescimento trimestrais do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia e do Ceará registraram desaceleração no trimestre encerrado em junho. Adicionalmente, a análise de dados mais recentes revela desaceleração da taxa de crescimento do IBCR-NE, que atingiu 0,6% no trimestre encerrado em agosto, em relação ao fi nalizado em maio, quando crescera 3,2%, no mesmo tipo de comparação, considerados dados dessazonalizados.

  • 8 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | Outubro 2010

    No Centro-Oeste, o desempenho desfavorável da indústria de alimentos, que detém relativamente maior importância na cadeia produtiva da região, e o crescimento modesto das exportações da agroindústria, seguem impactando negativamente a economia regional, que vem apresentando dinamismo menos acentuado do que a média nacional. Nesse cenário, em que a demanda interna refl ete o crescimento da massa salarial e impulsiona o comércio da região, o IBCR-CO registrou estabilidade no trimestre encerrado em agosto, em relação ao fi nalizado em maio, quando aumentara 1,4%, no mesmo tipo de comparação, considerados dados dessazonalizados.

    A trajetória de crescimento da atividade econômica na região Sudeste foi sensibilizada, a partir do início do segundo semestre do ano, pela desaceleração no setor industrial, em especial nos segmentos afetados pela retirada de parte dos estímulos fi scais introduzidos em resposta à crise internacional. Nesse cenário, o IBCR-SE cresceu 1,2% no trimestre encerrado em agosto, em relação ao fi nalizado em maio, quando havia aumentado 1,7%, no mesmo tipo de análise, considerados dados dessazonalizados.

    A economia da reg

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