boa prática de economia social e solidária - adrepes

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A ADREPES - Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal promove um desenvolvimento integrado da Península de Setúbal nos domínios económico, social, cultural e ambiental. Neste vídeo, elaborado no âmbito do projeto Economia Social e Solidária, procuramos mostrar um pouco sobre um dos mais bem-sucedidos projetos implementados pela ADREPES – o cabaz PROVE. Um projeto que promove e dinamiza cadeias de comercialização curtas, contribuindo para recuperar a agricultura local e promover o consumo local mais sustentável. Saiba mais em http://www.adrepes.pt/ e em www.solidarityeconomy.eu/

TRANSCRIPT

  • 1

    ECONOMIA SOCIAL

    E SOLIDRIA

    ADREPES

    ECONOMIA SOCIAL E

    SOLIDRIA: ADREPES

  • 2

    O PROJETO ECONOMIA SOCIAL E SOLIDRIA RENE E D A CONHECER DIVERSOS EXEMPLOS

    DE ECONOMIA SOCIAL E ECONOMIA SOLIDRIA (ESS), PARA QUE AS PESSOAS

    INTERESSADAS E ENVOLVIDAS EM INICIATIVAS SOCIAIS E SOLIDRIAS POSSAM INTERAGIR

    E CONECTAR-SE, DE FORMA A PARTILHAREM CADA VEZ MAIS ESTAS AES COM OUTRAS

    PESSOAS. AO REUNIR E PARTILHAR ESTES EXEMPLOS, PRETENDE-SE OBTER NOVAS IDEIAS E

    PRTICAS, DE FORMA A REFORAR A ESS. ASPIRAMOS A POTENCIAR A REFLEXO E

    DISCUSSO, POR FORMA A DESCOBRIR E PARTICIPAR EM FUTURAS OPORTUNIDADES E

    POSSIBILIDADES DE ESS. AO MESMO TEMPO ASSIM COMO OUTRAS INICIATIVAS DE ESS

    ESTAMOS A CONSTRUIR LAOS COM DECISORES POLTICOS, COM O OBJETIVO DE OBTER O

    SEU APOIO EM FORMAS ALTERNATIVAS DE AGIR E ATUAR.

    SOMOS UMA REDE DE 26 ASSOCIAES EM 23 PASES EUROPEUS, POTENCIANDO AS

    COMPETNCIAS DOS ATORES LOCAIS, COMPROMETIDOS COM A ECONOMIA SOCIAL E

    SOLIDRIA, APOIANDO O NOVO PARADIGMA DO DESENVOLVIMENTO ECONMICO

    ORIENTADO PARA O COMBATE POBREZA E NA PARTILHA DE UM MODO DE VIDA

    SUSTENTVEL E EQUITATIVO.

    Este relatrio foi produzido com o apoio financeiro da Unio Europeia. Os contedos deste relatrio so da responsabilidade do projeto SSEDAS e no podem, sob quaisquer circunstncias, ser considerado como refletindo a opinio da Unio Europeia.

  • 3

    Esta publicao foi elaborada no mbito do projeto Economia Social e Solidria. O vdeo desta Boa

    Prtica, filmado e editado por Antnio Fonseca, encontra-se disponvel em:

    https://www.youtube.com/watch?v=zeIUnAVPs7Y

    Coordenao: Instituto Marqus de Valle Flr

    Autora: Catarina Maciel

    Facilitadores: Unidade de Cidadania Global do IMVF, Riccardo Troisi (Fairwatch), Monica diSisto

    (Fairwatch)

    Crditos das fotos:Antnio Fonseca

    Agradecimentos: MONTE ACE

    Portugal, 2016

    Pode copiar, fazer download ou imprimir o contedo desta publicao [utilize papel reciclado ou

    certificado]. Pode incluir trechos desta publicao nos seus documentos, apresentaes, blogs e

    websites desde que mencione a fonte.

    Porque defendemos a igualdade de gnero como um valor intrnseco aos Direitos Humanos onde se l

    o deve ler-se a sempre que aplicvel, de forma a garantir o respeito pela igualdade de gnero

    tambm na escrita.

    NDICE

    PREMISSAS ..................................................................................................................................................... 5

    0.2) Contexto Econmico e Social do territrio comparativamente com o contexto nacional ... 5

    0.3) Papel das Organizaes da Economia Social e Solidria no territrio ...................................... 7

    0.4) Iniciativas pblicas/legislativas que influenciam a Economia Social ........................................ 10

    DESCRIO DA BOA PRTICA DE ECONOMIA SOCIAL E SOLIDRIA

    1.1) Nome, Organizao e/ou Rede responsvel pela prtica; Localizao; Setor ....................... 16

    1.2) Atividades propostas .......................................................................................................................... 16

    1.3) Modelo de gesto e envolvimento de atores ................................................................................ 19

    1.4) Volume de negcios e criao de empregos/qualidade ............................................................. 20

    1.5) Externalidades sociais e ecolgicas ................................................................................................. 21

    1.6) Comunicao e influncia poltica ................................................................................................... 21

    1.7) Networking, afiliaes e abertura da Boa Prtica s redes existentes ..................................... 22

    AVALIAO DA BOA PRTICA ............................................................................................................. 24

    2.1) O impacto e potencial econmico e social da boa prtica ......................................................... 24

  • 4

    2.2) O impacto transformador dentro e fora do territrio ................................................................ 25

    2.3) Impacto da Boa Prtica nas polticas .............................................................................................. 26

    2.4) Sustentabilidade da Boa Prtica ...................................................................................................... 28

    2.5) Espao participativo aberto ao territrio ....................................................................................... 29

    O QUE PODEMOS APRENDER COM ESTA BOA PRTICA? ............................................................. 30

    HISTRIA INDIVIDUAL ............................................................................................................................. 32

    INFORMAO ADICIONAL ..................................................................................................................... 37

  • 5

    ECONOMIA SOCIAL E SOLIDRIA

    BOAS PRTICAS ADREPES

    0. Premissas

    0.2) Contexto Econmico e Social do

    territrio comparativamente com o

    contexto nacional

    A Boa Prtica que a presente investigao

    pretende descrever tem o foco de interveno

    na regio da Pennsula de Setbal. Neste

    captulo apresentado um enquadramento

    econmico e social geral da regio em

    comparao com o territrio nacional.

    Atendendo aos dados estatsticos existentes,

    foram selecionados alguns indicadores

    relevantes que integram a atividade da

    ADREPES, bem como os desafios econmicos e

    sociais que afetam o territrio.

    Populao

    A subregio da Pennsula de Setbal (NUTs III)

    integra-se na rea Metropolitana de Lisboa

    (NUTs II)1 e tem uma rea de 1.421 km2. A

    Populao Residente da Regio da Pennsula de

    Setbal seria, no final de 2013, segundo

    estimativa do Instituto Nacional de Estatstica

    1 http://www.pordata.pt/O+que+sao+NUTS

    (INE), de 779.399 habitantes2, dos quais 53%

    so mulheres. A populao da Pennsula

    relativamente jovem, sendo que 26% da

    populao tem menos de 24 anos e a

    percentagem de pessoas com mais de 65 anos

    de 17,7% (inferior taxa nacional de 19%).

    A Pennsula apresenta uma densidade

    populacional de 480,6, bastante superior

    nacional de apenas 111,3. Tal deve-se

    variao positiva do crescimento da populao,

    especialmente em alguns concelhos da regio,

    nomeadamente no Barreiro e no Seixal.

    2 INE, Estimativas 2013.

  • 6

    A taxa de fecundidade tambm bastante

    superior mdia nacional, como ilustra o

    quadro direita3:

    Mercado de Trabalho

    A regio regista uma taxa de atividade de 48,2%

    (mais elevada do que a nacional, de 47,6%), e

    uma taxa de desemprego de 14,7%, tambm

    mais elevada do que a nacional, de 12,7%4. De

    acordo com o Referencial de Coeso Social, a

    Pennsula de Setbal uma das regies do pas

    mais afetadas pela incidncia do desemprego.

    Os municpios da

    Pennsula de Setbal

    registam taxas de

    desemprego

    superiores, com Moita

    (17,9%), Setbal

    (15,6%) e Barreiro

    (15,4%).

    Educao

    A Pennsula de Setbal

    regista uma taxa de

    analfabetismo bastante elevada (3,85%) face

    regio de Lisboa (taxa de 3%), mas abaixo da

    mdia nacional, que atinge os 5,2%. Palmela

    (5,8%), Montijo (5,2%) e Moita (4,4%)

    apresentam os valores mais elevados.

    3 http://clasp.cm-

    palmela.pt/attachments/241_Indicadores%20Demograficos_PSCPS_mar2015.pdf

    No que respeita populao com Ensino

    Superior, esta situa-se nos 16%, sendo

    ligeiramente superior mdia nacional, de

    14,5%.

    Atividade Econmica no Territrio

    No que respeita atividade econmica

    especfica, no foi possvel a recolha de

    informao mais precisa, tendo em conta o

    enquadramento da Pennsula na NUT da rea

    Metropolitana de Lisboa. No entanto, reala-se

    que estudos prospetivos indicam que a

    valorizao dos recursos marinhos uma rea

    com potencial de crescimento, sendo que

    notrio o peso destas atividades (pesca,

    indstria de conserva de peixe na Pennsula de

    4 INE, Censos 2011.

  • 7

    Setbal)5. Este cenrio encontra-se ilustrado no

    quadro abaixo.

    0.3) Papel das Organizaes da Economia

    Social e Solidria no territrio

    Atendendo a que, no contexto nacional, a

    realidade e o papel das organizaes da

    Economia Social e Solidria muito

    semelhante, ser apresentada neste captulo

    uma viso alargada destas organizaes

    (enquadramento histrico, indicadores

    relevantes, principais foras e fraquezas,

    maiores desafios atuais) e, depois, uma breve

    caraterizao das organizaes que operam no

    Alentejo, sendo esta informao resultante,

    essencialmente, das entrevistas presenciais

    efetuadas no mbito da presente investigao.

    1. Histria da Economia Social em

    Portugal

    A emergncia da Economia Social no territrio

    nacional data do sculo XV com a criao das

    Misericrdias. Estas organizaes fundadas

    pela Rainha D. Leonor, com o apoio da Igreja

    Catlica, tinham como principal misso o

    servio aos mais caren

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