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  • Pavimentao Urbana e Industrial

    Professor: Leonardo Ed Reis E-mail: leonardoreis@unidavi.edu.br

  • Explosivos

    Os explosivos so separados em trs categorias bsicas: Primrios ou iniciadores: so extremamente sensveis e geram energia

    suficiente para ativar o explosivo secundrio. Compreendem: Espoletas comum (com ou sem retardo); Eltrica: neste caso deve-se ter um projeto eltrico e no utilizar em locais

    prximos de alta tenso (com ou sem retardo). Cordel detonante; Estopim.

    Secundrios ou alto explosivos: Dinamite: composta de nitratos, nitroglicerina e material de enchimento

    (celulose que da caracterstica slida para dinamite); Gelatina: pode ser usada dentro da gua; Nitrato e leo; Lama explosiva (suporta umidade).

    Baixo exposivo: plvora

  • Explosivos

    Alm dos explosivos para rompimento de rochas, temos disponvel no mercado cimento expansivo, que so cimentos hidrulicos que, ao contrrio do cimento Portland, se expandem durante os perodos iniciais de hidratao, aps a pega.

    Sua principal utilizao no desmonte de rochas ou demolies a frio (quando no possvel utilizar explosivos).

    Em um desmonte de rocha usando cimento expansivo, furos igualmente espaados na rocha so preenchidos com argamassa deste cimento que, aps algumas horas, devido ao efeito expansor, acaba-se trincando.

  • Propriedades dos Explosivos

    Fora

    Velocidade

    Resistncia gua

    Segurana no manuseio

    Densidade

    Sensibilidade

    Volume de gases

    Gases txicos

  • Tipos de Explosivos

    Plvoras

    Gelatinosos ou semi-gelatinosos

    Anfos (nitratos)

    Granulados

    Lamas explosivas

    Pastas

    Emulses

    Bombeados

  • Plano de Fogo

  • Plano de Fogo

    A extrao de pedra do macio ocorre ao ar livre, por meio de explosivos colocados nas perfuraes da rocha, em bancadas sucessivas quando necessrio, obedecendo a um plano de fogo preestabelecido. O plano de fogo determinado atravs de formulas empricas, considerando: Dimetro do furo (D): conforme o equipamento de perfurao

    utilizado, varia entre 7/8 (22mm) a 5 (127mm). Altura da bancada (H): conforme o equipamento de perfurao, a

    altura da bancada pode atingir at 4 m quando utilizar equipamento manual, entre 4 e 18 m empregando-se perfuratriz auto-propelida, e at 30m com perfuratriz de furo-abaixo.

  • Plano de Fogo

    Afastamento (A): distancia da linha de furos at a frente da bancada, ou de uma linha de furos a outra. Obtm-se pelas expresses: Para detonar apenas uma linha de furos:

    = 45 0,02 Para detonar mais de uma linha de furos simultaneamente:

    = 45 0,05 Espaamento (E): a distncia entre dois furos de uma

    mesma fila. Utiliza-se espaamento entre 1 e 1,3 vezes o afastamento, geralmente 1,15 A para rochas duras e 1,3 A para rochas brandas.

    O espaamento nunca deve ser menor que o afastamento, caso contrrio, o nmero de mataces ser excessivo.

  • Plano de Fogo

    Tampo (T): a parte superior do furo que no carregada com explosivos, mas sim com terra, areia ou outro material inerte a fim de confinar os gases do explosivo.

    = "1,0 " Profundidade do furo (p) utiliza-se as expresses: = + 0,3

    ou

    =

    + 0,2

  • Plano de Fogo

    Taxa de carga de fundo (Cf) utiliza-se a expresso: = 2

    Comprimento da carga de fundo (Lf) utiliza-se a expresso:

    = 1,3 Taxa de carga de coluna (Cc): Na carga de coluna utiliza-se explosivo de menor densidade, para adequar-se a taxa de carga de coluna.

    = 0,4 e

    = 0,5

  • Plano de Fogo

    Comprimento da carga de coluna (Lc) utiliza-se a expresso:

    = 2,3

    Quantidade de explosivos por furo (Qf): = +

    Volume de rocha extrada por furo (Vf): =

    Consumo de explosivos por m3 de rocha extrada (C):

    =

  • Exerccios de Plano de Fogo

    1. Dimensione o plano de fogo para uma bancada de 6 m de altura, 30 m de largura para uma bancada de rocha branda de 4 m de comprimento e desenhe o esquema da bancada.

    2. Dimensione o plano de fogo para uma bancada inclinada com 15, medindo 7 m de altura, 60 m de largura para uma bancada de rocha dura de 5 m de comprimento e desenhe o esquema da bancada.

  • Ensaio CBR

    O ensaio CBR consiste na determinao da relao entre a presso necessria para produzir uma penetrao de um pisto num corpo de prova de solo, e a presso necessria para produzir a mesma penetrao numa mistura padro de brita estabilizada granulometricamente.

    Essa relao expressa em porcentagem. O ensaio pode ser realizado de duas formas: Moldando-se um corpo de prova com teor de umidade prximo ao

    timo (determinado previamente em ensaio de compactao); Moldando-se corpos de prova para o ensaio de compactao (em

    teores de umidade crescentes), com posterior ensaio de penetrao desses mesmos corpos de prova, obtendo-se simultaneamente os parmetros de compactao e os valores de CBR.

    O ensaio do ndice de Suporte Califrnia foi padronizado no Brasil pela ABNT: NBR 9895/87.

  • Ensaio CBR

    O ensaio de compactao Proctor um mtodo de laboratrio para determinar experimentalmente a densidade mxima do macio terroso, condio que otimiza o empreendimento com relao ao custo e ao desempenho estrutural e hidrulico.

    O termo Proctor uma homenagem ao engenheiro Ralph Proctor, que em 1933 mostrou que a densidade de um solo seco, para um determinado esforo de compactao, depende da quantidade de gua que o solo contm durante a compactao do solo.

    O ensaio consiste em compactar uma poro de solo em um cilindro com volume conhecido, fazendo-se variar a umidade de forma a obter o ponto de compactao mxima no qual obtm-se a umidade tima de compactao. O ensaio pode ser realizado em trs nveis de energia de compactao, conforme as especificaes da obra: normal, intermediria e modificada.

  • Ensaio CBR

    Ensaio

    Cilindro Soquete Disco

    espaador

    Numero de

    golpes

    Numero de

    camadas

    Energia de

    compactao

    (kg.cm/cm3) Tipo

    Dimetro

    Altura

    (cm)

    Volume

    (cm3) Tipo

    Peso

    (kg)

    Altura

    de

    queda

    (cm)

    Espessura

    Pol. cm Pol. cm

    Ensaio normal de

    compactao

    (proctor normal)

    Pequeno 4 10,16 11,68 947 Pequeno 2,50 30,50 --- --- 25 3

    6,0

    Pequeno 4 10,16 11,68 947 Grande 4,54 45,75 --- --- 13 3

    Grande 6 15,24 17,78 2316 Pequeno 2,50 30,50 2,0 5,1 37 5

    Grande 6 15,24 17,78 2085 Pequeno 2,50 30,50 2,5 6,4 33 5

    Grande 6 15,24 17,78 2316 Grande 4,54 45,75 2,0 5,1 13 5

    Grande 6 15,24 17,78 2085 Grande 4,54 45,75 2,5 6,4 12 5

    Ensaio intermedirio

    de compactao

    (proctor intermedirio)

    Pequeno 4 10,16 11,68 947 Pequeno 2,50 30,50 --- --- 32 5

    13,0

    Pequeno 4 10,16 11,68 947 Grande 4,54 45,75 --- --- 20 5

    Grande 6 15,24 17,78 2316 Pequeno 2,50 30,50 2,0 5,1 79 5

    Grande 6 15,24 17,78 2085 Pequeno 2,50 30,50 2,5 6,4 71 5

    Grande 6 15,24 17,78 2316 Grande 4,54 45,75 2,0 5,1 29 5

    Grande 6 15,24 17,78 2085 Grande 4,54 45,75 2,5 6,4 26 5

    Ensaio modificado de

    compactao

    (proctor modificado)

    Pequeno 4 10,16 11,68 947 Pequeno 2,50 30,50 --- --- 68 5

    27,4

    Pequeno 4 10,16 11,68 947 Grande 4,54 45,75 --- --- 25 5

    Grande 6 15,24 17,78 2316 Pequeno 2,50 30,50 2,0 5,1 166 5

    Grande 6 15,24 17,78 2085 Pequeno 2,50 30,50 2,5 6,4 150 5

    Grande 6 15,24 17,78 2316 Grande 4,54 45,75 2,0 5,1 61 5

    Grande 6 15,24 17,78 2085 Grande 4,54 45,75 2,5 6,4 55 5

  • Dimensionamento de Pavimento

    O dimensionamento dos pavimentos consiste na determinao das espessuras das camadas constituintes do pavimento.

    Existem diversos mtodos de Dimensionamento de pavimentos, sendo os mais utilizados o mtodo do Eng. Murillo Lopes de Souza e os mtodos baseados na teoria da elasticidade.

  • DIMENSES E GARGAS POR EIXO DOS VECULOS

    Os veculos que podem trafegar sem autorizao especial de trafego tem que possuir as seguintes dimenses:

    Largura mxima: 2,60 metros;

    Altura mxima: 4,40 metros;

    Comprimento mximo: Veculo simples: 14 metros;

    Veculo articulado: 18,15 metros;

    Veculo com reboques: 19,80 metros.

  • DIMENSES E GARGAS POR EIXO DOS VECULOS

    A legislao em vigor, conhecida como Lei da Balana define carga mxima por eixo:

    Eixo Isolado com dois pneus = 6 t.

    Eixo Isolado com quatro pneus = 10 t.

    Dois eixos de quatro pneus cada = 17 t (tandem), ou 15 t (se no forem em tandem).

    Trs eixos de quatro pneus cada = 25,5 t (tandem)

  • DIMENSES E GARGAS POR EIXO DOS VECULOS

    Qualquer composio de eixos deve atender o limite de 45 toneladas por unidade. Cargas, por veiculo, superior a 45 t, necessitam de autorizao especial de trafego, como o caso dos bi-trens ou rodo-trens (resoluo 68/98 do CONTRAN).

    O eixo considerado isolado quando o centro do eixo se situa a mais de 2,40m do centro do outro eixo mais prximo.

    Eixos em tandem so dois ou mais eixos que constituem um conjunto integral de suspenso, podendo qualquer um deles ser ou no motriz.

  • Mtodo de dimensionamento do DNIT

    O mtodo de dimensionamento empregado pelo DNIT foi proposto pela equipe chefiada pelo Eng. Murillo Lopes de Souza no Instituto de Pesquisas Rodoviarias (IPR) do DNIT, e tem base no ensaio de ISC (ou CBR) e no numero N.

    O nmero N o nmero de repeties do eixo simples padr