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  • Atuao fisioteraputica no tratamento das fraturas tibiais com

    ilizarov

    Ana Carolina Alves Peixoto

    [email protected]

    Ps-graduao em Reabilitao em Ortopedia e Traumatologia com nfase em Terapia Manual

    Faculdade FAIPE

    Resumo: A tbia um dos ossos longos que ocorrem fraturas de alta energia, o tratamento

    cirrgico necessita de uma fixao externa e o mais utilizado o mtodo de Ilizarov, porm

    para o tratamento ocorrer sem muitas complicaes importante uma reabilitao

    adequada com uma proposta fisioteraputica diferenciada. O objetivo desse estudo foi

    dissertar sobre os aspectos gerais relacionados a este mtodo, discutindo recursos

    fisioteraputicos que podem ser utilizados no processo de reabilitao. Este estudo consistiu

    em uma reviso sistemtica de literatura realizada de Marco a Setembro de 2015 junto aos

    seguintes bancos de dados cientficos: SCIELO, GOOGLE ACADMICO e LILACS. A

    pesquisa foi ampliada a sites de fisioterapia, medicina, livros, trabalhos de concluso de

    curso e revistas cientficas, abrangendo trabalhos nos ltimos quartoze anos (2000 2014).

    O resultado consiste em poucos protocolos fisioteraputicos que esto descritos de forma

    detalhada, e dentre os citados esto a crioterapia, cinesioterapia, eletroterapia e

    orientaes gerais, diminuindo as chances do paciente desenvolver hipotonia, perda de

    fora muscular, hipotrofia, diminuio da amplitude de movimento, perda da

    funcionalidade do membro acometido e demonstrando a eficcia do tratamento

    fisioteraputico. Conclui-se que o tratamento indispensvel para esses pacientes e sendo

    realizada da forma correta minimiza os efeitos negativos sobre a qualidade de vida e

    aperfeioa a funcionalidade do membro inferior ajudando o paciente a habituar-se em suas

    condies atuais.

    Palavras chaves: Fixador Externo; Ilizarov; Tratamento Fisioteraputico.

    1. Introduo

    Na anatomia humana a tbia o segundo maior osso, fortemente vinculado fbula,

    possui uma forma triangular apresentando trs bordas: anterior, medial e lateral, podendo ser

    palpada na borda anterior e face medial, nela encontram-se inserido os msculos tibiais

    anteriores e posteriores que juntos realizam a dorsiflexo, flexo plantar, inverso e everso

    do tornozelo (DREEBEN, 2010).

    mailto:[email protected]

  • A tbia medial e mais resistente que a fbula articulandose com o fmur pela sua

    extremidade proximal. Estes ossos articulam-se distalmente com o tals, sendo que a tbia

    responsvel pela transmisso do peso (DANGELLO e FATINNI, 2005).

    Conforme Reis et al (2005), a vascularizao da tbia diminuda e h pouca

    cobertura de tecido, devido a isso so as mais acometidas por traumas. Entre as causas mais

    frequentes esto os traumas de alta-energia, os acidentes automobilsticos, motociclsticos e

    atropelamentos, alm das fraturas em consequncia de ferimento por projtil de arma de

    fogo. Nesses traumas de alta energia essencial identificar a classificao das fraturas

    diafisrias das tbias para um tratamento eficaz ao paciente (HUNGRIA e MERCADANTE,

    2008).

    Estas fraturas so classificadas em abertas, fechadas, estveis e instveis. As abertas

    ocorrem quando h uma comunicao da fratura com o meio exterior chamada assim de

    fraturas expostas e as fechadas no existem essa relao. Logo, as estveis ocorrem quando

    os fragmentos esto de acordo com o posicionamento anatmico da estrutura afetada e nas

    fraturas instveis os fragmentos sseos esto desviados da posio anatmica (RUARO,

    2004).

    Atualmente, para cuidar dessas fraturas existem dois tipos de tratamento: o

    conservador e o cirrgico. O conservador ocorre quando no h interveno cirrgica

    podendo ou no necessitar de reduo incruenta. E no tratamento cirrgico usa-se quando

    no possvel utilizar o tratamento conservador dando-se atravs do mtodo cruentos o qual

    se ajustam os fragmentos fraturados, utilizando materiais de sntese interna, como por

    exemplo, a utilizao do fixador externo (RUARO, 2004).

    Segundo Ruaro (2004), o fixador externo o tratamento cirrgico mais indicado por

    ser eficiente na estabilizao e minimizar o sangramento o qual utilizado quando ocorrem

    fraturas abertas, fechadas cominutivas e segmentares, com leses vasculares, em pacientes

    com idade avanada, politraumatizados e quando o tratamento conservador no obteve

    resultados positivos. De acordo com os estudos, a utilizao do fixador externo

    predominante em homens entre 21 a 30 anos, principalmente, por acidentes de transito sendo

    eles 35% por motos, 28,50% por derrapagens e 17,32% por automveis e 5% por trauma

    esportivo (PICADO et al, 2000).

    Segundo REIS et al (2005), o fixador externo mais utilizado o de Ilizarov por no

    provocar maiores danos ao suprimento vascular da tbia e por acarretar grande impacto na

    qualidade de vida e na funcionalidade dos seus usurios (ANDRADE e SILVESTRE, 2008).

  • De acordo com Rotbande e Ramos (2000), o sistema de Ilizarov inovador, pois une

    dois semicrculos conectados tornando um anel o qual fixado um par de fios de Kirschner

    que transfixam o osso possibilitando a utilizao de fios mais finos transfixados em vrios

    planos, proporcionando melhor estabilizao ssea. Esse tipo de tratamento busca estimular

    a consolidao da fratura para devolver a funcionalidade mecnica do osso, capacitando-o

    novamente para suportar o peso e proporcionar o movimento fluido das articulaes

    adjacentes (ALVES et al, 2010).

    Aps a fratura colocado o fixador externo onde so aplicadas foras tensionais

    atravs da distrao. Na instalao o Ilizarov promove uma regenerao ssea a partir de

    dois a sete dias e quando o objetivo alcanado esta distrao interrompida. A regulagem

    do aparelho inicia-se entre o stimo e o dcimo quarto dia de ps-operatrio e o

    alongamento pode atingir um total de dezesseis a dezoito centmetros do aparelho no

    paciente (ALVES et al, 2010).

    H uma extrema necessidade de identificar a classificao da fratura para obter um

    bom prognstico e estabelecer um tratamento eficaz, sendo necessrio saber o tempo

    aproximado de consolidao de cada tipo de fratura e para compreender os tipos de trauma

    importante entender as patologias, procedimentos cirrgicos e precaues associadas, alm

    de identificar os comprometimentos e limitaes funcionais e possveis incapacidades. No

    entanto, em todos os casos de fratura a rapidez na consolidao ssea depende do padro de

    fratura e da amplitude das leses nos tecidos moles (HOPPENFELD, 2001).

    A programao de tratamento fisioteraputico geralmente se inicia aps a colocao

    do fixador externo devendo ser realizada uma avaliao inicial das condies gerais do

    paciente. Caso no haja o tratamento precoce, h consequncias deletrias como edema do

    membro acometido, inflamao dos orifcios dos fios, rigidez ativa temporria, limitao da

    amplitude de movimento das articulaes adjacentes, dficit de fora muscular,

    propriocepo e entre outros (ALVES et al, 2010).

    O tratamento fisioteraputico traz componentes essenciais para aperfeioar o

    prognstico e a funcionalidade do paciente, minimizando os efeitos deletrios da

    imobilizao bem como no prprio trauma. A fisioterapia atua nas complicaes vasculares,

    mudanas posturais para combater as escaras, mobilizao muscular e vascular para impedir

    o tromboembolismo, cuidados especficos com a regio traumatizada para evitar a perda das

    funes e rigidez muscular (MACRI e tal, 2009).

    Segundo Ruaro (2004), as fraturas dos ossos da perna trazem dificuldades de

    tratamento, seja cirrgico ou conservador. As possveis deformidades sseas consequentes

  • de consolidao viciosa a presena de sequelas produzidas pela imobilizao que leva a

    incapacidade funcional reversvel, sendo proporcional a quantidade de energia que gerou o

    trauma (RECKERS et al, 2007).

    Durante o perodo de imobilizao com o fixador externo, a fisioterapia estar

    voltada para as articulaes do joelho, tornozelo e ps que tero suas amplitudes de

    movimentos restauradas ou mantidas, realizando exerccios de mobilizao passiva e ativa,

    que tambm influenciaro na circulao sangunea (LARA et al, 2009).

    Para Lara et al (2009), nos casos de fraturas e mtodos de fixao a sustentao do

    peso ser tardia, sendo observado um calo nas radiografias e se houver um bom contato

    cortical, o paciente pode sustentar o peso pelo contato dos dedos do p com muletas ou

    andador. O atendimento aplicado aos pacientes portadores do fixador de Ilizarov e ir atuar

    com grande coadjuvante, tendo como objetivo a manuteno dos seus sistemas orgnicos, a

    reeducao e recuperao de suas funes motoras (ALVES et al, 2010).

    O protocolo fisioteraputico consta crioterapia, alongamento, cinesioterapia ativa,

    mobilizao do membro acometido, propiocepo, treino de marcha, eletroterapia,

    orientaes gerais e em movimentar as articulaes adjacentes. E este tratamento dividido

    em etapas o qual ser discutido ao decorrer do trabalho (ANDRADE e SILVESTRE, 2008).

    O objetivo desse estudo foi dissertar sobre os aspectos gerais relacionados ao mtodo

    de Ilizarov, discutindo recursos fisioteraputicos que podem ser utilizados no processo de

    reabilitao.

    2. Metodologia

    Este estudo consistiu em uma reviso sistemtica de literatura. A busca por este tema

    foi realizado com base aos seguintes bancos de dados cientficos: SCIELO, GOOGLE

    ACADMICO e LILACS. A pesquisa foi ampliada a sites de fisioterapia, medicina, livros,

    trabalhos de concluso de curso e revistas cientficas, abrangendo trabalhos nos ltimos onze

    anos (2000 2011).

    Foram encontrados 42 artigos cientficos e 6 livros. Para a busca foram utilizadas

    seguintes palavras chaves: Fixador Externo, Ilizarov, Tcnicas Fisioteraputicas e Fratura da

    Tbia. No critrio de incluso foram utilizados os artigos que continham o tratamento

    fisioteraputico e excludos os que faziam a utilizao de Ilizarov em animais, artigos que

    no possuam ano e os anteriores ao ano de 2000. Aps a leitura do material selecionado,

    foram analisados resultados obtidos e os critrios metodolgicos dos estudos envolvendo o

    tema abordado.

  • 3. Resultados

    Neste estudo de reviso de literatura foram encontrados 42 artigos cientficos, sendo

    utilizados 22 artigos e foram 20 excludos. As pesquisas excludas foram os textos que

    faziam a utilizao de Ilizarov em animais, atendimento domiclio e artigos que no

    possuam ano. Posteriormente a leitura do material selecionado, o qual citado no quadro

    abaixo, foram analisados os resultados obtidos e os critrios metodolgicos dos estudos

    envolvendo o tema abordado.

    Quadro: Resumo dos artigos pesquisados.

    ARTIGOS AUTOR ANO OBJETIVO RESULTADO CONCLUSO

    Fratura

    diafisria da

    tbia

    Kojima,

    k;

    Ferreira,

    R.13

    2011 Reforar os

    conceitos bsicos e

    informaes sobre

    as novidades no

    tratamento de

    fratura na difise da

    tbia.

    O resultado da

    analise dos

    estudos includos

    mostra que em

    relao a no

    unio, a fresagem

    traz benefcios,

    tendo menor taxa

    de falha da

    consolidao e

    promovendo uma

    consolidao mais

    rpida.

    No h

    consistncia dos

    estudos clnicos

    da fresagem, pois

    nas fraturas

    fechadas parece

    haver vantagem

    na fresagem, mas

    na fratura exposta

    isto no ocorre.

    Existe

    evidncia

    clnica,

    baseada em

    estudo de

    metanlise

    para melhor

    opo de

    osteossntese

    nas fraturas

    expostas da

    difise da

    tbia?

    Reis, F, B,

    D;

    Fernandes

    , H, J, A;

    Belloti, J,

    C.23.

    2005 Analisar entre as

    melhores

    evidncias clnicas

    da literatura sobre

    os mtodos de

    osteossntese para

    as fraturas expostas

    diafisrias da tbia.

    A vantagem do

    uso da haste

    intramedular

    fresada sobre a

    no fresada

    permanece

    incerta.

    As evidncias

    atuais

    demonstram que o

    uso de haste

    intramedular no

    frisado diminui o

    risco reativo de

    infeco

    superficial e

    consolidao

    viosa quando

    comparadas com

    o fixador externo.

    Qualidade de

    vida e

    funcionalidade

    em pacientes

    com fixadores

    externos

    submetidos a

    tratamento

    fisioteraputic

    o.

    Andrade,

    S, A, R;

    Silvestre,

    M, V.2.

    2008 Analisar os

    aspectos

    relacionados

    qualidade devido

    funcionalidade de

    membros inferiores

    em pacientes com

    fixador externo.

    O presente estudo

    demonstrou a

    carncia de

    trabalho cientfico

    relacionados ao

    fixador externo e

    fisioterapia.

    Os trabalhos

    encontrados

    consistem na

    abordagem

    teraputica em

    pacientes com

    fixador externo de

    forma a propiciar

    a funcionalidade e

    qualidade de vida

    durante a

    utilizao do

    fixador externo.

    Osteossntese

    provisria das

    fraturas

    expostas da

    difise da tbia

    Hungria,

    J, O, S;

    Mercadan

    te, T, M.10.

    2008 Avaliar a eficcia

    do fixador externo

    no transfixante

    como tratamento

    provisrio das

    Todos os 36

    pacientes foram

    submetidos na

    emergncia

    limpeza cirrgica

    O fixador externo

    no transfixante

    til como fixao

    provisria das

    fraturas expostas

  • com fixador

    externo no

    transfixante.

    fraturas expostas. e estabilizao

    com fixador

    Pinless.

    da difise da tbia

    quando se visa

    converso para a

    osteossntese

    intramedular.

    Mtodo de

    Ilizarov de

    fixao

    externa e

    possibilidades

    de

    intervenes

    fisioteraputic

    as: Uma

    reviso de

    literatura.

    Alves, K,

    F, P;

    Costa, H,

    D, P;

    Canavarr

    o, R, A;

    Guimare

    s, I, L;

    Ferreira,

    A, P, B;

    Santana,

    D, V, A,

    G.1.

    2010 Dissertar sobre os

    aspectos gerais

    relacionados a esse

    mtodo de fixao

    externa e

    descobrindo os

    recursos

    fisioteraputicos

    que podem ser

    usados no processo

    de reabilitao.

    Foi possvel

    elucidar a real

    importncia do

    tratamento

    fisioteraputico

    em pacientes

    portadores de

    Ilizarov, a partir

    de uma reviso

    acerca das

    diversas tcnicas

    e mtodos de

    tratamento

    fisioteraputico

    que podem ser

    direcionados a

    cada um dos

    sinais e sintomas

    comumente

    apresentados

    pelos pacientes.

    Foi possvel

    ressaltar a real

    importncia do

    tratamento

    fisioteraputico

    em pacientes

    portadores de

    Ilizarov.

    Atualizao

    em fixao

    externa:

    conceitos e

    reviso.

    Rotbande,

    I, S;

    Ramos,

    M, R, F.24

    2000 Realizar uma

    reviso de literatura

    a uma fixao

    externa.

    Observa-se no

    histrico dos

    fixadores externos

    uma importante

    evoluo no

    decorrer dos anos

    e acredita-se que

    muito ainda se

    tenha a modificar

    e a aprender at

    que se consiga

    uma maior

    harmonia entre

    biologia e

    tecnologia.

    Na tbia, o fixador

    externo circular

    a melhor escolha

    e deve ser levado

    at o tratamento,

    pois o ndice de

    complicao e

    estaticamente

    bem inferior ao

    do fmur.

    Fixao

    biolgica das

    fraturas da

    Tbia pela

    tcnica de

    placa em

    ponte: Uma

    opo de

    tratamento.

    Reckers,

    L, J;

    Raymund

    o, J, L, P;

    Braga, D;

    Tessmer,

    M, G, S.22.

    2007 Avaliar 12 casos de

    fraturas da tbia,

    tratadas pela tcnica

    de placa em ponte

    pelo acesso ntero -

    lateral da perna.

    Dos 12 pacientes

    avaliados que

    foram submetidos

    osteossntese de

    tbia pela tcnica

    de placa em

    ponte, oito

    apresentaram

    fraturas do tero

    mdio e em dois

    destes a

    associao com

    fraturas do tero

    proximal e distal

    estavam

    presentes.

    A tcnica

    proposta

    apresenta

    resultados

    semelhantes aos

    encontrados na

    literatura com

    outras tcnicas,

    colocando-se uma

    forma alternativa

    e tratar e fcil

    aplicabilidade.

    Influncia da

    reabilitao

    fsica na

    consolidao

    Macri, S,

    P, C, S;

    Watanabe

    , W, T;

    2009 Verificou - se com

    esse estudo que a

    atividade fsica

    aumenta a

    Os resultados

    obtidos permitem

    inferir que o

    processo de

    Os resultados

    mostram que a

    atividade fsica

    aumenta a

  • ssea em

    indivduos

    com fixador

    externo

    circular.

    Silva, W,

    W;

    Bissaco,

    M, A, S.16.

    consolidao ssea

    em indivduo com

    fixador externo

    circular.

    distrao/

    compresso

    gerado

    repetidamente

    pelo fixador

    externo circular

    associado a

    exerccio fsico

    melhora a

    qualidade de

    formao ssea.

    consolidao

    ssea.

    Efeitos

    deletrios:

    Ausncia da

    cinesioterapia

    na mobilidade

    articular em

    politraumatiza

    do.

    Silva, M,

    R;

    Anzolin,

    R, M;

    Claro, T,

    C e

    Medeiros,

    T, C.27.

    2008 Relatar os efeitos

    deletrios da

    ausncia da

    cinesioterapia na

    mobilidade articular

    e politraumatizado

    aps interveno

    cirrgica.

    Baseados nos

    resultados deste

    relato e com

    outros autores,

    dados extrados

    da literatura

    sugerem que o

    paciente colabore

    com o tratamento,

    evitando, dessa

    forma,

    complicaes que

    possam ocorrer

    mais tardiamente

    sem a fisioterapia.

    Conclui-se a

    importncia da

    mobilizao

    precoce sugerindo

    obter o resultado

    satisfatrio,

    fazendo com o

    que indivduo

    recupere mais

    rapidamente seu

    estado anterior.

    Fratura

    diafisria

    fechada de

    tbia no

    adulto.

    Grandi, J,

    E, Elias,

    N, Skaf A,

    Y11.

    2007 Estabelecer a

    orientao com

    aplicabilidade para

    a realidade

    brasileira, em

    pontos controversos

    relacionados s

    fraturas diafisrias

    fechadas na tbia no

    adulto.

    O resultado final

    no mostra

    diferenas na

    angulao ou no

    encurtamento

    quando

    comparado o

    tratamento entre

    haste

    intramedular e

    fixador externo

    dinmico.

    No h diferena

    na angulao ou

    no encurtamento

    quando

    comparado o

    tratamento entre

    haste

    intramedular e

    fixador externo

    dinmico. O

    tempo de

    consolidao

    similar aos dois

    mtodos.

    Correo da

    falha ssea

    femoral e

    tibial pelo

    mtodo do

    transporte

    sseo de

    Ilizarov.

    Picado, C,

    H, F;

    Paccola,

    C, A, J, e

    Filho, E,

    F, A.20.

    2000 Verificar como o

    ortopedista

    brasileiro trata as

    leses expostas em

    relao

    classificao,

    indicao cirrgica,

    mtodo de fixao

    entre outros.

    Em todos nossos

    pacientes ocorreu

    formao do

    regenerado. A

    consolidao

    entre o fragmento

    transportado e o

    fragmento alvo

    foi naturalmente

    obtida em sete

    pacientes.

    Os principais

    mtodos que

    discordaram da

    literatura foram

    mtodo de

    estabilizao,

    tempo de uso de

    antibiticos e

    indicao de

    fechamento

    primrio.

    Efeito do

    exerccio

    isomtrico no

    perodo de

    reduo

    fechada por

    trao

    esqueltica

    balanceada em

    fraturas

    Stadnick,

    E; Junior,

    A, S, A.28.

    2002 Analisar as

    consequncias da

    aplicao de

    cinesioterapia ativa

    (isometria) Na

    relao dos fragmentos

    das fraturas de fmur e

    tbia e na integridade dos

    tecidos adjacentes.

    Este estudo

    caracteriza a

    efetividade da

    atuao da

    fisioterapia como

    parte crescente e

    adicional no

    tratamento clnico

    das fraturas dos

    casos em questo,

    A

    interdisciplinarida

    de na reabilitao

    completa de

    pacientes

    acometidos

    por disfunes

    fsicas deve-se

    fazer presente no

    cotidiano de

  • diafisrias de

    fmur e Tbia.

    sem gerar fatores

    influenciavelment

    e negativos ao

    prognstico dos

    pacientes.

    instituies da

    sade, visando o

    trabalho em

    conjunto e a troca

    de informaes

    unidas por um s

    objetivo: o bem

    estar de nossos

    pacientes.

    Demonstrando

    assim, a

    capacidade

    individual de

    realizar as tarefas

    a ns atribudas.

    Abordagem

    Fisioteraputic

    a em paciente

    com fratura de

    tbia e fbula;

    Relato de

    caso.

    Maschio,

    M 15

    2009 Elaborar um plano

    de tratamento

    adequado e com

    embasamento

    terico, a partir da

    avaliao

    fisioteraputica e

    dados colhidos no

    pronturio do

    paciente com

    fratura no tero

    distal da tbia e

    fbula no MID.

    Este estudo foi

    realizado nas

    dependncias do

    Hospital

    Universitrio

    Santa Terezinha,

    da Universidade

    do Oeste de Santa

    Catarina

    UNOESC,

    Campus de

    Joaaba, durante

    o Estgio

    Supervisionado

    de Fisioterapia

    Hospitalar.

    A fisioterapia

    quando aplicada a

    indivduos

    acamados em

    hospitais tem

    grande

    importncia na

    clnica geral, pois,

    auxilia na

    recuperao da

    sade, evita

    aderncias e

    deformidades

    articulares,

    melhora condio

    motora e prepara

    o individuo para a

    recuperao de

    suas atividades de

    vida diria.

    A viso do

    ortopedista

    brasileiro

    sobre a

    descarga

    parcial de

    peso em

    ortostase nas

    fraturas

    expostas da

    difise da

    tbia aps

    osteossntese

    .

    Sella , V,

    R. G.,

    Paula C.

    D.

    Machado

    , Hlio J.

    A.

    Fernand

    es,

    William

    R.

    Limonge,

    Fernand

    o B. Reis,

    Flvio

    Faloppa.26

    2009 Verificar, entre os

    ortopedistas

    brasileiros, qual ou

    quais so os

    mtodos de

    osteossntese

    adotados para o

    tratamento de

    fraturas expostas de

    tbia, se indicam o

    tratamento

    fisioterpico,

    quando e quais

    fatores influem para

    liberar a descarga

    parcial em

    ortostase, tanto para

    a funo quanto

    para a fisioterapia.

    A maioria dos

    mdicos (48,9%)

    pertencia regio

    sudeste do pas,

    seguidos pela

    regio sul

    (27,4%) e

    nordeste (13,7%),

    sendo que o

    centro-oeste

    representou 8,2%

    e o norte 1,8%.

    Quanto s

    especialidades, os

    traumatologistas

    corresponderam a

    51% do pblico e

    as especialidades

    de quadril e

    joelho

    compuseram

    13,8% e 12,7%,

    respectivamente.

    Concluiu-se que

    h preferncia

    pelos FES, a

    grande maioria

    indica tratamento

    fisioterpico e o

    material de

    sntese influencia

    o tempo de

    liberao de

    descarga parcial

    de peso em

    ortotatismo.

  • Interveno

    Fisioteraputic

    a em fratura

    de tbia tratada

    com fixao

    externa.

    Pereira,

    M, L;

    Leite, I, J,

    R;

    Hermann,

    F; Brito,

    C, I, B.19

    2010 O objetivo deste

    trabalho relatar a

    proposta de

    tratamento,

    condutas e

    interveno

    fisioteraputica

    realizadas neste tipo

    de leso e

    abordagem

    fisioteraputica.

    Os resultados

    esperados nesse

    tipo de

    abordagem

    fisioteraputica

    so manuteno

    da amplitude de

    movimento das

    articulaes

    envolvidas,

    recuperao da

    sensibilidade

    plantar da

    propriocepo do

    membro

    acometido.

    Neste contexto o

    programa de

    tratamento

    fisioteraputico

    trs componentes

    essenciais para

    aperfeioar o

    prognstico e a

    funcionalidade do

    paciente,

    minimizando os

    efeitos deletrios

    do trauma.

    Proposta de

    tratamento

    Fisioteraputic

    o para fratura

    exposta de

    membro

    Inferior:

    Relato de

    Caso.

    Lara, F,

    H; Leite,

    I, J, R e

    Brito, C,

    I, B.14

    2009 O programa de

    tratamento

    fisioteraputico trs

    componentes

    essenciais para

    otimizar o

    prognstico e a

    funcionalidade do

    paciente,minimizan

    do os efeitos

    deletrios da

    imobilizao bem

    como do prprio

    trauma.

    Relatou-se que as

    condutas

    fisioteraputicas

    realizadas com o

    paciente em

    questo durante o

    perodo ps-

    colocao do

    fixador externo e

    pr-operatrio da

    segunda cirurgia a

    ser realizada

    minimizando os

    efeitos deletrios

    da imobilizao

    bem como do

    prprio trauma.

    As condutas

    fisioteraputicas

    realizadas com o

    paciente em

    questo durante o

    perodo ps

    colocao do

    fixador externo e

    pr-operatrio da

    segunda cirurgia a

    ser realizada.

    Influncia do

    intervalo de

    tempo entre as

    sesses de

    alongamento

    no ganho de

    flexibilidade

    dos

    isquiotibiais

    Gama,Z,A

    ,S;

    Dantas,A,

    V,R;

    Souza,T,U

    . 6

    2009 Verificar se a

    variao no

    intervalo de tempo

    entre sesses de

    alongamento

    influencia no ganho

    de flexibilidade.

    Aps 10 sesses,

    identificou-se

    aumento da

    flexibilidade nos

    grupos

    experimentais,

    porm sem

    diferena entre

    estes. O grupo 3X

    aumentou

    significativamente

    a partir do 10 dia

    do programa

    (quinta sesso) e

    o grupo 5X, a

    partir do terceiro

    (terceira sesso).

    O alongamento

    aumenta a

    flexibilidade dos

    isquiotibiais,

    independente do

    tempo entre as

    sesses (24 ou 48

    horas); e a

    varivel tempo

    no influencia o

    ganho de

    flexibilidade total.

    Porm, com cinco

    sesses semanais,

    ganha-se

    flexibilidade mais

    rapidamente. Isso

    sugere que o

    ganho de

    flexibilidade

    sesso-

    dependente.

  • Influncia do

    volume de

    alongamento

    esttico dos

    msculos

    isquiotibiais

    nas variavis

    isocinticas

    Grego, N,

    A;

    Manffra,

    E, F 8

    2009 A influncia do

    volume do

    alongamento

    esttico dos

    isquiotibiais em seu

    desempenho

    isocintico

    Os resultados

    sugerem,

    portanto, que as

    alteraes na

    rigidez muscular,

    que causaram

    ganhos na ADM,

    no seriam as

    nicas

    responsveis

    pelos dficits de

    fora. Alm disso,

    conclui-se que a

    capacidade

    mxima de

    produo de fora

    dependente do

    volume de

    alongamento, mas

    a produo de

    trabalho ao longo

    de algumas

    repeties no .

    A capacidade

    mxima de

    produo de fora

    do grupo

    muscular dos

    isquiotibiais dos

    voluntrios deste

    estudo foi alterada

    pelo volume do

    alongamento

    Pseudo-

    aneurisma de

    artria tibial

    posterior ps-

    tratamento de

    fratura de

    perna com

    fixador

    externo: relato

    de caso e

    reviso da

    literatura

    Moraes,

    D, F;

    Hosni, R,

    A, E, J;

    Diniz, C,

    A, M;

    Perozin, J,

    S;

    Gonalves

    , J, P;

    Diniz, J,

    A, A 17.

    2007 Descreve um caso

    de pseudo-

    aneurisma da artria

    tibial posterior

    devido ao uso de

    fixador externo para

    tratamento de

    fratura dos ossos da

    perna, bem como as

    tcnicas utilizadas

    para seu tratamento.

    A tcnica de

    ITGUS descrita

    originalmente por

    Cope&Zeita em

    1986,permaneceu

    em desuso por seu

    possvel potencial

    de

    morbidade.Precon

    iza-se que o

    procedimento de

    ITGUS seja

    realizado em

    hospital

    preparado para

    tal,por

    ultrassonografia

    vascular

    habilitado e com

    apoio imediato

    caso haja algum

    problema durante

    a interveno,pelo

    risco de

    embolizao

    distal do PA.

    A facilidade e

    efetividade do

    tratamento no

    invasivo dos PA

    de artrias

    perifricas,

    principalmente da

    ITGUS, so bem

    conhecidas.

    Apesar de no

    conseguirmos

    obliterar o PA

    atravs de CGUS

    ou ITGUS, o

    tratamento

    cirrgico foi bem

    sucedido,

    confirmando que

    a lacerao

    arterial

    necessitava de

    tratamento mais

    agressivo.

  • Como so

    tratadas as

    fraturas

    expostas da

    tbia no

    Brasil? Estudo

    Transversal

    Balbachev

    sky, D;

    Belloti, J,

    C;

    Martins,

    C, V, E;

    Fernandes

    , H, J, A;

    Faloppa,

    F; Reis, F,

    B.

    2005 O objetivo deste

    estudo verificar

    como o ortopedista

    brasileiro trata estas

    fraturas em relao

    a: classificao,

    indicaes

    cirrgicas, mtodo

    de limpeza, mtodo

    de fixao,

    indicaes de

    fechamento

    primrio, tempo

    para reconstruo

    de partes moles e

    durao do uso de

    antibiticos.

    Quinhentos e

    dezoito

    questionrios

    foram coletados,

    porm foram

    desconsiderados

    onze

    questionrios,

    pois um deles foi

    respondido por

    um ortopedista

    estrangeiro e dez

    encontravam-se

    incompletos.

    Consequentement

    e, 507

    questionrios

    foram

    considerados

    vlidos para a

    anlise estatstica

    final.

    Existem muitos

    mtodos para

    estabilizao

    destas fraturas,

    sendo que os

    fixadores

    externos, hastes

    intramedulares e

    placas so os mais

    frequentemente

    utilizados.

    Epidemiologia

    das fraturas

    diafisrias da

    tbia

    Grecco,

    M, A, S;

    Prado, J,

    J; Rocha,

    M, A;

    Barros, J,

    W 7

    2002 Estudo

    epidemiolgico de

    tais fraturas

    diafisrias de tbia,

    avaliando-as a fim

    de especificar essas

    leses entre ns.

    Foram observados

    27

    pseudoatrose,em

    7 casos de

    fraturas fechadas

    tratadas com

    reduo e

    imobilizao

    gessada,reduo

    aberta e

    imobilizao

    gessada em 2

    casos,com fixador

    externo

    sequenciado em

    dias.

    Podemos concluir

    que as fraturas da

    difise da tbia

    tiveram maior

    incidncia no

    sexo masculino,

    as causas mais

    frequentes foram

    os acidentes de

    trnsito (motos,

    derrapagens,

    automvel e

    bicicleta).

    Avaliao na

    qualidade de

    vida em

    pacientes com

    fratura de

    tbia.

    Nasciment

    o, O, R;

    Morais, F,

    S, C;

    Mauricio,

    R, D, S;

    Barroco,

    E, N;

    Fujiki, C,

    M. 18.

    2009 Avaliar o impacto

    da fratura na

    qualidade de vida

    dos pacientes.

    Observou-se uma

    diminuio dos

    valores de

    avaliao do

    questionrio SF-

    36 demonstrada

    estatisticamente

    (p

  • 4. Discusso

    Hungria e Mercadante (2008) relatam que devido ao mecanismo de trauma e a escassa

    cobertura cutnea ntero-medial a fratura de difise da tbia mais frequente. Conforme as

    pesquisas de Kojima e Ferreira (2011), o tratamento adequado evita o aparecimento de

    falhas da consolidao, consolidao viciosa e reoperaes.

    De acordo com Reckers et al (2007), as fraturas da difise da tbia so importantes por

    duas razes: pela sua alta frequncia e pelas constantes controvrsias que costumam

    desencadear. Estas fraturas esto entre as mais graves musculoesquelticas e comuns e as

    mesmas variam to amplamente em gravidade que prescries gerais para tratamento no

    esto aplicveis a todos os pacientes (LARA et al, 2009).

    Apesar dos avanos Grandi, Elias e Skaf (2007), relatam que as fraturas de tbia

    continuam sendo um grande desafio para os ortopedistas. Por ser um osso com 1/3 de seu

    dimetro com pouca cobertura de partes moles e com localizao favorvel a traumas de alta

    energia e algumas fraturas tem prognstico reservado.

    Sendo assim ainda h discordncias quanto ao tratamento desse tipo de fratura, pois

    segundo Reckers et al (2007), nos dias modernos, existem ortopedistas que defendem o

    tratamento destas fraturas com gesso e rteses, por reduo cirrgica e fixao interna com

    placa e parafusos, por hastes intramedulares, e atravs de fixao externa.

    Um dos mtodos de tratamento mais utilizado o fixador externo, um dispositivo de

    compartilhamento de carga que mantm o alinhamento e comprimento da fratura e permite

    que o paciente tenha mobilidade, deixando livres as articulaes proximais e distais ao local

    da fratura. Como o tempo necessrio para a consolidao prolongado e a solicitao

    mecnica perdura por longo perodo nas fraturas expostas da difise da tbia, a fixao

    externa tende a perder a eficincia at que a resoluo definitiva ocorra (LARA et al, 2009).

    Hungria e Mercadante (2008), afirmam em suas pesquisas que quando o fixador

    externo mantido por muito tempo, existe a possibilidade de contaminao e infeco no

    trajeto dos pinos.

    Nos estudos de Reis et al (2005), o uso do fixador externo tem sido muito difundido

    pela relativa facilidade de aplicao e por no provocar maiores danos ao suprimento

    vascular da tbia, entretanto, essas vantagens devem ser confrontadas com a alta frequncia

    de infeco nos trajetos de pinos, dificuldades para o tratamento de partes moles e para o seu

    maior potencial de consolidao com deformidades.

    Macri et al (2009), relata que fixador de Ilizarov, tambm chamado de fixador

    externo circular, aparelho de trao compresso ou distrao osteognica, mantm a

  • rigidez ou estabilidade das estruturas sseas, com a qual se pe em contato por meio de fios

    ou pinos de aplicao percutnea. Define-se por fixador externo um grupo de aparelhos,

    geralmente, metlicos que permitem manter a rigidez ou estabilidade da estrutura ssea

    (ROTBANDE et al, 2000).

    Segundo MACRI et al (2009), o objetivo do tratamento a consolidao da fratura,

    para que seja restaurada a funo mecnica do osso, a capacidade de suportar o peso e

    proporcionar movimento articulao.

    Dessa forma Pereira (2010), afirma que no sculo XIX este dispositivo de fixao

    externa tinha a finalidade de prevenir e/ ou corrigir desvios nas fraturas da tbia consistindo

    em um mtodo de osteossntese de simples aplicao, indicado para casos em que ocorre

    leso de partes moles concomitantemente fratura. Hoje o fixador externo um recurso

    importante no tratamento de patologia osteomusculares de difcil obteno de sucesso com

    outras formas de tratamento (ANDRADE e SILVESTRE, 2008).

    Ilizarov demonstrou que a trao gradual sobre os tecidos vivos origina cargas que

    podem estimular e manter o crescimento ativo e a regenerao de estruturas teciduais.

    Tecidos submetidos a uma trao lenta, mantida, tornam-se metabolicamente ativados,

    sendo o fenmeno caracterizado pela estimulao celular tanto Biosinttica como

    proliferativa. Denominou-se este principio de lei de tenso de trao. Enfatizando que este

    processo regenerativo depende do suprimento sanguneo (Alves et al, 2010).

    Segundo Hoppenfeld (2001), o tratamento imediato em paciente com fixador externo

    no deve sustentar peso. Se os tecidos moles edemaciados, o tratamento das feridas o

    permitirem, e se houver bom contato cortical, o paciente pode sustentar o peso pelos

    contatos dos dedos do p, com ajuda de muletas ou andador e com deambulao de trs

    pontos. Essa forma de tratamento no permite sustentao total do peso.

    Segundo Kojima e Ferreira (2011), o processo de consolidao que ocorre aps a

    fixao com haste intramedular evolui em fases, sendo a primeira a fase de inflamao,

    seguida da fase de reparao e finalmente a de remodelao. A fratura s pode ser

    considerada curada quando finaliza todo o processo de consolidao e a fase de remodelao

    que pode levar vrios meses. Muitos autores consideram a fratura consolidada ao final da

    fase de reparao, momento no qual possvel liberar a carga total no membro acometido.

    Os estudos de Reckers et al (2007), mostram que o tempo de consolidao varia

    consideravelmente e depende do tipo de tratamento realizado. A literatura relata que

    pacientes tratados com fixao externa o tempo de consolidao varia de 15,6 a 17 semanas.

  • O fisioterapeuta deve se preocupar com o processo de cicatrizao dos tecidos

    periarticulares e com processo lgico que so pontos fundamentais para a reabilitao com

    sucesso (SILVA et al, 2008).

    Os pacientes que utilizam o fixador externo tem indicao para o tratamento

    fisioteraputico, o qual busca auxiliar na melhora da funo e diminuir o impacto na

    qualidade de vida causada pelos fixadores (ANDRADE e SILVESTRE, 2008).

    Um estudo realizado pelos autores Sella et al (2008), mostra que o mtodo de

    estabilizao mais utilizado pelos participantes foi o fixador externo (83,4%). Nota-se

    tambm que existe um consenso em torno de 96% dos traumatologistas quanto ao

    encaminhamento fisioterapia, independente do tipo de fixao e concentrao da liberao

    para tratamento usando exerccios para descarga de peso aps 30 dias de ps-operatrio, em

    mdia, de 52,4%.

    A rea da fisioterapia aplicada reabilitao ortopdica e traumatolgica desempenha

    importante papel no tratamento de traumas ocorridos no sistema musculoesqueltico,

    visando devolver a funcionalidade comprometida ou ajudando a evitar certas complicaes

    decorrentes do trauma (STADNICK e AGUIAR 2002).

    Portanto segundo Alves et al (2010), o tratamento fisioteraputico deve ser iniciado

    precocemente e deve seguir algumas diretrizes. Um dos principais propsitos do processo de

    reabilitao ajudar os pacientes a atingir o mais elevado nvel de independncia funcional

    possvel, dentro dos limites de duas incapacidades especficas.

    Percebe-se a relevncia da aplicao precoce de tcnicas da fisioterapia, visando

    melhorar os resultados do tratamento de fraturas e diminuir as complicaes decorrentes

    como: consolidao viciosa, retardo de consolidao e ausncia de consolidao

    (STADNICK e AGUIAR 2002).

    Segundo Stadnick e Aguiar (2002), cabe fisioterapia envolver a aplicao e o ajuste

    de treinamento, quanto ao tipo e quantidade para que se obtenha como resultado a adaptao

    desejada sem leso, pois segundo eles um organismo ou tecido que no solicitado

    descondiciona e perde a capacidade que antes possua. Por isso, que Maschio (2009), fala

    que importante que o fisioterapeuta realize uma avaliao abrangente para determinar

    todos os possveis problemas que podem surgir na reabilitao inclusive amplitude de

    movimento, mobilidade articular, flexibilidade muscular, comprometimento de fora,

    propiocepo, equilbrio e marcha. O fisioterapeuta precisa, tambm, determinar as

    necessidades funcionais que sero impostas ao paciente e estabelecer objetivos a curto e em

    longo prazo de acordo com essas necessidades.

  • Os autores Stadnick e Aguiar (2002), explicam que na fase precoce do tratamento,

    devemos posicionar o paciente adequadamente, elevando a extremidade acometida,

    favorecendo o retorno venoso e diminuindo o edema ps-traumtico; a movimentao das

    articulaes no imobilizadas deve ser incentivada, atravs de exerccios ativos livres ou

    ativos assistidos, bem como exerccios isomtricos e ativos da musculatura acometida.

    As principais finalidades da fisioterapia so manter a imagem psico-social-sensorial

    e motora do paciente, debelar algias e edemas, promover a recuperao muscular, tendinosa

    e articular, melhorar a circulao arteriovenosa e linftica, melhorar a coordenao e

    equilbrio, bem como estimular a propriocepo (ALVES et al, 2010).

    A combinao da fisioterapia e fixador externo acarreta em grande chance de sucesso

    no ganho funcional como sugerem os autores Andrade e Silvestre (2008). O programa de

    tratamento fisioteraputico trs componentes essncias para aperfeioar o prognstico e a

    funcionalidade do paciente, minimizando os efeitos deletrios da imobilizao bem como do

    prprio trauma (LARA et al, 2009).

    Uma das formas de promover analgesia atravs da crioterapia, onde os processos

    qumicos e biolgicos tornam-se mais lentos. possvel utiliz-la para a reduo de dor e do

    edema. Os efeitos locais de aplicao do frio incluem vasoconstrico e diminuio da taxa

    metablica, reduzindo a velocidade de conduo nervosa (ALVES et al, 2010).

    A fisioterapia dispe de vrios tipos de exerccios musculares para a reabilitao de

    seus pacientes um deles a atividade isomtrica. De acordo com Kisner e Colby (2009), o

    exerccio isomtrico uma forma de exerccio que ocorre quando um msculo se contrai

    sem uma mudana aprecivel no comprimento do msculo ou sem movimento articular

    visvel. Por isso, estes autores dizem que os exerccios isomtricos so de grande valor

    durante o tratamento de fraturas, pois so capazes de fortalecer um msculo sem a

    necessidade de movimento articular e propriedade extremamente til em patologias

    articulares.

    Os exerccios isomtricos so usados na fase inicial da reabilitao sem perigo de

    aumentar a irritao da articulao. Suas vantagens so: aumentam a fora muscular esttica,

    contribuem para evitar a atrofia, ajudam a diminuir o edema, podem ser realizados em

    qualquer lugar; dispensam equipamentos especiais e podem ser realizados durante breve

    perodo de tempo (STADNICK e AGUIAR, 2002).

    Outro recurso que pode ser utilizado no tratamento para a reduo do quadro lgico

    eletroterapia que consiste na aplicao de corrente eltrica, atravs de eletrodos com o

    objetivo de estimular as fibras nervosas (ALVES et al, 2010).

  • Ruaro (2004), afirma que as fraturas dos ossos da perna trazem dificuldades de

    tratamento, seja cirrgico ou conservador, principalmente este, pela possibilidade de

    deformidade devido consolidao viciosa, a presena de sequelas produzidas pela

    imobilizao que levam a incapacidade funcional irreversvel e que proporcional a

    quantidade de energia que gerou o trauma.

    E para prevenir essas sequelas a fisioterapia utiliza tcnicas de mobilizao articular,

    utilizadas para tratar disfunes articulares como rigidez e hipomobilidade, e o alongamento

    para a obteno do aumento da amplitude de movimento. Desta forma a cinesioterapia

    uma modalidade de tratamento que consiste em administrar exerccios teraputicos (ALVES

    et al, 2010).

    O autor Alves et al (2010), explica a importncia da fisioterapia nestes pacientes. A

    fisioterapia atua como um grande coadjuvante no tratamento, tendo como objetivo a

    manuteno dos seus sistemas orgnicos, a reeducao e a recuperao das suas funes

    motoras.

    Os efeitos positivos dos exerccios teraputicos incluem desde a preveno de

    disfuno, at a restaurao da mobilidade e flexibilidade, da resistncia fadiga, da fora

    muscular e da coordenao, alm de promover relaxamento (ALVES et al, 2010).

    Na evoluo de uma fratura intervm mltiplos fatores, como a idade do paciente, a

    leso de partes moles, a perda ssea, a existncia prvia de enfermidades, infeces, cirurgia

    realizada em momento oportuno, a tcnica operatria bem escolhida, o conhecimento do

    cirurgio, a reabilitao, a colaborao do paciente e outros fatores (MASCHIO, 2009).

    Retornar ao trabalho, realizar atividades domsticas, cuidar de si e da famlia so

    afazeres que dependem do controle postural e da resistncia e distribuio muscular,

    dificultadas pela assimetria postural adquirida no perodo em que o membro no fez

    descarga de peso em p (SELLA et al, 2008).

    Segundo Lara et al (2009), durante o perodo de imobilizao com fixador externo o

    enfoque da fisioterapia ser nas articulaes de joelho, tornozelo e p, que devem ter suas

    amplitudes de movimento restauradas ou mantidas, atravs de exerccios de mobilizao

    passiva e ativa, que tambm iro influenciar na circulao sangunea gerando diminuio de

    edema.

    Aps duas semanas ocorre o incio da fase de reparao da consolidao da fratura. As

    clulas osteoprogenitores se diferenciam em osteoblastos que depositam osso esponjoso

    (HOPPENFELD, 2001).

  • O paciente no deve se deparar com problemas para realizar movimentos ativos do

    quadril. A essa altura o edema e a dor devem ter diminudo consideravelmente. O msculo

    gastrocnmico funciona como bomba vascular evitando o acmulo de sangue na perna. Isto

    importante para evitar tromboflebite e trombose venosa profunda na perna

    (HOPPENFELD, 2001).

    No tratamento da quarta a sexta semana, observa-se o calo unindo o local fraturado e

    comumente a fratura est estvel. Continue no permitindo a sustentao de peso. O

    paciente deve usar muletas ou andador e nessa ocasio poder ter incio sustentao parcial

    do peso (HOPPENFELD, 2001).

    Para Lara et al (2009), essa forma de tratamento no permite sustentao total do peso

    at que tenha sido restabelecida a congruncia, nessa caso poder ter incio sustentao

    parcial do peso, o que ir acarretar em prejuzos proprioceptivos e funcionais no futuro.

    Atividades funcionais tambm podem ser orientadas durante este perodo, ensinando ao

    paciente como usar muletas ou andador para transferncias do p com giro em torno da

    perna sadia, vestir calcas etc.

    No tratamento de oito a doze semanas, o osso esponjoso esta sendo substitudo por

    osso lamelar. O processo de remodelagem leva meses a anos para completar-se. Deve ser

    iniciada sustentao parcial de peso logo depois da remoo do fixador externo, com a perna

    colocada num aparelho de gesso ou rtese, ou se o fixador tiver sido substitudo por uma

    haste intramedular (HOPPENFELD, 2001).

    A essa altura todas as feridas devem estar fechadas, seja por cicatrizao primria, seja

    por cobertura com enxerto de pele ou retalho muscular. Devem ter continuidade os

    exerccios de amplitude de movimentos e fortalecimento. Podem ser iniciados exerccios

    leves contra resistncia para o joelho, com pesos gradualmente crescentes. Essa rotina deve

    ter continuidade at ser restaurado um padro de consolidao normal (HOPPENFELD,

    2001).

    Segundo Maschio (2009), a reabilitao quando realizada de forma apropriada, acelera

    o processo de recuperao e permite um retorno precoce as atividades de trabalho.

    Certamente maiores investimentos governamentais na rea de reabilitao propiciariam

    menores custos para a sociedade.

    Baseado nos artigos nota-se que o assunto abordado necessita de mais pesquisas, no

    entanto unanime que os estudos comprovam a eficcia do tratamento fisioteraputico

    adequado, pois o indivduo lesado pode sofrer com infeces, sndromes compartimentais,

    pseudoartrose e ter a perda da funo do membro acometido se caso no passar para fase de

  • reabilitao. Deve estar associada com o tratamento mdico podendo assim o paciente ter

    uma melhora na qualidade de vida funcional, social realizando, tambm, suas atividades

    dirias o mais rpido possvel.

    5. Concluso

    O fixador externo frequentemente encontrado na prtica clnica por proporcionar

    menos danos aos tecidos lesados e por apresentar uma resposta significativa aos

    alongamentos dos ossos e tecidos adjacentes. Sendo assim, o presente estudo realizou uma

    reviso bibliogrfica, sobre o tratamento fisioteraputico realizado em pacientes com

    fraturas tibiais que fazem uso de fixador externo de Ilizarov.

    A reabilitao indispensvel para esses pacientes e quando realizada da forma

    correta devolve a funcionalidade do membro acometido, maior rapidez na recuperao dos

    pacientes, prevenindo limitaes da amplitude de movimento e ajudando o paciente

    habituar-se em suas condies atuais.

    No entanto, sugerem-se novas pesquisas com elaborao de protocolos relacionando

    ao tratamento fisioteraputico com uso de fixao externa pelo mtodo de Ilizarov.

    6. Referncias

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