atividades autorreguladas 2º ano 2º bimestre

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  • Lngua Portuguesa

    e Literatura

    Aluno

    CCaaddeerrnnoo ddee AAttiivviiddaaddeess

    PPeeddaaggggiiccaass ddee

    AApprreennddiizzaaggeemm

    AAuuttoorrrreegguullaaddaa -- 0022 22 SSrriiee || 22 BBiimmeessttrree

    Disciplina Curso Bimestre Srie

    Lngua Portuguesa Ensino Mdio 2 2

    Habilidades Associadas

    1. Relacionar os modos de organizao da linguagem na literatura s escolhas do autor, tradio literria e tambm ao contexto social da poca.

    2. Caracterizar os processos de descrio objetiva e subjetiva, diferenciando-as.

    3. Diferenciar tese, argumentos e contra-argumentos para a estruturao e defesa do ponto de vista.

    4. Reconhecer os recursos lingusticos de escolha vocabular e citao de fontes como tipos de argumentos, para artigo cientfico.

  • 2

    A Secretaria de Estado de Educao elaborou o presente material com o intuito de estimular o

    envolvimento do estudante com situaes concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem

    colaborativa e construes coletivas entre os prprios estudantes e respectivos tutores docentes

    preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.

    A proposta de desenvolver atividades pedaggicas de aprendizagem autorregulada mais uma

    estratgia pedaggica para se contribuir para a formao de cidados do sculo XXI, capazes de explorar

    suas competncias cognitivas e no cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma

    autnoma, por meio dos diversos recursos bibliogrficos e tecnolgicos, de modo a encontrar solues

    para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.

    Estas atividades pedaggicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das

    habilidades e competncias nucleares previstas no currculo mnimo, por meio de atividades

    roteirizadas. Nesse contexto, o tutor ser visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem

    efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.

    Destarte, as atividades pedaggicas pautadas no princpio da autorregulao objetivam,

    tambm, equipar os alunos, ajud-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o

    a tomar conscincia dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prtica.

    Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observao e autoanlise, ele passa ater maior

    domnio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno j domina, ser possvel contribuir para

    o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as

    ferramentas da autorregulao.

    Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princpio da autorregulao, contribui-se

    para o desenvolvimento de habilidades e competncias fundamentais para o aprender-a-aprender, o

    aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.

    A elaborao destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulao Curricular, da

    Superintendncia Pedaggica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede

    estadual. Este documento encontra-se disponvel em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim

    de que os professores de nossa rede tambm possam utiliz-lo como contribuio e complementao s

    suas aulas.

    Estamos disposio atravs do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer

    esclarecimentos necessrios e crticas construtivas que contribuam com a elaborao deste material.

    Secretaria de Estado de Educao

    Apresentao

  • 3

    Caro aluno,

    Neste caderno, voc encontrar atividades diretamente relacionadas a algumas

    habilidades e competncias do 2 Bimestre do Currculo Mnimo de Lngua Portuguesa

    da 2 Srie do Ensino Mdio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o

    perodo de um ms.

    A nossa proposta que voc, Aluno, desenvolva estas Atividades de forma

    autnoma, com o suporte pedaggico eventual de um professor, que mediar as trocas

    de conhecimentos, reflexes, dvidas e questionamentos que venham a surgir no

    percurso. Esta uma tima oportunidade para voc desenvolver a disciplina e

    independncia indispensveis ao sucesso na vida pessoal e profissional no mundo do

    conhecimento do sculo XXI.

    Neste Caderno de Atividades, vamos aprender sobre a esttica

    realista/naturalista e sobre o gnero textual artigo cientfico! Na primeira parte deste

    caderno, voc vai conhecer contos do Realismo de Machado de Assis e romances do

    Naturalismo de Aluisio Azevedo e compreender a importncia dessas correntes literrias

    para a cultura brasileira. Na segunda parte, vai aprender a reconhecer o modo de

    organizao de um artigo cientfico e sua finalidade e, alm disso, alguns recursos

    lingusticos e estratgias argumentativas utilizadas na construo do texto pelo autor

    para torn-lo mais convincente.

    Este documento apresenta 08 (oito) Aulas. As aulas podem ser compostas por

    uma explicao base, para que voc seja capaz de compreender as principais ideias

    relacionadas s habilidades e competncias principais do bimestre em questo, e

    atividades respectivas. Leia o texto e, em seguida, resolva as Atividades propostas. As

    Atividades so referentes a dois tempos de aulas. Para reforar a aprendizagem,

    prope-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliao sobre o assunto.

    Um abrao e bom trabalho!

    Equipe de Elaborao

  • 4

    Introduo ............................................................................................... 03

    Aula 01: Caindo na real ............................................................................

    Aula 02: Descrevendo ..............................................................................

    Aula 03: Se a cincia falou, t falado!.......................................................

    Aula 04: Visitando O cortio .................................................................

    Aula 05: Divulgando a cincia ...................................................................

    Aula 06: Para argumentar e convencer ....................................................

    Avaliao ..................................................................................................

    Pesquisa ...................................................................................................

    05

    11

    17

    22

    27

    34

    39

    44

    Referncias .............................................................................................. 45

    Sumrio

  • 5

    Nesta aula, falaremos de outro estilo literrio tambm muito importante para a

    cultura brasileira. Antes de comearmos, voc no pode se esquecer de que a

    literatura, entre outras manifestaes artsticas, est situada no tempo e no espao, o

    que significa dizer que o trabalho dos artistas tem forte relao com a poca em que

    vivem. Assim, para entendermos um pouco melhor da esttica do Realismo,

    precisamos entender que questes preocupavam os escritores.

    Por volta dos anos 70 do sculo XIX, assistiu-se saturao do Romantismo. O

    progresso definitivo das cidades, a industrializao, o avano das cincias e o

    florescimento de novas correntes filosficas criaram um ambiente hostil ao sentimento

    romntico.

    O Realismo s ir se preocupar com o presente, com o contemporneo. O

    homem voltado para aquilo que est diante e fora dele. O materialismo leva negao

    do sentimentalismo. Por isso, o termo REALISMO significa preferncia pelos fatos,

    tendncia a encarar as coisas tal como na realidade so.

    Da, nesta poca, o autor portugus Ea de Queirs escrever:

    Agora, temos a escola realista?

    .........................................................................................................

    Outrora uma novela romntica, em lugar de estudar o homem, inventava-o.

    Hoje o romance estuda-o na sua realidade social. Outrora no drama, no romance,

    concebia-se o jogo das paixes a priori, hoje se analisa a posteriori, por processos to

    exatos como os da fisiologia.

    (Ea de Queirs. In: SIMES, J. G. Ea de Queirs trechos escolhidos. Rio de Janeiro,

    Agir, 1968.)

    Ea de Queirs e outros autores europeus e brasileiros, influenciados pelo

    contexto da poca, vo ento estabelecer uma diferena entre o romance romntico e

    o romance realista: no mais paixes e idealizaes, e sim maior aproximao com a

    realidade ao descrever em detalhes os costumes, o relacionamento homem e mulher,

    Aula 1: Caindo na real

  • 6

    as relaes sociais, os conflitos interiores do ser humano (conflitos ticos), a crise das

    instituies (Estado, Igreja, famlia, casamento).

    No Brasil, o autor mais importante da esttica realista Machado de Assis,

    quando publica, em 1881, Memrias Pstumas de Brs Cubas.

    E ser com esse autor que iremos entender um pouco desta mudana. Isto ,

    vamos entender o que a esttica do realismo quer dizer, por exemplo, com o

    relacionamento homem e mulher; os conflitos interiores do ser humano, as relaes

    sociais, pois dentre as principais temticas exploradas pelo autor podemos observar:

    adultrio, ceticismo, dinheiro, loucura, mulheres, poltica, seduo, ser & parecer,

    vaidade e humor.

    Para essa compreenso da esttica realista, vamos ler um fragmento de um

    conto intitulado: Noite de Almirante. Durante a leitura, reflita sobre a seguinte

    afirmao: Machado realista, fala sobre uma histria de amor, porm no a fantasia,

    fala realment