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Hidrologia e Bacias Hidrográficas

Ecologia de Populações

Pantanal

Conceito A hidrologia é a ciência que trata da

água da Terra, sua ocorrência, circulação e distribuição, suas propriedades físicas e químicas, e suas reações com o meio ambiente, incluindo suas relações com a vida” (United States Federal Council of Science and Tecnology, Committee for Scientific Hydrology, 1962).

Distribuição relativa de água na superfície da Terra

O movimento contínuo de água é chamado de ciclo hidrológico que é acionado pelo calor da energia do Sol. O ciclo hidrológico implica um incessante e constante movimento e forma um ciclo fechado. Os fluxos da água são por meio da: • Evaporação; • Precipitação; • Fluxo superficial ( rios).

Os reservatórios são sistemas não isolados (abertos ou fechados).

A renovação das águas envolve:

A atmosfera até cerca de 15 km;

As águas superficiais ( rio, lagos, mares, oceanos, calotas polares, geleiras, etc.)

As águas subterrâneas até cerca de alguns quilômetros

Um ciclo hidrológico curto é comumente designado de ciclo anual da água e caracteriza-se pela precipitação, escoamento, evaporação.

Um ciclo hidrológico longo é a água que cai e fica retida algum tempo, sem voltar de imediato à atmosfera como: Água dos glaciais; Água de rochas sedimentares; e Água juvenil.

O Balanço Hidrológico Toda água do ciclo anual do rio faz parte da entrada ou da saída da mesma;

Entradas Saídas

Precipitação - P Evapotranspiração - E

Água armazenada - R Escamento para o mar - Q

Infiltração (água armazenada no solo) - IR

Entradas = Saídas

P+R = Q + E + IR

Se IR é semelhante a R, temos

P = Q+E ou E= P-Q ou Q= P-E

Temperatura: geralmente esta associada à precipitação e relaciona-se com a evaporação.

Umidade relativa: a uma determinada condição

de temperatura, o ar pode ter um determinado limite de umidade.

Insolação: também está associada à evaporação

das superfícies de água, à transpiração das plantas e à evaporação do solo.

Todos estes fatores relacionados determinam

o clima de uma região e influenciam no débito hídrico dos rios

As condições climáticas são essenciais para a origem do escoamento fluvial e para as características que adquirem os regimes estacionais, sendo que os fatores topográficos, litológicos e fisiográficos intervêm introduzindo somente diferenças menores ou internas dentro de uma bacia hidrográfica.

Os fatores climáticos que se relacionam com o

escoamento fluvial podem ser: a) precipitação: tipos e formas;

b) Orográfica frontal e convectiva; c) Chuva, neve, granizo, orvalho e geada.

As partes do balanço hidrológico podem ser medidos de diferentes maneiras:

Precipitação: - Para estimar a precipitação media em uma superfície

qualquer é necessário utilizar as observações das estações dentro dessa superfície e nas suas vizinhanças.

Os dados pluviométricos podem ser obtidos através de vários institutos: Instituto Agronômico de Campinas da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo (IAC); Departamento Nacional de Meteorologia ( Ministério da Agricultura); Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE); Agência Nacional de Águas (ANA)

a) Regiões polares (> 65o latitude): dificilmente encontra-se a água no estado líquido. As precipitações são em forma de neve

- O acúmulo de neve forma os glaciais continentais. - O degelo ocorre apenas na periferia;

b) Regiões frias (55º - 65º latitude): predominam ainda

as precipitações em forma sólida. Há maior degelo que se prolonga por tempo maior, quando então há ocorrência da água em estado líquido;

c) Regiões de latitudes médias (40º - 55º latitude): Há

alternância de precipitações em forma líquida e sólida. Os rios têm duas fontes de alimentação: a água direta da chuva e a do degelo;

d) Regiões mediterrâneas (25º - 40º latitude) têm chuva predominando no inverno, quando a temperatura á baixa. Evaporação é reduzida o que favorece a permanência da água. O verão é quente e seco. Os débitos dos rios apresentam uma curva acentuada no inverno;

e) Regiões desérticas (40º - 25º latitude): a água é

superficial e escassa porque chove com certa raridade. Além de a quantidade ser reduzida ela é concentrada. A água aproveitável nessa região é essencialmente subterrânea, que caminha por milhares de km;

f) Regiões tropicais (10º – 25º latitude): estação seca

definida no inverno, com chuvas no verão. É o oposto do Mediterrâneo. No meio do ano os débitos são menores;

g) Regiões equatoriais (0º - 10º latitude ): temperatura

elevada e chuvas abundantes.

Aparelhos utilizados:

A precipitação pode ser analisada por grandezas características como:

a) altura pluviométrica

b) intensidade da precipitação

c) duração

Para se computar a precipitação media em uma superfície qualquer, é necessário utilizar as observações das estações dentro dessa superfície e nas suas vizinhanças.

Média aritmética: soma-se as precipitações observadas num certo intervalo de tempo simultaneamente em todos os postos ( 1 mês, 1 trimestre ou 1 ano) e dividi-se o resultado pelo número delas. Esse método deve ser usado apenas para bacias menores que 5.000 Km2 com relevo suave.

Nos outros casos usam-se os dois outros métodos que se

seguem: Método de Thiessem ( médias ponderadas ): Consiste em

dar pesos aos totais precipitados em cada aparelho. Proporcionais à área de influência de cada um.

Método de isioetas: pode dar maior precisão se bem

utilizado. Medem-se as áreas entre as isioetas sucessivas e

verifica-se o valor médio.

Evapotranspiração A evaporação é o processo pelo qual a água é transferida

do solo e massas aquáticas para a atmosfera A transpiração é a perda de vapor de água das plantas

para a atmosfera através dos poros das folhas pelo processo de transpiração

A evapotranspiração é a combinação da evaporação com

e transpiração em uma área considerada. A Evapotranspiração Potencial (EP) “é a altura de água

que seria evaporada por uma extensa superfície de água pura, livremente exposta ás condições atmosféricas reinantes no local.” (Tubelis e Nascimento, 1984).

A Evapotranspiração Real (ER): é a quantidade de evapotranspiração real ou observada e diminui em proporção à medida que se esgota a umidade do solo:

E= P-Q

O déficit de escoamento à diferença P - Q

Utiliza-se a fórmula empírica de TURC para calcular a evapotranspiração real em função da temperatura e precipitação

E= P/ (0,9+P2/L2)1/2 E= déficit de escoamento médio anual, em mm. P= precipitação média anual, em mm. L= 300+25T+0.05T3 ( constante) T= temperatura média anual do ar Exemplo: P= 1.600 mm; T= 18ºC; e L= 300+25T+0.05T3 = 300+25(18)+0.05(18)3 = 300+25(18)

+ 0.05(5832) = 300+450+291.6 = 1041.6 E= P/ (0,9+P2/L2)1/2 = 1.600/ (0.9+ (1.600) 2/1.041.62)1/2

= 1.600/ (0.9+2.560.000/1.084.930)1/2 = 1.600/ (0.9+2.35)1/2= 1.600/ ( 3.25)1/2 = 1.600/1.80= 888.88mm

Outro cálculo pode ser feito quando se conhece a (vazão), pela fórmula: E= P-Q

P= 2000 mm (precipitação) Vazão 100m3/s Área da bacia = 15.000Km2

Um ano equivale a 31.536.000 segundos Q= q* total de segundos em um ano/ área da bacia Q= 100m3 * 31.536.000/15.000.000.000m2 = 0.210mm Portanto: E= P-Q =2.000 -210 mm = 1.790 mm

O déficit de escoamento ( evapotranspiração real ) = 1790mm)

Obs.: q= Q* área/ número de segundos por ano. 1.600 mm - 888.88 mm = 711.12 mm 100.000.0000m2*0.71112m/31536000s= 2.25m3/s (

débito médio anual) Coeficiente de escoamento (CE)

CE= Q/P O Balanço Hídrico Mensal tem importância para o

índice de escoamento e aproveitamento das águas as atividades agrícolas. (Thornthwaite)

Quando a intensidade da precipitação ultrapassa a capacidade de infiltração ocorre o escoamento superficial e a altura das águas aumenta rapidamente, e vice-versa;

Portanto, ultrapassada a capacidade de infiltração o escoamento superficial crescerá rapidamente com o aumento da intensidade e produzirá inundação, e vice e versa;

A capacidade de infiltração decresce durante a chuva.

Intensidade da Chuva

As chuvas de longa duração podem produzir escoamento superficial elevado, mesmo que a intensidade seja moderada;

Para as chuvas de duração mais longa, o período de escoamento superficial aumenta.

Duração da Chuva

Para as chuvas uniformemente distribuídas sobre a bacia, à intensidade de infiltração não excederá em parte alguma a capacidade de infiltração;

A coeficiente de distribuição pode ser calculada

para qualquer tempestade, dividindo a precipitação máxima em cada ponto pela média da bacia. Quanto maior for o coeficiente, maior será o escoamento superficial.

Distribuição da precipitação em uma bacia

Influem na capacidade de infiltração e acréscimo da água no solo;

Quando o teor de umidade do solo é alto, a capacidade de infiltração é baixa e a drenagem é passível de inundações;

Precipitação antecedente e umidade do solo

Descarga diária = a média aritmética das diversas medições feitas no decorres do dia; Descarga mensal = a média aritmética dos débitos ocorridos em cada dia do mês; Descarga anual = a média aritmética das 12 descargas mensais; Débito médio diário = média aritmética dos débitos diários de um mesmo dia nos 30 anos considerados; Débito médio mensal = a media aritmética dos débitos mensais de um mesmo mês, nos 30 anos considerados; Débito anual: idem.

Medidas Temporais do Débito Fluvial

Débito absoluto (m3) = o volume de água que passa por uma determinada seção, num período de tempo. São geralmente determinadas através de curvas de taragem; Débito específico ou relativo:

débito = débito absoluto/A; Exemplo.: 100m3/s/500Km2 = 1000l/s/5km2 =

200l/seg/km2

CMD = débito absoluto mensal/débito anual

Outras Medidas do Débito Fluvial

ÁGUAS EM ESCOAMENTO SUPERFICIAL

Tipos de escoamento ou fluxo superficial:

a) escoamento em manto;

b) escoamento em sulcos;

c) escoamento em canais (rios).

ÁGUAS EM ESCOAMENTO SUPERFICIAL

Formação das águas de escoamento superficial:

a) retenção superficial;

b) charcos em depressões;

quantidade de escoamento = precipitação -

infiltração;

ÁGUAS EM ESCOAMENTO SUPERFICIAL

Erosão: a) fatores: vegetação, precipitação,

comprimento da vertente, declividade, capacidade de infiltração;

b) formas de erosão: laminar, em sulcos e voçorocas;

Medidas de vazão em rios; Relações da vazão com a precipitação: a) hidrograma; b) fluxo basal e superficial; c) medidas de proteção contra as enchentes.

-.

-.

-.

-.

-.

-.

Os rios podem possuir regimes hídricos efluentes: quando recebem água do subsolo; e influentes: quando perdem água para o subsolo.

(O volume de um rio em escala temporal varia conforme a precipitação, vegetação, solo, drenagem subterrânea) No Amazonas = 175.000 m³/s e representa 18% do total de todos os rios que deságuam nos oceanos).

A geometria hidráulica estuda as relações de débito, forma de canal, carga sedimentos, declividade e velocidade a partir de algumas mensurações.

O fluxo de um rio pode ser laminar, turbulento corrente e turbulento encachoeirado.

A determinação para se verificar se o fluxo é corrente e encachoeirado é dado pelo número de FROUDE

F=V gD V= velocidade média; g= gravidade; D= profundidade da água; F>1 = encachoeirado F<1 = corrente

Velocidade: é o maior logo abaixo do centro da superfície ( 1/3 da profundidade a partir da superfície), e menos próximo ao fundo e paredes laterais.

Energia do canal de escoamento: potenciale cinética.

Morfologia e Fluxo dos Canais

Transporte e Erosão Trabalho dos rios consiste em erosão,

transporte e posição dos sedimentos. Processo de erosão: - corrosão: química - corrosão: desgaste pelo atrito mecânico

das partículas carregadas pela a água; (o material abrasivo é fornecido pelas vertentes e aluvião são sedimentos ou detritos de qualquer natureza carregado e depositado pelos rios).

Evorsão: movimento turbilhonar gerando marmitas de gigante; (seixos redondos)

Cavitação: velocidade elevada da água gerando aumento de pressão sobre as paredes do canal facilitando a fragmentação das rochas.

Cargas de transporte de um rio:

Solução: varia com o clima, pedologia, vegetação

e deposita quando ocorre a saturação; Suspensão: silte e argila (diâmetro de argila 0,

002 mm, silte 0, 002 à 0,05 mm areia 0,05 à 1 mm areia > 1 mm seixos e cascalhos.

Carga de fundo: areia e cascalhos e movimentam-se por saltação, rolamento ou arrastamento.

A capacidade de carga da corrente de um rio é o

transporte de detritos em suspensão e carga de fundo; (equivale a velocidade elevada a terceira ou a quarta potência no Brasil predomina o transporte da carga em suspensão)

Depósitos de carga sedimentar de um rio:

Deltas: perde a capacidade de transporte

devido a diminuição da declividade; (formando diques marginais ao lado dos canais, pelas enchentes transborda e relacionados com a sedimentação primeiro o material mais grosseiro e depois e o mais fino mais adiante)

Cones de dejeção ou leque aluvial: deposito em canais efêmeros em terrenos de alta declividade;

Divisões da hidrologia: Distribuição das águas na Terra:

A maior parte da água está nos oceanos;

A Terra (ainda) é o único planeta do sistema solar que possui água superficial em quantidade suficiente para formar oceanos e mares;

O único outro grande reservatório está nas calotas e geleiras polares;

Os outros constituem uma porção muito pequena da reserva total de água.

Os Rios Um rio é um canal de escoamento de agua mais ou menos caudaloso que eventualmente deságua no oceano, lago ou em outro rio. (toponímia de riacho, arroio, ribeira, ribeirão).

Os fluxos de água temporários dos rios podem ser classificados como efêmeros, intermitentes e perenes.

Precipitação + escoamento + evapotranspiração

(1/8 escoa diretamente e 7/8 se infiltra)

O regime fluvial é a variação do nível das águas fluviais no decorrer do ano;

O regime dos rios significa o estudo do ritmo sazonal apresentado pelos débitos dos diversos regimes fluviais;

Cheia = altas água Vazante = baixas águas

O regime dos rios

Os regimes pluviais estáveis: estendem-se por toda a zona tropical e subtropical úmida. Distingue-se:

- O regime tropical clássico ou simples: com cheias de verão, estação chuvosa e vazantes de inverno;

- O regime pluvial tropical com dois máximos: corresponde aos cursos de água que drenam as bacias a zona intertropical úmida ou (equatorial), com dois máximos;

O regime dos rios

Os rios podem possuir regimes hídricos efluentes quando recebem água do subsolo, e influentes quando perdem água para o subsolo.

Fluxo do rio

Classificação dos rios em relação a inclinação das

camadas geológicas.

consequentes, subsequentes, obsequentes, resequentes e

insequentes.

Classificação dos rios

Arranjo Espacial e Tipos de Canais Fluviais

Meandrante; colo esporão separa os braços com tendência de estrangular o banco de solapamento de erosão na parte côncava ou de maior velocidade.

Anastomosado; volta ao mesmo canal devido a diminuição da declividade

Reticulado; cones de dejeção ou leque aluvial importante para as populações se estabelecerem em poços de água

Ramificado; forma-se uma bifurcação como o rio Araguaia na ilha do bananal

Reto devido a estrutura geologia não ultrapassa 10 vezes que o comprimento da largura.

Fluxo do rio

O fluxo de um rio pode ser laminar, turbulento corrente e turbulento encachoeirado.

A determinação para se verificar se o fluxo é corrente ou encachoreirado é dado pelo Número de Froude.

F= V/((g*D)1/2)

Número de Froude

V= velocidade média g= gravidade D= profundidade da água F>1 = encachoeirado F<1 = corrente

Velocidade: é maior logo abaixo do centro da superfície, e menor próximo ao fundo e paredes laterais.

Fluxo do rio

Tipos de Leitos Fluviais (Planícies de Inundação e Várzeas)

Evolução Vital de um Rio

Juventude; (aprofundamento, garganta ou cânion, não navegável com cascatas, correntezas e cachoeiras)

Maturação; (predomina o transporte do material rochoso dos afluentes e das vertentes) alargamento pela erosão lateral.

Senilidade; (planície de inundação é 5 vezes mais larga que o diâmetro do meandro, perde-se a capacidade de transporte)

Geometria Hidráulica. Estuda as relações de débito, forma do

canal, carga de sedimentos, declividade e velocidade a partir de algumas mensurações

Morfologia dos Canais e Fluxo

Atividades de Tranporte

O trabalho dos rios consiste em erosão, transporte e deposição dos sedimentos.

Processos de erosão: corrosão: química;

corrasão: desgaste pelo atrito mecânico das partículas carregadas pela água;

evorsão; movimento turbilhonar gerando marmitas de gigante;

cavitação: velocidade elevada da água gerando aumento de pressão sobre as paredes do canal facilitando a fragmentação das rochas.

Cargas de transporte de um rio

Solução: varia com o clima, pedologia, vegetação e deposita quando ocorre a saturação;

Suspensão: silte e argila

Carga de fundo: areia e cascalhos com movimentos de saltação, rolamento ou arrasto;

A capacidade de carga da corrente de um rio é o transporte de detritos em suspensão e carga de fundo.

Competência;

Cargas de transporte de um rio

Depósitos de carga sedimentar de um rio

Deltas: perde a capacidade de transporte devido a diminuição da declividade;

Cones de dejeção ou leque aluvial: depósito em canais efêmeros em terrenos de alta declividade;

Tipos de leitos Fluviais

Tipos de Canais Fluviais conforme o Arranjo Espacial

Meandrante;

Anastomosado;

Reticulado;

Ramificado;

Reto

Evolução da vida de um rio

Juventude;

Maturidade;

Senelenidade.

Bacias hidrográficas.

Uma bacia hidrográfica é a área drenada por um rio ou uma rede de drenagem.

Classificação de Bacias Hidrográficas.

Exorréica: quando o escoamento das águas se faz de modo contínuo até o mar ou oceano, isto é, as bacias desembocam diretamente no nível marinho;

Endorréicas: quando as drenagens são internas e não possuem escoamento até o mar, desembocando em lagos ou dissipando-se nas areias do deserto, ou perdendo-se nas depressões cársticas;

Arréicas: quando não há nenhuma estruturação em bacias hidrográficas, como nas áreas desérticas onde a precipitação é negligenciável e a atividade de formação de dunas é intensa obscurecendo as linhas e os padrões de drenagem;

Criptorréicas: quando as bacias são subterrâneas, como nas áreas cársicas. A drenagem subterrânea acaba por surgir em fontes ou integrar-se em rios superficiais.” (Christofoletti, 1980)

Classificação de Bacias Hidrográficas.

A análise geométrica das formas de relevo e da drenagem fluvial: morfometria e topologia de bacias fluviais.

Morfometria Fluvial

Rede fluvial ou rede de canais: é o padrão que inter-relaciona o drenagem formado por um conjunto de rios em determinada área, a partir de qualquer número de fontes até a desembocadura da referida rede;

Fonte ou nascente de um rio: é o lugar onde o canal se inicia (nos mapas é representado pelo começo da linha azul), e desembocadura é o ponto final, a jusante, de toda a rede;

Morfometria Fluvial

Confluência ou junção: é onde dois canais se encontram. Na análise morfométrica e topológica não são permitidas junções tríplices;

Segmento fluvial: é o trecho do rio ou canal ao longo do qual a ordem (Strahler ) que lhe é associada permanece constante;

Morfometria Fluvial

Ligações são trechos de/ou segmentos de canais que não recebem afluentes, estendendo-se entre uma fonte e a primeira confluência, a jusante, entre duas junções consecutivas, ou entre a desembocadura e a primeira confluência a montante. As ligações que se estendem de uma nascente até a primeira confluência são denominados de ligações exteriores, enquanto os demais são denominados de ligações interiores.

O numero de ligações exteriores será igual ao número de nascentes, ou de segmentos de primeira ordem. O numero de ligações interiores será igual ao número de nascentes (n) menos um (n-1), e o total dos ligações em determinada rede é igual a 2n-1.

Morfometria Fluvial

O processo de se estabelecer a classificação de determinado curso de água (ou da área drenada que lhe pertence) no conjunto total da bacia hidrográfica na qual se encontra,

Determinação da hierarquia por Horton (Robert 1945 ) e Strahler (1952)

Hierarquia Fluvial

Análise da rede hidrográfica.

A relação de bifurcação proposto por Horton (1945) consiste do número total de segmentos de uma certa ordem ao número total dos de ordem imediatamente superior.

Rb = Nu/Nu+1

Rb= relação de bifurcação; Nm= numero de segmentos de determinada ordem; Nm+1= número de segmentos da ordem imediatamente

superior.

Ordem do Rio (m) Segmentos do Rio (Nm)

Relação da Bifurcação, Rb

1 139 3,02

2 36 4,18

3 11 3,66

4 3 3,00

5 1

Análise da rede hidrográfica. A relação de bifurcação tende a se manter constante

se em uma região o clima a litologia e estado de desenvolvimento uniforme forem também constante. Os valores desta relação oscilam entre 3 e 5 e, são características dos sistemas fluviais.

Análise da rede hidrográfica.

Ordem do Segmento, u

me

ro d

e S

egm

en

tos,

N

O número de segmentos de ordem sucessivamente inferiores de uma bacia tende a formar uma progressão geométrica, que começa com o único segmento de ordem mais elevada e cresce segundo uma relação constante de bifurcação. (Horton 1945)

Lei do número de canais

Podemos expressar matematicamente através da seguinte fórmula:

Nu = Rb(k-u)

k = ordem do canal principal

O número total de segmentos de canal de uma bacia inteira pode ser expressa como:

SNu = Rbk-1/Rb-1

SNu é a soma dos segmentos de cada ordem.

Lei do número de canais

Análise Alométrica das

Bacias Fluviais Relação do comprimento dos canais: A definição de

relação do comprimento dos canais que se assemelha com a relação de bifurcação

RL = Lm/Lm-1

onde: RL = Relação de comprimento

Lm = SLm/Nm

SLm= é a soma dos comprimentos de todos os segmentos do canal de ordem m

“Em uma bacia determinada, os comprimentos médios (acumulativos) dos canais de cada ordem ordenam-se segundo uma série geométrica direta, cujo primeiro termo é o comprimento médio dos canais de primeira ordem, e a razão é a relação entre os comprimentos” (Horton)

A relação entre o índice do comprimento

médio e o índice de bifurcação: quando esta relação se modifica relaciona-se à fatores hidrológicos, morfológicos e geológicos ou climáticos que se alteraram.

Regra do Comprimento dos Canais

A regra de Horton relacionado ao comprimento dos canais se expressa matematicamente com a seguinte equação

Lu=L1*RL

(m-1)

Onde: L1= é o comprimento médio dos segmentos

de primeira ordem

Regra do Comprimento dos Canais

O comprimento do rio principal pode ser estabelecido por vários critérios:

O critério de Horton, pois o canal de ordem mais elevada corresponde ao rio principal;

Em cada bifurcação, a partir da desembocadura, optando pela ligação de maior magnitude;

Em cada confluência, a partir da desembocadura, seguir o canal fluvial montante situado em posição altimétrica mais baixa, no conjunto da bacia;

O curso de água mais longo, da desembocadura da bacia até determinada nascente, medido como a soma dos comprimentos dos seus ligamentos.

Relação de áreas das bacias de ordem sucessivas:

Ra = Am/Am-1

Au = área média das bacias de ordem m

A regra de Horton para o comprimento dos canais pode

converter-se em uma regra de área das bacias trocando algumas palavras:

Em uma bacia hidrográfica determinada, a área média

das bacias de drenagem dos canais de cada ordem ordena-se aproximadamente segundo uma série geométrica direta, na qual o primeiro termo é a área média das bacias de primeira ordem

Por analogia com a regra do comprimento dos canais, a regra da área das bacias pode ser expressada como:

Au = A1 * R L(u-1)

A1 = área média das bacias de primeira ordem.

Deve-se lembrar que a propriedade altimétrica também é válida para a declividade média dos canais

Relação entre a área média da bacia e o comprimento médio do rio ( acumulativo):

Relação de áreas das bacias de ordem sucessivas:

Análise Areal das Bacias Hidrográficas:

Área: Toda a área drenada pelo conjunto do sistema fluvial, projetada em plano horizontal

Comprimento: podem ser definidos como

Distância medida em linha reta entre a foz e determinado ponto do perímetro eu assinala eqüidistância no comprimento do perímetro entre a foz e ele. O ponto mencionado representa, então, a metade da distância correspondente ao comprimento total do perímetro;

Maior distância medida em linha reta, entre a foz e determinado ponto ou o ponto mais alto situado ao longo do perímetro;

Densidade dos cursos de água: é o numero de cursos de água por Km2

D= N/A D= densidade dos cursos d’água N= número total de cursos ou canais de água (Horton) A= área da bacia considerada

Densidade de drenagem: correlaciona o comprimento

total dos canis de escoamento com a área da bacia hidrográfica

Dd=L/A Dd= densidade de drenagem L = comprimento total dos canais A= área da bacia

Análise Areal das Bacias Hidrográficas:

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