amor e auto amor

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2014.01.03

Author: ponte-de-luz-asec

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Spiritual


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  • Os sentimentos so conquistas nobres do processo da evoluo do ser.

    Desenvolvendo-se dos instintos, libertam-se dos atavismos fisiolgicos automatistas para se transformarem em emoes que alcanam a beleza, a estesia (sensibilidade), a essncia das coisas e da vida, quando superiores,

    ou as expresses remanescentes do perodo primrio como a clera, o cime, as paixes perturbadoras.

  • Na fase inicial do desenvolvimento, o ser

    possui as sensaes em predomnio no

    comportamento, que o vinculam ao

    primitivismo, exteriorizando-se na forma de

    dor e prazer, de satisfao e de desgosto...

    As manifestaes psicolgicas somente a

    pouco a pouco se expressam, rompendo a

    cadeia das necessidades fsicas para se

    apresentarem como emoes.

  • Nesse processo, o ser prisioneiro dos desejos imediatos e grosseiros da sobrevivncia, com insight de percepo da harmonia, do equilbrio, das alegrias que no decorrem do estmago ou do sexo.

    O largo trnsito pelos impulsos do instinto deixa condicionamentosque devem ser reprogramados, a fim de que as emoes superem as cargas dos desejos e do utilitarismo ancestrais.

    O primeiro, e certamente o mais importante, sentimento a romper o presdio dos instintos, o amor.

    De comeo, mediante a vinculao atvica com os genitores, os familiares, o grupo social que o protege, as pessoas que lhe propiciam o atendimento das necessidades fisiolgicas.

  • Logo depois, embora o desenvolvimento se faa inevitvel, apresenta-se egostico, retributivo, ainda vinculado aos interesses em jogo.

    Somente quando canalizado pela mente e pelo conhecimento, agiganta-se, constituindo-se objetivo do mecanismo existencial, capaz de se libertar dos efeitos rigorosos dos instintos.

    Face prpria historiografia, externa-se como desejo de posse, na ambio pessoal para a eleio do parceiro sexual, fraternal, amigo.

  • Em razo disso, confunde-se, ainda hoje, o amor com os jogos do sexo, em tormentosos conbios, nos quais sobressaem as sensaes que os entorpecem e exaurem com facilidade.

    O amor o alicerce mais vigoroso para a construo de uma personalidade sadia,

    por ser gerador de um comportamento equilibrado,

    por propiciar a satisfao esttica das aspiraes

    e porque emula (rivaliza) ao desenvolvimento das faculdades de engrandecimento espiritual que dormem nos tecidos subtis do eu profundo.

  • Se desperta paixes subalternas como o cime,

    o azedume,

    a inveja,

    a ira,

    a insegurana que fomenta o medo,

    ainda se encontra no primarismo dos instintos em prevalncia,

    Somente quando capaz de embelezar a existncia,proporcionando vida psquica e emocional enriquecedora, que se faz legtimo, com os recursos que o libertam do ego

  • Predominando na fase de transio - do instinto para o sentimento - o ego o ditador que comanda as aspiraes, que se convertem em conflitos, por direcionamento inadequado das foras ntimas.

    Sendo um dnamo gerador de energia criativa e reparadora, o amor-desejo pode tornar-se, pela potencialidade que possui, instrumento srdido de escravido,

    de transtornos emocionais,

    de compromissos perturbadores.

    A necessidade de control-lo, educando as emoes, o passo decisivo para alcanar-lhe a meta felicitadora.

  • Toda vez que gera tormento de qualquer natureza, insatisfao e posse, prejudica aquele que o experimenta.

    Para libertar-se dessa constrio faz-se imprescindvel racionaliz-lo, descondicionando o subconsciente, retirando os estratos nele armazenados e substituindo-os por ideias otimistas, aspiraes ticas.

    Como?

  • Gerar pensamentos de autoconfiana e grav-los pela repetio;

    estabelecer programas de engrandecimento moral e fix-los;

    corrigir os hbitos viciosos de utilizar as pessoas como coisas, tendo-as como descartveis;

    valorizar a experincia e vivenciar,

    evitando a autocompaixo, a subestima pessoal,

    que escondem um mecanismo de inveja em referncia s pessoas felizes,

    constituem tcnicas valiosas para chegar ao patamar das emoes gratificantes.

  • O amor o grande bem a conquistar, em cujo empenho todos devem aplicar os mais valiosos recursos e esforos.

    No obstante, a larga transio no instinto pode transform-lo em adversrio, pelos prejuzos que se originam quando se apresenta em desorganizada manifestao.

    Possuidor de uma pluralidade de interesses, expande-se em relao Natureza,

    ao prximo,

    a si mesmo

    e ao Poder Criador, abrangendo o Cosmo...

  • Quando alcana a plenitude,

    irradia-se em forma co-criadora, em

    intercmbio com as energias divinas que

    mantm o equilbrio universal:

    o sentimento de amor cresce e subtiliza-se de

    tal forma que o Esprito identifica-se

    plenamente com a Vida, fruindo; fruindo a

    paz e a integrao nela.

  • A REVELEO ESPIRITUAL CONTA COM TRS ETAPAS MOISS

    JESUS

    ESPIRITO DA VERDADE (CONSOLADOR)

    A PRIMEIRA REVELAO ASSENTA NUM PRESSUPOSTO LEI DE TALIO (OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE)

    JESUS- A LEI DO AMOR

  • o Evangelho de Jesus sofreu, atravs dos tempos, adulteraes e interpolaes

    a herana que dEle possumos caracterizada pelas interferncias maldosas e desonestas dos tradutores, telogos e demais pessoas interessadas na manuteno da ignorncia, para melhor dominar as mentes incultas e desconhecedoras dos Seus postulados de amor.

    restam-nos os contedos soberanos que no puderam ser alterados e vm atravessando os milnios como verdadeiro desafio para a humanidade

  • as Suas lies morais independem das formulaes em que se apresentam, valendo pelo sentido profundo e revolucionrio de que se revestem.

    No h como adulterar-se o ensinamento - Amar a Deus acima de todas as coisas e ao prximo como a si mesmo

    ou fazer ao prximo tudo aquilo que desejaria lhe fosse feito.

    Essas duas mximas encerram toda uma filosofia tico-moral de reflexos espirituais inamovveis

  • No amor, fonte inesgotvel para todas as necessidades, a criatura

    dessedenta-se,

    reabastece-se de esperana e alegria,

    a fim de continuar a spera caminhada de aperfeioamento moral, enfrentando vicissitudes e confrontos, interiormente em paz.

    Nessa trilogia proposta,

    amar a Deus,

    ao prximo,

    porm, de forma anloga quele que se devota a si mesmo, encontramos o convite sem disfarces para o auto-amor como formulao teraputica para a felicidade

  • Atravs desse valioso recurso que se reveste de auto-estima e autovalorizao,

    sem as nefastas expresses do egosmo, da vaidade, da presuno,

    est embutido o convite ao melhoramento interior, ao enriquecimento espiritual, luta contra as paixes inferiores,

    de forma que se torne sempre mais bem equipado de tesouros morais para a superao dos conflitos e das perturbaes inerentes aos condicionamentos perversos

  • Envolvido pelo sentimento de amor a si mesmo, o indivduo encontra-se investido de meios que o levam a amar ao seu prximo,

    sendo menos exigente para com as suas deficincias por identific-las em si mesmo,

    sabendo quanto difcil essa batalha sem trguas, assim compreendendo-lhe as torpezas e auxiliando-o a tornar-se mais fraterno e gentil

    Graas a esse labor, passa a amar a Deus, nele

    prprio e no seu irmo de jornada.

  • O Mestre acentuou com sabedoria que se algum no ama aquilo que v, como poder amar ao Pai a Quem nunca viu?

    Nos relacionamentos objetivos e emocionais entre duas ou mais pessoas

    que se estimam ou se amam, tolerando-se e ajudando-se, apesar das

    diferenas existentes, muito mais fcil se torna a dilatao do

    sentimento que se dirige a Deus, o Magnnimo Pai.

  • Ao exegeta torna-se indispensvel saber

    o texto,

    a circunstncia

    e o lugar onde foi enunciado,

    a fim de o examinar sob vrios pontos de vista, desde a etimologia de cada palavra at o conjunto geral.

    Certamente ningum h-de esperar que aqueles que ouviram as sublimes palavras do Mestre as hajam memorizado com rigor, de forma a retransmiti-las exatamente conforme foram enunciadas.

  • Mas o fenmeno geral,

    havendo acontecido com os grandes pensadores

    cujas ideias e ensinamentos foram apresentados no necessariamente conforme expressos,

    mas de acordo com o entendimento de cada qual, sem que houvessem perdido o seu significado profundo e a sua caracterstica portadora da qualidade de quem assim os ofereceu aos discpulos, adversrios ou apenas ouvintes...

  • No se pode negar, no entanto, que os bigrafos de Jesus,

    Seus discpulos Mateus e Joo,

    assim como aqueles que ouviram as testemunhas dos Seus feitos,

    Marcos e Lucas,

    estiveram inspirados por Ele mesmo, a fim de que as geraes do futuro recebessem o sustento nutriente para os momentos severos da jornada evolutiva.

  • Da mesma forma, os tradutores dos textos, quais S. Jernimo com a Vulgata Latina

    e outros que o sucederam e a aprimoraram, ou a modificaram, adaptando-a

    aos interesses de castas,

    de imperadores presunosos

    e telogos ftuos,

    certamente estiveram tambm sob direcionamento da Espiritualidade, evitando que as mutilaes se tornassem to graves que exclussem o Sentido libertador da revoluo moral que Ele trouxe Terra.

  • Assim, importa mergulhar a mente e a emoo

    nos enunciados insubstituveis do Sermo da Montanha,

    das parbolas ricas de significado e de sentido de vida,

    dos dilogos e pregaes,

    de forma que sempre estar rutilante como prola engastada na coroa dos Seus ensinamentos o amor que felicita e pode conduzir a humanidade ao seu fanal.

  • Ademais, se todos os ensinos verbais empalidecessem ante os revestimentos grosseiros que os cobririam,

    os Seus atos, a Sua dedicao, a Sua vida e a Sua morte seriam suficientes para apresentar a mais segura

    diretriz de paz e espiritualizao de que se tem notcia.

  • A extraordinria mensagem do amor a mais poderosa de que se tem conhecimento. Vence o dio,

    o desespero,

    a angstia,

    a guerra,

    a servido,

    encorajando o ser a avanar cada vez mais no grande rumo para o encontro com a plenitude.

    Foi o amor que levou mais de um milho de homens, mulheres, crianas e idosos ao martrio em clima de entusiasmo

  • To prodigiosa a sua fora, que o temor desaparecia ante as injunes mais

    cruis e desumanas. Cantando, quase sempre, aqueles que seguiam

    ao holocausto fortaleciam-se na compaixo para com os seus algozes impenitentes,

    perdoando-os

    mesmo antes de lhes sofrerem a raivosa perseguio.

    O amor de inspirao divina porque Procedente de Deus.

  • Temos compromisso com o amor desde o momento em que abramos a doutrina de Jesus, pouco importando sob qual denominao se nos apresente.

    O amor o veculo de sustentao da caridade, sem cujo combustvel no poderia exercer o seu ministrio Socorrista.

    O amor luz que esparze claridade onde se

    apresenta.

  • Ama, portanto, sempre que te seja possvel, cultivando a piedade fraternal em relao queles que se comprazem em ser-te inamistosos ou mesmo adversrios. Eles ainda no conhecem a alegria de amar, e por isso obstinam-se em criar embaraos queles que esto fascinados pela fora irresistvel do amor.

    Um dia, tambm eles, os teus inimigos, cedero a esses impulsos sublimes que resultam do amor.

  • Nascente de Bnos

    Autodescobrimento uma busca interior

    Joanna de Angelis

    Divaldo Pereira Franco