Alfred Nobel: o filantropo que criou o Prémio Nobel Nobel... · o Prémio Nobel da Literatura, mais…

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<ul><li><p>15Correio dos Aores, 4 de Junho de 2015 ensino/regional</p><p>Todos ns gostamos de receber um elogio, um louvor ou uma palavra de apreo sobre o trabalho que fizemos. E se, alm disso, recebermos uma gra-tificao e ficarmos a ser conhecidos pelo que somos e desenvolvemos, tanto melhor. No creio que haja algum mal nisso. Pessoalmente, fico contente quando um aluno me diz que aprendeu comigo e que gostou das minhas aulas. No ambio, egosmo nem to pouco presuno. Vejo isso, como um desafio que foi superado e uma inspirao a nvel pessoal e profissional.</p><p> No mundo h descobertas fantsticas que mudam e revolucionam o percurso da histria da humanidade. As mentes brilhantes, os gnios, os sobredotados e os simples homens comuns responsveis por tamanhos feitos deixam notveis registos gravados ao longo dos tempos e para a eternidade. So nomes que merecem ser recordados na gerao contempornea e nas vindouras. </p><p>O Prmio Nobel um conjunto de seis prmios internacionais atribudos anualmente nas seguintes categorias: Fsica, Qumica, Literatura, Economia, Paz e Psicologia e Medicina. considerado o prmio mais prestigioso. Foi concedido pela primeira vez em 1901. O Prmio da Paz entregue em Oslo, na No-ruega, enquanto os outros em Estocolmo, na Sucia. Os galardoados recebem uma medalha de ouro, um diploma, 8 milhes de coroas suecas (aproximada-mente 850 mil euros) e as luzes dos holofotes da euforia e contemplao mundiais. Um nico prmio no pode ser partilhado por mais de trs pessoas e no atribudo postumamente. </p><p>Desde o incio, o Prmio Nobel foi atribudo a cerca de 870 pessoas e instituies, dos quais 5% eram mulheres. S dois portugueses foram agraciados com este prmio: o neurologista Egas Moniz (18741955) que recebeu o Prmio Nobel da Medicina em 1949 e o escritor Jos Saramago (19222010) que recebeu o Prmio Nobel da Literatura, mais recentemente, em 1998.</p><p>Mas porqu o nome Prmio Nobel e porque </p><p>razo a Matemtica est excluda da lista das catego-rias acima referidas?</p><p>O nome do prmio devido a Alfred Bernhard Nobel, um qumico e inventor sueco. Alfred nasceu em 21 de outubro de 1833 em Estocolmo. Era filho de Immanuel Nobel, um engenheiro civil e inventor, e de Andrietta Ahlsell, nascida no seio de uma famlia sueca abastada. Viviam em Estocolmo at a empresa de Immanuel falir. Nessa altura, Andrietta e os filhos foram para a Finlndia, enquanto Immanuel tentava construir um negcio em So Petersburgo, na Rssia. Andrietta abriu uma mercearia com o intuito de ga-nhar algum dinheiro e quando o marido alcanou o sucesso numa oficina de equipamento para o exrcito russo, ela e os filhos mudaram-se para So Peters-burgo. Foi a que Alfred e os irmos estudaram. O interesse pela Literatura e pela Qumica sobressaram rapidamente em Alfred. Ao aperceber-se disso, o pai mandou-o para o estrangeiro para que Alfred ganhasse experincia no campo da Engenharia Qumica. Nesta sua epopeia passou por Frana, Alemanha e Estados Unidos. Foi em Paris, a cidade Luz, que conheceu Ascanio Sobrero (18121888), um jovem qumico ita-liano que tinha inventado a nitroglicerina, inicialmente chamada piroglicerina. Numa das suas experincias, Ascanio ficou gravemente ferido no rosto, pelo que considerou a nitroglicerina um explosivo perigoso e difcil de controlar. Esta inveno de Ascanio, devido ao seu potencial na Engenharia Civil, deixou Alfred deslumbrado. </p><p>Em 1852 Alfred foi trabalhar para a empresa do pai, juntamente com os seus irmos. Realizou uma srie de experincias com o objetivo de promover o uso seguro e a venda da nitroglicerina. Infelizmente no conseguiu, pelo que regressou Sucia em 1863. Desta vez, a finalidade consistia em desenvolver a nitroglicerina como explosivo. Aps a morte do irmo Emil, numa das suas exploses experimentais, refugiou-se numa zona isolada. Foi assim que deci-diu tornar a nitroglicerina num produto utilizvel, juntando-lhe compostos que a tornaram numa pasta moldvel, a dinamite. Esta descoberta teve um grande impacto nos trabalhos de grandes construes, tais como, tneis e canais. O negcio da comercializao de dinamite intensificou-se.</p><p>Atendendo sua importncia, a dinamite foi difundida muito rapidamente pelo mundo. Alfred passava muito tempo nos seus laboratrios e das suas invenes tambm consta a borracha sinttica. A intensidade do trabalho que pautou toda a sua vida no lhe permitiu ter muito tempo para investir na sua vida pessoal. Tinha uma amiga, Bertha Kinsky, que tanto quanto se sabe, transmitiu a Alfred os seus ideais pacifistas. Esta transmisso teve em Albert um papel decisivo e contribuiu para a criao de uma fundao com o seu nome, cuja mxima seria promover o bem-</p><p>estar da Humanidade. Morreu devido a uma hemorragia cerebral a 10 </p><p>de dezembro de 1896 em San Remo, na Itlia. No seu testamento, redigido em 1895, Alfred deixou rigo-rosas indicaes para a criao de uma fundao que premiasse anualmente as pessoas que mais tivessem contribudo para o desenvolvimento da Humanidade. Nesse mesmo documento, estabelecia ainda que a na-cionalidade das pessoas premiadas no seria obstculo atribuio do prmio. </p><p>Em 1900 foi criada a Fundao Nobel, a qual atribua um total de cinco prmios nas reas de: Qumica, Fsica, Medicina, Literatura e Paz Mundial. Em 1969 foi acrescentado um novo prmio na rea de Economia, o Prmio de Cincias Econmicas em memria de Alfred Nobel e financiado pelo Banco da Sucia.</p><p>E porque razo no existe o Prmio Nobel da Ma-temtica? Ser esta, porventura, uma cincia menos nobre que as laureadas? A razo desta incompreendi-da e inconformada excluso tem sido ferverosamente especulada e espalhada. A mais frequente, infundada e divertida, mas que desperta grande alarido por Alfred Nobel no ter atribudo um prmio Matemtica tem a ver com um rabo-de-saia. Em tom de enredo e segundo fontes no oficiais, Alfred ter-se- decla-rado a uma mulher e pretendia que esta fosse a sua esposa (ou, eventualmente, sua amante). Ela t-lo-ia recusado em detrimento de um matemtico famoso (ou t-lo-ia trado com este). O grande responsvel apontado como culpado geralmente o matemtico sueco Magnus Gosta Mittag-Leffler (18461927). Esta a verso romntica e divulgada. Contudo, no h qualquer fundamento histrico a comprovar. Facto que Alfred nunca casou. Facto que Mittag-Leffler seria um candidato pouco provvel a receber o Prmio Nobel de Matemtica (se existisse), uma vez que nessa poca, Henri Poincar (18541912) e David Hilbert (18621943) seriam os mais indicados. Talvez a verdade seja apenas e to s o facto de Nobel no ter dado naquela altura muita importncia Matemtica enquanto uma cincia verdadeiramente prtica da qual a Humanidade pudesse tirar algum benefcio.</p><p>A leviandade e imaginao continuam e para no ficarem fora da invejvel festa dos Grandes Prmios, a comunidade matemtica decidiu ripostar. Deste modo foram criados prmios com igual prestgio ao Prmio Nobel para os matemticos: a Medalha Fields (em 1936) e o Prmio Abel (em 2002). Mas quem esteve na origem destes prmios? Em que consistem? Quais as diferenas? Quem j os recebeu? Quantas mulheres j conseguiram a proeza da nomeao? Caro leitor, se despertei a sua curiosidade e inquietei o seu esprito no desespere pela resposta: ela seguir dentro em breve, no meu prximo artigo... At l seja generoso com a vida e com os que o rodeiam!</p><p>Alfred Nobel: o filantropo que criou o Prmio Nobel e ignorou a Matemtica</p><p>Aores levam msica Feira do Livro de Lisboa</p><p>O grupo aoriano Msica Nostra actua Sbado, 6 de Junho, na 85. Feira do Livro de Lisboa, no mbito da programao cultural promovida pelo Governo dos Aores neste evento que decorre at 14 de Junho. </p><p>Este grupo, constitudo por Ana Medeiros (violo e voz), Rafael Carvalho e Ricardo Melo (viola da terra), vai actuar, a convite da Direco Regional da Cultura (DRC), na Praa Laranja, no Parque Eduardo VII, a par-tir das 21h30. O programa do concerto inclui temas da msica popular dos Aores, como o Pezinho Velho, de S. Miguel, ou Saudade, do Pico, para alm de composies de autores aorianos contemporneos, como Cano do Medo de Jos Medeiros, ou Poema Destina-do a Haver Domingo, com texto de Natlia Correia e msica de Anbal Raposo.</p><p>A participao dos Aores na Feira do Li-vro de Lisboa, que visa a promoo e a divul-gao dos autores aorianos e das diferentes vertentes culturais da Regio, estende-se por trs stands, nos quais esto disponveis cerca de 650 ttulos de um vasto leque de editores aorianos.</p><p>PCP Aores quer mais crianas a comer peixe nas cantinas escolares </p><p>Como anunciado no comunicado da Di-reco Regional do PCP, a Representao Parlamentar do PCP Aores apresentou um projecto de Decreto Legislativo Regional para incentivar o consumo de peixe dos Aores nas cantinas escolares da Regio.</p><p>Para o PCP as cantinas escolares desem-penham um papel essencial na formao dos hbitos alimentares das futuras geraes e, assim, devem fornecer refeies saudveis e equilibradas e incentivar o consumo dos pro-dutos locais, nomeadamente o de peixe fresco ou transformado localmente.</p><p>Mas, trata-se tambm de contribuir para o escoamento local do pescado aoria-no que, apesar de constituir um produto de elevadssima qualidade e valor nutricional, no pode competir em termos de preos com peixe congelado, importado e de qualidade inferior.</p><p>Assim o PCP prope um reforo de ver-bas para os fundos escolares para que estes te-nham possibilidade de optar por comprar pei-xe fresco ou transformado dos Aores, assim contribuindo para a sade das geraes mais jovens, bem como contribuindo para valorizar o pescado aoriano. </p><p>Por: Maria do Carmo MartinsProfessora do Departamento de Matemtica da Universidade dos Aoresmika@uac.pt</p></li></ul>