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  • AKAIAK - Luminria Urbana Ecoeficiente julho de 2013

    ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goinia - 5 Edio n 005 Vol.01/2013 julho/2013

    AKAIAK - Luminria Urbana Ecoeficiente

    Alex Marcos Bedin - alexbedin@hotmail.com

    Master em Arquitetura

    Instituto de Ps Graduao - IPOG

    Florianpolis, SC, 09 de agosto de 2012

    Resumo

    O objetivo deste estudo formatar uma proposta de luminria pblica autnoma, que atenda o

    nvel de iluminao necessrio para a via pblica de automveis e/ou pedestres, utilizando a

    gerao de energia renovvel como fonte, agregando um desenho integrado a paisagem, pensando

    a iluminao para as nossas cidades atuais a partir de produtos e idias inovadoras. Buscando um

    modelo luminria pblica mais eficiente, foram pesquisados diferentes modelos de postes de

    iluminao, lmpadas e alternativas para autonomia de energia, dados revelados no decorrer deste

    estudo mostram a capacidade de obter uma boa qualidade de iluminao com a utilizao de

    lmpadas de LED de alto brilho, mantidas por um sistema de produo de energia renovvel.

    Atravs da captao da energia solar, elica e energia cintica, esta ltima, produzida pela

    intensidade de fluxo dos automveis, os estudos mostraram resultados positivos, onde na atual

    posio de pases emergentes, como o Brasil, as iniciativas preocupadas com a economia de

    recursos, principalmente energia, conferem maior interesse a um desenvolvimento promissor, isto

    , a preocupao com alternativas de menor custo operacional e de manuteno, que ofeream

    vida til longa e baixo consumo de energia podem colaborar muito para a evoluo de uma

    populao e sua cidade.

    Palavras-chave: Luminria. Energia renovvel. Urbano.

    1. Introduo

    O grande crescimento das cidades, atualmente a causa de diversos problemas e contrastes

    nas diferentes camadas sociais. As desigualdades ficam evidentes ao comparar as cidades

    desenvolvidas das cidades com problemas urbanos resultantes da falta de planejamento, embora

    haja esforo pela parte do poder pblico, algumas aes paliativas tornam o processo repetitivo e

    acomodado. Servios e os equipamentos urbanos que atendem a necessidade de uma grande parcela

    da populao interferem diretamente na vida destas pessoas, por isso, a importncia de implantar

    solues criativas e eficientes, que resolvam os problemas da sociedade urbana atual. Desta forma,

    a iluminao pblica fica indispensvel para o desenvolvimento e convvio da populao, trazendo

    conforto visual, demarcado e diferenciando os trajetos, organizando o trnsito de pessoas e veculos,

    sendo indispensvel para a segurana e o convvio das pessoas, principalmente a noite.

    Na maioria dos modelos de postes de iluminao pblica no Brasil, salvo algumas excees,

    possuem alto custo de instalao e manuteno e consomem muita energia, no tem um partido ou

    forma integrada a paisagem e com parte de seus componentes eltricos e estruturais aparentes, e

    ainda esto deteriorados pelo vandalismo ou pela ao do tempo. Ao propor um modelo de poste

    para iluminao pblica, o estudo tem o objetivo principal de oferecer uma opo mais racional

  • AKAIAK - Luminria Urbana Ecoeficiente julho de 2013

    ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goinia - 5 Edio n 005 Vol.01/2013 julho/2013

    para a iluminao pblica, pensando a qualidade de iluminao e atendendo a demanda crescente

    urbana nos moldes atuais.

    1.1 Iluminao Pblica

    Os centros urbanos dependem cada vez mais de uma boa iluminao publica para garantir a

    qualidade dos espaos, contribuindo muito para que as pessoas possam desfrutar da cidade

    principalmente nos horrios noturnos, atua no controle da criminalidade, auxilia no trfego veicular

    e de pedestres, embeleza as reas urbanas, valoriza monumentos e as edificaes. Existe uma

    relao proporcional na qualidade destes espaos e o do uso do espao correspondente a proposta,

    por exemplo, uma praa pblica mal planejada, provavelmente ser reduto de marginais e

    atividades ilcitas, quando a proposta sugere a utilizao do espao para prticas esportivas de

    crianas, jovens e adultas. Outras situaes que ocorrem nos grandes centros urbanos podem ser

    citadas, como os assaltos a veculos em semforos mal sinalizados, o trfico de drogas em ruas e

    becos pouco iluminados, acidentes de trnsito que poderiam ser evitados se houvessem melhores

    condies de visibilidade local, salvando a vida de muitas pessoas. So situaes comumente

    compartilhadas em noticirios nacionais e que mostram o interesse que tratado algo muito

    importante para a qualidade de vida da populao.

    Segundo dados da Eletrobras, companhia brasileira de energia, a iluminao pblica no Brasil

    corresponde a aproximadamente 4,5% da demanda nacional e a 3,4% do consumo total de energia

    eltrica do pas, sendo equivalente a uma demanda crescente de 2,2 GW e a um consumo de 10,3

    bilhes de kWh/ano. Atualmente h aproximadamente 15,0 milhes de pontos de iluminao

    pblica instalados,segundo o ltimo levantamento cadastral realizado pelo

    PROCEL/ELETROBRAS junto s distribuidoras de energia eltrica em 2008, distribudos da

    seguinte forma:

    Figura 1: grfico demonstrativo da porcentagem de pontos de iluminao para cada regio do pas.

    Fonte: site da Eletrobrs (www.eletrobras.com.br)

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasilhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Demandahttp://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=PROCEL&action=edit&redlink=1http://www.eletrobras.com.br/

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    ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goinia - 5 Edio n 005 Vol.01/2013 julho/2013

    Algumas cidades brasileiras, j possuem programas de implantao e manuteno da iluminao

    pblica, financiados por setores especficos da administrao pblica, o caso da cidade de So

    Paulo, em 2001 foi criada a Ilume (Departamento de Iluminao Pblica da Prefeitura de So

    Paulo), com o objetivo de estudar, planejar e fiscalizar a ampliao e remodelao da rede de

    iluminao pblica. Em mbito nacional, contamos com o Programa Nacional de Iluminao

    Pblica Eficiente, o Reluz, implantado no incio do ano 2000, durante o governo de Fernando

    Henrique Cardoso, que teve como principal objetivo substituir as antigas lmpadas incandescentes

    ou de vapor de mercrio por lmpadas de vapor de sdio, com a cor mais amarelada e mais

    econmica.

    Historicamente, tivemos um longo perodo dominado pelo uso das lmpadas incandescentes,

    algumas excees com lmpadas florescentes, partindo para lmpadas de vapor de mercrio

    (brancas). A partir dos anos 90, houve a introduo das lmpadas de sdio (amarelas), e

    recentemente as de vapor metlico (brancas), basicamente eram estes modelos oferecidos no

    mercado. Lmpadas com baixo fluxo luminoso ou depreciadas pela ao do tempo, devem ser

    substitudas, pois consomem a mesma energia de uma lmpada nova com reduzidos nveis de

    iluminao para os locais desejados, prejudicando o sistema e a segurana noturna dos cidados.

    Em relao aos tipos e quantidades de lmpadas instaladas no Brasil, temos a seguinte distribuio:

    Figura 2: relao do tipo de lmpada e sua eficincia

    Fonte: site da Pini Web (www.infraestruturaurbana.com.br)

    Pensando em longo prazo, podemos melhorar muito a relao de consumo de energia em funo da

    eficincia da iluminao para espaos pblicos, se agregarmos um desenho agradvel a uma forma

    de produo independente de energia, podemos pensar um sistema auto-suficiente que contribua

    para o progresso da cidade, dispensando uma srie de elementos e fatores que trazem despesas e

    desperdcios a administrao pblica.

    Observando a situao na cidade de Florianpolis, a capital do Estado de Santa Catarina, uma ilha

    ao sul do Brasil, fica evidente o potencial para aproveitamento dos recursos naturais possveis a

    gerao de energia renovvel, com a utilizao da energia solar e energia elica, podemos iluminar

    a avenida Beira Mar por exemplo, onde tambm dispe de praas, playground e ciclovia para os

    moradores. Ainda se pensarmos em seu relevo, a ilha possui outros vrios pontos passveis do

    aproveitamento da energia renovvel, como o alto dos morros e praias principalmente ao mar

    aberto, que apresenta uma constante direo e fora dos ventos, tambm podemos atuar com a

    produo de energia cintica, atravs da movimentao dos automveis que circulam nas ruas e

    espaos privados.

  • AKAIAK - Luminria Urbana Ecoeficiente julho de 2013

    ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goinia - 5 Edio n 005 Vol.01/2013 julho/2013

    1.2 Conceitos bsicos de iluminao

    Para esclarecer melhor a relao entre a eficincia e o consumo de energia, vamos apresentar a

    descrio das caractersticas tcnicas encontradas em cada lmpada disponvel, segundo Costa

    (2000).

    1.2.1 - Fluxo luminoso

    O fluxo luminoso definido como a quantidade de luz emitida por uma fonte, medida em lumens,

    na tenso nominal de funcionamento de uma fonte luminosa. O conceito de fluxo luminoso de

    grande importncia para os estudos de iluminao, uma grandeza fotomtrica derivada da

    intensidade luminosa, o fluxo luminoso est ligado a capacidade do homem de ver.

    1.2.2 - Intensidade luminosa

    A intensidade luminosa definida como a medida da percepo da potncia emitida por uma fonte

    luminosa em uma dada direo, sua unid