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  • AGENDA CRIST FRANCISCO CNDIDO XAVIER

    DITADO PELO ESPRITO ANDR LUIZ (6)

  • Srie Andr Luiz

    1 - Nosso Lar 2 - Os Mensageiros 3 - Missionrios da Luz 4 - Obreiros da Vida Eterna 5 - No Mundo Maior 6 Agenda Crist 7 - Libertao 8 - Entre a Terra e o Cu 9 - Nos Domnios da Mediunidade 10 - Ao e Reao 11 - Evoluo em Dois Mundos 12 - Mecanismos da Mediunidade 13 - Conduta Esprita 14 - Sexo e Destino 15 - Desobsesso 16 - E a Vida Continua...

  • NDICE

    Informando o leitor = Pgina 9 1 Imperativos cristos = Pgina 13 2 Princpios redentores = Pgina 15 3 Privilgios cristos = Pgina 19 4 Em favor de voc mesmo = Pgina 21 5 Medicamentos evanglicos = Pgina 25 6 Em seu benefcio = Pgina 27 7 Solicitao fraterna = Pgina 29 8 Irmos em perigo = Pgina 31 9 Nas conversaes = Pgina 35 10 Nos momentos graves = Pgina 39 11 Medicao preventiva = Pgina 43 12 Ajude sempre = Pgina 47 13 Realmente = Pgina 49 14 Enquanto = Pgina 53 15 Lucrar fazendo assim = Pgina 57 16 Algumas definies = Pgina 61 17 Em verdade = Pgina 63 18 Lembranas teis = Pgina 65 19 Questo de escolha = Pgina 69 20 Concluses naturais = Pgina 71 21 Semeadura = Pgina 73 22 Mais alm = Pgina 75 23 Realidades = Pgina 79 24 Aparncias = Pgina 81 25 Suba mais alto = Pgina 85 26 Se voc deseja = Pgina 87 27 Experincias difceis = Pgina 89 28 Efetivamente = Pgina 91 29 razovel pensar nisto = Pgina 93 30 Respostas pressa = Pgina 97 31 Revele-se = Pgina 101 32 Sinais = Pgina 103 33 Sem tais armas = Pgina 107 34 Previna-se = Pgina 109 35 Aprenda com a Natureza = Pgina 111 36 Em boa lgica = Pgina 115 37 Liberte sua alma = Pgina 117 38 No estrague o seu dia = Pgina 119 39 Com Jesus = Pgina 121 40 Pode acreditar = Pgina 125 41 Defenda-se = Pgina 129 42 Voc mesmo = Pgina 131 43 Problemas pessoais = Pgina 133 44 Ande acima = Pgina 137 45 Sempre chamados = Pgina 139

  • 46 Aproveite o ensejo = Pgina 143 47 Rogativas = Pgina 145 48 Consulte o bem = Pgina 147 49 Ajude a voc mesmo = Pgina 151 50 Concluses = Pgina 153

  • PGINA 9

    Informando o Leitor

    Legies de companheiros procuram diretrizes, preocupados em traar caminhos exteriores...

    Estimariam receber do plano espiritual sugestes diretas que os elevassem s culminncias da vitria fcil. Desejariam reajustar os negcios que lhes dizem respeito, modificar intempestivamente a atitude mental de pessoas queridas, penetrar o segredo das circunstncias improvisadas na aplicao do livre-arbtrio alheio, custa de pareceres dos irmos desencarnados, habitantes de outros crculos.

    Entretanto, individuo algum fugir experincia, cuja funo ensinar e melhorar sempre.

  • PGINA 10 Em face de semelhante realidade, qualquer orientao sem base na

    harmonia ntima no passar de simples jogo de palavras, no servio, muita vez louvvel e benfico, da contemporizao.

    O homem renovado para o bem a garantia substancial da felicidade humana. Eis por que, antes de tudo, imprescindvel o engrandecimento do ser, diante da vida e do Universo, invariavelmente tocados, nos menores ngulos, pelas maravilhas divinas.

    Como orientar acontecimentos, conduzir providncias, controlar manifestaes ou harmonizar elementos para determinados fins, sem equilbrio na fonte de efeitos, situaes e ocorrncias, sediada em ns mesmos?

    O indgena transportado a um palcio de cultura moderna, de modo algum, poder exigir que a Civilizao regresse taba para satisfazer-lhe a compreenso deficiente, cabendo-lhe, ao contrrio, o dever de educar-se a fim de entender o progresso do mundo.

    O astrnomo, chumbado ao solo do Planeta, no solicitar s estrelas o abandono da rota que as leis csmicas lhes assinalam no campo infinito, competindo-lhe a obrigao de aprimorar os aparelhos de ptica, de maneira a alcanar seus objetivos, ante a grandeza celeste.

    Seria infantilidade fustigar moscas sobre o toco infeccioso, a pretexto de sanar o mal. Determina a lgica a extino daquele.

  • PGINA 11 O homem, herdeiro do Cu, refletir sempre a Paternidade Divina, no

    nvel em que se encontra. Fujamos, assim, aos velhos propsitos de conseguir veludoso acesso

    aos benefcios baratos. Inegvel o imperativo da colaborao na jornada evolutiva. Em todos os departamentos do Universo, conheceremos benfeitores e

    beneficiados. A prpria hierarquia, para ser bem vivida, fundamentar-Se- em princpios de solidariedade.

    No entanto, se no lcito menosprezar o favor, no devemos viciar a proteo.

    compreensvel o socorro sistemtico plantinha tenra, como natural a escora destinada ao vegetal benfeitor sobrecarregado de trutas. Ns outros, porm, afeitos revelao da imortalidade, no somos detentores seno de conhecimentos puramente embrionrios e estamos longe da superproduo nos setores do bem. Somos Espritos humanos distanciados da inexperincia original, mas baldos de virtudes, sob a justa necessidade de iluminar a conscincia, aprimorar sentimentos e aperfeioar qualidades individuais, para que no estejamos recebendo, em vo, as bnos do Senhor.

    Este pequeno curso de Espiritualidade que Andr Luiz apresenta no presunoso ementrio de recomendaes rigoristas. mensagem amiga para companheiros que reclamam diretrizes das entidades espirituais, como se o verdadeiro trabalho salvacionista residisse fora deles mesmos. Ele apresenta a palavra

  • PGINA 12 do nosso plano de luta, onde aprendemos que o milagre da perfeio obra de esforo, conhecimento, disciplina, elevao, servio e aprimoramento no templo do prprio eu.

    No se trata, portanto, de manual pretensioso. Aqui, leitor amigo, voc observar somente a lembrana dos antigos

    ensinos do Mestre, em novo acondicionamento verbal, de modo a recordarmos com Ele que o Reino Divino edificao de Deus no Homem em verdade jamais surgir no mundo por aparncias exteriores.

    EMMANUEL

    Pedro Leopoldo, 18 de junho de 1947

  • PGINA 13

    1 IMPERATIVOS CRISTOS

    Aprende humildemente. Ensina praticando. Administra educando. Obedece prestativo. Ama edificando. Teme a ti mesmo. Sofre aproveitando. Fala construindo. Ouve sem malcia. Ajuda elevando. Ampara levantando.

  • PGINA 14 Passa servindo. Ora serenamente. Pede com juzo. Espera trabalhando. Cr agindo. Confia vigiando. Recebe distribuindo. Atende com gentileza. Coopera sem apego. Socorre melhorando. Examina salvando. Esclarece respeitoso. Semeia sem aflio. Estuda aperfeioando. Caminha com todos. Avana auxiliando. Age no bem geral. Corrige com bondade. Perdoa sempre.

  • PGINA 15

    2 PRINCPIOS REDENTORES

    No se esquea de que Deus o tema central de nossos destinos. Deseje o bem dos outros, tanto quanto deseja o prprio bem. Concorde imediatamente com os adversrios. Respeite a opinio dos vizinhos. Evite contendas desagradVeiS. Empreste sem aguardar restituio. D seu concurso s boas obras, com alegria.

  • PGINA 16 No se preocupe com os caluniadores. Agradea ao inimigo pelo valor

    que ele lhe atribui. Ajude as crianas. No desampare os velhos e doentes. Pense em voc, por ltimo, em qualquer jogo de benefcios. Desculpe sinceramente. No critique a ningum. Repare seus defeitos, antes de corrigir os alheios. Use a f e a prudncia. Aprenda a semear, preparando boa ceifa. No

    pea uvas ao espinheiro. Liberte-se do peso de excessivas convenes. Cultive a simplicidade. Fale o menos possvel, relativamente a voc e a seus problemas. Estimule as qualidades nobres dos companheiros. Trabalhe no bem de todos. Valorize o tempo. Metodize o trabalho, sabendo que cada dia tem as suas obrigaes. No se aflija. Sirva a toda gente sem prender-se. Seja alegre, justo e agradecido. Jamais imponha seus pontos de vista.

  • PGINA 17 Lembre-se de que o mundo no foi feito apenas para voc.

    *

    As cincias sociais de hoje apresentam semelhantes princpios como

    novidades. No entanto, so antigos. Chegaram Terra, com o Cristo, h quase vinte sculos. Ns outros, porm, espritos atrasados no entendimento, somos ainda tardios na aplicao.

  • PGINA 19

    3 PRIVILGIOS CRISTOS

    Manter suprema fidelidade a Deus. Olvidar os prprios desejos, atendendo aos Superiores Desgnios. Humilhar-se para que a mo do Senhor seja exaltada. Conquistar a si mesmo. Renunciar com alegria, em benefcio dos outros. Retirar lucros eternos de perdas temporrias.

  • PGINA 20 Trabalhar na construo do Reino Divino. Esperar quando outros desesperam. Penetrar o templo do silncio, em meio do vozerio. Guardar a f, acima da tormenta de dvidas. Calar a tempo, de modo a no ferir. Falar com proveito. Ouvir o Divino Amigo em plena solido. Servir sem recompensa. Suportar com valor a prpria cruz. Sofrer, aprendendo e aproveitando. Amar sem exigncias. Ajudar em segredo. Semear com o Cristo, desapegando-nos dos resultados. Encontrar irmos em toda parte. Cultivar o prazer de ser til. Discernir o justo valor das causas e das coisas. Santificar o mal. Amparar com sinceridade os que erram. Perdoar quantas vezes for necessrio. Superar os obstculos. Conservar a jovialidade e a doura. Sustentar o bom nimo. Desprender-se dos enganos do mundo, antes que o mundo nos

    desengane. Perseverar no bem at ao fim.

  • PGINA 21

    4 EM FAVOR DE VOC MESMO

    Aprenda a ceder em favor de muitos, para que alguns intercedam em seu benefcio nas situaes desagradveis.

    *

    Ajude sem exigncia para que outro o auxilie, sem reclamaes.

    *

  • PGINA 22 No encarcere o vizinho no seu modo de pensar; d ao companheiro

    oportunidade de conceber a vida to livremente quanto voc.

    * Guarde cuidado no modo de exprimir-se; em vrias ocasies, as

    maneiras dizem mais que as palavras.

    * Refira-se a voc o menos possvel; colabore fraternalmente nas alegrias

    do prximo.

    * Evite a verbosidade avassalante; quem conversa sem intermitncias,

    cansa ao que ouve.

    * Deixe ao irmo a autoria das boas idias e no se preocupe se for

    esquecido, convicto de que as iniciativas elevadas no pertencem efetivamente a voc, de vez que todo bem procede originariamente de Deus.

    *

    Interprete o adversrio como portador de equilbrio; se precisamos de

    amigos que

  • PGINA 23 nos estimulem, necessitamos igualmente de algum que indique os nossos erros.

    *

    Discuta com serenidade; o opositor tem direitos iguais aos seus.

    *

    Se voc considerar excessivamente as crticas do inferior, suporte sem

    mgoa as injunes do plano a que se precipitou.

    * Seja til em qualquer lugar, mas no guarde a pretenso de agradar a

    todos; no intente o que o prprio Cristo ainda no conseguiu.

    * Defrontado pelo erro, corrija-o primeiramente em voc, e, em seguida,

    nos outros, sem violncia e sem dio.

    * Se a perfdia cruzar seu caminho, recuse-lhe a honra da indignao

    examine-a, com um sorriso silencioso, estude-lhe o processo

  • PGINA 24 calmamente e, logo aps, transforme-a em material digno da vida.

    *

    Ampare fraternalmente o invejoso; o despeito indisfarvel

    homenagem ao mrito e, pagando semelhante tributo, o homem comum atormenta-se e sofre.

    *

    Habitue-se serenidade e fortaleza, nos crculos da luta humana; sem

    essas conquistas dificilmente sair voc do vaivm das reencarnaes inferiores.

  • PGINA 25

    5 MEDICAMENTOS EVANGLICOS

    Ajude sempre. No tema. Jamais desespere. Aprenda incessantemente. Pense muito. Medite mais. Fale pouco. Retifique, amando. Trabalhe feliz. Dirija, equilibrado. Obedea, contente.

  • PGINA 26 No se queixe. Siga adiante. Repare alm. Veja longe. Discuta serenamente. Faa luz. Semeie paz. Espalhe bnos. Lute, elevando. Seja alegre. Viva desassombrado. Demonstre coragem. Revele calma. Respeite tudo. Ore, confiante. Vigie, benevolente. Caminhe, melhorando. Sirva hoje. Espere o amanh.

  • PGINA 27

    6 EM SEU BENEFCIO

    No se agaste com o ignorante; certamente, no dispe ele das oportunidades que iluminaram seu caminho.

    *

    Evite aborrecimentos com as pessoas fanatizadas; permanecem no

    crcere do exclusivismo e merecem compaixo como qualquer prisioneiro.

    *

  • PGINA 28 No se perturbe com o malcriado; o irmo intratvel tem, na maioria das

    vezes, o fgado estragado e os nervos doentes. *

    Ampare o companheiro inseguro; talvez no possua o necessrio,

    quando voc detm excessos. *

    No se zangue com o ingrato; provavelmente, desorientado ou

    inexperiente.

    *

    Ajude ao que erra; seus ps pisam o mesmo cho, e, se voc tem possibilidades de corrigir, no tem o direito de censurar.

    *

    Desculpe o desertor; ele fraco e mais tarde voltar lio.

    *

    Auxilie o doente; agradea ao Divino poder o equilbrio que voc est

    conservando.

    *

    Esquea o acusador; ele no conhece o seu caso desde o princpio.

    *

    Perdoe ao mau; a vida se encarregar dele.

  • PGINA 29

    7 SOLICITAO FRATERNA

    Ajude com a sua orao a todos os irmos: que jamais encontram tempo ou recursos para serem teis a algum; que se declaram afrontados pela ingratido, em toda a parte; que trajam os olhos de luto para enxergarem o mal, em todas as

    situaes; que contemplam mil castelos nas nuvens, mas que no acendem nem

    uma vela no cho;

  • PGINA 30

    que somente cooperam na torre de marfim do personalismo, sem lhe descerem os degraus para colaborar com os outros;

    que se acreditam emissrios especiais e credores dos benefcios de exceo;

    que devoram precioso tempo dos ouvintes, falando exclusivamente de si;

    que desistem de continuar aprendendo na luta humana; que exibem o realejo da desculpa para todas as faltas; que sustentam a vocao de orqudeas no salo do mundo; que se julgam centros compulsrios das atenes gerais; que fazem o culto sistemtico enfermidade e ao obstculo. So doentes graves que necessitam do Amparo Silencioso.

  • PGINA 31

    8 IRMOS EM PERIGO

    Os que pretendem transformar o prximo, de um dia para outro, a golpes verbais.

    *

    Os que descobrem pareceres inteligentes e bons conselhos para todas

    as pessoas, distrados dos problemas que lhes so prprios.

    *

  • PGINA 32 Os que colocam a mente em outro mundo, de maneira absoluta, sem

    atender aos deveres do mundo em que respiram.

    *

    Os que permanecem incessantemente preocupados em se defenderem.

    *

    Os que fazem dez projetos maravilhosos por dia sem concretizar nenhum deles em dez anos.

    *

    Os que reconhecem a grandeza das verdades divinas, mas que jamais

    dispem de tempo para cultiv-las, em favor da prpria iluminao. *

    Os que adiam indefinidamente para amanh o servio da compreenso

    e do amor ao prximo.

    *

    Os que se sentem senhores exclusivos de todos os trabalhos no campo da caridade, sem distribuir oportunidades de servio aos outros.

    *

  • PGINA 33 Os que declaram perdoar a ofensa, mas que nunca conseguem

    esquecer o mal.

    *

    Os que encontram ensejo de se entediarem da vida.

  • PGINA 35

    9 NAS CONVERSAES

    No se irrite com o interlocutor, se no lhe corresponde expectativa. Talvez no tenha sido voc suficientemente claro na expresso.

    *

    Se o interpelado no atende, de pronto, cale as reclamaes. provvel

    que ele seja gago e, se o no for, a descortesia uma infelicidade em si mesma.

    *

  • PGINA 36 Quando algum no lhe der a informao solicitada, com a presteza que

    voc desejaria, no se aborrea. Recorde que a surdez pode atacar a todos.

    *

    Evite os assuntos desconcertantes para o ouvinte. Todos temos zonas nevrlgicas no destino, sobre as quais precisamos fazer silncio.

    *

    No pergunte a esmo. Quem muito interroga, muito fere.

    *

    Cultive a delicadeza com os empregados de qualquer instituio ou

    estabelecimento, onde voc permanea de passagem. Sua mente, quase sempre, est despreocupada em semelhantes lugares e ignora os problemas de quem foi chamado a servi-lo.

    *

    Seja leal, mas fuja franqueza descaridosa. A pretexto de ser realista,

    no pretenda ser mais verdadeiro que Deus, somente de cuja Autoridade Amorosa recebemos as revelaes e trabalhos de cada dia.

    *

  • PGINA 37 Se o companheiro lhe fere o ouvido com m resposta, tenha calma e

    espere o tempo. Possivelmente j respondeu com gentileza noventa e nove vezes a outras pessoas, ou, talvez, acabe de sofrer uma perda importante.

    *

    Ajude, conversando. Uma boa palavra auxilia sempre.

    *

    Lembre-se de que o mal no merece comentrio em tempo algum.

  • PGINA 39

    10 NOS MOMENTOS GRAVES

    Use calma. A vida pode ser um bom estado de luta, mas o estado de guerra nunca uma vida boa.

    *

    No delibere apressadamente. As circunstncias, filhas dos Designios

    Superiores, modificam-nos a experincia, de minuto a minuto.

    *

  • PGINA 40 Evite lgrimas inoportunas. O pranto pode complicar os enigmas ao

    invs de resolv-los.

    *

    Se voc errou desastradamente, no se precipite no desespero. O reerguimento a melhor medida para aquele que cai.

    *

    Tenha pacincia. Se voc no chega a dominar-se, debalde buscar o

    entendimento de quem no o compreende ainda.

    *

    Se a questo excessivamente complexa, espere mais um dia ou mais uma semana, a fim de solucion-la. O tempo no passa em vo.

    *

    A pretexto de defender algum, no penetre o crculo barulhento. H

    pessoas que fazem muito rudo por simples questo de gosto.

    *

    Seja comedido nas resolues e atitudes. Nos instantes graves, nossa realidade espiritual mais visvel.

    *

  • PGINA 41 Em qualquer apreciao, alusiva a segundas e terceiras pessoas, tenha

    cuidado. Em outras ocasies, outras pessoas sero chamadas a fim de se referirem a voc.

    *

    Em hora alguma proclame seus mritos individuais, porque qualquer

    qualidade excelente muito problemtica no quadro de nossas aquisies. Lembre-se de que a virtude no uma voz que fala, e, sim, um poder que irradia.

  • PGINA 43

    11 MEDICAO PREVENTIVA

    Pense muito, antes da discusso. O discutidor, por vezes, no passa de estouvado.

    *

    Use a coragem, sem abuso. O corajoso, em muitas ocasies, simples

    imprudente.

    *

    Observe os seus mtodos de cultivar a verdade. Muitas pessoas que se presumem

  • PGINA 44 verdadeiras, so veculos de perturbao e desnimo.

    *

    Proceda com inteligncia em todas as situaes. No se esquea,

    porm, de que muitos homens inteligentes so meros velhacos.

    *

    Seja forte na luta de cada dia. No olvide, contudo, que muitos companheiros valentes so suicidas inconscientes.

    *

    Estime a eficincia. No entanto, a pretexto de rapidez, no adote a

    precipitao.

    *

    No enfrente perigos, sem recursos para anul-los. O que consignamos por desassombro, muita vez loucura.

    *

    Guarde valor em suas atitudes. Recorde, entretanto, que o valor no

    consiste em vencer, de qualquer modo, mas em conquistar o adversrio no trabalho pacfico.

    *

  • PGINA 45 Tenha bom nimo, mas seja comedido em seus empreendimentos. Da

    audcia ao crime, a distncia de poucos passos.

    *

    Atenda afabilidade e doura em seu caminho. No perca, porm, o seu tempo em conversas inteis.

  • PGINA 47

    12 AJUDE SEMPRE

    Diante da noite, no acuse as trevas. Aprenda a fazer lume.

    *

    Em vo condenar voc o pntano. Ajude-o a purificar-se.

    *

    No caminho pedregoso, no atire calhaus nos outros. Transforme os calhaus em obras teis.

    *

  • PGINA 48 No amaldioe o vozerio alheio. Ensine alguma lio proveitosa, com o

    silncio.

    *

    No adote a incerteza, perante as situaes difceis. Enfrente-as com a conscincia limpa. Debalde censurar voc o espinheiro. Remova-o com bondade.

    *

    No critique o terreno sfaro. Ao invs disso, d-lhe adubo.

    *

    No pronuncie ms palavras contra o deserto. Auxilie a cavar um poo

    sob a areia escaldante. No vantagem desaprovar onde todos desaprovaram. Ampare o seu irmo com a boa palavra.

    *

    sempre fcil observar o mal e identific-lo. Entretanto, o que o Cristo

    espera de ns outros a descoberta e o cultivo do bem para que o Divino Amor seja glorificado.

  • PGINA 49

    13 REALMENTE

    A tempestade espanta. Entretanto, acentuar-nos- a resistncia, se soubermos receb-la.

    *

    A dor dilacera. Mas aperfeioar-nos- o corao, se buscarmos

    aproveit-la.

    *

    A incompreenso di. Contudo, oferece-nos excelente oportunidade de compreender.

    *

  • PGINA 50 A luta perturba. Todavia, ser portadora de incalculveis benefcios, se

    lhe aceitarmos o concurso.

    *

    O desespero destri. Diante dele, porm, encontramos ensejo de cultivar a serenidade.

    *

    O dio enegrece. No entanto, descortina bendito horizonte revelao

    do amor.

    *

    A aflio esmaga. Abre-nos, todavia, as portas da ao consoladora.

    *

    O choque assombra. Nele, contudo, encontraremos abenoada renovao.

    *

    A prova tortura. Sem ela, entretanto, impossvel a aprendizagem.

    *

  • PGINA 51 O obstculo aborrece. Temos nele, porm, legtimo produtor de

    elevao e capacidade.

  • PGINA 53

    14 ENQUANTO...

    Busque agir para o bem, enquanto voc dispe de tempo. perigoso guardar uma cabea cheia de sonhos, com as mos desocupadas.

    *

    Acenda sua lmpada, enquanto h claridade em torno de seus passos.

    Viajor algum fugir s surpresas da noite.

    *

  • PGINA 54 Ajude o prximo, enquanto as possibilidades permanecem de seu lado.

    Chegar o momento em que voc no prescindir do auxlio dele.

    *

    Utilize o corpo fsico para recolher as bnos da vida Mais Alta, enquanto suas peas se ajustam harmoniosamente, O vaso que reteve essncias sublimes ainda espalha perfume, depois de abandonado.

    *

    D suas lies sensatamente, na escola da vida, enquanto o livro das

    provas repousa em suas mos. Aprender uma bno e h milhares de irmos, no longe de voc, aguardando uma bolsa de estudos na re-encarnao.

    *

    Acerte suas contas com o vizinho, enquanto a hora favorvel.

    Amanh, todos os quadros podem surgir transformados.

    *

    Ningum deve ser o profeta da morte e nem imitar a coruja agourenta. Mas, enquanto voc guardar oportunidade de amealhar recursos superiores para a vida espiritual,

  • PGINA 55 aumente os seus valores prprios e organize tesouros da alma, convicto de que sua viagem para outro gnero de existncia inevitvel.

  • PGINA 57

    15 LUCRAR FAZENDO ASSIM

    Reconforte o desesperado. Voc no escapar s tentaes do desnimo nos crculos de luta.

    *

    Levante o cado. Voc ignora onde seus ps tropearo.

    *

    Estenda a mo ao que necessita de apoio. Chegar seu dia de receber

    cooperao. *

  • PGINA 58 Ampare o doente. Sua alma no est usando um corpo invulnervel.

    *

    Esforce-se por entender o companheiro menos esclarecido. Nem

    sempre voc dispe de recursos para compreender como indispensvel.

    *

    Acolha o infortunado. Nem sempre o cu estar inteiramente azul para seus olhos.

    *

    Tolere o ignorante e ajude-o. Lembre-se de que h Espritos Sublimes

    que nos suportam e socorrem com herica bondade.

    *

    Console o triste. Voc no pode relacionar as surpresas da prpria sorte.

    *

    Auxilie o ofensor com os seus bons pensamentos. Ele nos ensina quo

    agressivos e desagradveis somos ao ferir algum. *

  • PGINA 59 Seja benvolo para com os dependentes. No se esquea de que o

    prprio Cristo foi competido a obedecer.

  • PGINA 61

    16 ALGUMAS DEFINIES

    Benfeitor o que ajuda e passa. Amigo o que ampara em silncio. Companheiro o que colabora sem constranger. Renovador o que se renova para o bem. Forte o que sabe esperar no trabalho pacfico. Esclarecido o que se conhece. Corajoso o que nada teme de si mesmo.

  • PGINA 62 Defensor o que coopera sem perturbar. Eficiente o que age em benefcio de todos. Vencedor o que vence a si mesmo.

  • PGINA 63

    17 EM VERDADE

    O santo no condena o pecador. Ampara-o sem presuno.

    *

    O sbio no satiriza o ignorante. Esclarece-o fraternalmente.

    *

    O iluminado no insulta o que anda em trevas. Aclara-lhe a senda. *

  • PGINA 64 O orientador no acusa o aprendiz tateante. A ovelha insegura a que

    mais reclama o pastor.

    *

    O bom no persegue o mau. Ajuda-o a melhorar-se.

    *

    O forte no malsina o fraco. Auxilia-o a erguer-se.

    *

    O humilde no foge ao orgulhoso. Coopera silenciosamente, em favor dele.

    *

    O sincero a ningum perturba. Harmoniza a todos.

    *

    O simples no critica o vaidoso. Socorre-o, sem alarde, sempre que

    necessrio.

    *

    O cristo no odeia, nem fere. Segue ao Cristo, servindo ao mundo.

    *

    De outro modo, os ttulos de virtude so meras capas exteriores que o tempo desfaz.

  • PGINA 65

    18 LEMBRANAS TEIS

    No viva pedindo orientao espiritual, indefinidamente. Se voc j possui duas semanas de conhecimento cristo, sabe, saciedade, o que fazer.

    *

    No gaste suas energias, tentando consertar os outros de qualquer

    modo. Quando consertamos a ns mesmos, reconhecemos que o mundo est administrado pela Sabedoria

  • PGINA 66 Divina e que a obrigao de cooperar invariavelmente para o bem nosso dever primordial.

    *

    No acuse os Espritos desencarnados sofredores, pelos seus fracassos

    na luta. Repare o ritmo da prpria vida, examine a receita e a despesa, suas aes e reaes, seus modos e atitudes, seus compromissos e determinaes, e reconhecer que voc tem a situao que procura e colhe exatamente o que semeia.

    *

    No recorra sistematicamente aos amigos espirituais, quanto a

    comezinhos deveres que lhe competem no caminho comum. Eles so igualmente ocupados, enfrentam problemas maiores que os seus, detm responsabilidades mais graves e imediatas, e voc, nas lutas vulgares da Terra, no teria coragem de pedir ao professor generoso e benevolente que desempenhasse funes de ama-seca.

    *

    No espere a morte para solucionar as questes da vida, nem alegue

    enfermidade ou velhice para desistir de aprender, porque

  • PGINA 67 estamos excessivamente distantes do Cu. A sepultura no uma cigana, cheia de promessas miraculosas, e sim uma porta mais larga de acesso nossa prpria conscincia.

  • PGINA 69

    19 QUESTO DE ESCOLHA

    Procure um delinqente e encontrar muitos malfeitores. necessrio, ento, que voc possua imenso cabedal de amor para enov-los, sem fazer-se criminoso tambm.

    *

    Busque identificar uma falta e achar inmeras. Chegando a essa

    situao, imprescindvel que voc esteja bastante esclarecido

  • PGINA 70 para no acrescentar seus erros aos erros alheios.

    *

    Tente situar um espinho e vrios espinheiros viro ao seu encontro. Em

    face de tal contingncia, necessrio que voc permanea eminentemente equilibrado para no ferir-se.

    *

    Fixe com demasiada ateno uma pedra da estrada e, em breve, o solo

    estar empedrado aos seus olhos. Depois disso, voc necessitar de muita resistncia para no sucumbir s asperezas da jornada.

    *

    Aproxime-se do bem, procure-o com deciso e a bondade vir iluminar

    seu caminho. Somente a voc surgir perfeitamente armado para vencer na guerra contra o mal.

  • PGINA 71

    20 CONCLUSES NATURAIS

    O paciente jamais desespera. O inquieto reclama agora ou depois.

    *

    O corajoso suporta as dificuldades, superando-as. O temerrio afronta os perigos sem ponder-los.

    *

  • PGINA 72 O iluminado brilha. O terico fala excessivamente.

    *

    O irmo estuda processo de amparar. O adversrio observa os recursos de ferir.

    *

    O homem comum ajuda, conforme as inclinaes. O cristo auxilia sempre.

  • PGINA 73

    21 SEMEADURA

    Sua generosidade chamar a bondade alheia em seu socorro.

    *

    Sua simplicidade solucionar problemas para muita gente.

    *

    Sua complexidade provocar muita dissimulao no prximo.

    *

  • PGINA 74 Sua indiferena far manifesta frieza nos outros.

    *

    Seu desejo sincero de paz garantir tranqilidade no caminho.

    *

    Seu propsito de guerrear dar frutos de inquietao.

    *

    Sua franqueza contundente receber frases rudes.

    *

    Sua distino edificar maneiras corretas naqueles que o seguem.

    *

    Sua espiritualidade superior incentivar sublimes construes

    espirituais. *

    Diariamente, semeamos e colhemos. A vida tambm um solo que

    recebe e produz eternamente.

  • PGINA 75

    22 MAIS ALM

    No basta que sua boca esteja perfumada. imprescindvel que permanea incapaz de ferir.

    *

    importante que suas mos se mostrem limpas. essencial, no

    entanto, verificar o que fazem.

    *

  • PGINA 76 Bons ouvidos so, certamente, um tesouro. A Justia Divina, porm,

    desejar saber como voc ouve. *

    Excelente viso qualidade louvvel. Todavia, interessante notar

    como voc est vendo a vida. *

    Possuir sade fsica reter valioso dom. Mas necessrio considerar o

    que faz voc do corpo sadio. *

    Raciocnio claro virtude. Entretanto imperioso observar em que zona

    mental est voc raciocinando. *

    Bela imaginao trazer consigo maravilhoso castelo. Convm reparar,

    porm, com que imagens voc povoa o seu palcio interior. *

    Grande emotividade caracterstico de riqueza ntima. Contudo,

    preciso saber como gasta voc as emoes.

    *

  • PGINA 77 Possibilidades de produzir intensamente so recursos preciosos. No

    entanto, imprescindvel conhecer a substncia daquilo que voc produz.

    *

    Capacidade de prosseguir, vida afora, lepidamente, uma bno. No se esquea, todavia, da direo que seus ps vo tomando atravs dos caminhos.

  • PGINA 79

    23 REALIDADES

    O palhao que voc ironiza , freqentemente, valoroso soldado do bom nimo.

    *

    A mulher, extremamente adornada, que voc costuma desaprovar, em

    muitas ocasies est procedendo assim para ajudar numerosas mos que trabalham.

    *

  • PGINA 80 A cantora que baila sorrndo e da qual voc comumente se afasta

    entediado, na suposio de conservar a virtude, geralmente procura ganhar o po para muitos familiares necessitados, merecendo considerao e respeito.

    *

    O homem bem-posto, que lhe parece preguioso e intil, talvez esteja

    realizando trabalhos que voc jamais se animaria a executar.

    *

    No julgue o prximo pelo guarda-roupa ou pela mscara. A verdade, como o Reino de Deus, nunca surge com aparncias exteriores.

  • PGINA 81

    24 APARNCIAS

    No acuse o irmo que parece mais abastado. Talvez seja simples escravo de compromissos.

    *

    No condene o companheiro guindado autoridade. provvel seja ele

    mero devedor da multido.

    *

  • PGINA 82 No inveje aquele que administra, enquanto voc obedece. Muitas

    vezes, um torturado.

    *

    No menospreze o colega conduzido a maior destaque. A responsabilidade que lhe pesa nos ombros pode ser um tormento incessante.

    *

    No censure a mulher que se apresenta suntuosamente. O luxo,

    provavelmente, lhe constitui amarga provao.

    *

    No critique as pessoas gentis que parecem insinceras, primeira vista. Possivelmente, estaro evitando enormes crimes ou grandes desnimos.

    *

    No se agaste com o amigo mal-humorado. Voc no lhe conhece todas

    as dificuldades ntimas.

    *

    No se aborrea com a pessoa de conversao ainda ftil. Voc tambm era assim quando lhe faltava experincia.

    *

  • PGINA 83 No murmure contra os jovens menos responsveis. Ajude-os, quanto

    estiver ao seu alcance, recordando que voc j foi leviano para muita gente.

    *

    No seja intolerante em situao alguma. O relgio bate, incessante, e voc ser surpreendido por inmeros problemas difceis em seu caminho e no caminho daqueles que voc ama.

  • PGINA 85

    25 SUBA MAIS ALTO

    No lhe fira a calnia. Viva de modo que ningum possa acreditar no caluniador.

    *

    No se atrase, em face da perturbao. Siga seu caminho, atendendo

    aos objetivos superiores da vida, porque os perturbadores so inumerveis.

    *

  • PGINA 86 No lhe doa a acusao indbita. Voc pode realizar muitos planos

    valiosos, em contraposio aos acusadores gratuitos.

    *

    No se incomode pela desconfiana descabida. Em qualquer lugar, voc pode empregar a boa conscincia no servio honesto.

    *

    No desanime, em razo da crtica. Se a censura servio cabvel a

    qualquer um, a realizao elevada obra de poucos.

    *

    No se aborrea em virtude de pareceres desfavorveis. Se voc permanece consagrado ao bem, a aprovao da prpria conscincia prepondera acima de qualquer opinio por mais respeitvel.

  • PGINA 87

    26 SE VOC DESEJA

    Se voc deseja ser cristo efetivamente: perdendo, vencer na batalha humana; cedendo, obter os recursos de que precisa; trabalhando, conseguir a felicidade prpria; perdoando, edificar em torno de si mesmo; libertando, conquistar os outros; suportando, resistir na tempestade;

  • PGINA 88 renunciando, ganhar tesouros imortais; abenoando, salvar muitos; sofrendo, ter mais luz; sacrificando-se, encontrar a paz; suando, purificar-se-; amando, iluminar sempre.

  • PGINA 89

    27 EXPERINCIAS DIFCEIS

    A beleza fsica pode provocar tragdias imprevisveis para a alma, se esta no possui discernimento.

    *

    Excessivo dinheiro porta para a indigncia, se o detentor da fortuna

    no consolidou o prprio equilbrio.

    *

  • PGINA 90 Demasiado conforto desvantagem, se a criatura no aprendeu a arte

    de desprender-se.

    *

    Muito destaque introduo a queda espetacular, se o homem no amadureceu o raciocnio.

    *

    Considervel autoridade estraga a alegria de viver, se a mente ainda

    no cultiva o senso das propores.

    *

    Grande carga de responsabilidade extermina a existncia daquele que ainda no ultrapassou a compreenso comum.

    *

    Enorme cabedal de conhecimento, em meio de inmeras pessoas

    ignorantes, vulgares ou insensatas, fruto venenoso e amargo, se o esprito ainda no se resignou solido.

  • PGINA 91

    28 EFETIVAMENTE

    Vigiar no desconfiar. acender a prpria luz, ajudando os que se encontram nas sombras.

    *

    Defender no gritar. prestar mais intenso servio s causas e s

    pessoas.

    *

    Ajudar no importante. amparar, substancialmente, sem pruridos de personalismo,

  • PGINA 92 para que o beneficiado cresa, se ilumine e seja feliz por si mesmo.

    *

    Ensinar no ferir. orientar o prximo, amorosamente, para o reino da

    compreenso e da paz.

    *

    Renovar no destruir. respeitar os fundamentos, restaurando as obras para o bem geral.

    *

    Esclarecer no discutir. auxiliar, atravs do esprito de servio e da

    boa-vontade, o entendimento daquele que ignora.

    *

    Amar no desejar. compreender sempre, dar de si mesmo, renunciar aos prprios caprichos e sacrificar-se para que a luz divina do verdadeiro amor resplandea.

  • PGINA 93

    29 RAZOVEL PENSAR NISTO

    A pacincia no um vitral gracioso para as suas horas de lazer. amparo destinado aos obstculos.

    *

    A serenidade no jardim para os seus dias dourados. suprimento de

    paz para as decepes de seu caminho.

    *

  • PGINA 94 A calma no harmonioso violino para as suas conversaes

    agradveis. valor substancial para os seus entendimentos difceis.

    *

    A tolerncia no saboroso vinho para os seus minutos de camaradagem. porta valiosa para que voc demonstre boa-vontade, ante os companheiros menos evolvidos.

    *

    A boa cooperao no processo fcil de receber concurso alheio. o

    meio de voc ajudar ao companheiro que necessita.

    *

    A confiana no um nctar para as suas noites de prata. refgio certo para as ocasies de tormenta.

    *

    O otimismo no constitui poltrona preguiosa para os seus crepsculos

    de anil. manancial de foras para os seus dias de luta.

    *

    A resistncia no adorno verbalista. sustento de sua f.

    *

  • PGINA 95 A esperana no genuflexrio de simples contemplao. energia

    para as realizaes elevadas que competem ao seu esprito.

    *

    Virtude no flor ornamental. fruto abenoado do esforo prprio que voc deve usar e engrandecer no momento oportuno.

  • PGINA 97

    30 RESPOSTAS A PRESSA

    Evite a impacincia. Voc j viveu sculos incontveis e est diante de milnios sem-fim.

    *

    Guarde a calma. Fuja, porm, ociosidade, como quem reconhece o

    decisivo valor do minuto.

    *

  • PGINA 98 Semeie o amor. Pense no devotamento dAquele que nos ama desde o

    princpio.

    *

    Guarde o equilbrio. Paixes e desejos desenfreados so foras de arrasamento na Criao Divina.

    *

    Cultive a confiana. O Sol reaparecer amanh, no horizonte, e a

    paisagem ser diferente.

    *

    Intensifique o prprio esforo. Sua vida ser o que voc fizer dela.

    *

    Estime a solidariedade. Voc no poder viver sem os outros, embora na maioria dos casos possam os outros viver sem voc.

    *

    Experimente a solido, de quando em quando; Jesus esteve sozinho,

    nos momentos cruciais de sua passagem pela Terra.

    *

  • PGINA 99 D movimento construtivo s suas horas. No converta, no entanto, a

    existncia numa torre de Babel.

    *

    Renda culto fiel paz. No se esquea, todavia, de que voc jamais viver tranqilo sem dar paz aos que pisam seu caminho.

  • PGINA 101

    31 REVELE-SE

    Nas lutas habituais, no exija a educao do companheiro. Demonstre a sua.

    *

    Nas tarefas do bem, no aguarde colaborao. Colabore, por sua vez,

    antes de tudo.

    *

    Nos trabalhos comuns, no clame pelo esforo alheio. Mostre sua boa-vontade.

    *

  • PGINA 102 Nos servios de compreenso, no pea para que seu vizinho suba at

    voc. Aprenda a descer at ele e ajude-o.

    *

    No desempenho dos deveres cristos, no aguarde recursos externos para cumpri-los. O melhor patrimnio que voc pode dar s boas obras o seu prprio corao.

    *

    No trato vulgar da vida, no espere que seu irmo revele qualidades

    excelentes. Expresse os dons elevados que voc j possui.

    *

    Em toda criatura terrestre, h luz e sombra. Destaque sua nobreza para que a nobreza do prximo venha ao seu encontro.

  • PGINA 103

    32 SINAIS

    Sua conversao dir das diretrizes que voc escolheu na vida.

    *

    Suas decises, nas horas graves, identificam a posio real de seu esprito.

    *

    Seus gestos, na luta comum, falam de seu clima interior.

    *

  • PGINA 104 Seus impulsos definem a zona mental em que voc prefere movimentar-

    se.

    *

    Seus pensamentos revelam suas companhias espirituais.

    *

    Suas leituras definem os seus sentimentos.

    *

    Seu trato pessoal com os outros esclarece at que ponto voc tem progredido.

    *

    Suas solicitaes lanam luz sobre os seus objetivos.

    *

    Suas opinies revelam o verdadeiro lugar que voc ocupa no mundo.

    *

    Seus dias so marcas no caminho evolutivo. No se esquea de que

    compactas

  • PGINA 105 assemblias de companheiros encarnados e desencarnados conhecem-lhe a personalidade e seguem-lhe a trajetria pelos sinais que voc est fazendo.

  • PGINA 107

    33 SEM TAIS ARMAS

    Sem boas maneiras, voc viver desamparado da confiana dos outros.

    *

    Sem fortaleza, sucumbir aos primeiros obstculos do caminho.

    *

    Sem f positiva, vaguear sem rumo. *

  • PGINA 108 Sem devotar-se ao bem, experimentar terrvel endurecimento.

    *

    Sem exemplos nobres, passar inutilmente pelo mundo.

    *

    Sem trabalho digno, o tdio apodrecer suas energias.

    *

    Sem esforo prprio, jamais alcanar as portas do Alto.

    *

    Sem esperana, suas noites terrestres sero mais escuras.

    *

    Sem compreenso, dolorosa lhe ser a jornada, atravs das sombras.

    *

    Sem esprito de renncia, voc no educar a ningum.

  • PGINA 109

    34 PREVINA-SE

    Equilibre sua justia, subtraindo-lhe as inclinaes para a vingana.

    *

    Acautele-se com o seu desassombro, para no cair em temeridade.

    *

    Analise sua firmeza, para que se no transforme em petrificao.

    *

  • PGINA 110 Ilumine suas diretrizes, a fim de que se no convertam em despotismo.

    *

    Examine sua habilidade, evitando-lhe a internao em velhacaria.

    *

    Estude sua dor para que no seja revolta.

    *

    Controle seus melindres, de modo que se no instalem na casa sinistra

    do dio.

    *

    Vele por sua franqueza, a fim de que a sua palavra no destile veneno.

    *

    Vigie seu entusiasmo para que no constitua imponderao.

    *

    Cultive seu zelo nobre, mas no faa dele uma cartilha escura de violncia.

  • PGINA 111

    35 APRENDA COM A NATUREZA

    Resplandece o Sol no alto, a fim de auxiliar a todos.

    *

    As estrelas agrupam-se em ordem.

    *

    O cu tem horrios para a luz e para a sombra.

    *

  • PGINA 112 O vegetal abandona a cova escura, embora continue ligado ao solo,

    buscando a claridade, a fim de produzir.

    *

    O ramo que sobrevive tempestade cede passagem dela, mantendo-se, no obstante, no lugar que lhe prprio.

    *

    A rocha garante a vida no vale, por resignar-se solido.

    *

    O rio atinge os seus objetivos porque aprendeu a contornar obstculos.

    *

    A ponte serve ao pblico sem excees, por afirmar-se contra o

    extremismo.

    *

    O vaso serve ao oleiro, aps suportar o clima do fogo.

    *

    A pedra brilha, depois de sofrer as limas do lapidrio.

    *

  • PGINA 113 O canal preenche as suas finalidades, por no perder o acesso ao

    reservatrio.

    *

    A semeadura rende sempre, de acordo com os propsitos do semeador.

  • PGINA 115

    36 EM BOA LGICA

    Quem alimenta o dio, atira fogo ao prprio corao.

    *

    Quem sustenta o vcio, encarcera-se nele.

    *

    Quem cultiva a ociosidade, faz neve em torno de si.

    *

  • PGINA 116 Quem se encoleriza, inquisidor da prpria alma.

    *

    Quem estima a censura, lana pedras sobre si mesmo.

    *

    Quem provoca situaes difceis, aumenta os obstculos em que se

    encontra.

    *

    Quem se precipita no julgar, sempre analisado pressa.

    *

    Quem se especializa na identificao do mal, dificilmente ver o bem.

    *

    Quem no deseja suportar, incapaz de servir.

    *

    Quem vive colecionando lamentaes, caminhar sob a chuva de lgrimas.

  • PGINA 117

    37 LIBERTE SUA ALMA

    No se prenda beleza das formas efmeras. A flor passa breve.

    *

    No amontoe preciosidades que pesem na balana do mundo. As correntes de ouro prendem tanto quanto as algemas de bronze.

    *

  • PGINA 118 No se escravize s opinies da leviandade ou da ignorncia. Incitatus,

    o cavalo de Calgula, podia comer num balde enfeitado de prolas, mas no deixava, por isso, de ser um cavalo.

    *

    No alimente a avidez da posse. A casa dos numismatas vive repleta de

    moedas que serviram a milhes e cujos donos desapareceram.

    *

    No perca sua independncia construtiva a troco de consideraes humanas. A armadilha que pune o animal criminoso igual que surpreende o canrio negligente.

    *

    No acredite no elogio que empresta a voc qualidades imaginrias.

    Vespas cruis por vezes se escondem no clice do lrio.

    *

    No se aflija pela aquisio de vantagens imediatas na experincia terrestre. Os museus permanecem abarrotados de mantos de reis e de outros cadveres de vantagens mortas.

  • PGINA 119

    38 NO ESTRAGUE O SEU DIA

    A sua irritao no solucionar problema algum.

    *

    As suas contrariedades no alteram a natureza das coisas.

    *

    Os seus desapontamentos no fazem o trabalho que s o tempo conseguir realizar.

    *

  • PGINA 120 O seu mau humor no modifica a vida.

    *

    A sua dor no impedir que o Sol brilhe amanh sobre os bons e os

    maus.

    *

    A sua tristeza no iluminar os caminhos.

    *

    O seu desnimo no edificar a ningum.

    *

    As suas lgrimas no substituem o suor que voc deve verter em benefcio da sua prpria felicidade.

    *

    As suas reclamaes, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentaro nos

    outros um s grama de simpatia por voc.

    *

    No estrague o seu dia. Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o Infinito Bem.

  • PGINA 121

    39 COM JESUS

    A renncia ser um privilgio para voc. *

    O sofrimento glorificar sua vida.

    *

    A prova dilatar seus poderes.

    *

  • PGINA 122 O trabalho constituir ttulo de confiana em seu caminho.

    *

    O sacrifcio sublimar seus impulsos.

    *

    A enfermidade do corpo ser remdio salutar para a sua alma.

    *

    A calnia lhe honrar a tarefa.

    *

    A perseguio ser motivo para que voc abenoe a muitos.

    *

    A angstia purificar suas esperanas.

    *

    O mal convocar seu esprito prtica do bem.

    *

    O dio desafiar-lhe- o corao aos testemunhos de amor.

    *

  • PGINA 123 A Terra, com os seus contrastes e renovaes incessantes,

    representar bendita escola de aprimoramento individual, em cujas lies purifi-cadoras deixar voc o egosmo para sempre esmagado.

  • PGINA 125

    40 PODE ACREDITAR

    Falar voc na bondade a todo instante, mas, se no for bom, isso ser intil para a sua felicidade.

    *

    Sua mo escrever belas pginas, atendendo a inspirao superior; no

    entanto, se voc no estampar a beleza delas em seu esprito, no passar de estafeta sem inteligncia.

    *

  • PGINA 126 Ler maravilhosos livros, com emoo e lgrimas; todavia, se no

    aplicar o que voc leu, ser to-somente um pssimo registrador.

    *

    Cultivar convices sinceras, em matria de f; entretanto, se essas convices no servirem sua renovao para o bem, sua mente estar resumida a um cabide de mximas religiosas.

    *

    Sua capacidade de orientar disciplinar muita gente, melhorando

    personalidades; contudo, se voc no se disciplinar, a Lei o defrontar com o mesmo rigor com que ela se utiliza de voc para aprimorar os outros.

    *

    Voc conhecer perfeitamente as lies para o caminho e passar, ante

    os olhos mortais do mundo, galeria dos heris e dos santos; mas, se no praticar os bons ensinamentos que conhece, perante as Leis Divinas recomear sempre o seu trabalho e cada vez mais dificilmente.

    *

  • PGINA 127 Voc chamar a Jesus: Mestre e Senhor... se no quiser, porm,

    aprender a servir com Ele, suas palavras soaro sem qualquer sentido.

  • PGINA 129

    41 DEFENDA-SE

    No converta seus ouvidos num paiol de boatos. A intriga uma vbora que se aninhar em sua alma.

    *

    No transforme seus olhos em culos da maledicncia. As imagens que voc corromper vivero corruptas na tela de sua mente.

    *

  • PGINA 130 No faa de suas mos lanas para lutar sem proveito. Use-as na sementeira do bem.

    *

    No menospreze suas faculdades criadoras, centralizando-as nos

    prazeres fceis. Voc responder pelo que fizer delas.

    *

    No condene sua imaginao s excitaes permanentes. Suas criaes inferiores atormentaro seu mundo ntimo.

    *

    No conduza seus sentimentos volpia de sofrer. Ensine-os a gozar o prazer de servir.

    *

    No procure o caminho do paraso, indicando aos outros a estrada para

    o inferno. A senda para o Cu ser construda dentro de voc mesmo.

  • PGINA 131

    42 VOC MESMO

    Lembre-se de que voc mesmo : O melhor secretrio de sua tarefa. O mais eficiente propagandista de seus ideais. A mais clara demonstrao de seus princpios. O mais alto padro do ensino superior que seu esprito abraa e a

    mensagem viva das elevadas noes que voc transmite aos outros. No se esquea, igualmente, de que:

  • PGINA 132 O maior inimigo de suas realizaes mais nobres, a completa ou

    incompleta negao do idealismo sublime que voc apregoa. A nota discordante da sinfonia do bem que pretende executar. O arquiteto de suas aflies e o destruidor de suas oportunidades de

    elevao voc mesmo.

  • PGINA 133

    43 PROBLEMAS PESSOAIS

    A f viva no patrimnio transfervel. conquista pessoal.

    *

    A felicidade legtima no mercadoria que se empresta. realizao ntima.

    *

    A graa do Cu no desce a esmo. Tem que ser merecida.

    *

  • PGINA 134 A melhor caridade no a que se faz por substitutos. Cabe-nos

    execut-la por ns mesmos.

    *

    A fortaleza moral no produto de rogos alheios. Provm do nosso esforo na resistncia para o bem.

    *

    A esperana fiel no se nos fixa no corao atravs de simples contgio.

    fruto de compreenso mais alta.

    *

    O verdadeiro amor no nasce das sombras do desejo. fonte cristalina e inexaurvel do esprito eterno.

    *

    O conhecimento real no construo de alguns dias. obra do tempo.

    *

    O paraso jamais ser adquirido pela sagacidade da compra. atingvel

    pela nossa boa-vontade em fugir ao purgatrio ou ao inferno da prpria conscincia.

    *

  • PGINA 135 A proteo da Esfera Superior inegvel para todos ns que ainda nos

    movimentamos na sombra. Ai de ns, todavia, se no procurarmos as bnos da luz!...

  • PGINA 137

    44 ANDE ACIMA

    Ante o bloco de pedra bruta, no se prenda idia do peso. Lembre-se da esttua primorosa que poder sair dele.

    *

    Contemplando as dificuldades da sementeira, no se detenha no receio

    enxurrada e aos vermes daninhos. Recorde o po que lhe fartar o celeiro.

    *

  • PGINA 138 frente da tempestade, no se perca em lamentaes. Medite nos

    benefcios que adviro de sua passagem.

    *

    face do trabalho rduo, no tema o suor que correr copiosamente. Centralize a expectativa nas boas obras que surgiro.

    *

    No se fixe no calor da forja. Espere as utilidades que ela fornecer

    sua vida.

    *

    No imagine to-somente os perigos da enfermidade. Calcule a alegria e o poder de curar.

    *

    Se voc est governado, efetivamente, pelo ideal superior, esquea o

    amigo que desertou, a mulher que fugiu, o companheiro ingrato e o irmo incompreensvel. Todos eles esto aprendendo e passando, como acontece a voc mesmo... O que importa a intensificao da luz, o progresso da verdade e a vitria do bem.

  • PGINA 139

    45 SEMPRE CHAMADOS

    O cristo chamado a servir em toda parte.

    *

    Na casa do sofrimento, ministrar consolao.

    *

    Na furna da ignorncia, far esclarecimento.

    *

  • PGINA 140 No castelo do prazer, ensinar a moderao.

    *

    No despenhadeiro do crime, sustar quedas.

    *

    No carro do abuso, exemplificar sobriedade.

    *

    Na toca das trevas, acender luz.

    *

    No nevoeiro do desalento, abrir portas ao bom nimo.

    *

    No inferno do dio, multiplicar bnos de amor.

    *

    Na praa da maldade, dispensar o bem.

    *

    No palcio da justia, colocar-se- no lugar do ru, a fim de examinar os

    erros dos outros.

    *

  • PGINA 141 Em todos os ngulos do caminho, encontraremos sugestes do Senhor,

    desafiando-nos a servir.

  • PGINA 143

    46 APROVEITE O ENSEJO

    No o companheirO dcil que exige a sua compreenSO fraternal mais imediata. aquele que ainda luta por domar a ferocidade da ira, dentro do prprio peito.

    *

    No o irmo cheio de entendimento evanglico que reclama suas

    atenes inadiveis. aquele que ainda no conseguiu

  • PGINA 144 eliminar a vbora da malcia do campo do corao.

    *

    No o amigo que marcha em paz, na senda do bem, quem solicita seu

    cuidado insistente. aquele que se perdeu no cipoal da discrdia e da incompreenso, sem foras para tornar ao caminho reto.

    *

    No a criatura que respira no trabalho normal que requisita socorro

    urgente. aquela que no teve suficiente recurso para vencer as circunstncias constrangedoras da experincia humana e se precipitou na zona escura do desequilbrio.

    *

    muito provvel que, por enquanto, seja plenamente dispensvel a sua

    cooperao no paraso. indiscutvel, porm, a realidade de que, no momento, o seu lugar de servir e aprender, ajudar e amar, na Terra mesmo.

  • PGINA 145

    47 ROGATIVAS

    Na orao, pede voc um raio de luz, esquecendo, quase sempre, que tem ao seu dispor o Foco Solar para voc cumprir os Sublimes Desgnios.

    *

    Seu esprito suplica uma rstia de amor e, em torno, a Humanidade

    aguarda a manifestao da sua capacidade de amar.

    *

  • PGINA 146 Roga voc a concesso de encargos que o habilitem a colaborar com a

    Sabedoria Divina e olvida que milhes de seres esto espera de sua disposio de servir, em nome do Pai Celestial.

    *

    Seu corao reclama sinais do cu, e, enquanto o Sbio dos Sbios

    manda colorir flores e horizontes para seus olhos, voc procura vos entretenimentos e nada v.

    *

    Voc exige justia para seus casos pessoais e diariamente complica

    situaes e problemas, sem reparar que a Harmonia Suprema retifica sempre, ao redor de seus ps, por intermdio da dor e da morte.

    *

    Voc deseja oportunidades de crescimento e ascenso na

    espiritualidade superior, mas freqentemente foge aos degraus do esforo laborioso e humilde de cada dia, concedidos a voc pela Infinita Bondade, a ttulo de misericrdia.

    *

    Se est sempre rogando felicidade eterna, recusando os recursos para

    adquiri-la, que espera voc para o caminho?

  • PGINA 147

    48 CONSULTE O BEM

    O maledicente desejar que voc observe, tanto quanto ele, o lado

    desagradvel da vida alheia.

    *

    A criatura vacilante e frgil esperar que suas foras sejam quebradias.

    *

  • PGINA 148 O discutidor aguardar seu comparecimento s disputas, a propsito de

    tudo e de todos.

    *

    O ingrato no se alegrar em v-lo reconhecido aos outros.

    *

    O personalista no se regozijar, identificando-lhe o respeito aos adversrios.

    *

    O revoltado tentar afivelar a mscara da rebeldia ao seu rosto.

    * O incompreensvel procurar mergulhar sua mente no fundo das

    perturbaes.

    *

    O neurastnico pedir-lhe- no sorrir.

    *

    O insensato reclamar sua adeso loucura.

    *

  • PGINA 149 O homem imperfeitamente espiritualizado sempre busca igualar os

    semelhantes a si mesmo. Lembre-se, contudo, de que voc voc, com tarefa original e responsabilidades diferentes e, se pretende a felicidade real, no deve esquecer a consulta aos padres do bem, com o Cristo, em todas as horas de sua vida.

  • PGINA 151

    49 AJUDE A VOC MESMO

    No ambicione do seu vizinho seno os dons excelentes que lhe exornam o esprito.

    *

    No permita que os dissabores governem o leme de seu destino.

    *

    No entregue o templo de sua memria s ms impresses.

    *

  • PGINA 152 No retire sua experincia dos fundamentos espirituais.

    *

    No se esquea de que o ideal superior, objeto de sua admirao, deve

    corporificar-se em seus caminhos.

    *

    No se prenda ao mal; no entanto, no se desvie das obrigaes de fraternidade para com aqueles que foram atingidos pelo mal.

    *

    No apague o archote da f em seus dias claros, para que no falte luz

    a voc nos dias escuros.

    *

    No fuja s lies da estrada evolutiva, por mais difceis e dolorosas, a fim de que a vida, mais tarde, lhe abra o santurio da sabedoria.

    *

    No lhe falte tempo para cultivar o que belo, eterno e bom.

    *

    No olvide que a justia institui a ordem universal, mas s o amor dilata

    a obra divina.

  • PGINA 153

    50 CONCLUSES

    Que a vida fsica uma escola abenoada, insofismvel; mas, se voc no se aproveitar dela a fim de aprender suficientemente as lies que se destinam ao seu engrandecimento espiritual, em nada lhe valer o ingresso no aprendizado humano.

    Que o caminho do bem laborioso e difcil, no padece dvida; no entanto, se voc no se dispuser a segui-lo, ningum o livrar da perigosa influncia do mal.

  • PGINA 154 Que a felicidade eterna realizao superior, fora dos quadros

    transitrios da carne, incontestvel; contudo, se voc deseja perseverar no campo dos prazeres fceis e inferiores das esferas mais baixas, dentro delas perambular, indefinidamente.

    Que Deus est conosco, em todas as circunstncias, verdade indiscutvel; todavia, se voc no estiver com Deus, ningum pode prever at onde descer seu esprito, nos domnios da intranqilidade e da sombra.

    Fim