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II Encontro de Pesquisa em Informação e Mediação (II EPIM): anais. Marília: Linha de Pesquisa “Gestão, Mediação e Uso da Informação”; Londrina: Grupo de Pesquisa “Interfaces: Informação e Conhecimento”, 2015. AÇÕES EDUCACIONAIS DE MEDIAÇÃO DA INFORMAÇÃO E DA COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO (CoInFo) COMO FATORES DE INTERFERÊNCIA NA REALIDADE SOCIAL Resumo: O estudo busca elucidar, de forma prática, algumas competências e habilidades em informação passíveis de serem desenvolvidas/aprimoradas por meio de ações educacionais de mediação da informação em unidades de informação. Destaca-se o papel educacional do bibliotecário mediador/educador e da biblioteca no apoio à formação de um usuário crítico e reflexivo perante o universo informacional. Por meio da pesquisa bibliográfica, foi possível observar que, a mediação da informação a partir da oferta de atividades como oferecimento de seminários, cursos, palestras temáticos, leitura, uso da biblioteca e cursos sobre busca em bases de dados, desenvolve um perfil de competência em informação que apóia a formação de um leitor crítico habilitado a realizar uma “leitura de mundo” aprofundada em que não se deixa levar pelas tendenciosidades e inverdades veiculadas e dispostas nas diversas fontes e canais de informação e comunicação. A mediação da informação e a competência em informação são ações de interferência que devem facultar um ambiente que propicia o surgimento da imaginação, criatividade e do pensamento crítico e reflexivo para que os usuários de um espaço informacional possam acessar e usar a informação de forma inteligente e construam conhecimento que possa contribuir para intervenções na realidade social onde se inserem. Palavras-chave: Mediação da Informação. Competência em informação. Ações educacionais. Bibliotecário mediador/educador. Abstract: The present study is aimed at, in a practical manner, elucidating some information competencies and skills possible to be developed /enhanced by means of educational activities of information mediation in information units. It is highlighted the educational role of the mediator /educator librarian and of the library itself in supporting the development of a critical and reflective user in what concerns the information universe. By reviewing the literature, we observed that the mediation of information from activities such as seminars, classes, theme lectures, reading, library use, and courses about databases search, it is developed a competency profile in information that gives support to the creation of a critical reader able to perform an in- depth "reading of the world" which cannot be influenced by biases and untruths disseminated and made available in several information and communication sources and channels. Information mediation and information literacy are interfering actions that should provide an environment that fosters imagination, creativity, and critical and reflective thinking so that users of information facilities can access and use them wisely, as well as building knowledge to contribute to interventions in the social reality into which they are inserted.

Author: ngobao

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  • II Encontro de Pesquisa em Informao e Mediao (II EPIM): anais. Marlia: Linha de Pesquisa Gesto, Mediao e Uso da Informao; Londrina: Grupo de Pesquisa Interfaces: Informao e Conhecimento, 2015.

    AES EDUCACIONAIS DE MEDIAO DA INFORMAO E DA

    COMPETNCIA EM INFORMAO (CoInFo) COMO FATORES DE

    INTERFERNCIA NA REALIDADE SOCIAL

    Resumo: O estudo busca elucidar, de forma prtica, algumas competncias e habilidades em informao passveis de serem desenvolvidas/aprimoradas por meio de aes educacionais de mediao da informao em unidades de informao. Destaca-se o papel educacional do bibliotecrio mediador/educador e da biblioteca no apoio formao de um usurio crtico e reflexivo perante o universo informacional. Por meio da pesquisa bibliogrfica, foi possvel observar que, a mediao da informao a partir da oferta de atividades como oferecimento de seminrios, cursos, palestras temticos, leitura, uso da biblioteca e cursos sobre busca em bases de dados, desenvolve um perfil de competncia em informao que apia a formao de um leitor crtico habilitado a realizar uma leitura de mundo aprofundada em que no se deixa levar pelas tendenciosidades e inverdades veiculadas e dispostas nas diversas fontes e canais de informao e comunicao. A mediao da informao e a competncia em informao so aes de interferncia que devem facultar um ambiente que propicia o surgimento da imaginao, criatividade e do pensamento crtico e reflexivo para que os usurios de um espao informacional possam acessar e usar a informao de forma inteligente e construam conhecimento que possa contribuir para intervenes na realidade social onde se inserem. Palavras-chave: Mediao da Informao. Competncia em informao. Aes educacionais. Bibliotecrio mediador/educador.

    Abstract: The present study is aimed at, in a practical manner, elucidating some information competencies and skills possible to be developed /enhanced by means of educational activities of information mediation in information units. It is highlighted the educational role of the mediator /educator librarian and of the library itself in supporting the development of a critical and reflective user in what concerns the information universe. By reviewing the literature, we observed that the mediation of information from activities such as seminars, classes, theme lectures, reading, library use, and courses about databases search, it is developed a competency profile in information that gives support to the creation of a critical reader able to perform an in-depth "reading of the world" which cannot be influenced by biases and untruths disseminated and made available in several information and communication sources and channels. Information mediation and information literacy are interfering actions that should provide an environment that fosters imagination, creativity, and critical and reflective thinking so that users of information facilities can access and use them wisely, as well as building knowledge to contribute to interventions in the social reality into which they are inserted.

  • II Encontro de Pesquisa em Informao e Mediao (II EPIM): anais. Marlia: Linha de Pesquisa Gesto, Mediao e Uso da Informao; Londrina: Grupo de Pesquisa Interfaces: Informao e Conhecimento, 2015.

    Keywords: Information mediation. Information literacy. Educational activities. Mediator /educator librarian.

    1 INTRODUO

    Inicia-se a reflexo por mencionar que a informao com suas inmeras

    aplicaes para gerar conhecimento constitui uma nova fora de produtividade, valor

    e opulncia dos pases, das naes e das pessoas. Essa configurao demanda a

    insero das pessoas numa sociedade identificada e potencializada pelas

    tecnologias da informao e comunicao (TIC), cujas caractersticas envolvem a

    velocidade, a penetrabilidade e a lgica das redes com capacidade para produzir

    conhecimentos, fazer ressonncia no cotidiano das pessoas, instituir novas formas

    de relacionamentos e compartilhamentos.

    A rapidez com que a informao e o conhecimento so disseminados

    provocam novas necessidades e novas demandas em que o acesso informao

    no mais suficiente para suprir as necessidades das pessoas, pois para se manter

    atualizadas e conseguir utilizar as informaes em resoluo de problemas e

    esclarecimentos de fatos, vital a existncia de postura pr-ativa, analtica e crtica

    no momento de realizar pesquisas.

    Neste cenrio, as unidades de informao podem ofertar atividades

    educacionais, por meio da mediao da informao, o que permite uma inter-relao

    com o desenvolvimento/aprimoramento da competncia em informao nos

    usurios.

    A competncia em informao (CoInFo) pode ser definida como um

    processo que desenvolve/aprimora nas pessoas, competncias e habilidades

    relativas busca, acesso, recuperao, avaliao, uso e compartilhamento das

    informaes para a construo de conhecimento. J a mediao da informao,

    uma ao de interferncia realizada pelo profissional da informao que perpassa

    todas as atividades de um espao informacional.

    No mbito da mediao e da competncia em informao, o bibliotecrio

    mediador/educador deve ser o agente facilitador no processo da insero da CoInFo

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    nas unidades de informao. Na perspectiva mediao da informao

    competncia em informao, o papel do bibliotecrio desprende-se de suas

    tendncias tecnicistas e direciona seu fazer funo social da biblioteca, ao passo

    que valoriza a importncia da informao como elemento que apia a construo de

    conhecimento transformador e significativo pelo usurio.

    Em estudo recente, Belluzzo, Santos e Almeida Jnior (2014) afirmam que a

    CoInFo faz parte da mediao da informao por ser uma ao de interferncia.

    Ambos, mediao e competncia em informao, so processos que direcionam sua

    preocupao questo da apropriao da informao pelo mediado: compreendem

    que, a partir da internalizao e mobilizao de competncias e habilidades

    informacionais, o mediado capaz de se apropriar da informao para a construo

    e transformao de seu conhecimento.

    A discusso apresentada por Belluzzo, Santos e Almeida Jnior (2014),

    explanou sobre breves reflexes e aproximaes tericas entre as temticas

    mediao da informao e CoInFo, tornando o debate passvel de ser

    complementado. Desta forma, o presente trabalho prope elucidar, de forma mais

    prtica, algumas competncias e habilidades em informao que podem ser

    desenvolvidas/aprimoradas por meio de aes educacionais de mediao da

    informao em unidades de informao.

    Acreditamos que, com este trabalho, possamos tornar mais claras as aes

    prticas de desenvolvimento/aprimoramento da CoInFo a partir da mediao da

    informao para os profissionais da informao.

    2 COMPETNCIA EM INFORMAO E MEDIAO DA INFORMAO COMO

    AES EDUCACIONAIS EM UNIDADES DE INFORMAO

    A informao um recurso capital para o desenvolvimento de qualquer tipo

    de atividade humana. O desenvolvimento da sociedade, como sendo avano do

    conhecimento, s se concretiza com cidados bem informados que mobilizam e

    utilizam estrategicamente, capacidades e habilidades em informao de forma

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    analtica, reflexiva e crtica quanto ao uso das informaes disponveis. Para ser

    competente em informao:

    [...] uma pessoa deve reconhecer quando uma informao necessria, e deve ter a habilidade de localizar, avaliar e utilizar efetivamente a informao. [...] as pessoas competentes em informao so aqueles que aprendem a aprender. Elas sabem como o conhecimento organizado, como encontrar a informao e como us-la de forma que outras pessoas aprendam a partir dela. (ALA, 1989, traduo nossa).

    A CoInFo pode ser compreendida a partir da seguinte sntese sobre as

    competncias e habilidades em informao:

    Compreender a necessidade informacional: perceber por que e de qual

    informao precisa; qual, quanta e que tipo de informao requer e as limitaes

    para consegui-la (como tempo, acesso, formato, atualidade, etc.); reconhecer

    que a informao est disponvel em formatos variados e dispostos em vrias

    localizaes geogrficas e virtuais;

    Compreender a disponibilidade: identificar que recursos esto disponveis para

    sua explorao, onde esto disponveis, como acess-los e quando apropriado

    utiliz-los;

    Compreender como encontrar informao: buscar os recursos adequados com

    eficcia e identificar a informao relevante. A busca pode ser realizada em

    diversos meios, utilizando-se de ndices no final dos livros, de revistas de resumo

    e de ndices, de listas de discusso na internet;

    Compreender a necessidade de avaliar os resultados: avaliar a informao pela

    sua autenticidade, correo, atualidade e valor. Tambm devem ser avaliados os

    meios pelos quais se alcanaram os resultados para afirmar que o planejamento

    realizado no produz resultados equivocados e incompletos;

    Compreender como trabalhar com os resultados e como explor-los: analisar e

    trabalhar com a informao para proporcionar resultados de pesquisa corretos e

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    apresentveis, o que implica em compreender, comparar, combinar, anotar e

    aplicar (usar) a informao encontrada, e tambm reconhecer quando h

    necessidade de uma nova busca por mais informao;

    Compreender a tica e a responsabilidade na utilizao: respeitar a

    confidencialidade e reconhecer o trabalho de outras pessoas, compreendendo as

    questes referentes ao plgio, propriedade intelectual, etc.;

    Compreender como se comunica e se compartilha a informao:

    comunicar/compartilhar a informao de uma maneira ou formato adequado ao

    pblico que se dirige e conforme a situao;

    Compreender como administrar a informao: refere-se aplicao de mtodos

    apropriados para o armazenamento e gesto da informao, bem como de uma

    reflexo sobre todo o processo de busca das fontes encontradas, de forma a

    aprender a utilizar a informao. (ABELL et al., 2004).

    As competncias so operaes mentais, enquanto capacidades para

    operacionalizar as habilidades e emprego de atitudes adequadas realizao de

    atividades e conhecimentos. Enquanto que as habilidades so atributos

    relacionados no apenas ao saber-conhecer, mas ao saber-fazer, saber-conviver e

    ao saber-ser (BELLUZZO; SANTOS; ALMEIDA JUNIOR, 2014).

    A competncia em informao pode ser analisada a partir de trs contextos

    distintos: concepo da informao (com nfase na tecnologia da informao), a

    concepo cognitiva (com nfase nos processos cognitivos) e a concepo da

    inteligncia (com nfase no aprendizado) (DUDZIAK, 2003). Tais concepes

    refletem os nveis de complexidade da competncia em informao, quais sejam:

    Concepo da informao, com nfase na tecnologia da informao:

    ensino em tecnologia da informao e requer as seguintes habilidades: operar e

    comunicar-se a partir de computadores; entender o funcionamento de

    equipamentos (hardware), programas (software) e suas aplicaes; produzir,

    organizar, disseminar e acessar a informao de forma automatizada; resolver

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    problemas por meio de tecnologias. Tem como foco principal o acesso

    informao, valoriza o conhecimento de mecanismos de recuperao e busca a

    utilizao de informaes em suporte eletrnico. Nesse contexto, o profissional

    bibliotecrio exerce papel de mediador da informao e a biblioteca pode ser

    considerada como suporte ao ensino e pesquisa e acesso fsico informao.

    Concepo cognitiva, com nfase nos processos cognitivos: o foco est no

    indivduo, na forma como compreende e usa a informao dentro de seu contexto

    particular. No meramente mecnico, envolve uso, interpretao e busca de

    significados, no somente para responder perguntas, mas tambm para a

    produo de modelos mentais. Procura compreender como as pessoas buscam

    sentido para seus questionamentos. A biblioteca passa a ser um espao de

    aprendizado e o bibliotecrio deve ser um gestor do conhecimento.

    Concepo da inteligncia, com nfase no aprendizado contnuo: envolve a

    noo de valores ligados dimenso social e situacional, cuja inter-relao entre

    eles, ocasiona mudanas individuais e sociais. Abrange as demais concepes,

    com a clareza de que todos os sujeitos envolvidos devem ser aprendizes, o que

    implica em mudanas. A biblioteca neste cenrio espao para expresso do

    sujeito e o profissional da informao agente educacional e mediador do

    aprendizado. (DUDZIAK, 2003).

    Mediante esta perspectiva, a CoInFo possibilita ao indivduo a construo de

    uma aprendizagem permanente que ampara sua capacitao em relao ao

    planejamento de estratgias para a construo do seu saber, de modo a amenizar

    os riscos da brecha digital e da desigualdade social (MARZAL, 2009).

    Ao falarmos em CoInFo, no podemos releg-la a uma enumerao de

    capacidades pessoais, mas sim no indivduo inserido na sociedade da informao e

    do conhecimento, onde se deve levar em considerao uma diversidade de

    experincias e contedos que se integraro para amparar o desenvolvimento da

    CoInFo (JOHNSTON; WEBBER, 2007, p. 493). Tal afirmao corrobora com o que

    Delors et al. (1998) pontuam no que tange mobilizao e internalizao de

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    experincias para a renovao de saberes: a formao continuada visa reviso e

    renovao de conhecimentos, atitudes e habilidades previamente adquiridas, bem

    como sua atualizao em razo das transformaes sociais, tecnolgicas e

    cientficas.

    Frente o exposto, a CoInFo ressalta o papel educacional da biblioteca e do

    bibliotecrio medida que um processo de ensino-aprendizagem que proporciona

    o desenvolvimento sistemtico de atividades que priorizam a cidadania e o

    aprendizado ao longo da vida, fazendo com que os processos investigativos e a

    construo de conhecimento permeiem todas as aes aplicveis a qualquer

    situao, seja junto aos sistemas formais ou informais (DUDZIAK, 2001, p. 59).

    Consideramos que a CoInFo uma forma de mediao da informao

    por se concretizar em uma ao de interferncia realizada pelo profissional da

    informao. ao de interferncia, pois a partir do processo de ensino-

    aprendizagem para o desenvolvimento de capacidades e habilidades, o indivduo

    consegue utilizar as informaes na aplicao de seus interesses informacionais.

    Por sua vez, ressalta-se tambm que a mediao da informao

    Toda ao de interferncia realizada em um processo, por um profissional da informao e na ambincia de equipamentos informacionais , direta ou indireta; consciente ou inconsciente; singular ou plural; individual ou coletiva; visando a apropriao de informao que satisfaa, parcialmente e de maneira momentnea, uma necessidade informacional, gerando conflitos e novas necessidades informacionais. (ALMEIDA JNIOR, [201-], sem paginao.)

    O surgimento da mediao da informao reporta-se aos anos 1990, a partir

    de um vcuo terico do Servio de Referncia e Informao1, quando se inicia o

    processo de reflexo sobre as aes desenvolvidas pelos equipamentos

    informacionais em seu relacionamento com seus usurios. Neste momento, as

    pesquisas sobre mediao da informao deslocaram a nfase sobre o atendimento

    ao usurio para incorporar todo o fazer do profissional da informao.

    Neste sentido, Almeida Jnior (2009) afirma que, por abarcar todo o fazer

    profissional, a mediao da informao ocorre de forma explcita e implcita nos 1 Sobre esta colocao, ver estudo de Belluzzo,Santos e Almeida Jnior (2014).

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    espaos informacionais. Segundo o autor, a mediao explcita ocorre no Servio de

    Referncia e Informao, no [...] atendimento direto ao usurio, mesmo que tal

    presena no seja fsica, em que no solicitada a interferncia concreta e

    presencial do profissional da informao [...] (ALMEIDA JNIOR, 2009, p. 93). J a

    mediao implcita ocorre

    [...] de maneira no explicitada, na seleo, na escolha dos materiais que faro parte do acervo da biblioteca, em todo o trabalho do processamento tcnico, nas atividades de desenvolvimento de colees e, tambm no servio de referncia e informao. Presente em todas essas aes, a mediao faria parte do prprio objeto da rea de informao. Especificamente, em relao rea de Cincia da Informao, o seu objeto passaria a ser mais a mediao do que a informao. (ALMEIDA JNIOR, 2008, p. 46).

    fundamental destacar que a mediao da informao no deve ser

    encarada como a noo de ponte em que h somente o relacionamento entre dois

    pontos: o universo informacional e a comunidade a ser servida, que de alguma

    maneira esto impedidos por meio de obstculos de interagir, alm de ser

    considerada como sinnimo de transferncia de informao, disseminao da

    informao ou distribuio da informao (ALMEIDA JNIOR, 2009, p. 92).

    Na mediao da informao, participam:

    [...] o produtor do suporte informacional (seja um autor fsico ou corporativo; isolado ou em grupo), trazendo seus interesses, suas verdades, seus valores, suas concepes; o momento em que a informao est sendo mediada (independente da poca em que o suporte foi produzido), momento esse que pode determinar formas de apropriao; o suporte da informao (os tipos de suportes possuem linguagens prprias e diferentes); o ambiente informacional em que a mediao ocorre (a forma como est organizado; a construo; se virtual ou fsico etc.); o mediador, que interferir a partir de suas concepes e formas de ver e entender o mundo; e o usurio (com suas necessidades e interesses gerais e de momento). (LOUSADA, 2015, p. 13).

    Por isso, a noo de ponte inadequada, pois oferece a ideia de algo

    esttico em que no h interferncia por parte do profissional da informao. No

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    processo de mediao no h imparcialidade, uma vez que a interferncia

    [...] no deve ser negada, mas, sim, explicitada, afirmada, tornada consciente para que, criticamente, o profissional possa lidar com ela de maneira a amenizar / minimizar possveis problemas que dela decorram. H uma linha tnue entre interferncia e manipulao. A conscincia de sua existncia, bem como da realidade da interferncia, permite no a eliminao da manipulao, mas a diminuio de seus riscos e de suas consequncias. (ALMEIDA JNIOR, 2009, p. 94).

    Vale lembrar que a mediao da informao e a competncia em informao

    requerem a certeza da apropriao da informao pelo usurio, reconhecem o papel

    determinante da ao de interferncia e comprometem-se com os propsitos scio-

    polticos da informao para os usurios.

    3 PROCEDIMENTOS METODOLGICOS

    O trabalho de natureza qualitativa com enfoque bibliogrfico cujo objetivo

    elucidar, de forma mais prtica, o estudo de Belluzzo, Santos e Almeida Jnior

    (2014). A pesquisa bibliogrfica [...] aquela que se realiza a partir do registro

    disponvel, decorrente de pesquisas anteriores, em documentos impressos, como

    livros, artigos, teses etc. (SEVERINO, 2007, p. 122). Este tipo de pesquisa busca

    [...] conhecer, analisar e explicar contribuies sobre determinado assunto, tema ou

    problema. (MARTINS; THEPHILO, 2009, p. 54).

    Para o desenvolvimento da discusso, realizou-se uma articulao

    conceitual entre mediao da informao e competncia em informao, por meio

    da anlise de artigos cientficos e livros, a fim de expor as temticas como aes

    educacionais em unidades de informao. Para identificar as atividades

    educacionais de mediao da informao, desenvolveu-se a leitura de artigos de

    Almeida Jnior (2007, 2008, 2009) e de livros de Barros, Bortolin e Silva (2006) e

    Barros (2003) de forma terico-exploratria para a construo de referencial de

    apoio.

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    Posteriormente a esta etapa, comparamos as diretrizes da Association of

    College and Research Libraries (ACRL, 2000) e de Lau (2004) para apontar quais

    capacidades e habilidades em informao que envolvem a CoInFo so passveis de

    serem desenvolvidas/aprimoradas a partir de aes educacionais de mediao da

    informao.

    4 RESULTADOS E DISCUSSO

    A mediao da informao [...] entende o usurio como participante e no

    como mero receptor, sem possibilidade de interferir ou, de alguma forma, ser sujeito

    ativo do processo. Ao contrrio, ele o norte, o fim, para o qual todas as aes

    esto voltadas. (LOUSADA, 2015, p. 13). Da mesma forma, a competncia em

    informao busca desenvolver competncias e habilidades capazes de despertar

    nas pessoas uma viso holstica, profunda e crtica sobre a realidade em que esto

    inseridas na medida em que participam ativa e criativamente no desenvolvimento,

    compreenso e interveno da sociedade.

    Os dois processos, mediao e competncia, interessam-se pela forma com

    que o usurio se apropria da informao, pois a partir da

    [...] internalizao de competncias e habilidades informacionais que a apropriao da informao ativada, pois a pessoa consegue, de certa forma, avaliar todo o contexto em que est inserida e satisfazer suas necessidades informacionais. (BELLUZZO; SANTOS; ALMEIDA JUNIOR, 2014, p. 68).

    A apropriao da informao desenvolve o pensamento crtico na pessoa,

    na medida em que a informao desconstruda para construir referenciais que

    permitam explicar fenmenos e resolver problemas por meio de questionamentos. O

    pensamento crtico uma [...] estratgia de aprendizagem onde o contexto e os

    contedos pelos quais as pessoas se relacionam so determinantes. (LAHERA,

    2007, p. 30).

    Para que ocorra a apropriao da informao pelo mediado, necessria

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    uma ao de interferncia. A competncia em informao e a mediao da

    informao so aes de interferncia em que o mediador interfere para que haja

    uma mobilizao de conhecimentos por parte do mediado.

    Como aes de interferncia, preocupam-se com as formas e maneiras

    que a pessoa far da informao apropriada, j que quando apropriadas,

    mobilizam e confrontam os conhecimentos existentes com os novos para a

    construo de opinio, crenas, valores, reflexes, etc., sobre o mundo. O uso da

    informao implica em sua utilizao efetiva, precisa e criativa para alcanar um

    objetivo e/ou resultado.

    A competncia em informao e a mediao da informao

    [...] so processos que possibilitam a interao, entre mediador e mediado e que ativam e potencializam a construo do conhecimento pelos mediados. So processos que modificam, alteram e transformam os estmulos (ao de interferncia) do mediado, proporcionando-lhe uma postura ativa, crtica, reflexiva e independente frente pesquisa de informaes para a satisfao de necessidades informacionais. (BELLUZZO; SANTOS; ALMEIDA JUNIOR, 2014, p. 68).

    Neste mbito, percebe-se que a mediao da informao e a competncia

    em informao ressaltam o papel educacional da biblioteca e do bibliotecrio, pois

    estes delegam informao o papel de [...] modificao, da mudana, da

    reorganizao, da reestruturao, enfim, da transformao do conhecimento.

    (ALMEIDA JUNIOR, 2009, p. 97).

    A partir desta conjuntura, apresentam-se no quadro 1, algumas

    competncias e habilidades em informao que podem ser

    desenvolvidas/aprimoradas pelas aes educacionais de mediao da informao:

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    Quadro 1 Atividades de desenvolvimento/aprimoramento da CoInFo sob a tica da mediao da informao

    Mediao da informao Competncia em Informao

    Oferecimento de seminrios, cursos, palestras temticos

    1. Definir e articular as necessidades de informao; 2. Decidir fazer algo para encontrar a informao para iniciar

    o processo de busca; 3. Compreender que a informao existente pode ser

    combinada com o pensamento original, a experimentao e/a anlise para produzir nova informao;

    4. Extrair as informaes das diversas tecnologias (livros, vdeo, imagens, msicas) para construir argumentos sobre um assunto em evidncia;

    5. Determinar se o novo conhecimento tem impacto em seu sistema de valores e tentar reconciliar as diferenas;

    6. Validar a sua compreenso e interpretao da informao por meio de conversas com outros indivduos e peritos da rea.

    Leitura

    1. Ler um texto e selecionar as ideias principais; 2. Interpretar textos; 3. Articular o conhecimento e as habilidades apropriadas a

    partir de experincias anteriores para o planejamento e criao de um produto ou uma atividade;

    4. Ler, analisar, selecionar e interpretar a informao relevante;

    5. Sintetizar as ideias principais para construir novos conceitos;

    6. Comparar o novo conhecimento com o conhecimento inicial para determinar o valor agregado, contradies ou outras caractersticas nicas da informao;

    7. Comunicar o produto ou realizaes efetivas para outros; 8. Criar novas ideias.

    Uso da biblioteca

    1. Compreender a organizao da biblioteca; 2. Conseguir utilizar o catlogo; 3. Utilizar os recursos informacionais da biblioteca; 4. Utilizar em pessoa ou em linha os servios especializados

    disponveis na instituio para recuperar a informao necessria (exemplo: emprstimo entre bibliotecas).

  • II Encontro de Pesquisa em Informao e Mediao (II EPIM): anais. Marlia: Linha de Pesquisa Gesto, Mediao e Uso da Informao; Londrina: Grupo de Pesquisa Interfaces: Informao e Conhecimento, 2015.

    Cursos sobre busca em bases de dados

    1. Identificar palavras chave, sinnimos e termos relacionados informao que necessita;

    2. Identificar lacunas na informao recuperada e determinar se h a necessidade de revisar a estratgia de busca;

    3. Reconhecer o uso de fontes de informao na comunicao de produtos e resultados;

    4. Examinar e comparar a informao de vrias fontes para avaliar sua confiabilidade, validez, correo, autoridade, oportunidade e ponto de vista;

    5. Saber o que plgio e no apresentar como prprios materiais de outros autores;

    6. Demonstrar compreenso das questes de propriedade intelectual, dos direitos de reproduo e uso correto dos materiais relacionados legislao sobre diretos de autor;

    7. Refletir sobre xitos, fracassos e estratgias.

    Apoio ao desenvolvimento de pesquisa

    1. Buscar em bases de dados e utilizar operadores booleanos para a elaborao de estratgias de buscas;

    2. Estruturar a pesquisa nas normas da ABNT; 3. Criar um sistema para organizar a informao.

    Fonte: Elaborao dos autores

    A biblioteca, quando compreendida pela percepo da mediao e da

    competncia em informao (quadro 1), torna-se um espao de construo de

    significado e conhecimento, medida que vista, pela sociedade, como um lugar de

    aprendizagem e no somente de acesso informao.

    As aes de mediao e competncia em informao introduzem o usurio

    em um espao de aprendizagem, experincias, vivncias e de percepes que o

    torna capaz de reconhecer que no precisa agir passivamente frente s informaes

    que lhe so apresentadas quando busca a veracidade dos fatos, construo de

    opinies, esclarecimento de dvidas, etc.

    As competncias e habilidades em informao da CoInFo relacionadas no quadro 1,

    [...] propiciam ao indivduo a construo de novos conhecimentos e podem ser aplicveis ao cotidiano das pessoas, no se restringindo assim a um contexto determinado o que denota que essa competncia pode ser abordada em vrios campos do conhecimento e em ambientes de redes. (BELLUZZO, 2014, p. 58).

  • II Encontro de Pesquisa em Informao e Mediao (II EPIM): anais. Marlia: Linha de Pesquisa Gesto, Mediao e Uso da Informao; Londrina: Grupo de Pesquisa Interfaces: Informao e Conhecimento, 2015.

    O bibliotecrio mediador/educador o profissional que deve destacar e

    divulgar a funo educativa da biblioteca. Ele o profissional que deve apoiar a

    formao de um leitor crtico habilitado a realizar uma leitura de mundo

    aprofundada em que no se deixa levar pelas tendenciosidades e inverdades

    veiculadas e dispostas nas diversas fontes e canais de informao e comunicao.

    A mediao da informao e a competncia em informao devem facultar

    um ambiente que propicie o surgimento da imaginao, do pensamento crtico em

    que as pessoas ignorem [...] o impossvel e ousam enxergar alm dos horizontes

    (BELLUZZO, 2007, p. 9). A pessoa competente em informao se beneficia do

    mundo de conhecimentos e incorpora a experincia de outros em seu prprio acervo

    de conhecimentos (LAU, 2004), ou seja, capaz de enxergar o mundo alm da

    caixa escura.

    5 CONSIDERAES FINAIS

    A mediao da informao e a competncia em informao, compreendidas

    como aes educacionais, direcionam sua preocupao para a formao de um

    usurio crtico no tocante forma que ele usa, aprende e aplica a informao para

    situaes do seu cotidiano.

    Assim como na mediao da informao, a competncia em informao

    compreende o usurio como um agente participativo e transformador de sua

    realidade, pois a partir da internalizao e mobilizao de conhecimentos, torna-se

    capaz de compreender o mundo, enxergar os fatos com mais clareza, construir sua

    viso de mundo, suas percepes, crenas e valores para o exerccio da cidadania.

    Nos dois processos, mediao e competncia, o bibliotecrio e a biblioteca

    tornam-se agentes educacionais, pois enfatizam suas aes para a apropriao da

    informao como forma de desenvolvimento da criatividade, pensamento crtico e

    reflexivo.

  • II Encontro de Pesquisa em Informao e Mediao (II EPIM): anais. Marlia: Linha de Pesquisa Gesto, Mediao e Uso da Informao; Londrina: Grupo de Pesquisa Interfaces: Informao e Conhecimento, 2015.

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